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sábado, 25 de dezembro de 2021

2021: O ANO QUE MUDOU NOSSAS VIDAS

 


 Por Julia Ribeiro, para Canal Meio (canalmeio.com.br)

O ano parecia que não ia terminar. Muitas perguntas sem respostas. Horas de trabalho excessivas, crises de pânico, sobrecarga parental, exaustão materna, crescimento no número de divórcios e estresse prolongado. Casa virou trabalho, computador virou escola. Os sintomas da síndrome de burnout antes confinados aos ambientes laborais, transbordaram para outros âmbitos da vida cotidiana. A louça se acumulou. Os boletos não pararam de chegar. Conflitos latentes. Tensões antes veladas foram descortinadas.

“Nós nos revelamos para nós mesmos e para os outros. A sociedade se revelou em seus mecanismos cruéis, desiguais ou exploradores. Os pais, os filhos, os amantes, os chefes, os miseráveis e os ultrarricos: tudo está exposto”, resume a psicanalista Maria Homem, que escreveu o livro Lupa da Alma – Quarentena-revelação (Todavia).

No segundo ano de pandemia, especialistas registraram um aumento vertiginoso nos casos de transtornos mentais. A explicação é que a excessiva vigilância contra o vírus estressou nosso sistema hormonal e endócrino de maneira prolongada, tornando-nos mais vulneráveis a patologias psiquiátricas.  A Organização Mundial da Saúde (OMS) denominou de fadiga pandêmica o cansaço derivado do esgotamento gerado pela hipervigilância e pelo medo. Um estudo da Universidade de Oxford revelou que 34% dos que tiveram covid-19 desenvolveram problemas psicológicos dentro de seis meses após terem sido infectados. Publicada na revista The Lancet Psychiatry, a pesquisa aponta ainda que 17% dos pacientes contaminados pelo coronavírus foram diagnosticados com distúrbios de ansiedade e 14% com distúrbios de humor.

Burnout como doença ocupacional

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de trezentos milhões de pessoas, no mundo todo, sofrem de depressão. Na América Latina, o Brasil é o país com mais casos. Eles aumentaram ao longo da pandemia. Até 2030, esta será a doença mais comum no país. Entre os distúrbios, um dos mais relatados pelos médicos é o burnout. A partir de janeiro de 2022, entrará em vigor a nova categorização da síndrome pela OMS, a CID 11 (classificação de transtornos mentais e comportamento).

O que muda na prática? Segundo especialistas, a nova classificação vai facilitar o reconhecimento pelo INSS do direito ao afastamento por doença ocupacional, já que a classificação relaciona a doença diretamente ao trabalho, o que não ocorre com outras síndromes. A mudança abre espaço para pedidos de indenização, por exemplo.

Alterações repentinas de humor, cansaço extremo e irritabilidade. Os sintomas do burnout muitas vezes são semelhantes aos de outras condições de saúde como a ansiedade e a depressão.

Apesar de a OMS destacar que o esgotamento “se refere especificamente a fenômenos relativos ao contexto profissional”, para muitos, a falta de fronteiras entre trabalho e vida pessoal foi o grande gatilho - eis outro termo que marcou 2021.

Contornos, limites e angústias

Foi um ano indigesto. Corpos não velados, casas e relações bagunçadas. Intermináveis ciclos de recomeços para uns, ponto final para outros. Se antes a pergunta Como você está? era meramente protocolar, respostas mais honestas começaram a aparecer ao longo do ano. Já que não tivemos para onde fugir, fomos forçados a dialogar com nossas dores, medos e sombras mais profundas?

“Para aqueles que têm saúde mental suficiente, sim. Foi e está sendo uma oportunidade de se deparar com aquilo que se é, com aquilo que se teme. Seja individualmente, entre casais e em família, nunca estivemos tão debruçados nas relações com o convívio intenso gerado pelo isolamento. Ao olhar para nossos contornos e limites, muitos se viram diante de angústia”, responde a Maria Homem.

Para ela, ainda estamos digerindo esse ano tão pesado. A psicanalista faz uma síntese radical: “assustamo-nos com a violência em jogo nas relações íntimas, sociais e globais. Estamos sofrendo de transtorno pós-trauma e com todo o lixo que jogamos debaixo do tapete nos longos tempos pré-trauma”.

Maria Homem registrou em seu livro que as emoções ficaram à flor da pele neste ano. Se estávamos buscando formas de mantê-las sob controle, ou sob anestesia, agora parecem ter obtido um passe livre para circular sem tanta repressão.

“A semente de inquietação ou loucura dentro de nós parece que se expande. Irrequietos não conseguem ficar quietos ou em casa. Deprimidos ficam mais tristes e ansiosos. Loucos ficam mais delirantes. Agudizar seria o verbo destes tempos?”

