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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Especuladores recompensam quem os defenda no meio acadêmico




Uma reportagem do New York Times revela o financiamento de Wall Street a professores universitários que nos últimos anos assumiram a defesa dos especuladores nos mercados do petróleo e alimentos.

O jornal norte-americano teve acesso às ligações financeiras que unem alguns dos maiores especuladores de Wall Street ao professor de finanças da Universidade de Houston Craig Pirrong. O professor interveio diversas vezes desde 2006 em cartas às autoridades reguladoras federais e até depôs na Câmara dos Representantes dos EUA, invocando a sua autoridade académica para provar a ausência de responsabilidade dos especuladores bolsistas nos picos registados nos preços do petróleo e outras matérias-primas e produtos alimentares, numa altura em que a regulação discutia impor mais restrições às operações dos bancos nesta área, na sequência da crise financeira.

Afinal, o professor Pirrong, cujos trabalhos eram citados nas ações judiciais interpostas por institiuções financeiras para bloquear as restrições à especulação bolsista, era ao mesmo tempo pago como consultor para uma das principais partes do processo, a Associação Internacional de Swaps e Derivados. Segundo o New York Times, embora Pirrong se apresentasse apenas como professor universitário, nos últimos anos foi pago pela bolsa de Chicago, o Royal Bank of Scotland e uma série de empresas que especulam nos mercados da energia.

Questionado sobre a origem dos seus ganhos fora do meio académico, Pirrong terá respondido apenas que “isso é entre mim e o fisco”. Mas ele não é caso único. O mesmo jornal aponta o professor da Universidade do Illinois Scott Irwin, um dos académicos mais citados em favor dos benefícios da especulação para a formação de preços nos mercados agrícolas, que é ao mesmo tempo consultor de uma das empresas que trabalha com bancos de investimento e fundos especulativos no mercado de matérias-primas. A sua universidade também recebe doações generosas quer da bolsa de Chicago quer de outros fundos que intervêm no mercado especulativo, que pagam bolsas de estudo, conferências e até a construção de um laboratório em tudo semelhante às salas de mercado bolsista.

Quando em 2008 o preço da gasolina subiu acima dos 4 dólares por galão nos EUA, o Congresso norte-americano ameaçou com a introdução de limites à especulação nos mercados do petróleo. “É uma caça às bruxas”, indignou-se Craig Pirrong em múltiplos artigos, incluindo no Wall Street Journal, desdobrando-se em conferências e ocupando lugares em comissões de aconselhamento na matéria. Por seu lado, os ensaios e opiniões de Scott Irwing foram promovidos para aparecerem em publicações influentes pelo próprio departamento de relações públicas da bolsa de Chicago, sendo frequente encontrar vídeos e entrevistas com este professor no site da Chicago Mercantile Exchange.

Mas o dinheiro dos especuladores não corre apenas diretamente para o bolso destes professores universitários. Para aumentar a sua notoriedade, também financiam revistas e sites na internet que promovem as figuras do meio académico mais favoráveis aos seus interesses. Ambos os envolvidos negam que o seu trabalho seja influenciado pelo dinheiro que recebem dos especuladores, mas o tema ressurge no debate público numa altura em que os reguladores discutem novos limites à especulação, por verificarem que ela pode contribuir não apenas para prejudicar os consumidores, mas também para provocar a escassez de comida, como se viu na crise alimentar do final da última década.

Fonte: AQUI.
Imagem: AQUI.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

AS ELITES DO BRASIL E OS PARAÍSOS FISCAIS


Um estudo inédito, que, pela primeira vez, chegou a valores depositados nas chamadas contas offshore sobre as quais as autoridades tributárias dos países não têm como cobrar impostos, mostra que os super-ricos brasileiros somaram até 2010 cerca de US$ 520 bilhões (ou mais de R$ 1 trilhão) em paraísos fiscais. Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nesta modalidade de conta bancária.

O documento The Price of Offshore Revisited, escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, e encomendado pela Tax Justice Network, cruzou dados do Banco de Compensações Internacionais, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e de governos nacionais para chegar a valores considerados pelo autor.

O relatório destaca o impacto sobre as economias dos 139 países mais desenvolvidos da movimentação de dinheiro enviado a paraísos fiscais. Henry estima que, desde os anos 1970 até 2010, os cidadãos mais ricos desses 139 países aumentaram de US$ $ 7,3 trilhões para US$ 9,3 trilhões a “riqueza offshore não registrada” para fins de tributação.

A riqueza privada offshore representa “um enorme buraco negro na economia mundial”, disse o autor do estudo. Na América Latina, chama a atenção o fato de, além do Brasil, países como o México, a Argentina e Venezuela aparecerem entre os 20 que mais enviaram recusos a paraísos fiscais.

John Christensen, diretor da Tax Justice Network, organização que combate os paraísos fiscais e que encomendou o estudo, afirmou ao jornal da BBC Brasil que países exportadores de riquezas minerais seguem um padrão. Segundo ele, elites locais vêm sendo abordadas há décadas por bancos, principalmente norte-americanos, para enviarem seus recursos ao exterior. “Instituições como Bank of America, Goldman Sachs, JP Morgan e Citibank vêm oferecendo este serviço. Como o governo americano não compartilha informações tributárias, fica muito difícil para estes países chegar aos donos destas contas e taxar os recuros”, afirma.

Segundo o diretor da Tax Justice Network, além dos acionistas de empresas dos setores exportadores de minerais (mineração e petróleo), os segmentos farmacêutico, de comunicações e de transportes estão entre os que mais remetem recursos para paraísos fiscais. “As elites fazem muito barulho sobre os impostos cobrados delas, mas não gostam de pagar impostos”, observa Christensen. “No caso do Brasil, quando vejo os ricos brasileiros reclamando de impostos, só posso crer que estejam blefando. Porque eles remetem dinheiro para paraísos fiscais há muito tempo”.

Chistensen diz ainda que no caso do México, da Venezuela e Argentina, tratados bilaterais como o Nafta (tratado de livre comércio EUA-México) e a ação dos bancos americanos fizeram os valores escondidos no exterior subirem vertiginosamente desde os anos 70, embora “este seja um fenômeno de mais de meio século”. O diretor da Tax Justice Network destaca que há enormes recursos de países africanos em contas offshore.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Ministro iraniano diz ter provas de que Bin Laden morreu por doença "há muito tempo"

Procurando o corpo de Osama?
O ministro iraniano de Inteligência, Heydar Moslehí, anunciou que seu país teria "informação fidedigna" de que o terrorista saudita Osama bin Laden teria morrido "há muito tempo por causa de uma doença". A reportagem é da Uol. Em declarações divulgadas nesta segunda-feira (9) pela imprensa estatal, o chefe dos serviços secretos do Irã afirmou duvidar da operação norte-americana que teria matado Bin Laden, segundo a versão oficial apresentada pelos Estados Unidos, e desafiou Washington a mostrar o corpo do saudita. A Casa Branca diz ter lançado o corpo de Bin Laden ao mar, após colher material para exame de DNA, e com direito às cerimônias religiosas correspondentes à tradição islâmica. O governo americano também diz ter fotos da operação, mas decidiu não tornar as imagens públicas. "Temos informação fidedigna de que Bin Ladem morreu há muito tempo por causa de uma doença", rebateu Moslehí em declarações à imprensa local, após a reunião dominical do Conselho de Ministro.

