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sábado, 25 de dezembro de 2021

2021: O ANO QUE MUDOU NOSSAS VIDAS

 


 Por Julia Ribeiro, para Canal Meio (canalmeio.com.br)

O ano parecia que não ia terminar. Muitas perguntas sem respostas. Horas de trabalho excessivas, crises de pânico, sobrecarga parental, exaustão materna, crescimento no número de divórcios e estresse prolongado. Casa virou trabalho, computador virou escola. Os sintomas da síndrome de burnout antes confinados aos ambientes laborais, transbordaram para outros âmbitos da vida cotidiana. A louça se acumulou. Os boletos não pararam de chegar. Conflitos latentes. Tensões antes veladas foram descortinadas.

“Nós nos revelamos para nós mesmos e para os outros. A sociedade se revelou em seus mecanismos cruéis, desiguais ou exploradores. Os pais, os filhos, os amantes, os chefes, os miseráveis e os ultrarricos: tudo está exposto”, resume a psicanalista Maria Homem, que escreveu o livro Lupa da Alma – Quarentena-revelação (Todavia).

No segundo ano de pandemia, especialistas registraram um aumento vertiginoso nos casos de transtornos mentais. A explicação é que a excessiva vigilância contra o vírus estressou nosso sistema hormonal e endócrino de maneira prolongada, tornando-nos mais vulneráveis a patologias psiquiátricas.  A Organização Mundial da Saúde (OMS) denominou de fadiga pandêmica o cansaço derivado do esgotamento gerado pela hipervigilância e pelo medo. Um estudo da Universidade de Oxford revelou que 34% dos que tiveram covid-19 desenvolveram problemas psicológicos dentro de seis meses após terem sido infectados. Publicada na revista The Lancet Psychiatry, a pesquisa aponta ainda que 17% dos pacientes contaminados pelo coronavírus foram diagnosticados com distúrbios de ansiedade e 14% com distúrbios de humor.

Burnout como doença ocupacional

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de trezentos milhões de pessoas, no mundo todo, sofrem de depressão. Na América Latina, o Brasil é o país com mais casos. Eles aumentaram ao longo da pandemia. Até 2030, esta será a doença mais comum no país. Entre os distúrbios, um dos mais relatados pelos médicos é o burnout. A partir de janeiro de 2022, entrará em vigor a nova categorização da síndrome pela OMS, a CID 11 (classificação de transtornos mentais e comportamento).

O que muda na prática? Segundo especialistas, a nova classificação vai facilitar o reconhecimento pelo INSS do direito ao afastamento por doença ocupacional, já que a classificação relaciona a doença diretamente ao trabalho, o que não ocorre com outras síndromes. A mudança abre espaço para pedidos de indenização, por exemplo.

Alterações repentinas de humor, cansaço extremo e irritabilidade. Os sintomas do burnout muitas vezes são semelhantes aos de outras condições de saúde como a ansiedade e a depressão.

Apesar de a OMS destacar que o esgotamento “se refere especificamente a fenômenos relativos ao contexto profissional”, para muitos, a falta de fronteiras entre trabalho e vida pessoal foi o grande gatilho - eis outro termo que marcou 2021.

Contornos, limites e angústias

Foi um ano indigesto. Corpos não velados, casas e relações bagunçadas. Intermináveis ciclos de recomeços para uns, ponto final para outros. Se antes a pergunta Como você está? era meramente protocolar, respostas mais honestas começaram a aparecer ao longo do ano. Já que não tivemos para onde fugir, fomos forçados a dialogar com nossas dores, medos e sombras mais profundas?

“Para aqueles que têm saúde mental suficiente, sim. Foi e está sendo uma oportunidade de se deparar com aquilo que se é, com aquilo que se teme. Seja individualmente, entre casais e em família, nunca estivemos tão debruçados nas relações com o convívio intenso gerado pelo isolamento. Ao olhar para nossos contornos e limites, muitos se viram diante de angústia”, responde a Maria Homem.

Para ela, ainda estamos digerindo esse ano tão pesado. A psicanalista faz uma síntese radical: “assustamo-nos com a violência em jogo nas relações íntimas, sociais e globais. Estamos sofrendo de transtorno pós-trauma e com todo o lixo que jogamos debaixo do tapete nos longos tempos pré-trauma”.

Maria Homem registrou em seu livro que as emoções ficaram à flor da pele neste ano. Se estávamos buscando formas de mantê-las sob controle, ou sob anestesia, agora parecem ter obtido um passe livre para circular sem tanta repressão.

“A semente de inquietação ou loucura dentro de nós parece que se expande. Irrequietos não conseguem ficar quietos ou em casa. Deprimidos ficam mais tristes e ansiosos. Loucos ficam mais delirantes. Agudizar seria o verbo destes tempos?”

A psicanalista Márcia Luna Azulay contradiz o senso comum de que a pandemia causou o adoecimento psíquico das pessoas.  “Os quadros se intensificaram porque já existiam dentro de cada um. Sejam transtornos alimentares ou crises conjugais. Eles apareceram, ficaram visíveis. Apesar da síndrome ser considerada um fenômeno estritamente associado ao âmbito profissional, o estresse crônico se instalou na sala de casa. E nas relações. Na pandemia, o burnout passou a acontecer dentro de casa. E essas características ligadas ao trabalho, como o excesso de tarefas e cobranças, atingiram as outras áreas da vida”, opina Márcia.

“Variações” do burnout clássico não se restringiram ao campo ocupacional. Exaustão emocional, mental e física são os componentes que resumem a síndrome de acordo com Ayala Malach Pines (1945-2012) psicóloga, pioneira na investigação do tema e autora de Couple Burnout: Causes and Cures (Burnout de Casais: Causas e Curas, em tradução livre). Para a pesquisadora, a síndrome resultante consiste em sentimentos de desamparo, desesperança, de estar preso numa armadilha, com sintomas de irritabilidade e apatia.

Até que a pandemia nos separe

A “torta de climão” servida na mesa de jantar. As mudanças drásticas na rotina impulsionaram um novo recorde de divórcios no primeiro semestre de 2021.  Dados do Colégio Notarial do Brasil indicam que de janeiro a junho de 2021, foram 37.083 divórcios, um aumento de 24% em relação ao primeiro semestre do ano passado, com o início da pandemia da covid-19. Há dois anos, 75.033 casais oficializaram a separação.  A quarentena é apontada como principal responsável pelo fenômeno, além da facilitação dos trâmites, que agora podem ser feitos pela internet.

Selvageria do inconsciente

O “cérebro pandêmico” é um termo não clínico que chegou a ser usado por cientistas para definir os efeitos do estresse crônico e prejuízos psíquicos decorrentes da covid-19.  Os danos na área da saúde mental compõem uma pandemia silenciosa. Só o tempo para sublimar, elaborar e compreender as suas consequências.

“Ainda precisaremos de alguns anos (décadas?) para mensurar. De certa forma, um dos mecanismos de defesa, ainda em voga, foi minimizar ou mesmo precisar negar o medo e a angústia diante dessa ameaça. O que, por sua vez, não é sem efeitos – e cobra seu preço. A própria estratégia defensiva delirante tem alto custo psíquico”, reflete a Maria Homem.

