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sexta-feira, 18 de maio de 2018

PAPA FRANCISCO E A BOMBA-RELÓGIO



A bomba-relógio do mercado

O papa Francisco chamou o mercado de derivativos de "bomba-relógio". Em uma ampla crítica ao mercado financeiro global divulgada pelo Vaticano nesta quinta-feira (17), ele incluiu os credit-default swaps. A crítica incomum tem a ver com a visão cética que o papa Francisco tem do capitalismo global desenfreado. "O mercado de CDS, logo após a crise financeira de 2007, era grande o suficiente para representar quase o equivalente ao PIB do mundo inteiro. A disseminação de tal tipo de contrato sem os devidos limites tem encorajado o crescimento de finanças da sorte de apostas na falha de outros, o que é inaceitável de um ponto de vista ético", afirmou o Vaticano no documento. A avaliação é similar a comentários feitos pelo megainvestidor Warren Buffett em 2003, que classificou os derivativos de "armas financeiras de destruição em massa". Na ocasião, Buffett também criticou a expansão sem controle deste mercado. O papa Francisco tem sido um crítico de Wall Street e já pediu regulação para as práticas financeiras especulativas, além de controle sobre o "poder absoluto" do sistema financeiro, o qual ele disse pode trazer mais crises. 

Fonte: Affonso Ritter

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

EUA: mais de 20 milhões vivem na pobreza extrema

Angeli

Ao menos 20,5 milhões de estadunidenses, cerca de 6,7% da população, vivem hoje na extrema pobreza, segundo estatísticas do Escritório do Censo. Para esta consideração os especialistas levam em conta pessoas que estão entre os 50% ou mais abaixo do índice oficial de indigência. Os dados assinalam que a população na situação de extrema pobreza representa quase a metade dos 46,2 milhões de norte-americanos que vivem abaixo da linha da pobreza.

O Censo considera que, para estar no extremo da linha, uma pessoa deve ter um rendimento individual de 5.570 dólares ou menos ao ano, e de 11.157 dólares, no caso de uma família de quatro membros.

Atualmente o contingente de pobres em situação extrema do país estão em um nível recorde, uma da cada 15 pessoas enfrenta essa condição.

Tema central dos protestos do movimento dos chamados indignados de Ocuppy Wall Street, as novas estatísticas mostram os extremos entre os ricos e os pobres da nação enquanto o desemprego se mantém estável em um índice de 9,1%.

A pobreza extrema ocorre mais entre hispanos e negros, as duas principais minorias do país. E também idosos e pobres em idade de trabalhar que caíram na miséria.

Resultados do censo de 2009 indicam que 27,6% dos latinos nos Estados Unidos vivem na pobreza, assim como 23,4 % dos negros.

As autoridades alertam que os bairros com taxas de pobreza de ao menos 40% aumentam em áreas mais amplas, crescendo nos subúrbios em duas vezes mais que o ritmo das cidades.

Segundo o Censo, zonas metropolitanas do sul do país enfrentam agora alguns dos maiores aumentos de concentração de penúria.

O problema afeta 42 estados e o Distrito de Columbia, onde aumentaram os mais indigentes entre os pobres desde 2007.

Resultados do censo de 2009 indicam que 27,6 por cento dos latinos nos Estados Unidos vivem na pobreza, assim como 23,4 por cento dos negros.

Por outro lado, algumas análises indicam que nos Estados Unidos pobreza e fome andam de mãos dadas. Cerca de 20,7% das crianças são necessitadas, com destaque para os hispanos, que atingem 33,1%, indicou recentemente um relatório do Instituto Pan para o Mundo, um movimento religioso contra a fome.

Segundo esse estudo, o problema da insegurança alimentar afetou, em 2009, 14,7% dos lares estadunidenses, tendo sido os hispanos quem enfrentaram mais estas penúrias com 26,9%.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Movimento "Ocupem Wall Street" intriga o mundo

Por Peter Millership

LONDRES (Reuters) - Da Praça Tahrir no Cairo, passando pela Praça Verde em Trípoli, Praça Syntagma em Atenas e agora no Parque Zuccoti em Nova York, a ira popular contra as elites no poder está se propagando ao redor do mundo.

Muitos têm se mostrado intrigados com o movimento Ocupem Wall Street contra a desigualdade financeira que começou no parque em Nova York e se espalhou pelos Estados Unidos, de Tampa, na Flórida, a Portland, no Oregon, passando por Los Angeles e Chicago.

Centenas de ativistas se reuniram há um mês no parque em Manhattan a duas quadras de Wall Street para demonstrar a raiva com o que eles veem como excessos dos financistas de Nova York, a quem eles culpam pela crise econômica que assolou incontáveis norte-americanos comuns e reverberou pela economia global.

No movimento dos Estados Unidos, nações árabes veem ecos dos levantes deste ano da Primavera Árabe. Espanhóis e italianos enxergam paralelos com os ativistas Indignados, enquanto vozes em Teerã e Pequim com seu próprio propósito anti-norte-americano também já disseram que isso pode ser um presságio do derretimento dos Estados Unidos.

Inspirados pela força do movimento nos EUA, que começou pequeno mas agora faz parte do debate político do país, ativistas em Londres vão se reunir para protestar do lado de fora da Bolsa de Londres no dia 15 de outubro, mesmo dia em que grupos espanhóis se reunião na praça Puerta del Sol, em Madri, em solidariedade.

"O povo norte-americano está cada vez mais e mais seguindo o rumo escolhido pelas pessoas no mundo árabe", disse o oficial da Guarda Revolucionária Masoud Jazayeri, segundo a agência de notícias estudantil iraniana ISNA. "O governo dominante norte-americano vai enfrentar levantes similares àqueles na Tunísia e Egito."

