terça-feira, 30 de março de 2010

OMS exagerou em alerta sobre a gripe suína


Quase um ano após os primeiros sinais do vírus H1N1, o Conselho da Europa conclui que a Organização Mundial da Saúde (OMS) exagerou no alerta em relação à pandemia de gripe suína. Em Genebra, a agência de saúde da ONU anunciou que iniciará um processo de revisão de seus trabalhos, inclusive sobre o uso da palavra "pandemia" em futuras crises. Apesar da polêmica, a OMS insistiu que o Brasil mantenha seu programa de vacinação.

Deputados no Conselho da Europa chegaram à conclusão de que a OMS colocou em risco a credibilidade de entidades internacionais ao exagerar em seu alerta sobre a gripe suína. O relatório, elaborado após três meses de investigações, aponta que essa perda de credibilidade põe em risco milhares de vidas.

O documento foi redigido pelo deputado trabalhista britânico Paul Flynn, vice-presidente do comitê de saúde do conselho. "Quando a próxima pandemia aparecer, muitos não darão credibilidade às recomendações da OMS. Eles se recusarão a ser vacinados e colocarão suas vidas e de outros a risco", diz o texto.

O relatório lembra que a estimativa oficial era de até 65 mil mortes apenas na Grã-Bretanha. Um ano depois, foram apenas 360. No mundo, 17 mil morreram pela gripe em um ano.

O documento também acusa a OMS de falta de transparência em relação à decisão de decretar a pandemia e alerta que os especialistas que tomaram a decisão poderiam estar sob influência das empresas de medicamentos.

DEFESA

Nesta segunda-feira (29), o chefe da divisão de influenza da OMS, Keiji Fukuda, voltou a defender a decisão da entidade de decretar a pandemia. Ele também anunciou que a revisão das regras para futuras declarações de pandemia começa a ser revista a partir da semana que vem.

Uma das possibilidade será a de incluir nos critérios novos itens, antes de decretar uma pandemia. Na OMS, o único critério é o de que um vírus tenha uma disseminação em mais de dois continentes de forma sustentável. Esse foi o caso do H1N1. O que ninguém previa é que o vírus não seria tão severo. O resultado foi centenas de milhares de doses de vacinas encalhadas.

Fukuda admite até mesmo rever o uso da palavra "pandemia" em próximos casos de vírus.

GAZ

Nota do Blog: A OMS se transformou na grande defensora dos lucros dos fabricantes de vacina. Por que será?

Sutiã japonês para caçar marido


Se um anel de noivado for inserido no mecanismo, o cronômetro para e toca a clássica marcha nupcial

Para aquelas mulheres que sonham em se casar e já apelaram para Santo Antônio e mergulharam em litros de água de banho com pétalas de rosas que não surtiram efeito, a Triumph Internacional, fabricante de lingerie, aposta em um novo sutiã para as mulheres conseguirem fisgar um marido.

O Konkatsu Bra, que significa sutiã caça-casamento, vem com um cronômetro eletrônico nupcial embutido que faz com que a mulher corra contra o tempo.

E quando a tão esperada proposta de casamento for feita, basta inserir o anel de noivado no sutiã que a contagem para, e a clássica marcha nupcial de Felix Mendelssohn é entoada.

...

“As japonesas estão mais agressivas que os homens, trabalhando ativamente para se casarem, enquanto no passado era o homem que pedia a mulher em casamento”, disse.

No Japão a taxa de casamento está caindo e as mulheres estão se casando cada vez mais tarde. Estatísticas do governo japonês mostram que quase 57% das mulheres com menos de 34 anos não se casaram. No país existem cerca de 3800 empresas que arranjam casamentos.

Made in Japan

domingo, 28 de março de 2010

Cat Stevens - Peace Train (ao vivo)

HORA DO PLANETA


Observando a lista de organizações empresariais que alegremente aderiram à chamada "Hora do Planeta", encontrei algumas empresas que me instaram a lembrar de cenas que observava na minha adolescência:

Viviam na minha então pacata cidade alguns "homens de bem" que durante toda a semana não tinham escrúpulos em praticar atividades deliberadamente prejudiciais a seus clientes e vizinhos e que, nas horas de folga, não vacilavam em maltratar seus funcionários e até familiares. Sua conduta social era de absoluta arrogância e desprezo pelos fracos e humildes.

Porém, todos os domingos compareciam pontualmente à missa das oito, se confessavam e comiam a hóstia. Saíam da missa com a sensação de estarem isentos de qualquer pecado.

Na segunda-feira sua conduta seguia a mesma de sempre...

Ressalto que após esse período deixei de observar esses comportamentos por passar a frequentar outros círculos sociais. Talvez até nem existam mais.

SOGRAS E GENROS


Língua de Sogra


Relendo o livro "Totem e Tabu e Outros Trabalhos", publicação da editora Imago que faz parte da coleção "Obras Completas de Sigmund Freud", me deparei com certas regras que povos observam em relação às sogras.

Devido ao conteúdo quase prescritivo, a seguir reproduzo textos contidos nas páginas 30 e 31 da edição que tenho em mãos:

"Sem sombra de dúvida, a evitação mais difundida e rigorosa (e a mais interessante, do ponto de vista das raças civilizadas) é a que impede as relações de um homem com a sogra. É bastante generalizada na Austrália e estende-se também à Melanésia, Polinésia e às raças negras da África, onde quer que traços do totemismo e do sistema classificatório de parentesco sejam encontrados e provavelmente mais além ainda.
...
Entre os melanésios das Ilhas Bank's, essas regras de evitação são muito severas e minuciosas. Um homem não deve chegar perto da mãe de sua esposa, nem ela dele. Se acontecer de os dois se encontrarem num caminho, a mulher se desvia e fica de costas até que ele tenha passado ou, talvez, se for mais conveniente, será ele que se afastará do caminho. Em Vanua Lava, em Port Pattenson, um homem só pode seguir a sogra ao longo da praia depois que a maré crescente tenha lavado suas pegadas da areia. Não obstante, o genro e a sogra podem falar-se a uma certa distância, mas uma mulher em nenhuma circunstância menciona o nome do marido de sua filha, nem ele o dela.
Nas Ilhas Salomão, após o casamento, o genro não pode ver nem conversar com a sogra. Se a encontrar, não deve reconhecê-la; deve fugir e esconder-se o mais depressa possível.
Entre os bantos orientais, o costume exige que o homem tenha vergonha da mãe de sua esposa, isto é, que se esquive deliberadamente a sua companhia. Não deve entrar na mesma casa que ela e se por acaso se encontrarem num caminho, um ou outro volta-se para o lado, ela talvez escondendo-se atrás de um arbusto, enquanto ele oculta o rosto. Se não puderem evitar-se assim e a sogra não tiver nada com que se cobrir, amarra um talo de capim em volta da cabeça, como símbolo de evitação cerimonial. Toda a comunicação entre os dois - seja através de terceiros, seja gritando um para o outro a uma certa distância -, tem de ter alguma barreira interposta entre eles. Não podem nem mesmo pronunciar o nome próprio um do outro.
Entre os basogas, povo banto que vive na região nas nascentes do Nilo, o homem só pode falar com a sogra quando ela se encontra noutra peça e fora de vista.
..."


Não são abordagens interessantes?

Omar

quinta-feira, 25 de março de 2010

ACABOU A DISPUTA

Deviantart:

Fotos recentes de satélite indicam que uma ilha disputada pela Índia e por Bangladesh no Oceano Índico desapareceu sob as águas.

O território, no Golfo de Bengala, era conhecido como Ilha New Moore pelos indianos e chamado de Talpatti do Sul pelos bengaleses e ficava ao sul do Rio Hariabhanga.

De acordo com cientistas da Escola de Estudos Oceanográficos da Universidade Jadavpur, de Calcutá, Índia, a região vem registrando uma elevação do nível do oceano – um dos efeitos do aquecimento global.

O local, com uma área de cerca de 10 km², nunca foi habitado de forma permanente e nunca ficou mais do que dois metros acima do nível do mar.

Sundarbans

Segundo o correspondente da BBC em Nova Déli Chris Morris, no passado a ilha foi visitada por cargueiros indianos, e a Força de Segurança da Fronteira enviou um contingente de forma temporária à ilha, devido à disputa territorial com Bangladesh.

De acordo com o professor Sugata Hazra, da Universidade de Jadavpur, quem quiser visitar a ilha agora precisará de um submarino.

O professor afirmou que seus estudos revelaram que os níveis do mar nesta região do Golfo de Bengala subiram muito mais rápido na última década do que nos 15 anos anteriores.

E, segundo o correspondente da BBC, o professor prevê que na próxima década outras ilhas da região da Sundarbans – a maior floresta de manguezal do mundo, na costa entre Índia e Bangladesh - também vão desaparecer debaixo d'água.

NOTA DO BLOG: Segundo um veterando metereologista gaúcho que escreve para um jornal local, nada disso está acontecendo. Então fico tranquilo.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Teólogo suíço Hans Küng ataca o papa e pede fim do celibato


Na discussão sobre casos de pedofilia na Igreja Católica, o teólogo suíço Hans Küng ataca o papa. Dificilmente alguém sabia tanto quanto ele sobre os casos de abuso, disse Küng em entrevista à televisão pública suíça. Ele também pediu o fim do celibato.

A Igreja Católica na Suíça mostra-se dividida quanto às medidas para combater o problema. O abade do mosteiro de Einsiedeln propõe uma "lista suja" dos religiosos pedófilos.

Depois dos escândalos de pedofilia na Igreja Católica na Alemanha e na Irlanda, o problema também é discutido na Suíça. Segundo o semanário Sonntag, os bispados suíços investigaram mais de 60 denúncias de abusos sexuais nos últimos 15 anos.

O caso mais recente ocorreu no bispado de Chur (nordeste), que abrange 309 paróquias e 690 mil católicos em cinco estados. O cônego Christoph Casetti disse na sexta-feira (19/3) à agência de notícias SDA que seu bispado atualmente investiga cerca de dez casos de suspeita de abusos sexuais.

A comissão de "Abusos Sexuais na Pastoral" da Conferência dos Bispos Suíços (CBS) investigou nove casos, envolvendo oito padres e uma professora. Em um outro caso, um representante da Igreja teria baixado pornografia infantil da internet. As vítimas foram três meninas, duas adolescentes, duas mulheres adultas, um aluno e um jovem.

Lista suja

Depois que se tornaram públicos no final de semana mais dois casos de assédio sexual nos mosteiros de Einsiedeln (centro da Suíça) e Disentis (leste), o abade de Einsiedeln, Martin Werlen, propôs a criação pelo Vaticano de uma "lista suja" dos pedófilos na Igreja.

"Na troca de emprego para uma outra diocese em qualquer parte do mundo, o bispo poderia se informar se houve alguma denúncia grave contra o padre", disse Werlen em entrevista ao semanário SonntagsBlick. Ele quer apresentar sua proposta à CBS.

"É responsabilidade de cada bispado esclarecer previamente se alguém tem condições profissionais e morais para um emprego na Igreja", disse o presidente da Conferência dos Bispos Suíços, Norbert Brunner, ao jornal Le Matin Dimanche. Ele prefere intensificar a troca de informações entre as dioceses a uma "lista suja".

Segundo Brunner, os casos de abusos não são denunciados sistematicamente à autoridades judiciárias civis. Se um bispo ou um padre toma conhecimento de um abuso, ele deve pedir ao acusado que se autodenuncie. Em casos muito graves, a própria Igreja pode apresentar queixa, se a vítima concordar, explicou Brunner.

