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segunda-feira, 5 de agosto de 2013
O MÉXICO NA MIRA DO IEE
O atual Presidente do Instituto de Estudos Empresariais, Bruno Zaffari, conforme Correio do Povo de 5 de agosto de 2013, declarou:
"A Argentina, por excesso de intervencionismo do Estado, está mergulhada em sérias dificuldades. O México fez as reformas estruturais e vive uma fase positiva de crescimento. Já o Brasil não fez reformas, estagnou, perdeu competitividade e o PIB está em queda".
O México que se cuide.
As economias elogiadas e consideradas como modelo pelo IEE, como por exemplo Irlanda e Islândia, QUEBRARAM.
O México será o próximo?
Observação: a foto acima foi tirada por este blogueiro em 30 de julho de 2013 no charmoso Boulevard Saint-Michel, em Paris. A imagem, de certa forma, sintetiza a posição da The Economist, que costuma criticar de forma violenta as economias de países que buscam diminuir os problemas de concentração de renda, mas que costuma minimizar os problemas das economias europeias, particularmente da britânica.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Atletas olímpicos argentinos aparecem em campanha para identificar filhos de desaparecidos
Marcia Carmo
De Buenos Aires para a BBC Brasil
A entidade estima que mais de 500 bebês tiveram a identidade trocada naquele período, após terem sido sequestrados pelos militares. Segundo dados da ONG, 105 pessoas já tiveram sua verdadeira identidade "restituída".
Cinco atletas argentinos gravaram os spots de televisão e as mensagens de rádio pouco antes de embarcar para Londres, segundo disseram à BBC Brasil assessores da entidade com sede em Buenos Aires.
Na mensagem, os atletas falam, de forma didática, sobre o que ocorreu no país: "Queria te contar que houve uma ditadura na Argentina que roubou centenas de bebês. Hoje já são adultos. Mas cerca de 400 pessoas ainda não conhecem suas verdadeiras identidades. Se você conhece alguém que possa ser filho de desaparecido ou se você tem dúvidas sobre sua própria identidade, procure as Avós da Praça de Maio. Estamos te esperando", dizem.
Campanha
A campanha, chamada de "Los Olimpicos com las Abuelas"(Os atletas olímpicos com as avós), começou a ser veiculada esta semana e continuará no ar até o fim do Jogos, em agosto.
Os atletas que gravaram a campanha são o técnico das "Leonas" (como é conhecido o time feminino de hóquei), Carlos Retegui, o lançador de dardo Braian Toledo, o jogador da seleção de vôlei Facundo Conte, a judoca Paula Pareto e o velejador Julio Alsogaray.
Pareto, Conte e Toledo nasceram nas décadas de 80 e de 90, quando a Argentina já vivia em democracia.
Não é a primeira vez que as Avós da Praça de Maio envolvem esportistas em suas campanhas para localizar os filhos de desparecidos políticos.
Em diferentes ocasiões, em partidas decisivas, jogadores de futebol entraram em campo com uma faixa que dizia: "Vos sabes quién sos?" ("Você sabe quem é? Procure as Avós da Praça de Maio").
A entidade possui um banco de dados que permite a identificação biológica de filhos de desaparecidos políticos.
Para as Avós, que são mães de desaparecidos e que também procuram os netos, os sequestros eram planejados e ocorriam, muitas vezes, logo após o nascimentos dos bebês em pleno cativeiro.
segunda-feira, 23 de julho de 2012
O ENIGMA ARGENTINO
Emir Sader
A direita brasileira nunca entendeu a Argentina, nem quer entender. O parentesco político do peronismo com o getulismo foi um obstáculo fundamental para que pudesse entender o significado daquele fenômeno. Ao contrário, os preconceitos em relação ao peronismo contribuíram para incompreensões em relação ao próprio Brasil.
As histórias dos dois países são mais ou menos paralelas: a industrialização periférica, a hegemonia do nacionalismo no movimento popular, o peronismo e o getulismo, os golpes militares, a redemocratização, o neoliberalismo, governos progressistas neste século. As diferenças vieram do esgotamento do getulismo com o golpe militar de 1964.
As alianças de Getúlio com Peron e, atualmente, de Lula e da Dilma com os Kirchner, fortaleceram a diabolização da Argentina. FHC chegou a dizer que o governo do PT era “um subperonismo”, com todo o pejorativo que o peronismo assumiu na “ ciência política” brasileira.
A mídia daqui só acumula análises negativas e denúncias sobre o governo argentino, sempre como se o país estivesse à beira de um caos e como se o governo dos Kirchner fosse uma aberração. Por isso não conseguem entender e passar para seus leitores, ouvintes e telespectadores, enfoques que possam tornar inteligível que Cristina tenha se reeleito com grande facilidade e a oposição se reduza a uma dezena de grupos fragmentados e sem apoio popular.
As ambiguidades do peronismo favorecem as confusões sobre ele. Peronista foi o governo da Isabel Peron, que deu toda a cobertura para as ações da Triple A e preparou o campo para a ditadura. Assim como peronista foi Carlos Menem, que introduzia uma versão radical do neoliberalismo na Argentina.
Mas são peronistas – mesmo tendo aderido ao menemismo nos anos 90 – os governos de Nestor e de Cristina Kirchner, integrados ao posneoiberalismo latino-americano. Recuperaram a economia argentina do pior desastre da sua história – a implosão da política de paridade entre o dólar e o peso, implementada por Menem e mantida por De la Rua -, fortaleceram a integração regional, recompõem a capacidade econômica do Estado argentino e desenvolvem criadoras formas de políticas sociais.
Nota do Blog:
Para entender Perón e o Peronismo sugiro a leitura de dois livros: O Romance de Perón e Santa Evita, ambos de Tomáz Eloy Martínez.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
30 ANOS DE MALVINAS (OU COMO TROPEÇAR NA MESMA PEDRA)
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| Fonte da imagem AQUI. |
30 años de Malvinas o cómo no tropezar con la misma piedra
Carlos Abel Suárez · · · · ·
El 30 de marzo de 1982 participamos de la primera protesta obrera y popular masiva contra la dictadura militar. La entonces llamada CGT de la calle Brasil o CGT Brasil, para diferenciarse de los colabores de los militares (la CGT Azopardo), había convocado a un paro nacional con movilización. Unos 50 mil manifestantes intentaban llegar a Plaza de Mayo aunados en la consigna "Paz, pan y trabajo". La policía y las bandas armadas de la dictadura reprimían brutalmente a las columnas que por Diagonal Norte, Rivadavia, avenida de Mayo y otras calles intentaban llegar a la plaza de Mayo. Una nueva generación de dirigentes y activistas tenía su bautismo de fuego en las calles, saliendo de las sombras del silencioso y riesgoso trabajo clandestino. La dictadura había culminado la operación exterminio, que comenzó con la Triple A, de las organizaciones populares, de la militancia social, política y cultural. No obstante, sobrellevando las dificultades que supone la clandestinidad, la resistencia a la dictadura se iba articulando, lo que se pudo comprobar en la movilización del 30 de marzo. Estaban todavía en las cárceles miles de presos políticos o sociales sin juicio ni condena y en esa noche se sumaron cientos o miles de nuevos presos en todo el país. Pese a que en ese día las principales ciudades del país fueron realmente ocupadas por las fuerzas represivas, el paro tuvo alcance nacional y se realizaron manifestaciones en varias provincias, entre ellas en Mendoza, donde fue asesinado José Benedicto Ortiz, un obrero cementista. La dictadura que había devastado el país y aparentemente abatido el movimiento social con la práctica sistemática del terrorismo de Estado, comenzaba a mostrar signos de resquebrajamiento.
Las luchas intestinas entre los jefes militares, que existieron desde el primer día del golpe, expresaban tendencias alimentadas por la ambición personal y el juego de los múltiples intereses de los tecnócratas y empresarios locales y transnacionales que ellos encarnaban. El reemplazo del dictador Jorge Rafael Videla por Roberto Viola desató una pelea abierta y desde allí las fisuras se acentuaron. Especialmente cuando fueron evidentes los resultados catastróficos de la política económica implementada por José Alfredo Martínez de Hoz, incluso para sectores de la gran burguesía. Pero además porque ocurrió un cambio en el escenario internacional que los "chicago boys" no habían previsto. En ese momento asume como un nuevo restaurador del "Proceso" el general Leopoldo Fortunato Galtieri, entonces comandante en jefe del Ejército y niño mimado del establishment militar de Washington, que había sido derrotado en Vietnam y ahora quería reivindicarse en la nueva guerra sucia de América Central.
