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domingo, 26 de agosto de 2018
quinta-feira, 16 de agosto de 2018
Terra tem ainda vários anos quentes pela frente
O consolo para muitos europeus desesperados com o calor
é que 2018 seria um fenômeno isolado. Com um novo método, cientistas
abalam essa esperança: talvez seja hora de comprar um condicionador de
ar.
Deutsche Welle
Florian Sévellec, da Universidade de Brest, na França, e Sybren Drijfhout, do Instituto Meteorológico Real Neerlandês, em De Bilt, desenvolveram um modelo estatístico para prever as temperaturas globais médias no futuro próximo. Seus cálculos apontam 58% de probabilidade de os anos 2018 a 2022 serem mais quentes do que as tendências atuais. O estudo foi publicado nesta terça-feira (14/08) na revista especializada Nature Communications.
Mas "um ano quente não significa automaticamente uma onda de calor", esclareceu Sévellec à DW, portanto não é isso o que ele e seu colega estão prevendo. A previsão simplesmente fornece temperaturas globais médias, não valores regionais específicos. "Mas, no total, é mais alta a probabilidade de ficar mais quente do que mais frio."
A partir de 2022, as previsões se tornam menos confiáveis, pois o modelo não funciona bem para o futuro mais distante. Além disso, "o aquecimento terrestre não é um processo regular", lembram os pesquisadores. Apesar de os diagramas térmicos mostrarem que no longo prazo Terra se aquece, podem se intercalar anos frios, em que a temperatura média caia abaixo da tendência prevista.
O motivo para tal é o caráter caótico do clima terrestre, onde oscilações naturais estão sempre surpreendendo os climatologistas. Essa variabilidade é também responsável pela pausa no aquecimento global após 1998. Nesse período, as temperaturas globais se alteraram relativamente pouco, dando a impressão que o aquecimento estagnara – o que os céticos da mudança climática adotaram como emblema. Só em 2012 a tendência ascendente foi retomada.
O sistema de previsão agora apresentado visa registrar tais oscilações naturais e calcular quão provável é que os próximos anos sejam mais quentes ou mais frios do que se espera. É semelhante às previsões de chuva, que nunca são precisas, mas apenas um cálculo de probabilidade.
Mas, como se sabe, previsões de chuva podem se enganar estrondosamente. E quanto aos cálculos dos climatologistas? É realmente necessário investir num novo sistema de ar condicionado? Ou será melhor esperar? Isso, só se saberá no fim de 2018, ao se comparar os dados climáticos efetivos com os previstos por Sévellec e Drijfhout.
No entanto, estimativas de outros cientistas também confirmam que o planeta tem anos quentes pela frente. "Não é nenhum resultado novo", afirma Wolfgang Müller, do Instituto Max Planck de Meteorologia, em Hamburgo. E Gerhard Lux, assessor de imprensa do Serviço Alemão de Meteorologia reforça: "Faz 10 a 15 anos estamos repetindo que os períodos secos e quentes aumentarão."
Uma iniciativa de pesquisa de âmbito nacional para prognósticos climáticos de médio prazo, denominada Miklip, obteve resultados semelhantes: seu modelo climático indica uma elevação contínua da temperatura, de 2019 a, pelo menos, 2026.
A novidade do estudo recém-publicado, contudo, não são os resultados em si, mas sim o método como foram calculados, usando modelos estatísticos, uma abordagem que vem se tornando cada vem mais importante no estudo do clima.
Para fazer uma previsão, os modelos climáticos globais levam em consideração todas as características do clima terrestre pesquisadas até então. No novo método analisam-se principalmente dados passados para medir a probabilidade de que um determinado fenômeno – por exemplo, períodos de tempo quente – vá ocorrer no futuro.
"Modelos estatísticos se compõem de algoritmos simples, os quais investigam correlações simples", explica Wolfgang Müller. E o que torna essa forma de previsão especialmente atrativa é o fato de ela exigir capacidades de computação modestas.
"Uma previsão para dez anos só precisa de 22 milissegundos, podendo ser feita de modo praticamente imediato num laptop", anunciam Sévellec e Drijfhout em seu estudo. Em comparação, no sistema empregado pelo MetOffice (o serviço nacional de meteorologia do Reino Unido), a mesma previsão exige uma semana num supercomputador.
Também o Serviço Alemão de Meteorologia já opera em parte com um modelo estatístico, revela o assessor Lux, "e isso promete se tornar interessante".
Entretanto o novo modelo da dupla franco-holandesa não leva em consideração eventos regionais nem locais, sendo assim incapaz de produzir previsões para determinadas áreas. "Digamos que fique de fato mais quente, como previmos", explica Sévellec, "nós não sabemos se vai ocorrer na Europa, na África ou em outra parte. O modelo não inclui padrões regionais."
Para Müller, essa é uma grande desvantagem. "Temperaturas médias globais talvez tenham alguma utilidade para as companhias de resseguro", mas as previsões regionais é que são realmente importantes, por exemplo para tomar medidas preventivas na agricultura.
Nesse ponto, a iniciativa Miklip tem respostas bem mais diferenciadas: seus cálculos apontam que a Europa e partes da Ásia e da América do Norte são especialmente atingidas pelas temperaturas altas.
Portanto, quem está pensando em adquirir um condicionador de ar deve primeiro conferir as previsões regionais. Pois, como lembra o cientista Florian Sévellec, "pode ficar muito quente numa parte do mundo, mas ainda relativamente frio numa outra".
domingo, 16 de julho de 2017
AQUECIMENTO GLOBAL
Um dos maiores icebergs da história se desprende de plataforma na Antártida
Bloco de gelo de 5,8 mil quilômetros quadrados se
desprende do segmento Larsen C, alterando mapa do continente gelado.
Cientistas dizem que não haverá impacto no nível do mar, mas alertam
para riscos de longo prazo.
Cientistas que há anos vinham observando a crescente rachadura na plataforma Larsen C anunciaram nesta quarta-feira (12/07) que o iceberg de trilhões de toneladas finalmente se rompeu nos últimos dois dias e está agora à deriva no Mar de Weddell.
Entrevista: "Rompimento pode ter efeitos terríveis"
A ruptura acabou acontecendo mais rápido do que se esperava. Depois de avanços lentos ao longo de anos, a rachadura se prolongou por 17 quilômetros dentro de uma semana, em maio. A plataforma de gelo Larsen C foi reduzida em tamanho em um recorde de 10% e tem agora a sua menor extensão.
Embora o novo iceberg tenha pouco ou nenhum impacto imediato na região, na biodiversidade ou nos níveis do mar, os cientistas estão preocupados com os efeitos a longo prazo da separação.
Rupturas de icebergs na Antártida fazem parte de um ciclo natural. O gelo constantemente avança sobre o oceano. Como resultado, a plataforma de gelo cresce em média 700 metros por ano. Em algum momento, uma parte dela se separa, reiniciando o ciclo. Por isso, cientistas afirmam que a formação deste novo iceberg não está necessariamente ligada às alterações climáticas.
"Este iceberg não aumentará os níveis globais do mar", disse a geofísica Daniela Jansen, do Instituto Alfred Wegener de Pesquisa Polar e Marinha em Bremerhaven, na Alemanha. "É como cubos de gelo num copo de água. Eles não aumentam a quantidade de água no copo quando derretem."
Mas a nova ruptura pode fazer com que a plataforma de gelo Larsen C se torne instável e, eventualmente, colapse. Ao norte, duas plataformas menores já passaram por esse processo. A Larsen A desapareceu em 1995. Sete anos depois, a Larsen B entrou em colapso.
Os cientistas atribuem esses dois colapsos e o recuo de várias plataformas de gelo da Antártida nas últimas décadas ao aquecimento global. "O colapso de Larsen A e de Larsen B foi associado ao aumento das temperaturas do oceano na Península Antártica", disse Jansen. "A questão agora é se a tendência vai se espalhar para o sul e desestabilizará também a Larsen C."