Segundo o porta-voz da CBS, Walter Müller, as vítimas são imediatamente ouvidas, assistidas e encorajadas pela Igreja a apresentar queixa à polícia. "Além disso, cada diocese dispõe de um posto de contato para vítimas e testemunhas que queiram denunciar abusos contra crianças", disse à televisão suíça.

Küng pede fim do celibato

Na última sexta-feira (19/3), o papa Bento 16 publicou uma carta pastoral em que expressa "vergonha e remorso" pelos casos de abusos sexuais cometidos por religiosos na Irlanda, mas não menciona os escândalos ocorridos em outros países, como a Alemanha, onde mais de 300 casos vieram a público desde o início do ano (veja um resumo da carta no link na coluna à direita).

Segundo o teólogo suíço Hans Küng, presidente da Fundação Weltethos (Ética Mundial), sediada em Tübingen (Alemanha), "não é exagero dizer que dificilmente houve um homem na Igreja Católica que sabia tanto quanto o papa sobre os casos de abusos".

"Desde a Idade Média temos uma teologia da sexualidade inibida", declarou Küng, em entrevista à emissora de televisão pública suíça SF, no domingo (21/3). Isso culmina na lei do celibato, que tem a ver com esses casos de abusos, acrescentou.

Segundo Küng, este é um dos motivos pelos quais o papa, em sua carta pastoral, não assumiu qualquer responsabilidade pelos casos de abuso. "O mais importante seria que o papa liberasse a discussão sobre o celibato. Muita coisa melhoria se o celibato fosse abolido", disse Küng.

O teólogo suíço lembrou que o cardeal Joseph Ratzinger, atual papa, durante 24 anos foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, que também é responsável por orientações aos bispos sobre como lidar com desvios sexuais de religiosos.

O professor de Teologia da Universidade de Lucerna, Edmund Arens, também critica Bento 16. "Penso que o papa deveria pedir desculpas em nome da Igreja. Está mais do que na hora de a instituição reconhecer a culpa por esses crimes, pela sua ocultação e pelo fato de ter impedido vítimas de recorrer à Justiça", disse à swissinfo.ch.

Segundo o presidente da CBS, Norbert Brunner, em primeiro lugar, o autor do crime é responsável por seu ato, não a Igreja. "Tenho dificuldade de entender por que a Igreja deve se desculpar junto às vítimas por um ato cometido por outro. O importante é que um bispo realmente lamente tais casos – e isso eu faço", declarou ao jornal NZZ am Sonntag.

Geraldo Hoffmann, swissinfo.ch (colaboração de Simon Bradley e informaçõs de jornais e agências)

Sua vida amorosa é verde?


Por Jill Serjeant

LOS ANGELES (Reuters) - Seu carro é híbrido, você consome alimentos orgânicos e faz questão de reciclar seu lixo. Mas até que ponto sua vida amorosa é ecológica?

Pense nas rosas do Dia dos Namorados e no custo ambiental de seu cultivo e o carbono emitido para seu transporte desde lugares longínquos. E o que dizer de camisinhas usadas, jogadas na privada e chegando aos esgotos, para, no final, possivelmente poluir o oceano?

Para Stefanie Iris Weiss, se você ainda não pensou em viver sua vida sexual de modo ecologicamente sustentável, você é um "neófito ambiental total". Mas ela se propõe a ajudar com seu novo manual "Eco-Sex."

"Eu sempre quis escrever um livro sobre sexo. Sou ambientalista engajada e sou vegetariana há 20 anos. Eu mal pude acreditar quando percebi que ninguém tinha escrito nada sobre este assunto", disse Weiss, de 38 anos, à Reuters.

"Acho que o sexo verde está vivendo seu momento. As pessoas estão percebendo que seus hábitos cotidianos mais íntimos estão profundamente ligados à crise terrível que estamos vivendo", disse.

"Eco-Sex" chegará às livrarias dos EUA em 31 de março, pela editora Ten Speed Press.

Desde brinquedos sexuais manuais (e sites na Internet onde se podem reciclar brinquedos antigos, movidos a pilha) até lingerie ambientalmente saudável (feita de bambu) e sites de namoro online para ambientalistas, "Eco-Sex" quer mostrar aos leitores como reduzir a pegada de carbono de suas vidas amorosas -- e divertir-se enquanto o fazem.

Weiss, que diz que ou experimentou ou reviu cada item mencionado no livro, entrevistou chefs crudívoros para conseguir receitas de refeições afrodisíacas para serem consumidas a dois, sugere o primeiro eco-passeio romântico ideal (de bicicleta) e recomenda colchões de látex natural (mas avisa que são menos elásticos que os de molas ou de espuma sintética).

Ela identifica uma grande gama de cosméticos naturais ou orgânicos, camisinhas feitas de látex biodegradável e bijuterias ecológicas -- porque diamantes ou ouro não são os melhores amigos da mulher ambientalmente consciente.

Mas "Eco-Sex" também trata de uma questão mais séria.

Com o planeta se dirigindo a uma população de cerca de 9 bilhões de pessoas até 2040, segundo as Nações Unidas, todas consumindo oxigênio e emitindo carbono, a maior contribuição para não elevar as emissões de carbono consiste em fazer sexo que não resulte em bebês.

"A maior coisa que as pessoas podem fazer para serem ecossexuais é ter menos filhos, ou nenhum", disse Weiss, que não tem filhos.

Se isso soa absurdo, pense nos 90 por cento das fraldas descartáveis vendidas todos os anos que acabam em aterros sanitários. E em como a pegada de carbono de uma pessoa a mais no mundo ultrapassa de longe todas lâmpadas econômicas que você já instalou na vida.

terça-feira, 23 de março de 2010

Apartheid en Israel


Cualquiera que haya vivido en la Sudáfrica del apartheid y viaje hoy a Israel, observará cosas desagradablemente familiares

Jaume Saladrigas | Cape Town (Sudáfrica), para La Vanguardia.

Es habitual leer noticias acerca del malestar que causa a los políticos israelíes el actual clima de antisemitismo que, según ellos, se ha instalado en España. Por antisemitismo hay quien entiende opiniones contrarias o que cuestione el proceder de la actual Administración de Israel. El estado hebreo es el del Apartheid, se oye decir a menudo. ¿Por qué las autoridades israelíes se indignan cada vez que a alguien se le ocurre hacer comparaciones con el antiguo sistema de apartheid en Sudáfrica? ¿Y qué tiene, díganme, de antisemita decir algo así?

En los años 50, DF Malan, primer ministro de Sudáfrica, introdujo un sistema de leyes que recordaban a las de Nuremberg, en tiempos de Hitler: el Acta de Registro que clasificaba a la población en función de raza. Leyes que prohibían las relaciones sexuales o de matrimonio entre personas de raza distinta. Leyes que excluían a los negros del mundo laboral blanco.

El antisemitismo de los Afrikaner tiene sus orígenes una década antes de 1948, año en que por primera vez el Partido Nacionalista gana unas elecciones legislativas. DF Malan, declaró su oposición a que Sudáfrica aceptara a más refugiados judíos provenientes de Alemania. Para ello propuso leyes anti-inmigración. Durante un discurso en el Parlamento, defendió su actitud de esta manera: "A menudo se me reprocha que discrimino a los judíos por el mero hecho de ser judíos. Sinceramente les digo que así es; los discrimino porque son judíos".

Las primeras comunidades judías en Sudáfrica son anteriores a los acontecimientos de la segunda guerra mundial. En el siglo XIX arribaron familias enteras o diezmadas, que huían de los Pogroms en Lituania y Latvia. Con Stalin, las persecuciones de los judíos fueron a peor, cosa que provocó una segunda oleada de refugiados en Sudáfrica. Con el descubrimiento en 1860 de los ricos depósitos de diamantes, de Kimberly y el notable enriquecimiento de algunos miembros de la comunidad judía, el antisemitismo aumentó. Los prejuicios, los clichés: "el judío es un ávaro", eran ya entonces, comunes. La guerra anglo-boer de finales del XIX también sirvió de argumento a políticos malintencionados. Estos no tardaron en culpar a los judíos de lucrarse a expensas de los perdedores. Hendrik Verwoerd, editor del influyente periódico Die Transvaler, y fundador del movimiento Apartheid, sostuvo que los judíos en Sudáfrica y en todo el mundo ansiaban lo mismo: controlar la economía global. Los medios de comunicación (prensa y radio) en manos del aparato del Partido Nacionalista, no desaprovecharon oportunidades para hacer campaña antisemita. Cabe recordar que los Afrikaner se mostraron favorables a la causa de Hitler, mientras que los sudafricanos de origen inglés -prácticamente todo el Gobierno lo era- defendieron el bando aliado. Don Krausz, superviviente del Holocausto (su familia corrió peor suerte), y presidente de la Asociación de Supervivientes del Holocausto, en Sudáfrica, lo recuerda bien: "Los Afrikaner y en especial, los afiliados o simpatizantes del Partido Nacionalista, nos odiaban. La prensa afrikáans era un calco del 'Der Stürmer', de Hitler. Los judíos vivían permanentemente angustiados y amenazados por los afrikaner. En Potchefstroom, de donde es mi mujer, las milicias de los Camisas Grises, apedreaban los comercios judíos. O peor aún; les prendían fuego o las hacían saltar por los aires. Esa gente en 1948 se haría con el poder. No eran pocos los ministros que recordaban con nostalgia el Tercer Reich y a los nazis".

Finalizada la contienda, el Partido Nacionalista gana las elecciones de 1948 e inicia un largo proceso de transformación política. No interesa continuar a la greña con los anglófilos (representados por el Partido Unido y el Partido Progresista; la oposición). Juntos, toca ahora construir una nueva sociedad. El apartheid es cosa de todos. Ese mismo año, el Parlamento, con el apoyo de todos los partidos, oposición inclusive, aprueba un nuevo sistema de leyes para Sudáfrica. Un Nuevo Orden: el Apartheid. La comunidad judía de Sudáfrica no tiene nada que temer. El paquete de nuevas leyes segregacionistas no contempla a los judíos. Se trata de crear un Estado en el cual sea posible construir dos sociedades distintas y diferenciadas entre sí: blancos por un lado, negros y el resto de comunidades no blancas, por otro. (Sudáfrica entonces adolecía de un importante déficit en cuestión a población de origen europeo). Y ellos, los judíos, también eran blancos.

¿Qué pasa? ¿Qué es lo que cambia entre Afrikaaners y comunidad judía? El 1961 el Partido Nacionalista consigue que el Parlamento apruebe por la mayoría un nuevo Estatuto y la resolución de convertirse en República. La medida disgusta al Reino Unido pero poco pueden estos hacer. Máximo, presionar para que se les expulse de la British Commomwealth, cosa que efectivamente, ocurre. Los blancos en Sudáfrica -no toca hacer distinciones entre boers y los de origen anglosajón- e Israel, siempre se vieron como naciones genuinamente democráticas y preocupadas por defender los valores occidentales, en un entorno a menudo hostil. En consecuencia, exigían respeto.

Sudáfrica contemplaba su destino como algo muy próximo al de Israel. "Los israelíes son minoría y les toca vivir rodeados de 200 millones de fanáticos musulmanes, que además, reciben el apoyo de naciones comunistas. Una isla de gente civilizada rodeada por más de 200 millones de árabes bárbaros y salvajes. En cuanto a los Afrikaaner; 5 millones de almas, rodeadas por cientos de millones de negros y asistidos por comunistas", dijo en una ocasión, John Vorster y repitió, años más tarde, el primer ministro PW Botha.