Los dirigentes políticos peronistas, radicales y otros menores – los que se habían preservado de las migajas en intendencias y gobernaciones que tiraron los militares – estaban al tanto de las peleas internas de los militares y jugaban sus fichas, aunque pocos habían advertido la profundidad de la crisis internacional y el juego perverso que planeaban los mandos de la dictadura. Incomprensible por cierto, porque meses atrás ya los columnistas que tenían información relevante del poder militar y su corte escribían sobre la posibilidad de una escalada en el conflicto con Gran Bretaña por las Malvinas y hasta revelaban detalles del mismo. Las cartas estaban marcadas. Las secuelas brutales del terrorismo de Estado que ellos habían aplicado y que figurarán en las páginas de horror de la humanidad, podían ser acrecentadas aún más. Desde el inicio la estrategia – si se pueden llamar estrategia a esos planes - contemplaba una carnicería mayor. Estuvieron a punto de lograrlo en una guerra con Chile, cuando el sanguinario jefe del III Cuerpo de Ejército, Benjamín Menéndez, proclamaba que estaba ansioso "por mojarse las patas en el Pacífico". El objetivo fue alcanzado en Malvinas.
Como fue dicho en el interesante libro "Malvinas, de la guerra ´sucia´ a la guerra ´limpia´" del recordado intelectual León Rozitchner, la confusión embargó a ideólogos de izquierda para los que "el parloteo revolucionario y las citas de Gramsci encubrían la falta de principios y de deslinde ideológico contra sus supuestos enemigos, lo que pudo hacerles creer que la guerra de las Malvinas no era la continuación de la política del genocidio."
El desembarco en Malvinas y las Georgias se consumó en 2 de abril, han pasado 30 años. La "causa" de Malvinas cayó como anillo al dedo para encontrar una salida a una crisis política, económica y social. La miopía de la clase dominante en su conjunto, acompañada por un coro multitudinario, no advirtió que el mundo era más complejo. Esa movida en el tablero también le servía a la Inglaterra de Margaret Thatcher, a Ronald Reagan y a la OTAN. Hemos caracterizado en estas mismas páginas la guerra de Malvinas al cumplirse 25 años (http://www.sinpermiso.info/textos/index.php?id=1120); podríamos cambiar la fecha y decir ahora, cinco años después, lo mismo. Esperemos que en el 50 aniversario el debate político sea superior, que Malvinas y sus habitantes estén integrados en la América del Sur sin nuevas guerras ni dictaduras.
Inmediatamente después del desembarco, las primeras encuestas mostraron un bajo apoyo en la población a la aventura militar. Los miles que se manifestaron en plaza de Mayo y en algunas capitales de provincias no representaban una voluntad mayoritaria. El realismo de que asistíamos a un salto al vacio era percibido en los hogares más humildes, con una sensación de que la fiesta y la vocinglería guerrera, como si fuese un mundial de fútbol, la pagaríamos con creces, pero ocurre en el contexto de una dictadura feroz, esos sentimientos se expresan por canales no visibles. Varios intelectuales, movimientos de derechos humanos, grupos de intelectuales coincidieron en una postura pacifista. No obstante la propaganda oficial, especialmente la Televisión, se encargó de exaltar el chovinismo a un nivel tragicómico. Las celebridades recolectaban joyas para un fondo patriótico, que nunca se supo a dónde fueron a parar esas donaciones, en las escuela se pedían aportes de chocolates para los soldados, que nunca llegaron a destino, escritores de cierto renombre pedían suprimir la enseñanza del inglés en las escuelas, los del casi centenario Bar Británico le cambiaban presurosos el nombre, las señoras de barrio Norte, que nunca tejieron una bufanda a un nieto, porque la compraban en Londres, tejían alrededor del Obelisco los días soleados. Ese era el aporte patriótico de las clases altas y medias de Buenos Aires, mientras los más pobres, desde los rincones más humildes del país, ponían sus hijos como soldados, sin preparación ni equipo adecuado, que pasaban hambre y frío, sufriendo crueles castigo de sus jefes, salvo muy pocas excepciones ineptos, solo entrenados para la represión interior y los grupos de tareas de la dictadura.
Un aporte no menor al triunfo de los ingleses fue el de los propios militares y funcionarios, que por ingenuidad o lucro siguieron pasando durante el conflicto información a las dependencias de la CIA y el Departamento de Estado, en la lógica absurda de que ese gesto de buena voluntad hacia Washington – como exportar torturadores y grupos de tareas a Honduras, El Salvador o a la contra nicaragüense - torcería los compromisos históricos , estratégicos y geopolíticos de la principal potencia mundial. Estos hechos fueron denunciados, con la documentación correspondiente, ante la Fiscalía de Investigaciones Administrativas, por el abogado socialista Ángel Di Paola, tras la publicación de un artículo del periodista Oscar Raúl Cardoso, coautor de del primer y célebre libro sobre Malvinas (1). El hecho fue revelado por Bob Woodward, columnista del Washington Post y famoso por su investigación que llevó a la destitución de Richard Nixon. Es decir, que no fueron los satélites de la NATO quienes informaban a la flota británica, sino los "patriotas" agentes locales. La presidenta Cristina Fernández, días pasados, levantó el velo que ocultaba el informe Rattenbach, que en sus lineamientos generales ya se conocía desde 1983. Pero los soldados no fueron llamados a contar esa parte de la historia.
El ex soldado de Malvinas, Edgardo Esteban, hoy periodista y escritor, cuenta así el final de esa aventura trágica;
"Cuando volvimos, los militares nos escondieron por varios días en los cuarteles, en donde recibí muchas cartas diciendo que cuando retornara de la guerra me iban a hacer un gran recibimiento, como a un héroe. Imaginaba que cuando pisara las calles de Haedo iban a estar todos mis amigos, familiares, vecinos, conocidos. Pensé que cortarían la calle y pondrían pasacalles. Pero fue muy distinto y seguramente similar al recibimiento que tuvieron la gran mayoría de los soldados. En la noche fría del 25 de junio de 1982 sólo me esperaba un perro ladrando, una luz blanca y mi mamá, nadie más. Pasó muy rápido la euforia triunfalista de guerra y todos quisieron olvidar la derrota, menos los chicos de la guerra".
Sin lugar a dudas, hay fundadas razones que respaldan la posición argentina sobre las islas Malvinas; las resoluciones favorables en Naciones Unidas dan cuenta de ello. No es lugar aquí para reseñar la bibliografía y la documentación al respecto. La postura británica, por el contrario, se ha destacado por una gran ambigüedad.
La posibilidad de un acuerdo diplomático con Gran Bretaña sobre Malvinas nunca estuvo más cerca que durante el gobierno constitucional de Arturo Humberto Illia. En esos años, Gran Bretaña había abandonado a los residentes en el archipiélago a la buena de Dios. La integración comercial, cultural, logística y hasta de asistencia médica y sanitaria con Argentina fluía como un hecho natural. Con el derrocamiento de Illia por el mesiánico general Juan Carlos Onganía, que pretendía quedarse 20 años en el poder, las negociaciones quedaron congeladas. Tomaron algún impulso durante el breve interregno constitucional de Cámpora-Perón, en 1973-1974, para terminar en la catástrofe de 1982.
Ciertamente, estamos en una coyuntura internacional que no es la de 1966, ni la de 1982. Sin embargo, convendría entrar en el juego de las diferencias o similitudes.
La Guerra Fría terminó con la caída del muro de Berlín. Algunos podrían conjeturar que la Alianza Atlántica, entre Estados Unidos y Gran Bretaña, no existe con la intensidad de Reagan-Thatcher. La primera década de este siglo mostró la fortaleza de esa unión en todas las guerras donde han intervenido Washington y Londres. Más aún, Bush arrastró al abismo de Afganistán e Irak a Tony Blair, lo que fue su tumba política. Pensar otra vez que la Casa Blanca puede mirar para otro lado es repetir la misma lógica de Galtieri y su canciller Nicanor Costa Méndez, un reaccionario abogado de las propiedades de los nazis y luego personero de las trasnacionales inglesas y norteamericanas, que se acostó una noche como cruzado de Occidente y se levantó al día siguiente como antiimperialista. Algo recurrente en estos personajes para quienes la soberanía es un título de propiedad sobre los territorios, olvidan a sabiendas que la soberanía es la república y el poder de los pueblos para decidir sobre su destino. Y por lo tanto un día privatizan y aplauden la venta de las joyas de la abuela, la abuela misma y hasta su propia madre y al otro se rasgan las vestiduras por Malvinas.
Hay otro eje para jugar con las analogías: la crisis económica mundial.
Es bien sabido que la trágica aventura de Malvinas, en lugar de una prórroga de los militares en el poder y restaurar la imagen de los dictadores, los llevó a la descomposición y al descrédito. Dejaron una deuda ilegítima e inmoral, en parte por los gastos militares y los sobreprecios y triangulaciones, que enriquecieron a unos pocos y llevaron la miseria por años a millones de argentinos. Deuda que todavía se está pagando. Como contrapartida, la guerra forjó a la "dama de hierro", encumbró a la Thatcher como uno de los monumentos vivientes del neoliberalismo. Los primeros derrotados fueron los mineros ingleses y tras ellos cayeron las conquistas de la clase obrera y de los sectores populares británicos en de la postguerra. Thatcher quedó siempre agradecida por la ayuda de los militares argentinos.