Jornais chineses divulgaram notícias sobre o Ocupem Wall Street com editoriais culpando o sistema político dos Estados Unidos e denunciando a mídia ocidental por negligenciar os protestos.

No Cairo, Ahmed Maher, fundador e líder do Movimento Jovem 6 de Abril do Egito, que ajudou a derrubar o autocrata Hosni Mubarak, disse que estava em contato com vários grupos organizando as manifestações anti-Wall Street.

"Há alguns dias, vimos um cartaz em Nova York que dizia 'Essa é a Praça Tahir'", afirmou Maher, referindo-se à praça no Cairo que se tornou o epicentro da revolução egípcia.

 "A Primavera Árabe definitivamente inspirou protestos nos Estados Unidos e Europa."

A mídia espanhola tem dedicado cobertura diária ao movimento de Wall Street, apelidando os participantes de "Indignados em Manhattan", com jornais de esquerda afirmando que os manifestantes norte-americanos se inspiraram no grupo jovem espanhol.

Em Londres, os manifestantes estavam usando as mídias sociais, como Facebook e Twitter, para planejar o protesto em frente à Bolsa no sábado. Eles pretendem chamar atenção para "sistemas econômicos que causaram terríveis injustiças ao redor do mundo", de acordo com o website deles.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Mensaje de solidaridad con el movimiento de acampada y ocupación de Wall Street

Cualquiera que tenga los ojos abiertos sabe que el gangsterismo de Wall Street -- de las instituciones financieras en general -- ha infligido graves daños al pueblo de los Estados Unidos (y al mundo). 

Y debería saber también que tal cosa ha ido sucediendo progresivamente en los últimos treinta años, a medida que ha aumentado de modo radical su poder en el seno de la economía, y con ello su poder político. 

Se ha puesto así en marcha un círculo vicioso que ha concentrado una inmensa riqueza, más el poder político, en un diminuto sector de la población, una fracción de un 1%, mientras el resto va convirtiéndose cada vez más en lo que en ocasiones se denomina "precariado", que trata de sobrevivir en una precaria existencia.

Además, tan horribles actividades se llevan a cabo con una impunidad casi completa: no sólo mediante el "too big to fail" (demasiado grandes para dejarlos caer) sino también con el "too big to jail" (demasiado grandes como para meterlos en la cárcel). 

Las valientes y honrosas protestas que continúan en Wall Street deberían servir para llamar públicamente la atención sobre esta calamidad y conducir  a un entregado esfuerzo por superarla y poner a la sociedad en una senda más saludable. 

Noam Chomsky es profesor emérito del Departamento de Lingüística y Filosofía del MIT. Universalmente reconocido como renovador de la lingüística contemporánea, es el autor vivo más citado, el intelectual público más destacado de nuestro tiempo y una figura política emblemática de la resistencia antiimperialista mundial. El texto aquí traducido procede de una conferencia dictada en Amsterdam el pasado mes de marzo.
Traducción para www.sinpermiso.info: Lucas Antón

sinpermiso electrónico se ofrece semanalmente de forma gratuita. No recibe ningún tipo de subvención pública ni privada, y su existencia sólo es posible gracias al trabajo voluntario de sus colaboradores y a las donaciones altruistas de sus lectores. Si le ha interesado este artículo, considere la posibilidad de contribuir al desarrollo de este proyecto político-cultural realizando una DONACIÓNo haciendo una SUSCRIPCIÓN a la REVISTA SEMESTRAL impresa.


Sobre este tema, se informe mais AQUI.

domingo, 26 de junho de 2011

El papel de Wall Street en el narcotráfico



Mike Whitney · · · · ·

Imaginen cuál sería su reacción si el gobierno mexicano conviniera en pagar 1.400 millones de dólares a Barak Obama por desplegar tropas norteamericanas y vehículos blindados en Nueva York, Los Ángeles y Chicago para llevar a cabo operaciones militares, establecer puestos de control y verse envuelto en tiroteos que acaben por causar la muerte de 35.000 civiles en las calles de ciudades norteamericanas.

Si el gobierno mexicano tratara así a los Estados Unidos, ¿lo considerarían ustedes amigo o enemigo?

Así es exactamente cómo tratan los EE. UU. a México, y así ha venido siendo desde 2006.

La política mexicana de Norteamérica --la Iniciativa de Mérida-- es una pesadilla. Ha minado la soberanía mexicana, ha corrompido el sistema político y ha militarizado el país. Ha tenido también como resultado la muerte violenta de miles de civiles, pobres en su mayoría. Pero a Washington le importan una higa los "daños colaterales" mientras pueda vender más armamento, fortalecer su régimen de libre comercio y lavar más beneficios de las drogas en sus grandes bancos. 

Entonces es todo de lo más agradable. 

¿No ha lugar a dignificar esta carnicería llamándola "Guerra contra las drogas"?  

No tiene sentido. Lo que vemos es una oportunidad descomunal de hacerse con poder por parte de las grandes empresas, las altas finanzas y los servicios de inteligencia norteamericanos. Lo único que hace Obama es ocuparse de la subasta, razón por la cual --no es de sorprender-- las cosas se han puesto bastante peor bajo su administración. No sólo ha incrementado Obama la financiación del Plan México (también conocido como Mérida) sino que ha desplegado más agentes norteamericanos para que trabajen en secreto, mientras aviones no tripulados llevan a cabo labores de vigilancia. ¿Lo captan? No se trata de una pequeña redada antidroga, es otro capítulo de la Guerra Norteamericana contra la Civilización. He aquí un pasaje de un artículo de CounterPunch escrito por Laura Carlsen que nos muestra algo del trasfondo: 

"La guerra contra las drogas se ha convertido en el vehículo principal de militarización de América Latina. Un vehículo financiado e impulsado por el gobierno norteamericano y alimentado por una combinación de falsa moral, hipocresía y mucho de temor duro y frío. La llamada ‘guerra contra las drogas’ constituye en realidad una guerra contra la gente, sobre todo contra los jóvenes, las mujeres, los pueblos indígenas y los disidentes. La guerra contra las drogas se ha convertido en la forma principal del Pentágono de ocupar y controlar países a expensas de sociedades enteras y de muchas, muchas vidas”.  

