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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Teólogos europeus exigem fim do celibato e ordenação de mulheres
144 professores de Teologia - equivalente a um terço dos teólogos católicos de fala alemã residentes na Alemanha, Suíça e Áustria – subscreveram um manifesto em que exige reformas na Igreja católica. As propostas incluem o fim do celibato, a ordenação de mulheres e a participação popular na escolha de bispos.
A reportagem foi publicada no jornal Süddeutsche Zeitung, destacando o fato de que esse número seria maior se muitos não temessem represálias da instituição. O fato lembra a Declaração de Colônia, assinada por 220 teologos em 1989, no papado de João Paulo II.
A notícia é da Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC), 07-02-2011.
Judith Könemann, professora de Teologia em Münster, destacou que o amplo eco a partir da declarações ao jornal bávaro demonstra que “tocaram um nervo”. Ela é uma das oito pessoas que redigiram o manifesto, ao qual se somaram professores eméritos da envergadura intelectual de Peter Hünermann e Dietmar Mieth, velhos batalhadores por reformas como Heinrich Missalla e Friedhelm Hengsbach, progressistas como Otto Hermann Pesch e Hille Haker, e até mesmo conservadores como Eberhard Schockenhoff.
Tendo como pano de a crise até então incontornável dos escândalos de pedofilia em dioceses e paróquias da Igreja católica ao redor do mundo, o texto elogia o chamamento dos bispos a um diálogo aberto.
Pragmáticos, os assinantes se dizem “na responsabilidade de dar uma contribuição a um novo começo real”, assumindo a tese central de que a Igreja Católica só “pode anunciar o libertador e amante Deus Jesus Cristo”, quando ela mesma “for um lugar e um testemunho crível da mensagem de libertação do Evangelho”.
Insiste que ela deve reconhecer e fomentar “a liberdade do homem como criatura de Deus”, respeitar a consciência livre, defender o direito e a justiça e criticar as manifestações que “depreciam a dignidade humana”. O que trazem são “desafios”, que incluem “maiores estruturas sinodais em todos os níveis da Igreja” e a participação dos fiéis na escolha de seus bispos e párocos.
O manifesto retoma o afirmação já feita de que a Igreja católica necessita “também de sacerdotes casados e mulheres no ofício eclesiástico”, denuncia que a falta de sacerdotes força a exigência de paróquias cada vez maiores e lamenta que os sacerdotes sofram desgastes diante destas circunstâncias.
Enfatiza ainda que “a defesa legal e a cultura do direito” na Igreja devem “melhorar urgentemente” e argumenta que a elevada valorização do matrimônio e do celibato supõe “excluir pessoas que vivem o amor, a fidelidade e a preocupação mútua” em uma relação estável de casal do mesmo sexo ou como divorciados casados em segundas núpcias.
Desconstrói a suposta autoridade de Roma e critica o “rigorismo” da Igreja Católica, insistindo que não se pode pregar a reconciliação com Deus sem criar as condições para uma reconciliação com aqueles “diante dos quais é culpada: por violência, por negar o direito, por converter a mensagem bíblica de liberdade em uma moral rigorosa sem misericórdia”.
E voltou aos escândalos de pedofilia, afirmando que “à tempestade do ano passado não pode seguir tranquilidade nenhuma”, e afirma considerar que “nas circunstâncias atuais só pode ser a tranquilidade da sepultura”. E conclui denunciando a prisão do pavor institucional diante do rebanho, exigindo diálogo, observando que “o medo não é bom conselheiro”, recordando que os cristãos foram “chamados pelo Evangelho a olhar com valor para o futuro e como o chamamento de Jesus a Pedro para caminhar sobre as águas: ‘por que estais com medo? Vossa fé é tão pequena?’”.
Fonte: IHU
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
A IGREJA CATÓLICA SEM SACERDOTES
“O que aconteceria se acabassem os sacerdotes na Igreja?”, pergunta o teólogo espanhol José María Castillo em seu blog Teología sin censura, 23-01-2011. E responde “Simplesmente que a Igreja recuperaria, na prática, o modelo original que Jesus quis. O que aconteceria, portanto, é que a Igreja seria mais autêntica. Seria uma Igreja mais presente no povo e entre os cidadãos”. A tradução é do Cepat.
Eis o artigo:
Na semana passada escrevi neste blog uma entrada na qual recordei como a Igreja do primeiro milênio teve um conceito da vocação sacerdotal muito diferente daquele que temos agora. Hoje se pensa que a vocação é o “chamado de Deus” para que um cristão, com a aprovação do bispo, possa ser ordenado sacerdote. Nos primeiros 10 séculos da Igreja, se pensava que a vocação era o “chamado da comunidade” para que um cristão fosse ordenado sacerdote. Mas ocorre que, nesse momento, a escassez de vocações é um fato tão notável que até os políticos cristãos-democratas da Alemanha tornaram público uma carta na qual pedem ao Episcopado que possam ser ordenados sacerdotes homens casados. Até os homens da política andam preocupados com a má situação na Igreja, entre outros motivos, pela alarmante falta de sacerdotes para atender as necessidades espirituais dos católicos.
