A Web 3.0 pode transformar a internet — e toda a sociedade
Por Pedro Doria, para Canal Meio (canalmeio.com.br).
Existem duas teses circulando a respeito de como será o futuro da
internet. Uma é o Metaverso. A outra, a Web 3.0. O Metaverso é fácil de
explicar — Mark Zuckerberg, fundador e CEO do Facebook, vem batendo
nesta tecla com firmeza há vários meses. É uma visão que junta o mundo
digital no qual já estamos com realidade virtual. Quase ficção
científica: podemos nos reunir com amigos a quilômetros de distância
como se estivéssemos num só ambiente. Vemos as pessoas em três dimensões
com óculos especiais. Este futuro, do ponto de vista tecnológico, está a
no mínimo dez anos de distância, se não for mais. Com a Web 3.0 é
diferente. Ela não é simples de explicar, mas boa parte da tecnologia
para torna-la viável já existe. Se acontecer, e tudo indica que começará
a acontecer brevemente, ela não muda só a internet. Muda a própria
estrutura de como a sociedade se organiza. Transforma a economia e a
política de formas potencialmente radicais. O que falta para ela não é
ser inventada, isso já aconteceu. Falta ser simples para que todos a
compreendam e saibam usar.
Como chegamos até aqui
Quem chegou à internet na última década do século 20 conheceu a Web
1.0. Foi ela que criou, em inúmeros pontos do mundo, uma quantidade
imensa de pensadores otimistas com o potencial democrático da nova
tecnologia. Aquela web inicial era descentralizada. Toda pessoa poderia
ter um site, caso trabalhasse para isso. Todo mundo poderia conectar o
próprio servidor à internet.
O que muita gente descobriu rápido é que estar na internet dava
trabalho. Para manter de pé os negócios iniciais que nasceram ali era
preciso manutenção constante de servidores, pesado investimento em
segurança, contornar panes a toda hora. Era impossível, naquela web,
publicar informação sem muito conhecimento técnico e algum investimento
em dinheiro. Cada página tinha de ser escrita em código. Nada era
simples.
A Web 2.0 nasceu para resolver todos os problemas que existiam na primeira versão.
As nuvens, por exemplo, atacaram a dificuldade com infraestrutura de
hardware. Deixou de ser preciso manter os próprios servidores — basta
contratar o serviço de uma nuvem e armazenar nelas seu conteúdo. A
provedora de nuvem, uma empresa especializada, resolve quaisquer
dificuldades técnicas que surjam.
A exigência do conhecimento técnico para cada pessoa publicar foi
resolvida pelas plataformas. Primeiro vieram os blogs. Ninguém precisava
mais escrever em código. Depois, quem queria publicar vídeos podia
simplesmente abrir seu canal num YouTube. Por fim vieram as redes
sociais.
Se os blogueiros, no período de transição da Web 1 para a 2, penavam
para encontrar audiência, nas redes este problema foi resolvido. Sempre
que uma rede juntava gente o bastante, os algoritmos de inteligência
artificial se tornam capazes de achar o público que pode se interessar
por aquele tipo de conteúdo. As plataformas trazem o público para quem
deseja ser ouvido, assistido ou lido.
As plataformas e seus algoritmos resolveram, assim, dois problemas essenciais que a Web 1 apresentava.
Aquela internet inicial era tão complexa tecnicamente que só gente
com conhecimento especializado e empresas conseguiam participar. A Web 2
é a rede na qual todo mundo constrói seu conteúdo, todos podem ter sua
voz. Por conta disso, a Web 2 se tornou atraente o bastante para trazer
as massas para o mundo digital.
Porque havia pouca gente, e porque era tão difícil publicar online,
boa parte da década de 1990 se passou na busca por modelos de negócio
que tornassem a internet viável economicamente. Mas os algoritmos da Web
2.0, por serem capazes de encontrar o público certo para cada um que
participa, também têm a habilidade de achar os olhos ideais para
qualquer peça publicitária. O problema do modelo de negócios desapareceu
e, em seu lugar, ergueram-se corporações capazes de crescer em
velocidade e escalas que o capitalismo jamais havia testemunhado.