Hace unos cuantos días, escribía en Le Monde Pierre François Gouret, capitán de Corveta de la Escuela de Guerra francesa:
"La situación económica de Francia, a fines de 2011 recuerda la del reino Unido en 1980. Sufriendo una grave recesión, el gobierno británico programaba una reducción drástica de sus gastos militares, para el verano de 1982, cuando las islas Malvinas fueron invadidas. Amenazadas por la supresión definitiva de su capacidad, las fuerzas armadas británicas ganaron total autonomía, con el imprevisto conflicto de las Malvinas. Esta victoria ha probado la necesidad de no disminuir exageradamente el arsenal de la defensa." (2)
Notas de este tenor son frecuentes cada vez que la crisis roza el tema tabú de los gastos militares. Asistimos una vez más al drama de que pueden ser recortados bárbaramente los gastos en salud y educación, como en el caso de Grecia, pero siguen incólumes –incluso aumentando –los presupuestos militares. Pueden admitir, como en España niveles astronómicos de desempleo, pero no bajan un céntimo sus compromisos con la guerra de Afganistán.
Por eso alarman algunas propuestas, a propósito de la "causa Malvinas", de restaurar el arsenal de las Fuerzas Armadas, de nuevas naves y submarinos dotados de reactores nucleares, las hipótesis de conflicto, junto con leyes antiterroristas y "Proyectos X", todo en un mismo paquete, en un país con altos niveles de pobreza e indigencia. Suena muy mal. Vale recordar un reclamo, casi un mandato, escrito cuando la sangre de los muertos en Malvinas estaba todavía caliente:
"Desde la experiencia que hemos vivido y que estamos viviendo, pido al gobierno y al pueblo argentino con el derecho que me asiste como ciudadano y como padre del soldado clase 62 Alejandro Pedro Vargas, muerto y enterrado en las islas Malvinas, lo siguiente: 1) Que nunca más un gobierno constitucional movilice tropas de reclutas, ya sea en casos como los ocurridos o para derrocar a un gobierno; 2) Que nunca más el periodismo de cualquier tipo azuce a nuestros hijos a guerras inspiradas en el oportunismo, la soberbia o la embriaguez. Ya no tengo más hijos para mi Patria Argentina, pero quedan millones de jóvenes argentinos sanos y valientes y no permitiré que los estafen con mentiras. Argentinos, no dejemos que esto vuelva a ocurrir. Salvador Antonio Vargas. Provincia de Buenos Aires." (Carta de lectores de Clarín ,24-06-1982).
NOTAS: (1) Cardoso, Kirschbaum, van der Kooy, 1983: Malvinas. La trama Secreta, Buenos Aires, sudamericana-Planeta. (2) Le Monde 24-01-2012.
Carlos Abel Suárez es miembro del Comité de Redacción de SinPermiso.
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sexta-feira, 30 de março de 2012
sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012
Crítica da mídia é sucesso na TV argentina
Na Argentina a televisão pública vem surpreendendo o telespectador com um debate até então inédito, levado ao ar pelo programa 6 7 8. Com bom humor, ironia e documentação consistente, os grandes jornais e as emissoras comerciais de rádio e TV são analisados e criticados diariamente em horário nobre.
Criticar a mídia não é tarefa fácil. Primeiro pela falta de espaço. Salvo a internet são raros os canais abertos para a discussão do papel dos meios de comunicação na sociedade atual. Contam-se nos dedos os veículos que fazem algum tipo de autorreflexão. O padrão geral é o da arrogância pura e simples.
Lembro da Ong TVer, no final dos anos 1990, encaminhando reclamações recebidas de telespectadores sobre uma menina, exposta no Fantástico, tendo que decidir se ficava com a mãe biológica pobre ou com a adotiva rica. A resposta da emissora foi de uma soberba a toda prova. Não entrava no mérito limitando-se a dizer que sabia o que o público queria, mais ou menos isso.
Ouvidorias na mídia brasileira existem apenas em dois jornais diários e nas emissoras públicas de rádio e TV da EBC. Programas de crítica da mídia são raros. Acostumada a se apresentar como quarto poder, ela não admite qualquer debate público sobre o seu trabalho. Coloca-se acima do bem e do mal, não faltando teóricos a ela alinhados para arrumar justificativas positivistas para esse papel quase divino.
A internet tem sido um instrumento importante para quebrar essas barreiras. Quase diariamente os meios convencionais têm seus erros e omissões denunciados em sites e blogues. Mas ainda atingem parcela restrita da população. Daí a importância de se discutir a mídia nos meios de largo alcance.
Na Argentina, a televisão pública vem surpreendendo o telespectador com um debate até então inédito, levado ao ar pelo programa 6 7 8. Com bom humor, ironia e documentação consistente, os grandes jornais e as emissoras comerciais de rádio e TV são analisados e criticados diariamente em horário nobre.
A estreia ocorreu em 9 de março de 2009 e seu nome 6 7 8 refere-se à presença de seis debatedores, no canal sete, às oito da noite. Mudou de horário (passou para as 21 horas) e ampliou o número de participantes mas não alterou o nome.
O uso do arquivo é uma das armas mais poderosas do programa. Selecionam previsões de analistas de política ou economia dos grandes meios, feitas algum tempo atrás, e as confrontam com a realidade atual, sempre diferente. É como se aqui fôssemos buscar nos arquivos as previsões catastróficas de comentaristas como Miriam Leitão ou Carlos Sardenberg e mostrássemos como elas estavam furadas. É, no mínimo, divertido.
O sucesso do programa é tal que já há até um livro sobre ele: “6 7 8 La creación de otra realidade” (Editorial Paidós). Trata-se de uma longa conversa entre uma ex-apresentadora do programa Maria Julia Olivan e o sociólogo Pablo Alabarces, além de depoimentos do criador do 6 7 8 Diego Gvirtz e do jornalista, especializado em TV, Pablo Sirvén.
O objetivo central do programa é explicitado no livro: contradizer a realidade construída pelos grande meios. Para isso, procuram mostrar os mecanismos de construção da realidade no jornalismo que “se apresenta como real, como verdade, quando é antes de tudo uma narração sobre essa realidade”.
Maria Julia deixa isso mais claro ao dizer que “como produto televisivo, 6 7 8 nos conta a sua verdade ou a sua maneira de ver a realidade. Clarín, ao contrário, faz circular a sua opinião dizendo que essa opinião é a realidade”.
Esse debate, levado diariamente à casa do telespectador, é inédito. Chega ao grande público uma prática que, até então, estava restrita ao mundo acadêmico e a alguns militantes políticos: a chamada leitura critica dos meios de comunicação.
As conseqüências são palpáveis. Acompanhar o 6 7 8 tornou-se uma forma de ação política ou “um ato de militância, de adesão” segundo Maria Julia. No Facebook há mais de 450 mil seguidores. O sociólogo Pablo Alabarces diz que o programa é uma espécie de semiologia para a classe média que “os estudantes de comunicação têm no ciclo básico comum e aqui se transforma em vulgarização televisiva”.
Talvez seja por isso que a mãe de Maria Julia tenha dito que “até começar a ver o programa, eu acreditava que todas as notícias eram realidade mas depois me dei conta que a informação é construída; que não é o mesmo se te dizem as coisas de uma maneira ou de outra”.
6 7 8 não esconde seu alinhamento com o governo. No entanto revela, ao mesmo tempo, a existência de um público que apóia o governo e não era contemplado pelos demais meios de comunicação. Nesse sentido o livro ressalta a existência, pela primeira vez na história da Argentina, de uma política oficial de comunicação. Entre seus objetivos está o de contradizer os meios de comunicação tradicionais, papel desempenhado com desenvoltura pelo programa 6 7 8.
Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho.
CdB
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
POR UM BRASIL ECOLÓGICO, LIVRE DE TRANSGÊNICOS E AGROTÓXICOS
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| Fonte da imagem AQUI. |
Novo relatório argentino confirma incidência maior de câncer e bebês malformados em regiões de produção de soja transgênica
Por quase 10 anos, os moradores de áreas rurais e periurbanas da Argentina onde a agricultura industrial vem se expandido têm recorrido a autoridades políticas e aos tribunais de justiça, bem como protestado diante do público, por causa dos problemas de saúde que suas comunidades vêm sofrendo em função da pulverização de agrotóxicos usados nas diferentes culturas agrícolas.
Nesses locais, chama a atenção o aumento do número de casos de câncer, de nascimento de bebês com malformações e de problemas reprodutivos e hormonais desde que a pulverização sistemática de agrotóxicos se generalizou. As reclamações das cidades-pulverizadas têm sido confirmadas por equipes médicas que atuam nessas regiões, mas as respostas do sistema público de saúde e o envolvimento das universidades públicas com o problema têm sido escassos e limitados.