Assim estão as coisas nesse momento. Os bispos – já o disseram os alemães – não estão dispostos a suprimir a lei do celibato. E menos ainda estariam dispostos a tomar decisões mais radicais no que se refere ao clero, especialmente pelo que diz respeito à necessidade de que a Igreja tenha sacerdotes para administrar os sacramentos. Eu não sei se os bispos vão ceder neste delicado assunto. E se cederem, quando o farão. Seja como for, me parece que chegou o momento de enfrentar esta pergunta: e se chegar o dia em que ficaremos praticamente sem sacerdotes? Seria isso a ruína total da Igreja?
O cristianismo tem sua origem em Jesus de Nazaré. Mas Jesus não foi sacerdote. Jesus foi um leigo, que viveu e ensinou sua mensagem como leigo. Jesus reuniu um grupo de discípulos e nomeou 12 apóstolos. Mas aquele grupo era composto por homens e mulheres que iam com ele de povoado em povoado (Lc 8, 1-3; Mc 15, 40-41). A morte de Jesus na cruz não foi um ritual religioso, mas a execução civil de um subversivo. Por isso, a Carta aos Hebreus diz que Cristo foi sacerdote. Mas este escrito é o mais radicalmente leigo de todo o Novo Testamento. Porque o sacerdócio de Cristo não foi “ritual”, mas “existencial”. Quer dizer, o que Cristo ofereceu, não foi um rito cerimonial em um templo, mas sua existência inteira, no trabalho, na vida com os outros e sobretudo na horrível morte que sofreu. Para os cristãos, não há mais sacerdócio que o do Cristo, que consiste em que cada um viva para os outros. Nem mais nem menos que isso. O sacerdócio cristão, assim como se vive na Igreja, não tem fundamento bíblico nenhum. Por isso, na Igreja não tem que haver homens “consagrados”. O que tem que haver são homens e mulheres “exemplares”. O “sacerdócio santo” e o “sacerdócio real” de que fala a primeira Carta de Pedro (1, 5.9) é uma mera denominação “espiritual” de todos os cristãos.
Além disso, em todo o Novo Testamento jamais se fala de “sacerdotes” na Igreja. Mais, está bem demonstrado que os autores do Novo Testamento, desde São Paulo até o Apocalipse, evitam cuidadosamente aplicar a palavra ou o conceito de “sacerdotes” aos que presidiam nas comunidades que iam se formando. Esta situação se manteve até o século III. Ou seja, a Igreja viveu durante quase 200 anos sem sacerdotes. A comunidade celebrava a eucaristia, mas nunca se diz que fosse presidida por um “sacerdote”. Nas comunidades cristãs havia responsáveis ou encarregados de diversas tarefas, mas não eram considerados homens “sagrados” ou “consagrados”. No século III, Tertuliano informa que qualquer cristão presidia a eucaristia (“De exhort. cast. VII, 3).
O que aconteceria se acabassem os sacerdotes na Igreja? Simplesmente que a Igreja recuperaria, na prática, o modelo original que Jesus quis. O que aconteceria, portanto, é que a Igreja seria mais autêntica. Seria uma Igreja mais presente no povo e entre os cidadãos. Uma Igreja sem clero, sem funcionários, sem dignidades que dividem e separam. Só assim retomaríamos o caminho que seguiu o movimento de Jesus: um movimento profético, carismático, secular. O clericalismo, os homens sagrados e os consagrados afastaram a Igreja do Evangelho e do povo. Assim o veem e o dizem as pessoas. A Igreja pensou que, tendo um clero abundante e com prestígio, seria uma Igreja forte, com influência na cultura e na sociedade. Mas remeto aos fatos. Esse modelo de Igreja está se esgotando. Não podemos ignorar todo o bem que os sacerdotes e os religiosos fizeram. E que continuam a fazer. Mas também não podemos esquecer os escândalos e violências que na Igreja se viveram e dos quais o clero, em grande medida, foi responsável.