"Se os aparelhos de segurança e de inteligência de fato prenderam ou mataram Bin Laden, porque não mostram o cadáver? Por que o jogariam ao mar?", questionou o iraniano. A resposta, segundo Moslehí, o interesse de Washington seria "obscurecer o despertar islâmico na região". Na minha opinião, há duas possibilidades diante destas declarações do iraniano. Ou ele está mesmo dizendo a verdade, ou é apenas uma declaração para que o governo americano divulgue logo a foto do Osama morto para que assim a guerra possa continuar a todo vapor. Ou então, tudo não passa de história para boi dormir do governo americano, o que parece ser no momento pouco provável, mas que não é de se duvidar. Mas uma pergunta podemos nos fazer diante dessas declarações: Se o ministro iraniano tem provas de que o Osama já teria morrido a muito tempo por doença, então porque até agora não mostrou para desmentir uma possível farça do governo americano? A resposta pode ser apenas uma, é que esse ministro está tão curioso para ver a foto do Osama morto ao ponto de fazer tais declarações.

Fonte: Connect Brasil, via Paperblog

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA INTERNACIONAL ATACA OUTRA VEZ


No início do atual inverno da Europa o fortíssimo lobby das grandes indústrias farmacêuticas, integrado por políticos, grande mídia e OMS, criou pânico em relação a pandemia da GRIPE SUÍNA. Os governos de vários países integrantes da União Européia, aterrorizados, fizeram enormes encomendas de vacinas às indústrias farmacêuticas. Foi um grande fiasco, pois a maior parte dessas vacinas encalhou, ou seja, não está sendo utilizada. Veja AQUI reportagem da Swissinfo sobre este relevante tema.

Agora, no Haiti, o lobby das grandes indústrias farmacêuticas, apoiado novamente pela OMS e pela grande mídia, espalha o terror através do seguinte lema: O PIOR AINDA ESTÁ POR VIR (Haiti pode ter o mais grave desastre médico da história). Veja AQUI reportagem da BBC questionando esses boatos espalhados no mundo.

São apenas dois exemplos recentes de manipulação.

Como se poderia chamar gente que se aproveita da desgraça alheia para lucrar?

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Acadêmicos amestrados

O Espelho Falso, de Magritte (1928):

Por Idelber Avelar [Quarta-Feira, 2 de Dezembro de 2009 às 16:26hs]

Se um marciano aterrissasse hoje no Brasil e se informasse pela Rede Globo e pelos três jornalões, seria difícil que nosso extra-terrestre escapasse da conclusão de que o maior filósofo brasileiro se chama Roberto Romano; que nosso grande cientista político é Bolívar Lamounier; que Marco Antonio Villa é o cume da historiografia nacional; que nossa maior antropóloga é Yvonne Maggie, e que o maior especialista em relações raciais é Demétrio Magnoli. Trata-se de outro monólogo que a mídia nos impõe com graus inauditos de desfaçatez: a mitologia do especialista convocado para validar as posições da própria mídia. Curiosamente, são sempre os mesmos.

Se você for acadêmico e quiser espaço na mídia brasileira, o processo é simples. Basta lançar-se numa cruzada contra as cotas raciais, escrever platitudes demonstrando que o racismo no Brasil não existe, construir sofismas que concluam que a política externa do Itamaraty é um desastre, armar gráficos pseudocientíficos provando que o Bolsa Família inibe a geração de empregos. Estará garantido o espaço, ainda que, como acadêmico, o seu histórico na disciplina seja bastante modesto.

Mesmo pessoas bem informadas pensaram, durante os anos 90, que o elogio ao neoliberalismo, à contenção do gasto público e à sanha privatizadora era uma unanimidade entre os economistas. Na economia, ao contrário das outras disciplinas, a mídia possuía um leque mais amplo de especialistas para avalizar sua ideologia. A força da voz dos especialistas foi considerável e criou um efeito de manada. Eles falavam em nome da racionalidade, da verdade científica, da inexorável matemática. A verdade, evidentemente, é que essa unanimidade jamais existiu. De Maria da Conceição Tavares a Joseph Stiglitz, uma série de economistas com obra reconhecida no mundo apontou o beco sem saída das políticas de liquidação do patrimônio público. Chris Harman, economista britânico de formação marxista, previu o atual colapso do mercado financeiro na época em que os especialistas da mídia repetiam a mesma fórmula neoliberal e pontificavam sobre a “morte de Marx”. Foi ridicularizado como dinossauro e até hoje não ouviu qualquer pedido de desculpas dos papagaios da cantilena do FMI.

Há uma razão pela qual não uso aspas na palavra especialistas ou nos títulos dos acadêmicos amestrados da mídia. Villa é historiador mesmo, Maggie é antropóloga de verdade, o título de filósofo de Roberto Romano foi conquistado com méritos. Não acho válido usar com eles a desqualificação que eles usam com os demais. No entanto, o fato indiscutível é que eles não são, nem de longe, os cumes das suas respectivas disciplinas no Brasil. Sua visibilidade foi conquistada a partir da própria mídia. Não é um reflexo de reconhecimento conquistado antes na universidade, a partir do qual os meios de comunicação os teriam buscado para opinar como autoridades. É um uso desonesto, feito pela mídia, da autoridade do diploma, convocado para validar uma opinião definida a priori. É lamentável que um acadêmico, cujo primeiro compromisso deveria ser com a busca da verdade, se preste a esse jogo. O prêmio é a visibilidade que a mídia pode emprestar – cada vez menor, diga-se de passagem. O preço é altíssimo: a perda da credibilidade.

O Brasil possui filósofos reconhecidos mundialmente, mas Roberto Romano não é um deles. Visite, em qualquer país, um colóquio sobre a obra de Espinosa, pensador singular do século XVII. É impensável que alguém ali não conheça Marilena Chauí, saudada nos quatro cantos do planeta pelo seu A Nervura do Real, obra de 941 páginas, acompanhada de outras 240 páginas de notas, que revoluciona a compreensão de Espinosa como filósofo da potência e da liberdade. Uma vez, num congresso, apresentei a um filósofo holandês uma seleção das coisas ditas sobre Marilena na mídia brasileira, especialmente na revista Veja. Tive que mostrar arquivos pdf para que o colega não me acusasse de mentiroso. Ele não conseguia entender como uma especialista desse quilate, admirada em todo o mundo, pudesse ser chamada de “vagabunda” pela revista semanal de maior circulação no seu próprio país.

Enquanto isso, Roberto Romano é apresentado como “o filósofo” pelo jornal O Globo, ao qual dá entrevistas em que acusa o blog da Petrobras de “terrorismo de Estado”. Terrorismo de Estado! Um blog! Está lá: O Globo, 10 de junho de 2009. Na época, matutei cá com meus botões: o que pensará uma vítima de terrorismo de Estado real – por exemplo, uma família palestina expulsa de seu lar, com o filho espancado por soldados israelenses – se lhe disséssemos que um filósofo qualifica como “terrorismo de Estado” a inauguração de um blog em que uma empresa pública reproduz as entrevistas com ela feitas pela mídia? É a esse triste papel que se prestam os acadêmicos amestrados, em troca de algumas migalhas de visibilidade.

