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segunda-feira, 14 de maio de 2018
DROGAS
Uma revisão geral de estudos que compilou as melhores e mais recentes informações sobre uso de drogas, lícitas ou ilícitas, e suas consequências mostrou que o álcool e o tabaco são as substâncias viciantes que representam de longe o maior fardo à saúde pública global. Muito mais do que todas as drogas ilícitas, como maconha, cocaína, heroína e outros opioides, juntas. (Globo)
sábado, 11 de fevereiro de 2017
Música, sexo e drogas ativam mesmas substâncias no cérebro
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| Fonte da Imagem: https://www.theodysseyonline.com/why-music-is-essential |
Estudo afirma que sistema químico-cerebral ligado à percepção do prazer é ativado quando se ouve música. Descoberta é essencial para a neurociência, dizem cientistas.
O mesmo sistema químico-cerebral que proporciona as sensações de prazer geradas pelo sexo, as drogas e a comida é essencial para experimentar o prazer gerado pela música, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira (08/02) na revista científica Nature.
"Esta é a primeira prova de que os opioides próprios do cérebro estão diretamente envolvidos no prazer musical", destaca Daniel Levitin, um dos autores do estudo, desenvolvido na Universidade McGill de Montreal, no Canadá.
Trabalhos anteriores do especialista e sua equipe chegaram a produzir mapas das áreas do cérebro ativados pela música, mas só havia sido possível levantar a suspeita de que o sistema opioide era responsável pelo prazer.
"Impressões fascinantes"
Para a mais recente experiência, os cientistas bloquearam de maneira seletiva e temporária os opioides do cérebro com a naltrexona, remédio usado habitualmente em tratamentos para a dependência de drogas opiáceas e álcool.
Em seguida, eles mediram as reações dos 17 participantes do estudo aos estímulos musicais e constataram que até mesmo as músicas favoritas deixavam de gerar sensações prazerosas. "As impressões que os participantes compartilharam conosco depois do experimento foram fascinantes", diz Levitin.
Um deles disse que sabia que a canção que acabara de escutar era uma de suas preferidas, mas que não tinha sentido as mesmas sensações de audições anteriores. Outro comentou: "Soa bem, mas não me diz nada."
Os pesquisadores consideram que os avanços no estudo da origem neuroquímica do prazer são fundamentais para a neurociência, já que muitas atividades prazerosas, como beber álcool e ter relações sexuais, podem causar dependência.
LPF/efe/lusa/ots
Fonte: http://www.dw.com/pt-br/m%C3%BAsica-sexo-e-drogas-ativam-mesmas-subst%C3%A2ncias-no-c%C3%A9rebro/a-37462495?maca=bra-newsletter_br_Destaques-2362-html-newsletter
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Drogas? É preciso pensar
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| Fonte da imagem AQUI. |
sigo achando
que o álcool
é problema
mais sério
do que todas
as drogas
ilegais juntas
MARCOS ROLIM*
marcos@rolim.com.br
Sempre é bom ver políticos defendendo uma ideia. Ainda que seja só uma e de natureza conservadora. Mas poderíamos combinar algumas coisas. Primeiro: sempre que alguém fizer afirmação sobre relações causais deve indicar sua fonte. Desta forma, é possível checar os dados, avaliar a metodologia empregada e saber até que ponto as conclusões agregam consenso científico.
Se não for assim, só o que se estimula é o medo e o preconceito, o que termina por interditar o debate, ao invés de promovê-lo. O "Manifesto contra a descriminalização das drogas", divulgado esta semana e assinado por políticos, entidades médicas e religiosas é _ independente da intenção de seus autores _ uma peça em favor da interdição do debate e em nenhum momento um convite à reflexão.
Ele faz muitas afirmações, mas não indica uma só referência.
Diz, por exemplo, que a experiência de Portugal _ que descriminalizou a posse de drogas em 2001 _ é um fracasso. Talvez seja. Mas aquele que é, possivelmente, o mais amplo estudo sobre esta experiência, o Relatório do Cato Institute, dos EUA _ Drug Decriminalization in Portugal: Lessons for Creating Fair and Successful Drug Policies, disponível em http://migre.me/a41Z3, sustenta precisamente o contrário. Em 2001, a direita portuguesa afirmava que a descriminalização iria abrir as portas para o "narcoturismo" e que o consumo aumentaria (na linha do que dizem hoje, por exemplo, sábios como Reynaldo Azevedo). O relatório Cato revelou que, nos primeiros cinco anos após a descriminalização, o uso de drogas ilícitas entre adolescentes em Portugal diminuiu, as taxas de infecções por HIV causadas por compartilhamento de seringas caíram, enquanto o número de pessoas em tratamento para dependência mais do que duplicou. Neste ponto, o Manifesto critica Portugal por ter mais dependentes em tratamento do que os demais países europeus, sem se dar conta de que, quando não há o crime de uso de drogas, os usuários se aproximam muito mais do sistema de saúde. Aliás, os recursos poupados com as sanções aos usuários em Portugal permitiram financiar mais programas de tratamento aos dependentes. O que _ segundo matéria de Maia Szalavitz na Time Science _ Drugs in Portugal: Did Decriminalization Work?, disponível em http://migre.me/a41Ho - foi reconhecido pelo "Czar das drogas" em Portugal, João Castel-Branco Goulão, presidente do Instituto da Droga e Dependência Química, para quem "a polícia está agora em condições de focar suas ações no monitoramento de traficantes".
O Manifesto afirma, também, que "boa parte" (sic) dos acidentes no trânsito é produzida por pessoas "sob o efeito de maconha, cocaína" etc. Novamente, não há referência e nem ficamos sabendo o quanto é uma "boa parte". Uau! E eu que achava que a esmagadora maioria dos acidentes era causada por motoristas alcoolizados. Este deve ser o meu problema: por ingenuidade, sigo achando que o álcool é problema mais sério do que todas as drogas ilegais juntas e que deveríamos já, há muito, ter proibido a propaganda de bebidas alcoólicas no Brasil. Bem, mas para uma medida simples assim, talvez nos faltem senadores e deputados e sobrem financiadores de campanha.
* Jornalista
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Mexico: Dimensión de la guerra
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| Vergonhoso muro na fronteira do México com os EUA |
Adolfo Gilly · · · · ·
Es sabido, en buena doctrina militar, que una nación no puede utilizar a su ejército en tareas de combate a la delincuencia sin condenarlo a la desmoralización y la destrucción. La persecución y el control de la criminalidad es tarea de otro órgano del Estado: la policía. Esa tarea y este cuerpo tienen sus propias reglas, sus modos de investigación, persecución y regulación del crimen, así como su ámbito específico de actividad y responsabilidad.
Haber encargado, por las razones que fuere, la persecución al narcotráfico como tarea primordial del Ejército Mexicano, y haber confundido y fundido su actividad con la que corresponde a los cuerpos policiales, es una descomunal irresponsabilidad –mido mis palabras– por parte del gobierno federal. Haber convertido la represión de una actividad criminal como el tráfico de drogas en una guerra –una guerra interna contra un enemigo impreciso, ubicuo y enmascarado que ha llevado a las corporaciones militares y policiales del Estado también a enmascararse– es una consecuencia natural de esa irresponsabilidad.
Resulta así que el Estado nacional mexicano está en guerra por decisión exclusiva del Poder Ejecutivo. Está por lo tanto en una situación excepcional, la de un Estado que, en los hechos, actúa una y otra vez por encima y al margen de las normas constitucionales y legales que fijan y delimitan sus poderes y sus relaciones con la sociedad. La proyectada ley de seguridad nacional propone diluir y desvanecer aún más la existencia y la vigencia de dichas normas.
Es el reconocimiento suprajurídico de un ente, llamado El Narco, como un Estado paralelo con fuerza militar propia, con finanzas que operan dentro del circuito financiero legal y en sus márgenes, con capacidad y autoridad impositiva de hecho en regiones del territorio nacional, con un cuasi monopolio de la violencia ilegal, contraparte del monopolio de la violencia legítima que por definición corresponde al Estado nacional. Se trata de una imaginaria construcción del enemigo sobre duros hechos reales así interpretados, similar al Eje del Mal de Baby Bush, para justificar una política sin sustento y sin futuro.
Ese reconocimiento, sintetizado en la fórmula guerra contra el narcotráfico, nos coloca a todos dentro de una realidad brutal: la disputa entre organizaciones de múltiples actividades criminales, enfrentadas y enlazadas en una lucha violenta y sin límites, y empuja a las fuerzas armadas de la nación a involucrarse como parte de ese conflicto.
En esta guerra no se respetan normas jurídicas ni límites morales. El narco por naturaleza no lo hace, ya ni siquiera con los antiguos códigos de honor de las organizaciones mafiosas. El Ejército federal se ve arrastrado al mismo terreno y, quiéralo o no, termina moviéndose fuera de la ley en su propio país. No es la primera ni la segunda vez que esto sucede. Pero ahora se convierte en norma de conducta, en modo y en costumbre desesperada. Los responsables de este proceso en el gobierno federal están destruyendo la fuerza moral de ese Ejército, ya antes lesionada por su utilización en conflictos sociales y políticos interiores.
* * *
Organizaciones armadas que por largo tiempo se combaten entre sí terminan asemejándose en métodos y costumbres. Cualquier novela policial muestra esta relación simbiótica entre los cuerpos policiales y el mundo de la delincuencia al cual la policía tiene que combatir, conocer, contener y regular. No se puede involucrar a un Ejército y una Marina nacionales en ese juego imposible e interminable sin pagar las consecuencias como nación y como sociedad y sin acabar desmoralizando, a la corta o a la larga, a los cuadros militares de cualquier nivel. Esto lo sabe bien y se abstiene de hacerlo Estados Unidos, cuyos gobiernos y cuyo ejército miran con sorna cómo el vecino México se adentra en ese camino, y hasta le dan su buena ayudadita.
La situación se agrava cuando las fuerzas armadas se ven obligadas por el gobierno federal a aceptar la intervención, y en muchos casos la tutoría técnica, de las fuerzas armadas del poderoso país vecino, Estados Unidos. Desde los tiempos de Porfirio Díaz, México rechazó esa dependencia, se negó al establecimiento de bases militares y navales extranjeras incluso en tiempos de guerra mundial y no envió a sus oficiales a recibir instrucción en Estados Unidos.
Esa tradición se ha disuelto. Hoy actúa directamente en nuestro territorio, con la aquiescencia y el beneplácito del gobierno federal, personal militar, policial y de inteligencia de la nación vecina.
Desde siempre, la política nacional de Estados Unidos en esta cuestión ha sido tratar de tener al otro lado de la frontera un Ejército mexicano débil y subordinado. No le basta la inmensa desproporción entre ambas fuerzas. Quiere, aunque sus gobernantes no lo digan, un Ejército convertido en constabularia, en cuerpos de policía temidos y odiados por la población, como la Guardia Nacional de Anastasio Somoza en Nicaragua o el ejército del sargento Fulgencio Batista en Cuba.
* * *
Esa política ha pasado ya todos los límites. El Ejército federal de Porfirio Díaz, sin dejar de mantener sus intercambios con Estados Unidos (que no era la potencia actual), adquiría sus armas en la lejana Europa y allá iban sus oficiales. Hoy México depende de la potencia militar limítrofe, Estados Unidos. Pero sucede que la industria de este país también provee de armas al narcotráfico, y no sólo a través de la operación Rápido y furioso. Un mismo proveedor está surtiendo de material bélico a los bandos enfrentados en la llamada “guerra del narco”, un actividad comercial sin control tal como les conviene a la industria del narco y a sus diversos intereses colaterales en los mundos de las finanzas y de la política.
Por otra parte, por los canales intercomunicados del sistema financiero de Estados Unidos y de México circulan impunemente los miles de millones de dólares de esa industria que figura entre los primeros rubros de exportación de este México de hoy, mientras su Ejército está entrampado en una supuesta guerra sin sentido, sin enemigo ubicable y sin posibilidad alguna de éxito. Este es el estado de cosas que la estrategia del narco provoca y desea como cobertura de sus negocios y sus rentas a ambos lados de la frontera.
Desde el punto de vista militar y geopolítico, ¿qué mejor para Estados Unidos en tanto poder militar vecino –cuya zona declarada de seguridad se extiende desde Alaska hasta el canal de Panamá, incluido el entero Caribe– que un México débil politica, social y militarmente, donde las violencias paralelas del narco y el gobierno diseminen indefensión, resignación y miedo?
A ese país nos lleva, si no lo detenemos, el actual gobierno federal con sus otras múltiples guerras contra las organizaciones sociales y sus derechos y conquistas; contra las propiedades de la nación en el suelo, el subsuelo y el espacio aéreo; contra el SME, las comunidades zapatistas, las organizaciones comunitarias de Oaxaca, Guerrero, Veracruz, San Luis Potosí, Sonora, los mineros de Cananea, los pueblos de La Parota, y contra cuantos sectores organizados de la sociedad resisten el despojo territorial, salarial y social.
No es inevitable que así sea.
La Jornada, 17 agosto 2011
domingo, 26 de junho de 2011
El papel de Wall Street en el narcotráfico
Mike Whitney · · · · ·
Imaginen cuál sería su reacción si el gobierno mexicano conviniera en pagar 1.400 millones de dólares a Barak Obama por desplegar tropas norteamericanas y vehículos blindados en Nueva York, Los Ángeles y Chicago para llevar a cabo operaciones militares, establecer puestos de control y verse envuelto en tiroteos que acaben por causar la muerte de 35.000 civiles en las calles de ciudades norteamericanas.
Si el gobierno mexicano tratara así a los Estados Unidos, ¿lo considerarían ustedes amigo o enemigo?
Así es exactamente cómo tratan los EE. UU. a México, y así ha venido siendo desde 2006.
La política mexicana de Norteamérica --la Iniciativa de Mérida-- es una pesadilla. Ha minado la soberanía mexicana, ha corrompido el sistema político y ha militarizado el país. Ha tenido también como resultado la muerte violenta de miles de civiles, pobres en su mayoría. Pero a Washington le importan una higa los "daños colaterales" mientras pueda vender más armamento, fortalecer su régimen de libre comercio y lavar más beneficios de las drogas en sus grandes bancos.
Entonces es todo de lo más agradable.
¿No ha lugar a dignificar esta carnicería llamándola "Guerra contra las drogas"?