Mas, o pior não é nada disso. O mais negativo que deu de si o modelo clerical da Igreja é que aqueles que tiveram o “poder sagrado” se erigiram nos responsáveis e, das “comunidades de crentes”, fizeram “súditos obedientes”. A Igreja se partiu, se dividiu, uns poucos mandando e os demais obedecendo. Na Igreja deve haver, como em toda instituição humana, pessoas encarregadas da gestão dos assuntos, da coordenação, do ensino da mensagem de Jesus... Mas, de duas uma: ou Jesus viveu equivocado ou quem está equivocado somos nós. Evidentemente, o final do clero não se pode improvisar. Provavelmente, a mudança vai se produzir, não por decisões que venham de Roma, mas porque a vida e o giro que a história tomou vão nos levar a isso: a uma Igreja composta por comunidades de fiéis, conscientes de sua responsabilidade, unidos aos seus bispos (presididos pelo bispo de Roma), respeitando os diversos povos, nações e culturas. E preocupados sobretudo em tornar visível e patente a memória de Jesus. Já são muitas as comunidades que, por todo o mundo, pela falta de clérigos, são os leigos que celebram sozinhos a eucaristia. Porque são muitos os cristãos que estão persuadidos de que a celebração da eucaristia não é um privilégio dos sacerdotes, mas um direito da comunidade. O processo está em marcha. E minha convicção é que ninguém vai detê-lo.
Leia o texto original AQUI.
Observação do Blog: O texto do Sr. Castillo não expressa a opinião do Blog sobre esse tema, porém ele levanta questões importantes a serem discutidas face ao papel nefasto que a Igreja Católica tem representado em várias frentes, tais como em relação ao combate a AIDS e outras doenças transmitidas sexualmente, além dos escândalos envolvendo pedofilia, etc.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Padre é preso em Santa Rosa
O padre Avelino Backes, 71 anos, foi preso ontem em Santa Rosa, no Noroeste do Estado, por crime contra a dignidade sexual. A ordem de prisão foi expedida pelo juiz Giuseppe Battistoni Bellani, da 2 Vara Criminal da Comarca de Capinzal, em Santa Catarina. O mandado foi encaminhado pela Polícia Civil de Capinzal para a Polícia de Santo Cristo, município gaúcho vizinho de Santa Rosa. O padre é natural desse município.
...
Backes foi acusado de abusar de meninas de 9 e 10 anos nas paróquias de Piratuba e Ipira, na região de Capinzal, em Santa Catarina, no final dos anos 1990. Em 2008, foi condenado a sete anos de prisão, inicialmente em regime fechado. O delegado Camilo Pereira Cardoso, da Delegacia de Polícia Civil de Santo Cristo, diz que, ao ser encaminhado ao presídio de Santa Rosa, o padre estará à disposição do Poder Judiciário, mas ainda não sabe se será transferido para Capinzal.
Correio do Povo
sábado, 1 de maio de 2010
Papa recebe bispos que inspecionaram Legionários de Cristo

AFP
CIDADE DO VATICANO — O Papa Bento XVI recebeu nesta sexta-feira no Vaticano os cinco bispos que realizaram uma inspeção da controvertida congregação mexicana Legionarios de Cristo, cujo fundador, o falecido padre Marcial Maciel, abusou por décadas de jovens seminaristas, informou nesta sexta-feira a Santa Sé.
O encontro com o Papa não havia sido anunciado e demonstra a importância que o Pontífice concede ao caso.
Bento XVI deverá decidir sobre o futuro da congregação mexicana uma vez avaliados os informes apresentados.
As decisões sobre a congregação serão adotadas num segundo momento pelo Santo Padre, depois de um cuidadoso estudo e reflexões sobre os resultados da visita apostólica (inspeção)", explicou o padre Federico Lombardi à Rádio Vaticano esta semana.
O cardeal Tarcisio Bertone, número dois do Vaticano, se reuniu na sexta com os bispos, na primeira reunião celebrada depois da investigação determinada pelo Papa no ano passado.
Segundo o comunicado oficial, os resultados no encontro, no entanto, não serão divulgados.
Este é um dos casos mais delicados para a Igreja católica já atingida por uma série de escândalos de teor sexual na Europa e nos Estados Unidos.
O caso de Maciel, fundador da ordem em 1941 no México, acusado de múltiplos abusos sexuais de seminaristas menores de idade e de ter tido secretamente filhos, é um dos mais simbólicos da chamada "política do silêncio" aplicada por décadas pelo Vaticano para encobrir seus escândalos internos.
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Secretário de Estado do Vaticano relaciona pedofilia com homossexualidade

O "número dois" do Vaticano nega qualquer relação entre o celibato e a pedofília. Numa conferência de imprensa, no Chile, o cardeal Tarcisio Bertone defendeu antes que há estudos que comprovam que existe uma conexão entre homossexualidade e abusos sexuais de menores. Declarações polémicas que surgem poucos dias antes da visita do Papa a Malta, uma deslocação que está já a ser marcada por protestos.
"Muitos psicólogos e muitos psiquiatras demonstraram que não há qualquer relação entre celibato e pedofilia, mas muitos outros mostraram, como me disseram recentemente, que há uma ligação entre a homossexualidade e pedofilia", disse o secretário de Estado do Vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone, de visita ao Chile.
O cardeal reforçou, mesmo assim, que os casos de abusos entre o clero são escandalosos e assegurou que o Papa vai anunciar em breve novas medidas para evitar este problema.
