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segunda-feira, 14 de maio de 2018

DROGAS




Uma revisão geral de estudos que compilou as melhores e mais recentes informações sobre uso de drogas, lícitas ou ilícitas, e suas consequências mostrou que o álcool e o tabaco são as substâncias viciantes que representam de longe o maior fardo à saúde pública global. Muito mais do que todas as drogas ilícitas, como maconha, cocaína, heroína e outros opioides, juntas. (Globo)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Indústria do tabaco promove ataques cada vez mais agressivos


Ações da indústria se voltam aos adolescentes e mulheres. Número de fumantes gira em torno 1,1 bilhão em todo o mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou na última quarta-feira (30) que segue firme na guerra contra a indústria do tabaco, acusada de usar a 'intimidação' e de lançar 'ataques cada vez mais agressivos' para debilitar as políticas públicas contra o cigarro. 'Temos que ser aliados nesta batalha contra a interferência da indústria do tabaco. A OMS rejeita terminantemente suas tentativas de intimidação e todas suas sujas artimanhas', declarou o diretor da Iniciativa Livre de Tabaco da OMS, Douglas Bettcher.

Em entrevista coletiva às vésperas do dia mundial sem tabaco, celebrado nesta quinta (31), Bettcher pediu unidade para resistir às artimanhas da indústria do tabaco, que, por sua vez, tenta 'atingir' grupos de consumidores cada vez mais jovens.

O consumo de tabaco no mundo permanece estável, com 20% da população mundial. Entre os homens, a prevalência é de 38%, enquanto entre as mulheres é de 10%.

'Em termos absolutos, o número de fumantes gira em torno 1,1 bilhão em nível mundial, destacando uma tendência específica ao aumento do consumo entre mulheres jovens da América Latina, Europa e algumas partes da Ásia', apontou outro analista da OMS na luta contra o tabaco, Armando Peruga.

Segundo Peruga, essas regiões citadas registram cada vez mais casos de adolescentes, entre 13 e 15 anos, 'viciados em nicotina', sendo que o consumo do tabaco é diretamente responsável por doenças que causam a morte de 6 milhões de pessoas ao ano.

No último século, de acordo com Bettcher, o tabaco provocou a morte de 100 milhões de pessoas. Seguindo as projeções, o século 21 poderia registrar a morte de 1 bilhão de pessoas por causa do tabaco.

No entanto, as vítimas dessa indústria não são somente os fumantes, mas também todos aqueles que inalam a fumaça produzida por outros.

Um recente estudo citado por Peruga revela que 300 mil pessoas no mundo morrem anualmente por causas relacionadas à exposição da fumaça do tabaco e que, deste número, 120 mil são crianças menores de cinco anos.

Em termos de interferência da indústria com os processos legislativos nacionais, Peruga citou os esforços que as companhias de tabaco fazem para impedir que a Austrália introduza um novo pacote padrão para os maços de cigarros.

A partir de outubro, o governo australiano deve aplicar uma nova legislação que impedirá que as empresas utilizem cores ou desenhos atrativos em torno de seus logotipos. Dentro desta nova lei, os maços terão um padrão único para todas as marcas.

A Nova Zelândia e o Reino Unido já declararam publicamente sua intenção de adotar uma medida similar, em relação a apresentação dos maços de cigarros, em um prazo de dois anos.

'A indústria está desesperada porque estão perdendo suas opções de espaços para fazer propaganda de seus produtos', comentou Bettcher.

O representante da OMS também enunciou os esforços da indústria do tabaco para captar consumidores cada vez mais jovens e também as mulheres, ou seja, grupos que estão abaixo da média nos níveis de consumo.

'Mais e mais jovens começam a fumar em idades mais adiantadas (...). Em países subdesenvolvidos podemos visualizar tendências muito perturbadoras. A taxa de mulheres adolescentes que fumam é a mesma que a de homens jovens e, em muitos casos, chega a ser mais alta', precisou.

'A indústria do tabaco deve ser desprezada, já que não mostra nenhuma intenção de seguir as leis existentes e adotar melhores práticas relacionadas ao consumo de tabaco', completou Bettcher.

Autor: Redação
Fonte: Efe

sábado, 14 de janeiro de 2012

Maconha é menos danosa para o pulmão comparada ao tabaco


Um estudo longitudinal envolvendo mais de 5.000 americanos adultos acompanhados por mais de 20 anos sugeriu que o consumo baixo e moderado de maconha é menos danoso aos pulmões do que a exposição ao tabaco.

O estudo foi realizado pela Universidade da Califórnia São Francisco e Universidade do Alabama at Birmingham.

Enquanto os resultados sobre a exposição ao tabaco produziu perda de função pulmonar, como era esperado, em relação a maconha, os pesquisadores encontraram resultados com padrões diferentes. Verificaram que o uso leve e ocasional de maconha não estaria relacionado a consequências adversas na função pulmonar.

Mark Pletcher, o principal autor do estudo, relata que um fator importante para a explicação destes resultados é que tipicamente um usuário de tabaco fuma muitos cigarros por dia, enquanto um usuário típico de maconha pode consumir poucas vezes por mês. Por outro lado o estudo também verificou declínio da função pulmonar com uso intenso de maconha ao longo dos anos.