No tiene sentido. Lo que vemos es una oportunidad descomunal de hacerse con poder por parte de las grandes empresas, las altas finanzas y los servicios de inteligencia norteamericanos. Lo único que hace Obama es ocuparse de la subasta, razón por la cual --no es de sorprender-- las cosas se han puesto bastante peor bajo su administración. No sólo ha incrementado Obama la financiación del Plan México (también conocido como Mérida) sino que ha desplegado más agentes norteamericanos para que trabajen en secreto, mientras aviones no tripulados llevan a cabo labores de vigilancia. ¿Lo captan? No se trata de una pequeña redada antidroga, es otro capítulo de la Guerra Norteamericana contra la Civilización. He aquí un pasaje de un artículo de CounterPunch escrito por Laura Carlsen que nos muestra algo del trasfondo:
"La guerra contra las drogas se ha convertido en el vehículo principal de militarización de América Latina. Un vehículo financiado e impulsado por el gobierno norteamericano y alimentado por una combinación de falsa moral, hipocresía y mucho de temor duro y frío. La llamada ‘guerra contra las drogas’ constituye en realidad una guerra contra la gente, sobre todo contra los jóvenes, las mujeres, los pueblos indígenas y los disidentes. La guerra contra las drogas se ha convertido en la forma principal del Pentágono de ocupar y controlar países a expensas de sociedades enteras y de muchas, muchas vidas”.
“La militarización en nombre de la guerra contra las drogas está sucediendo más rápida y concienzudamente de lo que la mayoría de nosotros probablemente anticipó con la administración de Obama. El acuerdo para establecer bases en Colombia, posteriormente suspendido, mostró una de las señales de la estrategia. Y ya hemos visto la extensión indefinida de la Iniciativa de Mérida en México y América Central e incluso, tristemente, las cañoneras enviadas a Costa Rica, una nación con una historia de paz y sin ejército...”
“La Iniciativa de Mérida financia intereses norteamericanos para entrenar a fuerzas de seguridad, proporciona inteligencia y tecnología bélica, aconseja sobre las reformas de la justicia y el sistema penal y la promoción de los derechos humanos, todo ello en México”. ("The Drug War Can't Be Improved, It Can Only be Ended" [“No se puede mejorar la guerra contra las drogas, sólo se puede concluir"] Laura Carlsen, Counterpunch).
Si da la impresión de que Obama está haciendo todo lo que puede para convertir México en una dictadura militar, es porque es lo que está haciendo. El Plan México es una farsa que esconde los verdaderos motivos de la administración, que consiste en asegurarse de que los beneficios del tráfico de drogas acaben en los bolsillos de la gente adecuada. De eso es de lo que se trata, de muchísimo dinero. Y por eso es por lo que se ha disparado el número de víctimas, mientras la credibilidad del gobierno mexicano ha caído como nunca en décadas. la política norteamericana ha convertido grandes extensiones del país en campos de muerte y la cosa no hace más que empeorar.
Véase esta entrevista con Charles Bowden, que describe cómo es la vida de la gente que vive en la Zona Cero de la guerra de las drogas en México, Ciudad Juárez:
"Esto sucede en una ciudad en la que en ocasiones la gente vive en cajas de cartón. En el último año han cerrado diez mil negocios, tirando la toalla. De treinta a sesenta mil personas, sobre todo los ricos, se han mudado a El Paso, al otro lado del río, por razones de seguridad, entre ellos el alcalde de Juárez, que prefiere largarse a dormir en El Paso. El editor del diario local también vive en El Paso. Entre 100.000 y 400.000 personas sencillamente se marcharon de la ciudad. Buena parte del problema es económico, y no simplemente de violencia. Durante esta recesión han desaparecido por lo menos 100.000 empleos de las empresas fronterizas debido a la competencia asiática. Las estimaciones cifran las bandas de delincuentes entre 500 y 900".
“De modo que lo que tenemos son 10.000 soldados de las tropas federales y agentes de la policía federal merodeando por allí. Una ciudad en la que nadie sale de noche, en la que los pequeños negocios pagan todos extorsión, donde oficialmente se robaron 20.000 coches el año pasado, en el que oficialmente fueron asesinadas más de 2.600 personas el pasado año, donde nadie sigue el rastro de la gente que ha sido secuestrada y no regresa, en donde nadie cuenta la gente enterrada en cementerios secretos de los que, de forma indecorosa, parecen de cuando en cuando salir algunos escarbando. Lo que tenemos es un desastre y un millón de personas, demasiado pobres para poder marcharse, atrapadas en él. La ciudad es eso".
(Charles Bowden, Democracy Now)
Esto no tiene que ver con las drogas; se trata de una política exterior chiflada que apoya a ejércitos por delegación para imponer el orden por medio de la represión y militarización del Estado policial. Se trata de expandir el poder norteamericano y de que engorden los beneficios de Wall Street.
Veamos más datos de fondo proporcionados por Lawrence M. Vance en la Future of Freedom Foundation:
"Un número no revelado de agentes de la ley norteamericanos trabajan en México (...) La DEA tiene más de 60 agentes en México. A ellos se suman 40 agentes de Inmigración y Aduanas, 20 ayudantes del Servicio de Comisarios de Policía y 18 Agentes de Alcohol, Tabaco, Armas de Fuego y Explosivos, más agentes del FBI, del Servicio de Ciudadanos e Inmigración, Aduanas y Protección de Fronteras, Servicio Secreto, Guardacostas y Agencia de Seguridad en el Transporte. El Departamento de Estado mantiene también una Sección de Asuntos de Narcóticos. Los Estados Unidos también han suministrado helicópteros, perros antidroga y unidades de polígrafos para examinar a quienes solicitan ingresar en organismos de aplicación de las leyes".
“Los aviones no tripulados norteamericanos espían los escondites de los cárteles y las balizas rastreadoras norteamericanas ubican con exactitud los coches y teléfonos de los sospechosos. Agentes norteamericanos siguen los rastros, localizan llamadas telefónicas, leen correos electrónicos, estudian patrones de comportamiento, siguen rutas de contrabando y procesan datos sobre traficantes de droga, responsables del lavado de dinero y jefes de los cárteles. De acuerdo con un antiguo fiscal antidroga mexicano, los agentes norteamericanos no están limitados en sus escuchas en México por las leyes norteamericanas, mientras no se encuentren en territorio norteamericano y no pinchen a ciudadanos norteamericanos. ("Why Is the U.S. Fighting Mexico's Drug War?" [ “¿Por qué libran los Estados Unidos la Guerra contra las drogas de México?”] Laurence M. Vance, The Future of Freedom Foundation)
Esto no es política exterior; es otra ocupación norteamericana. ¿Y adivinan quién hace caja a lo grande con este pequeño timo sórdido? Wall Street. Eso es: los grandes bancos le sacan un pico como hacen siempre. Echemos un vistazo a este pasaje de un artículo de James Petras títulado "How Drug Profits saved Capitalism" [“Cómo los beneficios de las drogas salvaron al capitalismo”] en Global Research. Es un estupendo resumen de los objetivos que están configurando esa política:
"Mientras el Pentágono arma al gobierno mexicano y la DEA (Drug Enforcement Agency, la agencia antidroga) norteamericana ponen en práctica la ‘solución militar’, los mayores bancos de los EE.UU. reciben, lavan y transfieren cientos de miles de millones de dólares a las cuentas de los señores de la droga, que compran así armas modernas, pagan ejércitos privados de asesinos y corrompen a un número indeterminado de funcionarios encargados de hacer cumplir las leyes a ambos lados de la frontera..."
“Los beneficios de la droga, en el sentido más básico, se aseguran mediante la capacidad de los cárteles de lavar y transferir miles de millones de dólares al sistema bancario norteamericano. La escala y envergadura de la alianza entre la banca norteamericana y los cárteles de la droga sobrepasa cualquier otra actividad del sistema de la banca privada norteamericana. De acuerdo con los registros del Departamento de Justicia norteamericano, un banco sólo, el Wachovia Bank (propiedad hoy de Wells Fargo), lavó 378.300 millones de dólares entre el 1 de mayo de 2004 y el 31 de mayo de 2007 (The Guardian, 11 de mayo de 2011). Todos los bancos principales de los EE. UU. han hecho de socios financieros activos de los cárteles asesinos de la droga."
“Si los principales bancos norteamericanos son los instrumentos financieros que permiten operar a los imperios multimillonarios de la droga, la Casa Blanca, el Congreso norteamericanos y los organismos de aplicación de las leyes son los protectores esenciales de estos bancos (…) El lavado de dinero de la droga es una de las fuente más lucrativas de beneficios para Wall Street, los bancos cargan abultadas comisiones por transferencias de beneficios de la droga, que a su vez prestan a instituciones crediticias a tasas de interés muy superiores a las que pagan - si es que pagan- a los depositantes de los traficantes de drogas. Inundados por los beneficios de las drogas ya desinfectados, estos titanes norteamericanos de las finanzas mundiales pueden comprar fácilmente a los funcionarios electos para que perpetúen el sistema." ("How Drug Profits saved Capitalism", James Petras, Global Research)
Repitámoslo: "Todos los bancos principales de los EE. UU. han hecho de socios financieros activos de los cárteles asesinos de la droga..."
La Guerra contra las Drogas es un fraude. Esto no tiene que ver con la prohibición, tiene que ver con el control. Washington pone la fuerza para que los bancos puedan llevarse una buena pieza. Una mano lava a la otra, igual que con la Mafia.
Mike Whitney es un analista político independiente que vive en el estado de Washington y colabora regularmente con la revista norteamericana CounterPunch.
Traducción para www.sinpermiso.info de Lucas Antón
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sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Río y su guerra de nunca acabar
Por Eric Nepomuceno *
Desde Río de Janeiro, para Página/12
A estas alturas, ya no vale la pena mantener la contabilidad de daños causados por los ataques del narcotráfico a la población de Río. Los datos quedan obsoletos en el mismo instante en que son confirmados. A cualquier hora del día, de la noche o de la madrugada, ocurren nuevos ataques.
Se trata de acciones de intimidación, muy bien orquestadas y ejecutadas, y que componen un formidable desafío a las autoridades y a los ciudadanos. Concentradas en los suburbios y en las principales vías de acceso a la ciudad, su objetivo es atemorizar a la gente y presionar al gobierno. Como resultado, además del pánico generalizado, queda evidente el poderío de los bandos que controlan las favelas y las pocas alternativas de que disponen las fuerzas de seguridad pública.
Ese clima de violencia dura una semana y podrá extenderse. De concreto, lo que se tiene es la unión de dos bandos poderosos, el Comando Rojo y los Amigos de los Amigos. El primero sufrió pérdidas con la ocupación de favelas que se encontraban bajo su dominio en la privilegiada zona sur de la ciudad. De las trece favelas en que se implantaron las UPP –las Unidades de Policía Pacificadora–, once eran controladas por el Comando Rojo. La llegada de una UPP significa la expulsión de los traficantes, la instalación de puestos de policía y de una red de servicios sociales, con puestos de salud, guarderías, escuelas e instalaciones deportivas. Poco más de 200 mil moradores de esas favelas se libraron del dominio del fusil. Al mismo tiempo, el Comando Rojo perdió parte sustancial de sus ingresos. La venta de drogas bajó 80 por ciento en esas favelas.
De otra parte, el bando Amigos de los Amigos, fuerte rival del Comando Rojo, está amenazado de perder su principal territorio, la favela de la Rocinha, con más de 80 mil habitantes. Principal mercado de drogas en la zona sur, la Rocinha tendrá una UPP en enero. Frente a ese riesgo, los del ADA propusieron una insólita alianza. El Comando Rojo dispone de muchos hombres armados, pero está sin dinero. Los Amigos de los Amigos disponen de dinero, pero sus contingentes son exiguos. La unión de esas dos carencias resultó en una fuerza decidida a ignorar riesgos y límites.
La Policía Militar de Río movilizó alrededor de 18 mil hombres para controlar la situación. El gobierno del Estado recurrió a las fuerzas armadas –Marina y Ejército– para poder contar con tanquetas y armamento de guerra.
Más allá del obvio desafío a que son sometidos gobierno y población, quedan varias cuestiones urgentes a la procura de una respuesta convincente. La primera se refiere a la absoluta incapacidad de las autoridades federales de impedir, o al menos disminuir sensiblemente, la entrada de armas pesadas destinadas al tráfico de drogas en Río. Segundo, ¿a qué se debe la poca eficacia de la policía local? Mientras que en San Pablo se elucidan 60 por ciento de los homicidios, en Río ese dato no supera el 8 por ciento. El sistema carcelario se caracteriza por la violencia, la degradación que impera en los presidios y por las facilidades concedidas por los guardias, que incluyen acceso a drogas y a teléfonos celulares. A través de los celulares, los presos siguen ejerciendo comando sobre quienes operan en las calles. Y, finalmente, los sectores de Inteligencia de la policía son de una ineficacia asombrosa.
En resumen: falta una política de seguridad pública, una estrategia capaz de abarcar a toda la población. Falta planificación, faltan acciones permanentes con metas de largo plazo. Acostumbradas al confrontamiento episódico, las fuerzas de seguridad se amoldaron a la violencia y el gatillo alegre. Falta todo lo demás.
* Periodista y escritor.
domingo, 29 de agosto de 2010
CRACK
Labirinth:

Crack Nunca Mais, pela reabilitação do RS
Por Katarina Peixoto, RS URGENTE
Programas de reabilitação de drogados costumam prescrever a aceitação de que o mundo é maior que a dependência do drogadito. Ou, em outras palavras, que o drogadito não é maior do que o mundo. Versões mais grosseiras dessas tentativas de desintoxicação costumam meter deus no meio dessa superação. Fato é que desintoxicar exige humildade. E uma consciência da própria finitude, quer dizer, um compromisso inadiável com a própria carne, com as próprias dores e possibilidades. Desintoxicar, por isso, exige um compromisso com a verdade. Não há espaço para mentira e suas variantes do auto-engano no caminho de luta contra a dependência.
Por isso falar em desintoxicação do Rio Grande do Sul faz sentido, e não exatamente como metáfora.
Um Estado que padeceu com a experiência Yeda Crusius não precisa de metáfora, mas de realidade e, portanto, de um compromisso inadiável com a verdade. A viagem tem sempre vida curta e a chapação, ao longo do tempo, mata. De 2003 para cá, quando a direita gaúcha rearticulou seu projeto de poder no estado do Rio Grande do Sul, a situação do Estado, perante si mesmo e perante o país realmente merece uma campanha como “Crack, nunca mais”. Não é sem propósito que o esteio propagandístico da chapação lança essa campanha. E, mais uma vez, não há metáfora, aqui.