Buscando promover um espaço para a análise acadêmica e a reflexão científica sobre o estado da saúde em cidades-pulverizadas, bem como ouvir e apoiar os profissionais de saúde que vêm denunciando estes problemas, a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nacional de Córdoba promoveu em agosto deste ano o Primeiro Encontro Nacional de Médicos em Cidades-Pulverizadas. Médicos, outras equipes de saúde e pesquisadores de diferentes disciplinas atuando no país foram chamados a apresentar suas experiências, dados, propostas e trabalhos científicos. O evento reuniu mais de 160 participantes de dez estados e de seis universidades federais.
O relatório do encontro, apresentando os principais resultados dessas pesquisas, acaba de ser publicado.
Os relatórios e testemunhos apresentados pelos médicos presentes confirmam as observações clínicas, atestando uma série de doenças e problemas de saúde em pessoas expostas à pulverização. Embora as manifestações de intoxicação aguda (aquela que se manifesta poucas horas após uma exposição elevada a produtos muito tóxicos) representem a maior parte das queixas dos pacientes, o que mais alarma os médicos na maioria das cidades-pulverizadas são duas constatações: primeiro, o número de abortos espontâneos e de nascimento de bebês malformados é significativamente maior nas cidades-pulverizadas do que na média da população. Segundo, nota-se também um aumento na incidência de câncer em crianças e adultos, além de outras doenças sérias como a Púrpura de Henoch-Schönlein (inflamação dos vasos sanguíneos), doenças hepáticas e neurológicas. Os médicos chamaram a atenção para o fato de que, em geral, vêm trabalhando nas mesmas comunidades por mais de 25 anos, e que as doenças observadas nos últimos anos são incomuns e estritamente relacionadas à aplicação sistemática de agrotóxicos.
Um exemplo contundente são os dados apresentados pela Dra. Ana Lía Otaño, representante do Ministério da Saúde no estado do Chaco. O relatório trazido por ela realça claramente o aumento dos casos de bebês malformados no nível estadual, de acordo com os números da principal unidade de saúde pública do estado, a Unidade Neonatal do Hospital J.C. Perrando, na cidade de Resistencia (capital do estado), que passaram de 46 em 1997 para 186 em 2008 (um aumento de 19,1/10 mil nascidos vivos para 85,3/10 mil nascidos vivos).
Os números do Hospital de Resistencia convergem com os dados apresentados pelo Dr. Horacio Lucero, diretor do Laboratório de Biologia Molecular do Instituto Regional de Medicina da Universidade Nacional do Nordeste, que há mais de dez anos vem estudando e registrando a relação dos problemas de saúde acima descritos com a exposição residencial (por vizinhança) aos agrotóxicos no estado do Chaco. O Dr. Lucero acrescenta que, nos últimos anos, o plantio de soja por grandes conglomerados agrícolas veio substituindo outras atividades agrícolas tradicionais na economia regional. Ele apresenta gráficos cruzando o aumento do plantio de soja no estado com o aumento no número de bebês nascidos com malformações. A relação é ainda mais fortalecida quando é apresentado um mapa mostrando que o número de mortes de bebês causadas por deformações, anomalias cromossômicas e outros defeitos no nascimento é significativamente maior nas áreas de produção de soja e na cidade La Leonesa, que estão sujeitas a altos níveis de pulverização de glifosato e outros agrotóxicos.
Os dados apresentados pela Dra. Otaño também mostram que a incidência de câncer infantil é significativamente maior em cidades expostas aos agrotóxicos (como La Leonesa), quando comparada a cidades moderadamente expostas (como Las Palmas) e a cidades não expostas aos pesticidas (como Puerto Bermejo).
A incidência de câncer infantil em La Leonesa é mais de três vezes superior que a de Puerto Bermejo.
Os médicos chamam a atenção para o fato de que o aumento do câncer e malformações congênitas nas áreas mencionadas acompanhou o aumento exponencial do uso de agrotóxicos desde a introdução das lavouras transgênicas.
Segundo o relatório, em 1990 foram usados 35 milhões de litros de agrotóxicos. Em 1996, a introdução das sementes transgênicas acelerou o uso de venenos, levando a um consumo de 98 milhões de litros. Em 2000 foram aplicados 145 milhões de litros. Em 2010 esse número já era de 292 milhões de litros, e espera-se para 2011 um consumo de mais de 300 milhões de litros de herbicidas, inseticidas, acaricidas, desfoliantes e outras substâncias tóxicas. O glifosato sozinho deverá representar 200 milhões de litros nesse conjunto.
O relatório também menciona que o aumento do uso de glifosato verificado a cada ano deve estar relacionado ao desenvolvimento de resistência ao veneno pelas plantas invasoras. Os números indicam que em 1996 eram aplicados menos de 2 litros de glifosato por hectare, enquanto hoje algumas áreas recebem 10 litros por hectare. Em alguns casos chegam a ser aplicados quase 20 litros por hectare. E esses agrotóxicos são aplicados extensivamente, sobre grandes áreas.
Segundo geógrafos da Universidade Nacional de Córdoba, pelo menos 12 milhões de pessoas vivem em cidades rodeadas por lavouras pulverizadas por venenos. Para os médicos, são 12 milhões de argentinos que estão sendo diretamente fumigados.
Entre as propostas apresentadas pelos médicos participantes do Encontro ao final do documento estão a proibição da pulverização aérea de agrotóxicos, cuja deriva espalha incontroladamente substâncias tóxicas pelo ar, e que as universidades públicas passem a desenvolver e promover opções agroecológicas de produção.
Leia na íntegra, em inglês, o Relatório do 1º. Encontro Nacional de Médicos em Cidades Afetadas pela Pulverização Agrícola.
AS-PTA
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
DALE CRISTINA!
Marcia Carmo
De Buenos Aires para a BBC Brasil
Na reta final para a eleição presidencial deste domingo, com as pesquisas indicando o favoritismo da presidente Cristina Kirchner, os candidatos da oposição apostam suas fichas na disputa no segundo lugar com poucas esperanças de que haverá um segundo turno.
Foi o caso de Ricardo Alfonsín, do Udesco, de Hermes Binner, da Frente Ampla Progressista (FAP), e de Alberto Rodríguez Saá, do Compromisso Federal.
"Estou em segundo e disputarei o segundo turno", disse Saá, que é governador da província de San Luis.
O analista político TV TN (Todo Noticias), Adrián Ventura, disse, no entanto, que "tudo indica que Binner ficará em segundo", devido a seu menor índice de rejeição popular.
Numa entrevista com correspondentes estrangeiros, Binner, que é governador da província de Santa Fé, disse acreditar que há chances de derrotar a atual presidente: "Se a eleição estivesse definida, então deveríamos perguntar para que realizá-la".
A expectativa no entanto, é de que Cristina Kirchner chegue a ser eleita no primeiro turno, neste dia 23 de outubro.
Para ser eleito no primeiro turno, o candidato deve receber pelo menos 45% dos votos válidos ou receber pelo menos 40% da votação válida e dez por cento de vantagem em relação ao segundo candidato mais votado.
Nas eleições primárias de agosto, Cristina Kirchner teve trinta pontos mais de votos que os demais presidenciáveis. As primárias foram definidas como uma "pré-eleição", já que os eleitores de todo o país foram às urnas para votar no candidato de sua preferência e não apenas no candidato de seu partido, como normalmente ocorre numa primária.
Foi o resultado desta eleição de agosto que levou os opositores a entenderem que Cristina Kirchner deverá ter mais votos que eles neste domingo e podendo até ser eleita, já neste primeiro turno.
Leia a íntegra AQUI.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Ex-presidente do Uruguai diz que temeu guerra com a Argentina
Marcia Carmo
De Buenos Aires para a BBC Brasil
O ex-presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, disse na terça-feira, durante uma palestra a um grupo de estudantes em Montevidéu, que quando era presidente (2005-2010) avaliou a hipótese de um "conflito bélico" com a Argentina durante a disputa pela construção de uma fábrica de pasta de celulose na fronteira entre os dois países.
"Tivemos um conflito muito sério com a Argentina. E um presidente deve avaliar todos os cenários possíveis. Não esperar que o problema aconteça para tomar uma medida. E eu avaliei todos os cenários, desde (um em que) não acontecesse nada até um conflito bélico", disse Vázquez.
A fábrica funciona às margens do rio Uruguai, compartilhado pelos dois países, e a Argentina alegava que a planta poluía o rio. O Tribunal de Haia deu parecer favorável a que o Uruguai mantivesse a fábrica em funcionamento.
O ex-presidente afirma que contribuiu para suas suspeitas de que a desavença pudesse derivar em um conflito armado o fato de soldados do Exército argentino terem realizado, naquele período, treinamentos inéditos em frente à cidade uruguaia de Paysandú, na fronteira.
Vázquez contou que reuniu, então, os comandantes das Forças Armadas do país.
"O comandante da Força Aérea me disse que tínhamos apenas cinco aviões e combustível para 24 horas", afirmou. As declarações de Vázquez foram feitas para um grupo de estudantes, em Montevidéu. Eles riram quando o ex-presidente revelou a penúria dos aviões militares do país.
"Mas não estou dramatizando, é a realidade", disse Vázquez, que também afirmou ter compartilhado sua preocupação com a então secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, com quem tinha se reunido para discutir questões bilaterais.
