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domingo, 19 de agosto de 2012

O CINISMO DO IMPÉRIO

Fonte desta imagem AQUI.

"Os Estados Unidos não integram a Convenção de 1954 da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre asilo diplomático e não reconhecem o conceito de asilo diplomático como uma questão do direito internacional".

Declaração do Departamento de Estado dos EUA na última sexta-feira.

Só para destacar dois exemplos da contradição: o dissidente chinês Fang Lizhi, buscou refúgio na embaixada americana em Pequim, em 1989, onde permaneceu por um ano e o cardeal húngaro József Mindszenty encontrou abrigo na embaixada dos Estados Unidos em Budapeste após a insurreição anticomunista no país em 1956 e permaneceu lá por 15 anos, até 1971. Os EUA somente respeitam as convenções quando lhes interessa...

Leia mais AQUI e AQUI.

domingo, 22 de agosto de 2010

Fim para a guerra da mentira


Jurandir Soares, no Blog Relações Internacionais.

(Artigo publicado na edição de domingo, 22/08/10, do Correio do Povo)

Os EUA estão anunciando que a guerra no Iraque acaba oficialmente a 31 de agosto. Guerra esta iniciada em março de 2003 em nome de uma mentira, as tais armas de destruição em massa de Saddam Hussein, alegadas pelo presidente George Bush, que não existiram. Aliás, Bush é alguém que deveria ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional de Haia, porque, em nome dessa mentira, morreram 97 mil cidadãos iraquianos e 8.347 soldados da força de coalizão liderada pelos EUA. Estes números foram oferecidos nesta sexta-feira pelo jornal francês Liberatión, embora para a ONU o número de iraquianos mortos seja muito maior. Mas, além das mortes, tem-se um país destruído, onde a infra-estrutura de água, luz e saneamento funciona precariamente, quando funciona. A maior parte da população perdeu os seus negócios ou os seus empregos. Entre os últimos incluem-se os militares, tendo em vista que o exército iraquiano foi dizimado por ocasião do ataque americano.

Hoje os EUA tentam montar um novo exército para o país, para que se encarregue da segurança. Segurança esta que precisa ser dada às empresas americanas que operam no país: as petrolíferas e as da construção. As duas que, juntamente com a das armas, deram sustentação à guerra de Bush. Era preciso destruir o país para dar negócios às empresas da construção. E era preciso ocupar o país para assegurar o controle do petróleo para empresas com a Halliburton do vice-presidente de Bush, Dick Chiney. Não se pode esquecer que apenas um ano após o início da invasão as petrolíferas já alcançavam quase 100% da meta estabelecida, auferindo 1,5 bilhão de dólares ao mês com o petróleo. E dizer que tudo isto foi feito em nome da “Operação Liberdade Iraquiana”, que segundo o presidente Bush visava levar a democracia para o povo iraquiano. Ou seja, muito cinismo.Teria ele consultado o povo iraquiano para saber se esta era a sua vontade?

O grande fator a fazer com que alguns menos avisados acreditassem nas intenções de Bush era a figura de Saddam Hussein. Por se tratar de um ditador sanguinário, que não hesitava em mandar matar até um genro, se este estivesse lhe atrapalhando, vendeu-se a imagem de que se iria tirar um déspota do poder, que estava ameaçando a humanidade. E muita gente boa acreditou nisto. Hoje, Obama tenta diminuir a sangria que a guerra representa para os cofres do governo americano. Vai ter que arcar ainda com um contingente de 50 mil soldados no país. Mas é o cumprimento da promessa feita ainda durante a campanha eleitoral. Obama assegurou que no dia 1º de janeiro de 2012 não haverá mais nenhum soldado americano no Iraque.