O Vaticano divulgou, entretanto, um guia de orientações para os casos de abusos sexuais numa altura que surgem na imprensa novos escândalos a envolver a Igreja.
Na Alemanha um mosteiro da Baviera está sob suspeita por alegados actos pedofilos dos sacerdotes. Já na Austria, um padre católico está indiciado pela posse de pornografia infantil no computador pessoal.
Protestos em Malta
Num país profundamente católico, a visita de Bento XVI, no sábado, é esperada com ansiedade, mas a deslocação está também a ser ensombrada pelos casos de pedofilia - 45 padres estão a ser investigados por suspeita de abusos de menores.
Algumas das vítimas pedem justiça, querem ser recebidas pelo Papa e planeiam uma manifestação para o fim-de-semana.
As autoridades vão reforçar a segurança nas ruas.
SAPO
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Não reconhecida união estável entre padre e mulher

A 8ª Câmara Cível do TJRS manteve por maioria de votos a decisão da Justiça de Porto Alegre que não reconheceu a união estável entre um padre da Igreja Católica, falecido em 2007, e uma mulher com quem se relacionou afetivamente.
O pedido para o reconhecimento da vida comum à Justiça foi realizado pela mulher que informou à Justiça ter mantido união estável com o padre a partir de 1977 até 2007 quando do seu falecimento. O Juízo da 2ª Vara de Família e Sucessões da Capital julgou o pedido improcedente.
Da sentença, houve recurso ao Tribunal de Justiça sustentando que o padre teria preferido manter o relacionamento em reservado para que pudesse continuar na profissão de ministro da Igreja e que a convivência era conhecida de vizinhos e familiares.
Leia mais no site do TJRS.
Nota do Blog: Fica uma questão importante. Quantos padres preferem manter relacionamentos reservados atualmente, para poder continuar na profissão?
quarta-feira, 24 de março de 2010
Teólogo suíço Hans Küng ataca o papa e pede fim do celibato

Na discussão sobre casos de pedofilia na Igreja Católica, o teólogo suíço Hans Küng ataca o papa. Dificilmente alguém sabia tanto quanto ele sobre os casos de abuso, disse Küng em entrevista à televisão pública suíça. Ele também pediu o fim do celibato.
A Igreja Católica na Suíça mostra-se dividida quanto às medidas para combater o problema. O abade do mosteiro de Einsiedeln propõe uma "lista suja" dos religiosos pedófilos.
Depois dos escândalos de pedofilia na Igreja Católica na Alemanha e na Irlanda, o problema também é discutido na Suíça. Segundo o semanário Sonntag, os bispados suíços investigaram mais de 60 denúncias de abusos sexuais nos últimos 15 anos.
O caso mais recente ocorreu no bispado de Chur (nordeste), que abrange 309 paróquias e 690 mil católicos em cinco estados. O cônego Christoph Casetti disse na sexta-feira (19/3) à agência de notícias SDA que seu bispado atualmente investiga cerca de dez casos de suspeita de abusos sexuais.
A comissão de "Abusos Sexuais na Pastoral" da Conferência dos Bispos Suíços (CBS) investigou nove casos, envolvendo oito padres e uma professora. Em um outro caso, um representante da Igreja teria baixado pornografia infantil da internet. As vítimas foram três meninas, duas adolescentes, duas mulheres adultas, um aluno e um jovem.
Lista suja
Depois que se tornaram públicos no final de semana mais dois casos de assédio sexual nos mosteiros de Einsiedeln (centro da Suíça) e Disentis (leste), o abade de Einsiedeln, Martin Werlen, propôs a criação pelo Vaticano de uma "lista suja" dos pedófilos na Igreja.
"Na troca de emprego para uma outra diocese em qualquer parte do mundo, o bispo poderia se informar se houve alguma denúncia grave contra o padre", disse Werlen em entrevista ao semanário SonntagsBlick. Ele quer apresentar sua proposta à CBS.
"É responsabilidade de cada bispado esclarecer previamente se alguém tem condições profissionais e morais para um emprego na Igreja", disse o presidente da Conferência dos Bispos Suíços, Norbert Brunner, ao jornal Le Matin Dimanche. Ele prefere intensificar a troca de informações entre as dioceses a uma "lista suja".
Segundo Brunner, os casos de abusos não são denunciados sistematicamente à autoridades judiciárias civis. Se um bispo ou um padre toma conhecimento de um abuso, ele deve pedir ao acusado que se autodenuncie. Em casos muito graves, a própria Igreja pode apresentar queixa, se a vítima concordar, explicou Brunner.
Segundo o porta-voz da CBS, Walter Müller, as vítimas são imediatamente ouvidas, assistidas e encorajadas pela Igreja a apresentar queixa à polícia. "Além disso, cada diocese dispõe de um posto de contato para vítimas e testemunhas que queiram denunciar abusos contra crianças", disse à televisão suíça.