Para fugir do tédio, uns aprenderam a fazer pão, outros a costurar. Teve gente que comprou cursos on-line por impulso e não teve paciência (ou foco) de fazê-los. Uns aprenderam a lidar com a falta de intimidade com o digital. Quem pôde fugiu para as montanhas. Nos sentimos cansados. Mais do que isso: foi inevitável olhar para si.

Dentro de um ambiente de confinamento forçado, nossos aspectos psíquicos pularam para fora sem dó nem piedade. “Lá fora é perigoso, o que temperou mais ainda a selvageria do inconsciente que aproveitou o medo para puxar todo mundo para dentro”, resume o terapeuta junguiano Gustavo Otero.

“Todos foram expostos às tempestades internas que antes eram solenemente negadas. Na tentativa de fugir, muitos se jogaram no trabalho. Mas não tem jeito, o inconsciente foi claro: tem que olhar para dentro. Então, tivemos uma onda gigantesca de burnouts, não só no trabalho”, explica Gustavo.

Para ele, a sociedade hiperestimulada e superconectada se viu em 2021 com uma tarefa que nunca poderia imaginar: “O trabalho foi dado: convivam, mas não só com quem está do lado, conviva e aprenda a conhecer os muitos que existem dentro de nós mesmos e que antes, talvez, nem fazíamos ideia de que existiam”, destaca o terapeuta.

Quando isso vai acabar? Quando chega a minha vez de vacinar? É gripe ou covid? Deu negativo? Ufa. Fulano foi internado. Piorou. Não, não vai ter velório. Faz o que com essa dor? Os processos de luto mudaram. Os reais e simbólicos.

Maria Homem destaca sobre a necessidade de escuta das pessoas. Espaços simbólicos que buscam elaborar a experiência bruta via palavra e linguagem são necessários em todas as instituições. Das empresas às escolas, das famílias aos círculos sociais.

Este 2021 que termina foi um ano distopicamente trágico. Mesmo diante de tantos conflitos pessoais e traumas coletivos, houve brechas para alegrias e (re)descobertas. Situações caóticas foram oportunidades de renegociação de acordos na convivência familiar. Novas formas de interagir, de brincar e de se amparar. A tensão foi dissipada com afeto. Solidão virou solitude. Perdemos. Celebramos pequenas vitórias. Novo. Normal. É tempo de revisar o que é normal e o que é verdadeiramente novo.

 

Fonte da Imagem: https://michiganvirtual.org/blog/your-brain-in-crisis-why-its-so-hard-to-learn-during-difficult-times/ 


quinta-feira, 7 de junho de 2018

KATE SPADE E A INSANIDADE DO SISTEMA





Segundo sua irmã, a estilista KATE SPADE sofria de depressão havia anos.

Ela se recusou a ir a uma clínica para combater a depressão por medo de afetar a imagem de sua marca, associada à alegria e ao entusiasmo.

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A DITADURA DA MODA CHEGA NA VAGINA

Fonte da imagem AQUI.

Cirurgia plástica íntima é mania mundial que preocupa ginecologistas
 
No Brasil, médicos apontam um crescimento de 50% nos últimos dois anos

Lábios vaginais recauchutados e outros retoques na genitália feminina não podem ser facilmente exibidos como peitões de silicone ou barriguinhas lipoaspiradas. Mesmo assim, são o último fenômeno no cardápio moderno das intervenções plásticas.

Nos EUA, são feitas mais de 1,5 milhão de cirurgias íntimas. No Reino Unido, 1,2 milhão. No Brasil, médicos apontam um crescimento de 50% nos últimos dois anos.

O ginecologista Paulo Guimarães é expert em "design vaginal". Dá cursos de formação em cosmetoginecologia para médicos. Nos treinamentos, diz, 900 mulheres são operadas por ano, a preços menores. No consultório, "com atendimento personalizado e sigilo", afirma fazer 15 cirurgias íntimas por mês.

O cirurgião plástico Marcelo Wulkan, que atende em São Paulo e tem trabalhos sobre redução de lábios vaginais em publicações internacionais, diz fazer cem desses procedimentos por ano.

Mesmo médicos mais conhecidos por outros tipos de cirurgia, como implantes mamários e plástica de nariz, estão vendo a procura crescer.

"Nos últimos dois anos, passei de uma cirurgia íntima para três por mês", conta Eduardo Lintz, chefe de cirurgia plástica do hospital HCor, de São Paulo, e professor do Instituto Ivo Pitangui, no Rio. No total, Lintz faz cerca de 40 cirurgias plásticas mensais.

Tamanho - padrão

Como não há evidências de que os lábios vaginais cresceram nos últimos anos, especula-se que o aumento de cirurgias redutoras esteja ligado à uma nova busca de medidas genitais "padrão".

E o que é uma vagina normal? Assim como as estatísticas brasileiras sobre cirurgia íntima, as medidas são imprecisas. "Isso é um pouco subjetivo. Quando o lábio menor não ultrapassa 2 cm de largura pode ser considerado normal", diz Wulkan.

Está longe de ser consenso. Segundo estudo no "British Journal of Obstetrics and Gynaecology", a diversidade de tamanhos observada nos lábios vaginais da população é imensa, o que amplia o espectro de normalidade.

O mesmo estudo aponta que trabalhos anteriores definiram como acima do normal lábios com mais de 4 cm de largura, mas essa medida deve ser revista e ampliada.

Quando os lábios menores ultrapassam os maiores, a tendência é serem considerados candidatos à cirurgia. Mas não se trata de uma imperfeição física.

"É constitucional, a mulher nasce com essa característica, como nasce com um nariz grande", diz Lintz.

No entanto, o que é natural já não é o normal.

Imagens de nus femininos, reportagens e material didático criam o modelo de normalidade, diz a antropóloga Thais Machado-Borges, do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Estocolmo, Suécia.

No estudo "Um olhar antropológico sobre a mídia, cirurgia íntima e normalidade", ela diz que as mulheres consideram atrativas as formas que correspondam a esse modelo, criadas por técnicas cirúrgicas. "Será que essas cirurgias podem transformar zonas erógenas em 'paisagens' onde reina o prazer?", questiona.

Como em relação a narizes, peitos e bundas, o padrão estético muda conforme a época e o país. "Nos EUA, as mulheres querem vagina pequena, cor-de-rosa. As brasileiras querem no mesmo tom de pele do das mãos, com lábios de 1 cm a 1,5 cm", diz o ginecologista Paulo Guimarães.

"É o modelo imaginário do órgão de menininha, o formato 'sou virgem'", interpreta a psicóloga Rachel Moreno.

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia alerta seus membros sobre riscos dessa onda.

"É preciso muito cuidado para mexer em locais com tantas terminações nervosas. As cirurgias íntimas são vendidas como soluções para dificuldades sexuais, mas, se você mexer onde não era para mexer, você piora o que era para melhorar", diz Gerson Lopes, presidente da comissão de sexologia da entidade.