A lambança mais patética aconteceu recentemente. Em artigo na Folha de São Paulo, Marco Antonio Villa qualificava a política externa do Itamaraty de “trapalhadas” e chamava Celso Amorim de “líder estudantil” e “cavalo de troia de bufões latino-americanos”. Poucos dias depois, a respeitadíssima revista Foreign Policy – que não tem nada de esquerdista – apresentava o que era, segundo ela, a chave do sucesso da política externa do governo Lula: Celso Amorim, o “melhor chanceler do mundo”, nas palavras da própria revista. Nenhum contraponto a Villa jamais foi publicado pela Folha.

Poucos países possuem um acervo acadêmico tão qualificado sobre relações raciais como o Brasil. Na mídia, os “especialistas” sobre isso – agora sim, com aspas – são Yvonne Maggie, antropóloga que depois de um único livro decidiu fazer uma carreira baseada exclusivamente no combate às cotas, e Demétrio Magnoli, o inacreditável geógrafo que, a partir da inexistência biológica das raças, conclui que o racismo deve ser algum tipo de miragem que só existe na cabeça dos negros e dos petistas.

Por isso, caro leitor, ao ver algum veículo de mídia apresentar um especialista, não deixe de fazer as perguntas indispensáveis: quem é ele? Qual é o seu cacife na disciplina? Por que está ali? Quais serão os outros pontos de vista existentes na mesma disciplina? Quantas vezes esses pontos de vista foram contemplados pelo mesmo veículo? No caso da mídia brasileira, as respostas a essas perguntas são verdadeiras vergonhas nacionais.

Essa matéria é parte integrante da edição impressa da Fórum de novembro. Nas bancas.

Visite o Incrível Exército Blogoleone.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

SEXO EXPLÍCITO NA ASSEMBLÉIA DO RS *


A falência política e moral do Rio Grande do Sul

Este texto é dedicado ao senador Pedro Simon.

O espetáculo deprimente e constrangedor exibido hoje na Assembléia Legislativa, por ocasião da “sabatina” ao deputado Marco Peixoto (PP), indicado para assumir uma vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado, é mais um capítulo da novela que escancara a falência moral que assola o Rio Grande do Sul. Flagrado em conversas suspeitíssimas, nas investigações que apuram o desvio de milhões de reais dos cofres públicos, Peixoto foi para a sabatina com a certeza da impunidade. Certeza esta assegurada pela cumplicidade de seus colegas da base do governo Yeda Crusius (PSDB).

A indicação de Peixoto foi aprovada por 9 votos a 2. Votaram a favor os seguintes deputados:

Alexandre Postal (PMDB), Sandro Boka (PMDB), Adroaldo Loureiro (PDT), Silvana Covatti (PP), Pedro Pereira (PSDB), Pedro Westphalen (PP), Kalil Sehbe (PDT), Jorge Gobbi (PSDB) e Iradir Pietrosky (PTB).

Votaram contra os deputados Daniel Bordignon e Adão Villaverde, do PT.

Possivelmente, na noite desta quinta, o deputado Marco Peixoto e seus pares estejam festejando o grande feito. Foi um grande feito afinal. O deputado foi aprovado na sabatina mesmo sem saber responder perguntas relativas ao seu futuro trabalho no TCE. Foi aprovado também sem explicar aos seus colegas o significado de algumas enigmáticas expressões que empregou nas conversas com acusados de envolvimento na fraude do Detran.

Quem é o campeão, deputado? Silêncio.

Qual foi o livro que o sr. ganhou? Silêncio

E os cadernos? Qual foi o destino deles? Silêncio.

O silêncio eloqüente do futuro conselheiro anda de mãos dadas com o desprezo a alguns de seus deveres centrais como representante do povo. Como o dever da transparência, para citar apenas um. Mas o deputado Peixoto e seus pares, obviamente, não estão preocupados com isso. Afinal muito pouca gente acompanhou ao vivo o que ocorreu hoje na Assembléia. Talvez fosse outro o comportamento se os meios de comunicação de maior audiência no Estado transmitissem a sabatina ao vivo por rádio e TV. Mas isso, aparentemente, não é de interesse público.

E assim vamos. Mais uma façanha que serve de modelo a toda terra e que será devidamente diluída no caldo de esquecimento e relativismo moral que fincou raízes na Província de São Pedro.

O deputado Peixoto, é importante dizer, é apenas um medíocre coadjuvante nesta novela. Só faz o que faz porque conta com o apoio, a cumplicidade e a omissão das chamadas elites econômicas deste Estado. Nas últimas semanas, foram divulgados números sobre a decadência econômica do RS. Ouvidos, dirigentes de entidades como a Farsul e a Fiergs falaram sobre isso como se não tivessem nenhuma responsabilidade sobre a situação. No caso da Farsul, foi ainda mais grotesco. O eterno presidente da entidade (ditador, diriam alguns em outro cenário), Carlos Sperotto reagiu indignado a alguns números da Embrapa, dando conta de problemas no campo gaúcho. Contou com o apoio também indignado do jornalista que o entrevistava, Lasier Martins, segundo quem os números tinham mexido com os brios gaúchos. Pelo andar da carruagem, a única coisa que não mexe com os brios dessa brava gente é a falta de vergonha na cara.

Copiado do RS URGENTE.

* Deputados fodendo com a paciência das gaúchas e gaúchos.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

E QUANTO AOS BRASILEIROS?


UBS entrega "peixes grandes" ao fisco dos EUA

Não só milionários, mas também clientes norte-americanos do UBS que "esconderam" fortunas superiores a 250 mil francos entre 2001 e 2008 poderão ser denunciados ao fisco dos Estados Unidos.

A Secretaria Federal de Justiça da Suíça analisa os primeiros 900 casos e pretende dar ainda esta semana luz verde para a entrega dos dados de 400 supostos sonegadores.

Devido a um acordo extrajudicial fechado entre o UBS e a Justiça dos EUA em 19 de agosto passado, deverão ser fornecidos os dados de 4450 contas do maior banco suíço à autoridade fiscal norte-americana IRS (Internal Revenue Service) até 31 de agosto de 2009.

Segundo detalhes do acordo divulgados na terça-feira (17/11), a ajuda administrativa suíça aos EUA refere-se a titulares de contas suspeitos de sonegação ou graves fraudes fiscais. A maioria é "peixe grande".

De acordo com informações da Secretaria Federal de Justiça e da Receita Federal, 4200 casos referem-se a norte-americanos que entre 2001 e 2008 tenham escondido uma fortuna mais de um milhão de francos em contas não declaradas e obtido com isso um lucro de no mínimo 100 mil francos em três anos.

A segunda categoria – 250 casos – diz respeito a clientes norte-americanos que, independentemente de seu país de residência, tenham tido contas inscritas numa "sociedade offshore" e possuído uma fortuna de 250 mil francos no mesmo período, informou a agência de notícias SDA.