“La militarización en nombre de la guerra contra las drogas está sucediendo más rápida y concienzudamente de lo que la mayoría de nosotros probablemente anticipó con la administración de Obama. El acuerdo para establecer bases en Colombia, posteriormente suspendido, mostró una de las señales de la estrategia. Y ya hemos visto la extensión indefinida de la Iniciativa de Mérida en México y América Central e incluso, tristemente, las cañoneras enviadas a Costa Rica, una nación con una historia de paz y sin ejército...”    

“La Iniciativa de Mérida financia intereses norteamericanos para entrenar a fuerzas de seguridad, proporciona inteligencia y tecnología bélica, aconseja sobre las reformas de la justicia y el sistema penal y la promoción de los derechos humanos, todo ello en México”. ("The Drug War Can't Be Improved, It Can Only be Ended" [“No se puede mejorar la guerra contra las drogas, sólo se puede concluir"] Laura Carlsen, Counterpunch).

Si da la impresión de que Obama está haciendo todo lo que puede para convertir México en una dictadura militar, es porque es lo que está haciendo. El Plan México es una farsa que esconde los verdaderos motivos de la administración, que consiste en asegurarse de que los beneficios del tráfico de drogas acaben en los bolsillos de la gente adecuada. De eso es de lo que se trata, de muchísimo dinero. Y por eso es por lo que se ha disparado el número de víctimas, mientras la credibilidad del gobierno mexicano ha caído como nunca en décadas. la política norteamericana ha convertido grandes extensiones del país en campos de muerte y la cosa no hace más que empeorar.     

Véase esta entrevista con Charles Bowden, que describe cómo es la vida de la gente que vive en la Zona Cero de la guerra de las drogas en México, Ciudad Juárez: 

"Esto sucede en una ciudad en la que en ocasiones la gente vive en cajas de cartón. En el último año han cerrado diez mil negocios, tirando la toalla. De treinta a sesenta mil personas, sobre todo los ricos, se han mudado a El Paso, al otro lado del río, por razones de seguridad, entre ellos el alcalde de Juárez, que prefiere largarse a dormir en El Paso. El editor del diario local también vive en El Paso. Entre 100.000 y 400.000 personas sencillamente se marcharon de la ciudad. Buena parte del problema es económico, y no simplemente de violencia. Durante esta recesión han desaparecido por lo menos 100.000 empleos de las empresas fronterizas debido a la competencia asiática. Las estimaciones cifran las bandas de delincuentes entre 500 y 900".

“De modo que lo que tenemos son 10.000 soldados de las tropas federales y agentes de la policía federal merodeando por allí. Una ciudad en la que nadie sale de noche, en la que los pequeños negocios pagan todos extorsión, donde oficialmente se robaron 20.000 coches el año pasado, en el que oficialmente fueron asesinadas más de 2.600 personas el pasado año, donde nadie sigue el rastro de la gente que ha sido secuestrada y no regresa, en donde nadie cuenta la gente enterrada en cementerios secretos de los que, de forma indecorosa, parecen de cuando en cuando salir algunos escarbando. Lo que tenemos es un desastre y un millón de personas, demasiado pobres para poder marcharse, atrapadas en él. La ciudad es eso".
(Charles Bowden, Democracy Now)

Esto no tiene que ver con las drogas; se trata de una política exterior chiflada que apoya a ejércitos por delegación para imponer el orden por medio de la represión y militarización del Estado policial. Se trata de expandir el poder norteamericano y de que engorden los beneficios de Wall Street.    

Veamos más datos de fondo proporcionados por Lawrence M. Vance en la Future of Freedom Foundation:

"Un número no revelado de agentes de la ley norteamericanos trabajan en México (...) La DEA tiene más de 60 agentes en México. A ellos se suman 40 agentes de Inmigración y Aduanas, 20 ayudantes del Servicio de Comisarios de Policía y 18 Agentes de Alcohol, Tabaco, Armas de Fuego y Explosivos, más agentes del FBI, del Servicio de Ciudadanos e Inmigración, Aduanas y Protección de Fronteras, Servicio Secreto, Guardacostas y Agencia de Seguridad en el Transporte. El Departamento de Estado mantiene también una Sección de Asuntos de Narcóticos. Los Estados Unidos también han suministrado helicópteros, perros antidroga y unidades de polígrafos para examinar a quienes solicitan ingresar en organismos de aplicación de las leyes". 