Fonte: SisSaude

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Drogas? É preciso pensar

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sigo achando
que o álcool
é problema
mais sério
do que todas
as drogas
ilegais juntas


MARCOS ROLIM*
 

marcos@rolim.com.br

Sempre é bom ver políticos defendendo uma ideia. Ainda que seja só uma e de natureza conservadora. Mas poderíamos combinar algumas coisas. Primeiro: sempre que alguém fizer afirmação sobre relações causais deve indicar sua fonte. Desta forma, é possível checar os dados, avaliar a metodologia empregada e saber até que ponto as conclusões agregam consenso científico.

Se não for assim, só o que se estimula é o medo e o preconceito, o que termina por interditar o debate, ao invés de promovê-lo. O "Manifesto contra a descriminalização das drogas", divulgado esta semana e assinado por políticos, entidades médicas e religiosas é _ independente da intenção de seus autores _ uma peça em favor da interdição do debate e em nenhum momento um convite à reflexão.

Ele faz muitas afirmações, mas não indica uma só referência.

Diz, por exemplo, que a experiência de Portugal _ que descriminalizou a posse de drogas em 2001 _ é um fracasso. Talvez seja. Mas aquele que é, possivelmente, o mais amplo estudo sobre esta experiência, o Relatório do Cato Institute, dos EUA _ Drug Decriminalization in Portugal: Lessons for Creating Fair and Successful Drug Policies, disponível em http://migre.me/a41Z3, sustenta precisamente o contrário. Em 2001, a direita portuguesa afirmava que a descriminalização iria abrir as portas para o "narcoturismo" e que o consumo aumentaria (na linha do que dizem hoje, por exemplo, sábios como Reynaldo Azevedo). O relatório Cato revelou que, nos primeiros cinco anos após a descriminalização, o uso de drogas ilícitas entre adolescentes em Portugal diminuiu, as taxas de infecções por HIV causadas por compartilhamento de seringas caíram, enquanto o número de pessoas em tratamento para dependência mais do que duplicou. Neste ponto, o Manifesto critica Portugal por ter mais dependentes em tratamento do que os demais países europeus, sem se dar conta de que, quando não há o crime de uso de drogas, os usuários se aproximam muito mais do sistema de saúde. Aliás, os recursos poupados com as sanções aos usuários em Portugal permitiram financiar mais programas de tratamento aos dependentes. O que _ segundo matéria de Maia Szalavitz na Time Science _ Drugs in Portugal: Did Decriminalization Work?, disponível em http://migre.me/a41Ho - foi reconhecido pelo "Czar das drogas" em Portugal, João Castel-Branco Goulão, presidente do Instituto da Droga e Dependência Química, para quem "a polícia está agora em condições de focar suas ações no monitoramento de traficantes".

O Manifesto afirma, também, que "boa parte" (sic) dos acidentes no trânsito é produzida por pessoas "sob o efeito de maconha, cocaína" etc. Novamente, não há referência e nem ficamos sabendo o quanto é uma "boa parte". Uau! E eu que achava que a esmagadora maioria dos acidentes era causada por motoristas alcoolizados. Este deve ser o meu problema: por ingenuidade, sigo achando que o álcool é problema mais sério do que todas as drogas ilegais juntas e que deveríamos já, há muito, ter proibido a propaganda de bebidas alcoólicas no Brasil. Bem, mas para uma medida simples assim, talvez nos faltem senadores e deputados e sobrem financiadores de campanha.

* Jornalista

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Indústria do tabaco promove ataques cada vez mais agressivos


Ações da indústria se voltam aos adolescentes e mulheres. Número de fumantes gira em torno 1,1 bilhão em todo o mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou na última quarta-feira (30) que segue firme na guerra contra a indústria do tabaco, acusada de usar a 'intimidação' e de lançar 'ataques cada vez mais agressivos' para debilitar as políticas públicas contra o cigarro. 'Temos que ser aliados nesta batalha contra a interferência da indústria do tabaco. A OMS rejeita terminantemente suas tentativas de intimidação e todas suas sujas artimanhas', declarou o diretor da Iniciativa Livre de Tabaco da OMS, Douglas Bettcher.

Em entrevista coletiva às vésperas do dia mundial sem tabaco, celebrado nesta quinta (31), Bettcher pediu unidade para resistir às artimanhas da indústria do tabaco, que, por sua vez, tenta 'atingir' grupos de consumidores cada vez mais jovens.

O consumo de tabaco no mundo permanece estável, com 20% da população mundial. Entre os homens, a prevalência é de 38%, enquanto entre as mulheres é de 10%.

'Em termos absolutos, o número de fumantes gira em torno 1,1 bilhão em nível mundial, destacando uma tendência específica ao aumento do consumo entre mulheres jovens da América Latina, Europa e algumas partes da Ásia', apontou outro analista da OMS na luta contra o tabaco, Armando Peruga.

Segundo Peruga, essas regiões citadas registram cada vez mais casos de adolescentes, entre 13 e 15 anos, 'viciados em nicotina', sendo que o consumo do tabaco é diretamente responsável por doenças que causam a morte de 6 milhões de pessoas ao ano.

No último século, de acordo com Bettcher, o tabaco provocou a morte de 100 milhões de pessoas. Seguindo as projeções, o século 21 poderia registrar a morte de 1 bilhão de pessoas por causa do tabaco.

No entanto, as vítimas dessa indústria não são somente os fumantes, mas também todos aqueles que inalam a fumaça produzida por outros.

Um recente estudo citado por Peruga revela que 300 mil pessoas no mundo morrem anualmente por causas relacionadas à exposição da fumaça do tabaco e que, deste número, 120 mil são crianças menores de cinco anos.

Em termos de interferência da indústria com os processos legislativos nacionais, Peruga citou os esforços que as companhias de tabaco fazem para impedir que a Austrália introduza um novo pacote padrão para os maços de cigarros.

A partir de outubro, o governo australiano deve aplicar uma nova legislação que impedirá que as empresas utilizem cores ou desenhos atrativos em torno de seus logotipos. Dentro desta nova lei, os maços terão um padrão único para todas as marcas.

A Nova Zelândia e o Reino Unido já declararam publicamente sua intenção de adotar uma medida similar, em relação a apresentação dos maços de cigarros, em um prazo de dois anos.

'A indústria está desesperada porque estão perdendo suas opções de espaços para fazer propaganda de seus produtos', comentou Bettcher.

O representante da OMS também enunciou os esforços da indústria do tabaco para captar consumidores cada vez mais jovens e também as mulheres, ou seja, grupos que estão abaixo da média nos níveis de consumo.

'Mais e mais jovens começam a fumar em idades mais adiantadas (...). Em países subdesenvolvidos podemos visualizar tendências muito perturbadoras. A taxa de mulheres adolescentes que fumam é a mesma que a de homens jovens e, em muitos casos, chega a ser mais alta', precisou.

'A indústria do tabaco deve ser desprezada, já que não mostra nenhuma intenção de seguir as leis existentes e adotar melhores práticas relacionadas ao consumo de tabaco', completou Bettcher.