Os cientistas irão agora monitor a Larsen C para ver se ela manterá o ciclo natural e voltará a crescer ou se derrete ainda mais e, eventualmente, colapse. No entanto, dados do projeto da pesquisa Midas, na Universidade de Swansea, no Reino Unido, já apontaram para um eventual colapso.
Isso pode levar décadas. Mas, ao contrário dos icebergs que se desprendem da plataforma de gelo, a camada de gelo atrás dela está sobre a terra. Se esse gelo derreter, ele acrescentará água adicional ao mar, levando a um aumento nos níveis oceânicos.
Apesar do seu grande tamanho, o novo iceberg não é páreo para outros que já se desprenderam do continente gelado. Em 2000, por exemplo, o iceberg B-15, de 11 mil quilômetros quadrados, descolou-se da plataforma de gelo Ross. A própria plataforma de gelo Larsen C já deu origem a icebergs maiores, como um de 9 mil quilômetros quadrados em 1986.
Lições para o futuro
A Antártida é um sistema extremamente complexo, e os cientistas ainda não a monitoraram por tempo suficiente a ponto de detectar tendências e fazer previsões. Essa é uma das razões pelas quais a ruptura da plataforma de gelo Larsen C atraiu tanta atenção.
"Recebemos novas imagens de satélite a cada seis dias. É muito emocionante, porque agora podemos monitorar todo o processo, algo que não conseguíamos fazer antes", disse Jansen.
Ela acrescentou que as lições aprendidas com a Larsen C são muito importantes para o futuro. "Os dados nos permitem criar modelos capazes de gerar previsões de longo prazo para plataformas de gelo ainda maiores."
Os cientistas estão preocupados que o colapso das plataformas de gelo, assim como das camadas de gelo sobre a terra, possa desestabilizar as geleiras na Antártida Ocidental. A camada de gelo sobre a terra da Antártida Ocidental contém água congelada suficiente para aumentar o nível do mar em cerca de 6 metros caso derreta.
Fonte: http://www.dw.com/pt-br/um-dos-maiores-icebergs-da-hist%C3%B3ria-se-desprende-de-plataforma-na-ant%C3%A1rtida/a-39656757?maca=bra-newsletter_br_Destaques-2362-html-newsletter
terça-feira, 13 de setembro de 2016
Los océanos se están calentando: Un gran problema en un planeta azul.
Sólo sea para refrescarlo, siempre es bueno recordar que vivimos en un planeta de océanos. La mayoría de la superficie de la Tierra es agua salada, salpicada de las grandes islas que llamamos continentes.
Vale la pena recorder este pequeño dato, que puede irsenos de la cabeza, puesto que los seres humanos nos congregamos en las zonas de terreno seco, porque hay nueva información que nos muestra de qué modo tan profundo estamos interfiriendo en los siete mares. La Unión Internacional para la Conservación de la Naturaleza (UICN) ha publicado un amplio estudio que concluye que el calentamiento desbocado de los océanos es “el mayor desafío oculto de nuestra generación”.
Cuando pensamos en el calentamiento global, nos concentramos habitualmente en la temperatura del aire, que está llegando bruscamente a su máximo: julio fue el mes más caluroso registrado en nuestro planeta. Pero tal como apunta el estudio, el 90% del calor extra que captan nuestros gases de invernadero lo absorben en realidad los océanos. Eso significa que los pocos metros superiores del mar han estado calentándose de manera constante más de una décima parte de un grado centígrado por década, una cifra que se está acelerando. Cuando se piensa en el volumen de agua que representa y tratamos luego de imaginar la energía necesaria para elevar su temperatura, nos hacemos idea del soplete en que se ha convertido nuestra civilización.
Comprobamos los efectos del calentamiento en tierra: las inundaciones, las sequías, los refugiados que buscan una seguridad temporal. Pero está en marcha esa misma escala de convulsión bajo las turbias olas. La UICN ha descubierto peces que huyen hacia los polos, pesquerías trastornadas que han a lo largo del Holoceno; ha encontrado arrecifes de coral que se decoloraban a un ritmo que se acelera cada vez más; y lo que acaso sea lo más ominoso, ha descubierto que “el calentamiento está teniendo su mayor impacto en los bloques de construcción de la vida en los mares, como son el fitoplancton, el zooplancton y el kril”. Lo que significa que estamos ensuciando el fondo mismo de las cadenas más básicas de la vida.
Estos riesgos se acelerarán a medida que los océanos se calientan con más rápidez: su temperatura podría aumentar cuatro grados centígrados si dejamos que el planeta siga calentándose. Y a medida que esto pase, por supuesto, el calentamiento empezará a realimentarse. Hay, como nos recuerda la UICN, ingentes cantidades de metano congelado bajo el agua. Y cada grado más que aumenta la temperatura irá derritiendo algo de ello.
Sólo hay una palabra para lo que estamos haciendo, y es “descabellado”. En un planeta de océanos, estamos destruyendo el océano. En un planeta de océanos, estamos destruyendo el océanos.
Y lo estamos haciendo innecesariamente. Los ingenieros han hecho su trabajo para proporcionarnos las herramientas que nos hacen falta. Tenemos paneles solares. Tenemos turbinas eólicas (que cuando se ubican en el mar, forman pequeños arrecifes artificiales que son estupendos). Disponemos de buenos datos que muestran que si nos movemos con rapidez, podemos de modo asequible proporcionar energía al planeta sin arruinarlo.
Por desgracia, tenemos también un sector de combustibles fósiles que ha logrado impedir que actuemos de verdad a lo largo de decenas de años: ha mentido, ha cabildeado y ha derramado una incontable largueza sobre nuestra clase política (y sobre otras élites: de forma un tanto increíble, BP patrocina actualmente una exposición de antigüedades de “Ciudades sumergidas” en el Museo Británico). En consecuencia, nos encontramos con que desparecen los casquetes glaciares, con incendios forestales que chisporrotean y registros nunca vistos de precipitaciones.
Pero tenemos también, gracias a ellos, un movimiento dinámico y creciente para defender la Tierra. Hoy, en Dakota del Norte, los indígenas norteamericanos arriesgan su cuerpo para bloquear un nuevo oleoducto que atravesaría el río Misuri. Ellos se denominan Protectores del Agua. Haríamos bien, todos nosotros, en adoptar ese pasatiempo.
Porque vivimos en un planeta de océanos.
Es profesor en Middlebury College de Vermont (Estados Unidos) y
cofundador de 350.org, la mayor campaña de organización de base del
mundo que trata el tema del cambio climático.
The Guardian, 7 de septiembre de 2016.
segunda-feira, 16 de março de 2015
ENTREVISTA COM NAOMI KLEIN
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| http://fc00.deviantart.net/fs49/f/2009/160/8/9/stop_global_warming_II_by_luminous_luminance.jpg |
“El sistema capitalista que tenemos ha causado el cambio climático”.
Entrevista Naomi Klein · · · · ·
¿Podemos detener el
calentamiento global? Sólo si cambiamos de modo radical nuestro sistema
capitalista, sostiene la ensayista Naomi Klein. En una entrevista con el
semanario alemán DER SPIEGEL, realizada por Klaus Brinkbäumer, explica por qué
ha llegado el momento de abandonar los pequeños pasos en favor de un enfoque
radicalmente nuevo, tal como detalla en su libro de reciente aparición en
castellano, Esto lo cambia todo, el capitalismo contra el clima (Paidós,
Barcelona, 2015).
DER SPIEGEL:
Señora Klein, ¿por qué no consigue la gente detener el cambio climático?
Klein: Mala suerte.
Mal momento. Muchas coincidencias lamentables.
SPIEGEL: ¿La
catástrofe equivocada en el momento equivocado?