A decadência econômica vem caminhando de mãos dadas com a degeneração política. Se esse vínculo é necessário ou não, pouco importa. Fato é que constatar sua existência no RS dos dias que correm é dizer a verdade. O lero-lero delirante do Déficit Zero é propagandeado a despeito do declínio nos índices de qualidade de ensino, de saúde, dos serviços públicos e nos grandes esquemas de saque do erário já combalido. Saques, por sua vez, investigados e denunciados antes pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal. A chapação e a dependência não deram lugar à oposição. Mas esta, como um fígado, seguiu se regenerando.
Seria simplesmente ridículo ver Yeda Crusius na televisão, com aquela sua peculiar mirada ao infinito, não fosse desagradável. É constrangedor e triste ver no que as drogas podem transformar uma pessoa. E a mentira das sanhas ideológicas não apenas alienam politicamente, como demenciam. Tem algo demente, ali, naquele queixo acrítico, naquele déficit zero que outro dia até a representante não escolhida pelo voto do sofrido Ministério Público Estadual repetia. Diabos, o que pode querer dizer déficit zero no MP estadual???
Para criticar o Olívio Dutra, diziam que nas Assembléias do OP se discutia até a compra de carteiras para escolas. Para criticar, diga-se. Porque o que fizeram com este homem é inominável. Agora, não podem mais fazê-lo. Não falam mais sozinhos, não intoxicam plenamente, não asseguram a terra das palavras delirantes nas mentes incautas. E o Rio Grande do Sul fica mais saudável.
Posso discordar de que tudo seja discutido numa assembléia de OP. Mas frente ao crime o que está em jogo não é a concórdia ou a discórdia; é a justiça, a lei. Ambas, em tempo, vêm sendo destroçadas neste estado. Desmantelaram a legislação ambiental, esquartejaram a legislação dos incentivos fiscais e, com isso, a mínima decência tributária (o Fundopem do governo Rigotto tornaria Britto um republicano), desinvestiram deliberada e sistematicamente na saúde, recusaram e se abstiveram do recebimento e do empenho de verbas federais destinadas a políticas públicas para jovens, crianças, mulheres, mulheres negras, comunidades indígenas, catadores de papel, usuários do SUS.
Esse acúmulo de perdas só reforçou a dependência da máquina propagandística, o estuário de verbas estaduais para seguir tentando perpetuar o vício. Como se sabe, o vício tem muitos aspectos: culpa-se o outro, projeta-se a própria miséria e se denega qualquer responsabilidade. Assim se pode ver motoristas de táxi, lobotomizados via rádio o dia inteiro, bradarem contra a Dilma porque os azuiszinhos não fiscalizam as pessoas que estacionam nas ruas. Crack,nunca mais.
E por falar nisso, o senador Simon está calado. O paladino da imparcialidade ativa que embruteceu, empobreceu e corrompeu o Estado em níveis nunca dantes vividos. Seu candidato, até que se prove o contrário, é um senhor tão obscuro como descompromissado, cujo discurso vazio só é superado pela ausência de vitalidade.
Quem quer manter essa carcaça em que o RS se tornou? Como um resto de gente, com dentes empodrecidos, ira contra o mundo, sobretudo incompreensível; quem caminha pelas ruas e vê as hordas de jovens chapados sabe do que se trata a imparcialidade ativa do déficit zero. Sabe o que desinvestimento, abstenção e recusa de assistência geram. Ainda virá à tona o quanto foi devolvido à união pelos governos (sic) da imparcialidade ativa e do déficit zero, em recursos sem empenho, destinados a políticas públicas no âmbito da assistência social, médica, à criança e ao adolescente, à juventude. Crack, nunca mais.
Reabilitação é um processo doloroso, mas diariamente fortalecido. Toda desintoxicação exige mais do fígado do que os porres de palavras cruzadas e falsas polêmicas. Mas funciona, constitui, faz sentido. É um caminho incerto, com recaídas, ou sem. Mas aponta para a agregação, a consciência do mundo e a independência moral. Sem chapação, sem mentira, sem saque do erário e sobretudo sem o delírio destruidor de futuro, de responsabilidade e de saúde.
O que será do RS reabilitado não se sabe, visto que a destruição não foi pouca nem irrelevante. Mas cessar a dependência, hoje, é vencer o vício, ganhar da mentira, recusar o auto-engano mistificador e empenhar-se com o futuro. Crack, nunca mais.

Crack Nunca Mais, pela reabilitação do RS
Por Katarina Peixoto, RS URGENTE
Programas de reabilitação de drogados costumam prescrever a aceitação de que o mundo é maior que a dependência do drogadito. Ou, em outras palavras, que o drogadito não é maior do que o mundo. Versões mais grosseiras dessas tentativas de desintoxicação costumam meter deus no meio dessa superação. Fato é que desintoxicar exige humildade. E uma consciência da própria finitude, quer dizer, um compromisso inadiável com a própria carne, com as próprias dores e possibilidades. Desintoxicar, por isso, exige um compromisso com a verdade. Não há espaço para mentira e suas variantes do auto-engano no caminho de luta contra a dependência.
Por isso falar em desintoxicação do Rio Grande do Sul faz sentido, e não exatamente como metáfora.
Um Estado que padeceu com a experiência Yeda Crusius não precisa de metáfora, mas de realidade e, portanto, de um compromisso inadiável com a verdade. A viagem tem sempre vida curta e a chapação, ao longo do tempo, mata. De 2003 para cá, quando a direita gaúcha rearticulou seu projeto de poder no estado do Rio Grande do Sul, a situação do Estado, perante si mesmo e perante o país realmente merece uma campanha como “Crack, nunca mais”. Não é sem propósito que o esteio propagandístico da chapação lança essa campanha. E, mais uma vez, não há metáfora, aqui.
A decadência econômica vem caminhando de mãos dadas com a degeneração política. Se esse vínculo é necessário ou não, pouco importa. Fato é que constatar sua existência no RS dos dias que correm é dizer a verdade. O lero-lero delirante do Déficit Zero é propagandeado a despeito do declínio nos índices de qualidade de ensino, de saúde, dos serviços públicos e nos grandes esquemas de saque do erário já combalido. Saques, por sua vez, investigados e denunciados antes pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal. A chapação e a dependência não deram lugar à oposição. Mas esta, como um fígado, seguiu se regenerando.
Seria simplesmente ridículo ver Yeda Crusius na televisão, com aquela sua peculiar mirada ao infinito, não fosse desagradável. É constrangedor e triste ver no que as drogas podem transformar uma pessoa. E a mentira das sanhas ideológicas não apenas alienam politicamente, como demenciam. Tem algo demente, ali, naquele queixo acrítico, naquele déficit zero que outro dia até a representante não escolhida pelo voto do sofrido Ministério Público Estadual repetia. Diabos, o que pode querer dizer déficit zero no MP estadual???
Para criticar o Olívio Dutra, diziam que nas Assembléias do OP se discutia até a compra de carteiras para escolas. Para criticar, diga-se. Porque o que fizeram com este homem é inominável. Agora, não podem mais fazê-lo. Não falam mais sozinhos, não intoxicam plenamente, não asseguram a terra das palavras delirantes nas mentes incautas. E o Rio Grande do Sul fica mais saudável.
Posso discordar de que tudo seja discutido numa assembléia de OP. Mas frente ao crime o que está em jogo não é a concórdia ou a discórdia; é a justiça, a lei. Ambas, em tempo, vêm sendo destroçadas neste estado. Desmantelaram a legislação ambiental, esquartejaram a legislação dos incentivos fiscais e, com isso, a mínima decência tributária (o Fundopem do governo Rigotto tornaria Britto um republicano), desinvestiram deliberada e sistematicamente na saúde, recusaram e se abstiveram do recebimento e do empenho de verbas federais destinadas a políticas públicas para jovens, crianças, mulheres, mulheres negras, comunidades indígenas, catadores de papel, usuários do SUS.
Esse acúmulo de perdas só reforçou a dependência da máquina propagandística, o estuário de verbas estaduais para seguir tentando perpetuar o vício. Como se sabe, o vício tem muitos aspectos: culpa-se o outro, projeta-se a própria miséria e se denega qualquer responsabilidade. Assim se pode ver motoristas de táxi, lobotomizados via rádio o dia inteiro, bradarem contra a Dilma porque os azuiszinhos não fiscalizam as pessoas que estacionam nas ruas. Crack,nunca mais.
E por falar nisso, o senador Simon está calado. O paladino da imparcialidade ativa que embruteceu, empobreceu e corrompeu o Estado em níveis nunca dantes vividos. Seu candidato, até que se prove o contrário, é um senhor tão obscuro como descompromissado, cujo discurso vazio só é superado pela ausência de vitalidade.
Quem quer manter essa carcaça em que o RS se tornou? Como um resto de gente, com dentes empodrecidos, ira contra o mundo, sobretudo incompreensível; quem caminha pelas ruas e vê as hordas de jovens chapados sabe do que se trata a imparcialidade ativa do déficit zero. Sabe o que desinvestimento, abstenção e recusa de assistência geram. Ainda virá à tona o quanto foi devolvido à união pelos governos (sic) da imparcialidade ativa e do déficit zero, em recursos sem empenho, destinados a políticas públicas no âmbito da assistência social, médica, à criança e ao adolescente, à juventude. Crack, nunca mais.
Reabilitação é um processo doloroso, mas diariamente fortalecido. Toda desintoxicação exige mais do fígado do que os porres de palavras cruzadas e falsas polêmicas. Mas funciona, constitui, faz sentido. É um caminho incerto, com recaídas, ou sem. Mas aponta para a agregação, a consciência do mundo e a independência moral. Sem chapação, sem mentira, sem saque do erário e sobretudo sem o delírio destruidor de futuro, de responsabilidade e de saúde.
O que será do RS reabilitado não se sabe, visto que a destruição não foi pouca nem irrelevante. Mas cessar a dependência, hoje, é vencer o vício, ganhar da mentira, recusar o auto-engano mistificador e empenhar-se com o futuro. Crack, nunca mais.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Em Washington, 95% das notas de dólar contêm cocaína

Cerca de 95% das cédulas de dólar que circulam na capital dos Estados Unidos, Washington, apresentam traços de cocaína, segundo estudo realizado pela Universidade de Massachusetts.
O número representa um aumento de 20% em relação a 2007, e supera o de outras grandes cidades americanas como Boston, Baltimore e Detroit, onde a média de notas contaminadas com a droga foi de 90%.
A pesquisa analisou cédulas em mais de 30 cidades em cinco países. No Brasil, a avaliação de dez notas concluiu que 80% delas tinham traços de cocaína.
Além dos Estados Unidos, o Brasil só foi superado pelo Canadá, com uma média de 85% de cédulas contaminadas.
A China e o Japão foram os que apresentaram o menor nível de cocaína no dinheiro em circulação.
Crise econômica e estresse
Segundo os cientistas, as cédulas ficam com restos de cocaína quando são usadas como "canudo" para inalar a droga ou mesmo quando notas limpas são guardadas com outras contaminadas.
O principal autor da pesquisa, Yuegang Zuo, disse que, de maneira geral, aumentou o número de cédulas com traços da droga.
"Não sabemos com certeza por que houve esse aparente aumento, mas ele pode estar relacionado à atual crise econômica mundial, que fez com que mais pessoas estressadas recorressem à cocaína", afirmou.
Nos Estados Unidos, as notas mais "limpas" vieram de Salt Lake City, no Estado do Utah, onde a maioria da população é formada por mórmons.
De acordo com Zuo, cada nota analisada continha entre 0,006 microgramas e 1,240 microgramas de cocaína (o equivalente a entre menos do que um grão de areia e 50 grãos de areia, respectivamente).
Segundo o cientista, a quantidade é tão pequena que as pessoas não devem enfrentar problemas legais ou de saúde se manusearem essas cédulas.
BBC
sexta-feira, 15 de maio de 2009
Partículas de drogas são detectadas no ar de Madri e Barcelona
Anelise Infante
De Madri para a BBC Brasil
Partículas de ao menos cinco tipos de drogas - cocaína, heroína, maconha, ecstasy e ácido lisérgico - estão flutuando no ar de Madri e Barcelona, segundo o Conselho Superior de Investigações Científicas, da Espanha.
De acordo com o relatório publicado nesta sexta-feira pela revista Analytical Chemistry, foram encontradas moléculas de 17 componentes e metabolitos (substância produzida e excretada pelo organismo) das drogas no ar das duas cidades.
Os pesquisadores consideram altas as quantidades detectadas na atmosfera, embora tenham afirmado que as amostras foram colhidas em bairros onde o consumo de drogas é habitual.
Esta foi uma análise de referência para um projeto piloto, por isso os pesquisadores afirmam que os índices não são representativos de todas as áreas das cidades e que não há riscos para a população.
Concentração
As maiores concentrações são as de maconha e cocaína. Segundo o estudo, no caso da cocaína as partículas são liberadas no ar desde o processo de manipulação até o momento em que a droga é aspirada.
Já a maconha libera componentes através da fumaça, assim como a heroína quando é fumada.
O relatório constatou que os maiores índices de moléculas de maconha são detectados de segunda a quinta-feira.
De sexta a domingo dispara a contaminação de cocaína e outras drogas sintéticas.
No ar de Barcelona, foi registrada uma média diária de 210 picogramos (um bilionésimo de grama) de droga.
Nos fins de semana, a contaminação se multiplica por quatro, mas segundo o relatório, isso ocorre porque as amostras foram colhidas "onde se concentram focos de consumos que podem estar relacionados com a prostituição e outras atividades", entre eles o Nou Camp, o estádio do Barcelona.
Em Madri, a concentração média de cocaína encontrada por dia foi de 480 picogramos. As amostras, neste caso, foram colhidas perto de um prédio em estado de abandono, onde consumidores de droga costumam comprar e usar a substância.
De acordo com o departamento de química ambiental de geociências do Instituto de Diagnóstico Ambiental, responsável pelas análises finais, os níveis de cocaína encontrados nas cidades espanholas são comparáveis aos de metais pesados como cádmio e bismuto, contaminantes da atmosfera, mas regulamentados.