Autor: Redação
Fonte: Efe

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O ESTUPRO DO STJ E A LEI SECA DO STF

A Justiça tem sido cega e surda. Só não é muda.

ONU repudia decisão do STJ sobre estupro

Tribunal inocentou homem acusado de abusar de três meninas de 12 anos
O Escritório Regional para América do Sul do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos divulgou nota em que "deplora" a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de inocentar um homem acusado de estuprar três crianças com menos de 12 anos de idade. No julgamento, o STJ entendeu que nem todos os casos de relação sexual com menores de 14 anos podem ser considerados estupro.


O juiz que analisou o caso e o Tribunal de Justiça paulista inocentaram o réu com o argumento de que as crianças "se dedicavam à prática de atividades sexuais desde longa data". Segundo a ministra Maria Thereza de Assis Moura, relatora do caso no STJ, "as vítimas, à época dos fatos, lamentavelmente, já estavam longe de serem inocentes, ingênuas, inconscientes e desinformadas a respeito do sexo".

Representante do escritório, Amerigo Incalcaterra contesta a avaliação do Judiciário. "A decisão do STJ abre um precedente perigoso e discrimina as vítimas com base em sua idade e gênero." Para ele, o STJ violou tratados internacionais de proteção aos direitos da criança e da mulher, ratificados pelo Brasil. Incalcaterra pede que o Judiciário brasileiro priorize os interesses infantis em suas decisões. "Segundo a jurisprudência internacional, os casos de abuso sexual não devem considerar a vida sexual da vítima para determinar a existência de um ataque, pois essa interpretação constitui uma discriminação baseada em gênero", diz o texto da nota.

A decisão do STJ provocou críticas de diversos segmentos da sociedade, que viram no resultado do julgamento uma brecha para descriminalizar a exploração sexual da infância e o turismo sexual no país. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário, afirmou que "a sentença demonstra que quem foi julgada foi a vítima, não quem está respondendo pela prática de um crime".

CP

Nota do Blog: No mesmo período em que o STJ cometeu essa barbaridade jurídica, o Supremo Tribunal Federal (STF), jogou água fria na Lei Seca, ao decretar que somente o bafômetro e o exame de sangue são validos como prova contra ingestão de álcool no motorista. Como ninguém é obrigado a produzir provas contra si mesmo, significa dizer que a Lei, tornou-se inócua e uma arma contra o próprio Estado. A pergunta que se pode fazer é: em que sociedade vivem esses(as) juristas?

Fonte da imagem acima AQUI.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

BBB: Triunfo da Chinelagem

Juremir Machado da Silva | juremir@correiodopovo.com.br

Até que ponto o gosto do outro deve ser respeitado? O primado da tolerância deve silenciar a crítica? Toda crítica frontal a um tipo de gosto é preconceito? A expulsão de um participante do BBB12, reality show da Rede Globo, por suspeita de estupro obriga a falar disso. Quem gosta do programa, escorado na ideia simples de que é brincadeira, lazer e um jogo inofensivo, detesta que se fale mal do baixo nível do que é exibido. O Brasil parece ser um dos poucos ou o único país com 12 edições do Big Brother em rede nacional aberta e em horário nobre. É inegável uma evolução no programa: a cada ano, fica pior. Como se sabe, a baixaria não tem piso nem teto. Mas estamos vivendo a era do consumidor mimado, triunfante, incriticável, infantilizado, agressivo, sempre com razão, que se regala espiando o gozo obsceno dos outros para satisfazer os seus mais baixos e selvagens instintos.

Não se trata de dar lições de moral ou de fazer pose de intelectual. A questão é outra: como chegamos a esse ponto? Houve um tempo em que o elitismo sufocava os gostos populares. A hipocrisia se impunha como uma máscara social. Hoje, os gostos ditos populares, fabricados pela chamada indústria cultural, asfixiam qualquer crítica como expressão de preconceito, o que esconde um preconceito maior, a ideia de que as tais camadas populares só se divertem com chinelagem. O que é mesmo chinelagem? Uma casa com um número de camas inferior ao de moradores para obrigá-los a dormir juntos em público. Um jogo em que o sexo deve ser o horizonte incontornável para delírio de milhões de voyeurs. Uma brincadeira que termina em suposto estupro, em Polícia nos domínios da televisão e em constrangimento nacional.

Chinelagem também é colocar fama e dinheiro absolutamente acima de tudo. Chinelagem é produzir um imaginário centrado na ideia de que o mais importante é se tornar celebridade e que esse objetivo justifica os maiores micos e o abandono de qualquer limite. O suposto estupro do BBB12 é a cara de certo Brasil, o Brasil que quer cometer infrações de trânsito sem ter de pagar multas, o Brasil onde parlamentares são os primeiros a não respeitar normas, o Brasil onde estádios de futebol são prioridades em relação a hospitais, o Brasil onde os muito ricos pagam menos impostos, o Brasil que só quer gozar, ainda que seja um gozo passageiro, escabroso, cínico e feio.

Está mais do que na hora de se atacar em várias frentes: acabar com preconceitos, respeitar diferenças, levar na boa brincadeiras de estação e, ao mesmo tempo, defender uma utopia: a possibilidade de diversão para todos que exija um pouquinho mais do cérebro de cada um, o que, há alguns anos, era chamado de criatividade e inteligência. O pior mesmo, enquanto a utopia não se realiza, é a hipótese radical que rola nas redes sociais: o suposto estupro do BBB12 seria apenas uma estratégia de marketing. Aí, claro, só resta gritar: que baita chinelagem! Esse pode ter sido o nosso 11 de Setembro. Ainda que, claro, tudo acabe na pizza do mal-entendido. 


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sábado, 14 de janeiro de 2012

Maconha é menos danosa para o pulmão comparada ao tabaco


Um estudo longitudinal envolvendo mais de 5.000 americanos adultos acompanhados por mais de 20 anos sugeriu que o consumo baixo e moderado de maconha é menos danoso aos pulmões do que a exposição ao tabaco.

O estudo foi realizado pela Universidade da Califórnia São Francisco e Universidade do Alabama at Birmingham.

Enquanto os resultados sobre a exposição ao tabaco produziu perda de função pulmonar, como era esperado, em relação a maconha, os pesquisadores encontraram resultados com padrões diferentes. Verificaram que o uso leve e ocasional de maconha não estaria relacionado a consequências adversas na função pulmonar.

Mark Pletcher, o principal autor do estudo, relata que um fator importante para a explicação destes resultados é que tipicamente um usuário de tabaco fuma muitos cigarros por dia, enquanto um usuário típico de maconha pode consumir poucas vezes por mês. Por outro lado o estudo também verificou declínio da função pulmonar com uso intenso de maconha ao longo dos anos.

Os pesquisadores consideram que este resultado pode contribuir para o corpo crescente de conhecimento sobre o uso baixo a moderado de maconha para controle da dor, estimular apetite, elevar o humor e em lidar com outros sintomar crônicos.

O estudo foi publicado no Journal of American Medical Association (JAMA) e a UFSC divulgou uma entrevista com o Mark Pletcher.