“Los aviones no tripulados norteamericanos espían los escondites de los cárteles y las balizas rastreadoras norteamericanas ubican con exactitud los coches y teléfonos de los sospechosos. Agentes norteamericanos siguen los rastros, localizan llamadas telefónicas, leen correos electrónicos, estudian patrones de comportamiento, siguen rutas de contrabando y procesan datos sobre traficantes de droga, responsables del lavado de dinero y jefes de los cárteles. De acuerdo con un antiguo fiscal antidroga mexicano, los agentes norteamericanos no están limitados en sus escuchas en México por las leyes norteamericanas, mientras no se encuentren en territorio norteamericano y no pinchen a ciudadanos norteamericanos. ("Why Is the U.S. Fighting Mexico's Drug War?" [ “¿Por qué libran los Estados Unidos la Guerra contra las drogas de México?”] Laurence M. Vance, The Future of Freedom Foundation)

Esto no es política exterior; es otra ocupación norteamericana. ¿Y adivinan quién hace caja a lo grande con este pequeño timo sórdido? Wall Street. Eso es: los grandes bancos le sacan un pico como hacen siempre. Echemos un vistazo a este pasaje de un artículo de James Petras títulado  "How Drug Profits saved Capitalism" [“Cómo los beneficios de  las drogas salvaron al capitalismo”] en Global Research. Es un estupendo resumen de los objetivos que están configurando esa política: 

"Mientras el Pentágono arma al gobierno mexicano y la DEA (Drug Enforcement Agency, la agencia antidroga) norteamericana ponen en práctica la ‘solución militar’, los mayores bancos de los EE.UU. reciben, lavan y transfieren cientos de miles de millones de dólares a las cuentas de los señores de la droga, que compran así armas modernas, pagan ejércitos privados de asesinos y corrompen a un número indeterminado de funcionarios encargados de hacer cumplir las leyes a ambos lados de la frontera..."   

“Los beneficios de la droga, en el sentido más básico, se aseguran mediante la capacidad de los cárteles de lavar y transferir miles de millones de dólares al sistema bancario norteamericano. La escala y envergadura de la alianza entre la banca norteamericana y los cárteles de la droga sobrepasa cualquier otra actividad del sistema de la banca privada norteamericana. De acuerdo con los registros del Departamento de Justicia norteamericano, un banco sólo, el Wachovia Bank (propiedad hoy de Wells Fargo), lavó 378.300 millones de dólares entre el 1 de mayo de 2004 y el 31 de mayo de 2007 (The Guardian, 11 de mayo de 2011). Todos los bancos principales de los EE. UU. han hecho de socios financieros activos de los cárteles asesinos de la droga."

“Si los principales bancos norteamericanos son los instrumentos financieros que permiten operar a los imperios multimillonarios de la droga, la Casa Blanca, el Congreso norteamericanos y los organismos de aplicación de las leyes son los protectores esenciales de estos bancos (…) El lavado de dinero de la droga es una de las fuente más lucrativas de beneficios para Wall Street, los bancos cargan abultadas comisiones por transferencias de beneficios de la droga, que a su vez prestan a instituciones crediticias a tasas de interés muy superiores a las que pagan - si es que pagan- a los depositantes de los traficantes de drogas. Inundados por los beneficios de las drogas ya desinfectados, estos titanes norteamericanos de las finanzas mundiales pueden comprar fácilmente a los funcionarios electos para que perpetúen el sistema." ("How Drug Profits saved Capitalism", James Petras, Global Research)

Repitámoslo: "Todos los bancos principales de los EE. UU. han hecho de socios financieros activos de los cárteles asesinos de la droga..."

La Guerra contra las Drogas es un fraude. Esto no tiene que ver con la prohibición, tiene que ver con el control. Washington pone la fuerza para que los bancos puedan llevarse una buena pieza. Una mano lava a la otra, igual que con la Mafia. 

Mike Whitney es un analista político independiente que vive en el estado de Washington y colabora regularmente con la revista norteamericana CounterPunch.

Traducción para www.sinpermiso.info de Lucas Antón

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terça-feira, 20 de abril de 2010

Más razones para regular a los bancos


Algunos de los bancos más grandes del mundo quedaron bajo sospecha por maniobras con valores de baja calidad. El caso le da sustento al gobierno de Obama para avanzar con la intervención estatal en los mercados, resistida por Wall Street.

Wall Street volvió a quedar bajo la lupa por operaciones fraudulentas con activos hipotecarios. Tras presentar una demanda contra Goldman Sachs, la Securities and Exchange Commission (SEC, órgano regulador del mercado estadounidense) investiga las operaciones con valores de baja calidad de algunas de las mayores entidades financieras del mundo. Cuando el mercado inmobiliario comenzaba a desplomarse, a mediados de 2007, varios holdings financieros diseñaron fondos de cobertura que permitieron a sus clientes apostar a un colapso del sector. Por este accionar se está investigando, además de Goldman, a compañías como Deutsche Bank, UBS y Merrill Lynch (comprado por Bank of America). Los temores generados en torno de un nuevo contagio evitaron que los buenos resultados en los balances presentados ayer por las entidades pudieran ser capitalizados en la Bolsa.

En el mercado coinciden en que la situación desatada en Goldman Sachs es “probablemente apenas la punta del iceberg”. La SEC presentó el último viernes ante la Justicia una querella contra este banco de inversión y uno de sus vicepresidentes por fraude en la venta de estructurados financieros con respaldo en deuda hipotecaria. La comisión de valores estadounidense alega que Goldamn Sachs ofreció este tipo de instrumentos sin revelar a los compradores la “apuesta subyacente”, es decir, que ganarían en caso de que se desplomara el sector de bienes raíces. En algunas ocasiones, estos fondos compraron seguros contra ceses de pagos. Estos acuerdos reportaron a estas firmas comisiones superiores a mil millones de dólares.

El caso Goldman Sachs aumentó la presión sobre las entidades financieras estadounidenses. La SEC investiga ahora las operaciones realizadas por algunas de las mayores firmas de Wall Street, similares a las que llevaron a presentar la demanda contra Goldman. Entre los nombres figuran el Deutsche Bank, UBS y Merrill Lynch, según publicó ayer The Wall Street Journal. “Continuamos investigando las prácticas de entidades envueltas en la estructuración de complejos productos financieros vinculados al mercado inmobiliario de Estados Unidos cuando comenzaba a mostrar signos de debilidad”, confirmó el titular de Productos Nuevos y Estructurados de la SEC, Kenneth Lench.