O anexo ao acordo UBS-EUA classifica de "construções enganosas" as contas em "sociedades offshore" que escondem o nome real dos titulares. O documento revela uma série de truques usados pelo UBS e outros bancos para que seus clientes pudessem burlar o fisco norte-americano nos últimos anos.

Até agora, o UBS enviou os dados de 900 clientes à Administração Federal de Impostos da Suíça para análise. A autoridade já deu seu parecer conclusivo em 400 casos, que podem ser contestados num prazo de 30 dias diante do Tribunal Administrativo Federal.
Dimensões do caso

A ajuda administrativa solicitada pelos EUA para obter dados de clientes do UBS tem dimensões inéditas. As autoridades suíças informaram que, no passado, recebiam uma média de três pedidos de ajuda internacional por ano em matéria fiscal.

O responsável pelo caso UBS na Administração Federal de Impostos, Hans-Jörg Müllhaupt, disse que 40 pessoas trabalham na "organização do projeto", entre elas, cerca de dez da empresa de auditoria PricewaterhouseCoopers. Uma outra empresa de auditoria, a KPMG, controla em nome da administração federal o cumprimento do acordo junto ao UBS.

A pedido dos EUA, a Suíça manteve em sigilo durante três meses (até terça-feira) os critérios exatos para a entrega dos dados de clientes do UBS. Isso, segundo as autoridades fiscais norte-americanas contribuiu para que 14.700 contribuintes dos EUA com contas em 70 Estados tivessem se autodenunciado ao fisco.

O embaixador dos EUA em Berna declarou há poucos dias que cerca de 9 mil sonegadores com contas na Suíça tinham se autodenunciado. Ainda não se sabe quantos deles pertencem ao grupo dos 4450 referidos no acordo UBS-EUA.

As autoridades suíças estimam que o número de clientes do UBS atingidos pelo pedido de ajuda administrativa dos EUA é pequeno. Müllhaupt disse à imprensa em Berna que se pode contar nos dedos das duas mãos os clientes do maior banco suíço que até agora aprovaram a entrega de seus dados à receita norte-americana.

swissinfo.ch com agências

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

No tomarás el dinero de tus fieles


Un tribunal en París condenó a la Cienciología a pagar más de medio millón de euros. También condenó a varios de sus responsables. Los acusaron de ganar fieles con la vista puesta en sus fondos.

Por John Lichfield *

Desde París

La iglesia de la Cienciología fue llamada “un fraude organizado” por una Corte francesa ayer y multada con 600.000 euros, por aprovecharse de los feligreses. Los jueces en la Corte penal de París estuvieron a punto de proscribir a los grupos organizadores del culto. Pero, en un paso insólito, ordenaron que la iglesia pagara avisos con las conclusiones del jurado en los diarios de todo el mundo. La sentencia fue dictada después de tres semanas de audiencias en mayo y junio. Se cree que es la primera vez que la Cienciología ha sido declarada fraudulenta por una Corte en un país democrático.

Los líderes individuales del movimiento cienciológico, incluyendo a su fundador, L. Ron Hubbard, ya habían sido condenados previamente por actividades fraudulentas en Francia y en otros países. Pero el tribunal correccional de París fue más lejos ayer y declaró que las afirmaciones centrales de la Cienciología eran “falaces” y destinadas a “obtener” miembros para que entreguen grandes sumas de dinero.

El movimiento con base en California, con miembros célebres como Tom Cruise y John Travolta, había montado un sofisticado lobby para que las acusaciones no llegaran a juicio, pero un magistrado persistente, Jean-Christophe Hullin, ejerció su prerrogativa de invalidar la decisión del estado de anular los casos planteados. Dos querellantes francesas sostuvieron que, entre 1997 y 1998, el movimiento cienciológico las persuadió de que pagaran el equivalente de 21.000 y 49.000 euros para tratamientos para mejorar su salud mental y física. Esto incluía un “electrómetro” para medir el estado de sus “condiciones espirituales”.

Los dos principales cuerpos cienciológicos en Francia –el Centro de la Celebridad y la Biblioteca Cienciológica– fueron a juicio por “el uso sistemático de tests de personalidad sin valor científico, con el único objetivo de vender servicios y productos”. Ayer, el Centro fue multado en 400.000 euros y la Biblioteca en 200.000. Cuatro líderes franceses de la Iglesia de la Cienciología recibieron multas de hasta 20.000 euros y sentencias de prisión en suspenso. El líder supremo del culto en Francia, Alain Rosenberg, recibió dos años de sentencia en suspenso y una multa de 30.000 euros.

Cuando comenzó el juicio, el 25 de mayo, parecía probable una prohibición. Más tarde surgió que un cambio en la ley francesa había accidentalmente imposibilitado las prohibiciones a organizaciones fraudulentas. La legislación ya fue enmendada, pero no resultaba claro si esto podía aplicarse retrospectivamente al juicio a la Cienciología.

George Fenech, presidente de la organización francesa de control sobre los cultos religiosos, dijo que estaba satisfecho con las sentencias. “Por primera vez, los cuerpos legalmente responsables de Cienciología han sido condenados, no por excesos individuales, sino por el núcleo de las operaciones de la organización”, dijo. La vocera francesa de Cienciología, Agnes Bron, dijo que el veredicto era resultado de una “inquisición de los tiempos modernos” y anunció que apelarían.

Por otro lado, Paul Haggis, el cineasta ganador del Oscar, renunció a la iglesia de la Cienciología en una carta explosiva que condena lo que denominó como “el odio y el racismo” de la organización opuesta al matrimonio gay. Haggis, guionista de Crash, Million Dollar Baby y las dos últimas películas de James Bond denunció como política de “desconexión” de la iglesia, que había alentado a su mujer a vivir separada de sus padres.

Haggis, que ha sido miembro de la iglesia durante 35 años, anunció que no puede permanecer “con la conciencia limpia” en una organización que “tolera golpear a los gay y que ha permitido que su nombre esté relacionado con los peores elementos del derecho cristiano”. Aunque los voceros han negado públicamente que la Cienciología mantenga la política de “desconectar” a los miembros que no cumplen las reglas, Haggis afirmó que los padres de su mujer, la actriz Deborah Rennard, fueron víctimas de esta misma práctica. “A mi mujer se le ordenó desconectarse de sus padres por algo absolutamente trivial que supuestamente hicieron hace 25 años, cuando renunciaron a la iglesia”, escribió. “Le causó a Deborah un dolor terrible. Durante un año y medio no se habló con sus padres y ellos tenían un acceso limitado a sus nietos.”

La pérdida de Haggis será muy sentida por una organización que se apasiona por sus miembros si son celebridades dentro de la comunidad fílmica como Tom Cruise y John Travolta. El alejamiento de Haggis llega en un momento incómodo para la imagen pública de la Cienciología. John Travolta y su mujer, la actriz Kelly Preston, se vieron obligados recientemente a negar informes que los señalaban abandonando la iglesia. El hijo adolescente de la pareja, Jett, murió a comienzos de este año. Su muerte estuvo ligada a un severo autismo que había padecido toda su vida. Sin embargo, los cienciólogos tienen una opinión escéptica de la existencia del autismo.

* De The Independent de Gran Bretaña. Especial para Página/12.