 Fonte: Psicologia - RedePsi 

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terça-feira, 10 de janeiro de 2012

CIENTISTAS LOUCOS CRIAM VÍRUS MORTAL

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OMS critica cientistas que criaram vírus mutante da gripe aviária

Até agora, nem mesmo os cientistas criadores dos vírus mutantes conseguiram justificar sua pesquisa


Puxão de orelhas

A Organização Mundial da Saúde (OMS) criticou duramente os cientistas que criaram em laboratório uma cepa mortal do vírus H5N1, da gripe aviária.

Duas equipes de cientistas, uma da Holanda e outra dos Estados Unidos, afirmam ter encontrado um modo de criar uma linhagem do H5N1 transmissível entre humanos, o que o torna capaz de provocar pandemias letais.

Anunciada nos últimos dias de 2011, a pesquisa ainda não foi aceita para publicação por nenhuma revista científica pelas preocupações éticas e pelo temor de que os resultados possam levar à criação de armas biológicas.

Até agora, nem mesmo os cientistas criadores dos vírus mutantes conseguiram justificar sua pesquisa ou demonstrar qualquer benefício que ela possa produzir.

Controle dos cientistas

Segundo a OMS, o trabalho dos cientistas criadores do vírus mortal deve ser rigidamente controlado, podendo ter riscos significativos à saúde humana em nível mundial.

"A Organização Mundial da Saúde está profundamente preocupada com as potenciais consequências negativas", diz a organização, destacando a transmissibilidade do vírus entre humanos e o possível mau uso da pesquisa como as maiores preocupações.

Assessores de segurança dos Estados Unidos também fizeram um pedido de censura inédito, temendo que a publicação de detalhes do estudo possa difundir conhecimento suficiente para a fabricação de uma arma biológica.

O Conselho Nacional de Ciência para a Biossegurança daquele país também pediu às revistas Science e Nature, às quais o trabalho foi submetido, que disponibilizem o estudo apenas em versões editadas, o que não foi aceito até agora.

Para a OMS, "embora esteja claro que o ato de conduzir pesquisas para obter conhecimento deve continuar, também está claro que certas pesquisas, e principalmente aquelas que podem gerar formas mais perigosas de vírus, têm riscos".

H5N1

O vírus H5N1 é extremamente mortal em pessoas diretamente expostas ao vírus de aves infectadas.

Desde que foi detectado, em 1997, cerca de 600 pessoas o contraíram e mais da metade delas morreram, uma taxa de letalidade inédita.

A letalidade só não é maior porque, até agora, não existia uma forma natural do vírus transmissível de humano para humano - o homem só adquire o H5N1 a partir das aves.

Mas os cientistas criaram artificialmente essa mutação, e nem mesmo as revistas científicas sabem como lidar com tal "descoberta".

A prestigiada Science fez um chamamento público, pedindo que os próprios cientistas sugiram como lidar com os resultados de tal pesquisa.

Benefícios incertos

O Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos afirma que financiou os dois estudos sobre como o vírus poderia ficar mais transmissível em humanos com o objetivo de obter conhecimento sobre como reagir se a mutação ocorrer de forma natural.

Mas os estudos não indicam como destruir o vírus criado.

A OMS afirma que tal pesquisa deveria ser feita "apenas depois que tiverem sido identificados todos os riscos à saúde pública e benefícios importantes" e "houver a certeza que as proteções necessárias para minimizar o potencial para consequências negativas estejam em vigor".

Fonte: Diário da Saúde


Comentário do Blog: Se isso cai nas mãos dos militares norte-americanos... (se é que já não caiu).

domingo, 8 de janeiro de 2012

FRASES


"O número não é importante para mim. Apenas queria ter matado mais gente. Não para poder me gabar, mas porque acho que o mundo é um lugar melhor sem selvagens à solta tirando vidas americanas."

Declaração do atirador Chris Kyle, da marinha norte-americana, vangloriando-se por ter matado 255 pessoas durante a ocupação do Iraque.

Leia mais na BBC.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

NOS EUA PIZZA É VEGETAL

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Para Câmara dos Deputados dos EUA, pizza continua sendo vegetal

[-] Texto [+]
Por Lisa Baertlein e Charles Abbott

(Reuters) - A Câmara dos Deputados dos EUA tomou uma decisão na quinta-feira que foi um golpe para os guerreiros do combate à obesidade infantil, ao aprovar um projeto de lei que deixa dela do as propostas de restrição do consumo de pizza e batatas fritas nos almoços das escolas públicas.

As propostas buscavam eliminar a classificação da pizza como vegetal e limitar a frequência das batatas fritas nas refeições. Sua base era uma lei de nutrição infantil de 2010 que pedia às escolas uma melhora na qualidade nutricional dos almoços servidos para quase 32 milhões crianças dos EUA.

A ação é uma vitória para as fabricantes de batatas fritas e pizzas congeladas e foi adotada apenas algumas semanas depois de as grandes indústrias de alimentos, bebidas e restaurantes conseguiram enfraquecer as propostas do governo de orientar a escolha dos alimentos voltados para crianças.

"É uma vitória importante", disse Corey Henry, porta-voz do Instituto Americano de Alimentos Congelados. Essa associação de comércio fez lobby no Congresso a favor dos vendedores de pizza congelada ConAgra Foods e Schwan Food e das fabricantes de batata frita congelada McCain Foods e J.R. Simplot. Essa segunda é mais conhecida como fornecedora da empresa de fast-food McDonald's Corp.

"Nossa preocupação é que os padrões poderiam obrigar empresas, em muitos sentidos, a mudar seus produtos de forma que deixariam de ser palatáveis para os estudantes", disse Henry.

Entre os outros membros do instituto de congelados estão a H.J.Heinz, General Mills e a Kraft Foods.

A Câmara dos Deputados enviou a proposta de lei ao Senado para aprovação final no Congresso.

As provisões legais para refeições nas escolas eram uma pequena parte de uma lei gigantesca de distribuição de recursos do governo federal. A Câmara agora a enviou para a avaliação do Senado.

"Eles começaram com a batata frita e agora se voltaram para a pizza", disse o deputado democrata Jared Polis, do Colorado, que lamentou que o subsídio do governo seja direcionado para refeições prejudiciais à saúde. "Somente pizza (sem outros complementos)... pelo senso comum, não é vegetal."

Polis citou as batatas fritas em referência a uma provisão da lei que iria limitar a quantidade de porções desse alimento nas refeições escolares.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Pessoas que não fazem nada são infelizes

Foto de Sebastião Salgado - Sem-Terra

Ocupar o tempo com um emprego ou afazeres pode ser a felicidade da vida

Quem não gosta de uma folginha né? Ela dá até um prazer incomparável e aproxima da felicidade. Mas o repouso em excesso pode apontar para o contrário. Um estudo da Universidade de Chicago, EUA, indica que as pessoas com tarefas diárias, mesmo que maçantes, podem ser mais felizes que aquelas que simplesmente não fazem nada.