Si la denuncia de la SEC fuera corroborada, otros reguladores iniciarían causas similares en todo el mundo. Por lo pronto, el primer ministro británico, Gordon Brown, solicitó ayer a la comisión de valores comenzar una investigación. El blanco son las denominadas obligaciones de deuda garantizadas (CDO, por sus siglas en inglés). Se trata de valores respaldados por gigantescos paquetes de bonos hipotecarios y por otros activos, que incluyen además complejos derivados cuyo precio se basa en la rentabilidad de esos títulos. Estos activos son los que llevaron a la aseguradora AIG al borde del colapso, debido a que había asegurado unos mil millones de dólares por firmas de Wall Street.

La demanda contra Goldman Sachs coincide además con un nuevo intento del Partido Demócrata en el Congreso para impulsar una amplia reforma de las prácticas de las entidades financieras. Estos bancos fueron asistidos con miles de millones de dólares de fondos públicos para superar la crisis hipotecaria y financiera y, tiempo después, se conoció que utilizaron ese dinero para el pago de comisiones a sus directivos y gastos de esparcimiento de su personal. Los consejeros políticos de presidente Obama están intentando utilizar el caso para avanzar en la reforma en el Congreso.

El mandatario estadounidense recibió durante este fin de semana, de parte de varios internautas, críticas en su página web por continuar ayudando a los bancos y no a los deudores hipotecarios. “Ayuda Presidente: Reforma de Wall Street y creación de trabajos. Primero las familias”, publicaron.

Página/12

quinta-feira, 26 de março de 2009

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Ex-presidente da Nasdaq é preso por fraude bilionária nos EUA


NOVA YORK (Reuters) - Bernard Madoff, trader de Wall Street e fundador da Bernard L. Madoff Investment Securities LLC, foi preso e acusado na quinta-feira de estar por trás de um esquema multibilionário e fraudulento de pirâmide financeira conhecido como Ponzi, informaram autoridades dos EUA.

Procuradores federais acusam Madoff, ex-presidente da bolsa de empresas de tecnologia Nasdaq, de comandar uma pirâmide, na qual se prometem retornos muito altos a investidores iniciais, que são remunerados com o dinheiro de quem adere ao esquema posteriormente.

Madoff, que estimou perdas de cerca de 50 bilhões de dólares para os investidores, informou a funcionários de sua empresa de consultoria na quarta-feira que “isso é uma grande mentira” e que se trata “basicamente, de um gigantesco esquema Ponzi”, de acordo com uma queixa criminal contra ele.

Madoff, 70 anos, supostamente comandava a pirâmide a partir da empresa que leva seu nome. Ele é acusado de fraude e pode pegar uma pena de até 5 anos na prisão e uma multa de até 5 milhões de dólares, disseram os procuradores.

“Madoff afirmou que o negócio era insolvente e que vinha sendo assim por anos. Madoff também declarou estimar que as perdas com essa fraude seriam de pelo menos aproximadamente 50 bilhões de dólares”, disse Lev Dassin, procurador dos Estados Unidos para o distrito sul de Nova York, em um comunicado.

Autoridades disseram que, de acordo com um documento entregue por Madoff à Securities and Exchange Commission (SEC, principal órgão regulador do mercado de capitais dos EUA) em 7 de janeiro de 2008, ele afirma servir entre 11 e 25 clientes e gerenciar um total de 17,1 bilhões de dólares em ativos.

“Bernard Madoff é há muito um líder da indústria de serviços financeiros. Nós vamos lutar para superar essa lamentável sucessão de eventos”, disse o advogado de Madoff Dan Horwitz a jornalistas do lado de fora de um tribunal onde ele foi formalmente acusado.

O próprio Madoff parecia abalado e abatido quando foi bombardeado com perguntas feitas por jornalistas na saída. Ele foi libertado após ter reconhecido a fraude e ter apresentado uma apólice no valor de 10 milhões de dólares, dando seu apartamento em Manhattan como garantia.

A SEC também prestou queixas civis contra Madoff.

“Nossa queixa alega uma fraude impressionante. Tanto em relação ao escopo quanto à sua duração. Nós estamos nos mexendo rápida e decisivamente para deter o esquema e proteger os ativos remanescentes dos investidores”, disse Scott Friestad, diretor adjunto da Divisão de Investigações da SEC.

Da Reuters Por Edith Honan (Reportagem adicional de Christian Plumb, Phil Wahba, Michelle Nichols, em Nova York, e Rachell Younglai, em Washington)

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Arriba del colchón


Por Rodrigo Fresán

UNO

Hubo un tiempo en que el dinero –la idea del dinero, la abstracción tan figurativa y figurante del dinero, el fantasma sólido y universalmente verosímil del dinero– se guardaba debajo del colchón. Ahora no. Ahora el dinero –el tema del dinero– está en todas partes, por toda la casa, en el aire. Y lo que se esconde debajo del colchón es el resto, lo que queda, la realidad. Así, ahora se lee The Economist en lugar de Hola y se teoriza sobre “productos tóxicos bursátiles” con el mismo convencimiento y supuesta sabiduría que alguna vez –tras su manto de neblina, no los hemos de olvidar– se dedicó a la mecánica del misil Exocet.

DOS

Y el otro día, en la primera plana de tres diarios, vi fotografiado al mismo funcionario de Wall Street en tres posiciones diferentes. A saber: a) con el pulgar hacia abajo; b) agarrándose la cabeza, y c) pasándose el índice sobre la garganta con gesto de mafioso más decapitado que decapitante. Busqué los créditos de las fotos y, para mi sorpresa, pertenecían a tres agencias diferentes. Por lo que no pude sino concluir que ese tipo se estaba ganando un dinero extra como modelo bursátil–catastrófico. Poniéndose en poses. Representando el Apocalipsis como un mimo donde –nunca lo entendí– todos trabajan gritando como poseídos.