Traducción: Celita Doyhambéhère.

sábado, 17 de outubro de 2009

Escândalo no futebol do Maranhão


O Maranhão entrou no mapa do futebol mundial com o escândalo que foi a rodada final do campeonato da segundona local, disputada quinta-feira. O tradicional Moto Clube, de São Luís, e o Viana disputavam a segunda e última vaga para subir à Primeira Divisão contra, respectivamente, o já classificado Quitéria e o Chapadinha, num torneio só com quatro times.

As duas equipes estavam empatadas em pontos, mas o time da capital, que havia sido rebaixado este ano, tinha melhor saldo, com dois gols a mais. No pequeno Estádio Daniel Filho, com capacidade para 3.265 pessoas, o Viana, que jogava em casa, vencia por 2 a 0 até os 35 minutos do segundo tempo. Enquanto isso, na capital, o Moto Clube ganhava por 3 a 0 do Quitéria, que havia começado o jogo com o presidente clube e prefeito da cidade, Menin Leal, de 52 anos. na equipe.

Foi aí que tudo começou. No Daniel Filho, os jogadores do eliminado Chapadinha pararam de correr. Resultado: o Viana fez nove gols em nove minutos, obtendo a vitória por 11 a 0. No primeiro turno, haviam empatado em 0 a 0.

Em São Luís, o Moto Clube teve três pênaltis marcados ao seu favor. Fez dois e perdeu um nos últimos dez minutos, e ganhou por 5 a 1, mas não superou o rival, o Viana, no saldo de gols.

O presidente do Viana, José Carlos Costa, não viu nada de anormal na partida: ''Foi normal o resultado. Assim como o Viana ganhou, o Chapadinha poderia ter vencido''. O presidente da Federação, Alberto Ferreira, disse que o caso ''desmoraliza'' o futebol local. Foi aberta sindicância.

Correio do Povo

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Créditos florestais podem atrair crime organizado, diz Interpol


Por Sunanda Creagh

NUSA DUA, Indonésia (Reuters) - O crime organizado está de olho em possibilidades de fraudes relativas ao florescente mercado dos créditos florestais de carbono, disse na sexta-feira um especialista em crimes ambientais da Interpol (Polícia Internacional).

Um esquema da ONU conhecido pela sigla REDD estabelece um mercado para os créditos relativos à preservação e recuperação florestal, já que as matas absorvem gases do efeito estufa quando estão vivas, e liberam carbono quando são abatidas.

"Se você vai comercializar qualquer 'commodity' no mercado aberto, está criando uma situação de lucro e prejuízo. Haverá um comércio fraudulento de créditos de carbono", disse o especialista Peter Younger à Reuters durante uma conferência sobre florestas em Nusa Dua, na ilha indonésia de Bali.

"No futuro, se você está administrando uma fábrica e precisa desesperadamente de créditos para compensar suas emissões, haverá alguém que poderá fazer isso acontecer para você. Absolutamente, o crime organizado estará envolvido."

Younger propôs que governos, agências multilaterais e ONGs envolvam os órgãos de fiscalização no desenvolvimento do REDD e na luta contra o desmatamento clandestino, que é responsável por cerca de 20 por cento das emissões de gases do efeito estufa da humanidade.

Younger considerou "irônico que eu seja o único policial" na conferência. "Vocês dizem que desejam estabelecer parcerias para tratar da extração ilegal de madeira - com quem? Considerem recorrer aos esforços de fiscalização da lei, e não só depender das ONGs e de outras pessoas bacanas para fazerem isso com você."

O esquema REDD prevê recompensas financeiras a governos e comunidades por tonelada de CO2 que ficar retida nas florestas, mas a forma de divisão do dinheiro precisa ser definida em cada país. Algumas ONGs temem que governos centrais e regionais possam acabar controlando o dinheiro, deixando pouco para o desenvolvimento das comunidades.

Possíveis fraudes incluiriam a reivindicação de créditos por florestas inexistentes ou desprotegidas, segundo Younger. "Começa com suborno e intimidação de autoridades que podem impedir seu negócio. Aí, se houver nativos envolvidos, há ameaças e violência contra essas pessoas. Há documentos forjados", acrescentou ele.

Younger disse que o desmatamento ilegal é um problema significativo e crescente, e que as mesmas redes que contrabandeiam madeira também podem ser usadas para o tráfico de mulheres e crianças, drogas, armas e espécies vivas. De acordo com ele, há sinais de que o comércio madeireiro ilegal alimenta conflitos armados.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

juan gelman


Por Juan Gelman, para Página/12

Ha habido records en la materia. El reciente del “mago de Wall Street”, Bernard Madoff –50.000 millones de dólares–, habrá hecho palidecer de envidia a Nick Leeson, que en 1995 segó la ancianidad del británico Barings Bank –233 años de existencia– haciéndole perder 1300 millones de libras esterlinas. El grupo financiero holandés ING compró entonces el Barings, de funesta memoria en el Cono Sur de América, por una libra esterlina solitaria. Otro muerto de envidia ha de ser Jérome Kerviel, que en 2008 defraudó 4900 millones de euros a Société Générale, el segundo banco más importante de Francia. Sir Robert Allen Stanford –el primer estadounidense nombrado caballero del Reino Unido y sospechado de lavar dinero del narco– no puede aspirar al primer puesto de la lista: apenas malversó 8 mil millones de dólares.

Los grandes fraudes disimulan los pequeños, que poco espacio consiguen en la prensa. Una dependencia del Departamento del Tesoro de EE.UU., la Red de aplicación de la ley a los delitos financieros (FinCEN, por sus siglas en inglés), informó el año pasado que los casos de fraude hipotecario denunciados por los bancos del país se multiplicaron por diez, y con creces, del año 2001 (4696) al 2007 (52.868) (www.fincen.gov, 3/4/08). Pocos llegan a la Justicia: un tercio de los agentes del FBI que investigaban estos temas han pasado a tareas de seguridad desde el 11/9. Cabe recordar que la punta del iceberg económico que actualmente enfría al mundo fue, precisamente, la burbuja hipotecaria.

Hay un fraude que le está ganando a Madoff: La Oficina del inspector general especial de EE.UU. para la reconstrucción de Irak (Sigir, por sus siglas en inglés), sucesora de la Autoridad Provisional y encargada de supervisar el manejo de los fondos destinados al destruido país, ha comenzado a investigar a los jefes militares y funcionarios civiles norteamericanos estacionados en Irak que se encargaron y encargan de administrar los 125.000 millones de dólares invertidos desde la invasión de 2003. Nunca se sabrá con exactitud qué proporción de esa suma fue malversada, pero un informe de la Sigir sugiere que puede superar los 50.000 millones de dólares (www.sigir.mil/reports, febrero 2009). Madoff ha sido destronado.

Los auditores de la Sigir descubrieron, por ejemplo, que el contralor estadounidense para el centro sur de Irak, Robert Stein Jr., había recibido 57,8 millones de dólares en billetes de 100 junto a los cuales, de pie, se fotografió triunfal. Es de los pocos condenados por fraude y lavado de dinero. Los dirigentes políticos iraquíes están convencidos de que el robo o la pérdida de ingentes sumas de dólares norteamericanos y de dinares iraquíes no pudieron tener lugar sin la participación corrupta de militares estadounidenses de alto rango. En 2004/2005, todo el presupuesto militar iraquí para la compra de armas, unos 1300 millones de dólares, fue invertido en helicópteros rusos de 28 años de edad incapaces de volar y de vehículos cuyo “blindaje” era pulcramente atravesado por una bala de fusil.