A técnica de medição da contaminação ambiental é novidade. Foram usados filtros com micro-fibras de quartzo que retém as partículas em suspensão no ar.
Estes filtros de alta sensibilidade são analisados com técnicas de cromatografia líquida e espectrometria de massas.
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Chefe do narcotráfico diz ter financiado campanha presidencial de Uribe
Don Berna:

Claudia Jardim
De Caracas para a BBC Brasil
Um dos mais poderosos chefes do narcotráfico na Colômbia afirmou ter financiado a campanha eleitoral do presidente colombiano, Álvaro Uribe, alegando que era a única maneira de livrar o país da "ameaça comunista".
Diego Murillo, conhecido como "Don Berna", foi condenado na quarta-feira por uma corte dos Estados Unidos a 31 anos de prisão e ao pagamento de US$ 4 milhões em multas pelo crime de narcotráfico.
Após ser condenado, "Don Berna" disse que fez campanha a favor de Uribe e que vendia drogas "para ajudar a seu povo".
"O acusado apoiou a eleição do presidente Uribe em 2002, doou grandes quantidades de dinheiro à sua campanha, fez campanha a seu favor (...) porque acreditava que a paz era importante", afirmou Margaret M. Shalley, advogada de Murillo.
"Era a única maneira de confrontar o avanço das guerrilhas comunistas", acrescentou.
Desde que chegou ao poder, Uribe tem endurecido a política de combate às guerrilhas e incentivado a desmobilização dos rebeldes com a promessa de pagamento de recompensas.
"Don Berna" foi extraditado em maio do ano passado para os Estados Unidos, junto a outros 13 chefes das Autodefesas Colombianas (AUC), grupo paramilitar de direita criado para enfrentar as guerrilhas de esquerda no país.
MAIS AQUI

Claudia Jardim
De Caracas para a BBC Brasil
Um dos mais poderosos chefes do narcotráfico na Colômbia afirmou ter financiado a campanha eleitoral do presidente colombiano, Álvaro Uribe, alegando que era a única maneira de livrar o país da "ameaça comunista".
Diego Murillo, conhecido como "Don Berna", foi condenado na quarta-feira por uma corte dos Estados Unidos a 31 anos de prisão e ao pagamento de US$ 4 milhões em multas pelo crime de narcotráfico.
Após ser condenado, "Don Berna" disse que fez campanha a favor de Uribe e que vendia drogas "para ajudar a seu povo".
"O acusado apoiou a eleição do presidente Uribe em 2002, doou grandes quantidades de dinheiro à sua campanha, fez campanha a seu favor (...) porque acreditava que a paz era importante", afirmou Margaret M. Shalley, advogada de Murillo.
"Era a única maneira de confrontar o avanço das guerrilhas comunistas", acrescentou.
Desde que chegou ao poder, Uribe tem endurecido a política de combate às guerrilhas e incentivado a desmobilização dos rebeldes com a promessa de pagamento de recompensas.
"Don Berna" foi extraditado em maio do ano passado para os Estados Unidos, junto a outros 13 chefes das Autodefesas Colombianas (AUC), grupo paramilitar de direita criado para enfrentar as guerrilhas de esquerda no país.
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quinta-feira, 23 de outubro de 2008
“Yo era una carta sin destino”

La autora, luego de presentar una caracterización general de las conductas adictivas que incluye la “adicción a las personas”, se refiere a los efectos específicos de sustancias como la cocaína, el “paco”, las metanfetaminas y el éxtasis.
Por Esther Romano *
“Cuando tuve esperanzas, ya no sabía tener esperanzas./ Cuando miré hacia la vida, había perdido el sentido de la vida.”
Fernando Pessoa, Aniversario
La temática de las adicciones comprende un amplio campo que requiere un enfoque interdisciplinario y el acceso a análisis multivariados. Desde el marco legal, el interés está centralizado en lo correspondiente al consumo de drogas. Pero debe tenerse en cuenta que se puede ser adicto a los juegos de azar, al trabajo, al consumo compulsivo de bienes materiales o a personas. En este último caso, precisamente, si se consideran ciertas formas de violencia conyugal en la clínica psiquiátrica, enmarcadas jurídicamente en demandas de amenazas o lesiones, el rastreo de los antecedentes del vínculo denota la extrema necesidad del otro y la consecuente rabia por la dependencia.
El desequilibrio por la ausencia o la pérdida del otro faltante conduce, en algunos casos, y ante circunstancias de medios accesibles, a búsquedas compensatorias centradas en compras de bienes materiales, incremento en el consumo de tabaco o alcohol alimentados por la fantasía de regular el estado anímico a voluntad. En última instancia, recuperar el control.
Los cuadros clínicos de ansiedad, con desesperación e intensa depresión ante fracasos emocionales, no sólo en la vida de pareja sino de otra índole, la subyacente fragilidad del yo pueden conducir a un deslizamiento hacia el empleo distorsivo de medicamentos o, en determinadas condiciones ambientales propiciatorias, al consumo abusivo de drogas psicotrópicas, de las cuales el alcohol es la más asequible y la que produce la mayor pérdida de años de vida útil. La incapacidad de amortiguar tensiones internas procura cortocircuitar la urgencia, desembocando en consumo de sustancias. La experiencia indica que, por los efectos a corto y mediano plazo del consumo, lo único que se logra es retroalimentar circuitos violentógenos.
Estas cuestiones, relacionadas con circunstancias ligadas al cuándo y para qué se ingiere, implican condiciones específicas en el psiquismo con implicancias médico-legales a las que me referiré más adelante.
Previo a ello, interesa aclarar que la ingesta de drogas, en condiciones circunstanciales, esporádicas o festivas, no necesariamente desemboca en una adicción. Existen elementos predisposicionales y cualidades psíquicas que pueden constituir campo propicio para instalar una adicción.
Una de estas características es la personalidad preadictiva. La estructura de personalidad de un sujeto potencialmente adicto al consumo se caracteriza por su fragilidad, la intolerancia a la frustración y déficit en la autoestima. Vivencias de una interioridad precarizada, por carencias afectivas secundarias a fallas significativas, pérdidas o muertes de seres queridos, pueden alimentar la necesidad de colmar a toda costa el vacío existencial. Se sensibilizan al hechizo de sustancias ofertadas que brindan de modo casi instantáneo euforia e ilusión de omnipotencia.
Ello puede coexistir con trastornos narcisistas de la personalidad, en especial los denominados borderline o fronterizos, trastornos neuróticos, psicóticos, depresiones graves, psicopatías, etcétera. Aunque, obviamente, no todos los que padecen estos cuadros consumen drogas.
Se sabe que las bases neuroquímicas ligadas a la adicción están relacionadas con mecanismos asociados a la acción de la dopamina y la captación de serotonina. Cabe referir que existen, por otra parte, factores predisposicionales al consumo de alcohol, tabaco y otras drogas ligados a factores neuroquímicos actuantes en períodos pre y perinatal. Así, la impronta genética de antecedentes de alcoholismo o drogadicción parental y, en particular, la ingesta materna durante el embarazo y lactancia de tabaco, alcohol, psicofármacos y diversas drogas provocan efectos persistentes en el desarrollo del sistema nervioso central del feto y la futura organización biopsicológica del infante humano y futuro adulto. Más aún, en la clínica neonatológica, a veces se registran cuadros de abstinencia en recién nacidos.
Eduardo Kalina (Adolescencia y drogadicción, ed. Nueva Visión, 1987) señala la importancia del cuerpo y su negación, en el adicto, por el repudio a su finitud. Esto último pues impide vivir su ilusión de grandiosidad. Intenta sobrepasar dicha finitud con el artificio de la droga; pero luego, al manifestarse la intolerancia de su cuerpo al tóxico, dicha condición de límite reaparece y él busca sobredosis, ingresando al circuito pernicioso.
Por otra parte, existen constelaciones familiares que constituyen disposiciones adictivas en que la modalidad relacional se caracteriza por la impulsividad o uso compulsivo de objetos con efectos estimulantes: tabaco, café, trabajo, y propiciando el uso de medicamentos, el consumismo.
Me referiré a continuación a efectos farmacocinéticos de algunas drogas ilegales de alta difusión, con particular atención al psiquismo.
Cocaína
La cocaína es un estimulante adictivo, actuante en el sistema dopaminérgico a nivel del sistema nervioso central. Su uso en poblaciones indígenas, a través de la masticación de hojas de coca, estaba y sigue estando destinado a inhibir el hambre, la sed y el cansancio, además de su efecto anestésico local. No existen pruebas de que esta forma de consumo produzca adicción. Su ingesta a dosis problemáticas, tanto inyectada como por vía nasal o fumándola bajo la forma de base libre, produce un estado inicial de embriaguez, con ribetes de exaltación de la autoestima. Ello seguido frecuentemente por intensa depresión, que induce a nueva ingesta con la intención de contrarrestar dicho efecto, lo cual conduce a estados de dependencia psicológica.
A lo largo del tiempo, su uso puede determinar cuadros psicóticos análogos a los trastornos esquizofrénicos paranoides. A veces se presentan alteraciones llamadas “la locura dermatozoica”, en que el adicto registra sensaciones de tener multitud de insectos bajo su piel.
El riesgo de padecer alteraciones en el sistema cardiovascular está incrementado en los adictos: arteriosclerosis, trombosis, derrame cerebral, infarto de miocardio.
Paco
A diferencia de lo que se ha dicho en los medios masivos, no es una sustancia que resulte de los residuos químicos que quedan luego de la elaboración de la cocaína, sino un intermediario en dicha elaboración. Consiste principalmente en una mezcla de los alcaloides que contiene la hoja de coca, entre los cuales el más abundante es la cocaína. Dado que se fuma, tiene efectos rápidos y de corta duración, lo cual redunda en un alto poder adictivo.
La paradoja es que, si bien es barato, por su poder adictógeno se requiere incrementar la cantidad de dosis diarias. Al igual que la cocaína purificada, su consumo prolongado y en cantidades importantes tiene efectos neurotóxicos irreversibles. Sus efectos a nivel de deterioro cognitivo son fuertes, acompañados de franco adelgazamiento (como consecuencia de su efecto inhibidor del apetito) y conductas compulsivas.
Se lo suele denominar “la droga de los pobres”, aunque su uso se ha extendido también a jóvenes de clase media que, por sus mejores condiciones sanitarias y nutricionales, presentan efectos menos devastadores que en los carenciados.
Metanfetamina
Es una droga con posibilidad de generar una altísima adicción cuando se fuma, inhala o inyecta. En su fabricación clandestina se emplean principalmente efedrina o pseudoefedrina, aunque también se puede utilizar la anfetamina común.
Libera altos niveles del neurotransmisor dopamina, que estimula ciertas células cerebrales, mejorando el estado de ánimo con un efecto similar al de la cocaína. Entre las acciones en el sistema nervioso central, aun pequeñas cantidades de metanfetamina determinan euforia con persistencia del estado de vigilia, estimulación de la actividad física, disminución del apetito, con aumento de la frecuencia respiratoria e hipertermia.
Otros de los efectos, que se presentan a dosis mayores, son la irritabilidad, confusión, temblores; puede manifestarse crisis de ansiedad con agresividad, convulsiones y paranoia. Los cuadros de hipertermia y las convulsiones pueden producir la muerte.
Su uso trae como consecuencia un efecto neurotóxico, ya que daña las células cerebrales que contienen dopamina y serotonina (otro neurotransmisor). Su consumo sostenido a lo largo del tiempo podría agotar finalmente los niveles de dopamina, con lo que se explicarían los déficit cognitivos y motores documentados, llegando a pensarse que podría desempeñar un papel en la aparición de la enfermedad de Parkinson.
Extasis
Es una droga sintética elaborada generalmente a partir de safrol, un producto natural abundante en ciertos aceites esenciales. No se ha constatado su poder adictógeno. Suele difundirse en ámbitos juveniles de fiestas electrónicas, donde su ingesta por vía oral produce cierto grado de desinhibición sin el embotamiento característico del alcohol, una sensación de bienestar y de agrado en el contacto con los demás y una leve estimulación de las funciones motrices similar a la cocaína. No existen pruebas de que sea adictiva, aunque en el ambiente festivo es frecuente que se consuman varias dosis bajas sucesivas con el fin de prolongar su efecto. En estos contextos su principal riesgo se relaciona con la hipertermia, acentuada por la actividad física intensa, los ambientes calurosos y la deshidratación, que puede desembocar en daños irreversibles y hasta la muerte. Para prevenir estas situaciones se ha hecho habitual en quienes asisten a tales fiestas consumir grandes cantidades de agua, lo que puede desembocar en otros desequilibrios de electrolitos.
Cuestiones médico-legales
La invisibilidad de la condición adictiva de un familiar cercano (cónyuge, hijos adolescentes) determina que su estado se patentice indirectamente en el curso de consultas o aun demandas por violencia doméstica, mermas inexplicables en los ingresos o hurtos insospechados.
Desde la fórmula del artículo 34 del Código Penal, relativa a la capacidad de control de los impulsos –dirigir sus acciones–, determinar las condiciones que suelen presentarse en el ejercicio de acciones violentas en ocasión de robos (incluso homicidios), se hacen necesarios análisis minuciosos tendientes a determinar si el sujeto, en estado de intoxicación por acción de sustancias, se halla en condiciones de declarar; luego, la determinación de circunstancias explicativas de su accionar.
El conocimiento, difundido en los ámbitos carcelarios, de las posibilidades de no imputabilidad en estados de embriaguez por ingesta de alcohol u otras drogas lleva en muchos casos al llamado “alcoholismo o consumo de sustancia pre-ordenado” como un recurso empleado para eludir la sanción penal. En la experiencia personal con casos aislados en el ámbito judicial, desde evaluaciones psiquiátricas y psicológicas se pudo constatar que los sujetos no padecían un nivel de alteración del yo como para perder noción de lo que hacían: se advertía que había planificación previa al acto criminoso y, luego de cometido, estrategias para eludir ser apresados, búsqueda de escondites, etcétera.
Podría aseverarse que poseían “plena conciencia” de lo que hacían, con la salvedad de que, después de lo enseñado por Freud, ya no podemos aseverar que ningún ser humano sea totalmente dueño de sí.
Pero ello no es óbice para considerar que todo lo que podamos entender de una persona en función de su historia, de sus experiencias, de su conflictiva interna, explica, pero no lo justifica ni lo libera de la responsabilidad personal.