A psicanalista Márcia Luna Azulay contradiz o senso comum de que a pandemia causou o adoecimento psíquico das pessoas.  “Os quadros se intensificaram porque já existiam dentro de cada um. Sejam transtornos alimentares ou crises conjugais. Eles apareceram, ficaram visíveis. Apesar da síndrome ser considerada um fenômeno estritamente associado ao âmbito profissional, o estresse crônico se instalou na sala de casa. E nas relações. Na pandemia, o burnout passou a acontecer dentro de casa. E essas características ligadas ao trabalho, como o excesso de tarefas e cobranças, atingiram as outras áreas da vida”, opina Márcia.

“Variações” do burnout clássico não se restringiram ao campo ocupacional. Exaustão emocional, mental e física são os componentes que resumem a síndrome de acordo com Ayala Malach Pines (1945-2012) psicóloga, pioneira na investigação do tema e autora de Couple Burnout: Causes and Cures (Burnout de Casais: Causas e Curas, em tradução livre). Para a pesquisadora, a síndrome resultante consiste em sentimentos de desamparo, desesperança, de estar preso numa armadilha, com sintomas de irritabilidade e apatia.

Até que a pandemia nos separe

A “torta de climão” servida na mesa de jantar. As mudanças drásticas na rotina impulsionaram um novo recorde de divórcios no primeiro semestre de 2021.  Dados do Colégio Notarial do Brasil indicam que de janeiro a junho de 2021, foram 37.083 divórcios, um aumento de 24% em relação ao primeiro semestre do ano passado, com o início da pandemia da covid-19. Há dois anos, 75.033 casais oficializaram a separação.  A quarentena é apontada como principal responsável pelo fenômeno, além da facilitação dos trâmites, que agora podem ser feitos pela internet.

Selvageria do inconsciente

O “cérebro pandêmico” é um termo não clínico que chegou a ser usado por cientistas para definir os efeitos do estresse crônico e prejuízos psíquicos decorrentes da covid-19.  Os danos na área da saúde mental compõem uma pandemia silenciosa. Só o tempo para sublimar, elaborar e compreender as suas consequências.

“Ainda precisaremos de alguns anos (décadas?) para mensurar. De certa forma, um dos mecanismos de defesa, ainda em voga, foi minimizar ou mesmo precisar negar o medo e a angústia diante dessa ameaça. O que, por sua vez, não é sem efeitos – e cobra seu preço. A própria estratégia defensiva delirante tem alto custo psíquico”, reflete a Maria Homem.

Para fugir do tédio, uns aprenderam a fazer pão, outros a costurar. Teve gente que comprou cursos on-line por impulso e não teve paciência (ou foco) de fazê-los. Uns aprenderam a lidar com a falta de intimidade com o digital. Quem pôde fugiu para as montanhas. Nos sentimos cansados. Mais do que isso: foi inevitável olhar para si.

Dentro de um ambiente de confinamento forçado, nossos aspectos psíquicos pularam para fora sem dó nem piedade. “Lá fora é perigoso, o que temperou mais ainda a selvageria do inconsciente que aproveitou o medo para puxar todo mundo para dentro”, resume o terapeuta junguiano Gustavo Otero.

“Todos foram expostos às tempestades internas que antes eram solenemente negadas. Na tentativa de fugir, muitos se jogaram no trabalho. Mas não tem jeito, o inconsciente foi claro: tem que olhar para dentro. Então, tivemos uma onda gigantesca de burnouts, não só no trabalho”, explica Gustavo.

Para ele, a sociedade hiperestimulada e superconectada se viu em 2021 com uma tarefa que nunca poderia imaginar: “O trabalho foi dado: convivam, mas não só com quem está do lado, conviva e aprenda a conhecer os muitos que existem dentro de nós mesmos e que antes, talvez, nem fazíamos ideia de que existiam”, destaca o terapeuta.

Quando isso vai acabar? Quando chega a minha vez de vacinar? É gripe ou covid? Deu negativo? Ufa. Fulano foi internado. Piorou. Não, não vai ter velório. Faz o que com essa dor? Os processos de luto mudaram. Os reais e simbólicos.

Maria Homem destaca sobre a necessidade de escuta das pessoas. Espaços simbólicos que buscam elaborar a experiência bruta via palavra e linguagem são necessários em todas as instituições. Das empresas às escolas, das famílias aos círculos sociais.

Este 2021 que termina foi um ano distopicamente trágico. Mesmo diante de tantos conflitos pessoais e traumas coletivos, houve brechas para alegrias e (re)descobertas. Situações caóticas foram oportunidades de renegociação de acordos na convivência familiar. Novas formas de interagir, de brincar e de se amparar. A tensão foi dissipada com afeto. Solidão virou solitude. Perdemos. Celebramos pequenas vitórias. Novo. Normal. É tempo de revisar o que é normal e o que é verdadeiramente novo.

