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sexta-feira, 13 de abril de 2018

ECONOMIA TRAVADA

A tradicional Rua da Praia, no Centro de Porto Alegre, está tomada por novos "empreendedores", vítimas do desemprego massivo.

por Affonso Ritter, abril de 2018.


A economia brasileira cresceu 1% em 2017. A expectativa era que avançasse 3% este ano. Mas os primeiros indicadores não correspondem. Como as vendas do varejo, que recuaram 0,2% em fevereiro sobre janeiro quando a expectativa era de 0,80%. O que está acontecendo? Um dos fatores é que o estoque de crédito não cresce, exatamente no momento em que a taxa Selic - os juros básicos da economia - está no menor patamar histórico: 6,5% ao ano. A proporção da massa de crédito em relação ao PIB caiu de 49,6% em dezembro de 2016 para 46,4% em fevereiro deste ano, o último dado disponível. Menor oferta de crédito, inadimplência ainda elevada, mais de 13 milhões de desempregados e as incertezas fiscais e políticas explicam esse movimento, dizem especialistas. "O principal sentimento em relação a qualquer coisa é a cautela. Isso sem falar no desemprego. Houve melhora no último trimestre de 2017, mesmo que somente de vagas informais. Todos acreditavam que a melhoria seria mais vigorosa, mas não está sendo - diz Nicola Tingas, presidente da Acrefi.

Comentário do Blog:

Cada vez que leio em jornais e na internet, ou escuto declarações de dirigentes empresariais declarando otimismo com a situação econômica, sinto alguns calafrios. Parece uma nova lei das proporções: quanto mais esses dirigentes ficam otimistas, pior fica a economia e a vida das pessoas.

segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A longa e estranha história das dietas da moda para emagrecer

 

 
Hieronymus Bosch

As dietas para emagrecer que entram na moda são em geral soluções de curto prazo

Melissa Wdowik
3 DIC 2017


“De todos os males que afetam a humanidade, não conheço nem imagino nenhum mais angustiante do que a obesidade.”

Assim começava a carta sobre excesso de peso escrita por William Banting, provavelmente o primeiro livro de dieta para emagrecer já publicado. Banting, diretor de uma funerária com sobrepeso, publicou o livro em 1864 para compartilhar seu sucesso, que propunha substituir uma ingestão excessiva de pão, açúcar e batatas por carne, peixe e hortaliças, principalmente.

Desde então apareceram dietas da moda em múltiplos formatos. Até que ponto as pessoas estão dispostas a chegar para alcançar a silhueta desejada? Como professora de nutrição e comportamento alimentar, tenho a sensação de que a história das dietas para emagrecer demonstra que a vaidade supera o bom senso.

Dietas líquidas

Vamos voltar a 1028, o ano que nasceu William, o Conquistador. Sadio na maior parte de sua vida, o rei acabou tão obeso em seus últimos anos que se submeteu a uma dieta líquida composta quase exclusivamente de bebidas alcoólicas. Perdeu peso suficiente para conseguir montar seu amado cavalo, mas um acidente equestre lhe causou por fim uma morte prematura.

Conhecemos um caso em que supostamente consumir mais álcool do que comida aumentou a longevidade. Em 1558, o aristocrata italiano Luigi Cornaro restringiu sua alimentação a 340 gramas de comida e 397 mililitros de vinho por dia. Dizem que viveu até os 102 anos, o que rendeu a seu método o nome de Dieta da Imortalidade.

Na década de 1960, foi introduzido outro plano centrado no álcool, a dieta do beberrão. Incluía comidas “masculinas” como carne e peixe, junto com todo o álcool que seu seguidor desejasse.

O poeta Lord Byron atribuía seu aspecto magro e pálido ao vinagre com água. Essa prática ressurgiu na década de 1950 na forma da popular dieta do vinagre de maçã, que recomenda tomar uma mistura em partes iguais de mel e vinagre de sidra. A versão mais recente, que carece de respaldo científico, afirma que três pequenas colheradas de vinagre de maçã antes de comer diminuem a fome e reduzem a gordura. 

Limpezas

As dietas líquidas “mais limpas” e depurativas foram criadas supostamente para limpar o corpo de toxinas, apesar de nossa capacidade natural para isso. Em 1941, o entusiasta da saúde alternativa Stanley Burroughs criou a mãe de todas as dietas purgativas, a Master Cleanse, ou dieta da limonada, para eliminar a vontade de junk food, álcool, tabaco e drogas. Tudo que se precisava fazer era tomar uma mistura de suco de limão taiti ou siciliano, calda de bordo, água e pimenta-malagueta moída seis vezes por dia durante pelo menos dez dias. Beyoncé voltou a popularizá-la em 2006, afirmando ter perdido 10 quilos em duas semanas,

O médico televisivo Dr. Oz e outros promoveram desde então suas próprias versões, que variam em duração e nos alimentos permitidos. A maioria inclui um laxante diário e grandes quantidades de água.