Durante la segunda guerra mundial, el futuro primer ministro de Sudáfrica, John Vorster, fue internado en un campo de concentración aliado. Vorster era un ferviente admirador de los nazis, cosa que no sentó bien a un país como la Unión de Sudáfrica, que hizo la guerra del lado de los Aliados. Tres décadas más tarde, en 1976, y ya en calidad de primer ministro, visitó Jerusalén. El gobierno de Yitzhak Rabin, Menachem Begin y el legendario general Moshe Dayan, se deshicieron en elogios hacia su huésped.

Israel y Sudáfrica olvidarían las diferencias ideológicas del pasado e iniciarían una estupenda y muy fructífera relación. En ese tiempo Israel y Sudáfrica han trabajaron en proyectos encaminados a desarrollar tecnología militar del más alto nivel. Israel prestó a Sudáfrica ayuda militar en el conflicto con Angola. El enemigo a combatir era el comunismo.

En los años 70 y 80, cuando la comunidad internacional, bajo presión de organismos como la ONU, decide imponer sanciones económicas a Pretoria, PW Botha, primer ministro del país, aprieta aún más las tuercas del Apartheid y como consecuencia Sudáfrica se sumerge en una espiral de horror. Las manifestaciones, revueltas, detenciones, ejecuciones y asesinatos políticos, se convierten en algo cotidiano. Las grandes multinacionales extranjeras optan por abandonar Sudáfrica. Occidente le da la espalda a Sudáfrica. Nada de esto hace mella en el Gobierno. Mientras, los pasaportes sudafricanos no sirven para viajar por el mundo, salvo que el destino sea Israel. Israel, el amigo fiel.

Alon Liel, antiguo embajador de Israel en Pretoria, declaraba en una entrevista, que fue precisamente el Estado de Israel, el responsable en ayudar a Sudáfrica a dotarse del potencial bélico necesario (y el más importante del Continente). Sudáfrica, con sus ingentes reservas de dinero, fruto de la potente industria minera, pudo financiar diversos programas de desarrollo tecnológico en Israel y en contrapartida, científicos israelíes, prestaron todo su know-how científico a Sudáfrica. Así es cómo por ejemplo, ambos países obtuvieron la tecnología clave para desarrollar su arsenal nuclear. Pocos estaban al corriente. Del lado de los israelíes, lo sabían (pero intentaron ocultarlo), Shimon Peres y Rabin. Los dos políticos, antes de serlo, estuvieron en el equipo de técnicos militares que trabajaron con el gobierno de Pretoria.

Previamente al establecimiento de barreras fronterizas, check-points y otras medidas para controlar a la población palestina que a diario entra y sale de Israel, técnicos en seguridad anti terrorista, sudafricanos, prestaron ayuda logística a sus correligionarios israelíes. Otro tanto tuvo lugar con la construcción del que quizás es, el mayor símbolo de represión y segregación racial en Israel: El muro. La gigantesca valla de hormigón y acero, que serpentea alrededor de un perímetro que no cesa en ampliarse.

Entorno a 1986, presionado por la coyuntura internacional; las sanciones económicas, las continuas resoluciones de la ONU que condenaban una y otra vez el apartheid, Israel decide tomar distancia del régimen de Pretoria. Este giro en las relaciones con Sudáfrica preocupaba a los responsables del aparato de seguridad de Israel. "¿A quien se le ocurre? ¿Es que de repente nos hemos vuelto todos locos? ¿Cómo vamos a prescindir de la asistencia militar de Sudáfrica? ¿Qué hay de nuestra industria de aviación? No vamos a poder sobrevivir sin su apoyo. No olvidéis que los sudafricanos, desde los años 70, nos han estado ayudando y son nuestros mejores clientes".

Hoy, al evocar personalidades judías sudafricanas, los nombres que nos vienen a la memoria tal vez sean los de Helen Suzman, destacada activista anti Apartheid o el de Nadine Gordimer, Premio Nobel de Literatura. Y puede que también el de Johnny Clegg, músico de rock, famoso en la década de los 80. Los tres se opusieron al Apartheid. Pocos sin embargo, saben quien fue Percy Yutar.

Yutar pertenecía al bando contrario. Fue el fiscal que en 1963 consiguió meter entre rejas a Nelson Mandela. Se valió de unas pruebas que al parecer incriminaban a Mandela en un pretendido sabotaje y de querer este conspirar contra el Estado. Mandela purgó 27 años de condena y a Percy Yutar el gobierno lo premió con el cargo de fiscal general del estado de Orange Free State y poco después, en el Transvaal. Durante décadas, la Federación Sionista y la Cámara de Diputados judíos de Sudafrica, honraron a hombres como Percy Yutar, judío anticomunista y sudafricano de pro.

Alon Liel, decía que la imagen del mundo acerca los judíos de Sudáfrica tenía que ver (y continua así) con el patrón clásico de activistas anti apartheid. La mayor parte de los judíos deploraban el racismo pero no lo suficiente. Y es que el sistema les garantizaba dos aspectos fundamentales: un buen nivel de vida y vivir sin miedo al comunismo. Ante los atropellos que negros y otras comunidades no-blancas a diario padecían, los judíos adscritos al establishment imperante, miraban hacia otro lado. Mejor nos irán las cosas, decían, si las dejamos como están.

"Conviene olvidar el pasado", recomendaba Shimon Peres, en el transcurso de una entrevista con un corresponsal sudafricano. Shimon Peres hablaba con conocimiento de causa. No en vano fue ministro de Defensa en la época en que Vorster visitó Jerusalén y dos veces primer ministro, en los años 80, justo cuando el Estado Hebreo mejor se llevaba con la Sudáfrica Blanca. A Peres no le agrada que le vengan con monsergas moralistas. "Nunca miró atrás. El pasado no me interesa. No puedo cambiarlo, ¿por qué iba ahora a preocuparme?" Cuando se le pregunta cómo es posible que dos naciones de ideología tan dispar, antagónica, pudieran prestarse mutuo apoyo, y si en alguna ocasión tuvo él dudas, responde: "Toda situación no necesariamente tiene lugar en un entorno perfecto. Toda decisión tiene que ver entre dos alternativas imperfectas. Eran años en que el movimiento negro en Sudáfrica, ensalzaba a Arafat, y Arafat era nuestro enemigo en casa. La verdad, no tuvimos elección. Pero tampoco, que conste, dejamos nunca de condenar el apartheid. Jamás lo apoyamos".

Nadie en Israel se avergüenza del pasado. El subdirector general de Exteriores, Gideon Meyer, lo justifica de esta manera: "Nuestro mayor handicap siempre fue la seguridad. No hay nación en el mundo más amenazada que la nuestra. Esto ha sido así desde el principio de nuestros, días, desde la concepción del Estado de Israel. La geopolítica en Israel, este es el resultado".

Cualquiera que haya vivido en la Sudáfrica del apartheid y viaje hoy a Israel, observará cosas desagradablemente familiares. Es cierto que en Israel no existen rótulos donde se advierte la prohibición a los negros de esto o aquello, "whites only", "non europeans only". El caso es que da igual; en Israel, igual que en Sudáfrica en el pasado, prevalece el ambiente de segregación racial. Los israelíes, sin embargo, prefieren no darse cuenta.

Los soldados del Estado Hebreo humillan una y otra vez a los palestinos que utilizan los check-points, los puestos fronterizos. Los colonos se entretienen en realizar pintadas xenófobas en las humildes casas de los palestinos de Hebron. La policía del Jerusalén Oeste ejerce su autoridad de manera rutinaria; para sistemáticamente a toda persona con aspecto de árabe y les piden que se identifiquen. Algunos asentamientos y comunidades judías rechazan de plano la entrada en "su" zona, de palestinos. El argumento para justificar la negativa es que culturalmente pertenecen a mundos distintos. Un alcalde de una de estas aldeas de colonos judíos, llegó a proponer que los palestinos llevaran algún tipo de distintivo que los identificara como tales. ¿De vueltas con la idea de los guetos? Puede. En la década de los 90, grupos de la extrema derecha judía, exigieron a los comerciantes con empleados palestinos, que estos fueran despedidos. Aquellos que se plagaban a la exigencia, recibían una pegatina que decía, "no empleamos a árabes". En los partidos de fútbol donde se enfrentan equipos israelíes contra palestinos, la hinchada judía grita, "muerte a los árabes".

Si uno tiene el raro honor (o según el caso, todo lo contrario) de que le inviten a una cena en casa de una familia judía de clase media, puede que con los postres -tal vez es verano y estamos en la terraza, disfrutando de la fragancia que desprenden los limoneros del huerto del vecino- la conversación, animada, trate de la causa palestina. Nuestros anfitriones discuten, tratan de convencernos, de que los palestinos en realidad no "merecen" un estado propio. La intifada y los atentados con bombas suicidas, justifican con creces los 37 años de ocupación de sus tierras. ¿Crímenes contra los palestinos? Ni hablar. Los criminales son los palestinos.

Recuerda mucho a las charlas sobre negros, que veinte, treinta años atrás, solía tener yo con conocidos y algún que otro familiar, en Sudáfrica. Los mismos tópicos, los mismos prejuicios. La misma estrechez mental. Periódicamente en Israel se realizan encuestas de opinión. La mayoría de israelíes piensan que los árabes son gente "sucia", "primitiva", con escaso aprecio por la vida humana y de naturaleza violenta.

Rehavam Ze'evi, ex ministro de Turismo, con Sharon, propuso la expulsión de todos los árabes de territorio judío. Al más puro estilo apartheid. Incluso la prensa judía lo criticó de racista. Ze'vi moriría en el 2001, víctima de un atentado terrorista.

La lista de ejemplos donde se demuestra de manera clara, que Israel, hoy día, sigue valiéndose de prácticas propias del apartheid sudafricano, es larga. "Siempre ha habido fanáticos que exigen un Gran Israel", decía Krausz, superviviente del Holocausto y residente en Johannesburgo. "Hay tipos, chalados, no podía ser de otra manera, que insisten en demostrar que está en la Biblia; esta tierra es nuestra, por deseo de Dios. Es fascismo".

Hirsch Goodman decidió emigrar a Israel. De eso hace treinta años, poco después de licenciarse del servicio militar (obligatorio en Sudáfrica). Su hijo, después de completar su servicio en el ejercito israelí, emigró a Sudáfrica. "El ejercito lo envió a los territorios ocupados y dice que nunca olvidará lo que le obligaron a hacer", dice Goodman, que trabaja como analista de sistemas d seguridad, en la universidad de Tel Aviv. En su opinión, el término "apartheid", puede que sea algo exagerado. "Si Israel insiste en mantenerse los territorios ocupados, tal vez si tengamos que aceptar el término. Ya no podremos hablar de un estado democrático. Lo que vendrá después serán dos formas distintas de desarrollo y la discriminación sistemática en todo; educación, sanidad, leyes. Pero no podemos hoy decir que practicamos el apartheid cuando el 76% de la población de Israel desea sinceramente, un arreglo con el pueblo palestino. Es verdad que discriminamos a los árabes, los venidos de Etiopía y los demás, pero no por ello se nos puede colgar el sambenito de racistas. Odio que se haga un uso banal del término apartheid. Es una cosa demasiado horrenda".