“As pessoas, no mundo todo, estão sempre fazendo algo, vivendo, ganhando dinheiro, fama, ajudando os outros no final de semana. Mas é provável que nós não façamos isso apenas por necessidade: as pessoas têm excesso de energia e evitar fazer nada pode ser algo inerente ao ser humano”, pondera Christopher Hsee, pesquisador que, junto com Liangyan Wang, da Universidade de Shangai, na China, estudou o nível de felicidade que tarefas diárias trazem para os indivíduos.

Os voluntários da pesquisa tiveram que preencher dois questionários sobre seu humor. Um deles era feito em grupo em um local e o segundo podia ser preenchido no mesmo local ou em outro prédio, sendo necessário certo “trabalho” de logística para chegar ao destino. Mas quem respondesse imediatamente ou se deslocasse até um novo local, eram recompensados.

Para o pesquisador, aqueles que optavam por se deslocar (o que necessitava um trabalho mínimo de planejamento) mostravam um nível de felicidade maior do que aqueles que haviam completado as tarefas no mesmo local. O número de voluntários também aumentava quando as recompensas eram similares, mas não idênticas: um objetivo que também indicava algum nível de trabalho – no caso intelectual – envolvendo o exercício do poder de decisão.

No entendimento dos especialistas, os indivíduos que escolhiam se ocuparem de alguma maneira, provavelmente, optou por isso porque as fazia mais felizes. “Mecanismos e estratégias que ocupem as pessoas de alguma maneira – não necessariamente trabalhando mais ou ficando mais horas no escritório – podem ser bastante benéficos para diminuir os níveis de depressão em algumas pessoas”, aponta Hsee.

“O trabalho e as tarefas diárias dão as pessoas o sentimento de realização pessoal e profissional que os ajudam a construir e manter sua identidade perante si mesmo e a sociedade. Pessoas ociosas tendem a ficar mais ansiosas e o que pode desencadear alguns transtornos que não contribuem em nada para a felicidade”, opina a tutora do Portal Educação, psicóloga Denise Marcon.

Fonte: Portal Educação

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

NÚMERO DE SUICÍDIOS DISPARA NA GRÉCIA

Fonte da imagem AQUI.
Esmagada pelo peso da dívida,a economia grega afunda-se na recessão. A crise dura há quatro anos e só se vislumbram agravamentos. 

As travessias de barco espelham o estado do país. Antonios Kafouros trabalha na bilheteira de um cais do ferry boat:

“- Tentamos vender bilhetes mas não podemos. Não há passageiros. Suprimimos os barcos e os que querem não chegam ao destino. Estão todos doidos.”

Apesar do cansaço e de um derrotismo crescente, a maioria silenciosa grega sente revolta. É o caso de Vassiliki Angelatou.

Depois de 24 anos como investigadora no Instituto de Exploração Geológica e Mineral, sofreu um corte salarial de 30% que vai subir para 50% com as novas medidas de austeridade.

Vassiliki Angelatou:

“- Deixamos de gastar por não saber como vai ser o dia seguinte. Não apenas por causa dos cortes, mas também por causa da incerteza, e dos anúncios diários sempre piores”.

A angústia e um grande sentimento de injustiça instalaram-se na sua família da classe média, imersa pelos novos impostos.

Vassiliki:

“- Ao cabo de tantos anos de trabalho, uma pessoa sente-se insultada. É injusto, o que está a acontecer, não apenas a nós, especificamente, mas a toda a gente. Questionamos o porquê, principalmente por não vermos nenhum resultado.”

Este pessimismo também desencadeou uma degradação na saúde mental dos gregos. A crise agravou os problemas psicológicos já existentes e gerou novos casos devido ao stress intenso provocado pelos graves problemas financeiros.

George Bouras, psicólogo no Hospital Attikon:

“- Há desempregados que têm problemas para conciliar o sono, não podem dormir, outros não conseguem comer, têm falta de motivação, sentem-se abatidos, não conseguem fazer nada, muitas pessoas cairam em depressões profundas.”

O número de suicídios disparou, conforme denunciou a revista médica britânica The Lancet.

Alexandre Kentikelenis, do Kings College, é um dos autores do estudo:

“- Tivemos acesso a relatórios do ministério da Saúde e de outros ministérios que assinalam um aumento dos suicídios de 25% em 2010 para 40% na primeira metade de 2011.”

O relatório assinala também um aumento de 50% das infeções pelo vírus do HIV, a maioria devido ao consumo de drogas.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Vida saudável

Aikido

Por que a prática de exercícios prolonga a vida?


Quando o assunto é exercício físico a maioria das pessoas imediatamente encontra uma "desculpa" para não fazê-lo. Alguns alegam que não tem tempo para atividades físicas, outros acham que já não têm idade para fazer exercícios, outra desculpa é a falta de companhia, muitos alegam medo de ocorrer lesões ao fazer exercícios e existem aqueles que afirmam não saber exatamente o tipo de atividade mais adequada. O que a maioria das pessoas desconhece é que assim como uma dieta saudável pode beneficiar a nossa saúde, um esquema contínuo de exercícios pode fazer com que as pessoas vivam mais e tenham uma qualidade de vida melhor.

Um dos grandes desafios da ciência é demonstrar como o exercício pode prolongar a vida. Um estudo publicado no British Medical Journal conseguiu avançar nessa área de investigação demonstrando que as pessoas que correm habitualmente tem um índice de risco de mortalidade menor do que aquelas que não fazem esse tipo de atividade física.

Segundo pesquisadores do Hospital Universitário de Copenhague e da Dinamarca, quem corre se beneficia dos efeitos do treinamento e adquire hábitos mais saudáveis-dietéticos, por exemplo, e seria isso que faria com que a pessoa vivesse por mais tempo.

O trabalho analisou o riscos de morte de 4.658 homens, dos quais 217 eram corredores habituais no começo do estudo. Cinco anos depois, 96 seguiram praticando essa atividade de forma regular e 106 pessoas se incorporaram ao grupo. Os resultados da experiência indicaram que quem corria tinha um risco relativamente menor de morte se comparado com aqueles que desistiram de correr e aqueles que nunca correram em momento algum.

O que se observa hoje é que está havendo um aumento das pesquisas que relacionam longevidade e exercícios físicos. Essas pesquisas têm mostrado que os exercícios aeróbicos, como caminhar, nadar, andar de bicicleta e correr, melhoram principalmente o sistema cardiorrespiratório. O risco de aterosclerose (entupimento das artérias provocados por acúmulo de placa de gordura) é reduzido quando a pessoa faz exercícios, provocando uma redução no LDL (colesterol ruim) e um aumento no colesterol bom (HDL). O coração também é capaz de bombear mais sangue e assim, o risco de ocorrer uma crise de taquicardia ou arritmia é menor. O tonus muscular aumenta e, com isso, as paredes dos vasos sanguíneos ficam mais fortes diminuindo a possibilidade da pessoa vir a ter complicações vasculares (varizes, tromboses, etc.).