Klein: El peor
momento posible. La conexión entre gases de invernadero y calentamiento global
viene siendo una cuestión política central para la humanidad desde 1988. Fue
precisamente la época en que cayó el Muro de Berlín y Francis Fukuyama
certificó “el fin de la Historia", la victoria del capitalismo occidental.
Canadá y los EE.UU. firmaron el primer acuerdo de libre comercio, que sirvió de
prototipo para el resto del mundo.
SPIEGEL: ¿De modo que
lo que dice usted es que empezó una nueva era de consumo y energía precisamente
en el momento en que la sostenibilidad y contención habrían sido más adecuadas?
Klein: Exacto. Y fue
precisamente en ese momento cuando nos dijeron que ya no había nada parecido a
la responsabilidad social y la acción colectiva, que deberíamos dejarlo todo al
mercado. Privatizamos nuestros ferrocarriles y la red energética, la OMC y el
FMI se comprometieron con un capitalismo desregulado. Por desgracia, esto
condujo a una explosión de las emisiones.
SPIEGEL: Usted es
activista y lleva culpando al capitalismo de toda clase de cosas a lo largo de
los años. ¿Le echa la culpa ahora también del cambio climático?
Klein: No hay razón
para ser irónicos. Las cifras cuentan cuál es la historia entera. Durante los
años 90, las emisiones se elevaron un 1% anual. Desde el año 200 han ido
subiendo una media del 3.4 %. Se exportó globalmente el sueño americano y se
expandieron rápidamente bienes de consumo que creíamos esenciales para
satisfacer nuestras necesidades. Empezamos a vernos exclusivamente como
consumidores. Cuando el comprar como forma de vida se exporta a todos los
rincones del globo, eso exige energía. Mucha energía.
SPIEGEL: Volvamos a
nuestra primera pregunta: ¿por qué no ha podido la gente detener este cambio?
Klein: Hemos
desechado sistemáticamente las herramientas. Hoy se hace mofa de regulaciones
de toda laya. Los gobiernos ya no aplican reglas severas que pongan límites a
las compañías petrolíferas y demás empresas. Estas crisis se nos ha venido
encima en el peor momento posible. Ya no nos queda tiempo. Estamos en un
momento de ahora o nunca. Si no actuamos como especie, nuestro futuro está en
peligro. Tenemos que reducir emisiones de modo radical.
SPIEGEL: Volvamos a
otra pregunta: ¿No está usted apropiándose indebidamente del cambio climático
para utilizarlo en su crítica del capitalismo?
Klein: No. El
sistema económico que hemos creado ha creado también el cambio climático. No me
lo he inventado. El sistema es inservible, la desigualdad económica es
demasiado grande y la falta de contención por parte de las compañías
energéticas es desastrosa.
SPIEGEL: Su hijo Toma
tiene dos años y medio. ¿En qué clase de mundo vivirá cuando salga del
instituto en 2030?
Klein: Eso es lo que
está decidiéndose ahora mismo. Veo señales de que podría haber un mundo
radicalmente distinto del que tenemos hoy en día, y de que el cambio podría ser
bien bastante positivo o extremadamente negativo. Ya es seguro que al menos en
parte será un mundo peor. Vamos a experimentar el cambio climático y bastantes
más desastres naturales, eso es seguro. Pero tenemos tiempo todavía para
impedir un calentamiento verdaderamente catastrófico. Tenemos tiempo asimismo
de cambiar nuestro sistema económico para que no se vuelva más brutal y
despiadado al enfrentarse al cambio climático.
SPIEGEL: ¿Qué puede
hacerse para mejorar la situación?
Klein: Tenemos hoy
que tomar algunas decisiones acerca de qué valores son importantes para
nosotros y cómo queremos de verdad vivir. Y, por supuesto, hay una diferencia
entre que la temperatura se eleve solo 2 grados o lo haga 4 o 5 o más. Todavía
nos es posible a los seres humanos tomar las decisiones correctas.
SPIEGEL: Han pasado 26
años desde que se fundó el Panel Intergubernamental sobre Cambio Climático
(IPCC - Intergovernmental Panel on Climate Change) en 1988. Sabemos como mínimo
desde entonces que las emisiones de CO2 causadas por quemar petróleo y carbón
son responsables del cambio climático. Pero poco se ha hecho por encarar el
problema. ¿No hemos fracasado ya?
Klein: Yo veo la
situación de modo diferente, dado el enorme precio que tendremos que pagar.
Mientras tengamos la menor oportunidad de éxito o de minimizar el daño, tenemos
que seguir luchando.
SPIEGEL: Hace varios
años, la comunidad internacional estableció un objetivo para limitar el
calentamiento global a dos grados centígrados. ¿Lo considera todavía
alcanzable?
Klein: Bueno,
todavía es una posibilidad física. Tendríamos que reducir inmediatamente las
emisiones globales en un 6% anual. Los países más ricos tendrían que
sobrellevar un peso mayor, lo que significa que los EE.UU. y Europa tendrían
que recortar emisiones entre un 8% y un 10% anual. Inmediatamente. No es
imposible, solo que es profundamente irreal políticamente con nuestro actual
sistema.
SPIEGEL: ¿Está usted
diciendo que nuestras sociedades no son capaces de hacerlo?
Klein: Sí.
Necesitamos un cambio espectacular, tanto en la política como en la ideología,
porque hay una diferencia fundamental entre lo que los científicos nos dicen
que tenemos que hacer y nuestra actual realidad política. No podemos cambiar la
realidad física, así que tenemos que cambiar la realidad política.
SPIEGEL: ¿Puede una
sociedad que se centra en el crecimiento combatir de verdad con éxito el cambio
climático?
Klein: No. Un modelo
económico basado en un crecimiento indiscriminado lleva inevitablemente a un
mayor consumo y a mayores emisiones de CO2. Puede y debe haber crecimiento en
el futuro en muchos sectores bajos en carbón de la economía: en tecnologías
verdes, en transporte público, en todas las profesiones que proporcionan
cuidados, en las artes y, por supuesto, en educación. Ahora mismo, el núcleo de
nuestro producto interior bruto comprende solo el consumo, las importaciones y
exportaciones. Ahí tiene que haber recortes. Cualquier otra cosa sería
engañarse.
SPIEGEL: El Fondo
Monetario Internacional afirma lo contrario. Dice que el crecimiento económico
y la protección del clima no se excluyen mutuamente.
Klein: No analizan
las mismas cifras que yo. El primer problema es que en todas estas conferencias
sobre el clima todo el mundo actúa como si fuéramos a llegar a nuestra meta por
medio de un compromiso propio y de obligaciones voluntariamente aceptadas.
Nadie le dice a las empresas petrolíferas que van a tener que ceder. El segundo
problema es que estas empresas van a luchar como fieras para proteger lo que no
quieren perder.
SPIEGEL: ¿En serio
quiere eliminar el libre mercado con el fin de salvar el clima?
Klein: No hablo de
eliminar mercados, pero nos hace falta mucha más estrategia, dirección y
planificación, y un equilibrio muy diferente. El sistema en el que vivimos está
abiertamente obsesionado con el crecimiento, considera bueno todo crecimiento.
Pero hay formas de crecimiento que está claro que no son buenas. Está para mí
claro que mi posición entra en conflicto directo con el neoliberalismo. ¿Es
verdad que en Alemania, aunque han acelerado ustedes el cambio a las
renovables, el consumo de carbón está en realidad aumentando?
SPIEGEL: Eso era
cierto entre 2009 y 2013.
Klein: Para mí eso
es expresión de su renuencia a tomar decisiones sobre lo que hace falta llevar
a cabo. Alemania tampoco va a cumplir su objetivo de emisiones en años
venideros.
SPIEGEL: ¿Es la
presidencia de Obama lo peor que podía haberle pasado al clima?