 

Fonte da Imagem: https://michiganvirtual.org/blog/your-brain-in-crisis-why-its-so-hard-to-learn-during-difficult-times/ 


segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

La onda gravitacional y la importancia de su verificación



La comprobación empírica, hace unos días, de la existencia de ondas gravitacionales gracias al experimento del LIGO/1 (EE UU) es sin duda una proeza técnica increíble, pero antes que nada es un acontecimiento científico importante por dos razones: 1) confirma la teoría de la relatividad general, y 2) abre una vía totalmente nueva de exploración del Universo. Este artículo pretende situar en perspectiva este descubrimiento.

El anteojo de Galileo

Desde la noche de los tiempos, pastores, marinos, astrólogos, sacerdotes, astrónomos y sabios escrutan los cielos. Al principio lo hacían con los medios disponibles: observando a simple vista las luces provenientes de los astros. Después, en el Renacimiento, Galileo Galilei tuvo la idea de ampliar esa luz con ayuda del anteojo de los holandeses. Descubrió las montañas de la Luna, los satélites de Júpiter, las manchas solares y sobre todo la confirmación del modelo de Copérnico, que afirmaba el movimiento de la Tierra alrededor del Sol. Todo esto, que chocaba frontalmente con la doctrina de la Iglesia, cambiaría radicalmente nuestra visión del mundo en el plano científico, pero no solo en este, sino también en el plano social.

Las ondas de radio

Pero ¿qué era esa luz portadora de información sobre el Universo? Hubo que esperar a los trabajos de James Clerk Maxwell, en la segunda mitad del siglo XIX, para tener una idea más precisa. En sus célebres ecuaciones, este físico y matemático demostró la relación entre la electricidad y el magnetismo, que hasta entonces se consideraban fenómenos separados. Demostró que las cargas eléctricas en movimiento generan una onda –llamada onda electromagnética– que se propaga por todo el espacio. La luz visible no es más que un caso particular de esta onda, caracterizada por su longitud de onda, de 0,4 (para el rojo) a 0,7 micras (para el violeta). En otras longitudes, esta onda existe pero no es visible, como por ejemplo la luz infrarroja (IR) o la ultravioleta (UV). Con una longitud de onda más pequeña que la luz UV se hallan los rayos X y luego los rayos gamma; y con una longitud de onda más grande que la luz IR tenemos las ondas de radio.

Maxwell ignoraba todo esto, pues no hizo más que escribir una teoría que preveía esta onda. Treinta años más tarde, Heinrich Rudolf Hertz demostró su existencia mediante un experimento que transmisión sin hilos. Imposible, una vez más, minimizar las profundas implicaciones sociales de este descubrimiento (imaginemos una sociedad sin internet, televisión o teléfono móvil). Y una vez más, en el terreno científico, la observación del cielo fuera del espectro de luz visible (UV e IR) abriría nuevos horizontes.

Los neutrinos

Los neutrinos son partículas elementales neutras, postuladas en 1930 por Wolfgang Pauli para explicar la conservación de la energía en la desintegración beta y cuya existencia se demostró experimentalmente 26 años después. Interactúan muy poco con la materia y, aunque son difíciles de detectar, pueden vehiculizar información procedente de regiones alejadas y densas del Universo que la observación óptica no permite obtener. Se habla de “telescopios de neutrinos”.

Las ondas gravitacionales

En 1917, Albert Einstein acabó de formular su teoría de la relatividad general. Al igual que las ecuaciones de Maxwell, esta teoría preveía una onda que se propaga en el vacío a la velocidad de la luz (300 000 kilómetros/segundo). En Maxwell, esta onda era generada por el desplazamiento de cualquier carga eléctrica, mientras que ahora se trata de una onda de naturaleza muy distinta, ya que la genera el movimiento acelerado de cualquier masa. Suele decirse que el paso de esta onda “deforma el espacio-tiempo”, cosa que hemos de reconocer que resulta poco clara para los no iniciados. La idea es que el espacio-tiempo se “deforma” con la presencia de masas. Hacen falta masas muy grandes para que este efecto sea detectable, de lo contrario ya lo habríamos percibido antes. Esta deformación significa en la práctica que en la proximidad del Sol, por ejemplo, los rayos luminosos se curvan/2. Es más: cuando las masas están aceleradas, se genera una “onda gravitacional”. Mientras que las ondas electromagnéticas de Maxwell se detectaban por la aparición de una corriente eléctrica en una antena, el paso de la onda gravitacional puede detectarse porque modifica las dimensiones de los objetos que atraviesa. El problema es que esta alteración es tan pequeña (véase más adelante) que Einstein tenía muchas dudas sobre las posibilidades de verificarla experimentalmente. Tienen que producirse movimientos extremadamente rápidos de masas enormes y se necesitan detectores sumamente sensibles.