"GUERRA AO TERROR"

Deviantart:

"Guerra ao Terror" é uma propaganda inteligente e perigosa

Bigelow é diabólica.

No final do ano passado quando tive notícia do filme "Guerra ao Terror" (The Hurt Locker) da diretora Kathryn Bigelow pensei: "mais uma propaganda para justificar a ocupação imperial no Iraque".

Sábado passado, ao ver o filme da bela Bigelow (foto), desfiz esse preconceito em favor de uma convicção: tudo bem, não se trata de uma propaganda direta e objetiva, se trata, sim, de um bom filme, plasticamente falando, que usa a linguagem da moda no cinema, a do documentário, câmera ágil, trepidante, por vezes vazando luz, algum rock pesado ao fundo, enormes closes e um morde-assopra constante, aquelas tensões-distensões do qual são feitas todas as boas narrativas - em qualquer linguagem ou suporte expressivo - desde que os fenícios inventaram o alfabeto.

Agora dá pra adivinhar o motivo de Cameron não ter ficado casado com a Bigelow, a mulher é um perigo, bela, inteligente e diabólica. Conseguiu fazer um filme de propaganda sem usar praticamente nenhum dos sórdidos clichês da propaganda. Se o sujeito derivar na barca da fantasia de Bigelow, precipita-se no abismo de suas ilusões e sucumbe na credulidade de que o soldado dos EUA é de fato um herói atormentado que carrega nos ombros os pecados do mundo mas vai logo-logo trazer a redenção a toda a Terra.

Por isso: olho e razão.

A rigor, a Bigelow professa um belicismo envergonhado e fatalista. A guerra é uma fatalidade. Os soldados dos Estados Unidos - todos voluntários, ao contrário dos que lutaram no Vietnã, diz a bela numa entrevista - replicam o conflito que vivem nas securas do Iraque dentro de si, também. Aí a diretora (ou o roteirista) perde um pouco a mão, quando trata da subjetividade do soldado. Bigelow fica com a mãozinha de chumbo. O monólogo de James, o desmontador/viciado em bombas, olhando o pequeno filho é digno do autêntico psicologismo de botequim. E de psicologismo barato em psicologismo vulgar, Bigelow vai empurrando ao espectador as bandeirolas com as inscrições: "Viva a guerra!" "Só os soldados da América sabem enfrentar o inimigo de frente". "Nossos soldados são uns mártires". E por aí vai.

Há um esquecimento proposital dos motivos daquela guerra. A identificação do próprio local - o Iraque - fica subsumido em diálogos rápidos entre os protagonistas, nunca é informado objetivamente ao espectador o lugar onde estão, por que os Estados Unidos invadiu aquele país, como invadiu ou se invadiu ou apenas foi proporcionar-lhes modelos edificantes de "justiça" e "democracia" - valores tão abundantes na chamada América.

Bigelow é esperta.

E diabólica.

Intriga em "Guerra ao Terror" o número de crianças que aparecem em cena. Todas sempre furtivas, se esquivando como ratinhos assustados por ruas sujas e vielas escuras onde correm líquidos ameaçadores. Os iraquianos sempre aparecem ao longe, desfocados, a espreita, fantasmagóricos, sem fala e sem face ou identidade definida. É de pensar: quem sabe os iraquianos são os verdadeiros invasores? Os impostores? Os vilões? Os que não tem subjetividade nem transcendência?

Um soldado diz, já em desespero (só aos soldados estadunidenses é dado esse direito, o de expressar a dor): "Eu odeio essa terra!"

Mas ele jamais dirá "eu odeio essa guerra!"

Bigelow é um perigo.

E bela.

Do Diário Gauche.

site quer boicotar o acesso pago proposto por jornais online

Deviantart:

Nao chega a ser uma grande ameaça aos sites de notícias, mas ainda assim é um exemplo da resistência à cobrança de conteúdo na web. Trata-se do 'BreakthePaywall', site criado para boicotar o acesso pago proposto por várias organizaçoes da mídia. Ele disponibiliza para download um aplicativo que faz com que o navegador do usuário 'se esqueça' de que o limite de acesso gratuito às notícias já foi ultrapassado.

Blue Bus

segunda-feira, 22 de março de 2010

Japão lança arquivo digital de Akira Kurosawa

Cena de Ran:

Desenhos, anotações e rascunhos do maior cineasta japonês são disponibilizados na internet

Mais de 20 mil arquivos digitais relacionados ao diretor de cinema Akira Kurosawa foram disponibilizados em um website em japonês, dedicado ao artista.

Entre o material publicado, estão fotos pessoais do diretor, além de rascunhos de roteiros, desenhos e anotações.

Kurosawa, que morreu em 1998 aos 88 anos, é um dos mais conhecidos e respeitados diretores japoneses. Ele foi responsável por alguns clássicos do cinema mundial, como Os Sete Samurais, Ran e Sonhos. Por sua obra, recebeu um Oscar honorário em 1990.

Acesse os arquivos AQUI.

Made in Japan

Los derechos, un modelo para armar


Qué hacer frente a una conducta policial abusiva, cómo llevar adelante una protesta, de qué manera apropiarse de la ciudad. El derecho a tener derechos propone buscar estrategias colectivas ante la vulneración de derechos sociales.

Página/12

No es un manual cualquiera: es un manual de derechos humanos para organizaciones sociales. No es un manual hecho sólo por profesionales de la Universidad Nacional de La Plata (UNLP): es un manual nacido del diálogo con las organizaciones de base, que en el devenir diario muestran que derechos como a la alimentación, la vivienda digna y el trabajo no se cumplen. “La idea es partir de una situación problemática para la gente, revisar los derechos y establecer las estrategias para alcanzar un objetivo de cambio”, explicó Gabriel Appella, coordinador del proyecto. El derecho a tener derechos es el nombre del manual y del programa universitario que un abogado, un comunicador social y una geógrafa llevan adelante desde 2006 con el objetivo de agregar nuevos ejes de discusión en las organizaciones sociales y generar estrategias de lucha bajo dos premisas: “El derecho a la protesta es el primer derecho” y “Sin organización colectiva no hay derechos”.

La experiencia comenzó con talleres de capacitación para los referentes de organizaciones sociales de las localidades de Berisso, La Plata y el conurbano bonaerense que realizaba ad honorem un grupo de estudiantes y profesores universitarios, por iniciativa de los actuales coordinadores del programa, que además son militantes en el Frente Popular Darío Santillán y el Centro de Investigación y Acción Jurídica. Luego de tres años de trabajo militante, en 2009 la Facultad de Periodismo y Comunicación Social de la UNLP decidió incorporar los talleres como parte de los programas de extensión universitaria.

Para entonces, “el derecho a tener derechos” ya tenía en la calle la primera edición del manual (publicado por Editorial El Colectivo) que reunía la experiencia de debate entre lo académico y lo barrial. “El proyecto permite acercar al estudiante a las problemáticas sociales que desde carreras como la de Derecho se miran desde una perspectiva en la que el principal afectado está ausente”, resaltó Esteban Rodríguez, abogado, docente y coordinador del programa que tuvo sus orígenes en una cátedra sobre “criminalización de la pobreza y la protesta”.

Las preguntas surgidas al calor del debate abrieron varios ejes: derecho a la protesta, derechos frente a las prácticas abusivas y violentas de la policía y derecho a la ciudad. Esas problemáticas luego se transformarían en capítulos y a la hora de la publicación se sumaría uno más: comunicación comunitaria. “El abordaje comunitario del manual intenta ser una herramienta de mediación en los problemas y permitir la construcción de una solución colectiva entre organizaciones de derechos humanos, territoriales y una efectiva transmisión de los contenidos del manual por parte de los referentes en el barrio”, indicó Appella.

Los cinco capítulos del libro resumen problemáticas concretas, brindan recursos legales, divulgan documentos elaborados por otras organizaciones y recogen el aporte de las experiencias barriales en recuadros denominados “qué hacer”, algo así como una solución colectiva para la ausencia de derechos cotidiana.

“El manual no tomó como punto de partida el deber saber: ‘Vos tenés derecho a...’. No apuntamos a esa mirada del derecho porque trabajamos con organizaciones sociales que vienen cargando faltas concretas frente a los intereses de los sectores que los recluyen a la vulnerabilidad. Lo que se busca es que cada organización debata qué se puede hacer frente a las problemáticas y generar acciones colectivas”, resumió el abogado.

Con el manual editado y distribuido entre más de 300 organizaciones de base, sindicales y bibliotecas populares en todo el país, el trabajo continúa. “No es sólo entregar el manual y que se arreglen sino que, con un trabajo y acompañamiento, hay que apuntar sobre qué problemática del barrio se va a trabajar con el manual. Los ejes que acercamos lejos están de abarcar todas las problemáticas y tampoco dan soluciones. El manual viene a insertarse en una dinámica existente en las organizaciones para aportar nuevas miradas”, explicó Mariana Relli, geógrafa y coordinadora del programa.

Bachilleratos populares y docentes de nivel secundario llegaron a utilizar material del manual, que inicialmente no estaba preparado para esos espacios. Tampoco se esperaba trascender la frontera, pero la edición llegó a países como Uruguay, Colombia, Ecuador, Brasil, Venezuela y México. “El material tiene distintas formas de apropiación porque el manual se debe completar en el uso, según las problemáticas que vive cada organización”, advirtió Appella.

Informe: Nahuel Lag.

sábado, 20 de março de 2010

Igreja alemã recebe 'tsunami' de denúncias de abusos


A antiga diocese do papa Bento 16 em Munique, na Alemanha, diz que está recebendo diariamente novas denúncias de abusos sexuais e físicos. "É como um tsunami", disse Elke Huemmeler, diretora da recém formada força-tarefa de prevenção a abusos sexuais.

Huemmeler estima que há cerca de 120 casos registrados até o momento, das quais cerca de 100 são referentes ao internato do monastério de Ettal, dirigido por monges beneditinos. Ela lembra, porém, que seu papel não é lidar com casos antigos, mas ajudar a estabelecer um programa de prevenção.

Nesta sexta-feira, a nova Força-Tarefa de Prevenção de Abusos Sexuais, agora oficialmente autorizada e apoiada pelo arcebispo Reinhard Marx, começou a funcionar. Até novembro, o objetivo é apresentar um plano abrangente para combater os abusos em instituições católicas. Trata-se da primeira iniciativa na igreja católica alemã, cujas fundações tem sido sacudidas por acusações de ataques físicos e sexuais contra menores desde o início do ano.

Quando o primeiro caso abrangendo o Ettal surgiu, cerca de três semanas atrás, Huemmeler sentou-se com quatro ou cinco colegas para discutir e encontrar uma forma de lidar com o "desastre", como ela chama a situação."Eu acho que nunca os vi chocados desta maneira", disse Huemmeler, chefe da unidade de serviço social da diocese, sobre a liderança da igreja.

A diocese tem agora três especialistas para ouvir e investigar as acusações das vítimas de abuso, disse Huemmeler. O terceiro integrante foi nomeado nesta semana porque o volume de trabalho aumentou consideravelmente num curto período de tempo.

A diocese dirige cerca de 20 escolas, 570 instalações de cuidados infantis e vários grupos de jovens.

Ratzinger

Na semana passada, a diocese confirmou o caso de um padre que foi transferido em 1980 para Munique, o que aconteceu depois que os pais de três crianças o acusaram de abusar de seus filhos na cidade de Essen, noroeste do país. O padre passou por terapia, mas voltou a trabalhar com jovens. Ele foi condenado por abusos em 1986.