Sabe-se que a retirada americana estabelece um vácuo no sistema de segurança iraquiano. Especialmente porque o Iraque não conseguiu ainda reestruturar o seu exército. E justamente um dos setores mais visados pelos terroristas em seus atentados é o militar. Como, aliás, aconteceu esta semana, em atentado que deixou mais de 60 mortos e mais de 100 feridos. Desta forma, a reestruturação do exército iraquiano para ficar a ponto de assumir a segurança do país vai levar muito tempo ainda. E o presidente Obama quer deixar totalmente o país até o final do próximo ano. Diante disto, a solução encontrada foi a contratação de funcionários terceirizados para atuar na segurança. Num primeiro momento serão contratados 7 mil. Todos, evidentemente, de empresas americanas. Com o que, diminuem as tropas, pagas pelo governo americano, e aumenta o contingente de americanos prestadores de serviço, pagos pelo governo do Iraque. Ou seja, os americanos seguem ganhando no Iraque e sem que ninguém seja responsabilizado pela agressão ao país.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA INTERNACIONAL ATACA OUTRA VEZ


No início do atual inverno da Europa o fortíssimo lobby das grandes indústrias farmacêuticas, integrado por políticos, grande mídia e OMS, criou pânico em relação a pandemia da GRIPE SUÍNA. Os governos de vários países integrantes da União Européia, aterrorizados, fizeram enormes encomendas de vacinas às indústrias farmacêuticas. Foi um grande fiasco, pois a maior parte dessas vacinas encalhou, ou seja, não está sendo utilizada. Veja AQUI reportagem da Swissinfo sobre este relevante tema.

Agora, no Haiti, o lobby das grandes indústrias farmacêuticas, apoiado novamente pela OMS e pela grande mídia, espalha o terror através do seguinte lema: O PIOR AINDA ESTÁ POR VIR (Haiti pode ter o mais grave desastre médico da história). Veja AQUI reportagem da BBC questionando esses boatos espalhados no mundo.

São apenas dois exemplos recentes de manipulação.

Como se poderia chamar gente que se aproveita da desgraça alheia para lucrar?

sábado, 19 de dezembro de 2009

No hay que perder esta batalla


Por Osvaldo Bayer

Desde Bonn, para Página/12

Cuando estoy escribiendo estas líneas ya está en su sesión final la reunión mundial en Dinamarca sobre el cuidado del medio ambiente. Como casi siempre ha ocurrido en la historia del ser humano, durante la discusión privaron los intereses comerciales y de dominación sobre aquellos análisis sobre la vida que deberían resultar positivos para toda la humanidad. Hasta la policía danesa demostró no ser muy diferente de otras cuando comenzó a dar palos a diestra y siniestra ante la valiente reacción juvenil contra los dinosaurios repesentantes de los pueblos. (“Esto parece la Argentina”, me musitó un amigo ante la pantalla televisiva que daba escenas de la represión en las calles de Copenhague.) El diario alemán Frankfurter Rundschau tituló el día de la represión danesa llamando el congreso “La reunión cumbre de la rabia”. En Copenhague quedó al desnudo el sistema que domina al mundo: un desatado capitalismo que convive con guerras continuadas y con las diferencias sociales que cada vez más dejan al descubierto las injusticias en los países líderes del liberalismo económico o en aquellos que lo disimulan con el curioso e hipócrita sistema de la “economía social de mercado”. Así como en economía se prioriza al individuo en vez de la sociedad, de la misma manera se otorga fundamental importancia al interés económico y político de los países dominantes. Claro, la primera perjudicada es la paz y, al mismo tiempo, la naturaleza. Dos conceptos que el sistema capitalista ha ignorado desde sus comienzos.

Y el sistema triunfante hasta ahora nos muestra sus verdades. Se notó en el debate de Copenhague. Los países industriales dominantes explotan y deterioran la naturaleza de tal manera que hasta ellos mismos se dieron cuenta y convocaron esta reunión que debería ser fundamental y no para ganar tiempo y calmar los ánimos. Sin embargo, éstos se enardecieron en lo que atañe a los representantes del Tercer Mundo. De ahí la protesta en las calles. Fue cuando la señora Merkel, jefa del gobierno alemán, trató de mediar entre Estados Unidos y China y habló de la importancia de lograr en este congreso un plan verdadero de defensa de la ecología. Pero fueron palabras, nada más que palabras, porque el mismo día en Alemania se publicaba el nuevo presupuesto para el 2010 y las cifras hacen sonreír con sorna o llorar de pura desesperación. Veámoslas. Para gastos militares: 31 mil millones de euros; para defensa ecológica, apenas mil millones. Es decir, 30 veces más en gastos militares que en apoyo al cuidado de la naturaleza. Está todo dicho. Además las cifras para Educación son de 10,91 mil millones, tres veces menos que para gastos militares.