Una buena indicación de la existencia de ondas gravitacionales se obtuvo ya en 1974 con el decaimiento del periodo orbital de un púlsar binario (una estrella que orbita alrededor de una estrella de neutrones). Esta disminución de la órbita implica una pérdida de energía y, puesto que esta última ha de conservarse, tenía que reaparecer en la energía de una onda gravitatoria emitida. La observación de la disminución de la órbita coincidió con las previsiones teóricas, pero no era una prueba directa: después de todo, había otras teorías que podían explicar el fenómeno/3.

Podemos decir razonablemente que los resultados del reciente experimento del LIGO en EE UU constituyen una prueba directa de la existencia de las ondas gravitacionales: el 14 de septiembre de 2015 a las 11:51 horas se detectó la oscilación, durante una fracción de segundo, de dos distancias situadas a varios miles de kilómetros exactamente de acuerdo con las previsiones teóricas que describen la coalescencia (la colisión) de dos agujeros negros. Estas distancias consistían en los brazos de 3 km de longitud de un interferómetro láser. La pérdida de materia a causa de la colisión, equivalente al triple de la masa del Sol, aportó la energía de la onda gravitacional. Dicho sea de paso, también es la prueba más directa de la existencia de agujeros negros.

Un milagro técnico

Para poder “ver” una onda gravitacional es preciso que intervengan dos masas enormes (por lo menos de decenas de veces la masa del Sol) a velocidades enormes (una fracción de la velocidad de la luz). Esto solo puede darse en la naturaleza, pero además hay que tener la posibilidad de medir variaciones relativas de longitud infinitesimales, del orden de 10 elevado a –20, es decir, una milmillonésima del grosor de un cabello sobre la distancia que media entre París y Nueva York. Además, hace falta crear un vacío equivalente a 1 millonésima de la presión atmosférica en 7 000 metros cúbicos. Sin hablar ya del instrumental, que debe ser insensible a las vibraciones generadas por las olas de un océano, aunque lejano, o de una bañera que se vacía en los alrededores. Gracias a todo ello y a unos cuantos miles de millones de dólares sabemos ahora que el Universo conoció un cataclismo en algún lugar situado más allá de la galaxia enana de la Gran Nube de Magallanes hace unos 1 300 millones de años.

¿Y ahora qué?

La misma pregunta se planteó con respecto al descubrimiento del bosón de Higgs. Entonces respondimos que nunca ha habido un avance decisivo del conocimiento que no haya venido seguido, pronto o tarde, y de forma no predecible, de implicaciones prácticas. Se trata en este caso de una confirmación contundente de la teoría de la relatividad general en un momento en que los misterios de la materia y la energía oscuras justificaban una relectura crítica de la misma. Se trata, finalmente, de una nueva sonda de las profundidades del Universo cuyos frutos no tardarán en llegar.

P.D. Una lección de esta narración es también la famosa “irrazonable eficacia de las matemáticas”, según expresión de Eugène Wigner/4. En efecto, las ondas electromagnéticas se descubrieron primero sobre el papel, al igual que los neutrinos y también las ondas gravitacionales. Pero este es otro tema.

14/1/2016

Hubert Krivine es físico. Ha sido investigador en el Laboratorio de Física Teórica y Modelos Estadísticos de la Universidad de París Sur. Es autor del libro La Tierra, de los mitos al saber (Biblioteca Buridán, 2012); una presentación del mismo se puede encontrar en: http://vientosur.info/IMG/pdf/VS130_Varios_Libros_VIENTOSUR.pdf

Notas:

1/ LIGO es la sigla de Laser Interferometer Gravitational-Wave Observatory (Observatorio de ondas gravitacionales por interferometría láser).

2/ Los agujeros negros son astros tan masivos (de cuatro a millones de veces la masa del Sol) que la luz queda tan curvada que no puede escapar. Conjeturados en la teoría de la relatividad general, solo son visibles por sus efectos en otros cuerpos.

3/ Los físicos recuerdan con amargura que durante mucho tiempo creyeron que el éter era un medio que debía existir para explicar la propagación de la luz (del mismo modo que el aire para la propagación del sonido). Claro que todos los intentos de hallarlo fracasaron: el éter no existe; este fue, por cierto, uno de los resultados de la teoría de la relatividad especial, formulada por Einstein en 1905.

4/ Eugène Wigner (1902-1995) era un físico húngaro nacionalizado estadounidense. Premio Nobel.



Hubert Krivine
es físico. Ha sido investigador en el Laboratorio de Física Teórica y Modelos Estadísticos de la Universidad de París Sur

Fuente:
www.vientosur.info

Via SIN PERMISO.