Klein: En cierto
modo. No porque Obama sea peor que un republicano, que no lo es, sino porque
estos ocho años fueron la mayor oportunidad desperdiciada de nuestras vidas. Se
daban los factores justos para una convergencia realmente histórica:
consciencia, apremio, ánimo, su mayoría política, el fracaso de los Tres
Grandes fabricantes de automóviles norteamericanos y hasta la posibilidad de
encarar a la vez el cambio climático y el fallido mundo financiero sin regular.
Pero cuando accedió al cargo no tuvo el valor de acometerlo. No venceremos en
esta batalla a menos que estemos dispuestos a hablar de por qué Obama consideró
que el hecho de tener control sobre bancos y compañías de automóviles era más
una carga que como una oportunidad. Estaba prisionero del sistema. No quiso
cambiarlo.
SPIEGEL: Los EE.UU. y
China llegaron finalmente a un acuerdo inicial sobre el clima en 2014.
Klein: Lo cual, por
supuesto, es algo bueno. Pero todo lo que puede resultar penoso en el acuerdo
no entrará en vigor hasta que Obama concluya su cargo. Con todo, lo que ha
cambiado es que Obama dijo: "Nuestros ciudadanos se están manifestando, no
podemos ignorarlo". Los movimientos de masas son importantes, tienen
repercusiones. Pero para empujar a nuestros líderes hasta donde tienen que
llegar, los movimientos tienen que hacerse aún más fuertes.
SPIEGEL: ¿Cuál debería
ser su meta?
Klein: En los últimos
20 años, la extrema derecha, la absoluta libertad de las empresas petrolíferas
y la libertad del 1% de los superricos de la sociedad se han convertido en
norma política. Tenemos que desplazar de nuevo el centro político
norteamericano de la franja derechista a su lugar natural, el verdadero centro.
SPIEGEL: Señora Klein,
eso no tiene sentido, porque es una ilusión. Piensa usted en abarcar demasiado.
Si quiere usted eliminar el capitalismo antes de pergeñar un plan para salvar
el clima, sabe usted que esto no va a suceder.
Klein: Mire, si
quiere usted deprimirse, hay muchas razones para ello. Pero seguirá usted
equivocándose, porque el hecho es que centrarse en cambios graduales
supuestamente conseguibles, como el comercio de emisiones y el cambio de
bombillas, ha fracasado miserablemente. En parte eso se debe a que en la
mayoría de los países, el movimiento ambiental ha seguido elitista,
tecnocrático y supuestamente neutral en lo político durante dos décadas y
media. Ya vemos hoy cuáles son los resultados: nos ha llevado por el camino
equivocado. Las emisiones están aumentando y aquí está el cambio climático. En
segundo lugar, en los EE.UU. todas las transformaciones importantes legales y
sociales de los últimos 150 años han sido resultado de movimientos sociales
masivos, ya estuviesen a favor de las mujeres, contra la esclavitud o en
pro de los derechos civiles. Necesitamos de nuevo esta fortaleza, y bien
rápido, porque la causa del cambio climático es el sistema político y económico
mismo. Su enfoque es demasiado tecnocrático y estrecho.
SPIEGEL: Si intenta
usted solucionar un problema específico dándole la vuelta a todo el orden
social, no lo va a resolver. Eso es una fantasía utópica.
Klein: Si el orden
social es la raíz del problema, no. Visto desde otra perspectiva, nadamos
literalmente en ejemplos de pequeñas soluciones: hay tecnologías verdes, leyes
locales, tratados bilaterales e impuestos al CO2. ¿Por qué no tenemos todo eso
a escala global?
SPIEGEL: ¿Está usted
diciendo que todos esos pequeños pasos – tecnologías verdes e impuestos al CO2
y un comportamiento ecológico individual – no tienen sentido?
Klein: No. Todos
deberíamos hacer lo que podamos, por supuesto. Pero no podemos engañarnos con
que eso sea suficiente. Lo que digo es que esos pequeños pasos seguirán siendo
demasiado pequeños si no se convierten en un movimiento de masas. Necesitamos
una transformación económica y política, que se base en comunidades más
fuertes, empleos sostenibles, mayor regulación y un alejamiento de esta
obsesión del crecimiento. Esas son las buenas noticias. Tenemos de verdad la
oportunidad de resolver muchos problemas de inmediato.
SPIEGEL: No parece
contar con la razón colectiva de políticos y empresarios.
Klein: Porque el
sistema no puede pensar. El sistema recompensa la ganancia a corto plazo, lo
que quiere decir beneficios rápidos. Fíjese en Michael Bloomberg, por
ejemplo...
SPIEGEL: …empresario y
antiguo alcalde de la ciudad de Nueva York…
Klein: …que entiende
la gravedad de la crisis del clima como político. Como empresario, prefiere
invertir en un fondo que se especializa en activos de petróleo y gas. Si una
persona como Bloomberg no puede resistirse a la tentación, se puede
asumir en ese caso que no es tan grande la capacidad de autoconservación del
sistema.
SPIEGEL: Un capítulo
especialmente inquietante de su libro es el de Richard Branson, presidente del
Grupo Virgin.
Klein: Sí, no me lo
habría esperado.
SPIEGEL: Branson ha
tratado de presentarse como un hombre que quiere salvar el clima. Todo empezó
en un encuentro con Al Gore.
Klein: Y en 2006 se
comprometió en un acto que acogía la Clinton Global Initiative a que invertiría
3.000 millones de dólares en investigación en tecnologías verdes. En aquella
época yo pensaba que sería una aportación realmente fantástica. Lo que no se me
ocurrió pensar es “qué cabrón tan cínico eres”.
SPIEGEL: Pero Branson
no estaba más que simulando y solo invirtió una parte de ese dinero.
Klein: Puede que
fuera sincero en ese momento, pero sí, se invirtió una parte.
SPIEGEL: Desde 2006,
Branson ha añadido 160 nuevos aviones a sus numerosas líneas aéreas y ha
incrementado sus emisiones en un 40%.
Klein: Sí.
SPIEGEL: ¿Qué
se puede aprender de esta historia?
Klein: Que tenemos
que poner en tela de juicio el simbolismo y los gestos que hacen las estrellas
de Hollywood y los superricos. No podemos confundirlos con un plan
científicamente serio para reducir emisiones.
SPIEGEL: En
Norteamérica y Australia, se gasta mucho dinero intentando negar el cambio
climático. ¿Por qué?
Klein: Es distinto
de Europa. Se trata de una indignación semejante a la de quienes se oponen al
aborto y el control de armas. No se trata sólo de que estén protegiendo un modo
de vida que no quieren cambiar. Es que han entendido que el cambio climático
pone en solfa el núcleo de su sistema de creencias contrario al gobierno y en
pro del libre mercado. De modo que tienen que negarlo para proteger su propia
identidad. Por eso por lo que existe esta diferencia de intensidad: los
liberales quieren actuar un poquito en la protección del clima. Pero al mismo
tiempo, estos liberales tienen una serie de cuestiones aparte que figuran de
modo más destacada en su agenda. Pero tenemos que entender que los más duros de
quienes niegan el cambio climático entre los conservadores harán todo lo que
esté en su mano para impedir que se actúe.
SPIEGEL: ¿Con estudios
pseudocientíficos y desinformación?
Klein: Con todo eso,
por supuesto.
SPIEGEL: ¿Explica eso
por qué relaciona todas esas cuestiones – cuestiones de medio ambiente,
igualdad, salud pública y trabajo – que son populares entre la izquierda? ¿Por
razones puramente estratégicas?
Klein: Esas
cuestiones guardan relación y nos hace falta asimismo relacionarlas en el
debate. Sólo hay un modo de vencer en una batalla contra un pequeño grupo de
personas que se te enfrentan porque tienen mucho que perder: hay que iniciar un
movimiento masivo que abarque a toda aquella gente que tiene mucho que ganar. A
quienes lo niegan solo se les puede derrotar si te muestras igual de apasionado
que ellos, pero también cuando eres superior en número. Porque la verdad es que
son realmente muy pocos.