"Eu estive nos Estados Unidos para tratar de questões comerciais. Mas também disse a Condoleezza Rice que o Uruguai é um país sócio e amigo dos Estados Unidos e que, se ela pudesse, que falasse com o presidente (George W.) Bush sobre a situação", afirmou.
Ideia 'jamais' analisada
Nesse momento da gravação, publicada no site do jornal El Observador, de Montevidéu, a voz de Vázquez fica pouco nítida, porque ele se afasta levemente do microfone. O jornal afirma, porém, que o ex-presidente pediu "apoio" de Bush "em caso de conflito bélico com a Argentina".Vázquez afirmou que o governo americano declarou, então, que o Uruguai é "um país amigo" e que a tensão bilateral – Uruguai e Argentina – diminuiu.
As declarações de Vázquez repercutiram na Argentina. O ex-chefe de gabinete (Casa Civil) do então governo de Néstor Kirchner, Alberto Fernández, afirmou nesta quarta-feira que "a ideia de uma guerra jamais foi analisada" na Argentina.
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Nota do Blog: Nos bastidores políticos uruguaios corre o boato de que Vázquez somente não declarou guerra à Argentina porque, no caso de vitória, não haveriam prisões suficientes para alojar os militares argentinos que seriam capturados.
sábado, 8 de outubro de 2011
ARGENTINA E BRASIL: SIMILITUDES
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| Fonte da imagem: AQUI. |
Experimente ler esse artigo de Luis Bruschtein substituindo os políticos citados por seus similares brasileiros e substituindo antikirchnerismo por antipetismo. Troque também Capital Federal (Buenos Aires) por São Paulo. O resultado é interessante.
Furiosos
Hay un sector recalcitrante en la sociedad que está seguro de contener una verdad que para la inmensa mayoría estaría vedada. Esa inmensa mayoría no estaría en condiciones de ver lo que para ellos es evidente y revulsivo. A veces con paternalismo, a veces con un profundo sentimiento de superioridad, con un elitismo elemental, explican esa diferencia de percepción que les da identidad como pequeño grupo. Reivindican esa percepción que les da rango de minoría, como si fuera de minoría exquisitamente profética.
No es la oposición, sino una fracción de ella la que se hace cargo de esa mirada, que es compartida por algunos columnistas de los grandes medios, que necesitan ese condimento para hacer más vibrantes sus comentarios. Pero esa actitud ante la realidad también tiene raíz en un sector de la sociedad, un sector con más tendencia a los prejuicios y a las miradas conspirativas tipo Sabios de Sión. Este sector alimenta a esos columnistas y a algunos políticos de la oposición en el peronismo disidente o en viejos sustratos del antiperonismo, radicalmente gorilas, por izquierda y por derecha.
Estos políticos, como Eduardo Duhalde o Elisa Carrió, han sido los más castigados por el voto. Después de las PASO, quedaron prácticamente en vías de extinción. Quedó muy expuesta la actitud crispada, al borde de la explosión violenta, siempre predispuestos a la pelea gritona, acusadora y despectiva. Es evidente que más del 80 por ciento de los votantes, entre oficialistas y opositores, no vieron motivos para esa tensión. Y la penaron.
En realidad, toda la oposición estuvo tentada por ese discurso. Algunos lo tomaron más y otros menos, pero en general la tentación fue grande porque es más fácil confrontar entre blanco y negro. Hacer una crítica con matices desde el llano es más complejo y no tiene efectos inmediatos. Los discursos más castigados fueron los más crispados, pero los resultados demostraron que en general toda la gama que integra la oposición fue puesta en penitencia.
Uno podría preguntarse qué habría sucedido si la oposición hubiera asumido otra actitud frente al Gobierno, si, en ese caso, los resultados hubieran sido menos contundentes, si las diferencias hubieran sido menores. Pero sería una pregunta contrafáctica y, como todas ellas, sin respuesta certera. No faltan los que votan al oficialismo porque no ven una oposición que los convenza. Es posible que ante una disposición crítica razonable –ni rupturista ni oposicionista– ese voto cambiara de rumbo. De todos modos, el grueso de los votos que fue cosechando el oficialismo se explica más por sus méritos que por las metidas de pata de la oposición. Cargarle toda la romana a la oposición, como se tentaron algunos después de las primarias, también sería hacer una lectura equivocada.
Leyendo, viendo y escuchando el mensaje corporativo de los grandes medios y observando las actitudes en algunos sectores de capas medias porteñas, se puede ver que ese antikirchnerista ultrarrecalcitrante y esencialmente gorila, a izquierda y derecha, sigue igual que antes de las primarias. Son bastantes en la Capital Federal, pero son poquitos en general. Creen que la mayoría no puede ver la realidad. Con ese argumento no se preocupan por, aunque más no sea, intentar ver lo que piensa la mayoría. Con mucho resentimiento, se sienten profetas desoídos, minoría iluminada y furiosa. Sumergidos en una sopa de omnipotencia sin resignación, insisten con el mismo discurso brutalmente despectivo y descalificador, escriben artículos insultantes y libros con afirmaciones discutibles, citas dudosas y conclusiones terribles que evocan una realidad que comparten muy poquitos. A veces parte de esa producción es consumida, pero es evidente que no es valorada. El que lo escribió y vendió tanto, no será leído de la misma manera la próxima vez.
Algunos que posan de izquierdistas, y otros que desertaron del oficialismo porque pensaron que se desplomaba, insisten mucho con la idea de la hipocresía, del doble discurso, de la traición permanente, de las intenciones aviesas detrás de las propuestas progresistas. Coinciden con otros sectores conservadores para los que todas las acciones del Gobierno están inspiradas por la corrupción. Para ellos es un gobierno del narcotráfico, o de corruptos esencialmente autoritarios que desprecian las instituciones republicanas. Esa verdad conspirativa es su tesoro, que aquilatan con el fanatismo de una revelación.
Cualquier gobierno con esas características despierta odio y rechazo. Es lo que siente la minoría que tiene esa visión del Gobierno. En algunos se trata de una construcción artificial y oportunista, pero hay muchos que, movidos por el odio, realmente creen en esa descripción y, por lo tanto, son agresivos y muy despectivos con los que no piensan como ellos. En zonas como Barrio Norte y Palermo se han dado situaciones de agresión física incluso, protagonizadas por personas con ese perfil. No es común que un gobierno despierte enconos tan desaforados. Hay un antecedente en los primeros gobiernos de Perón. Debe existir seguramente una relación entre el gobierno como acción, propuesta y pensamiento y la intensidad de esos sentimientos. Entre los afluentes culturales, sociales y económicos de esas furias se mezcla el odio contra el advenedizo, contra el recién llegado y contra lo plebeyo. Por supuesto, hay un condimento muy fuerte en ese compuesto, que es el aportado por los afectados por la temática de los derechos humanos y sus familiares y partidarios. En ese tema, en el que la gran mayoría de la sociedad ya tiene una posición asumida, no hay término medio. El que odia por esa razón, lo viene haciendo desde hace tiempo y con mucho ímpetu, con la diferencia de que ahora, sus sentimientos quedaron mimetizados entre los otros odios y amplificado junto con ellos por los grandes medios y los columnistas enojadísimos.
Las encuestas que están circulando sobre las elecciones presidenciales indican que Cristina Kirchner ganaría en primera vuelta con un porcentaje tanto o más alto que en las primarias. Hay votos del peronismo disidente y del progresismo opositor que fueron a la Presidenta, con una altísima composición del voto por parte de los sectores más humildes. Y votos del radicalismo que se corrieron hacia Hermes Binner.
De todas maneras, esa minoría recalcitrante que odia visceralmente al kirchnerismo, al que concibe como lo peor de lo peor, debe soportar ahora que sea uno de los gobiernos con más respaldo popular de la historia. Que esa pústula de arribistas, hipócritas y corruptos, que serían los KK, como les dicen, vuelva a gobernar este país en un ciclo que se extenderá finalmente por doce años, seguramente constituye una situación insoportable para ellos. Ese pequeño grupo seguramente atraviesa uno de los momentos más difíciles de sus vidas. No es para envidiarlos.
Tampoco es para no prestarles atención, porque de la mano de esta forma de sentir y pensar han venido siempre los revanchismos. De minorías como éstas se formaron los comandos civiles, por ejemplo, o han proporcionado las excusas de izquierda, centro y derecha para justificar reacciones sangrientas y antipopulares. Todo lo irracionales y desaforadas que puedan parecer esas posiciones ahora, en otro momento histórico podrían convertirse en paradigmas del sentido común de bandas de linchamiento como han sido los golpistas del ’55 y del ’76. A la oposición política no le conviene confundirse con estos grupos, partidos o dirigentes. La Argentina no está en el ’55 o en el ’76, es otro momento histórico y los discursos del odio son nada más que eso, no juntan votos ni abren puertas al futuro.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
MOODY'S: Herramienta de control ideológico
Al rebajar de “estable” a “negativa” la perspectiva del sistema bancario argentino, cuando sus indicadores ofrecen resultados óptimos, Moody’s volvió a dejar en evidencia la falta de rigurosidad y el sesgo ideológico con que operan estas agencias.