Adolescencia
Interesa señalar que la adolescencia es una etapa especialmente susceptible para desarrollar una drogadicción. Corresponde a un período en que se requiere la resolución del proceso simbiótico con la familia de origen, con los consecuentes cambios emocionales y comportamentales asociados a la necesidad de individuación.
José Sahovaler (“Panel sobre adicciones”, Asociación Psicoanalítica Argentina, 2008) refiere que los cambios corporales asociados a la ebullición de las pulsiones eróticas y agresivas, así como el incremento de la sensibilización perceptiva a los estímulos internos y externos, son fuentes de desequilibrio. Los propios cambios pueden provocar zozobra y paralización o hambre de nuevos estímulos, de ahí el camino facilitado hacia el consumo de sustancias. Se subyugan más fácilmente que los adultos a la presión del grupo de pares y al señuelo de la oferta de sustancias.
Subraya Sahovaler el anhelo consumista, efecto del bombardeo mediático-publicitario, como una de las manifestaciones de la toxicidad de la cultura actual.
En el campo clínico pueden verse adolescentes que se hallan atravesados por la presencia demoníaca de los mass media, presentados como modelos para imitar en escala. Así, se observan búsquedas compulsivas de ideales estéticos inalcanzables; necesidad de poseer, ante sus fallas de ser, objetos valiosos, dando lugar incluso a formas de robo compulsivo, intra o extrafamiliares, según los casos o las oportunidades.
Tratamientos
Hay diferentes modalidades de tratamiento para pacientes adictos, que responden no sólo a la variedad de modelos operatorios existentes, sino que resultan indicados según circunstancias particulares de cada caso. No es factible establecer un patrón universal. El elemento clave es el que se presenta, en condiciones de internación para la rehabilitación de sujetos drogadependientes, para enfrentar el no ligado a la supresión de la ingesta y sobrellevar exitosamente el síndrome de abstinencia.
Un trabajo delicado dirigido al compromiso con el no consumo, si resulta eficaz, permitiría lograr la morigeración progresiva de los impulsos sexuales y agresivos. El manejo técnico comprende estrategias psicoterapéuticas individuales, grupales, familiares e incluso multifamiliares. Ello debe complementarse con desarrollo de actividad física con estimulación de nuevas áreas de experiencias. Suele implementarse el apoyo y acompañamiento con ex adictos que lograron recuperaciones persistentes.
En el caso de un joven consultante que llamaré Diego, podía verse cómo la ausencia desesperante de su novia lo empujaba al consumo de cocaína, como antídoto mágico de su honda depresión, su vacío. Avanzado su tratamiento psicoanalítico, contaba: “Sentía que el consumir era como calmar la sed en un oasis (...) Disfruté un viaje con mamá. Al volver otra vez el despelote, porque papá ya no estaba, intenté suicidarme (...) Era un sobre sin destinatario, sin carta adentro, sin destino”.
* Psicoanalista. Texto publicado en la revista Síntesis Forense, del Colegio de Abogados de San Isidro.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
“La droga ya no se cultiva, se fabrica en laboratorios”

Entrevista a Nora Volkow
Es la mayor experta mundial en drogas. Dirige el Instituto Nacional sobre el Abuso de Drogas de Estados Unidos (NIDA). Fue la primera en utilizar neuroimágenes para investigar los cambios neuroquímicos en personas adictas. Nacida en México, bisnieta de Trotsky –quien fue asesinado en ese país–, advierte a la Argentina sobre los peligros de la droga: “Hace cinco años, en México, nadie sabía qué era la metanfetamina, y hoy es la causa Nº 1 de admisión psiquiátrica”.
Por Jorge Fontevecchia, para Diario Perfil.
—Ud. obtuvo de universidades de todo el mundo decenas de doctorados honoris causa, premios y reconocimientos de todo tipo, por haber podido mostrar el daño que produce el consumo de drogas en el cerebro a través de neuroimágenes, y dirige el organismo que estudia la drogadicción con el mayor presupuesto del mundo; pero quienes no tienen su especialización precisan definiciones básicas, comenzando por la palabra “droga”: ¿hay buenas, como las medicinales, y malas? ¿Hay blandas y duras? ¿Son malas aquellas que producen efectos psicotóxicos? ¿O las que producen síndrome de abstinencia? ¿O de las que se puede abusar, como indicaría el nombre del Instituto Nacional sobre el Abuso de Drogas (NIDA)? Por ejemplo: ¿al no producir adicción, los alucinógenos quedan fuera del NIDA?
—La definición que se utiliza en el mundo científico es que aquellos compuestos que al usarlos pueden generar la compulsión en la toma es lo que se considera una droga de abuso. ¿Por qué la gente toma drogas? La idea es que esas drogas producen una sensación placentera, y es la razón número uno por la cual la mayor parte de la gente las toma. Pero hay drogas que no dan un estado placentero. Aquí es donde entran el LSD, el peyote o la mezcalina, que cambian la sensibilidad sensitiva de tal manera que los estímulos son percibidos de manera diferente, y eso da una experiencia diferente del mundo. Y hay gente que toma la droga por esa razón. Después, tiene drogas como el cigarrillo, que no necesariamente da un sentimiento de placer de manera inmediata. Pero lo que sí hace es permitir temporalmente concentrarse mejor, y puede pasar que alguien las consuma porque le ayuda a pensar o a concentrarse mejor. Pero estas drogas, las llamadas de abuso, con el uso repetido son las que pueden causar adicción. Porque hay otras que ayudan a concentrarse mejor, como el café, que no causan adicción. Lo que el instituto nuestro trabaja son todas esas drogas de abuso que pueden producir el uso compulsivo y la adicción. Y eso incluye drogas legales e ilegales. Y en cuanto a si hay drogas duras y suaves, es un concepto que a nuestra sociedad le gusta usar, porque tenemos necesidad de clasificar las cosas entre las que son malas y las no tan malas. Pero eso es muy arbitrario, porque depende de cómo responde cada persona. Tomemos una que se toma como suave: la marihuana. En los últimos años aumentó el número de gente adicta a la marihuana y aumentó significativamente el número que tiene reacciones psicóticas a la marihuana. No es que haya más gente tomando marihuana. Lo que pasa es que el contenido de tetrahidrocannabinoide, la sustancia psicoactiva que genera la sensación, aumentó considerablemente. En los 80 el contenido era del 2 por ciento, y ahora tiene entre el 6 y el 8. Por eso es relativo el concepto de las drogas duras y suaves. Cada uno puede tener una mejor o peor reacción frente a la droga. Tomemos otra: el alcohol. Es considerada suave y es legal. Pero si tiene los antecedentes genéticos que lo hacen vulnerable al alcoholismo, se vuelve una droga peligrosa.
—La revista “Newsweek” publicó en 1980 que la droga que se consumía era siete veces más potente que la que se encontraba disponible en Woodstock. ¿Cada generación consume una marihuana mucho más potente que la anterior?
—Hay marihuana que tiene un contenido altísimo, por ejemplo, del 15 o 16 por ciento. Pero a mí me gusta hablar del contenido promedio, y tener una perspectiva más conservadora. Entonces lo que puedo decir es que ha aumentado tres veces.
—¿Desde cuándo?
—Digamos que los últimos diez años.
—¿Y en las décadas anteriores, como ya se decía en 1980?
—Ha aumentado paulatinamente. Es como la agricultura: si tiene un producto que quiere mejorar, empieza a cultivar el que le da mejor.
—¿En la época de Woodstock la marihuana no producía efectos psicóticos, como sí la cocaína, pero la marihuana actual sí los produce?
—Siempre los ha producido. Depende de cuál es la concentración que le meten y cuál la sensibilidad del cerebro para las reacciones psicóticas. Puedo producir un cuadro psicótico o paranoico en cualquier persona si le doy dosis suficientemente altas.
—Las drogas de abuso aumentan sensiblemente la dopamina en el cuerpo, pero hay otros elementos altamente dopaminógenos que producen cambios importantes en el estado de ánimo, como el chocolate, con personas que se consideran adictas al chocolate, o el café. ¿Es una cuestión de dósis y aplicación? Leí una explicación suya en la que decía que si una persona se inyectara café en las venas tendría un efecto totalmente distinto al que produce su consumo bebido. Imagino que algo similar sucede con el té de marihuana. ¿Cuál es la frontera y cuál su relación con la dopamina?
—Nuestro cerebro no se desarrolló para consumir drogas. Está optimizado para asegurar la sobrevivencia del individuo y de la especie. La manera en que la naturaleza se asegura que nosotros actuemos como tenemos que actuar para sobrevivir es asociar las conductas adecuadas con la sensación de placer. Y esa sensación de placer crea una memoria que le va a hacer que quiera volver a repetir esa experiencia.
—El placer del sexo y la comida.
—Produce placer lo que es indispensable para la supervivencia del individuo y de la especie. De tal manera que nuestro cerebro está hecho para responder al placer. Podemos decir: “Esto no me parece muy bien o no es políticamente correcto”. Pero la realidad es que esta es la manera como la naturaleza se asegura de que se sigan las conductas que van a permitir que sobrevivamos. ¿Qué es placer? Es un concepto relativo, porque lo que es placentero en un momento no lo es en otro. Entonces, el cerebro tiene que desarrollarse de tal manera que tenga la flexibilidad para mandar la señal de placer cuando es adecuado. Esta señal es la dopamina. Entonces, si usted me la estuviera aumentando ahora, yo relacionaría este momento con algo extremadamente importante para mi sobrevivencia, que experimentaría como algo importantísimo que me gustaría repetir. Eso es lo que hace la dopamina.
—¿El amor?
—Exacto, si se enamora de alguien, está liberando dopamina, y le genera una sensación que llamamos de placer. Si está muy enamorado de alguien, no se puede separar. Esta misma sensación es la de un adicto con la droga. Las drogas tomaron estos circuitos del cerebro que funcionan para enamorarse y asegurar que se multiplique la especie o para que coma y no se muera de hambre; esa motivación tan intensa es donde actúa la droga. Y es por pura química. Tiene estos compuestos que se acoplan perfectamente a los receptores de nuestro cerebro que normalmente están modulando las descargas dopaminescas.
—Y otros sentimientos que no tienen que ver con la reproducción.
—Las interacciones sociales aumentan la dopamina. O un libro que emocione, un cuadro, la cara de una persona muy bella. Pero las drogas aumentan la dopamina de manera más directa, potente y eficaz que cualquier otro estímulo fisiológico. La cantidad de dopamina que se aumenta al consumir cocaína es de 5 a 10 veces mayor que al tomar el mejor de los chocolates. Como el cerebro no se hizo para recibir esas concentraciones de dopamina, esos cambios tan profundos, al generarse una respuesta más allá de la fisiología, inmediatamente el cerebro inicia cambios para adaptarse. Es lo que se llama homeóstasis, que es que cuando se tiene un cambio en un sistema biológico no aguantamos mucho…
—El termostato que corta.
—Claro, entonces, al tomar una droga que activa los mismos procesos que la comida, el sexo, la belleza o las interacciones sociales, pero de una manera más eficiente, desarrolla una respuesta mucho más poderosa, pero también inicia una serie de cambios para esa homeóstasis.
—Es mucho más facil dañar al termostato con droga que con chocolate o el sexo.
—Las drogas son esas sustancias que tiene mayor posibilidad de desajustar el termostato. Porque no todo el mundo se vuelve adicto a las drogas. Hay personas que pueden consumir cocaína cada 6 meses sin ningún problema. Pero a cierta gente, con cierta vulnerabilidad genética, estímulos naturales como la comida pueden desajustarle el termostato, y se vuelve una compulsiva a comer, que es cuando la persona no se sacia. Lo mismo se da con el sexo. Hay gente que tiene una compulsividad sexual en la que nunca hay una sensación de saciedad. En ellos se ha desajustado el termostato.
—¿Sigue siendo correcto el uso de la palabra adicción? Su etimología refiere a “ausencia de palabras”: “a-dicto”.
—La adicción tiene un componente de pérdida del control. En el mundo psiquiátrico se ha dicho que la persona adicta no tiene voluntad. Y con ese argumento, se echó la culpa al adicto. La voluntad es el producto del funcionamiento de áreas específicas de nuestro cerebro que el uso repetido de las drogas daña. De aquí que el concepto de la adicción para mí es en el cual la persona no puede controlar la ingesta de drogas a pesar de que conscientemente ya no las quiera tomar y de que es muy consciente de que tiene consecuencias catastróficas.
—Una de las distintas fronteras que separan las drogas legales (el cigarrillo, por ejemplo) de las ilegales (marihuana, cocaína, etc.) está relacionada con cómo afecta a terceros el consumo de esa droga por el adicto. Quien fuma tabaco, al no perder el control de sus actos como sí sucede con el consumo de drogas ilegales, no se transforma en un peligro para los demás. Pero el alcohol, siendo una droga legal, sí afecta a terceros, porque quien bebe en exceso es un peligro al volante, o puede ser más agresivo. A comienzos del siglo pasado, en EE.UU. estuvo prohibida la venta de alcohol y no la de tabaco. En orden de prioridad: ¿sería útil para la sociedad que se declarara ilegal el alcohol o el cigarrillo? Y en ese caso, ¿cuál primero?
—No todas las drogas son igualmente adictivas. ¿De qué depende? Número uno, de la magnitud del cambio de la dopamina que produce la droga. La metanfetamina es la que produce un mayor cambio en el cerebro. Por mucho. Desde ese punto de vista, es la droga que genera una mayor dependencia, una mayor compulsividad. El alcohol y el cigarrillo producen niveles de dopamina mucho más bajos que las otras drogas clásicamente ilegales. Cuando me pregunta qué es más importante, si hacer ilegal el alcohol o los cigarrillos, yo diría que el porcentaje de gente que bebe alcohol es altísimo, pero es muy pequeño el porcentaje de gente que se vuelve problemática al beberlo. El alcohol no es tan adictivo como las otras. Y lo mismo sucede con la nicotina. El problema de la nicotina es que por su accesibilidad es la única droga que aunque no produce grandes cambios de dopamina, sí permite mezclarla con la vida diaria. No interfiere con las capacidades cognoscitivas. Cuando se aumenta la dopamina, uno asocia esa situación con algo placentero. Esto se llama acondicionamiento. Y le va a generar querer fumar el cigarrillo. Entonces el cigarrillo, al mezclarlo en la vida, genera un acondicionamiento a casi todo lo que lo rodea. De aquí que aunque no sea tan adictivo se vuelve tan difícil dejar de fumar.