Un pesimista diría, muy deprimido: el mundo está perdido. Por eso la alegría de ver las calles de Copenhague repletas de juventud reclamando. Primero por el cuidado de la naturaleza, después contra el lujo destructivo de los que detentan el verdadero poder en el mundo.

Nos pareció muy bien la convocatoria mundial en defensa de la naturaleza. Pero, además, debería convocarse a otro congreso mundial ya mismo para terminar con el hambre de los seres humanos en nuestro injusto planeta. Las cifras de Naciones Unidas lo dicen todo: hay mil millones de seres humanos, repito, ahora en mayúscula, MIL MILLONES DE SERES HUMANOS EN EL MUNDO QUE PADECEN HAMBRE. Y el sistema lo permite. Y hay políticos que piensan todavía que la culpa de todo la tienen los adolescentes que usan aritos o el pelo largo o que escuchan rock. Es hasta escalofriante escuchar eso. Pero sigamos con cifras, esta vez del país capitalista mejor organizado de todos, Alemania. Se pudo ver por televisión, hace tres días, un informe sobre la gente sin trabajo en este país. Sí, cobran el seguro de desocupación, que es una cifra mínima. Claro, algún latinoamericano dirá: sí, pero viven bajo techo, nuestros pobres viven en las villas miseria. Pero ese razonamiento no ayuda al consuelo o a la explicación, más comparando lo que reciben los sin trabajo por el seguro de desocupación con lo que perciben los ejecutivos de grandes empresas. Y para ser una verdadera democracia la sociedad tiene que obligarse a la expresión “trabajo para todos”. Y terminar con el despido de personas de más de 55 años sin asegurarle otro trabajo. En Alemania la cantidad de desocupados oscila en los cuatro millones. Y se llama a sí mismo “un Estado social”. Cuando las estadísticas muestran que un cuarto de la sociedad posee un 50 por ciento del total de la fortuna alemana. Eso se llama desigualdad. En una verdadera democracia cada ciudadano debería ganar lo que necesita para su familia y para él.

Los números en los Estados Unidos son más graves y denuncian de por sí lo injusto del sistema.

Otra pregunta fundamental para una democracia: ¿por qué no se hace un congreso mundial acerca del problema de la desocupación? ¡Los trabajos que podrían hacerse para la salud pública, para la educación, para el conocimiento entre los pueblos, con planes internacionales para dar tareas y salario a las masas desamparadas! En vez de armas y guerras, planes de trabajo por encima de las fronteras. En vez de la guerra y la muerte, la verdadera paz, que significa vida.

No, no es un sueño o un disparate. ¿Quién hubiera dicho hace diez años que se iba a realizar un congreso por el respeto al equilibrio ecológico? Nadie, porque la filosofía principal era exportar más, vender más, conquistar mercados, la llamada verdadera forma de mantener el poder sobre el mundo.

Está justamente terminando ese primer congreso mundial de representantes de los Estados del mundo cuando escribo esto y los diarios de esta semana traen otra noticia que nos habla de las estrategias que tiene el poder económico actual. Y que nos tiene que poner en alerta acerca de las economías de nuestros países del Tercer Mundo. Desde 1999 han sido suprimidos en Alemania 1.400.000 empleos de horario completo. Desde el 2007, 1.800.000 alemanes más necesitan trabajar en dos empleos para mantener su nivel de vida. Todos los meses aumentan el número de los llamados “minijobs”, “miniempleos”, que han crecido en los últimos seis años en un 29 por ciento a un total actual de 7.000.000. Estrategias y tácticas del “sistema social de mercado”. El capitalismo disimulado, el poder del dinero, la norma no escrita de, en lo posible, ganar más, lo que significa más ganancias para las empresas.

El discurso de Obama en Copenhague puede ser interpretado de dos maneras: o va a cumplir con lo prometido o son palabras que prometen todo para no cambiar nada o muy poco.

Aquí en Alemania se ha difundido un trabajo del economista Schularik y del historiador Ferguson de que hay un acuerdo entre Estados Unidos y China de presentar tales criterios diferentes en la discusión sobre la defensa de la ecología para que el plan quede sólo como eso, un esbozo. Los dos estudiosos del tema llaman a ese pacto no escrito entre China y Estados Unidos como “Chimérica”, y señalan que actualmente esas dos potencias están realizando juntas grandes negocios empleando justamente petróleo, gas y carbón, y que por el momento no les conviene ninguna medida contra el empleo de esas energías. Y agregan: “No es que Estados Unidos esté contra China y viceversa, sino que Chimérica está contra todo el mundo”.