O papa Bento 16, então cardeal Joseph Ratzinger, era arcebispo de Munique e Freising na época em que o padre foi transferido de Essen para Munique.

A diocese disse que Ratzinger sabia sobre a transferência, mas não que o padre continuava a trabalhar em congregações da Baviera após assumir suas funções no Vaticano. Erwin Wild, então porta-voz do conselho de padres da diocese, disse que ele e seus colegas não foram informados por Ratzinger que o padre era um criminoso, o que, segundo ele, foi errado. "Nós deveríamos saber", disse ele.

O bispo Karl Golser lançou uma campanha na internet para pedir às vítimas que se apresentem e colocando à disposição delas um endereço de e-mail para os relatos de abusos.

Leia mais sobre este assunto na AP.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Quarteto exorta Israel a congelar assentamentos judaicos


O Quarteto para a Paz no Oriente Médio, formado por Estados Unidos, ONU, União Europeia (UE) e Rússia, exortou Israel a congelar a ampliação de assentamentos judaicos em território palestino e condenou o anúncio de planos para a construção de casas em Jerusalém Oriental.

Após o encontro do grupo em Moscou, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, leu uma declaração do quarteto que pede à comunidade internacional que ajude a promover negociações entre Israel e palestinos para que um acordo de paz possa ser produzido em até 24 meses.

"O quarteto exorta o governo de Israel a congelar qualquer atividade relacionada a assentamentos - incluindo expansão natural - a desmontar colônias erguidas desde março de 2001 fora de limites demarcardos, e a não demolir ou retirar pessoas de suas casas em Jerusalém Oriental", disse Ban, após o encontro com os chanceleres de EUA e Rússia, Hillary Clinton e Sergei Lavrov, e da nova chefe de Política Externa da UE, a baronesa Ashton.

O quarteto condenou o anúncio feito por Israel, semana passada, de que permitiria a construção de 1.600 casas em Jerusalém Oriental, região ocupada por Israel desde 1967. O anúncio da construção foi feito durante a visita do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, ao país, o que foi interpretado pela Casa Branca como um "insulto" e um recuo em seu esforço de paz.

Ban também pediu às duas partes que tenham "calma" e que evitem "ações provocativas" aos vizinhos.

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, declarou que o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, deu uma resposta "útil e produtiva" aos seus questionamentos sobre as construções em Jerusalém Oriental, em uma conversa telefônica na quinta-feira. Segundo Hillary, Netanyahu propôs uma série de "medidas de construção de confiança". Nenhum dos países, entretanto, divulgou detalhes sobre as medidas propostas por Netanyahu.

O porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, P.J. Crowley, afirmou que o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell, deve se encontrar com Netanyahu e com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, na região neste final de semana.

Reações

Os apelos do quarteto, no entanto, não foram bem recebidos pelo ministro das Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, que afirmou que as declarações do grupo estão “equivocadas” e que a paz não pode ser imposta por meio de “prazos irrealistas”.

“O quarteto está ignorando os últimos 16 anos de tentativas israelenses e está dando aos palestinos a impressão de que eles podem alcançar suas demandas ao continuar se recusando a tomar parte em negociações diretas sob falsos pretextos”, disse Lieberman, de acordo com o jornal israelense Haaretz.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, por sua vez, elogiou as declarações do grupo, classificando-as como “muito importantes”.

“O comunicado do Quarteto é muito importante, mas o mais importante é que Israel deve cumprir com estas medidas para que o processo de paz seja retomado. Os assentamentos e Jerusalém (Oriental) são os maiores obstáculos”, disse Abbas.

Faixa de Gaza

Horas antes do encontro, a violência retornou à Faixa de Gaza

Horas antes da reunião do grupo, um caça israelense atacou ao menos seis alvos na Faixa de Gaza. Israel afirmou que o ataque foi uma resposta a um outro perpetrado pelo grupo extremista palestino Hamas, que teria lançado na quinta-feira um míssil contra Israel, matando um agricultor tailandês.

O quarteto pediu o "fim imediato da violência e do terror" na região.

BBC

quinta-feira, 18 de março de 2010

Missão alemã negocia soja não transgênica no Brasil


Delegação da Alemanha está no Rio Grande do Sul para negociar a compra de soja não transgênica. Apesar de quase a totalidade da produção gaúcha do grão ser geneticamente modificada, os executivos foram recebidos ontem na Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha, em Porto Alegre. As negociações são encabeçadas pelo subsecretário de Agricultura da Baixa Saxônia, Friedrich-Otto Ripke. A proposta é estabelecer uma relação de troca entre tecnologia alemã e a produção gaúcha do grão não transgênico. "Podemos introduzir aqui tecnologia de ponta e profissionais para fazermos uma integração nesta área", afirmou. O intercâmbio, conforme o presidente da Ocergs, Vergílio Perius, contemplaria tratores e tecnologia de produção leiteira e energia.

A Baixa Saxônia é o maior estado consumidor da oleaginosa na Alemanha, país que compra do exterior 38 milhões de toneladas por ano. No entanto, por conta de restrições aos transgênicos, o déficit na importação de soja chega a 20%.

Perius deve levar a proposta dos alemães à OCB. Segundo ele, para que a relação de troca seja efetivada, haverá necessidade de união com Mato Grosso e Goiás. "O RS não tem condições de atender à demanda sozinho", frisou. De acordo com a Ocergs, as cooperativas gaúchas forneceriam de 9 milhões a 10 milhões de toneladas de soja por ano. Alguns dos estabelecimentos produzem o grão não transgênico por meio de contratos pré-fixados com diferencial de 20% no preço.

Correio do Povo

quarta-feira, 17 de março de 2010

Adotivos | 1 grande escândalo está por estourar no meio jornalístico argentino


A suspeita que está por ser confirmada ou nao é de que os dois filhos adotados de Ernestina Herrera de Noble, dona do Grupo Clarin, o maior conglomerado de mídia da Argentina, sao na verdade filhos de desaparecidos políticos, assassinados na ditadura militar da década de 70.

Ontem, depois de uma longa briga nos tribunais, a Justiça argentina determinou que o DNA dos dois jovens, Marcela e Felipe, sejam comparados com DNAs de familiares de desaparecidos, que estão armazenaos em um Banco de Dados Genéticos, mantido pelo governo.

As amostras de sangue dos filhos adotados de Noble estao desde dezembro em poder da Justiça, esperando a decisao final para a comparacao, que foi dada ontem.

Além de terminar com o mistério em relação à identidade dos jovens, a análise também é imprescindível para saber que responsabilidade, teve a poderosa Ernestina Herrera de Noble nas irregularidades dos expedientes de adoção de Marcela e Felipe em maio e julho de 1976.

Desde o fim da ditadura argentina, a organização Avós da Praça de Maio, empreende uma luta sem descanso para encontrar os mais de 400 bebês - hoje adultos - que foram roubados pelos militares quando nasceram nos centros clandestinos de detençao. 101 jovens já foram identificados até agora.

Em tempo - o jornal Clarin nao publica nenhuma notícia referente ao assunto.

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terça-feira, 16 de março de 2010

Chanceler israelense foi 'descortês' com o Brasil


Guila Flint e Silvia Salek
Enviadas especiais da BBC Brasil a Jerusalém

O assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, Marco Aurélio Garcia, classificou como uma "descortesia" o boicote do ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, à visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Israel.

A atitude do chanceler israelense seria uma reação ao fato de a comitiva brasileira ter recusado o convite para visitar o túmulo de Theodor Herzl, fundador do movimento sionista cujo aniversário de 150 anos está sendo comemorado pelo governo de Israel.

Garcia lembrou que quando o ministro israelense visitou o Brasil no ano passado, "o presidente Lula o recebeu com a maior cortesia, e chegou a abrir uma exceção, porque normalmente presidente recebe presidente e seria de praxe que o chanceler tivesse sido recebido pelo nosso chanceler".

"Portanto, podemos classificar a atitude de Lieberman como um ato de descortesia", disse Garcia em entrevista coletiva em Jerusalém.

BBC

Grupo é encontrado em trabalho escravo

Deviantart:

Um grupo de 23 pessoas foi encontrado em situação de trabalho escravo em Bom Jesus, no Nordeste do Estado. Segundo a procuradora do Trabalho de Caxias do Sul, Priscila Boaroto, auditores fiscais que faziam uma operação de rotina na região denunciaram o caso.

Por intermédio de um paulista, as vítimas - procedentes do estado do Maranhão - foram contratadas para atuar em uma plantação de batatas. Apesar disso, ninguém tinha registro em carteira ou recebia algum direito trabalhista. De acordo com a procuradora, todos ficavam expostos a uma situação degradante tanto no local da colheita quanto nos alojamentos. "Eles estavam dormindo no chão, sem banheiro e sem refeitório adequado", contou.

Priscila disse que o acordo entre o contratante e os trabalhadores era de que eles receberiam por comissão. Cada um ganharia R$ 14,00 por bag - espécie de unidade de medida (sacola). Apesar de conseguirem colher entre quatro e cinco bags diariamente, um intermediário recebia o dinheiro do produtor e tirava uma comissão de R$ 4,00 por sacola antes de fazer o pagamento às vítimas. Com a ação do MPT, os 23 trabalhadores receberam verbas rescisórias e tiveram os contratos rescindidos. Voltaram para o MA.

Correio do Povo

Pergunta do Blog: Quem são os proprietários das terras onde isso acontece?

domingo, 14 de março de 2010

ABUSOS DA IGREJA CATÓLICA NOS EUA


A Igreja Católica de Denver, no Colorado, proibiu a matrícula de duas crianças em uma escola por serem filhos de um casal de lésbicas. A igreja faz campanha contra o casamento gay e afirma que o único matrimônio válido é entre um homem e uma mulher. O colégio Sagrado Coração de Jesus informou as regras ao casal e anunciou que as crianças poderão concluir a pré-escola, mas que não serão aceitas em séries mais avançadas.

Correio do Povo


Igreja Católica dos EUA pagou 337 milhões por abusos sexuais

A Igreja Católica dos Estados Unidos pagou 337 milhões de euros (436 milhões de dólares) em 2008, no âmbito dos casos de abusos sexuais praticados por membros do clero.

Os dados constam de um relatório da conferência dos bispos norte-americanos, segundo o qual, em 2008, o número de novas queixas aumentou 16 por cento em relação a 2007.

Sapo

quinta-feira, 11 de março de 2010

JAL quer colocar chip em uniforme de aeromoças

Capa do CD Tangoclub, do Bajofondo:

A Japan Airlines (JAL), maior companhia aérea do Japão, está considerando a possibilidade de costurar chips nos uniformes de suas aeromoças, para que eles sejam rastreados com facilidade. O intuito é coibir a venda das roupas, muito desejadas por fetichistas, no mercado negro.

A JAL passa por um plano de restruturação e realizou grandes cortes de funcionários nos últimos meses. A empresa descobriu que uma grande quantidade de seus uniformes chegaram ilegalmente ao mercado no período. Acredita-se que as peças tenham sido vendidas por ex-funcionárias.

Tailleurs, saias, chapéus e cachecóis da companhia custam pequenas fortunas. O Shukan Asahi Geino revelou que um uniforme de aeromoça completo, de última geração, podia ser encontrado por 280 mil ienes (equivalente a cerca de 5,6 mil reais) no site de leilões Yahoo! Auction.

A All Nippon Airways (ANA), segunda maior companhia aérea do arquipélago, enfrentou o mesmo problema e passou a produzir uniformes com chips.