SPIEGEL: ¿Por qué no
cree usted que la tecnología tenga potencial para salvarnos?
Klein: Se ha
producido un progreso tremendo en el almacenamiento de energías renovables, por
ejemplo, y en la eficiencia solar. Pero ¿en el cambio climático? Yo, en
cualquier caso, no tengo bastante fe como para decir: "Como ya nos
inventaremos algo en un momento dado, dejemos de lado todos los demás
esfuerzos". Eso sería una insensatez.
SPIEGEL: Gente como
Bill Gates ve las cosas de modo diferente.
Klein: Y yo
encuentro ingenuo su fetichismo tecnológico. En años recientes hemos sido
testigos de ciertos fracasos verdaderamente resonantes en los que algunos de
los tíos más listos metieron la pata hasta el fondo a una escala grandiosa, ya
fuera con los derivados que desencadenaron la crisis o la catástrofe
petrolífera de la costa de Nueva Orleans. En una gran mayoría, la gente,
nosotros, destrozamos las cosas y no sabemos luego cómo arreglarlas. Y ahora
mismo, lo que estamos destrozando es nuestro planeta.
SPIEGEL: Oyéndola, se
podría tener la impresión de que la crisis del clima es una cuestión de género.
Klein: ¿Por qué dice
usted eso?
SPIEGEL: Bill
Gates dice que tenemos que avanzar e idear nuevas invenciones para poner bajo
control el problema y, en última instancia, esta Tierra nuestra tan complicada.
Por otro lado, dice usted: parad, no, tenemos que adaptarnos a este planeta y
volvernos más livianos. Las compañías petrolíferas norteamericanas están
dirigidas por hombres. Y a usted, una mujer crítica, la describen como una
histérica. No resulta absurdo pensarlo, ¿verdad?
Klein: No. La
industrialización en su conjunto estaba emparentada con el poder, con ver si
sería el hombre o la naturaleza la que dominara la Tierra. A algunos hombres
les resulta difícil reconocer que no lo tenemos todo bajo control; que hemos
acumulado todo este CO2 a lo largo de los siglos y que la Tierra hoy nos dice:
mira, no eres más que un invitado en mi casa.
SPIEGEL: ¿Invitado de
la Madre Tierra?
Klein: Eso suena
demasiado cursi. Pero, con todo, tiene usted razón. La industria petrolífera es
un mundo dominado por los hombres, muy semejante en eso a las altas finanzas.
Es algo muy de machos. La idea norteamericana y australiana de
"descubrir" un país infinito y de que se puedan extraer inacabables
recursos entraña un relato de dominación, que representa tradicionalmente a la
naturaleza como una mujer débil y torpe. Y la idea de estar en relación de
interdependencia con el resto del mundo natural se considera una debilidad. Por
eso es por lo que les resulta doblemente difícil a los machos alfa reconocer que
se han equivocado.
SPIEGEL: Hay
en su libro una cuestión de la que parece querer desviarse. Aunque denigra
usted a las empresas, no dice usted nunca que sus lectores, que son clientes de
estas empresas, son asimismo culpables. Tampoco dice usted nada del precio que
tendrá que pagar cada uno de sus lectores por la protección del clima.
Klein: Oh, yo creo
que la mayoría de la gente estaría encantada de pagar por ello. Saben
que la protección del clima exige un comportamiento razonable: conducir
menos, volar menos y consumir menos. Estarían encantados de utilizar energías
renovables si se les ofreciera.
SPIEGEL: Pero la idea
no es lo bastante grande, ¿verdad?
Klein: (ríe) Exacto.
El movimiento verde pasó décadas instruyendo a la gente para que utilizara su
basura como abono, para que reciclara y montase en bicicleta. Pero fíjese en lo
que ha sucedido con el clima durante estas décadas.
SPIEGEL: ¿Es su manera
de vivir beneficiosa para el clima?
Klein: No lo
bastante. Voy en bicicleta, utilizo el transporte público, trato de dar charlas
por Skype, comparto un coche híbrido y he recortado mis vuelos hasta una décima
parte de lo que eran antes de empezar este proyecto. Mi pecado está en tomar
taxis y, desde que salió el libro, en volar demasiado. Pero no creo tampoco que
tenga que ser la gente perfectamente verde y que vive sin emitir CO2 la única
que deba hablar sobre esta cuestión. Si así fuera, entonces nadie podría decir
una palabra en absoluto.
SPIEGEL: Señora Klein,
gracias por esta entrevista.
Naomi Klein es autora, entre otros libros, de La
doctrina del shock y No Logo.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Río+20: sumisión al poder financiero
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| Fonte da Imagem AQUI. |
Alejandro Nadal · · · · ·
La Conferencia de Naciones Unidas sobre Desarrollo Sustentable (CNSD), mejor conocida como Río+20, vino y se fue. Pudo haber sido un acto importante. En lugar de ello, estableció un nuevo estándar en cómo hacerse irrelevante. La receta es sencilla: pretenda usted que nunca ha oído hablar de la crisis global.
El documento final de la UNCSD no menciona ni una sola vez la crisis económica y financiera global. Poco importa que la crisis ya se ha convertido en la Segunda Gran Depresión. De alguna manera, los funcionarios del Programa de Naciones Unidas sobre Medio Ambiente (PNUMA) consideraron que ese tema no era relevante en una conferencia sobre sustentabilidad.
El PNUMA buscó sacar adelante su iniciativa sobre la economía verde. En el informe presentado en Río se le define como una economía en la que aumenta el bienestar, disminuye la pobreza y mejora el medio ambiente. Se trataría de una economía socialmente incluyente, con bajas emisiones de gases invernadero y gran eficiencia en el uso y manejo de recursos.
Para transitar hacia una economía verde se necesita invertir el 2 por ciento del PIB mundial (anualmente entre 2010-2050) en 10 sectores clave. Es una cantidad importante. ¿Dónde se pueden encontrar esos recursos? El PNUMA responde sin rubor: en el sector financiero. Según esta agencia el sector financiero tiene a su disposición una montaña de recursos y cada vez está más interesado en una cartera de inversiones que minimiza el costo ambiental y social, al mismo tiempo que capitaliza con tecnologías verdes.
La amistad del PNUMA con el sector financiero se confirma cuando se mencionan los mercados e instrumentos que ahora estarían del lado de la justicia y la salud ambiental: bonos verdes, bonos de carbono, REDD+, y activos de propiedad verde, etc. Ahí está: la financiarización de la naturaleza. Nunca se les ocurrió a los funcionarios del PNUMA que el desarrollo de estos mercados novedosos proviene de la búsqueda de espacios de rentabilidad en un mundo en el que la economía real permanece estancada.
El PNUMA en Río ha buscado tapar el sol con un dedo. Ha querido ignorar el hecho de que el sector financiero es el epicentro de la crisis global. El colapso de la economía mundial se mantiene en buena porque la opacidad de las operaciones financieras aceleró el contagio al principio y ahora impide reactivar el mercado interbancario.
Tiene razón el PNUMA: el sector financiero ha crecido mucho en los últimos veinte años. Pero ¿no se les ocurre que eso es precisamente un signo de la patología de la economía global? El estancamiento de los salarios desde hace tres décadas explica el creciente endeudamiento de las familias. La demanda agregada estuvo impulsada por el endeudamiento y eso, a su vez, explica cómo se llevó a cabo un proceso de redistribución de la riqueza de los más pobres a los más ricos. Instrumentos como las tarjetas de crédito, los préstamos para estudiantes o para automóviles fueron verdaderas aspiradoras para succionar recursos de los hogares y llevarlos a los bancos.
Uno de los factores que explica la expansión del sector financiero es su inclinación a introducir innovaciones que hicieron las operaciones del sector más opacas, disfrazaron riesgos, aumentaron la propensión a la volatilidad e incrementaron los niveles de apalancamiento. La bursatilización convirtió a muchas operaciones en zona vedada para los reguladores y agencias de supervisión. La autorregulación sólo proporcionó la ilusión de que se estaba haciendo algo para frenar abusos.