Mas nada vem de graça.
O apelo democratizante da Web 1 se baseava no fato de que aquela rede
trazia promessas por ser descentralizada. Cada um conectava seu
servidor e disputava de igual para igual o público pela arte do
convencimento. Como era difícil, poucos faziam.
No primeiro momento, as plataformas pareceram oferecer facilidades
para quem tinha dificuldade técnica de publicar suas ideias. Não
bastasse, facilitavam o acesso ao público. Mas, logo ficou claro, de
democratizante havia muito pouco ali. Se a Web 1 era descentralizada, a
Web 2 começou a centralizar a internet em um número limitado de
plataformas. O público está não mais em qualquer lugar da grande rede,
mas dentro das quatro paredes virtuais erguidas por um número pequeno de
corporações.
No interior destas paredes, os algoritmos têm viés, incentivam um
tipo de informação em detrimento doutra. De sérios problemas de
autoimagem para adolescentes à manipulação do debate público que
incentiva mentiras com consequências graves em troca de eleição, a
tecnologia da Web 2 se mostrou uma ameaça à sociedade.
O modelo de negócios também se mostrou nocivo. Em essência,
transforma a venda dos dados pessoais de cada pessoa na fonte de lucro. E
quebra um equilíbrio necessário e fundamental para qualquer mercado.
São as pessoas, e o que elas produzem, que dão valor às plataformas.
Ninguém entra no Facebook ou no YouTube pelo que estas companhias pagam
para produzir. Entra-se pelo conteúdo que amigos ou gente interessante
apresenta, em muitos caos sem receber nada por isto. Estas mesmas
empresas, por conta das consequências de como suas plataformas se
estruturaram, ameaçam democracias.
Algumas das plataformas, como o YouTube, ainda distribuem parte de
seus lucros a quem cria conteúdo. Outras, a maioria das redes, ou pouco
ou nada distribuem. A concentração destas altas margens de lucro nas
mãos das plataformas viabilizaram a criação dos maiores oligopólios da
história do capitalismo.
Violam privacidade, ameaçam saúde e democracias, concentram lucros como jamais houve. É isto que a Web 3 ambiciona resolver.
Plataformas e protocolos
De cara, há um desafio técnico importante para enfrentar. Uma rede
centralizada se baseia em plataformas. Uma descentralizada, em
protocolos.
Protocolos são linguagens comuns que todos podem usar. O protocolo
4G, assim como o 5G, é composto por uma série de instruções técnicas
sobre como cada aparelho celular precisa ser montado para que possa se
conectar àquela rede de telefonia. Assim, Samsung, Apple ou Motorola
podem fabricar aparelhos que sejam plenamente compatíveis entre si.
A internet é construída em cima de protocolos. O TCP/IP regula o
tráfego dos dados e a comunicação entre cada servidor. O HTTP define
como páginas da web encontram umas às outras através de links. E
qualquer um pode construir equipamento que se integre à rede ou um
software que apresente páginas nesta rede.
Uma plataforma é um ambiente fechado. O Facebook é uma plataforma, o
YouTube outra, o Twitter uma terceira. WhatsApp. Instagram. TikTok. Sem a
permissão do Facebook, uma empresa privada, ninguém constrói algo que
se encaixe livremente em seu espaço. Vale para qualquer plataforma.
Há vantagens. Plataformas, por serem fechadas e privadas, podem
evoluir rapidamente. Se os donos do Twitter desejam incluir uma função
nova, o CEO manda, dois ou três programadores desenvolvem e logo está no
ar. Plataformas se adaptam rápido e se sofisticam com frequência.
Com protocolos não funciona assim. Como são linguagens públicas, para
que uma mudança tenha efeito é preciso que todos empenhados nela
concordem e a implementem. A governança é complexa. Um novo protocolo
para redes celulares demora dez anos para ser criado e posto no ar.