Küng pede fim do celibato
Na última sexta-feira (19/3), o papa Bento 16 publicou uma carta pastoral em que expressa "vergonha e remorso" pelos casos de abusos sexuais cometidos por religiosos na Irlanda, mas não menciona os escândalos ocorridos em outros países, como a Alemanha, onde mais de 300 casos vieram a público desde o início do ano (veja um resumo da carta no link na coluna à direita).
Segundo o teólogo suíço Hans Küng, presidente da Fundação Weltethos (Ética Mundial), sediada em Tübingen (Alemanha), "não é exagero dizer que dificilmente houve um homem na Igreja Católica que sabia tanto quanto o papa sobre os casos de abusos".
"Desde a Idade Média temos uma teologia da sexualidade inibida", declarou Küng, em entrevista à emissora de televisão pública suíça SF, no domingo (21/3). Isso culmina na lei do celibato, que tem a ver com esses casos de abusos, acrescentou.
Segundo Küng, este é um dos motivos pelos quais o papa, em sua carta pastoral, não assumiu qualquer responsabilidade pelos casos de abuso. "O mais importante seria que o papa liberasse a discussão sobre o celibato. Muita coisa melhoria se o celibato fosse abolido", disse Küng.
O teólogo suíço lembrou que o cardeal Joseph Ratzinger, atual papa, durante 24 anos foi prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, que também é responsável por orientações aos bispos sobre como lidar com desvios sexuais de religiosos.
O professor de Teologia da Universidade de Lucerna, Edmund Arens, também critica Bento 16. "Penso que o papa deveria pedir desculpas em nome da Igreja. Está mais do que na hora de a instituição reconhecer a culpa por esses crimes, pela sua ocultação e pelo fato de ter impedido vítimas de recorrer à Justiça", disse à swissinfo.ch.
Segundo o presidente da CBS, Norbert Brunner, em primeiro lugar, o autor do crime é responsável por seu ato, não a Igreja. "Tenho dificuldade de entender por que a Igreja deve se desculpar junto às vítimas por um ato cometido por outro. O importante é que um bispo realmente lamente tais casos – e isso eu faço", declarou ao jornal NZZ am Sonntag.
Geraldo Hoffmann, swissinfo.ch (colaboração de Simon Bradley e informaçõs de jornais e agências)
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Igreja Católica escondeu abuso de menores na Irlanda

Um relatório divulgado nesta quinta-feira pelo Ministério da Justiça da Irlanda acusa autoridades da Igreja Católica do país de acobertarem casos de abusos de crianças cometidos por sacerdotes entre os anos de 1975 e 2004.
O documento traz os resultados de investigações sobre como autoridades irlandesas e da Igreja lidaram com denúncias de abuso sexual contra 320 menores cometidas por 46 padres da arquidiocese de Dublin, 11 dos quais já foram condenados.
Nesta “amostra representativa” investigada, as denúncias de abusos contra meninos representam quase o dobro das denúncias cujas vítimas são meninas.
Segundo o relatório, ao lidar com estes casos, as autoridades eclesiásticas priorizaram a proteção da reputação da Igreja e não a proteção das vítimas.
“A preocupação principal da arquidiocese de Dublin ao lidar com os casos de abuso sexual de crianças, pelo menos até meados dos anos 1990, era a manutenção do segredo, a busca de se evitar o escândalo, a proteção da reputação da Igreja e de seus bens”, diz o documento.
Abusos
Para os autores da investigação, os líderes da arquidiocese estavam mais preocupados em evitar que os casos fossem a público do que em impedir que os responsáveis pelos crimes cometessem novos abusos.
Assim, no lugar de serem denunciados à polícia, os sacerdotes acusados costumavam ser transferidos de paróquias.
De acordo com o relatório, a arquidiocese “fez de tudo para evitar a aplicação da legislação” nestes casos. Além disso, quatro arcebispos, três dos quais já morreram, são acusados de não entregar informações sobre os suspeitos às autoridades.
O documento afirma ainda que as autoridades irlandesas facilitaram o acobertamento dos casos ao permitir que a Igreja operasse acima da lei.
Segundo os autores, foram registrados casos em que policiais reportaram denúncias de abusos contra padres às autoridades da Igreja no lugar de investigarem as acusações.
“Vergonha”
O ministro da Justiça da Irlanda, Dermot Ahern, cuja pasta foi responsável pelo relatório, afirmou que as informações contidas no documento são “um escândalo de grande escala” que mostram “que o bem-estar das crianças não valia nada”.
Ele prometeu levar à Justiça os responsáveis pelos abusos, não importando quando tempo tenha se passado desde os crimes.
Após a divulgação do relatório, o atual arcebispo de Dublin, Diarmuid Martin, afirmou que “nenhum pedido de desculpas seria suficiente” e afirmou sentir “vergonha e tristeza com o que ocorreu”.