Un punto fundamental que el PNUMA no puede entender: una proporción significativa de la montaña de recursos en manos del sector financiero es riqueza contable. Proviene de un típico proceso de inflación de activos, o si se prefiere, de una burbuja. La crisis es la forma en la que se destruye ese patrimonio que sólo existe en la contabilidad. Para analistas como Nouriel Roubini o Dean Baker, al proceso deflacionario aún le falta mucho para completar su tarea.
Es más, una parte de esos recursos financieros proviene de las operaciones de creación monetaria de los bancos. Por ejemplo, con sus préstamos los bancos de la Unión Europea han creado billones (castellanos) de euros de la nada, o como dicen, ex nihilo. Y sólo una fracción minúscula de esos créditos estuvo respaldada por depósitos. El globo gigante todavía está desinflándose.
El PNUMA debería estudiar con seriedad la relación entre los sectores financiero y real de la economía. Los canales de transmisión entre estos sectores son críticos para el mantenimiento de la estabilidad macroeconómica. En nuestros tiempos las operaciones en el sector financiero han propagado y amplificado la turbulencia y han puesto de rodillas a la economía real. Caray, hasta una organización tan conservadora como el Comité de supervisión de bancos de Basilea (dependiente del Banco de pagos internacionales) se preocupa por estos temas. ¿Por qué los funcionarios del PNUMA no pueden hacer lo mismo?
Alejandro Nadal es miembro del Consejo
Editorial de SinPermiso.
La Jornada, 26 junio 2012
quarta-feira, 20 de junho de 2012
RIO+20 E SHAKESPEARE
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| LIXO NO OCEANO (Fonte da imagem AQUI) |
"Os negociadores usaram 118 palavras onde poderiam ter sido usadas apenas quatro: não estamos fazendo nada."
Foi com essa frase que a High Seas Alliance (HSA), grupo que reúne 25 ONGs, avaliou as medidas para o alto-mar que constam no texto final aprovado pelas delegações na Rio+20.
Aliás, os resultados globais da edição do Rio+20 lembra muito o título da peça de Shakespeare "Muito barulho por nada".
Muito barulho por nada (Much Ado About Nothing, no original em inglês), é uma comédia, que tem como cenário a cidade de Messina (Sicília), de autoria de William Shakespeare, tendo sua primeira apresentação em 1598/1599. É considerado um dos textos mais hilariantes de Shakespeare.[1]
Leia mais AQUI e AQUI.
terça-feira, 22 de maio de 2012
CÓDIGO FLORESTAL: VETO TOTAL
Ex-ministros do meio ambiente querem veto total
"Pedimos à presidente Dilma o veto
integral dos retrocessos contidos no projeto de lei aprovado pela
Câmara, que reduz a proteção às florestas", escrevem os ex-ministros
brasileiros do Meio Ambiente.
Nós, do Fórum dos Ex-Ministros do Meio Ambiente do Brasil, dirigimos um apelo público à presidente da República a respeito do projeto de lei 1976/99, aprovado pela Câmara dos Deputados com alterações ao Código Florestal.
Reconhecemos e destacamos o compromisso da presidente Dilma, assumido ainda quando ela era candidata e reafirmado reiteradas vezes nos últimos meses (inclusive durante uma audiência com os representantes do Fórum de Ex-Ministros do Meio Ambiente em maio de 2011), de vetar qualquer alteração na legislação brasileira que represente um aumento de desmatamento ou a anistia daqueles que desmataram ilegalmente.
Nós observamos também que esse compromisso, que é amplamente apoiado pela opinião pública brasileira, reflete os interesses maiores da nação, dos quais a presidente é a fiel depositária.
O Comitê Nacional em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável e diferentes setores da academia, da sociedade civil e do setor produtivo têm demonstrado enorme preocupação com as consequências da sanção do projeto de lei aprovado pela Câmara dos Deputados.
Todos pedem o veto integral dos retrocessos contidos no texto. Eles reduzem drasticamente o status de proteção das florestas no Brasil, bem como a governança socioambiental construída nas últimas décadas. Mais de 2 milhões de pessoas se manifestaram através de abaixo-assinado nesse sentido.
Em nome do fórum de ex-ministros, solicitamos que a presidente, em coerência com o seu compromisso e com os anseios da sociedade, vete integralmente toda e qualquer norma de caráter permanente ou transitório que:
- Sinalize ao país a possibilidade presente e futura de anistia;
- Permita a impunidade em relação ao desmatamento;
- Descaracterize a definição de florestas, que está consagrada na legislação vigente;
- Reduza direta ou indiretamente a proteção do capital natural associado às florestas;
- Fragilize os serviços prestados por elas;
- Dificulte, esvazie ou desestimule mecanismos para a restauração;
- Ou, ainda, fragilize a governança socioambiental.
Ao mesmo tempo, nós entendemos que continua necessário construir um quadro de referência normativo estratégico, alinhado com os desafios contemporâneos, de modo a valorizar o conjunto de nossas florestas.
Para tanto, a partir da experiência acumulada no serviço público ao longo de tantos anos, assim como da diversidade de seus membros, o fórum se coloca à disposição para apoiar, da forma que for julgada mais oportuna, a elaboração e tramitação no Legislativo de uma proposta que vise uma política florestal sustentável -e que, portanto, valorize as funções de conservação, de recuperação e de uso econômico do capital natural associado às nossas florestas.
Os autores são os membros do Fórum de Ex-Ministros de Meio Ambiente do Brasil:
CARLOS MINC, 60, ministro entre 2008 e 2010 (governo Lula)
MARINA SILVA, 54, ministra entre 2003 e 2008 (Lula)
JOSÉ CARLOS CARVALHO, 59, ministro em 2002 (FHC)
JOSÉ SARNEY FILHO, 54, ministro de 1999 a 2002 (FHC)
GUSTAVO KRAUSE, 65, ministro de 1995 a 1998 (FHC)
HENRIQUE BRANDÃO CAVALCANTI, 83, ministro em 1994 (governo Itamar Franco)
RUBENS RICUPERO, 75, ministro entre 1993 e 1994 (governo Itamar)
FERNANDO COUTINHO JORGE, 72, ministro entre 1992 e 1993 (governo Itamar)
JOSÉ GOLDEMBERG, 83, secretário do Meio Ambiente em 1992 (governo Collor)
PAULO NOGUEIRA NETO, 90, foi secretário especial do Meio Ambiente entre 1973 e 1985 (governos Médici, Geisel e Figueiredo)
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Água oceânica mais ácida ameaça 30% das espécies
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| Fonte dessa imagem AQUI. |
Uma nova pesquisa indica que os oceanos do planeta continuam ficando cada vez mais ácidos e que no ritmo atual cerca de 30% das espécies marinhas pode estar extinta até o final do século.
A água marinha está ficando mais ácida devido ao dióxido de carbono.
Cientistas da Universidade de Plymouth, na Inglaterra, examinaram a água abaixo dos vulcões, onde o dióxido de carbono ocorre naturalmente, para entender como a vida marinha lida com água mais ácida.
Segundo os pesquisadores, já nos próximos anos a água marinha começará a afetar alguns organismos, e alguns tipos de corais não conseguirão sobreviver.
CdB
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Indígenas lançam manifesto contra os riscos dos "negócios verdes"
Numa mobilização inédita, indígenas de nove países na América do Sul lançam manifesto e alertam para o risco de ações criminosas na Amazônia. Comunidades também denunciam assédio de empresas que buscam lucro ilícito.