Estamos ainda caminhando para a versão 2 do protocolo HTTP, da web.
A capacidade de mexer em protocolos, por ter de ser consensual para
um número grande de jogadores, faz deles instrumentos muito lentos de
inovação. Eles não têm a agilidade de plataformas.
O desafio da Web 3 é este. Como descentralizar novamente a internet,
criando um ambiente no qual todos se encaixem com facilidade, mas sem
perder a capacidade de contínua inovação que as plataformas da Web 2
trouxe.
Entra o blockchain
A bitcoin, a primeira criptomoeda lançada em 2009, apresentou ao
mundo o que pode solucionar este dilema: o blockchain. Em uma das muitas
definições que podem ser encontradas online, o blockchain é definido
como “um sistema que permite rastrear o envio e recebimento de alguns
tipos de informação pela internet”. Ou “pedaços de código gerados online
que carregam informações conectadas – como blocos de dados que formam
uma corrente – daí o nome.” Blocos de informação criptografados numa
corrente.
Quem tem uma nota de dinheiro na mão e compra algo, entrega aquele
papel. O dinheiro sai da carteira e entra na caixa registradora. Com o
digital não é tão simples. O dinheiro digital não é físico, é um
conjunto de bytes. Quem envia uma fotografia pelo WhatsApp para um amigo
não deixa de ter aquela imagem — uma cópia é criada no celular de quem a
recebeu. Para dinheiro, não funciona. O dinheiro precisa deixar de
existir numa carteira para entrar na outra. É isto que o blockchain
resolve. Em cada bitcoin há um blockchain que a identifica como uma
moeda única e que carrega sua história, A cada nova transação, um elo
novo de informação é incluído no blockchain — de que carteira saiu, em
qual entrou, em que momento. E como esta informação é toda
criptografada, o dono daquela moeda não tem como modificar esta
informação, fraudar a história de cada movimentação.
É por isto que a bitcoin, como todas as outras moedas que utilizam a tecnologia blockchain, são chamadas de criptomoedas.
Este mundo financeiro do cripto se organizou ao longo da última
década. Cada pessoa que tem criptomoedas precisa ter também pelo menos
uma carteira digital. Ela pode ser custodiada por uma corretora online,
como se fosse uma conta bancária, ou pode estar dentro do computador
pessoal de seu dono — como a boa e velha carteira de couro que
carregamos conosco. Mas cada moeda, mesmo digital, é única. Não pode
estar em dois lugares ao mesmo tempo.
Nestas corretoras, as exchanges, diariamente negociações são
conduzidas como num mercado. Nelas entram reais, dólares, euros para a
compra de bitcoin, ethereum, solana, e incontáveis outras criptomoedas. É
um mercado como qualquer outro, cuja integridade de cada moeda vendida é
garantida pelo blockchain.
A questão, logo se percebeu, é que o blockchain pode ser usado para
muito mais do que apenas moedas. Para um contrato, por exemplo. Como se
garante um contrato digital que duas pessoas assinam? É preciso, em
essência, ter certeza de que as duas pessoas concordaram com os termos e
que estes termos não foram modificados. Um blockchain faz isso. Nele
ficam criptografadas as duas assinaturas e a garantia de que os termos
não foram tocados.
Vale para a escritura de um imóvel. Pertencia a Fulano, desde tal
data é de Beltrano, e corresponde ao apartamento de tantos metros
quadrados localizado num endereço dado. Também funciona para um acordo
de casamento — estas duas pessoas, a partir de tal data, tomaram a
decisão de compartilhar seguros de saúde mas preferiram manter suas
contas correntes separadas. Pode garantir que a tora de uma árvore foi
colhida em uma fazenda legal e não no miolo de uma reserva florestal. A
fazenda tal tinha tantas árvores plantadas e registradas, cada uma com
seu próprio código único, aquela árvore específica tinha um tamanho que
lhe permitia um volume tal de madeira e esta mesa hoje vendida consumiu
tantos por cento da tora original.