Producción: Tomás Lukin, para Página/12
debate@pagina12.com.ar
Agencias miopes
Por Santiago Cámpora *
Del informe presentado se desprenden algunos puntos sugestivos: en primer lugar, el sobredimensionamiento de cuestiones de tipo ideológico, reprobando la aplicación de políticas económicas “no ortodoxas”, cuando fue justamente este camino por fuera del andamiaje de la corriente principal del pensamiento económico el que ha llevado a nuestro país a un crecimiento sostenido.
En segundo lugar, la insistencia alrededor de un supuesto “riesgo político” que pudiera afectar el desempeño de los bancos en un futuro cercano. Más allá del carácter marcadamente incierto y antojadizo de la afirmación, no deja de causar sorpresa en tiempos donde el rumbo político de nuestro país ha quedado ampliamente legitimado por un porcentaje mayoritario de la población hace tan sólo algunas semanas.
En cuanto al accionar de las agencias de rating crediticio a nivel global, ya durante la reunión de Toronto del G-20 en el año 2009, se hizo hincapié en la necesidad de trabajar en el diseño de métodos objetivos, justos, uniformes y razonables para la evaluación del riesgo crediticio, procurando que reflejen, con la mayor precisión posible, la realidad económica de un país o sector. Hasta el momento, no se han producido avances sustanciales en la materia.
Las calificadoras de riesgo surgieron ante la conveniencia de contar con una entidad que recabara y procesara, de manera centralizada, toda la información necesaria para emitir una opinión sobre el riesgo inherente de un activo u emisor determinado, pero en algún punto, las calificaciones fueron introducidas al entramado regulatorio, dándoles una jerarquía superior a la de una mera opinión.
Este proceso de privatización de la regulación que tuvo lugar en las últimas décadas ha demostrado sus graves falencias. La responsabilidad de los reguladores a nivel nacional será diseñar esquemas que procuren subsanar esta cuestión en pos de recobrar un sistema financiero al servicio de la producción y el empleo, donde el crédito sea direccionado por evaluaciones objetivas e independientes.
En este sentido, es imperioso reducir la sobredependencia que tiene hoy la regulación financiera en las calificadoras. Si no se adoptan decisiones que rompan con este vínculo, los reguladores serán solidariamente responsables de los errores que puedan cometer estas instituciones.
Uno de los fundamentos de la teoría de los mercados eficientes es el de la información completa y perfecta. Los problemas prácticos de este postulado han sido evidenciados en reiteradas oportunidades y parece necesario retomar conciencia acerca del carácter de bien público de la información. En relación con este punto, la Comisión Nacional de Valores dispuso en días pasados la publicidad de los manuales de procedimiento y metodologías utilizados en el proceso de calificación como medida que garantice una correcta protección del público inversor, procurando una mayor transparencia en el mercado de capitales.
Ante las reiteradas fallas y problemas de asimetría e incentivos presentes, es pertinente que sea el Estado el que redefina los lineamientos para el correcto funcionamiento de la actividad. No parece ilógico en este contexto plantear la conveniencia de un sistema de evaluaciones crediticias de carácter público que garantice la transparencia, veracidad y oportunidad de la información generada.
Frente a lo expuesto, será importante repensar el rol que deberían desempeñar las calificadoras de riesgo en el sistema financiero. La evaluación realizada del sistema bancario local no sólo abona temores infundados, sino que es contraproducente con la necesidad de continuar canalizando el ahorro hacia la inversión productiva, en el marco de una mayor democratización del acceso al financiamiento que redunde en un apuntalamiento del proceso de crecimiento y desarrollo de nuestro país.
* Economista Asesor de Directorio CNV-Miembro de la Gran Makro.
Informe asombroso
Por Pablo Mareso *
No es la primera vez que Moody’s rebaja sus perspectivas. En su informe anual del 2008 había adoptado una postura similar. Sin embargo, los años 2008, 2009 y 2010 reflejaron las rentabilidades más altas de la década. La rentabilidad sobre activos de los bancos privados, medida en dólares, fue de 15,1 por ciento, 21,2 y 23,2 por ciento respectivamente, guarismos muy superiores a los mejores años de la convertibilidad y por encima de la media observada tanto para países en desarrollo como desarrollados. El último informe provoca aún más asombro, no sólo por su escasa transparencia metodológica y falta de revisión de los errores pasados, sino también porque los distintos indicadores reflejan una situación todavía más sólida.
Según datos del Banco Central, a junio de este año, no sólo son superiores los resultados sobre patrimonio (24,4 por ciento en los últimos doce meses), sino que también han continuado descendiendo, desde niveles históricamente bajos, la participación de la cartera irregular (1,7 contra 3,1 por ciento) y la exposición de los bancos al sector público (10,9 contra 12,7 por ciento). A su vez, los niveles de endeudamiento de los hogares como porcentaje de la masa salarial están por debajo de los observados con anterioridad al estallido de la crisis. Cabe recordar que el stock de crédito para las familias en relación con el PBI (6,2 por ciento) es aproximadamente un tercio del que se registra para el promedio de América latina, lo que parece contradecir la hipótesis de un techo cercano para la expansión de las financiaciones al consumo por el lado de la demanda.
La decisión de Moody’s invita a la reflexión acerca de las motivaciones políticas que pueden estar detrás de este anuncio. Durante los últimos 30 años han proliferado a escala global una serie de actores (calificadoras, bancos, burocracias de organismos estatales y multinacionales, etc.) que se han visto beneficiados a partir de las políticas de liberalizaciones financieras impulsadas desde los países centrales. La Argentina se ha ido transformando en el ejemplo concreto de que es posible seguir un sendero de crecimiento exitoso al margen del actual ordenamiento financiero internacional. Un país que reestructuró con quita su deuda soberana, que impone restricciones a la libre movilidad de capitales, y que no recurrió a los mercados de crédito para financiar su proceso de desarrollo, claramente es un “mal ejemplo” para aquellos países en donde se están imponiendo programas de ajuste para lograr la consolidación fiscal.
Más allá de estas cuestiones, la problemática del sistema financiero argentino desde la óptica del desarrollo plantea una agenda distinta, en donde cobra un rol fundamental la necesidad de canalizar el importante nivel de ahorro doméstico actual hacia el fortalecimiento del proceso de inversión, particularmente de aquella que permita relajar la restricción externa y sea compatible con la preservación de nuestros recursos naturales. En un reciente trabajo del CefidAR se analiza el desempeño de las principales entidades financieras para el período 2007-2010. En el mismo se concluye que la banca privada, con reducidos niveles de apalancamiento, se ha ido consolidando en el otorgamiento de préstamos destinados al consumo y de corto plazo, mientras que la banca pública nacional ha ido ganando participación en segmentos vinculados con financiaciones de mediano y largo plazo para las empresas. Las entidades privadas, al posicionarse en un segmento con bajo riesgo y con spreads más altos obtuvieron rentabilidades muy superiores a las observadas para la banca pública. Todo parece indicar que en ausencia de cambios regulatorios esta tendencia continuará en el futuro.
Por lo dicho anteriormente, el déficit del sistema financiero argentino no pasa por su falta de solidez o perspectivas de rentabilidad, sino por su debilidad como instrumento para el mejoramiento de la competitividad de la producción nacional. Avanzar en este sentido resulta una tarea nada sencilla, habida cuenta de la herencia recibida, pero indispensable a los fines de ponerlo en sintonía con las transformaciones ocurridas desde el año 2003.
* Investigador del Cefid-AR.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Después de 36 años, en tren directo a Uruguay
En un acto en la localidad uruguaya de Salto, ambos presidentes resaltaron el paso que significaba el nuevo servicio para la relación bilateral. El tren estará disponible a partir del 9 de septiembre e irá ampliando el recorrido.
Por Nicolás Lantos, para Página/12
Después de 36 años, un tren con pasajeros cruzó el río, uniendo a la Argentina con Uruguay. El hecho reviste un gran valor simbólico, tanto en lo relativo a la reactivación del sistema ferroviario argentino como porque significa un nuevo paso de normalización de las relaciones entre ambos países, que en menos de un lustro pasaron de su peor momento histórico a uno de los más estrechos. Los protagonistas de este acercamiento, Cristina Kirchner y su par José Mujica, encabezaron juntos un acto en Salto, del lado oriental de la frontera, en el que resaltaron la importancia de esta novedad. “Estamos dando un pasito muy firme en el proceso de la unidad de nuestros pueblos”, sostuvo él. Ella se permitió corregirlo: “Un pasote”, y luego señaló que “este proceso de integración es indetenible”. El recorrido, que en una primera etapa tendrá cabeceras en el partido bonaerense de Pilar, y en Paso de los Toros, departamento de Tacuarembó, quedará inaugurado al público el 9 de septiembre con una frecuencia semanal. Para fin de año, se espera que una la ciudad de Buenos Aires con Montevideo en viajes de ida y vuelta todos los días.