Deutsche Welle
Indígenas esbarram frequentemente na dificuldade de serem ouvidos. "A maioria das autoridades ignora o nosso conhecimento tradicional, que vem dos ancestrais, acha que é bobagem. Mas queremos mostrar que entendemos sobre tudo isso que está acontecendo. Queremos colaborar com todo o processo de discussão sobre a crise climática e temos muito a contribuir", garante Sônia Guajajara, da COIAB (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira).Com o objetivo de chacoalhar a opinião internacional, uma mobilização inédita reuniu povos indígenas da Amazônia e organizações nacionais de nove Estados na América do Sul com o objetivo de chamar a atenção para problemas já conhecidos por todos os governos: "A crise climática e ambiental é gravíssima, em pouco tempo será irreversível, os poderes globais e nacionais não podem nem querem detê-la, e pior, pretendem aproveitá-la com mais 'negócios verdes' mesmo que ponham em perigo todas as formas de vida."
O texto faz parte do manifesto assinado por organizações do Brasil, Bolívia, Equador, Colômbia, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Venezuela e Suriname. O grupo cansou do vocabulário suave e denuncia a "hipocrisia e contradição nas políticas globais e nacionais sobre florestas".
Segundo o documento, essa hipocrisia é vista em declarações, planos, pequenos projetos "sustentáveis" que têm um efeito reverso. E os impactos negativos da longa lista de atividades no território amazônico – entre elas o desmatamento, exploração de minérios, de hidrocarbonetos, megahidrelétricas, pecuária extensiva, biopirataria e roubo dos conhecimentos ancestrais – atingem em cheio as populações indígenas.
Cautela a favor do clima
Uma das grandes ameaças vistas pelos indígenas é o processo de negociação do mecanismo REDD (Redução das Emissões por Desmatamento e Degradação). Eles alegam que essa ferramenta, que ainda está em fase de elaboração como arma contra o aquecimento global, corre o risco de beneficiar aqueles que sempre desmataram e degradaram.
"Nós defendemos que o REDD seja revertido em benefício coletivo, e não em recursos financeiros que irão parar nas mãos daqueles que buscam exclusivamente o dinheiro", explica Guajajara. "Nós, os índios, buscamos a valorização e o reconhecimento pelo serviço prestado ao meio ambiente, porque sempre conservamos a floresta", continua.
Em busca dos créditos de carbono, vendidos para indústrias que buscam compensar suas emissões, as abordagens nas comunidades indígenas são cada vez mais intensas, afirma a COICA (Coordenação das Nações Indígenas da Amazônia). Os índios relatam que ONGs com intenções duvidosas incentivam as comunidades a assinar contratos sem que as lideranças locais compreendam exatamente o que está escrito.
"Experiências no Peru e na Bolívia mostram casos de abuso e má-fé, e várias comunidades estão sofrendo muito para reverter algumas situações", relata Edwin Vasquez Campos, coordenador da COICA no Peru. Os chamados "caçadores de carbono" procuram tirar vantagens de frágeis leis locais com o intuito de fazer dinheiro.
Denúncia contra a indústria
É o que aconteceu com o grupo indígena dos Matsés, no Peru. Após serem assediados pela empresa Sustainable Carbon Resources Limited, representada pelo australiano David John Nilsson, a Aidesp, organização nacional dos indígenas peruanos, pediu a intervenção da Justiça para evitar uma tragédia.
Segundo relata um documento publicado em abril último, Nilsson tentou coagir os índios a assinarem um contrato de negócios de carbono que daria total poder à empresa sobre os 420 mil hectares de mata preservada. O empresário teria apresentado um documento em inglês e oferecido a quantia de 10 mil dólares aos indígenas.
A reportagem da Deutsche Welle tentou falar com a Sustainable Carbon Resources Limited, mas o único contato público disponível é uma página na internet que está "em construção".
Tendo em vista casos como o registrado no Peru, o manifesto assinado por grupos de nove países recomenda que Estados e bancos assumam sua responsabilidade para frear a expansão dos "ladrões de REDD" e rejeitem empresas e ONGs fraudadoras denunciadas pelos povos indígenas.
Expectadores e financiadores
Num encontro de cúpula de lideranças indígenas, realizado em Manaus na semana passada, estiveram presentes representantes das Nações Unidas, do Banco Mundial, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e agências de cooperação, inclusive da Alemanha, além de cientistas do IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas).
Peter Hilliges, do banco de desenvolvimento alemão KfW, que financia projetos na Amazônia, leu o manifesto dos indígenas e afirma que os direitos desses povos são levados em consideração tanto nas negociações climáticas quanto nas atividades que recebem dinheiro do banco.
"O KfW se preocupa em ser um agente neutro, não se posicionando nem do lado dos indígenas nem da iniciativa privada tampouco de algum governo. Nós procuramos, em meio a diferentes interesses e necessidades, encontrar sempre uma solução pragmática e realizável", disse em entrevista à Deutsche Welle.
Autora: Nádia Pontes
Revisão: Carlos Albuquerque
Comentário do Blog: Interessante que essas notícias não saem na "grande" mídia brasileira, também conhecida como PIG (Partido da Imprensa Golpista).
sexta-feira, 24 de junho de 2011
CARVÃO
NOTA DA APEDEMA SOBRE O APROVEITAMENTO DO CARVÃO GAÚCHO
Em vista da audiência pública sobre o aproveitamento do carvão mineral gaúcho promovido pela Comissão de Economia e Desenvolvimento Sustentável da Assembléia Legislativa gaúcha, a APEDeMA/RS- Assembleia Permanente de Entidades de Defesa do Meio Ambiente vem a publico manifestar sua posição.
O uso de carvão como fonte energética é uma tecnologia obsoleta, anti-economica, prejudicial a saúde humana e contribui significativamente para piorar a crise climática que presenciamos atualmente devido ao aquecimento global.
As jazidas de carvão, da ordem de 28 bilhões/ton não são as maiores fontes de energia no estado.Representam cercade 6% do consumo energético nacional. A Energia eólica e a energia solar são fontes muito mais abundantes. Não falta energia para a eliminação dos combustíveis fósseis. O uso da ENERGIA SOLAR RADIANTE que chega á Terra atinge a astronômica cifra de 15 trilhões GW/ano, enquanto a Demanda Energética Mundial anual atual é da ordem de 1,5 Bilhões GW/ano. Recebemos 10.000 vezes mais energia do que consumimos.
O consumo de energia elétrica no Brasil atingiu o recorde histórico de 70 gigawatts (GW) , no horário de pico em 03/02/2010. A média de consumo diário em 2009 foi de 54GW 77.Já o potencial de geração de ENERGIA EÓLICA no Brasil a 100 m de altura, pode atingir 300 GW , sem considerar a zona marítima -off shore-.
ASPECTOS ECONÔMICOS
Dados de 2010 do Ministério de Minas e Energia e PSR Consultoria informam que a energia eólica tem o menor preço que a termoelétrica movida a carvão: R$132 megawatt/hora contra R$160,00 megawatt/hora, respectivamente. Esta vantagem econômica traduz-se no tamanho atual do mercado financeiro da energia eólica brasileira: R$ 25 billhões. São 5.5 GW já contratados até 2013. Hoje a capacidade eólica instalada no Brasil é de 1GW.
No RS há dez parques de energia eólica entre os em operação e em obras, gerando um excelente ciclo econômico. Só na fabricação de aerogeradores existem 5 empresas no Brasil. Em 2013 nosso estado terá 660 MW eólicos.
Além disso a energia eólica no pais oferece uma excelente complementação ao sistema hidroelétrico com capacidade de acumulação ao longo do ano. Dados da ANEEL de 2007 e 2008 mostram que justamente na época de menor regime hídrico das regiões Sudeste, Nordeste e Centro-Oeste Brasileiras entre Agosto á Dezembro a geração de energia eólica da região Nordeste (o maior produtor potencial de energia eólica no país, seguido do Rio Grande do Sul) atinge os maiores valores.