Ninguna grúa interrumpe el cielo de Bagdad, salvo las que funcionan en la amurallada Zona Verde para terminar la construcción de la Embajada de EE.UU. –la más grande del mundo– y las que enmohecen detrás de media mezquita gigante que nunca llega a serlo porque cesó cuando Saddam Hussein fue derrocado. Una de las pocas señales de inversión en Bagdad son las palmeras y las flores plantadas en los camellones del centro de la ciudad. Cada pocos meses las quitan y las vuelven a plantar (The Independent, 16/2/09).

Una investigación de las que exploran los fraudes y robos cometidos por personal estadounidense en los primeros años de la ocupación de Irak atañe al coronel (R) Anthony B. Bell, responsable de la contratación de obras en 2003/2004, y al teniente coronel de la fuerza aérea Ronald W. Hirtle, encargado de la misma tarea en Bagdad durante el 2004. Los auditores de la Sigir han retomado las revelaciones que, en su momento, les hiciera llegar Dale Stoffel, un vendedor de armas y contratista norteamericano que pidió y obtuvo una inmunidad limitada en sus negocios a cambio de informar sobre la red de corrupción en la Zona Verde. Stoffel dibujó un panorama digno de novela negra: decenas de miles de dólares llegaban furtivamente en envases de pizza o bolsas de papel a las oficinas de contratación (International Herald Tribune, 15/2/09). Hubo más de pulp fiction: en el 2004, Stoffel y uno de sus socios fueron acribillados en un tiroteo que nunca se aclaró.

Militares, funcionarios y contratistas de EE.UU. en Irak han ido más lejos que Madoff. Muchos siguen impunes, mientras Bernie padece arresto domiciliario: sus íntimos amigos cuando él era mago no quisieron aportar los 10 millones de dólares de la fianza que, durante el juicio, lo dejaría en libertad.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Descubierto un supuesto fraude masivo de 8.000 millones de dólares en EE UU


El País

Las autoridades reguladoras de EE UU acusan al inversor texano Sir Allen Stanford de llevar a cabo un "fraude masivo" por valor de 8.000 millones de dólares (6.362 millones de euros) a través de la venta de "certificados de depósito" de su Stanford International Bank Ltd., con sede en Antigua, con los que prometía "unas altas tasas de interés, improbables e infundadas".

Se trata, según la Securities Exchange Commision (SEC, el equivalente a la CNMV en EE UU) de un "fraudulento esquema de inversión multimillonaria". La agencia, que investiga a Stanford desde verano, ha pedido al juez Reed O'Connor que congele los activos del Financial Group Texas, propiedad del millonario acusado.

"Estamos ante un supuesto fraude de magnitudes impresionantes que ha extendido sus tentáculos por todo el mundo", ha asegurado Rose Romero, directora del la oficina de la SEC en Fort Worth. "Como hemos alegado en nuestra denuncia, Stanford y su círculo íntimo de familia y amigos con quien llevaba sus negocios perpetraron un fraude masivo basado en falsas promesas y fabricaron datos históricos sobre las devoluciones para cazar a sus inversores", asegura Linda Chatman Thomsen, directora de la división de investigaciones de la SEC.

Ya en enero, el regulador visitó seis oficinas del Stanford Group y recopiló información de ordenadores y ficheros que ahora han servido para la investigación, según informa la agencia Bloomberg, que cita a trabajadores de esas sedes.

El recuerdo de Madoff

La acusación del regulador estadounidense se dirige contra las firmas financieras Stanford International Bank (SIB), la firma de inversión Stanford Group Company (SGC) y la entidad asesora de inversiones Stanford Capital Management. Asimismo, la SEC también dirige sus acusaciones contra el director financiero de SIB, James Davis, así como contra Laura Pendergest-Holt, responsable de inversiones de Stanford Financial Group (SFG). El banco de Stanford asegura tener 8.500 millones de dólares en depósitos y 30.000 clientes en 131 países.

La SEC fue muy criticada a raíz del estallido del caso de Bernard Madoff, el inversor neoyorquino acusado de estafar 50.000 millones a sus clientes a través de un esquema 'Ponzi'. Las autoridades reguladoras fueron acusadas de actuar tarde y mal e incluso un testigo esencial para el caso, Harry Markopolos, acusó a los reguladores de "analfabetos financieros". Paradójicamente, cuando saltó la noticia, el banco de Stanford calmó a sus inversores asegurando que no tenían ninguna relación "directa o indirecta" con la estafa.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Arquitetos suíços convidados para projeto polêmico

José Serra:

Estrelas da arquitetura mundial, os suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron foram convidados para seu primeiro projeto no Brasil, em São Paulo.

O problema é que não houve concorrência pública para o projeto, o que acabou provocando uma grande polêmica no país.

Reconhecidos e respeitados por seus pares há muitos anos, os arquitetos suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron foram alçados à condição de estrelas internacionais após assinarem projetos de grande visibilidade, como a Tate Modern de Londres e o Estádio Olímpico de Pequim (conhecido como Ninho do Pássaro), entre outros.

Tanto prestígio fez com que o governo do estado de São Paulo convidasse no fim de 2008 o escritório Herzog & De Meuron para participar de seu primeiro grande projeto no Brasil, o Teatro da Dança e da Ópera de São Paulo. Mas, a escolha, feita sem que fosse aberto um processo de licitação pública, acabou provocando uma grande polêmica no país.

De um lado, associações representativas dos arquitetos brasileiros protestam contra a escolha de profissionais estrangeiros e criticam o montante que será pago pelo governo paulista ao escritório suíço. De outro, o alto custo estimado para o projeto faz com que os opositores do governador José Serra, candidato declarado à Presidência da República, o critiquem por fazer uso eleitoral da obra.

Projetado para ser a futura sede da São Paulo Companhia de Dança e do Centro de Estudos Musicais Tom Jobim, o Teatro da Dança e da Ópera será erguido no terreno onde está situada a antiga rodoviária da capital paulista, atualmente um shopping, no histórico bairro da Luz.

O complexo, segundo a Secretaria de Cultura de São Paulo, ocupará uma área de cerca de 20 mil metros quadrados e abrigará salas de ensaio, uma biblioteca e um espaço para aulas de dança, além de três teatros. O principal terá capacidade para cerca de 1,8 mil espectadores, enquanto os outros dois terão 600 e 450 lugares, respectivamente.

O custo total estimado pelo governo estadual para o projeto de construção do Teatro da Dança e da Ópera de São Paulo é de R$ 300 milhões. Segundo a Secretaria de Cultura, o contrato firmado com o escritório Herzog & De Meuron prevê o pagamento de uma comissão entre 6,5% e 8,5% desse valor, o que significa algo entre R$ 19,5 milhões e R$ 25,5 milhões.