—Como en todo, la industrialización lo hizo “eficiente”.
—Increíblemente accesible. Si hubiera que inyectárselo, no sería lo mismo. El cigarrillo es extraordinario desde el punto de vista de la administración de las sustancias. La nicotina permite usarla tan rápido porque entra y sale del cerebro muy rápidamente, lo cual no sucede con otras sustancias. Todas sus propiedades de farmacoquinesia son perfectas para el cigarrillo y le puede aumentar la concentración, lo cual a su vez le permite mezclarlo con su vida diaria. Uno de los problemas que están muy poco hablados es el uso del cigarrillo durante el embarazo. Sin embargo, tiene efectos más dañinos que el de otras sustancias ilícitas, como la heroína o la cocaína.
—Entonces no haría ilegal el alcohol. Además, el vino es bueno para el corazón.
—Cuando se intentó hacer ilegal el alcohol, no resultó porque permitió el mercado negro, y las consecuencias del alcoholismo no se pudieron controlar. Lo haría mucho más caro. Pondría leyes mucho más rigurosas en el uso del alcohol cuando alguien maneja. También bajaría el nivel de lo que se llama intoxicación. Y también tomaría medidas de penalización mucho más grandes sobre aquellos lugares en los que se vende alcohol a menores.
—En la Argentina se debate la despenalización del consumo de droga. ¿Ud. es partidaria de la despenalización parcial o total del consumo?
—No. Por mucho, las dos drogas que generan más muertes son el alcohol y la nicotina. ¿Por qué? Porque son las más accesibles. Al ser las drogas legales, el consumo se va para arriba. Se lo garantizo.
—¿Qué pasó en Holanda con la marihuana?
—Holanda tiene una política abierta sobre el uso de la marihuana y Estados Unidos no. Sin embargo, en Estados Unidos se consume mucho más. ¿Por qué? Son sociedades completamente distintas. Estados Unidos tiene uno de los consumos más altos entre los jóvenes. ¿Qué lo determina? Hay muchos factores de cultura. El grupo social, por ejemplo. Si en su grupo social consumen drogas, es mucho más probable que usted las consuma. Entonces, legalizar la marihuana en Estados Unidos como se ha legalizado en Holanda produciría un aumento.
—¿En Holanda aumentó pero sus niveles previos eran más bajos?
—Siempre aumenta, claro.
—¿La prohibición no convierte al consumo de drogas en algo más deseable todavía?
—Para los jóvenes y para ciertas personalidades es así. Hay que hacerles ver a los jóvenes que ese concepto que tienen de la libertad, básicamente, es consumir una droga que daña el cerebro en las zonas vinculadas con la voluntad. De tal manera que se va a volver un ser repetitivo. Entonces lo que como rebelde quiere romper, el ser predecible, es antitético a lo que hacen las drogas.
—Varios premios Nobel, generalmente de Economía, han promovido la legalización de las drogas para eliminar la violencia que genera el narcotráfico. ¿Están mal informados?
—Los economistas traen toda su perspectiva económica sin tener el conocimiento de cuáles son las consecuencias del uso de las drogas sobre el cerebro.
—¿Nunca la consultaron?
—Muchas veces me han preguntado, y yo digo que como científica me manejo con los datos, y los datos claramente dicen que si las drogas ilegales se hacen legales el consumo se va para arriba.
—Según un informe de la ONU, reproducido en PERFIL, la Argentina es el principal consumidor de anfetaminas del mundo, por sobre los Estados Unidos y Brasil. ¿Por qué puede suceder esto y cómo se combate el uso de estas “drogas legales”?
—Hablemos de los anfetamínicos que se utilizan como medicamentos. Dejemos la metanfetamina afuera. Actualmente, empezamos de nuevo a ver un aumento significativo en el uso de los estimulantes en Estados Unidos. Y en esto mucho tienen que ver las recetas para el uso de la anfetamina. En Estados Unidos, a partir de las recetas, el consumo se ha doblado cada 5 o 10 años. Y la producción también ha aumentado.
—¿Y a qué se atribuye?
—En el sistema médico hay modas. Durante muchos años hemos utilizado los estimulantes para el déficit de la atención. Se creía que ocurría con los niños y los adolescentes, y que cuando se entraba a la vida adulta desaparecía. Pero lo que se ha documentado en los últimos diez años es que no es cierto, y que un 70 por ciento de los chicos que tienen este déficit pasan a la vida adulta con el mismo problema. Lo que aumentó significativamente es la prescripción de estos estimulantes a la gente que sufre del déficit de atención. El problema reside en saber qué tan adecuados son estos diagnósticos. Al aumentar la producción de estos medicamentos, se vuelve mucho más accesible. La otra cosa que estamos viendo en Estados Unidos y en Europa es el aumento del uso de estos estimulantes para aumentar la capacidad cognitiva. Por ejemplo, si tiene que terminar este artículo para mañana a las seis de la mañana, se toma estos estimulantes y va a estar alerta toda la noche. Esto es lo que hacen los estudiantes antes de los exámenes o los abogados antes de un caso importante. También se da para la pérdida de sueño o de peso. Lo que pasa es que las personas se vuelven tolerantes y empiezan a tomar cada vez más.
—Incluyamos ahora la metanfetamina, sobre la que Ud. recién dijo que era la que produce un mayor cambio en el cerebro, mayor dependencia y mayor compulsividad.
—Y además es muy fácil de hacer.
—En la Argentina recientemente tuvimos un triple crimen que se atribuye a hasta el no hace mucho desconocido para los argentinos Cartel de Sinaloa, los líderes de la metanfetamina. ¿Qué pasa con México y la metanfetamina?
—En los últimos dos o tres años, la metanfetamina, que hace cinco años no existía, se ha vuelto la causa número uno de admisión psiquiátrica en lugares como Colima (norte de México).
—En Argentina el consumo de metanfetamina en las discos se convirtió en una moda tan difundida que el agua mineral con la que combate la deshidratación quien consumió, se vende al doble del precio de una cerveza, y los dueños de las discos cierran el aguda corriente de los baños para obligar a los adolescentes consumidores a comprar agua. ¿Escuchó de algo similar en otros países?
—No había oído esto nunca. En las discotecas están las metanfetaminas y el éxtasis, que son particularmente tóxicas cuando se combinan con la hipertemia y la deshidratación, y la manera en que se pueden dar casos muy serios de intoxicación es no dando agua.
—¿Es la metanfetamina en el siglo XXI lo que fue la cocaína en las últimas décadas del siglo pasado: la droga euforizante de la fiesta?
—En Estados Unidos el éxtasis ha bajado muchísimo. El gobierno se metió en una campaña muy poderosa para hacer evidentes sus consecuencias. Y lo mismo se está haciendo hoy con la metanfetamina, y aparentemente se está yendo para abajo. Desgraciadamente estamos viendo un resurgimiento de la cocaína, y como problema número uno el aumento de drogas de prescripción, los analgésicos con opiáceos. La droga número uno en frecuencia entre los jóvenes es la marihuana, y la número dos es el vicodin, que es un analgésico con opiáceo que si va al dentista se la puede prescribir. De nuevo tenemos una situación en la que el aumento de las prescripciones y de la producción hacen más fácil el acceso.
—¿Eso es lo que usan los adolescentes como estimulantes?
—No sé si alguna vez le han dado un opiáceo con analgésico. A mí sí, y puedo decir que son drogas altamente placenteras. Cuando me la dieron, me pareció interesantísima la experiencia porque pude entender por qué alguien se puede volver adicto a lo que hace sentir ese medicamento. Y los jóvenes las están usando en lugar de las sustancias ilícitas porque piensan que al ser recetadas son menos dañinas. Estamos viendo de nuevo en Estados Unidos que han aumentado las muertes por sobredosis, significativamente. En los últimos veinte años se ha doblado el número de muertes por sobredosis.
—La metanfetamina, al ser fácil de producir, ¿es más barata?
—Es muy fácil y también es más barata que la cocaína.
—Por lo cual su penetración será más fácil en países como México, Brasil y Argentina, con una población con menores recursos económicos que la de EE.UU. y Europa.
—Pero si se hace imposible el acceso a la efedrina no se la puede producir. De lo que está hablando es de una situación en donde no hay control de la efedrina.
—¿Funciona la penetración como una ola: lo que llegó a México hace diez años, y hace cinco a Brasil, ahora está llegando a la Argentina?
—Lo que me horroriza es lo rápido que se mueve esta hola. Yo hice la carrera de Medicina en la ciudad de México y nunca vi un caso de cocaína. Jamás escuché que se hablara de la metanfetamina. Pero ahora voy a México y hay cocaína por todos lados. En los niveles de la frontera, hay un gran problema de inyección de drogas con una tasa altísima de sida y de hepatitis C. Y lo mismo sucede hoy con la metanfetamina. Es la droga numero uno ilícita en Colima. Y esto sucedió en sólo cinco años. Estas sustancias penetran en el mercado con tanta velocidad que se puede generar una catástrofe rapidísimo.
—El gran argumento de los jóvenes es que de la misma forma que una copa de vino por día no hace daño, tampoco hace daño fumar un habano o dos cigarrillos por día después de las comidas, o un cigarrillo de marihuana dos o tres veces por semana. ¿Las neuroimágenes del NIDA mostraron daño cerebral en personas con consumos moderados de marihuana o en todos los casos se trataba de personas de alto consumo? O sea, ¿hay un consumo no abusivo de drogas o en todos los casos se encuentran daños cerebrales?
—Me he concentrado en casos severos o moderadamente severos. Por lo tanto, mis resultados no son aplicables a gente que utilice las drogas socialmente o a niveles bajos. Lo que se sabe es que cada uno de nosotros trae consigo una carga genética, sobre la que no tenemos ningún control, que nos da diferentes vulnerabilidades a la adicción a las drogas. Entonces usted puede decir que quiere fumar dos o tres cigarrillos de marihuana al año y no le va a pasar nada…
—¿Y dos o tres por semana?
—He tratado con adictos a drogas durante muchos años y nunca encontré a nadie que haya empezado a consumir pensando que se iba a volver adicto. Empezaron pensando que no les iba a pasar nada, hasta que terminaron volviéndose compulsivos. Y hay personas no adictas que mueren por una sobredosis, lo que tiene que ver con la carga genética de vulnerabilidad de cada uno. Por un lado, está la vulnerabilidad a la adicción, y por el otro la vulnerabilidad a los efectos de las sustancias…
—¿Es un mito el argumento de que el consumo moderado de marihuana es menos perjudicial para la salud que el de cigarrillo?
—Hay estudios que muestran que la marihuana es muy dañina y otros que muestran que no es tan dañina. A nivel pulmonar, hace un tiempo se publicó un estudio que decía que era menos dañina, y esto tenía que ver con una cuestión cuantitativa. ¿Por qué? Porque si uno fuma dos paquetes de cigarrillos, fuma durante todo el día, pero si se fuma marihuana, se lo hará como mucho 4 o 5 veces al día. De lo que no hay dudas es que las sustancias de la marihuana son dañinas y cancerígenas. Pero no hay evidencia de si esas sustancias son más o menos dañinas que las del cigarrillo. La diferencia está en el nivel de exposición que se tiene con la sustancia.
—¿La nicotina es la más adictiva?
—La cocaína y la metanfetamina.
—Le preguntaba respecto de la marihuana.
—Depende de los factores genético-sociales. Es importante la edad a la que se empieza. Y esto se ha documentado para la marihuana, la nicotina y el alcohol: cuanto más joven se empieza, mayor es la posibilidad de volverse adicto. Pero el 50 por ciento de la vulnerabilidad está dado por los genes, por lo que conviven factores genéticos y de desarrollos.
—¿Los genes determinan la vulnerabilidad general hacia las adicciones o hay personas que para determinadas drogas tienen una mayor vulnerabilidad genética, pero para otras tienen menos o no tienen?
—En general, si tiene vulnerabilidad para la adicción, la tiene para todas las drogas. Pero, dentro de esa generalidad, hay gente que tiene vulnerabilidad para la nicotina pero no para la cocaína. ¿Sabe por qué está esa vulnerabilidad común? Uno de los hallazgos más interesantes en el área de las drogas es que el tipo de genes que están involucrados en la vulnerabilidad tienen que ver con genes que están involucrados en el aprendizaje y la memorización, es decir, en la formación de nuevas sinapsis. Entonces, los genes que permiten formar estas nuevas sinapsis permiten aprender y acondicionarse, que es muy importante en las relaciones sociales, y son los mismos que permiten volverse adicto más fácilmente. Entonces, si fácilmente se condiciona a un ambiente, probablemente también fácilmente se condicione a las drogas.
—¿Cómo define la palabra “acondicionamiento”?
—Hay un componente de afecto. ¿Por qué tenemos la tendencia de ir repetidamente a los lugares que ya conocemos? Es una reacción emocional que nos hace sentir bien. ¿Por qué le gusta ver a sus amigos? Es una reacción afectiva. Todas las relaciones afectivas tienen un componente de acondicionamiento. El acondicionamiento es la memoria en donde lo que recuerda es la emoción y no el hecho.
—¿La memoria emocional?
—Claro. Ocurre en un área del cerebro que se llama el hipocampo. Pero lo que le permite evocar la emoción sucede en otra área, pero es también la memoria. Y eso es el acondicionamiento.
—Leí que las mujeres les cuesta más dejar de fumar que a los hombres. Creí que una de las causas era el mayor temor de las mujeres a engordar. ¿Es así o tiene que ver con la mayor emocionalidad de las mujeres y el “acondicionamiento”?
—Definitivamente, el temor a engordar es una de las causas. Es muy difícil dejar de fumar no sólo por la adictividad de la droga, sino porque nos han acondicionado a fumar la droga en todos los lugares. Entonces, todos los lugares se la van a evocar. Comida o drogas aumentan la dopamina. No le estoy dando una droga, sólo le estoy presentando el elemento al que está acondicionado. Lo mismo genera la droga.
—Eso explica por qué los fumadores encienden un cigarrillo después de hacer el amor o comer.
—Típico. Están totalmente acondicionados a esa sensación. Y las mujeres se acondicionan más que los hombres al cigarrillo porque responden mucho más fuerte a los estímulos de acondicionamiento. El estímulo acondicionado va a generar la respuesta del cerebro que se va a traducir como experiencia de querer tomar la droga.