Made in Japan

terça-feira, 9 de março de 2010

A louca corrida dos EUA pela hegemonia ameaça o planeta

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Paul Craig Roberts (*)

Carta Maior

O Washington Times é um jornal que encara com bons olhos as guerras de agressão de Bush/Cheney/Obama/ neoconservadores no Médio Oriente e defende que se obrigue os terroristas a pagar pelo 11/Setembro. Por isso, fiquei admirado ao saber que, em 24 de fevereiro, a notícia mais apreciada no sítio web do jornal durante os últimos três dias era a reportagem "Explosive News" , do "Inside the Beltway", sobre as 31 conferências de imprensa em cidades dos EUA e no estrangeiro realizadas a 19 de Fevereiro pelos Arquitetos e Engenheiros para a Verdade do 11/Setembro, uma organização de profissionais que já tem 1 000 membros.

E ainda fiquei mais admirado por a reportagem do jornal tratar a conferência de imprensa muito a sério.

Como é que três arranha-céus do World Trade Center se desintegram subitamente em poeira fina? Como é que sólidas vigas de aço em três arranha-céus cedem subitamente em consequência de incêndios de curta duração, isolados e de baixa temperatura? "Mil arquitetos e engenheiros querem saber, e apelam ao Congresso que promova uma nova investigação sobre a destruição das Torres Gêmeas e do Edifício 7", noticia o Washington Times.

O jornal noticia que os arquitetos e engenheiros chegaram à conclusão de que a Federal Emergency Management Agency (FEMA) e o National Institute of Standards and Technology (NIST) forneceram "relatos insuficientes, contraditórios e fraudulentos das circunstâncias da destruição das torres" e "exigem uma investigação de um grande júri aos funcionários do NIST".

O jornal relata que Richard Gage, o porta-voz dos arquitetos e engenheiros disse: "Deverão ser notificados funcionários do governo de que a 'Conivência com a Traição', Código 18 (Sec. 2382) dos EUA é um grave crime federal, que exige a ação dos que possuem indícios de traição. As implicações são enormes e podem ter um impacto profundo no próximo julgamento de Khalid Sheik Mohammed".

Agora há uma outra organização, os Bombeiros pela Verdade do 11/Setembro. Na principal conferência de imprensa em São Francisco, Eric Lawyer, o líder desta organização, anunciou o apoio dos bombeiros às exigências dos arquitetos e engenheiros. Denunciou que não houve qualquer investigação forense aos incêndios que supostamente destruíram os três edifícios e que esta omissão constitui um crime.

Não foram seguidos os procedimentos obrigatórios e, em vez de ser preservada e investigada, a cena do crime foi destruída. Também denunciou que há mais de cem testemunhas de primeira-mão que ouviram e sentiram explosões e há provas de explosões através da rádio, de gravações de som e de vídeos.

Também na conferência de imprensa, o físico Steven Jones apresentou provas da existência de nano-termite em resíduos dos edifícios do WTC encontrada por um painel internacional de cientistas, chefiado pelo Professor Niels Harrit, da Universidade de Copenhaga. A nano-termite é um explosivo/pirotécnico de alta tecnologia capaz de derreter instantaneamente vigas mestras de aço.

Antes de gritarmos "teoria da conspiração", temos que ter presente que os arquitetos, engenheiros, bombeiros e cientistas não apresentam qualquer teoria. Apresentam provas que contestam a teoria oficial. Estas provas não vão desaparecer.

Se o fato de exprimir dúvidas ou reservas quanto à versão oficial do Relatório da Comissão do 11/Setembro torna uma pessoa num idiota da teoria da conspiração, então também temos que incluir o co-presidente da Comissão do 11/Setembro e o conselheiro legal da Comissão, que escreveram livros em que declaram abertamente que foram enganados por funcionários do governo quando dirigiam a investigação, ou, melhor, quando presidiam à investigação dirigida pelo director executivo Philip Zelikow, membro da equipa de transição do Presidente George W. Bush e do Foreign Intelligence Advisory Board e um co-autor com a secretária de Estado de Bush, Condi "Mushroom Cloud" Rice.

Há-de haver sempre americanos que acreditam em tudo o que o governo lhes diz apesar de saberem que o governo lhes tem mentido muitas vezes. Apesar das dispendiosas guerras que ameaçam a Segurança Social e os Cuidados de Saúde, guerras essas baseadas em inexistentes armas de destruição maciça iraquianas, em inexistentes ligações de Saddam Hussein à al Qaida, em inexistente participação afegã nos ataques de 11/Setembro, e em inexistentes armas nucleares iranianas, que estão a ser invocadas como razão para a próxima guerra americana de agressão no Médio Oriente, mais de metade da população dos EUA continua a acreditar na história fantástica que o governo lhes contou sobre o 11/Setembro, uma conspiração muçulmana que ludibriou todo o mundo ocidental.

Mais ainda, esses americanos não se preocupam com a quantidade de vezes que o governo altera a sua versão. Por exemplo, os americanos ouviram falar pela primeira vez de Osama bin Laden porque o regime Bush lhe atribuiu os ataques do 11/Setembro. Ano após ano foram apresentados vídeos ao público crédulo americano com declarações de bin Laden. Os especialistas consideraram que esses vídeos eram falsificações, mas os americanos mantiveram-se crédulos. Depois, subitamente no ano passado, surgiu um novo "cérebro" do 11/Setembro que ocupou o lugar de Bin Laden, o preso Khalid Sheik Mohammed, o detido que foi mergulhado em água 183 vezes até confessar ter sido o cérebro dos ataques do 11/Setembro.

Na Idade Média, as confissões arrancadas sob tortura constituíam prova, mas o sistema legal dos EUA sempre recusou a auto-incriminação desde a sua fundação. Mas com o regime Bush e os juízes federais Republicanos, que nos juraram defender a Constituição dos EUA, a auto-incriminação de Sheik Mohammed consiste hoje na única prova que o governo americano tem de que foram terroristas muçulmanos que provocaram o 11/Setembro.

Se uma pessoa analisar as acções atribuídas a Khalid Sheik Mohammed, estas são simplesmente incríveis. Sheik Mohammed é um super-herói mais brilhante, com mais capacidades do que V no filme de ficção, "V de Vingança" (V for Vendetta). Sheik Mohammed ludibriou todas as 16 agências de informações americanas e as de todos os aliados ou fantoches dos EUA, incluindo o Mossad de Israel. Não há nenhum serviço de informações na terra nem mesmo todos eles juntos que cheguem aos calcanhares de Sheik Mohammed.

Sheik Mohammed ludibriou o Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Dick Cheney, o Pentágono, o Departamento de Estado, o NORAD, a Força Aérea americana, e o Controlo de Tráfego Aéreo.

Fez com que a Segurança dos Aeroportos falhasse quatro vezes na mesma manhã. Provocou a falha das modernas defesas aéreas do Pentágono, o que permitiu que se jogasse no Pentágono um avião comercial pirateado, que andou fora da rota durante toda a manhã enquanto a Força Aérea americana, pela primeira vez na história, foi incapaz de o interceptar,

Sheik Mohammed conseguiu realizar estas façanhas com pilotos não qualificados.

Sheik Mohammed, apesar de ser um prisioneiro mergulhado em água, conseguiu impedir que o FBI divulgasse os muitos vídeos confiscados que, segundo a versão oficial, mostrariam o avião pirateado a bater no Pentágono.

Até que ponto temos que ser ingênuos para acreditar que qualquer ser humano, qual personagem de ficção de Hollywood, tem este poder e capacidades?

Se Sheik Mohammed tem estas capacidades super humanas, como é que os incompetentes americanos o apanharam? Este tipo é um bode expiatório torturado até à confissão, a fim de que os americanos ingênuos continuem a acreditar na teoria da conspiração governamental.

O que está havendo é que o governo americano tem que pôr fim ao mistério do 11/Setembro. O governo tem que levar a julgamento e condenar um réu para poder encerrar o caso antes que ele rebente. Qualquer pessoa que foi mergulhada em água 183 vezes confessa o que quer que seja.

O governo americano tem respondido às provas, que têm sido apresentadas contra a sua extraordinária teoria da conspiração do 11/Setembro, redefinindo a guerra contra o terrorismo de inimigos externos para inimigos internos. Janet Napolitano, secretária da Segurança Nacional, disse em 21 de Fevereiro que atualmente os extremistas americanos são motivo de preocupação tão grande como os terroristas internacionais. Os extremistas, claro, são pessoas que interferem na agenda do governo, como os 1 000 Arquitectos e Engenheiros pela Verdade do 11/Setembro. Este grupo era de 100, agora já são 1 000. E se vierem a ser 10 000?

Cass Sunstein, um funcionário do regime Obama, tem uma solução para os céticos do 11/Setembro: infiltrar-se dentro deles e levá-los a fazerem declarações e ações que possam ser usadas para os desacreditar ou para os prender. Mas livrar-se deles a todo o custo.

Por quê utilizar estas medidas extremas contra supostos idiotas se eles apenas provocam divertimento e risadas? Estará o governo preocupado que eles farejem alguma coisa?

Em vez disso, por que é que o governo americano não confronta pura e simplesmente as provas que são apresentadas e as contesta?

Se os arquitetos, engenheiros, bombeiros e cientistas são uns idiotas chapados, seria fácil analisar as suas provas e refutá-las. Porque é que é necessário infiltrar-se neles com agentes secretos e armar-lhes ratoeiras?

Muitos norte-americanos responderiam que o "seu" governo nunca sequer pensaria em matar seus próprios cidadãos, roubando aviões e destruindo edifícios só para promover a agenda do governo. Mas em 3 de Fevereiro, Dennis Blair, diretor do National Intelligence, disse à Comissão de Informações da Câmara que o governo dos EUA pode assassinar os seus próprios cidadãos quando eles estão além-mar. Não é necessário nenhuma detenção, nenhum julgamento, nenhuma condenação por um crime capital. Apenas um assassínio impune.

Obviamente, se o governo dos EUA pode assassinar os seus cidadãos no estrangeiro, também pode assassiná-los internamente, e é o que tem feito. Por exemplo, foram assassinados 100 davidianos Branch [1] em Waco, Texas, por ordem da administração Clinton, sem qualquer razão legítima. O governo decidiu apenas usar do seu poder sabendo que o podia fazer, e foi o que fez.

Os americanos que pensam que o "seu governo" é uma espécie de operação moralmente pura, deviam familiarizar-se com a Operação Northwoods. A Operação Northwoods foi uma conspiração organizada pelos chefes de estado-maior conjuntos para que a CIA efetuasse atos de terrorismo em cidades americanas e fabricasse provas culpando Castro a fim de os EUA poderem conquistar o apoio interno e internacional para a mudança de regime em Cuba. O plano secreto foi vetado pelo presidente John F. Kennedy e foi revelado pelo John F. Kennedy Assassination Records Review Board. Está disponível online no National Security Archive. Há inúmeros relatos disponíveis online, incluindo na Wikipedia. O livro de James Bamford, Body of Secrets , também fala resumidamente na conspiração.

"A Operação Northwoods, que teve a aprovação por escrito do presidente [Gen. Lemnitzer] e de todos os membros dos chefes de estado-maior, propunha que fossem alvejadas pessoas inocentes nas ruas americanas; que fossem afundados no alto mar barcos que transportassem refugiados fugidos de Cuba; que fosse desencadeada uma onda de terrorismo violento em Washington, DC, Miami, e noutros lugares. Seriam acusadas pessoas por explosões que não tinham feito, seriam sequestrados aviões. Através de provas fabricadas, tudo isso seria atribuído a Castro, dando a Lemnitzer e à sua pandilha a justificação e o apoio público e internacional de que precisavam para desencadear a sua guerra".