En este primer viaje, Cristina Kirchner viajó acompañada por el canciller Héctor Timerman, el ministro de Economía y candidato a vicepresidente Amado Boudou, y los titulares de las carteras de Planificación, Julio De Vido, y Turismo, Enrique Meyer, además del secretario general de la Presidencia, Oscar Parrilli; el de Transporte, Juan Pablo Schiavi, y el titular de la Administración Federal de Servicios de Comunicación Audiovisual, Gabriel Mariotto.
Un alero común
“Vamos a seguir construyendo conectividad física, vínculos políticos y económicos que nos preparen a ambos, y a la región en general, para abordar ese mundo que ya llegó”, prometió Cristina a un público conformado en su mayor parte por uruguayos, muchos de ellos que fueron acompañando el recorrido del tren a medida que pasaba por donde vivían. “Por suerte nos encuentra bien parados, con gobernantes que, en un mundo donde nos decían que había un solo pensamiento, tercamente insistimos que nuestro destino es que el que diseñamos y proyectamos nosotros; no el que nos quieran imponer desde afuera que ha fracasado estrepitosamente”, completó.
“Hasta hace muy poco tiempo por esas cosas tontas que pasan cada tanto entre los pueblos hermanos y que no pueden pasar más, no podíamos cruzarnos de un lado a otro”, recordó CFK el conflicto por la instalación de las pasteras en la margen oriental del río Uruguay, por el que, entre 2005 y 2010, se mantuvo cortado el paso internacional que une Gualeguaychú y Fray Bentos, además de tensar las relaciones entre ambos países, en ese momento presididos por Néstor Kirchner y Tabaré Vázquez, hasta uno de sus peores momentos históricos. Desde el recambio que significaron primero Cristina Kirchner y luego Mujica, ambos en la misma línea política que sus predecesores pero con una postura distinta –sobre todo en Montevideo– respecto al vínculo bilateral, éste mejoró sensiblemente y el acto de ayer, tal como destacaron ambos, estableció un mojón altísimo.
“Este hermoso ferrocarril va a tener que galopar las viejas vías que tendremos que reparar y nuestros viejos ferroviarios se tendrán que remozar y trasmitirles el oficio a nuevas generaciones”, se emocionó Pepe Mujica, que como anfitrión fue el primer orador. Recordando el viejo sistema de trenes que supieron tener ambos países, lamentó que “algunos se hicieron hombres sin conocer el ferrocarril”, pero auguró tiempos mejores para los jóvenes. “Van a vivir un mundo que los viejos no podemos imaginar. Van a vivir la época de gigantescas unidades continentales, de las supranaciones como no ha conocido la humanidad. En este tiempo, ¡ay de los débiles! Y para no ser débiles hay que juntarse con los iguales, y nuestros iguales son todos los que sueñan con comer todos los días y tener una casa digna en esta América latina tan rica. Nadie debe abdicar de su independencia pero hay que entender que para que la casa chica pueda perdurar con notoria independencia precisa un alero común que cobije las casas chicas para el mundo que va a venir”, arengó.
A toda velocidad
El “Tren de los Pueblos Libres” hará su primer viaje comercial el 9 de septiembre, entre Pilar y Paso de los Toros: 495 kilómetros que se recorrerán, en principio, una vez por semana, con escalas en las estaciones de Basabilbaso, Villaguay, Concordia y, del otro lado del río, Salto y Paysandú. En los viajes de prueba que se realizaron durante el mes de agosto con las formaciones de origen holandés que se utilizarán para prestar el servicio, se alcanzó una velocidad máxima de 60 kilómetros por hora, aunque debido a los intervalos en las estaciones se estima que el trayecto tomará un total de entre siete y ocho horas. El costo del pasaje sería de alrededor de cien pesos argentinos.
Aunque la formación que hizo ayer el viaje inaugural tenía tan sólo cuatro vagones, cuando comience a funcionar el tren contará con seis, fabricados en Alemania en la década del 80 pero remozados con tecnología de punta en Holanda, país que los vendió al consorcio mixto, con capitales privados y estatales de ambos países, que lleva adelante el emprendimiento. En total, unos 120 pasajeros podrán hacer el viaje en cómodas butacas semicama. También contarán con otras comodidades como pantallas de televisión.
En octubre se planea aumentar la frecuencia a tres viajes semanales, y la idea es llegar antes de fin de año a ofrecer un servicio diario en ambas direcciones. Para entonces, también estaría lista la estación multimodal internacional en Paso de los Toros, donde los pasajeros podrán interconectar con otro tren que llegará a Montevideo, así como con micros con diversos destinos al interior uruguayo. Del lado argentino, el trayecto se estiraría hasta la estación Federico Lacroze, en el barrio porteño de Chacarita. Cuando el tren finalmente una las dos capitales, el trazado tendrá unos 813 kilómetros: para ese entonces, las mejoras en las vías permitirían duplicar la velocidad máxima hasta 120 km/h.
La necesidad de la unidad
“La unidad de los argentinos y de América del Sur no sólo es un recurso discursivo, es una necesidad política, económica y social –insistió Cristina Kirchner en un acto en el aeropuerto de la ciudad entrerriana de Concordia, que improvisó de regreso de Uruguay–. Cuando nos quisieron dividir fuimos para atrás.” Junto a su compañero de fórmula, Amado Boudou, la Presidenta volvió a destacar la negociación que el viernes pasado llegó a establecer “el salario mínimo, vital y móvil más importante de América Latina y el de mayor poder adquisitivo” y le dio un espaldarazo al gobernador Sergio Urribarri, que en octubre busca la reelección. Además, como acostumbra últimamente, le dirigió un mensaje a la juventud: “Tengo todas mis fichas puestas en esos millones de argentinos que tuvieron la suerte de vivir en un país distinto al que vivimos nosotros, vivieron en democracia, pudiendo elegir a sus gobernantes y que éstos cuando los eligen cumplen en construir un país como el que prometieron: con memoria, con verdad, justicia e inclusión social”. Por su parte, Urribarri resaltó que, más allá de la integración binacional (“que data de 200 años”, recordó), la inauguración de este tren “es un paso enorme en cuanto a la recuperación de los ferrocarriles” y que, debido a que Entre Ríos exporta más de la mitad de sus manufacturas a Uruguay, la novedad será clave “para que los productores logren competitividad en el mercado”.Otras voces
Sergio Urribarri, gobernador de Entre Ríos: “Este es un hecho sin precedentes y demuestra que en la Argentina estamos haciendo realidad un sueño como es el de recuperar el ferrocarril, y lo estamos haciendo para cumplir el ideal de la Patria Grande. Se trata de dar un paso enorme en materia de reconstrucción de nuestros ferrocarriles y devolver la esperanza a miles de argentinos que creían que nunca iban a ser una realidad y hoy lo están siendo”.Gustavo Bordet, intendente de Concordia: “En el año 2000 aquí funcionaba la gerencia central del Ferrocarril Urquiza, que fue desmantelada dejando a miles de concordienses trabajadores del tren sin trabajo, por eso lo de hoy es más que una inauguración de un ramal, lo de hoy es una fiesta para todos nosotros. Para Concordia, esto es un paso más en la integración real que tenemos con nuestros vecinos de Salto, con una agenda común en muchos temas como salud, cultura y deportes”.
José de Mendiguren, presidente de la UIA: “Cambia el rumbo del ‘ramal que para, ramal que cierra’ por el de la integración física y política con Uruguay, que forma parte de nuestra región. Todo el material rodante que irá reemplazando estos vagones será fabricado en la Argentina”.
María Laura Leguizamón, diputada: “Estoy profundamente orgullosa porque éste es un símbolo que abre una puerta hacia el futuro. Esto es la Argentina de los hechos, es la Argentina real, y poner un tren al Uruguay rodeados de jóvenes y del agradecimiento de la gente es ratificar que la Argentina está en el buen camino”.
Comentário do Blog: O próximo passo será inaugurar a linha de trem Porto Alegre/Montevideo. Que tal?
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
LA ALEGRIA NO ES SOLO BRASILERA
También los vecinos consagran las primarias
En un gesto que refleja el impacto regional de la diferencia en las primarias entre la Presidenta y quien la siguió, la saludaron Dilma Rousseff, Evo Morales, Rafael Correa, Juan Manuel Santos, Hugo Chávez y Pepe Mujica.
Por Martín Granovsky, para Página/12
Mientras la economía alemana crecía menos de lo esperado y la pareja Nicolás Sarkozy-Angela Merkel proponía un cinturón de castidad forjado en hierro macizo para el gasto fiscal de cada país de Europa, incluyendo reformas constitucionales, Cristina Fernández de Kirchner recibió felicitaciones de sus colegas. La cantidad y diversidad de llamados puede deberse a una interpretación común: quizá también ellos piensen que el 50,7 por ciento obtenido por CFK el domingo y la diferencia de casi 38 puntos sobre el segundo son dos datos que ya adelantaron, de hecho, las presidenciales del 23 de octubre. Si no, ¿por qué levantar el teléfono por una primaria?