Veremos, lo principal es que los pueblos han empezado a discutir este tema fundamental para el futuro de la humanidad. El tema ya está instalado. Los pueblos salen a la calle pese a las represiones típicas del sistema. Los órganos de difusión, los docentes, los políticos que acompañan al pueblo deben tomar el tema como algo fundamental para la vida de todos. Y no olvidarse del hambre de los niños y del derecho a trabajar de los desocupados.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Exército dos EUA mantém cinegrafista da Reuters preso há um ano


Por Michael Christie

BAGDÁ (Reuters) - Em 2 de setembro de 2008, soldados norte-americanos e iraquianos arrombaram a porta da casa do jornalista iraquiano Ibrahim Jassam, aos gritos de "Parado!" e acompanhados de cães agressivos. Jassam foi levado, durante a noite, vestindo apenas roupas íntimas.

Um ano mais tarde, nem Jassam nem sua família ou a agência de notícias Reuters, que o empregava como fotógrafo e cinegrafista de TV freelancer, foram informados das razões exatas pelas quais ele está detido há tanto tempo pelas forças militares dos EUA no Iraque.

As evidências contra Jassam são mantidas em sigilo, mas as acusações estão relacionadas a "atividades com insurgentes," disse a tenente coronel Pat Johnson, porta-voz das forças americanas no Iraque. O termo "insurgente" geralmente é usado no país para designar grupos islâmicos sunitas, como a Al Qaeda. Jassam é muçulmano xiita.

"Após um ano procurando obter informações específicas, ouvimos apenas acusações vagas e indefinidas. Para mim, isso é inaceitável," disse David Schlesinger, editor chefe da Reuters, divisão de notícias da companhia internacional de mídia e informações Thomson Reuters.

"É apenas correto e justo que qualquer acusação específica contra um jornalista seja divulgada publicamente e tratada de maneira justa e rápida, com o jornalista tendo o direito de se defender de modo apropriado."

Jassam, que está detido num campo de prisão construído no deserto na fronteira entre Iraque e Kuweit, será libertado cedo ou tarde.

Pelo pacto de segurança entre EUA e Iraque conhecido como Acordo do Status das Forças, as forças norte-americanas terão que entregar os milhares de iraquianos que ainda conservam sob sua custódia, à medida que o Iraque for pouco a pouco recuperando sua soberania, mais de seis anos após a invasão liderada pelos EUA.

Os prisioneiros que enfrentam acusações iraquianas irão a julgamento; os outros serão libertados.

A Corte Criminal Central iraquiana já decidiu em novembro passado que não há acusações contra Jassam.

Mas as forças americanas dizem que consideram Jassam uma ameaça de segurança ao Iraque. Dizem que, pelo acordo de segurança, têm o direito de manter Jassam detido pelo máximo possível de tempo.

"Embora apreciemos a decisão da Corte Criminal Central do Iraque no caso de Ibrahim Jassam, a decisão dela não invalida as informações de inteligência que atualmente o apontam como ameaça à segurança e estabilidade iraquianas," disse Johnson.

A Reuters argumenta que o exército americano está fazendo uma interpretação equivocada de sua atribuição no caso de Jassam.

"Ibrahim Jassam não foi acusado pelas forças americanas ou as autoridades iraquianas. Nem uma única prova, nem mesma uma alegação específica de ato delituoso, foram apresentadas a ele," disse o vice-advogado geral da Thomson Reuters, Thomas Kim.

"Consideramos que isso não condiz com o espírito do Acordo do Status das Forças ou com o Estado de direito."

As forças norte-americanas detiveram muitos jornalistas iraquianos durante os massacres sectários e a insurgência desencadeados pela invasão de 2003. Não se sabe de nenhum caso em que algum deles tenha sido acusado.

Grupos de defesa dos direitos de jornalistas dizem que as forças americanas podem estar fazendo uma interpretação errônea de atividades jornalísticas legítimas em zonas de guerra. Por exemplo, aos olhos de um soldado americano, fazer fotos de milicianos xiitas combatendo tropas americanas pode parecer propaganda do inimigo.