Exercícios reduzem o risco de câncer

O câncer é hoje, de acordo com o Ministério da Saúde, a segunda causa de morte por doenças no Brasil. Motivo bastante convincente para que fiquemos de olho em medidas preventivas. Pesquisas hoje tem mostrado que o exercício físico pode ser uma das formas mais simples e gostosas de prevenção.

Um estudo desenvolvido durante 20 anos por I-Min Lee, pesquisadora da Faculdade de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, com 13.485 voluntários homens, que ao final do estudo estavam com idade de 57 anos, mostrou que aqueles que cultivaram o hábito de subir pelo menos 3 lances de escada semanalmente reduziram as chances de ter câncer de pulmão em 50%.
Segundo a pesquisadora, não se sabe ainda qual o tipo específico de exercício que deve ser feito, o que se sabe é que esse exercício deve ser moderado e frequente.

Algumas pesquisas mais recentes apontam também que ser fisicamente ativo ajuda a evitar tumores no cólon, nas mamas e na próstata. A explicação, segundo os pesquisadores, é que quando o corpo está em movimento as funções do organismo são mais agilizadas e a nossa "máquina" trabalha com mais força e rapidez. Isso faz com que sobre pouco espaço e tempo para que as substâncias que favorecem o câncer entrem nas células e se multipliquem.
Um estudo, por exemplo, mostrou que homens praticando exercícios vigorosos diariamente apresentaram uma redução de 50% no risco de câncer de intestino. A causa provável para isso é que o exercício físico estimula a função intestinal, fazendo com que haja eliminação de toxinas cancerígenas, impedindo com isso que entrem em contato com a parede intestinal.

Exercícios físcos aumentam a disposição e combatem a depressão

Os exercícios físicos aumentam a disposição pois provocam descargas de substâncias como endorfinas que funcionam como analgésicos naturais e diminuem dores nas pernas, nos músculos, favorecendo um bem-estar ao organismo.

Uma caminhada ligeira, entre outras atividades físicas, pode também reduzir ou até eliminar sintomas de depressão. A liberação natural de endorfinas na circulação e no cérebro, ativa o sistema nervoso neutralizando a depressão. Hoje já se sabe que caminhar apenas 15 minutos por dia fora de casa, ao ar livre é um verdadeiro antídoto contra a depressão.

Tabela: atividades físicas:


Caminhar lento (3 km/h) 150 cal/h
Caminhar rápido (6km/h) 240 cal/h
Correr lento (8km/h) 548 cal/h
Correr rápido (16km/h) 1027 cal/h
Dançar (dança de salão) 183 cal/h
Dançar (dance music) 260 cal/h
Dançar (lambada) 604 cal/h
Fazer ioga 225 cal/h
Fazer step (aula iniciante) 270 cal/h
Fazer step (aula avançada) 450 cal/h
Jogar basquete 530 cal/h
Jogar boliche 348 cal/h
Jogar futebol 490 cal/h
Jogar handebol 493 cal/h
Jogar tênis 526 cal/h
Jogar vôlei 525 cal/h
Lutar (artes marciais) 702 cal/h
Nadar (borboleta) 620 cal/h
Nadar (costas) 610 cal/h
Nadar (craw lento) 460 cal/h
Nadar (craw rápido) 560 cal/h
Nadar (peito) 580 cal/h
Patinar 418 cal/h
Pedalar lento (9km/h) 230 cal/h
Pedalar rápido (21km/h) 570 cal/h
Pedalar na ergométrica leve (carga 50 watts) 270 cal/h
Pedalar na ergométrica intenso (carga 200 watts) 810 cal/h
Pular corda lento (70 saltos/minutos) 583 cal/h
Pular corda rápido (125 saltos/minutos) 640 cal/h
Velejar 158 cal/h

Autor: Jocelem Salgado
Fonte: Vya Estelar

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Estudo mostra que cerveja hidrata igual à água após prática esportiva


Segundo análise, reação do corpo à ingestão de ambos os líquidos é semelhante


Um estudo apresentado nesta terça-feira, 20, em Bruxelas comprova que o consumo moderado de cerveja após exercícios físicos é tão eficaz quanto a água para a hidratação, segundo especialistas médicos.

Esta é uma das conclusões apresentadas no "VI Simpósio Europeu de Cerveja e Saúde", onde participaram especialistas em medicina, nutrição e alimentação da União Europeia.

O pesquisador Manuel Castillo, da Universidade de Granada, expôs os resultados de um estudo que consistiu em medir a reação do corpo à ingestão de água ou cerveja após a realização de esforço físico intenso. "Realizamos o estudo para comprovar se o costume de tomar cerveja depois do exercício era recomendável", explicou Castillo.

A conclusão foi de que uma quantidade moderada de cerveja "não prejudica a hidratação após o exercício". Tomar cerveja seria "a mesma coisa que tomar água", por isso é recomendado o consumo da bebida fermentada a todas as pessoas que não tenham nenhuma contraindicação.

"Não foi encontrado nenhum efeito negativo que pudesse ser atribuído à ingestão de cerveja em comparação com a ingestão de água", disse Castillo, que também afirmou que durante as conferências será apresentado outro estudo que descarta que exista "qualquer relação" entre o consumo da bebida e a tendência a desenvolver "barriga de chopp".

O médico Ramón Estruch, do Hospital Clínico de Barcelona, afirmou que os resultados dos estudos mostram que o consumo moderado de cerveja "ajuda na prevenção de acidentes cardiovasculares, graças aos efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios das artérias". Além disso, proporciona proteção contra fatores de risco cardiovascular, como diabetes, melhora a pressão arterial, regula o colesterol e previne a arterioesclerose, segundo a pesquisa.

Estruch informou que atualmente estão sendo feitas pesquisas para determinar se os benefícios da cerveja com álcool são maiores que os da cerveja "sem", embora haja indícios de que a primeira tem efeitos mais positivos. De qualquer forma, Estruch ressaltou a importância de "consumir a cerveja dentro de um padrão de alimentação saudável, preferencialmente a dieta mediterrânea".

Leia mais AQUI.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Usar botox diminui empatia

Pessoas que recebem injeções de botox no rosto podem ter dificuldade de compreender pensamentos e emoções alheias, segundo cientistas americanos.

O estudo, divulgado na publicação científica Social Psychological and Personality Science, afirma que rugas de expressão, como pés de galinha, linhas na testa e vincos entre as sobrancelhas, são essenciais na interpretação das emoções humanas.

Ao paralisar a musculatura do rosto e reduzir estas marcas, o botox dificultaria o processo de empatia na comunicação entre indivíduos.

Segundo o psicólogo da Universidade do Sul da Califórnia David Neal, um dos responsáveis pela pesquisa, isso acontece porque normalmente os seres humanos decifram as emoções alheias imitando involuntariamente as expressões uns dos outros.

"A comunicação humana pode ser muito sutil. Eliminar uma parte da informação – seja quando se comunica por e-mail e pelo Twitter ou quando se paralisa os músculos da face – pode ser a diferença entre a comunicação bem sucedida e o fracasso", afirmou David Neal.