Antes do 11 de Setembro os neoconservadores americanos foram explícitos quanto afirmaram que as guerras de agressão que pretendiam desencadear no Médio Oriente exigiam "um novo Pearl Harbour".

Para seu próprio bem e para o bem de todo o mundo, é preciso que os norte-americanos prestem atenção ao número cada vez maior de especialistas que estão dizendo que o relato do governo sobre o 11 de Setembro não condiz com as suas próprias investigações. O 11 de Setembro desencadeou o plano neoconservador para a hegemonia mundial dos EUA. Enquanto escrevo, o governo dos EUA está a negociar o acordo de governos estrangeiros que rodeiam a Rússia para aceitar bases americanas de intercepção de mísseis. Os EUA pretendem cercar a Rússia com bases americanas de mísseis desde a Polônia, passando pela Europa Central e Kosovo, até à Geórgia, Azerbaijão e Ásia central [ver http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=17709 ]. O enviado especial americano Richard Holbrooke declarou a 20 de Fevereiro que a Al Qaeda está infiltrando-se em regiões da antiga União Soviética na Ásia central, como o Tajiquistão, o Quirguistão, o Uzbequistão, o Turquemenistão e o Cazaquistão. Hollbrooke está pedindo bases norte-americanas nestas repúblicas ex-soviéticas com a desculpa da "guerra contra o terrorismo" sempre em expansão.

Os EUA já cercaram o Irã com bases militares. O governo norte-americano pretende neutralizar a China assumindo o controlo do Oriente Médio e isolando a China do petróleo.

Este plano parte do princípio que a Rússia e a China, países com armas nucleares, ficarão intimidados com as defesas anti-mísseis americanas e cederão à hegemonia dos EUA e que a China ficará sem petróleo para as suas indústrias e forças militares.

O governo dos EUA está enganado. Os líderes militares e políticos russos responderam a esta ameaça óbvia declarando que a OTAN é uma ameaça direta para a segurança da Rússia e anunciando uma mudança na doutrina russa da guerra quanto ao lançamento preventivo de armas nucleares. Os chineses estão demasiado confiantes para serem intimidados por uma "superpotência" americana enfraquecida.

Os retardados mentais de Washington estão jogando a cartada da guerra nuclear. O impulso louco para a hegemonia americana ameaça a vida sobre a terra. O povo norte-americano, ao aceitar as mentiras e enganos do "seu" governo, estão facilitando este resultado.

(*) Ex-secretário assistente do Tesouro na administração Reagan, co-autor de The Tyranny of Good Intentions. Foi editor associado da página editorial do Wall Street Journal e editor colaborador na National Review.

26 de Fevereiro de 2010

[1] Davidianos Branch – seita religiosa destrutiva com origem na igreja adventista; em 1993 agentes federais dos EUA cercaram as suas instalações em Waco (Texas), tendo daí resultado a morte de dezenas dos seus membros quando o complexo ardeu completamente (N.T.).

O original encontra-se em http://globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=17821 . Tradução de Margarida Ferreira.

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

domingo, 7 de março de 2010

Ação resgata 22 trabalhadores


Uma ação conjunta da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Estado (SRTE/RS) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) resultou no resgate de 22 pessoas - 17 homens e cinco mulheres. O grupo estava submetido a trabalho escravo em uma propriedade rural de Bom Jesus, na região dos Campos de Cima da Serra.

Correio do Povo

Pergunta do Blog: Por que não é divulgado o nome do proprietário rural escravagista?

Para senador, os negros são os culpados pela escravidão no Brasil


Durante audiência no Supremo Tribunal Federal para discutir o sistema de cotas em universidades públicas, no dia 3 de março, o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) usou da palavra para destilar todo o seu profundo conhecimento sobre a história do Brasil. Quem ouviu seu discurso saiu com a impressão de que aprendeu várias coisas novas. Que os africanos eram os principais responsáveis pelo tráfico transatlântico de escravos. Que escravas negras não foram violentadas pelos patrões brancos, afinal de contas “isso se deu de forma muito mais consensual” e “levou o Brasil a ter hoje essa magnífica configuração social” de hoje. Que no dia seguinte à sua libertação, os escravos “eram cidadão como outro qualquer, com todos os direitos políticos e o mesmo grau de elegibilidade” – mesmo sem nenhuma política de inserção aplicada. Com tudo isso, o nobre senador deu a entender que os negros foram os reais culpados pela escravidão no Brasil. As frases (da qual retirei trechos que estão entre aspas) foram registradas pelos jornalistas Laura Capriglione e Lucas Ferraz, da Folha de S. Paulo.

A posição do senador é compreensível, se considerarmos que o discurso feito não foi um ataque à reserva de vagas para negros e afrodescendentes e sim uma defesa da elite política e econômica que controlou a escravidão no país e que, com algumas mudanças e adaptações, desembocou em setores do seu próprio partido.

Depois me perguntam por que a proposta que confisca terras de quem usou trabalho escravo está engavetada no Congresso Nacional…

Um comentário sobre o direito dos libertados exposto pelo senador: Em meados do século 19, com o fim do tráfico transatlântico de escravos, a propriedade legal sob seres humanos estava com os dias contados. Em questão de anos, centenas de milhares de pessoas estariam livres para ocupar terras virgens – que o país tinha de sobra – e produzir para si próprios em um sistema possivelmente de campesinato. Quem trabalharia para as fazendas? Como garantir mão-de-obra após a abolição?

Vislumbrando que, mantida a estrutura fundiária do país, o final da escravidão poderia representar um colapso dos grandes produtores rurais, o governo brasileiro criou meios para garantir que poucos mantivessem acesso aos meios de produção. A Lei de Terras foi aprovada poucas semanas após a extinção do tráfico de escravos, em 1850, e criou mecanismos para a regularização fundiária. As terras devolutas passaram para as mãos do Estado, que passaria a vendê-las e não doá-las como era feito até então.

O custo da terra começou a existir, mas não era significativo para os então fazendeiros, que dispunham de recursos para a ampliação de seus domínios. Porém, era o suficiente para deixar ex-escravos e pobres de fora do processo legal. Ou seja, mantinha a força de trabalho à disposição do serviço de quem tinha dinheiro e poder.

Com o trabalho cativo, a terra poderia estar à disposição para livre ocupação. Porém, com o trabalho livre, o acesso à terra precisava ser restringido. A existência de terras livres garante produtores independentes e dificulta a centralização do capital e da produção baseada na exploração do trabalho. Com o fim do tráfico e o livre mercado de trabalho despontando no horizonte, o governo brasileiro foi obrigado a tomar medidas para impedir o acesso à terra, mantendo a mão-de-obra reprimida e alijada de seus meios de produção.

O fim da escravidão não representou a melhoria na qualidade de vida de muitos trabalhadores, uma vez que o desenvolvimento de um número considerável de empreendimentos continuou a se alimentar de formas de exploração semelhantes ao período da escravidão como forma de possibilitar uma margem de lucro maior ao empreendimento ou mesmo lhe dar competitividade para a concorrência no mercado. Desde 1995, mais de 36 mil escravos contemporâneos foram libertados pelo governo de fazendas de gado, soja, cana…

Para além dos efeitos da Lei Áurea, que completa 122 anos em maio, trabalhadores rurais ainda vivem sob a ameaça do cativeiro. Mudaram-se os rótulos, ficaram as garrafas.

Mas, principalmente, o Brasil não foi capaz de garantir que os libertos fossem tratados com o respeito que seres humanos e cidadãos mereciam, no campo ou na cidade. Herança maldita presente na sociedade. E alimentada por discursos como o de Demóstenes Torres.

Mais sobre esse tema no Blog do Sakamoto.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Novo tipo de transgênico ganha sinal verde na Europa


Batata geneticamente modificada da Basf poderá ser cultivada na União Europeia. Enquanto isso, no Brasil, descontrole sobre as lavouras transgênicas é preocupante.

Passaram-se 12 anos sem que as lavouras na Europa fossem ameaçadas por um novo tipo de transgênico. Mas a situação mudou na última terça-feira (02/03): a Comissão Europeia autorizou o plantio da batata Amflora, tipo geneticamente modificado criado pela Basf.

O único transgênico autorizado para o plantio nos países do bloco até então era uma variedade do milho da Monsanto, que recebeu liberação em 1998. A decisão de inserir a Amflora foi tomada depois de 10 anos de discussão – e recebida com furor pela ala ambientalista.

"Não, não estamos nada felizes. Ficamos chocados que essa tenha sido logo uma das primeiras decisões da nova Comissão. Agora tememos que decisões semelhantes venham na sequência", revela Heike Moldenhauer, representante da ONG Friends of the Earth na Alemanha.

Segundo a Comissão, a nova batata transgênica deverá ser usada apenas na indústria – a fécula do tubérculo poderá ser empregada, por exemplo, na produção de papel. Mas Heike não duvida que o tipo transgênico possa aparecer no prato do europeu. "Não estou segura, porque é impossível fazer um controle e segregar totalmente o tipo transgênico".

O motivo para tamanha preocupação é fato de que a Amflora é resistente a antibióticos e essa característica pode ser transferida a pessoas que consumam a batata transgênica.

Fora de controle

Enquanto isso, no Brasil, chega ao mercado a primeira semente transgênica desenvolvida totalmente em laboratório nacional. A soja Cultivance foi criada pela Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, numa parceria com a Basf. O processo todo, do início do projeto até a autorização para a comercialização, levou 12 anos.

Para Elíbio Rech, diretor do projeto e cientista da Embrapa, não há qualquer polêmica no assunto. "A meta que temos hoje no mundo é triplicar a produção de grãos do planeta nos próximos 30 anos. Isso não vai acontecer sem o uso da biotecnologia, dos transgênicos."

Com a nova liberação da CTNBio, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, os produtores brasileiros têm 21 variedades de transgênicos no mercado, de três culturas diferentes: soja, algodão e milho. Mas o negócio nem sempre foi legalizado: a entrada de semente geneticamente modificada em solo brasileiro deu-se por volta de 1997, contrabandeada da Argentina.

"O contrabando que vinha da Argentina para o Rio Grande do Sul – e não pouco – era a semente de soja da Monsanto", esclarece Rafael Cruz, do Greenpeace. A comercialização dos transgênicos só foi liberada pelo governo brasileiro em 2005 e, segundo Rafael, a situação já estava fora de domínio.

O representante do Greenpeace adverte: o Brasil tem zero controle sobre as plantações transgênicas. "Não dá para saber o quanto da área plantada é de transgênico, o quanto se tem de transgênico no Brasil, se são usadas sementes ilegais nas lavouras, por exemplo", declara Cruz.

De fato, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou que não faz o controle da produção transgênica, somente a fiscalização, ou seja, observa se as regras e o uso das sementes estão de acordo com a lei brasileira.