TRES

La gestualidad política es, en cambio, muy variada y reconoce varios estilos diferentes: el aire adusto de directora de internado de señoritas de Angela Merkel, el robusto look de secundario de Dickens de Gordon Brown, Silvio Berlusconi como payaso fellinesco que le destroza el atril a Bush (quien de inmediato pone cara de Bush), Sarkozy gesticulante en plan Louis de Funes, Haider corriendo como Meteoro después de fotografiarse con una party-girl rubia y Zapatero cada vez más parecido al robótico Ian Holm en la primera Alien. Me encanta ver las fotos en las que salen todos juntos (menos Haider, claro) posando en escalinatas de sedes de gobierno, mirando al cielo o al infierno y más que nada preocupados en ser –todos y cada uno– el anfitrión del siguiente “Te invito a mi fiestita” para sacar algún rédito político ante sus votantes y venderse como salvadores de Europa. La semana que viene, parece, irán todos a Estados Unidos para delimitar una “acción conjunta y bla, bla, bla”. Y a seguir juntando millas de viajero frecuente, a vivir en las nubes.

CUATRO

Antes, Zapatero se reunió con Rajoy para discutir la situación. Parece que llegaron a un acuerdo de mínimos. Yo –más humilde– me conformaría con que hubieran pactado no hablar el uno del otro durante una semana o, si se puede, dos. Ya son muchos días de escuchar a Zapatero exigiéndole a Rajoy que “ponga el hombro” (olvidándose que está en algo llamado “oposición” cuya principal función suele ser, como su nombre lo indica, no poner el hombro), y a Rajoy demandándole a Zapatero que le consulte todo antes de tomar decisiones (olvidándose de que Zapatero le ganó las elecciones y no tiene por qué tenerlo como consejero en nada). En cualquier caso, se juntaron y los interpretadores de arcanos políticos señalaron que esta vez Zapatero bajó la escalerita del Palacio de Moncloa para recibir a Rajoy en lugar de esperarlo en las alturas, cinco o seis escalones más arriba, imponiéndole su cargo y figura. Y todos felices, parece. Son unos niños... Mientras tanto, mi personaje favorito –Pedro Solbes, vicepresidente económico del gobierno español, quien alguna vez postuló que no había crisis sino una psicosis de crisis o algo así– dijo, con su permanente voz de siesta larga, que “la confianza no se recupera de la noche a la mañana”, pero que “las medidas adoptadas son lo bastante importantes como para que podamos volver a la normalidad en un tiempo razonable”. Lo que –teniendo en cuenta anteriores certezas del sujeto– significa que va a ser una noche larga a pasar no arriba o debajo del colchón. Mejor debajo de la cama. Y, ah, las bolsas volvieron a hacerse bolsa y a derrumbarse. Si hace bun, es crac.

CINCO

Y los más felices de todos son los banqueros del mundo, quienes han vivido para ver lo que pensaron jamás vería o viviría nadie: medidas de tipo socialista para salvar del descalabro a los templos del más rabioso y salvaje capitalismo. El dinero de la gente prestado a los magnates, eso sí, con la condición de que haya “un mayor control” sobre las acciones de los poderosos. Lo que viene a informarnos que antes había poco y nada de supervisión y, sí, mientras escribo esto, mi modelo favorito de Wall Street vuelve a poner otra pose bailando aquel “Vogue” a la espera de recibir el llamado de su jefe informándole que ya entró el dinero del gobierno, que están salvados, y que deje el maletín y haga la valija porque se van de vacaciones a un resort caribeño para festejarlo. Y, en la televisión, veo a una de esas llamadas “ciudadanas de a pie” siendo entrevistada junto a la estatua del toro en plena city neoyorquina y diciendo algo así como “en el gran crac del ’29, en este mismo barrio, uno podía sentarse a ver caer banqueros desde las ventanas más altas de los bancos. Había, supongo, una idea del honor y del fracaso más fuerte y tal vez más exagerada que ahora. Y no es que hoy yo le pida a nadie que se suicide. Pero lo cierto es que no he oído siquiera el amago de abrir esos cajones donde se guarda el revólver y, en cambio, todos sonríen demasiado”.

SEIS

Mientras tanto, aprovechando la distracción, todos hacen cosas que tal vez no se atreverían a hacer en tiempos más tranquilos. La sensación de un “mejor aprieto el botón ahora”, total, todos están mirando para otra parte.

Así, Madonna se divorcia. El papa Benedicto XVI acelera los trámites para la beatificación del controvertido Pío XII, porque parece que durante el nazismo “actuó a menudo de forma secreta y silenciosa porque intuyó que sólo así podría evitar lo peor y salvar al mayor número de judíos”. Telefónica anuncia que prejubilará a trabajadores de 48 años de edad. El Vaticano revela que en 1982 hubo un segundo atentado contra Juan Pablo II en el que casi murió apuñalado por... ¡un sacerdote español! Que lo acusaba de ser... ¡un agente comunista infiltrado cuya misión era corromper el Vaticano! El simpático profesional Ringo Starr aparece en su site en Internet con cara de perro cansado, pero mordedor, ordenándoles a sus fans que no le envíen más “cosas para firmar” porque “no tengo tiempo y estoy muy ocupado”, agregando que ya nada será firmado luego del 20 de octubre para luego mascullar la despedida con un “paz y amor”. Ingrid Betancourt (sean sinceros, ¿no están un poquito cansados de esta mujer?) recoge otro premio a la mejor secuestrada (para mí, lo siento, el verdadero héroe es William Pérez, quien la cuidó y la curó y decidió no escaparse para no dejarla sola), y pone para los flashes esa mirada de estampita mientras lanza larga parrafadas new age macondianas del tipo “en la selva no hay flores, no hay color, todo es verde... Es un verde de enfermedad, es un verde de dolor. No es el verde de la alegría, no es el verde esmeralda, ni el verde del mar, es el verde de los preámbulos de la muerte. No hay flores, no hay colores. No hay cantos de pájaros, hay gritos de pájaros. No es el canto melódico de un ruiseñor, es el grito desgarrador de una guacamaya, el aullido de un mico... En la selva quieres silencio y no lo encuentras”.