O botox, ou toxina botulínica, é um composto produzido por uma bactéria anaeróbia e utilizado em tratamentos estéticos, em pequenas doses, para suavizar as marcas causadas pelas contrações musculares na face ao longo do tempo.

Ao ser aplicada no rosto, a toxina bloqueia a liberação de acetilcolina, um neurotransmissor que leva mensagens elétricas do cérebro aos músculos faciais.

Comparação


A pesquisa, conduzida por Neal e pela psicóloga e neurocientista Tanya Chartrand, da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, comparou um grupo de pessoas que fizeram tratamentos estéticos com botox com outro grupo, que utilizou a técnica do preenchimento cutâneo para diminuir as rugas.

O preenchimento cutâneo é feito injetando substâncias químicas sob a pele de rugas e sulcos, em partes selecionadas do rosto. O procedimento, no entanto, não paralisa a musculatura da face.

Os dois grupos de voluntários tiveram que olhar fotos de outras pessoas e relacionar cada imagem com as emoções humanas correspondentes.

Segundo Chartrand, o grupo com botox interpretou as expressões faciais com menor precisão. Já o grupo que fez preenchimento cutâneo teve resultados semelhantes a adultos que não fizeram nenhum tipo de tratamento estético facial.

"As pessoas imitam inconscientemente as expressões faciais das outras, em um processo que envia sinais do rosto para o cérebro. Elas usam esta informação para reproduzir e entender o significado emocional das expressões."

Para a pesquisadora, os pacientes que usam botox não conseguem entender as emoções de outras pessoas porque são incapazes de imitá-las. "Esta inabilidade elimina uma parte crucial da comunicação interpessoal", disse.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

OPORTUNIDADE DE TRABALHO

Detetives para vigiar filhos

Pais de São Paulo e Brasília procuram detetives nas férias de meio do ano para saber se há entre os filhos e filhas consumo de drogas, namorado novo e tipos de amigos e até saber se o jovem é homossexual.

A idade visada é dos 15 aos 17 anos.

Com microfilmadoras na lapela, dois detetives particulares ficaram por um mês na cola do adolescente G., de 16 anos, para descobrir que ele usava maconha e ecstasy.

Eles foram contratados por R$ 3,5 mil pelo pai do garoto.

"Chamei meu filho, reuni a família e mostrei as filmagens. Ele ficou envergonhado e parou com as drogas", diz S.T., 57, analista de cobrança.

Casos como o de G. acontecem o ano inteiro, mas agora, nas férias de julho. longe do controle da escola, abre-se uma temporada favorável aos detetives particulares.

Segundo a Central Única Federal dos Detetives do Brasil, 10 famílias procuraram o serviço este mês em Brasília e na capital paulista.

Apesar do órgão não tabular os casos nos outros meses do ano, a percepção dos detetives é que, em julho, esse tipo de trabalho aumenta.

Do detetive, os pais esperam uma explicação para o fato de os filhos com idades entre 15 e 17 anos terem optado por ficar sozinhos em casa em vez de viajar com os pais.

São várias as preocupações com os adolescentes, a maioria de classe média: consumo de drogas, namorado novo, rotina, amigos e até saber se o filho é homossexual.

É o cúmulo da falta de confiança entre pais e filhos.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Cannabis atua no alívio da ansiedade provocada por trauma


Pesquisa do Laboratório de Psicofarmacologia, da Universidade Federal de Santa Catarina


Pesquisadores do Laboratório de Psicofarmacologia, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), descobriram que o canabidiol, um dos mais de 80 constituintes da Cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha, pode ajudar pessoas com ansiedade provocada por experiência traumática.

Os estudos foram realizados com animais que receberam um choque moderado nas patas, simulando uma situação traumática. Quando expostos ao ambiente onde aconteceu o trauma, os animais expressam reações como medo, caracterizada por imobilidade ou “congelamento”.

Quanto maior o tempo de congelamento, maior a intensidade do medo provocada pela lembrança. Essa sensação é a mesma experimentada por uma pessoa que, por exemplo, foi assaltada em determinada rua e sente medo ao passar por ela de novo.

O tratamento para essa condição consiste na exposição repetitiva ao ambiente de trauma, para que a pessoa se adapte novamente a ele, processo chamado de condicionamento. "Os principais resultados de nossos estudos demonstraram que o canabidiol facilita esse processo de reaprendizado emocional, tornando a exposição terapêutica muito mais eficiente e com efeitos prolongados", explica Reinaldo Takahashi, autor da pesquisa.

Segundo o pesquisador, o canabidiol poderia ser associado a tratamentos psicológicos, ajudando a atenuar os traumas. A sustância reduziu a ansiedade dos animas durante o processo de condicionamento, funcionando como um ansiolítico.

Autor: Assessoria de Comunicação
Fonte: Bibliomed

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

FRASES


"Toda vez que estou com a Marina, me perguntam do Serra. Toda vez que estou com Serra, perguntam da Marina. Toda vez que estou sozinho, dizem que estou muito sozinho. Toda vez que estou com alguém da minha campanha, dizem que estou mal acompanhado”.

Fernando Gabeira, candidato ao Governo do Rio de Janeiro pelo Partido Verde.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Abuso em Guantánamo piorou sob Obama, diz advogado


Por Luke Baker

LONDRES (Reuters) - O abuso a prisioneiros na baía de Guantánamo piorou muito desde que o presidente Barack Obama tomou posse, já que os guardas estariam querendo se aproveitar dos presos antes da desativação da penitenciária, segundo um advogado dos detentos.

Os abusos teriam começado a se intensificar em dezembro, depois da eleição de Obama, disse o advogado Ahmed Ghappour à Reuters. Ele citou agressões, deslocamento de membros, uso de gás pimenta em celas fechadas e em vasos sanitários, além da imposição de alimentos a presos em greve de fome.

Na segunda-feira, o Pentágono disse ter recebido novos relatos de abusos de prisioneiros durante uma recente revisão das condições em Guantánamo, mas concluiu que todos os prisioneiros estão sendo mantidos em concordância com as Convenções de Genebra.

"Segundo meus clientes, houve uma elevação nos abusos desde que o presidente Obama foi empossado", disse o advogado anglo-americano, ligado à ONG jurídica Reprieve, que representa 31 presos de Guantánamo.

"Se fosse para usar a imaginação, dir-se-ia que esses guardas traumatizados e - por falta de uma palavra melhor - bárbaros estavam apenas tentando basicamente se aproveitar agora, por medo de que não possam (mais cometer abusos) posteriormente", disse ele.

"Certamente, na minha experiência houve muitíssimos incidentes relatados de abuso desde a posse", acrescentou Ghappour, que visitou Guantánamo seis vezes desde o final de setembro e baseou seus comentários nas suas próprias observações e conversas com prisioneiros e guardas.

Ele salientou que os maus-tratos não parecem responder a ordens superiores, nem serem uma reação de frustração dos carcereiros à eleição de Obama, e sim a percepção de que resta pouco tempo de detenção para os últimos 241 presos, todos muçulmanos.

Na opinião de Ghappour, os guardas estão pensando algo como "Ei, vamos nos divertir enquanto podemos."

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