—Ud. estudió también la obesidad como adicción.
—Mi interés surgió por la similitud de los casos. Clínicamente, una persona adicta a la droga que tiene esa compulsividad que no puede frenar me recordaba mucho a los pacientes que entraban con cuadros de diabetes e hipertensión, y sin embargo no podían dejar de comer. Estamos promoviendo estudios, en aquellos casos en que se puede obtener información útil para la adicción con las drogas. Es importante, porque los circuitos que toman las drogas son los que creó la naturaleza para la motivación de los efectos placenteros de la comida y de acondicionamiento y de interacción social. Para mí, como instituto, es una gran ventaja contar con medicamentos para la obesidad que puedo usar para tratar la adicción. ¿Por qué? Porque las farmacéuticas no están interesadas en desarrollar medicamentos para la drogadicción. No hay mercado. En cambio, hay un enorme mercado de millones de dólares para desarrollar medicamentos contra la obesidad. En la oportunidad de encontrar los vínculos entre un problema y otro, nos permitiría tener acceso a esos medicamentos.
—Algunos tratamientos para adelgazar utilizaban hace años anfetaminas y hoy antidepresivos. ¿La dopamina es la responsable de todo?
—La dopamina es la responsable de la motivación, que es lo que da el impulso para la vida. La motivación es importante para la atención, el placer, las relaciones sociales y los procesos cognoscitivos. Si hay algo que no lo motiva, nunca lo va a poder entender. Un día estaba en un congreso sobre el déficit de la atención, muy aburrida, y no podía prestar atención. Me dije que sería buenísimo tener una píldora que pudiera lograr que esa situación tan aburrida se transformara en algo divertido. Y ahí hice click y me di cuenta que eso es lo que generaba el café. O lo que generan estas sustancias sobre las que estuvimos hablando: al aumentarse la dopamina, algo que es aburrido parece mucho más divertido. Hay gente totalmente amotivada que tiene niveles de dopamina muy bajos, y tiene altos riesgos de depresión. Lo importante es la emoción.
—¿Usted dijo que los antidepresivos no funcionan para el tratamiento de la obesidad?
—Y los estimulantes tampoco.
—¿Por la plasticidad o tolerancia del cerebro, pasado cierto tiempo deja de hacer efecto?
—El estimulante lo vuelve tolerante. Requiere dosis más y más altas. A principios del siglo pasado, cuando se empezó a utilizar la cocaína para perder peso, se requerían dosis cada vez más altas. Lo mismo sucedió en los 50 y 60 con la efedrina, la seudoefedrina, las anfetaminas y la metanfetamina. Pero empezó a haber muchos casos de psicosis, y se dieron cuenta de que no funcionaban.
—¿Cuál es su opinión sobre los antidepresivos?
—Para la gente que sufre depresión clínica pueden ser de una gran utilidad. Pero estamos sobreutilizando los medicamentos psicoactivos, incluyendo los antidepresivos, para el tratamiento de una reacción emocional que puede ser normal. Un fármaco se debe utilizar cuando se trata de un caso depresivo clínico, cuando es una enfermedad y no un estado anímico.
—Freud y Lacan hablaban del contexto melancólico del drogadicto. Viendo esta relación con los antidepresivos y las drogas, y cuando menciona que un 50 por ciento de las vulnerabilidades es de tipo genético, me pregunto si no hay una predisposición a la depresión en las personas que tienen mayor vulnerabilidad hacia las drogas.
—Si tiene una vulnerabilidad hacia la depresión, eso aumenta el riesgo del uso de las drogas. El cerebro está hecho para realizar conductas que nos hagan sentir mejor. Si está deprimido, los estímulos sociales normales no lo sacan de ese estado de apatía. Pero las drogas, por un rato, sí. Imagine ver un mundo en blanco y negro que de repente se vuelve de colores al tomar una droga.
—¿Quienes se drogan están autoprescribiéndose antidepresivos, o sea, se automedican con las drogas?
—Es así en un gran porcentaje. Particularmente importante es reconocer esto en los adolescentes, donde hacer un diagnóstico de depresión es más difícil que en un adulto. Un mensaje para la psiquiatría, que siempre ha relegado el problema de las drogas, es que están perdiendo la oportunidad de realizar una intervención que les permita evitar un problema de enfermedad mental. El uso de drogas en la niñez o en la adolescencia debe alertar al psiquiatra de que existe una enfermedad psiquiátrica subyacente que lo lleva a consumir drogas.
—¿Se imagina un futuro en el que una significativa parte de la sociedad consuma antidepresivos de la misma manera en la que durante los años 50 se consumían cigarrillos?
—Vivimos en una sociedad sobremedicada. No sólo para la enfermedad, sino para sentirnos mejor. En EE.UU. hay 100 millones de prescripciones de vicodin al año. Y no es el único opiáceo. La cantidad de medicamentos que se producen y se prescriben en EE.UU. es gigante. Y estuvo aumentado durante los últimos treinta o cuarenta años. Lo que podemos pensar es que si esto no se controla va a seguir creciendo cada vez más.
—¿Hay alguna relación entre el sistema político y el uso de las drogas?
—Las drogas son parte de la civilización humana desde el inicio. Se ve en sistemas políticos totalmente diferentes.
—Dos perspectivas, consumidor-productor. En los países en vías de desarrollo el narcotráfico es un mecanismo de financiación ilegal de la política; en los países desarrollados, la droga cumple el papel de tranquilizador social, simplificadamente un político vende felicidad.
—Expectativa de felicidad.
—Los soldados norteamericanos en Irak están consumiendo Prozac. Esa expectativa de felicidad es una herramienta.
—El uso ahí es distinto porque los niveles de estrés en las condiciones de Irak no tienen nada que ver con nuestras vidas. Hubo mucho desajuste emocional en estas personas que son sometidas a situaciones de batallas tan intensas…
—Argentina padeció en 2001 el mayor default de la historia económica moderna. Nuestra sociedad vivió un shock enorme, prácticamente no hubo quien de la noche a la mañana no haya perdido un 70% de sus bienes. Al ver al Prozac como una herramienta en la guerra de Irak contra el estrés vale especular si no hubiera sido ideal para los políticos argentinos contar con Prozac para colocarlo en el agua corriente y hacer a los argentinos más soportable el estrés de esa situación tan extrema.
—Hay una diferencia en ese tipo de cambio social y económico, y es el concepto de que si le sucede a todo el mundo, se acepta mucho más una situación inaceptable. Si está aislado, funciona otra dinámica.
—Pero es una herramienta de guerra si un Estado beligerante cuenta con ella y el otro no.
—Absolutamente. Uno de los intereses de todas estas organizaciones de defensas es conseguir medicamentos que permitan mantenerse alerta sin tener que dormir, sin perjudicar el juicio o la percepción. La droga número uno en los EE.UU. es la marihuana pero de la segunda a la octava, son medicamentos. Es la industria farmacéutica y no los países en vías de desarrollo la que está promoviendo la mayor parte de las drogas que consumen los jóvenes en EE.UU.
—Antes de pasar a ese tema, ¿si EE.UU. hubiera contado con Prozac en Vietnam la guerra podría haber sido diferente?
—No habrían tomado heroína pero no hubiese sido otro el resultado. Esos medicamentos no son milagrosos.
—La decadencia de China durante el renacimiento europeo y su conquista por las potencias occidentales se apoyó en la difusión del opio entre los chinos para hacerlos dependientes e indolentes. ¿Serían posibles en el futuro nuevas conquistas utilizando las drogas para minar las fuerzas de algún país?
—Teóricamente, claro que es posible. Vuelva a una población adicta a las drogas y la destruye.
—El alcohol no produce el mismo efecto en las diferentes personas, sino que desinhibe la parte reprimida de cada uno: los muy serios se hacen alegres, los contenidos pueden transformarse en violentos, a otras personas las induce al llanto y la depresión. ¿Las drogas ilegales también revelan aspectos reprimidos de la personalidad?
—Todas las drogas, como toda experiencia nueva, revelan un aspecto nuevo del individuo. Se ve con el alcohol; hay gente que se vuelve muy taciturna y otra que se vuelve muy locuaz. Lo mismo con los estimulantes, puede haber gente que se ponga totalmente agresiva y paranoide y otra muy amigable.
—En los 60 fue muy común entre psiquiatras y psicólogos el uso de determinadas drogas, como el LSD, con fines experimentales. ¿Qué quedó de aquellas experiencias?
—Casi todo ese movimiento de la psiquiatría ha desaparecido en Estados Unidos. En John Hopkins están evaluando el uso del éxtasis para crear una experiencia vivencial de una gran intensidad, como una manera de darle inside en sus propios aspectos internos de reacción emocional. Esta estrategia ha sido criticada psiquiátricamente porque hay gente que es muy vulnerable y estas drogas que se utilizan, con las que se crea un cambio total de la percepción, pueden causar efectos muy duraderos dañinos para el individuo. Yo misma he recibido un par de propuestas para estudiar los aspectos potencialmente positivos del uso de estas drogas como elementos psicoterapéuticos. Lo mismo con el peyote, también hay interés, son drogas que se han utilizado para ceremonias por las mismas razones, porque crean un cambio de la percepción sensorial.
—El “uso recreativo” de las drogas o para la expansión de “las puertas de la percepción”, tal como las llamó el escritor Aldous Huxley. ¿Hay alguna posibilidad de considerar algunas drogas como un elemento de expansión de la recreación, que haya pasaje de ida y vuelta, o decididamente el pasaje es sólo de ida?
—Dar cocaína a alguien lo puede energizar, pero también le puede ocasionar un accidente cerebrovascular.
—¿Ud. probó alguna droga por el motivo que fuera?
—Nicotina y alcohol.
—Clinton en el pasado, luego Bush y ahora Obama confesaron que probaron drogas. ¿Cómo afecta a la sociedad ver que todos sus presidentes de los últimos veinte años confiesan haber probado droga?
—Me gustaría decirle que ayuda a la sociedad a rebatir el concepto de que si alguien prueba la droga está dañado, porque un gran porcentaje de los jóvenes son expuestos a las drogas. No es algo moral, es una situación social y cultural. Bush tuvo problemas más severos, pero qué bueno que Obama nunca cayó en ningún estado de adicción ni dependencia. Evidentemente, no tiene los factores genéticos, si no, no tendríamos un candidato con esa brillantez. Por el otro lado, alguien con muchos recursos materiales, la familia Bush, no lo protegió lo suficiente como para decirle que no a tomar alcohol. La drogadicción no discrimina y cualquier persona puede ser vulnerable.
—¿Cómo cambia el cerebro de un adicto? ¿Es correcto decir que produce un efecto de envejecimiento prematuro del cerebro?
—Ciertas drogas producen cambios similares a los del envejecimiento. El mensaje educativo a los jóvenes no es que en 15 años les va a dar cáncer, sino cuáles son los sistemas que envejecen con las drogas: los de la motivación del placer; los cambios que se ven en una persona de 25 años adicta son equivalentes a la manera de cómo se vería el cerebro de una persona de 60, 65 años.
—¿Qué sucede con la memoria?
—Al sistema de la memoria principalmente lo afectan el alcohol y la marihuana. La gente intoxicada con marihuana no puede aprender porque el hipocampo está completamente extorsionado por su uso. El hipocampo también tiene una gran concentración de sistemas inhibitorios, y el alcohol los activa. Genera problemas severos de memoria que pueden durar varias semanas, pero si no se consumen drogas, eventualmente, se puede recuperar, aunque no totalmente, en alguien que ha tomado alcohol por años.
—Si el envejecimiento deteriora la acción de la dopamina en el cerebro, ¿lo que descubre para curar la drogadicción sirve también para tratar los efectos no deseados de la vejez respecto de la dopamina?
—Sí. Estoy intentando convencer a la industria farmacológica de que no fabrique medicamentos contra la adicción a la cocaína, les pido que desarrollen drogas contra procesos afectados por la drogadicción. Uno de los procesos es el funcionamiento de la corteza frontal, que es una de las áreas donde la actividad disminuye cuando se envejece. Me interesa mucho la fabricación de medicamentos que puedan fortalecer esta corteza. Existen datos de que el cerebro es mucho más plástico de lo que se pensaba antiguamente; aun en la vida adulta, se pueden reforzar áreas que estén debilitadas, y ciertos medicamentos pueden acelerar este proceso de reforzamiento. Entonces esto, que ayudaría a una persona adicta, ayudaría a una persona anciana.
—¿Las mujeres mayores tienden a la depresión y los hombres mayores a la agresividad por trastornos dopamínicos o por otras cuestiones hormonales?
—La dopamina está involucrada en la depresión. Uno de los medicamentos antidepresivos va a los transportadores de la dopamina, no a los transportadores de la serotonina, como el Prozac. El estrógeno y la progesterona interactúan directamente con los receptores. En la mujer post menopáusica esos factores de regulación dopaminérgica no van a tener tanta influencia. No está claro actualmente por qué en la etapa post menopáusica el aumento de la depresión es mayor en las mujeres.
—¿Y la agresividad en el caso de los hombres?
—La testosterona se va para abajo como las hormonas en las mujeres. Pero los hombres tienen mayores reacciones amigdalinas que están relacionadas con la agresividad y la violencia. En un sistema social la corteza prefrontal le permite controlarlo; conforme va envejeciendo, el funcionamiento de la corteza prefrontal se va para abajo. Lo que en el pasado podía controlar muy bien, se pierde de control.
—¿Una persona con aversión al riesgo difícilmente tenga predisposición a ser adicto?
—Si le gustan las cosas riesgosas va a experimentar…
—Pero no quiere decir que se vuelva adicto.
—No. Experimenta, pero no tiene esos cambios neuroplásticos, entonces nunca se vuelve adicto. Por otro lado, tiene aversión a tomar drogas, pero va al doctor y le da un medicamento potencialmente adicto y tiene los genes para la neuroplasticidad: se vuelve adicto al medicamento. Puede entrarle por las dos maneras.
—¿Hay alguna relación psicosocial entre rock y drogas, o arte y droga, o el factor genético es el que predispone incluso para la elección de la profesión?