En diálogo con Víctor Hugo Morales por radio (ver aparte), Mujica retomó ese argumento. “Tenemos bancos que los manejan los Estados de la región (con los que) podremos golpear algunas puertas y administrar cualquier crisis que nos pueda caer”, dijo el presidente uruguayo.
Funcionarios del gobierno argentino que pidieron reserva de su identidad revelaron una frase de la conversación de la brasileña Dilma Rousseff: “Felicitaciones para vos, Cristina. Me puse muy feliz cuando vi los resultados”. Rousseff había sido mencionada por Cristina Kirchner el lunes como “presidenta y compañera”.
Otro de los recordados el lunes, el colombiano Juan Manuel Santos, llamó a Cristina Kirchner para saludarla. Se adelantó, porque la verá mañana en su primera visita oficial a la Argentina desde que asumió la presidencia, el 7 de agosto de 2010 (ver recuadro). CFK citó a Santos cuando indicó, confirmando la primicia de este diario, que fue el presidente de Colombia quien el 28 de julio último en Lima sugirió discutir a fondo la crisis financiera mundial. Colombia coloca el 40 por ciento de sus exportaciones en los Estados Unidos.
También saludó el boliviano Evo Morales. Y lo mismo el ecuatoriano Rafael Correa.
Cristina Kirchner se encontrará mañana con el paraguayo Fernando Lugo por video desde un stand de Tecnópolis. Anunciarán la obra de Aña Cuá, complementaria de Yacyretá.
El venezolano Hugo Chávez ya había puesto un tweet en @cha vezcandanga, su cuenta, el mismo domingo de las primarias: “Bravo querida Cristina! Bravo! Viva Néstor! Viva Argentina! Desde Caracas, contigo, con Uds, con la Patria Argentina!”. La Presidencia de Venezuela informó, en varios tweets separados, que “Presidente Chávez felicitó a su homóloga Argentina (CFK) por la contundente victoria electoral” el lunes por la mañana. “Chávez manifestó a Cristina Fernández su felicidad por encontrarse de nuevo en Venezuela, tras cumplir con la segunda etapa de quimioterapia”, dice otro texto. Y sigue la secuencia: “Se refirió el comandante Chávez a que en Cuba constató científicamente la positiva evolución del proceso de recuperación plena de su salud”. Expresa el comunicado de Cancillería venezolana que “la presidenta Cristina (Fernández) recibió con emoción esta grata noticia”. La mandataria argentina “reiteró al presidente Chávez sus mejores deseos de pronto reestablecimiento. Insistió la presidenta Cristina al comandante Chávez en la necesidad de no perder de vista el cuidado de su salud. Fernández y Chávez coincidieron en que los Pueblos de Nuestra América han escogido, definitivamente, la senda de la soberanía y la justicia. Los presidentes se mostraron satisfechos con los avances en las reuniones de Unasur (arquitectura financiera regional propia e independiente)”.
Los ministros de Economía y los presidentes de los bancos centrales se reunieron el viernes último en Buenos Aires para discutir el uso del monto de reservas en eventuales salvatajes de un vecino en aprietos y se comprometieron a intensificar el comercio regional sin pasar por el dólar. El anfitrión fue Amado Boudou, ministro de Economía a punto entonces de ser consagrado candidato a la vicepresidencia por el oficialismo. La secretaria general de la Unasur, María Emma Mejía, que ayer visitó a Chávez en Caracas, trabajó junto al ex consejero de Néstor Kirchner en la Unasur, Rafael Follonier, que sigue cerca de la Presidenta. Y el ministro de Relaciones Exteriores, Héctor Timerman, prepara, como mínimo, dos iniciativas regionales con vencimiento inmediato. El 24, la reunión de cancilleres de la Unasur en Buenos Aires. Y el 29 de agosto, el encuentro Cristina-Mujica durante la inauguración del tren que cruzará el Uruguay desde Concordia.
El 29 de julio último, en Brasilia, delante de las presidentas argentina y brasileña, Lula dijo que cambiaría de residencia para votar por Cristina Kirchner. Un gesto fuerte para quien tiene buenas relaciones personales con Eduardo Duhalde (de cuando el ex presidente encabezó el Mercosur a comienzos del gobierno de Néstor Kirchner), con Ricardo Alfonsín por la transferencia de cariño que Lula siente por su padre y con Hermes Binner por la relación orgánica entre el Partido Socialista y el Partido de los Trabajadores.
Los jefes de Estado y los ex suelen sentirse cómodos cuando tienen vecinos estables, y más aún si la afinidad es política y personal, como en el caso de Brasil y la Argentina.
Al frente de la principal economía de Sudamérica, Dilma acaba de afirmar al semanario Carta Capital que no tolerará la corrupción por motivos éticos y de eficiencia, pero tampoco admitirá que algunos medios pauten sus temas de preocupación. Y dio mucha importancia al mundo. Criticó lo que definió como “penalización” después de años de oferta de créditos y productos por parte de las economías centrales y citó al economista Luiz Gonzaga Belluzzo, uno de sus entrevistadores, al recordar que Europa y los Estados Unidos “intentan responder a la crisis con aquello que la provocó”. Una encuesta de CNT/Census indicó que Dilma goza de una aprobación personal del 70 por ciento.
Cristina Kirchner dijo el lunes que ella y la presidenta brasileña coordinarán posiciones comunes antes de la reunión del Grupo de los 20 en Cannes, en noviembre próximo.
Al mismo tiempo que acordaban un cepo para el déficit fiscal de las economías europeas, el francés Sarkozy y la alemana Merkel arreglaron ayer instaurar un impuesto a las transacciones financieras. Hasta ahora la insistencia en tomar medidas contra la volatilidad de los capitales era una propuesta de los países emergentes.
martin.granovsky@gmail.com
terça-feira, 16 de agosto de 2011
DALE CRISTINA!
De Buenos Aires para a BBC Brasil
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, superou as expectativas e obteve uma vitória esmagadora nas eleições primárias realizadas neste domingo no país, confirmando seu favoritismo para o pleito presidencial do dia 23 de outubro.
O ex-presidente Eduardo Duhalde, da União Popular, contava com 12%. Duhalde foi antecessor do ex-presidente Nestor Kirchner (2003-2008) na Casa Rosada, a sede da presidência.
Dos dez candidatos que participaram das primárias para a Presidência, três não conseguiram a votação mínima exigida de 1,5% e não disputarão o primeiro turno da eleição presidencial de outubro.
Para os analistas políticos Sérgio Berensztein, do instituto Poliarquía, Rosendo Fraga, do Centro de Estudos Nova Maioria, e Mariel Fornoni, da Management & Fit, os resultados mostraram a debilidade da oposição, fragmentada, no cenário político argentino.
"Ou a oposição se reorganiza e apresenta uma proposta mais atraente ou repetirá a derrota na eleição presidencial", disse Fraga.
"A oposição não tem um líder e a eleição de Cristina foi contundente. Difícil que este resultado mude na presidencial", disse Fornoni.
Para Fornoni e para Fraga, a estabilidade econômica combinada com forte crescimento (cerca de 8%) foi decisiva para o resultado das urnas.
Pré-eleição
Foi a primeira vez que a Argentina votou em eleições primárias que definirão os candidatos para as eleições presidenciais de outubro.
Os eleitores votaram em listas de precandidatos à Presidência e vice, deputados de províncias e na capital, Buenos Aires, e senadores em Buenos Aires, Formosa, Jujuy, La Rioja, Misiones, San Juan, San Luis e Santa Cruz.
Dias antes da votação, Cristina Kirchner vinha recebendo cerca de 40% dos votos nas pesquisas de opinião. Se for reeleita, a atual presidente fará com que o país complete 12 anos de gestão sob o chamado kirchnerismo, iniciado por Nestor Kirchner.
"É um dia histórico. Os argentinos votaram, pela primeira vez, numa eleição primaria, para ampliar a democracia e aprofundar o modelo (político e econômico). Mas vamos continuar trabalhando para a eleição de outubro", disse a presidente.
A analista política Graciela Romer disse à BBC Brasil que foi uma pré-eleição e que dificilmente o resultado será muito diferente em outubro.
Para vencer no primeiro turno, o candidato deve receber mais de 40% dos votos e 10% de diferença para o segundo colocado.
Cristina dedicou a vitória ao marido, Nestor Kirchner, morto em outubro de 2010.
Emocionada, ela compartilhou o palco com a filha, Florência, e com seu candidato a vice, o ministro da Economia, Amado Boudou.
Os seguidores da presidente ergueram bandeiras, bateram bumbos e cantaram a tradicional marcha peronista – ligado ao movimento político fundado pelo ex-presidente Juan Domingo Perón, nos anos 1940.
Além de Cristina, outros dois candidatos disseram ser peronistas – Duhalde e Alberto Rodríguez Saá.
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