A publicação do documento acontece seis meses depois da publicação do chamado relatório Ryan, que continha denúncias de abusos físicos e psicológicos contra quase duas mil pessoas em instituições católicas na Irlanda.
BBC
domingo, 19 de abril de 2009
El 75% de los curas quiere celibato optativo
Michelangelo (Capela Sistina):

Josefina Licitra, para Crítica Digital
Como Adán y Eva, que fueron arrojados del Paraíso al mundo temporal, el ex obispo y actual presidente de Paraguay, Fernando Lugo, está cayendo a los sótanos de una vida que no estaba del todo en sus planes. El salto al vacío sucedió el pasado 6 de abril –lunes de Pascuas–, cuando se vio obligado a admitir públicamente que había concebido un hijo –y mantenido una larga relación sentimental– mientras oficiaba como prelado de la Iglesia católica. Y el duro aterrizaje en la tierra terminó de darse un par de días atrás, cuando Lugo demostró que ni siquiera un presidente –ni siquiera un ex obispo– zafa del clásico sainete del “separado-con-hijos”: ahora debe pasar manutención por su criatura –Guillermito, de dos años–, debe cerrarle la boca a la madre de Guillermito –que no para de hablar con la prensa– y debe dejar que un voluntarioso miembro de su familia –en este caso, Pompeyo Lugo, su hermano– salga a decir que él, Fernando, sigue siendo un buen tipo. “El celibato es una tortura”, dijo entonces Pompeyo Lugo en defensa de su sangre, y con esta frase dio por reabierto un debate que desde hace ya varios años, de un modo intermitente, convulsiona a la Iglesia católica: el que refiere a la sensatez del celibato en pleno siglo XXI.
De acuerdo con el doctor en Sociología Pedro Gorondi, responsable de varias encuestas sobre el tema encargadas por la Conferencia Episcopal Argentina, el 75% de los consultados (laicos, obispos y sacerdotes) están a favor de que el llamado “don de Dios” sea optativo. Además, durante la Conferencia Episcopal Latinoamericana, hecha en Brasil en 2007, los obispos emitieron un comunicado donde por primera vez reconocían que faltaban sacerdotes y seminaristas, y que el motivo de esta merma estaba estrictamente relacionado con la restricción sexual. “Cada vez se le encuentra menos sentido –advierte Gorondi–. El planteo es: si en la Iglesia se le da tanta importancia al amor y la familia, ¿por qué se obliga a los sacerdotes a vivir una vida tan solitaria y angustiante? Esas situaciones de aislamiento forzado finalmente los terminan empujando y condicionando para tener relaciones, hijos furtivos y todo tipo de prácticas que el Papa no quiere que sucedan”.
Por todo esto, en el 2004 –tres años antes de que se hiciera la Conferencia latinoamericana– los sacerdotes brasileños escandalizaron al mundo al hacer público –mediante una encuesta encomendada por la Conferencia Nacional de Obispos de Brasil– que el 41% de ellos admitía haber violado el celibato. Pese a ello, el 48% opinaba que esta restricción era importante y un 41% afirmaba que debería ser optativa. “Es común, especialmente en las ciudades pequeñas, que la gente conozca a los hijos de los curas, que son llamados ‘sobrinos’, y a la mujer del sacerdote –remató Luis Antonio de Souza, responsable del estudio–. La gente se lo toma con naturalidad”.
En Paraguay, la población no se tomó el “affaire Lugo” tan ligeramente. Desde que se supo la historia, la imagen positiva del presidente cayó 16 puntos: del 64,14% al 48,04 por ciento.
De eso no se habla. Jesús nunca habló de celibato. De hecho, fue recién en el siglo XVI, con el Concilio de Trento, que la Iglesia católica estableció que la función sagrada de celebrar la misa sólo podía ser practicada por varones controlados y regulados en su vínculo con Dios. Desde entonces, la Iglesia latina carga sobre el hombro un debate latente, que en el siglo XX empezó a avivarse. Por no hablar del siglo XXI. “Es tiempo de una discusión amplia sobre la idea del celibato obligatorio, ya que se trata de una opción de conciencia y espiritual muy personal”, opina José María Poirier Lalanne, experto en religiones y director de la revista católica Criterio. “La permanencia del celibato obligatorio da la pauta de que tenemos una Iglesia autoritaria, desactualizada y no comprometida con la realidad que se está viviendo: un punto de vista que sin duda impactará negativamente en los jóvenes con vocación religiosa”, agrega el sacerdote Guillermo Mariani, famoso por haber publicado un libro –Sin tapujos. La vida de un cura– que en 2004 reabrió el debate sobre las restricciones sexuales.