"O encarceramento de Ibrahim Jassam por um ano sem acusações ou processo jurídico não apenas é injusto, mas também prejudica a capacidade do governo americano de defender com eficácia a causa da liberdade de imprensa em todo o mundo," disse Joel Simon, do Comitê para a Proteção de Jornalistas, sediado em Nova York.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Sabían y ayudaron un poquito


Por Juan Gelman, para Página/12

La Casa Blanca conocía desde hacía meses el golpe que se preparaba en Honduras, aunque ahora los voceros del Departamento de Estado finjan una inocencia sorprendida. El actual embajador estadounidense en Tegucigalpa, Hugo Llorens, lo sabe muy bien: el 12 de septiembre de 2008 llegó al país centroamericano y, nueve días después, el ahora golpista general Romeo Vásquez declaraba por la emisora HRN que lo habían buscado “para botar del gobierno al presidente Manuel Zelaya Rosales” (www.proceso.hn, 21-9-08). Agregó: “Somos una institución seria y respetuosa, por lo que respetamos al Señor Presidente como nuestro Comandante General y nos subordinamos como manda la Ley”. Igualito que Pinochet antes de alzarse contra Salvador Allende. Cualquier semejanza es apenas obra de la realidad.

El 2 de junio de este año, Hillary Clinton acudió a Honduras para participar en una reunión de la OEA. Entrevistó a Zelaya y le manifestó su disconformidad con el referéndum que el mandatario planeaba llevar a cabo simultáneamente con las próximas elecciones presidenciales. Funcionarios norteamericanos señalaron que “no creían que ese plebiscito fuera constitucional” (The New York Times, 30-6-09). Seis días antes del golpe, el diario hondureño La Prensa informaba que el embajador Llorens se había reunido con políticos influyentes y jefes militares “para buscar una solución a la crisis” causada por el referéndum (www.laprensahn.com, 22-6-09). La “solución” encontrada es notoria.

Es difícil suponer que los mandos militares de Honduras, armados por el Pentágono y formados en la Escuela de las Américas, que a tantos dictadores latinoamericanos les enseñó cómo hacerlo, se hayan movido sin el acuerdo de sus mentores. Por lo demás, los golpistas no ocultaron las razones de su acto: Zelaya se estaba acercando demasiado al “comunista” de Chávez, el venezolano más odiado por la Casa Blanca: en julio de 2008, bajo su mandato, Honduras adhirió a la Alianza Bolivariana para las Américas (ALBA), el nuevo “eje del mal” en América latina. Demasiado, ¿verdad?

Demasiado, sí, porque Honduras es territorio estratégico para el Pentágono, que desde la base de Soto Cano, donde se estacionan efectivos de la fuerza aérea y de la infantería estadounidenses, no sólo domina América Central: este verdadero enclave es fundamental en el esquema militar de EE.UU. para una región rica en recursos naturales. Aunque nunca tocó los intereses de las corporaciones extranjeras ni de los dueños locales del poder económico, Zelaya constituía un peligro de “desestabilización”. Cabe señalar que el referéndum sobre la convocatoria o no de una Asamblea Constituyente que podría permitir la reelección de Zelaya no era vinculante. Nadie se molestó en Washington por la reforma constitucional que permitió en Colombia la reelección de Alvaro Uribe, gran aliado de EE.UU., que ni siquiera fue plebiscitada. Es que una cosa es una cosa y otra cosa es otra cosa.

Los golpistas hondureños son impresentables. El general Romero Vásquez Velásquez, echado por Zelaya, de regreso con el golpe y autor del secuestro y expulsión del presidente, fue alojado en la penitenciaría nacional en 1993 junto con otros diez miembros de una banda acusada de robar 200 automóviles de lujo (www.elheraldo.hn, 2-2-93). Era entonces mayor del ejército; como general, se dedica a robar un gobierno elegido en las urnas. Otro impresentable es el ministro consejero Billy Joya, que no hace honor a su apellido (o sí, según se mire): fue jefe de la división táctica del batallón B3-16, el escuadrón de la muerte hondureño que torturó y “desapareció” a numerosas personas en los años ’80. El “Licenciado Arrazola” –uno de sus alias– es un experto en la materia: estudió los métodos de las dictaduras argentina y chilena (www.michelcollon.info, 7-7-09). Son antecedentes conocidos, pese a lo cual, o por eso mismo, fue elegido para formar parte del régimen golpista, tan democrático pues.