Os pesquisadores consideram que este resultado pode contribuir para o corpo crescente de conhecimento sobre o uso baixo a moderado de maconha para controle da dor, estimular apetite, elevar o humor e em lidar com outros sintomar crônicos.

O estudo foi publicado no Journal of American Medical Association (JAMA) e a UFSC divulgou uma entrevista com o Mark Pletcher.

 Fonte: Psicologia - RedePsi 

Fonte da imagem AQUI

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Holanda proíbe tabaco em 'coffee shops' e preocupa usuários de maconha


Clívia Caracciolo
De Amersfoort, na Holanda, para a BBC Brasil

A lei antitabaco, que entra em vigor a partir desta terça-feira na Holanda, não irá excluir os famosos coffee shops – cafés que vendem maconha e haxixe e em que a compra e consumo das drogas também é permitido.

A nova legislação proíbe o fumo em cafés, bares e restaurantes e segue o exemplo de vários outros países europeus, que já adotaram a proibição.

Mas, na Holanda, a legislação, introduzida para proteger os não-fumantes, teve que ir mais longe por causa dos coffee shops.

De acordo com a nova legislação, os famosos joints – cigarros de maconha ou haxixe misturados com tabaco – só poderão ser consumidas em espaços internos reservados e isolados do restante do público nos coffee shops.

Os freqüentadores dos coffee shops, entretanto, poderão fumar cigarros de maconha pura, sem a mistura com o tabaco. Cigarros comuns só podem ser fumados do lado de fora dos estabelecimentos comerciais.

A permissão para o uso dessas cabines internas é a principal diferença da lei antitabaco holandesa com relação à de outros países europeus. Na Holanda, cigarros de maconha e haxixe não podem ser consumidos na rua - pelo menos oficialmente - e, por isso, a lei inclui a permissão para a construção dessas cabines isoladas.

A ofensiva antitabaco na Holanda vai ao encontro da orientação da União Européia, cujo comissário da Saúde, Markos Kyprianou, já expressou desejo de ver uma proibição total ao fumo de tabaco em locais públicos em toda a Europa em questão de poucos anos.

Comércio

Proprietários de coffee shops temem que a medida afete a freqüência dos estabelecimentos - tidos como importante atração turística na Holanda- já que a maioria dos clientes costuma fumar maconha e haxixe misturados com o tabaco.

O proprietário do coffee shop Pumpkin, em Amsterdã, Sigmund Laurent, diz que a droga pura é impossível de ser consumida porque "é muito pesada para o corpo, ninguém agüenta".

Segundo ele, a nova legislação irá mudar o perfil de seu estabelecimento comercial, já que os fregueses, que normalmente vão ao local para fumar seu joint, jogar xadrez, ouvir música e conversar.

"A partir de agora, vai se tornar apenas um centro de recolhimento do produto", disse Laurent.

Ele não tem espaço para construir uma cabine reservada, mas ainda assim calcula que não irá ter prejuízo financeiro porque o local é pequeno e sua clientela é fiel. Os clientes estão recebendo nota de esclarecimento com os detalhes da lei antitabaco.

Já o proprietário do coffee shop Trenchtown, em Amersfoort, investiu em uma cabine hermeticamente fechada com vidro duplo, para satisfazer sua freguesia fumante e a lei.

Dois terços do local estão dentro do "aquário" e os funcionários no balcão de atendimento são totalmente protegidos da fumaça, até mesmo para alcançar o banheiro.

Há dois meses, o proprietário do local começou com o "processo de educação" de sua clientela.

Segundo o gerente, "a tendência é que o movimento aumente ainda mais, já que o local será uma rara alternativa para quem deseja tomar um cafezinho acompanhado por um joint". Nos coffeeshops não são permitidas bebidas alcoólicas.

Adaptação

Muitos detalhes sobre a implantação da lei no país ficaram claros somente no final da semana passada. Isso porque a organização dos proprietários de hotéis, cafés e restaurantes (Horeca) abriu vários processos contra o governo para modificar algumas resoluções.

Há novas restrições para o uso de tabaco em barracas de campanha abertas ou fechadas, nos terraços, nos festivais culturais e artísticos, em danceterias, nas cantinas de ginásios de esporte entre outros casos específicos.

O que facilita a adoção da medida é que ela ocorre no verão. O calor e o tempo bom são essenciais para o sucesso da lei, assinala Angela Klarenbeek, proprietária do Jazz Café e Restaurante Lazy Louis, em Amersfoort.

"Dentro de três meses as pessoas já vão estar acostumadas a fumar lá fora e nem vão sentir a diferença".

Já o dono do restaurante Pallas Athenas, na região de Utrecht, Kostas Georgiadis, diz que vai esperar passar o verão para decidir se constrói ou não uma cabine para fumantes no andar superior de seu restaurante.

Festa

Organizações antitabagistas prevêem que a entrada da lei em vigor nesta terça-feira será marcada por grande movimentação nos bares, cafés, restaurantes e coffee shop.

Já os fumantes promovem, nesta segunda-feira, a "festa do cinzeiro", onde irão fumar seus últimos cigarros em ambiente fechado.

Uma enquete do instituto de pesquisa Nivel, a pedido do Ministério da Saúde e o Fundo para Asma, revelou que o setor de hotéis, cafés e restaurantes vai contar com 800 mil novos fregueses, entre pacientes asmáticos e de outras doenças respiratória e os não-fumantes.