Críticas ao custo

Considerado como demasiado alto, este valor provocou a ira de parte dos arquitetos brasileiros. O Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) decidiu enviar uma petição ao secretário estadual de Cultura de São Paulo, João Sayad, "solicitando esclarecimentos sobre a forma de contratação do escritório internacional".

Em nota pública, a presidente da IAB-SP, Rosana Ferrari, afirma que o instituto pediu ao seu "Grupo de Licitação" - composto pelos arquitetos Altamir Fonseca, Anne Marie Sumner e Hector Ernesto Vigliecca - que emitisse "um parecer técnico, estudando melhor o que aconteceu e até onde essa situação está em desacordo com a nossa legislação".

Em uma outra iniciativa, dois renomados arquitetos paulistas, Euclides Oliveira e Pitanga do Amparo, enviaram uma petição aberta ao governador José Serra para apresentar "algumas considerações" sobre o que definem como "a contratação irregular do escritório de arquitetura suíço superstar Herzog & De Meuron".

Além de acusarem Serra de visar "um mais que manjado 'Efeito Bilbao' de caráter eleitoreiro" com a construção do Teatro da Dança e da Ópera, Oliveira e Amparo criticam o valor que será pago aos suíços pelo projeto: "Pretende o governo pagar ao Herzog & De Meuron R$ 25 milhões pelo projeto, enquanto paga aos nossos arquitetos, por exemplo, cerca de R$ de 15 mil por projeto de escola de segundo grau com 15 salas de aula, o que não deixa de ser uma afronta à nossa categoria profissional", diz a petição.

Governo se defende

O Governo de São Paulo se defende das críticas afirmando que a escolha do escritório suíço está amparada pela Lei Federal 8.666, de 1993, que determina ser "inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição para a contratação de serviços técnicos de natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização".

Determinada a não alimentar a polêmica, a Secretaria de Cultura de São Paulo evita falar sobre o assunto. Em comunicado à imprensa, o secretário João Sayad afirmou que dispensou a licitação pública "porque isso engessaria a possibilidade de alterar o projeto". Sobre a escolha da prestigiada dupla suíça, Sayad afirmou que "queríamos nomes notáveis".

Conclusão em 2010

Procurado pela reportagem da swissinfo, o escritório Herzog & De Meuron também foi sucinto nas informações e evitou tocar na polêmica: "Jacques Herzog e Pierre de Meuron estão apenas começando a trabalhar no desenvolvimento do projeto do Teatro da Dança e Ópera de São Paulo, por isso ainda é muito cedo para divulgar desenhos ou estudos sobre o projeto neste momento", informou Jolanda Meyer, gerente de Comunicações do escritório de arquitetura.

Na única declaração publicada na imprensa brasileira desde que foi anunciada a escolha feita pelo governo paulista, Pierre de Meuron afirmou ao jornal Folha de São Paulo que não vê a hora de dar início ao seu primeiro projeto no Brasil: "Tenho ótimas lembranças do Brasil, de Brasília, de São Paulo. Agora, há uma boa perspectiva para voltar e me envolver mais com as pessoas. Como acontece em todos os nossos projetos, precisamos conhecer melhor a cidade onde vamos trabalhar, analisar, compreender, olhar a região", disse.

Os arquitetos suíços devem apresentar seu projeto ao Governo de São Paulo até o fim de março e, para tanto, já organizam a montagem de uma filial de seu escritório com cerca de 20 profissionais na capital paulista.

As obras devem começar no segundo semestre de 2009 e têm término previsto para o final de 2010. Para facilitar seu trabalho, Herzog e De Meuron contarão com um estudo de cerca de 200 páginas realizado pela empresa inglesa Theatre Projects Consultants, que é especialista na construção de teatros e responsável por cerca de 300 projetos de teatro em todo o mundo.

swissinfo, Maurício Thuswohl, Rio de Janeiro

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Los premios Nobel, bajo sospecha

Alfred Nobel:

'The Times' revela que uno de los miembros del jurado forma parte del consejo de dirección de una empresa farmacéutica beneficiada por el galardón

Londres. (EFE).- La integridad del jurado que concede los premios Nobel está en tela de juicio tras la revelación de que uno de sus miembros forma parte al mismo tiempo del consejo de dirección de una empresa farmacéutica beneficiada por el galardón.

La fiscalía sueca trata de determinar si el gigante farmacéutico británico AstraZeneca ejerció alguna una influencia en la concesión del último Nobel de Medicina a Harald Zur Hausen, informa hoy el diario "The Times".

El científico fue recompensado por sus trabajos sobre el virus del papiloma humano, que puede causar el cáncer cervical y contra el cual AstraZeneca ha desarrollado dos vacunas muy lucrativas. Dos personajes que ejercieron un papel en el proceso de elección de Zur Hausen tienen fuertes vínculos con esa compañía farmacéutica, que ha comenzado además a patrocinar el portal de internet del Nobel.

Ni la compañía, ni la fundación Nobel han revelado cuánto vale el contrato para ese patrocinio y el de la filial promocional del premio Nobel Media, aunque el periódico cree que serán cientos de miles de dólares.

Según la radio sueca, Bertil Fredholm, presidente del comité de cinco personas que estudia a los candidatos al premio, trabajó como asesor para AstraZeneca en el 2006. Bo Angelin, miembro del comité de 50 personas que vota al ganador, forma también parte del consejo de dirección de la farmacéutica.

El año pasado, AstraZeneca compró una compañía que había desarrollado un componente clave para la producción de dos vacunas contra el virus del papiloma humano.

El director de la división anticorrupción de la policía sueca, Christer van der Kwast, explicó a "The Times" que había encargado a la fiscalía averiguar si había motivos para lanzar una investigación.

El jueves, la fiscalía sueca abrió otra investigación preliminar sobre un supuesto caso de soborno a miembros de varios comités Nobel que aceptaron viajes con todos los gastos pagados por las autoridades chinas. Se trata de dos viajes realizados por cinco representantes de los comités, uno hace dos años y otro en enero pasado, a China, en los que el objetivo era informar de cómo se realiza el proceso para designar a los ganadores en las distintas categorías de los Nobel. El Gobierno chino se hizo cargo en ambos casos de los gastos de viaje, alojamiento y manutención.

La Vanguardia

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Ex-presidente da Nasdaq é preso por fraude bilionária nos EUA


NOVA YORK (Reuters) - Bernard Madoff, trader de Wall Street e fundador da Bernard L. Madoff Investment Securities LLC, foi preso e acusado na quinta-feira de estar por trás de um esquema multibilionário e fraudulento de pirâmide financeira conhecido como Ponzi, informaram autoridades dos EUA.

Procuradores federais acusam Madoff, ex-presidente da bolsa de empresas de tecnologia Nasdaq, de comandar uma pirâmide, na qual se prometem retornos muito altos a investidores iniciais, que são remunerados com o dinheiro de quem adere ao esquema posteriormente.

Madoff, que estimou perdas de cerca de 50 bilhões de dólares para os investidores, informou a funcionários de sua empresa de consultoria na quarta-feira que “isso é uma grande mentira” e que se trata “basicamente, de um gigantesco esquema Ponzi”, de acordo com uma queixa criminal contra ele.