La represión en Honduras continúa. El jueves de la semana que pasó fue detenido el padre de Isis Obeid Murillo, el joven de 19 años asesinado por el ejército en el aeropuerto de Tegucigalpa: tuvo la peregrina idea de exigir públicamente justicia para su hijo (www.wsws.org, 11-7-09). Los salvadores de la democracia expulsaron a periodistas de Associated Press, desaparecieron de la pantalla al Canal 21 y efectivos armados ocuparon el canal 36 (Miami Herald, 1-7-09). Es la concepción de la libertad de prensa que caracteriza a los golpistas.

La Casa Blanca sigue blanda con lo que calificó de “acto ilegal”. Hillary se niega a llamarlo “golpe de Estado” porque eso implicaría automáticamente el cese de la ayuda económica y militar estadounidense a Honduras. Las conversaciones sobre un arreglo pacífico que tienen lugar en Costa Rica, en las que el presidente Oscar Arias actúa de mediador a pedido de Obama, son una farsa. Pero tienen un costado importante: entrañan un reconocimiento oficioso del régimen impuesto. Arias ya anunció que tratará de “presidente” tanto al golpista Micheletti como al mandatario elegido en las urnas y depuesto. Esto sí que es ecuanimidad.

sábado, 7 de março de 2009

Vaticano apóia excomunhão após aborto no Brasil


Um alto clérigo do Vaticano defendeu neste sábado a excomunhão da mãe e dos médicos que ajudaram uma menina de nove anos de idade a abortar no Brasil.

A menina havia ficado grávida de gêmeos após ser abusada pelo padastro.

O cardeal Giovanni Batista Re, que preside a Congregação da Igreja Católica para Bispos e a Comissão Pontifica para a América Latina, disse ao jornal italiano La Stampa que os gêmeos "tinham o direito de viver" e que ataques contra a Igreja Católica brasileira eram injustos.

A declaração vem um dia depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou o arcebispo que excomungou os envolvidos no aborto.

O Brasil só permite abortos em caso de estupro ou riscos para a mãe. Os médicos disseram que o caso da menina de nove anos se enquadrava nas duas situações, mas o arcebispo de Olinda e Recife, José Carlos Sobrinho disse que a lei de Deus está acima de qualquer lei humana.

Ele disse que as excomunhões se aplicariam à mãe e aos médicos, mas não à menina por causa da idade dela.

'Caso triste'

O cardeal Re disse ao La Stampa que o arcebispo estava certo em excomungar a mãe e os médicos.

"É um caso triste, mas o problema real é que os gêmeos concebidos eram pessoas inocentes que tinham o direito de viver e não podiam ser eliminados", disse.

"A vida deve sempre ser protegida, o ataque contra a igreja brasileira é injustificado".

A menina, que vive em Pernambuco, foi supostamente abusada sexualmente pelo padrastro por vários anos, possivelmente desde que tinha seis anos de idade.

bbc

sexta-feira, 6 de março de 2009

Economist: Modelo econômico antiquado ajuda a proteger Brasil da crise


Alguns aspectos ditos antiquados da economia do Brasil estão agora ajudando a conter os estragos provocados pela atual crise mundial, diz a revista The Economist em sua edição desta semana.

Em reportagem intitulada "Colhendo os frutos da indolência", a publicação lembra que até pouco tempo atrás a influência "dominadora" do Estado sobre o setor financeiro vinha "atrasando" a economia brasileira.

"Mas nas novas circunstâncias, essas políticas lamentáveis repentinamente parecem distantes e deram à crise global uma cor diferente no Brasil", diz o texto.

"Outros países estão tentando descobrir como administrar bancos e crédito direto. Isso é algo que o Brasil fazia mesmo quando já estava fora de moda", afirma a revista. "Mas é um sinal dos tempos o fato de recentemente, em uma pesquisa sobre o Brasil, o (banco de investimentos) Goldman Sachs ter citado o envolvimento do Estado nos bancos como algo positivo."

BBC