SIETE

Y hablando de verde selva y no de verde dólar y de animales silvestres en lugar de brokers en peligro de extinción y todo eso... ¿Se acuerdan de cuando –no hace tanto, hace apenas unos meses– los líderes del mundo se reunían para discutir y tomar medidas contra el calentamiento global? Bueno, parece que la cosa ha pasado ya a las últimas páginas de la agenda porque la industria automotriz –una de las más afectadas por la crisis– ha pedido nuevos plazos para modificar modelos y las fábricas en general avisan que no es momento para andar analizando humo de chimeneas cuando lo que importa es que haya humo. Blanco o negro o verde. Da igual. Y diez países pidieron que se aplace la lucha contra el cambio climático. ¿A quién le importa que de aquí a unos años se mojen los colchones por el ascenso de las aguas? Lo importante –viendo los numeritos y las flechitas en las pizarritas electrónicas– es no mearse de miedo en las noches digitales y fluorescentes de Tokio o Frankfurt o Nueva York.

Y recuerden: basta de mandarle cosas al pobre Ringo.

Paz y amor.

domingo, 28 de setembro de 2008

McCain, Obama, Wall Street


Por Juan Gelman

Mientras W. Bush ejerce el muy socialista intervencionismo de Estado para salvar a los gigantes de las finanzas estadounidenses, no sólo Wall Street tiembla: quizá también el republicano McCain y el demócrata Obama, candidatos a la presidencia de EE.UU. ¿Quién y cómo les seguirá aportando fondos precisamente ahora, a poco más de tres semanas de las elecciones? No es una pregunta ociosa. Por ejemplo y entre otras cosas: el responsable de la campaña presidencial del republicano cobra 15.000 dólares por mes como presunto asesor de la firma Freddie Mac, una de las que originaron el caos.

Gran parte de los bancos y los despachos de Wall Street al borde de la quiebra, que el presidente estadounidense propone socorrer, ha financiado con abundancia las precampañas de ambos. Una investigación del Centro de Políticas Responsables (CFRP, por sus siglas en inglés), prestigiosa institución independiente que escudriña la influencia del dinero en las elecciones y las políticas norteamericanas, revela que los bancos comerciales y de inversión, las compañías de seguros, las inmobiliarias, grandes firmas de abogados y círculos financieros vienen sosteniendo tanto al republicano como al demócrata con no pequeñas sumas. Esto no es nuevo en el país del Norte: se estima que los dos partidos han recibido de esas fuentes más de 1600 millones de dólares desde 1997.

Los sectores inmobiliario y financiero, entre otros, le arrimaron –hasta ahora– al menos 30 millones de dólares a McCain. El CFRP no pudo determinar con exactitud el monto de lo que Obama recibió porque el equipo de su campaña se negó a responder las preguntas del Centro, pero éste pudo determinar que le acercaron más de 13 millones, a los que se sumaron 9,5 millones procedentes de la banca inversora, despachos de abogados y otros (www.opensecrets.org, 19-9-08). Desinteresadamente, por supuesto.

Los dos candidatos claman ahora contra Wall Street por la crisis –que sacude a EE.UU. en medio de una guerra que dura ya 5 años y del constante aumento de los precios en el mercado interno– y reclaman medidas regulatorias para ordenar las maravillas del libre mercado. Cabe dudar de su sinceridad. La banca inversora donó 9,9 millones de dólares a Obama y 6,9 millones a McCain; los bancos comerciales, 2,1 millones y 1,9 millones respectivamente. Algo es algo. Lehman Brothers, Goldman Sachs y otras compañías que contemplan el abismo son las que más han contribuido a la campaña de Obama. Merrill Lynch, Goldman Sachs y Citigroup, a la de McCain (phoenix.biz journals.com, 16-9-08).

Regular el mercado parece una misión imposible. Las elites empresariales estadounidenses –y no sólo– han logrado que la desregulación impere y el capital especulativo domine. Demócratas y republicanos comparten responsabilidades políticas en la materia: en 1999, el Congreso derogó la ley Glass-Steagall, de 1933, que separaba la banca comercial de la banca de inversión y de algún modo protegía a los depositantes de la especulación y de las inversiones de riesgo. Fue el resultado de un trabajo de cabildeo que duró dos décadas. La revocación de esa ley fue aprobada de manera aplastante: 90 contra 8 en el Senado, 343 contra 86 en la Cámara de Representantes. De los 45 senadores demócratas, 38 votaron a favor; de los 207 representantes del mismo partido, sólo 69 en contra. Es confusa la línea divisoria entre los unos y los otros. Si realmente existe.

El Congreso demócrata/republicano aprueba con pocas modificaciones, si alguna, las continuas demandas presupuestarias de la Casa Blanca, que insiste en su misión de “democratizar al mundo” empezando por Irak y Afganistán. El Premio Nobel de Economía, Joseph Stiglitz, y la catedrática Linda Bilmes han calculado en febrero de este año que el costo directo de esas guerras –sin tomar en cuenta la atención de salud de los veteranos–- decuplican el de la primera Guerra del Golfo, triplican casi el de la guerra de Vietnam y duplican el de la Primera Guerra Mundial (www.timesonline.co.uk, 23-2-08). El gasto por cada efectivo en la Segunda Guerra Mundial fue inferior a 100.000 dólares de 2007. En Irak es superior a los 400.000 y la factura total sería de 3000 millones de millones a fines de este año. Es imposible imaginar los kilómetros de altura que tendría esa cantidad apilada en billetes de 100 dólares.