Madoff, 70 anos, supostamente comandava a pirâmide a partir da empresa que leva seu nome. Ele é acusado de fraude e pode pegar uma pena de até 5 anos na prisão e uma multa de até 5 milhões de dólares, disseram os procuradores.

“Madoff afirmou que o negócio era insolvente e que vinha sendo assim por anos. Madoff também declarou estimar que as perdas com essa fraude seriam de pelo menos aproximadamente 50 bilhões de dólares”, disse Lev Dassin, procurador dos Estados Unidos para o distrito sul de Nova York, em um comunicado.

Autoridades disseram que, de acordo com um documento entregue por Madoff à Securities and Exchange Commission (SEC, principal órgão regulador do mercado de capitais dos EUA) em 7 de janeiro de 2008, ele afirma servir entre 11 e 25 clientes e gerenciar um total de 17,1 bilhões de dólares em ativos.

“Bernard Madoff é há muito um líder da indústria de serviços financeiros. Nós vamos lutar para superar essa lamentável sucessão de eventos”, disse o advogado de Madoff Dan Horwitz a jornalistas do lado de fora de um tribunal onde ele foi formalmente acusado.

O próprio Madoff parecia abalado e abatido quando foi bombardeado com perguntas feitas por jornalistas na saída. Ele foi libertado após ter reconhecido a fraude e ter apresentado uma apólice no valor de 10 milhões de dólares, dando seu apartamento em Manhattan como garantia.

A SEC também prestou queixas civis contra Madoff.

“Nossa queixa alega uma fraude impressionante. Tanto em relação ao escopo quanto à sua duração. Nós estamos nos mexendo rápida e decisivamente para deter o esquema e proteger os ativos remanescentes dos investidores”, disse Scott Friestad, diretor adjunto da Divisão de Investigações da SEC.

Da Reuters Por Edith Honan (Reportagem adicional de Christian Plumb, Phil Wahba, Michelle Nichols, em Nova York, e Rachell Younglai, em Washington)

domingo, 14 de dezembro de 2008

Dados pessoais de cartões de crédito do LBB vazam


Informações confidenciais de dezenas de milhares de cartões de crédito do Landesbank Berlin (LBB) foram enviados anonimamente à redação de um jornal.

Informações confidenciais de dezenas de milhares de portadores de cartões de crédito do banco Landesbank Berlin (LBB) foram enviados anonimamente à redação do Frankfurter Rundschau, anunciou o jornal neste sábado (13/12). Como o LBB é o maior credor da Alemanha, com 1,9 milhões de cartões em circulação, é possível que também clientes de bancos parceiros tenham sido afetados.

As microfichas enviadas continham nome, endereço, número do cartão, número da conta bancária e informações sobre transações dos clientes. O LBB, no entanto, garante que não foram divulgados números PIN e que o dinheiro de seus clientes não corre risco.

"Até o momento, não há necessidade de bloquear os cartões", assegurou um porta-voz do banco. No entanto, ainda não foi confirmado se foram divulgados os códigos de verificação dos cartões, necessários para operações de comércio online.

Também segundo a polícia, o perigo é menor que o previsto, já que é impossível produzir cópias dos cartões ou mesmo sacar dinheiro com ajuda das informações. Supostamente, os dados foram desviados através da empresa Atos Wordline, responsável pelo arquivamento das transações do banco.

Thilo Weichert, diretor do Centro Independente de Proteção de Dados de Schleswig-Holstein, critica o fato de dados tão seníveis serem repassados a terceiros, dizendo tratar-se de "um calcanhar-de-Aquiles e de uma enorme falta de controle". Segundo ele, caso se comprove que o problema ocorreu devido à má administração dos dados, os clientes poderão pedir indenização.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Mercado de apostas é "séria ameaça" ao esporte


Participantes de um congresso em Zurique vêem o bilionário mercado das apostas como crescente ameaça à integridade do esporte. A Fifa quer mais árbitros profissionais para enfrentar o problema.

Segundo a empresa suíça Sportradar, que trabalha para a Fifa e a Uefa, há manipulações em todos os países europeus. Somente nos últimos dois anos, 25 jogos da Copa da Uefa teriam sido "influenciados".

Durante um congresso sobre "Apostas Esportivas – Simbioses e Perigos", nesta segunda-feira (10/11), em Zurique, o presidente da Fifa, Josef Blatter, disse que considera os jogos de sorte e as apostas "algo controvertido. Para o futebol, essas manipulações são uma séria ameaça".

Ele propôs como importante medida para enfrentar o problema, a introdução de mais árbitros profissionais. "Precisamos proteger aqueles que podem ser alvo de tais métodos", disse Blatter.

A Fifa criou há dois anos um sistema de alerta contra manipulações de resultados. Após uma fase de testes bem-sucedida na Copa 2006 na Alemanha, a empresa Early Warning System GmbH (EWS) vigia, em nome da Fifa, todos os jogos das Eliminatórias à Copa 2010 na África do Sul.

Essa firma, encarregada de detectar movimentações estranhas no mercado de apostas, coopera com loterias privadas e estatais, agentes de apostas eletrônicas, bolsas de apostas e associações do setor. Havendo uma suspeita fundamentada de manipulação, ela alerta a Fifa.

Apostas de 1 bilhão de dólares por dia

A EWS não atua apenas no futebol. Este ano, por exemplo, ela vigiou as 302 competições da Olimpíada de Pequim para o Comitê Olímpico Internacional. No futuro, a empresa pretende oferecer seus serviços também a entidades esportivas nacionais.

Segundo o diretor de estratégias da EWS, o alemão Wolfgang Feldner, o mercado mundial de apostas movimenta um volume bruto de cerca de 350 bilhões de dólares por ano. Ele alertou que existem muitas possibilidades de encobrir manipulações.

O exemplo clássico de manipulação, em que o favorito perde o jogo, foi ampliado por muitas variantes, visto que se pode apostar em todos os detalhes possíveis. Além disso, jogos individuais, como é o caso no tênis, são mais fáceis de ser "influenciados", relatou o perito.

Feldner disse que não há como eliminar completamente a possibilidade de fraude. Entre as possíveis soluções, ele citou a regulamentação do mercado de apostas, transparência e cooperação com as autoridades.

Lavagem de dinheiro

Segundo Carsten Koerl, diretor executivo da Sportradar AG, agência sediada em Zuzwil (estado de St-Gallen, nordeste da Suíça) e especializada em detectar ilegalidades no mercado de apostas, somente nos últimos dois anos, 25 partidas classificatórias e da primeira fase da Copa da Uefa foram manipuladas.

Koerl contou que, na Turquia, até jogos de crianças com menos de oito anos já foram manipulados. "Para combater esse tipo de crime organizado internacional, que também serve à lavagem de dinheiro, é necessária uma legislação européia contra a manipulação de jogos", disse Koerl, que coopera com 250 casas de apostas em todo o mundo.

"Usa-se e abusa-se de nós", disse Josef Blatter sobre a situação com a qual a Fifa é confrontada freqüentemente. Ele rebateu veementemente os rumores de que as partidas do Brasil contra Gana e da Inglaterra contra o Equador pelas oitavas-de-final da Copa 2006 tenham sido manipuladas. "Não há um único indício sobre isso", disse.

swissinfo