SAÚDE PÚBLICA
A composição química do Carvão Gaúcho pode ser considerada uma verdadeira enciclopédia de venenos. O mais prejudicial é o vapor de mercúrio metálico emitido na sua combustão. São lançados na atmosfera 30 kg de vapor metálico de mercúrio para cada tonelada de carvão gaúcho queimado, ou seja 3% do peso deste carvão é mercúrio! Como está na forma gasosa a tecnologia em uso atualmente no estado é incapaz de reduzir estas emissões. Esta concentração é muitíssima superior àquela encontrada no Carvão dos Estados Unidos, onde são liberados à atmosfera, em média 44 gramas por cada toneladas queimada.
Os processos biológicos modificam a maior parte do mercúrio depositado para metilmercúrio, uma potente neurotoxina que humanos e outros organismos terrestres e aquáticos absorvem de pronto, a exemplo do desastre de Minamata ,ocorrido no Japão em 1956.
Matéria particulada originada da combustão do carvão conhecidamente causa danos ao sistema respiratório. Agora já se sabe, através de pesquisas recentes, que conseguem mesmo atravessar os pulmões e invadir a corrente sanguínea, conduzindo a doenças cardíacas, enfartos e morte prematura.
.Nos EUA 23.600 mortes anuais (2004) podem ser atribuídas a poluição aérea proveniente de suas 600 termoelétricas á carvão. Os que morrem prematuramente devido a exposição a matéria particulada, perdem em média 14 anos de suas vidas.A queima do carvão responde também por cerca de 554.000 ataques asmáticos, 16.200 casos de bronquite crônica e 38.000 enfartos não fatais, anualmente. A poluição atmosférica das usinas térmicas nos EUA responde por uma estimativa anual na custos de Saúde de mais de 160 bilhões de dólares.
Outras emissões atmosféricas resultantes da queima do carvão incluem metais pesados como vanádio, cádmio, arsênio e chumbo, além de SO2 - dióxido sulfúrico, CO2-dióxido de carbono , matéria particulada e NOx -óxidos de nitrogênio , os quais resultam em ozônio ao nível da superfície. SO2 e ozônio são gases altamente corrosivos que causam falências respiratórias e contribuem para baixa de peso do nascituro e aumento da mortalidade infantil. SO2 e NOx são também as causas primárias da chuva ácida. CO2 é o gás dominante responsável pelo efeito estufa que está aquecendo o planeta.
Durante sua queima a combinação de Cloro e de núcleos aromáticos pré-existentes propiciam a liberação de Dioxinas e de outros compostos organoclorados, altamente carcinogênicos.
AGRAVAMENTO DA CRISE DO CLIMA (AQUECIMENTO GLOBAL)
Uma forte objeção à continuidade da exploração do Carvão mineral, cerca de 900 bilhões de toneladas em nível mundial, é que tornaria impossível estabilizar o clima e evitar os impactos do desastre climático global na sociedade humana. Este valor representa o aumento da concentração de CO2, gás carbônico a mais de 250 ppm (concentração de partes por milhão), ao já 392 ppm existentes. O uso das reservas gauchas de carvão por si só acrescentariam 7 ppm a concentração deste gás já existente na atmosfera.
Portanto se as emissões de carvão forem eliminadas nas próximas décadas e o petróleo e o gás natural deixassem de ser extraídos será possível estabilizar o clima dentro de uma faixa de segurança climática, abaixo de 350 ppm de CO2 na qual a humanidade viveu em toda a sua história e pré-história, a exceção dos últimos 25 anos.
As conseqüências do fracasso do protocolo de Quioto e das Conferências entre as partes da ONU –COP ao não conseguir um acordo global de reduções substanciais dos gases de efeito estufa poe em risco a continuidade da existência humana no planeta já na primeira metade deste século devido a subida do nível dos mares, chuvas e secas extremas impactando tanto as populações urbanas na forma de grandes tragédias socioambientais e fazendo diminuir drasticamente a produtividade agrícola e criando milhões ou bilhões de refugiados ambientais.
Os governos nacionais e estaduais em sua grande maioria estão agindo como se fossem indiferentes ao fato de que há um limite na atmosfera para a quantidade carbono oriundo dos combustíveis fósseis. Estes ficam na atmosfera por milênios. Nós podemos extrair uma fração do excesso de CO2 via a melhoria das práticas agrícolas e florestais e evitando o desmatamento e no caso brasileiro evitando a alteração do código florestal nos moldes aprovado pela Camara dos Deputados.
A falta de ação nesta área e o aumento continuo das emissões antrópicas trará serias conseqüências a nossa sobrevivência a começar pela liberação espontânea de clatratos de metano e CO2 do oceano e dos solos outrora permanentemente cobertos de gelo da Sibéria e da America do Norte em processo de degelo causando uma reação em cadeia da liberação desses gases bem como o fim precoce da calota polar ártica no verão prevista inicialmente para 2080, mas com grande probabilidade de ocorrer entre os anos de 2013 à 2019.
Fontes de energia renováveis, eólica ou solar, etanol da cana de açúcar, biogás de resíduos orgânicos urbanos e rurais não requerem mineração perigosa ou remoção do topo de montanhas - não poluem o ar, a terra ou a água com seus resíduos químicos tóxicos, tampouco causam prejuízos a saúde
O motivo para continuar a utilizar-se o carvão, combustível sujo do sec. XIX, quando temos alternativas do sec XXI é dificil de entender... provavelmente falta de inteligência.
Assinam as seguintes entidades:
Assembleia Permanente de Entidades de Defesa do Meio Ambiente (APEDeMA-RS)
Ação Nascente Maquiné (ANAMA) - Maquiné
Amigos da Paisagem Preservada de Quintão (APAIPQ) – Palmares do Sul
Associação São Borjense de de Proteção do Ambiente Natural (ASPAN) – São Borja
Associação Ambientalista Biguá (Biguá) – Arambaré
Associação Ambientalista da Costa Doce (AACD) de Camaquã/RS.
Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN)
Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN)
Abrace o Guaíba - POA;
Casa Tierra – Porto Alegre
Centro de Estudos Ambientais (CEA) - Rio Grande/ Pelotas
Econsciência – Porto Alegre
Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP) – Passo Fundo
Grupo Ecológico Guardiões da Vida (GEGV) - Passo Fundo
Grupo Transdisciplinar de Estudos Ambientais Maricá (MARICÁ) - Viamão
Instituto Ballaena Australis - Santa Vitória do Palmar
Igré Associação Socioambientalista (IGRÉ) – Porto Alegre
Instituto Biofilia – Porto Alegre
Incandescente – Bagé/ Porto Alegre
Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (Ingá) – Porto Alegre
Movimento Os Verdes de Tapes - Tapes
Núcleo Amigos da Terra Brasil (NAT) – Porto Alegre
Ong Solidariedade – Porto Alegre
União Protetora do Ambiente Natural (UPAN) – São Leopoldo
União Pedritense de Proteção ao Ambiente Natural (UPPAN) – Dom Pedrito
Casa Tierra – Porto Alegre
Centro de Estudos Ambientais (CEA) - Rio Grande/ Pelotas
Econsciência – Porto Alegre
Grupo Ecológico Sentinela dos Pampas (GESP) – Passo Fundo
Grupo Ecológico Guardiões da Vida (GEGV) - Passo Fundo
Grupo Transdisciplinar de Estudos Ambientais Maricá (MARICÁ) - Viamão
Instituto Ballaena Australis - Santa Vitória do Palmar
Igré Associação Socioambientalista (IGRÉ) – Porto Alegre
Instituto Biofilia – Porto Alegre
Incandescente – Bagé/ Porto Alegre
Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (Ingá) – Porto Alegre
Movimento Os Verdes de Tapes - Tapes
Núcleo Amigos da Terra Brasil (NAT) – Porto Alegre
Ong Solidariedade – Porto Alegre
União Protetora do Ambiente Natural (UPAN) – São Leopoldo
União Pedritense de Proteção ao Ambiente Natural (UPPAN) – Dom Pedrito
Porto Alegre 14 de Junho de 2011
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