El “sueño americano” de convertir a EE.UU. en gendarme del mundo, so capa de la llamada “guerra antiterrorista”, tiene pies de barro. La pregunta es qué curso tomarán las cosas en EE.UU. ¿La Casa Blanca insistirá con la estrategia de la fuga hacia adelante y abrirá otros frentes de guerra, en Irán tal vez? Irak y Afganistán no lo aconsejan. Claro que, decía Alejandro Dumas, un consejo sólo sirve para no tomarlo en cuenta.

domingo, 21 de setembro de 2008

Ante un nuevo orden económico mundial

DE SÍMBOLO DE FORÇA A SÍMBOLO DE DECADÊNCIA:

La debacle financiera en Estados Unidos dejó debilitada a la principal potencia. El futuro del dólar y de los bancos. El análisis de economistas e historiadores.

Agustín Álvarez

El colapso financiero y bancario de Wall Street no sólo dejó a millones de personas sin casa y un aumento superior al 25% de la deuda pública de Estados Unidos por culpa del enorme salvataje al sistema financiero. Quienes escriben los libros de historia anticipan que marcó el inicio de un nuevo orden económico mundial, signado por la decadencia de la principal potencia actual. Aunque lo resistan los liberales de la administración Bush, el consenso se inclina hacia un sistema financiero con una mayor intervención estatal. En Wall Street componen los réquiems para la banca de inversión, responsables de lanzar instrumentos financieros inviables.

Los economistas que miran la película de la crisis coinciden en que la debacle financiera pone en jaque y marca el principio del final de la supremacía económica estadounidense. Por ahora, sólo el principio del final.

La crisis, no obstante, tiene sus paradojas. Claudio Katz, profesor de la UBA, lo explica así: “Estados Unidos es el centro del colapso, y los inversores se refugian igual en el dólar, en vez de lanzarse en una corrida en contra de la moneda, como en cualquier otro país”. Durante las horas más desesperadas del derrumbe de Wall Street, el flujo de compras de deuda estadounidense fue tan grande que la tasa de interés del título a tres meses, uno de los más operados, quedó negativa. Es decir que los inversores adquirían un bono que en vez de darles una ganancia, los comprometía a pagarle una suma al Estado. Y, aun así, compraban.

El banco Merrill Lynch calculó que durante las últimas dos semanas salieron 30 mil millones de dólares de acciones desde los mercados emergentes hasta ahora más mimados por los financistas, como Brasil, Rusia y China, y fueron a parar a bonos del Tesoro estadounidense. Pero no sólo salieron de los países en desarrollo. También abandonaron los países ricos. El dólar se apreció contra todo el resto de las monedas. Como observó el ex economista jefe del FMI, Kenneth Rogoff, lo más sorprendente de la inédita crisis es que el dólar se haya mantenido a flote.

“¿Hasta cuándo será así? La moneda está frágil, respaldada en una economía con grandes déficits”, se preguntó el director del Instituto de Historia Económica de la UBA, Mario Rapoport. La deuda estadounidense en manos de inversores privados se estima en 4,4 billones de dólares, algo inferior al 32% del PBI. La total sube a unos 10 billones. Sólo en las últimas dos semanas sumó 300 mil millones de un tirón, y en las próximas deberá asumir de un saque casi un billón más.

Rapoport apunta: “El imperio británico estaba terminado al finalizar la Primera Guerra, pero se mantuvo 20 años más. Estados Unidos no es Gran Bretaña, pero esto es un indicio de que comienza a declinar”.

Algo del proceso ya se vislumbró. Durante el peor día de pánico, los inversores buscaron al oro más que al dólar. La onza del metal precioso aumentó 11% en un día, su mayor suba en casi 30 años. Y Moody’s, una de las agencias que califican la deuda de países y empresas, reveló que Estados Unidos corre el riesgo de perder la nota “AAA”, la mejor de todas, que indica que un acreedor es solvente al ciento por ciento.

“Los grandes capitalistas del mundo demostraron que todavía consideran al dólar como refugio. Pero quedó claro que se acabaron los últimos 20 años de bonanza”, agregó Katz. En los términos de Wall Street, significa que hubo un punto final tácito a la fiesta de nuevos instrumentos de deuda y ganancias altas.

El secretario del Tesoro estadounidense, Henry Paulson, equivalente al ministro de Economía argentino, que habrá una puesta al día de la regulación. “Pero es un debate para otro día”, se excusó.

En Wall Street ya lo largaron. Los economistas liberales cerraron filas detrás de la interpretación de que la crisis no fue por falta de regulación, sino por exceso o superposición de normas. En el otro bando, un grupo de economistas críticos moderados como Joseph Stiglitz y Paul Krugman se lanzaron a reclamar un mayor control de los bancos, y terminar con el tratamiento diferencial a los bancos de inversión como los quebrados Lehman Brothers y Bear Stearns.

El economista Carlos Zarazaga, el único argentino que se sienta en uno de las doce reservas federales que deciden los destinos del dólar, de quien no se puede decir que sea heterodoxo, dio por descontado que el debate lo ganará la regulación. En diálogo con Crítica de la Argentina aseguró que se pondrán límites a las innovaciones de los últimos años como la “securitización” de activos, al apalancamiento y los fondos de riesgo. Quedó dicho: Wall Street ya no es ni será lo mismo.