Pero ninguna de estas opiniones parece torcerle el brazo al Papa. En noviembre de 2006, a poco de asumir, Benedicto XVI reunió a los cardenales de la Curia romana para hablar del tema. Sobraban los motivos: en septiembre de ese año, el arzobispo rebelde africano Emmanuel Milingo había ordenado a cuatro sacerdotes casados y, a la vez, había lanzado el movimiento Curas Casados Ya. Una vez que tuvo a la cúpula eclesiástica delante, Benedicto fue claro: del celibato optativo no se habla más, dijo. Y –en el Vaticano– no se habló más.
Pero sí se habló en otros países. En la Argentina, por caso, hubo varios sacerdotes que terminaron contrayendo matrimonio. Los episodios con más estado público fueron el de Leonardo Belderrain (un párroco platense que dejó el sacerdocio para casarse); el del sacerdote Luis Armendáriz (un mendocino que fue padre, pero que hoy sigue dando misa en provincia de Buenos Aires), y principalmente el de Jerónimo Podestá, el primer obispo en desatar un escándalo: cuando se enamoró de Clelia Luro –39 años, separada, seis hijas– se alejó de la institución eclesiástica –fue suspendido ad divinis, al igual que Belderrain– y fundó la Federación Latinoamericana de Sacerdotes Casados.
“Muchos obispos están pidiendo el celibato optativo, porque se les está yendo mucha gente muy valiosa –advierte Clelia Luro, viuda de Podestá, quien murió hace nueve años–. Pero la Iglesia no se flexibiliza por varios motivos. Uno es el económico: si los sacerdotes pudieran casarse, a su muerte no quedaría nada del patrimonio personal para la Iglesia. Y otro es más de fondo aún: cuando un sacerdote empieza a vivir su propia vida, madura y se hace libre. Y es muy difícil llevar una institución piramidal cuando está poblada de hombres libres. Yo sé que en algún momento el debate va a llegar. Tiene que venir un Papa inteligente, que no es el caso de este Papa. Pero, por suerte, nadie es eterno”.

Josefina Licitra, para Crítica Digital
Como Adán y Eva, que fueron arrojados del Paraíso al mundo temporal, el ex obispo y actual presidente de Paraguay, Fernando Lugo, está cayendo a los sótanos de una vida que no estaba del todo en sus planes. El salto al vacío sucedió el pasado 6 de abril –lunes de Pascuas–, cuando se vio obligado a admitir públicamente que había concebido un hijo –y mantenido una larga relación sentimental– mientras oficiaba como prelado de la Iglesia católica. Y el duro aterrizaje en la tierra terminó de darse un par de días atrás, cuando Lugo demostró que ni siquiera un presidente –ni siquiera un ex obispo– zafa del clásico sainete del “separado-con-hijos”: ahora debe pasar manutención por su criatura –Guillermito, de dos años–, debe cerrarle la boca a la madre de Guillermito –que no para de hablar con la prensa– y debe dejar que un voluntarioso miembro de su familia –en este caso, Pompeyo Lugo, su hermano– salga a decir que él, Fernando, sigue siendo un buen tipo. “El celibato es una tortura”, dijo entonces Pompeyo Lugo en defensa de su sangre, y con esta frase dio por reabierto un debate que desde hace ya varios años, de un modo intermitente, convulsiona a la Iglesia católica: el que refiere a la sensatez del celibato en pleno siglo XXI.
De acuerdo con el doctor en Sociología Pedro Gorondi, responsable de varias encuestas sobre el tema encargadas por la Conferencia Episcopal Argentina, el 75% de los consultados (laicos, obispos y sacerdotes) están a favor de que el llamado “don de Dios” sea optativo. Además, durante la Conferencia Episcopal Latinoamericana, hecha en Brasil en 2007, los obispos emitieron un comunicado donde por primera vez reconocían que faltaban sacerdotes y seminaristas, y que el motivo de esta merma estaba estrictamente relacionado con la restricción sexual. “Cada vez se le encuentra menos sentido –advierte Gorondi–. El planteo es: si en la Iglesia se le da tanta importancia al amor y la familia, ¿por qué se obliga a los sacerdotes a vivir una vida tan solitaria y angustiante? Esas situaciones de aislamiento forzado finalmente los terminan empujando y condicionando para tener relaciones, hijos furtivos y todo tipo de prácticas que el Papa no quiere que sucedan”.
Por todo esto, en el 2004 –tres años antes de que se hiciera la Conferencia latinoamericana– los sacerdotes brasileños escandalizaron al mundo al hacer público –mediante una encuesta encomendada por la Conferencia Nacional de Obispos de Brasil– que el 41% de ellos admitía haber violado el celibato. Pese a ello, el 48% opinaba que esta restricción era importante y un 41% afirmaba que debería ser optativa. “Es común, especialmente en las ciudades pequeñas, que la gente conozca a los hijos de los curas, que son llamados ‘sobrinos’, y a la mujer del sacerdote –remató Luis Antonio de Souza, responsable del estudio–. La gente se lo toma con naturalidad”.