Nenhum papel foi produzido, nenhum carimbo martelado, nenhum selo
destacado e colado. Todo o processo é digital e o blockchain traz em si a
garantia de que o acordo existe, é imutável, é único.
Um contrato garantido por blockchain não é a mesma coisa que uma
criptomoeda. Afinal, existem muitas bitcoins. Mas cada contrato é único.
Estes contratos são chamados de NFT — um ‘token não fungível’ na sigla
em inglês. Não fungível quer dizer, justamente, que ele é único.
Uma obra de arte digital é única se está atrelada a um NFT, o
contrato que descreve suas características. NFT só pode haver um. O
conceito de NFT, que hoje já estabeleceu um mercado de arte digital,
serve para qualquer tipo de contrato.
Mas como pode, deste conceito do cripto, surgir uma alternativa para a Web 2?
A estrutura da Web 3.0
O login e a senha que utilizamos para entrar no Facebook, ou no
Gmail, funcionam um pouco como nossa identidade na internet. Entramos em
inúmeros sites com eles. O Face, como o Google, tem um banco de dados
centralizado, que estas empresas controlam, onde estão as informações a
nosso respeito. Quando usamos um dos dois para garantir nossa identidade
e entrar numa loja virtual, muito da informação sobre o que fizemos
naquele ambiente é compartilhada com estas empresas. São estes dados
sobre nossos hábitos digitais que as tornam valiosas. Em essência, a
informação que elas têm e ninguém mais a respeito de uma parcela imensa
da humanidade é o que as transformam em gigantescas corporações como
nunca antes vistas.
Mas a identidade pode ser também garantida por um NFT. Um NFT emitido
pelo governo de um país, ou por uma corretora de criptomoedas, carrega
em si, no blockchain, o que torna aquela identidade única. Não há um
banco de dados centralizado. Num mundo cripto, o documento de identidade
digital de uma pessoa pode estar em seu computador, no seu celular, num
chip, numa corretora. É a pessoa, a portadora daquela identidade, que
escolhe. A identidade não estará no banco de dados de uma empresa
gigantesca que controla as informações atreladas àquela pessoa.
Esta é uma mudança conceitual forte pois permite a criação daquilo
que no mundo cripto chamam DAO — organizações autônomas
descentralizadas, na sigla em inglês. É uma organização composta por
pessoas que se juntam com algum propósito e aderem a um acordo coletivo
registrado, claro, num blockchain.
Os membros desta organização não precisam, necessariamente, ter todos
o mesmo poder de influenciar nas decisões. Basta que se crie um mercado
interno. Quanto mais alguém contribui para o valor da organização, mais
ganha tokens. Como se cada DAO tivesse sua própria criptomoeda. E
tokens, esta moeda, podem ser gastos para votar a favor ou contra
mudanças internas.
Um Instagram, na Web 3.0, jamais seria uma plataforma fechada. Seria
uma DAO, uma organização descentralizada. O like que uma foto recebe é
um token, uma criptomoeda devidamente armazenada na carteira digital. E
não há motivo para que esta ‘moeda’ não seja negociada num mercado
aberto em troca de outras criptomoedas. O valor de um like dum
Instagram-DAO flutuaria naturalmente em valor, de acordo com a percepção
coletiva da importância do que é produzido ali.
Mas não precisa ser um Instagram. Uma DAO pode ser uma empresa de
software em que o percentual de trabalho de cada programador no produto
final seja devidamente registrado e a cada vez que alguém compre o
direito de uso do programa o valor seja redistribuído de acordo com os
termos estabelecidos pela organização.
DAOs muito populares, que produzam qualquer coisa que seja percebida
como valiosa por muita gente, distribuirão para seus membros estes
tokens, estas criptomoedas, que representam valor real em dinheiro.