Leia mais na Deutsche Welle

Soldados de Lacan


Por Yannis Stavrakakis *

PÁGINA/12

A lo largo de los últimos diez o quince años, el psicoanálisis, y en especial la teoría lacaniana, ha pasado a ser uno de los recursos más importantes en el marco de la actual reorientación de la teoría política y el análisis crítico contemporáneos, circunstancia reconocida incluso en los foros más tradicionales de las ciencias políticas. Por ejemplo, en una reseña crítica publicada en British Journal of Politics and International Relations –una de las revistas de la Asociación de Estudios Políticos del Reino Unido–, que lleva el significativo título de “The Politics of Lack” (La política de la falta), se lee que “en los últimos tiempos se ha popularizado cada vez más entre los teóricos el abordaje de la política desde el psicoanálisis lacaniano (...). Sólo el liberalismo analítico supera en influencia a este enfoque de la teoría política”. El fenómeno en sí ya es sorprendente: nadie habría podido predecirlo hace diez años. Pero su característica más llamativa es el hecho de que los principales teóricos y filósofos políticos ligados a la izquierda recurran cada vez más a la obra de Jacques Lacan.

¿Por qué es tan asombrosa esta tendencia? Precisamente porque Lacan era un psicoanalista en ejercicio sin inclinaciones izquierdistas perceptibles de inmediato, y sin siquiera un interés expreso en la vida política. Ello no significa que fuera apolítico: hay cierto indudable radicalismo (antiutopista) en el pensamiento de Lacan, aunque sus connotaciones políticas han permanecido en gran medida implícitas. En el nivel teórico, por ejemplo, su crítica a la escuela estadounidense de la psicología del yo a veces se representa en términos cuasi políticos, puesto que implica el rechazo de una “sociedad en la cual los valores sedimentan según la escala del impuesto a las Ganancias” (Lacan, Televisión, 1990) y del “american way of life”. En el célebre discurso de Roma (1953), su primer manifiesto analítico, Lacan criticó explícitamente el capitalismo estadounidense y la sociedad opulenta, y más tarde asoció su definición de “plus de goce” a la noción marxiana de “plusvalía”, con lo cual puso en evidencia las operaciones del goce (jouissance) que tienen lugar en la base del sistema capitalista.(Si se desea consultar un análisis detallado de esta relación entre Lacan y Marx, véase El sublime objeto de la ideología, de Slavoj Zizek.)

Sin embargo, a semejanza de Freud, Lacan se mostraba muy escéptico en relación con la política revolucionaria. Paul Robinson, en La izquierda freudiana (ed. Granica, 1977), ha descrito a Freud como “antiutopista radical”, es decir, alguien cuya teoría y práctica, a pesar de su claro pesimismo histórico, se resiste a adaptarse al orden político establecido. La posición de Lacan no era muy diferente: el psicoanálisis subvierte las ortodoxias establecidas a la vez que descree de las fantasías utópicas, y este escepticismo es un sostén crucial de su eje verdaderamente subversivo.

También sabemos que Lacan tuvo algunas experiencias relacionadas con la cultura de protesta propia de su época. Por ejemplo, en una carta de agosto de 1960, dirigida a Donald Winnicott, dice de Laurence, la hija de su esposa, que “este año nos ha atormentado mucho (de lo cual estamos orgullosos), porque fue arrestada a causa de sus relaciones políticas”. Y agrega: “También tenemos un sobrino que vivió en casa como si fuera nuestro hijo cuando era estudiante, y ahora lo han sentenciado a dos años de prisión por su resistencia a la guerra de Argelia”. Durante las jornadas de mayo, Lacan acató la huelga de los docentes y suspendió su seminario; incluso conoció a Daniel Cohn-Bendit, uno de los líderes estudiantiles (véase Lacan. Esbozo de una vida. Historia de un sistema de pensamiento, de Elizabeth Roudinesco). De un modo u otro, su nombre se vinculó con los acontecimientos. No es sorprendente entonces que estallara una vez más el clima de mayo de 1968 cuando fue suspendido el seminario que Lacan impartía en la Ecole Normale (1969): los manifestantes ocuparon la dirección y finalmente fueron desalojados por policías armados.

Sin embargo, Lacan no tenía una relación sencilla con la izquierda. En 1969, por ejemplo, recibió una invitación para hablar en Vincennes, pero era evidente que su pensamiento y el de los estudiantes operaban en diferentes frecuencias. La conversación terminó así: “La aspiración revolucionaria no tiene sino un problema concebible, siempre: el discurso del amo. Eso es lo que ha demostrado la experiencia. Como revolucionarios, ustedes aspiran a un amo. Y lo tendrán... porque son los ilotas de este régimen. ¿Tampoco saben qué significa eso? Este régimen los pone en exhibición; dice: ‘Mírenlos coger...’ “.

Una experiencia similar marcó la conferencia de la Université Catholique de Louvain, el 13 de octubre de 1973, cuando Lacan sufrió una interrupción seguida de un ataque por parte de un estudiante que aprovechó la oportunidad para transmitir su mensaje revolucionario (situacionista). El episodio, filmado por Françoise Wolff, concluyó con este comentario de Lacan: “Tal como decía él, deberíamos participar... Deberíamos cerrar filas para lograr... bueno, ¿qué, exactamente? ¿Qué significa la organización sino un nuevo orden? Un nuevo orden es el retorno de algo que, si recuerdan la premisa de la que partí, es el orden del discurso del amo (...). Es la única palabra que no se ha mencionado, pero es precisamente el término implícito en la organización”.

De todos modos, las actuales iniciativas de explorar la relevancia que tiene la obra de Lacan para la teoría política crítica no se arraigan en la biografía de Lacan ni la presuponen (en el citado libro de Roudinesco y en Psychoanalytic Politics, de Turkle, hay más información biográfica que permite esbozar la relación de Lacan con la política), aunque, al menos a mi parecer, necesitan registrar con seriedad su radicalismo antiutopista. Suponen una articulación entre el análisis político crítico y la teoría lacaniana que no está dada de antemano y puede establecerse de diversos modos, como ya veremos. Es así que –para dar sólo algunos ejemplos– Slavoj Zizek ha propuesto una “combinación explosiva del psicoanálisis lacaniano y la tradición marxista” con el objeto de “cuestionar los supuestos mismos del circuito del capital” (prefacio a la serie Wo es War, de Verso); Alain Badiou se ha reapropiado de Lacan en su radical “ética del acontecimiento”, y Laclau y Mouffe han señalado que “la teoría lacaniana aporta herramientas decisivas para la formulación de una teoría de la hegemonía”, por lo cual han incluido el psicoanálisis lacaniano en la lista de corrientes teóricas contemporáneas que a su parecer son “condiciones para entender la ampliación de las luchas sociales características del escenario actual de la política democrática y para formular una nueva perspectiva de izquierda en el marco de una democracia radical y plural” (Laclau y Mouffe, Hegemonía y estrategia social). De más está decir que los diversos autores en cuestión no usan la teoría lacaniana del mismo modo. En la obra de Zizek, por ejemplo, Lacan constituye una referencia constante y de primer orden, en tanto que para Laclau y Mouffe es una referencia entre muchas otras, si bien es cierto que ocupa un lugar cada vez más privilegiado. La izquierda tampoco es entendida de idéntica manera por estos teóricos. Por ejemplo, Laclau y Mouffe siguen pensando que la revolución democrática constituye el marco definitivo de la política de izquierda, en tanto que Zizek parece creer que la democracia es un significante que ha perdido toda relevancia política para la agenda política progresista, en especial a raíz de su asociación con el capitalismo globalizado y su instrumentación en la “guerra contra el terror”. Sin embargo, la mera posibilidad de formular estas diversas posiciones presupone el lento pero indudable afloramiento de un nuevo horizonte teórico-político: el amplio horizonte que he dado en denominar “la izquierda lacaniana”. No propongo esta expresión como una categorización exclusiva o restrictiva, sino como un significante capaz de dirigir nuestra atención al surgimiento de un nítido campo de intervenciones políticas y teóricas que explora con seriedad la relevancia del pensamiento lacaniano para la crítica de los órdenes hegemónicos contemporáneos. En el epicentro de este campo emergente cabría ubicar el respaldo entusiasta de Zizek a Lacan; junto a él –a una distancia que algunos calificarían de saludable– se sitúa la perspectiva de inspiración lacaniana que desarrollan Laclau y Mouffe; en la periferia –negociando un delicado ejercicio de malabarismo entre el exterior y el interior del campo, a menudo en calidad de sus “otros” o adversarios íntimos– tendríamos que ubicar el compromiso crítico de pensadores como Castoriadis y Butler.

No cabe duda de que se trata de un campo heterogéneo. La designación “izquierda lacaniana” no se refiere a alguna unidad o esencia preexistente que subyazga a todos estos diversos proyectos teórico-políticos. En un espíritu verdaderamente lacaniano cabría incluso declarar que la izquierda lacaniana “no existe”, es decir, que no se impone en el dominio teórico-político como positividad plena y homogénea. De hecho, paradójicamente, su propia división es la mejor evidencia de su surgimiento, pues, como es bien sabido, hay una sola prueba que puede revelar más allá de toda duda razonable si en verdad existe o no este campo: dondequiera haya una izquierda será inevitable la división entre la izquierda supuestamente “verdadera” y la “falsa”, entre los revolucionarios y los reformistas. Y al parecer esto es precisamente lo que ocurre en el caso de nuestra izquierda lacaniana. En el argumento de Andrew Robinson, por ejemplo, se enuncia la distinción entre una teoría política lacaniana “reformista” (Laclau, Mouffe y compañía) y una supuestamente “revolucionaria” (Zizek). No es sorprendente entonces que el significante “izquierda lacaniana” se deslice continuamente sobre sus significados potenciales. En tal sentido, hablar de él implica en parte construirlo, del mismo modo en que no es posible desligar ontológicamente el surgimiento de cualquier objeto de discurso del proceso performativo de su nombramiento.

He aquí entonces la pregunta crucial: ¿cómo debería tener lugar esta construcción? Está claro que el objetivo no consiste en acometer una suerte de ejercicio totalizador guiado por la fantasía de enunciar el nuevo fundamento de la teoría, la praxis y el análisis políticos. Aparte de pecar de inmodesto y políticamente ingenuo, tal objetivo resultaría contradictorio con la posibilidad de que este tipo distintivo de teorización lacaniana hiciera aportes útiles a nuestras exploraciones teórico-políticas. Si se la toma en este sentido, la “izquierda lacaniana” sólo puede ser el significante de su propia división, una división que no ha de reprimirse ni desmentirse, sino que, por el contrario, debe ponerse de relieve y negociarse una y otra vez como locus de inmensa productividad, como el encuentro –en el marco del discurso teórico– con el hiato constitutivo entre lo simbólico y lo real, entre el saber y la verdad, entre lo social y lo político. En su conferencia inaugural de 1953 en el Collège de France, mientras comentaba la posición socrática –posición que Lacan había elogiado–, Merleau-Ponty señaló enérgicamente que sólo esa conciencia de nuestro no saber nos abre las puertas a la verdad (Merleau-Ponty, 1988). Es así como deberíamos interpretar el célebre pasaje de Lacan en Televisión, que ofrece la condensación de diversas nociones de enorme importancia originadas en campos tan diversos como el de la filosofía (Merleau-Ponty es sólo uno de los casos que vienen a cuento), el de la teología (en especial la apofática, la vía negativa), y el de las matemáticas (incluidos Cantor y el teorema de Gödel): “Yo siempre digo la verdad. No toda, porque de decirla toda no somos capaces. Decirla toda es materialmente imposible: faltan las palabras. Precisamente por este imposible, la verdad aspira a lo real”.

* Fragmento del libro Una izquierda lacaniana, de próxima aparición (Fondo de Cultura Económica).