En Paraguay, la población no se tomó el “affaire Lugo” tan ligeramente. Desde que se supo la historia, la imagen positiva del presidente cayó 16 puntos: del 64,14% al 48,04 por ciento.
De eso no se habla. Jesús nunca habló de celibato. De hecho, fue recién en el siglo XVI, con el Concilio de Trento, que la Iglesia católica estableció que la función sagrada de celebrar la misa sólo podía ser practicada por varones controlados y regulados en su vínculo con Dios. Desde entonces, la Iglesia latina carga sobre el hombro un debate latente, que en el siglo XX empezó a avivarse. Por no hablar del siglo XXI. “Es tiempo de una discusión amplia sobre la idea del celibato obligatorio, ya que se trata de una opción de conciencia y espiritual muy personal”, opina José María Poirier Lalanne, experto en religiones y director de la revista católica Criterio. “La permanencia del celibato obligatorio da la pauta de que tenemos una Iglesia autoritaria, desactualizada y no comprometida con la realidad que se está viviendo: un punto de vista que sin duda impactará negativamente en los jóvenes con vocación religiosa”, agrega el sacerdote Guillermo Mariani, famoso por haber publicado un libro –Sin tapujos. La vida de un cura– que en 2004 reabrió el debate sobre las restricciones sexuales.
Pero ninguna de estas opiniones parece torcerle el brazo al Papa. En noviembre de 2006, a poco de asumir, Benedicto XVI reunió a los cardenales de la Curia romana para hablar del tema. Sobraban los motivos: en septiembre de ese año, el arzobispo rebelde africano Emmanuel Milingo había ordenado a cuatro sacerdotes casados y, a la vez, había lanzado el movimiento Curas Casados Ya. Una vez que tuvo a la cúpula eclesiástica delante, Benedicto fue claro: del celibato optativo no se habla más, dijo. Y –en el Vaticano– no se habló más.
Pero sí se habló en otros países. En la Argentina, por caso, hubo varios sacerdotes que terminaron contrayendo matrimonio. Los episodios con más estado público fueron el de Leonardo Belderrain (un párroco platense que dejó el sacerdocio para casarse); el del sacerdote Luis Armendáriz (un mendocino que fue padre, pero que hoy sigue dando misa en provincia de Buenos Aires), y principalmente el de Jerónimo Podestá, el primer obispo en desatar un escándalo: cuando se enamoró de Clelia Luro –39 años, separada, seis hijas– se alejó de la institución eclesiástica –fue suspendido ad divinis, al igual que Belderrain– y fundó la Federación Latinoamericana de Sacerdotes Casados.
“Muchos obispos están pidiendo el celibato optativo, porque se les está yendo mucha gente muy valiosa –advierte Clelia Luro, viuda de Podestá, quien murió hace nueve años–. Pero la Iglesia no se flexibiliza por varios motivos. Uno es el económico: si los sacerdotes pudieran casarse, a su muerte no quedaría nada del patrimonio personal para la Iglesia. Y otro es más de fondo aún: cuando un sacerdote empieza a vivir su propia vida, madura y se hace libre. Y es muy difícil llevar una institución piramidal cuando está poblada de hombres libres. Yo sé que en algún momento el debate va a llegar. Tiene que venir un Papa inteligente, que no es el caso de este Papa. Pero, por suerte, nadie es eterno”.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Padres são condenado à prisão por roubar de igreja na Flórida

MIAMI (Reuters) - Dois padres católicos foram condenados à prisão por se apropriarem indevidamente de mais de 8 milhões de dólares de suas igrejas, um roubo que um juiz classificou de "avareza desmascarada".
John Skehan e Francis Guinan foram acusados em 2006 de desviar dinheiro proveniente de coleções de prata e herança de suas igrejas em Delray Beach, na Flórida, e por gastar milhares de dólares em bens imóveis, viagens, moedas raras e namoradas.
Skehan, de 81 anos, foi condenado a 14 meses de prisão e a 7 anos de condicional, após ter se confessado culpado em janeiro por roubo superior a 100 mil dólares.
Guinan, de 66 anos, foi sentenciado na quarta-feira a 4 anos de prisão após o caso ter sido levado à corte e descobrirem sua culpa em uma denúncia de um roubo de menos de 100 mil dólares.
O juiz Jeffrey Colbath decretou a prisão de Skehan apesar dos pedidos do promotor público, advogados de defesa e da diocese de Palm Beach pela sentença condicional apenas, informou o jornal Palm Beach Post.
"A corte percebeu que o réu não está somente arrependido porque ele foi pego, mas também está sinceramente envergonhado e com remorso", disse Colbath, segundo o jornal.
"O crime do réu foi puramente avareza mascarada. Não há nenhum traço de necessidade moral para desculpar o acusado do crime", acrescentou.
(Reportagem de Jim Loney)
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