Partidos políticos, ONGs, empresas privadas, clubes de livro, em
essência qualquer agrupamento humano pode se organizar coletivamente na
forma de uma DAO. E os termos de cada contrato não precisam
necessariamente passar pela remuneração financeira. Podem, mas não
precisam. Os estatutos de ONG podem estabelecer que o trabalho não é
remunerado, é sempre voluntário. A identidade nacional de qualquer
cidadão, por exemplo, pode garantir para ele o direito ao voto a partir
de uma idade e o contrato, a Constituição ancorada num blockchain
daquela nação, determina que este direito não é negociável. O cidadão
nunca perde seu direito de votar e seu voto nunca vale mais do que o de
qualquer outro cidadão.
Em teoria, democracias inteiras podem se organizar porque, ao menos
tecnicamente, será possível promover eleições e consultas com muita
facilidade, a baixo custo, e com integridade garantida. Democracias
diretas, onde todas as decisões emanam do voto, tendem a se tornar
ditaduras da maioria sem garantias para minorias. Mas isto não quer
dizer que eleições ou consultas não possam ser mais frequentes, que a
estrutura de Parlamentos não possa ser modificada, as possibilidades são
muitas.
O blockchain muda a maneira como se organiza tanto o mundo virtual
quanto o físico. Esta é uma característica fundamental da Web 3.0. Ela é
uma internet com o potencial de alterar a economia, a política e, por
fim, toda a sociedade. Por ser descentralizada, distribui o poder que
hoje as grandes corporações digitais mantém pelo controle de
plataformas.
É enfim a democracia digital?
A tecnologia por trás da Web 3.0 já existe — ela só é difícil.
Difícil de implementar tecnicamente e difícil de explicar,
conceitualmente. Mas criptomoedas já estão na publicidade da TV e
começam a se tornar populares entre investidores. E um mercado de arte
digital baseado em NFTs já se formou, embora seja pequeno. É o início da
popularização do conceito. Como tudo na história do digital, primeiro
vêm os pioneiros, depois vira aquele tema sobre o qual todo mundo fala
mas pouca gente experimentou e aí, enfim, chegam as massas. Estamos na
segunda fase.
Há, porém, um debate intenso ocorrendo. No último mês, Jack Dorsey,
fundador e há até pouco tempo CEO do Twitter entrou num debate público
virulento com Marc Andreessen, sócio do fundo da Andreessen Horowitz, um
dos principais investidores em novas companhias do Vale do Silício. As
emoções ferveram e o Vale se dividiu.
São, ambos, estrelas de gerações distintas da internet. Quando
estudante, Marc Andreessen escreveu o código do primeiro browser
gráfico, o Mosaic, e depois fundou a primeira startup gigante da Web
1.0, a Netscape. Foi o primeiro bilionário da era da internet. Dorsey é
criador de uma das principais marcas da Web 2.0, o Twitter, e é também
fundador e CEO da Block, uma das maiores empresas americanas de
pagamentos digitais.
Dorsey acusa de hipocrisia os proponentes da Web 3. Argumenta que,
embora muito distinta da Web 2, é uma ilusão dizer que ela seja mais
democrática. O poder, ele argumenta, estará nas mãos de quem controla as
corretoras de criptomoedas e que os sistemas que interpretam o
blockchain serão também poucos. Se este futuro se concretizar, haverá
uma infraestrutura central que todos terão de utilizar. Quem controlar
esta infraestrutura central poderá até ser menos visível do que os
controladores das grandes plataformas, hoje. Mas o poder estará nas mãos
destes.
Andreessen e seu sócio, Ben Horowitz, evidentemente discordam. Estão
investindo pesado no setor e, ora, apontam que Dorsey mantém suas fichas
no modelo atual. A Web 3 ameaça seus negócios.
Ambos têm razão.
A Web 3.0 é uma ideia, um conceito, a imaginação de como a internet
pode vir a ser muito diferente de como se apresenta hoje. Não é certo
que será assim. Mas, no momento, é o caminho que o futuro parece estar
seguindo.
Fonte da Imagem: https://medium.com/machinevision/overview-of-neural-networks-b86ce02ea3d1