—Tenemos ideas del tipo de genes y proteínas que están produciendo esa vulnerabilidad pero aún no sabemos cuáles son los genes de la predisposición. Depende del medio en el que se mueve: si es más aceptado o no, determina una mayor probabilidad de tomar drogas. En los medios artísticos es mucho más aceptado que en el medio de los abogados o de religiosos. Me puede decir que aquella persona que tomó la religiosidad era distinta también, y eso es correcto. Pero también hay sistemas sociales donde se promueve. Hay médicos con muchísimo más riesgo de tomar drogas, no por su personalidad, sino por el ambiente en el que están. Los anestesiólogos, los médicos de salas de emergencia, donde el acceso a los medicamentos es muy fácil, pero no es que sus personalidades sean diferentes. Cualquier persona puede ser vulnerable a la adicción. La idea de que porque una persona es estudiosa, no le gustan los riesgos no va a volverse adicta, no es el caso. George Bush y Obama son dos casos de personalidades totalmente distintas; uno no se volvió adicto, el otro, probablemente, tenía un síndrome de dependencia.
—La Argentina tiene al mayor ídolo musical y ha tenido al mayor ídolo deportivo con tratamiento de rehabilitación por consumo de drogas. ¿Qué es lo que se utiliza actualmente en los EE.UU. para tratar a los adictos?
—Depende de la droga, de la edad y de la historia del paciente. Primero, la adicción es una enfermedad crónica, entonces el relapso es parte del proceso. Es muy difícil encontrar a alguien que tenga una adicción severa, que se lo ingrese en un tratamiento y que no recaiga. El nivel de recaída en la adicción es de 70 por ciento. En la heroína tenemos medicamentos muy poderosos, el que más se conoce es la metadona, pero hay un medicamento que tiene mejores propiedades, más caro, que es la buprenofina. No todos responden, pero la probabilidad de recuperación es muy alta. El tratamiento debe considerarse crónico, no es una rehabilitación de dos o tres meses y ya está curado. Es tratamiento, no curación.
—¿Pronto van a estar listas dos vacunas contra la nicotina y varios años después otra contra la cocaína?
—Estamos promoviendo investigación en la vacuna de la nicotina. Científicamente, existe la posibilidad, pero decir cuándo la voy a tener depende de la cantidad de recursos económicos que se inviertan.
—¿La solución a los problemas de drogadicción vendrá de la ciencia?
—La drogadicción tiene un componente social que condiciona tanto que pensar que un medicamento va a ser suficiente creo que es muy simplista. Los medicamentos van a ayudar a aumentar la probabilidad de que la gente pueda dejar de tomar drogas. Es como el tratamiento de la depresión; se pueden dar medicamentos antidepresivos, pero la intervención psicoterapéutica aumenta enormemente las chances.
—¿Así como una vacuna libró al mundo de la poliomielitis, se podrá decir lo mismo con la cocaína en el futuro?
—Se libera la vacuna contra el polio y después tenemos el VIH, desarrollo una vacuna contra la cocaína, tengo la anfetamina. Si no quiero que mi hijo tome cocaína o nicotina, vamos a darle la vacuna. Entonces el que quiere drogarse no consume nicótica, consume algo más peligroso.
—Suele decirse que las drogas ocupan un lugar necesario porque la vida, sin algún tipo de estimulante, es insoportable. ¿Puede decirse entonces que es intrínseco al ser humano y a todas las épocas?
—Es posible, teóricamente, tener una civilización sin drogas. La probabilidad de que eso ocurra es muy baja dada la fuerza que tienen en motivar, pero podría serlo porque hay pequeños grupos donde nunca ha existido la droga, donde no se necesita para la supervivencia.
—Ud. experimentó con la droga que se prescribe para el trastorno de déficit de atención con hiperactividad que afecta del 3 al 7% de los niños, el metilfenidato (Ritanil), que tiene efectos similares pero más potentes que los de la cafeína, y similares, pero menos potentes, que los de las anfetaminas. Ud. dijo que tiene el efecto notable de disminuir el comportamiento impulsivo y mejorar la atención en las personas con ADHD, especialmente en los niños, ayudándolos a concentrarse. Pero el abuso de metilfenidato por sus efectos estimulantes (supresión del apetito y del sueño, aumento de atención/concentración y euforia) puede producir efectos similares a los de la cocaína. ¿Es cierto que utilizó metilfenidato como sustituto de la cocaína en algunos experimentos?
—La utilicé para comparar la respuesta del cerebro de una persona adicta a la cocaína y la de una persona no adicta a la cocaína.
—¿No es sustitutivo, no produce efectos similares?
—En la mayor parte de los adictos a la cocaína produce un efecto similar. Euforia. En los que no son adictos las respuestas son muy variadas. A la mitad de la gente les molesta mucho la manera en que los hace sentir, fuera de control. Un porcentaje de individuos no adictos a las drogas responde al metilfenidato como algo placentero. Estaba estudiando cocainómanos a los cuales les estaba dando metilfenidato intravenoso, y excepto por un caso de un paciente que tuvo una respuesta de mucha angustia, a todos los cocainómanos les ha gustado muchísimo la sensación, la describen como muy similar a la cocaína, excepto que los efectos físicos de taquicardia son mucho más duraderos.
—El organismo que usted dirige dedica el 30% de sus recursos al VIH por el contagio que genera el uso de jeringas. Pero, ¿cuál es la relación intrínseca entre drogas y sexo? El alcohol desinhibe, la metanfetamina y la cocaína aumentan el deseo sexual.
—Tiene muchísimos aspectos. El alcohol desinhibe, aumenta las interacciones sociales. Shakespeare decía: “It provokes the desire, but it takes away the performance”.
—Dos copas aumentan el deseo. Diez lo destruyen.
—Pero la heroína quita completamente el deseo sexual. Como con el alcohol, una dosis pequeña de cocaína aumenta el deseo sexual, pero si cae en uno de esos binyes, forget about it. La metanfetamina se utiliza en forma oral para aumentar el deseo sexual, y la utilizan también cuando van a estas fiestas donde van a tener muchas relaciones anónimas de alto riesgo, y la combinan con Viagra porque puede disminuir la performance. También existe el uso de la droga acondicionada con el sexo o el sexo acondicionado con la droga.
—Tanto Freud como Lacan describían a la droga como un autoerotismo. En los casos que recién mencionó, es la droga en sí misma el placer final, todo lo demás es irrelevante. ¿Existe el orgasmo farmacológico?
—Existe. Cuando alguien adicto a la heroína está destoxificándose puede tener un orgasmo, pero no es placentero. Cuando una persona está compulsivamente tomando cocaína y le pregunta por qué, dice: “No sé, ya ni siquiera es placentera, no puedo dejar de hacerlo”. El placer es lo que seduce, pero sólo en la primera parte, después se vuelve compulsivo, el placer es irrelevante.
—En términos freudianos, la diferencia entre deseo y goce.
—No solamente, si como algo placentero es distinto el placer que siento en la primera porción que luego de varias.
—Esa es la ley de la utilidad marginal decreciente: el valor del primer vaso de agua en el desierto por el que se da todo y el último, que sólo lo toma si le pagan por hacerlo. Pero mi pregunta es psicológica: si el adicto es aquél que no se puede saciar porque no puede gozar.
—Se vuelve inflexible. Se pensó mucho tiempo que el adicto tenía mayor placer con la droga; yo hice el estudio, y no. Le da la droga y el valor es mucho menor que en las personas que no son adictas, pero desea algo insaciable de esa compulsividad. Hay inflexibilidad porque el área del cerebro que le permite cambiar está dañada.
—Freud asociaba la droga a la teta, al autoerotismo como una falta de destete, y su visión era que el sexo maduro se alcanzaba en la etapa genital, no en la oral ni en la anal.
—Cuando se es niño o adolescente esa área el cerebro que permite controlar está mucho menos desarrollada. Pero cuando se es niño o adolescente se tiene mucha mayor sensibilidad a todos los estímulos ambientales, y el drogadicto tiene una disminución a la sensibilidad de los factores placenteros, entonces hay aspectos similares y otros muy distintos. En los escritos de alguien que ha tenido problemas de drogas, se ve que se quedan en la etapa de cuando han comenzado a consumir las drogas, porque toda su vida se ve concentrada en los rituales de conseguirla, nunca se exponen a todo el desarrollo que es necesario. Creo que el uso de la droga en la mayor parte de los casos tiene una iniciación como una interacción de grupo, los jóvenes expuestos por otros jóvenes.
—Ud. sostuvo que la adicción al tabaquismo aumenta en personas con trastornos mentales. Por ejemplo, mencionó que el 85% de los pacientes esquizofrénicos fuma cigarrillos o usa drogas. ¿Las drogas mitigan los síntomas de su patología?
—El 90 por ciento de los esquizofrénicos fuma cigarrillos y un gran porcentaje usa drogas. Fuman en parte porque aumenta su capacidad de filtración sensorial. Tenemos una limitación temporal en la capacidad de procesar estímulos. El esquizofrénico no lo tiene, y al fumar cigarrillos ve el estímulo y lo normaliza. Esto permite cognitivamente funcionar mucho mejor.
—Antes de acumular su larga experiencia en EE.UU. Ud. pasó por el Hospital Psiquiátrico Sainte Anne de París, el mismo donde Lacan hizo su residencia y escribió su tesis de doctorado sobre la paranoia. Leí que en los comienzos de su carrera Ud. comenzó a experimentar con neuroimágenes investigando la esquizofrenia. ¿Le habría gustado ser una psiquiatra al estilo de Lacan o Freud?
—Me encantan los aspectos teóricos y leer a Freud, me encantó cuando estaba en el hospital psiquiátrico, ir a las lecturas de Lacan y la psiquiatría clínica y psicoanalítica, y todavía me interesa muchísimo, pero como médico, como psiquiatra, como científico, para mí la oportunidad de poder ver dentro del cerebro humano es extraordinaria, y no la cambiaría por nada.
—¿Sería una exageración decir que en EE.UU. Freud y Lacan no son considerados ciencia sino religión?
—Hay gente que tiene un gran respeto por la habilidad de Freud de sintetizar conceptos tan avanzados cuando no existía la información. Por ejemplo, el concepto de la conciencia y la inconciencia. Actualmente sabemos que es a través de la imagenología que nuestros procesos inconscientes se permeabilizan en nuestras decisiones sin darnos cuenta de que está pasado. Hay mucho respeto de cierta gente, pero hay otros que dicen que es literatura o religión. El problema es que algunos han tomado sus escritos como una biblia, y no es culpa de Freud; es culpa de quienes toman literalmente lo que dijo a principios del siglo pasado como si no hubiera habido conocimientos nuevos en estos cien años.
—Ud. está en el país con mayor cantidad de psicoanalistas per cápita del mundo. ¿Qué piensa del psicoanálisis?
—Veo a Freud como un neurocientífico sin las técnicas pero con una gran comprensión y una capacidad analítica extraordinaria. Hay gente en el campo psicoanalítico que mantiene esta rigurosidad intelectual de pensamiento. Con lo que yo no estoy de acuerdo es con seguir las técnicas que se usaban cien años antes.
—Dedicó su vida a estudiar el cerebro humano, ¿en qué porcentaje conoce a los seres humanos más que antes?
—Aprendí que a pesar de que como seres humanos queremos sentir que estamos tomando decisiones con nuestras partes cognitivas del cerebro y del raciocinio, lo que resulta de nuestras acciones es mucho más inconsciente con asociaciones mucho más afectivas que la parte cognitiva. Al entrar en el mundo de las drogas, eso se hace más evidente.
—Somos mucho menos racionales de lo que creemos.
—Mucho menos. Pusieron en un estudio de imágenes a republicanos y demócratas, y les presentaban un anuncio de un republicano o un demócrata. Si era demócrata y le ponían un aviso demócrata, se le activaba el sistema límbico; si era un aviso republicano, su corteza prefrontal se activaba inmediatamente. Cuando oigo al candidato con el que me identifico, existe esta reacción emocional de calor humano, hasta de querer abrazarlo, una reacción emotiva. En cambio, me ponen al otro, e inmediatamente toda mi capacidad intelectual se va a destruir los argumentos. No entro a destruir los argumentos de la persona con la que estoy acondicionada; acondicionamiento positivo para éste y se me activa el sistema límbico; tengo un elemento de acondicionamiento negativo con el otro y se me activa el sistema cognitivo.
—Schopenhauer especialmente y Nietzsche, desde la filosofía, pusieron a la voluntad como la condición esencial de la vida. Sabiendo que la adicción se caracteriza por la pérdida de la voluntad y el libre albedrío, ¿qué reflexión filosófica le dejaron sus estudios sobre el cerebro?
—Lo veo desde la perspectiva de la libertad. La libertad tiene sentido cuando se tiene posibilidad de elección. He aprendido sin embargo que lo que es libre albedrío no es algo fijo, y que en ciertos momentos de la vida el control sobre ella no va a ser tan fuerte. Creo que si todos somos honestos podemos evaluarnos en momentos en que hemos perdido el control en cierto nivel.
—El derecho comprende esa situación en los estados de emoción violenta.
—Cuando las emociones son muy intensas, como puede suceder con un adicto a las drogas, la corteza frontal se desconecta porque se genera el mecanismo de... flight, entonces la corteza en esa circunstancia se vuelve negativa para tu supervivencia.
—Ud. conduce un organismo del país en que más severamente se responsabiliza a las personas por sus elecciones equivocadas.
—Se lo puedo llevar al extremo de cómo nuestros genes determinan nuestra responsabilidad y nuestra conducta. Hace siete años se hicieron unos experimentos con animales. Hay dos especies que son básicamente similares, excepto que una es monogámica y la otro poligámica: la diferencia es un gen que tiene que ver con la oxitocina. A los animales monogámicos se les cambia el gen y se vuelven poligámicos, y viceversa. No es algo moral, es algo biológico.
—¿Algo que no le haya preguntado que quiera transmitir a los argentinos?
—Que la adicción es una enfermedad del cerebro y que desgraciadamente las áreas del cerebro que están afectadas son áreas que influyen en nuestra capacidad de libre albedrío. De ahí que a veces las personas que consumen drogas tengan conductas que parecen tan estúpidas y con consecuencias tan graves que no tienen ningún sentido, porque la manera en que ellos están tomando decisiones es muy distinta a cómo sería si esas áreas estuvieran funcionando apropiadamente. La adicción a las drogas no se cura, pero se puede tratar y el pronóstico permite a la persona recuperarse básicamente con un tratamiento adecuado.
—Una mirada optimista.
—Absolutamente.
Obrigado ao Daniel Oiticica pela indicação.
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