A dieta da última chance, publicada em 1976, consistia em beber um líquido com muito poucas calorias várias vezes por dia. O principal ingrediente era uma mistura de subprodutos animais preparados com couro, chifres e tendões. Essa “vitamina de carne” foi retirada do mercado porque vários seguidores da dieta morreram.

Mais recentemente, tornou-se popular o plano do suco verde. Muitos se interessaram pela promessa de uma profunda depuração e uma rápida perda de peso, enquanto para outros parecia uma forma mais fácil de consumir mais frutas e hortaliças. Uma das receitas originais propunha maçã, aipo, pepino, couve crespa, limão e gengibre.

Dietas dos famosos

Andy Warhol usava um método diferente para manter a forma. Dizem que quando ia aos restaurantes pedia pratos que não gostava, e então mandava para embrulhar para viagem. Depois, dava a algum morador de rua.

Dormir era outra possibilidade. Contava-se que Elvis Presley era defensor da dieta da Bela Adormecida. Dizem os rumores que as longas jornadas de sono conseguidas com o uso de soníferos o impediam de comer.

Em um esforço recente para imitar os famosos, a incrível dieta de 48 horas de Hollywood foi seguida pela milagrosa dieta de 24 horas de Hollywood, que substitui a comida por uma mistura de shakes e diversos complementos alimentares.

Emagrecer rapidamente

No início do século XX, o empresário com sobrepeso Horace Fletcher emagreceu e transformou as dietas de emagrecimento em um fenômeno da cultura popular com sua dieta da mastigação. Recomendava mastigar a comida até que se tornasse líquida, para evitar comer em excesso.

Outro método que dizem que se tornou popular na primeira década do século XX foi a dieta da solitária. Em teoria, a pessoa ingeria uma tênia ou pílulas de tênia. O verme viveria no estômago e consumiria parte do alimento. Apesar de terem sido encontrados anúncios publicitários da época, não há provas de que se vendessem realmente tênias.

Para conseguir uma perda sustentável de peso e mantê-lo é necessário reduzir a ingestão de calorias e aumentar os níveis de atividade, com ou sem pomelo ou repolho

Ao longo dos anos, outras dietas atraíram admiradores com a promessa de baixar facilmente de peso graças a um alimento milagroso. Houve a dieta do pomelo (ou grapefruit), que recomenda meio pomelo a cada refeição; a dieta da manteiga de amendoim e a dieta do sorvete, que prometem que se pode comer a quantidade que se deseje desses dois manjares, diariamente; e a dieta Xangrilá, de 2006, que afirmava que era possível reduzir a fome tomando azeite de oliva uma hora antes de cada refeição.

Um exemplo que se destaca é a dieta da sopa de repolho, popularizada por famosos na década de 1950. A ideia era não comer nada além de sopa durante sete dias. A receita original propunha uma mistura de repolho, hortaliças e água e cebola desidratada, mas outras versões acrescentavam ingredientes como frutas, leite desnatado e carne de vaca. Volta a entrar na moda uma vez a cada dez anos, e a Internet sempre ajuda a difundi-la. 

Ideias alternativas

Algumas dietas e as teorias que as respaldam iam além da comida.

Em 1727, o escritor Thomas Short observou que as pessoas com sobrepeso moravam perto de pântanos. Sua dieta para evitar pântanos recomendava mudar-se para afastar-se desses locais.

Em vez de se afastar dos pântanos, a dieta da luz recomenda não comer. Alguns seguidores afirmaram, em uma entrevista realizada em 2017, que a comida e a água não eram necessárias, e que eles subsistiam à base de espiritualidade e luz. O jejum prolongado conduziria finalmente à inanição, mas foram vistos devotos da dieta comendo e bebendo.

Em 2013, apareceu algo mais perigoso, a dieta da bola de algodão. Seus seguidores declaravam consumir até cinco bolas de algodão de uma vez, afirmando que saciavam e assim perdiam peso. Devido a seu infeliz efeito de causar obstrução intestinal, a dieta logo perdeu popularidade.

Mas nem todas as ideias incomuns são ruins. A dieta de cores dos sete dias, publicadas em 2003, sugeria comer todo dia alimentos de uma única cor. Por exemplo, o dia vermelho incluía tomates, maçãs e morangos. Essa proposta na verdade defende alimentos saudáveis, não industrializados ou restrições absurdas.

Apesar de chamativas, as dietas para emagrecer que entram na moda são em geral soluções de curto prazo. Talvez produzam no início uma perda de peso rápida, mas é mais provável que se deva ao fato de que quem as segue reduz as calorias em relação a sua dieta habitual, e com frequência consistem em perda de água.

Seria melhor pensar que não existe segredo simples para emagrecer. Para conseguir uma perda sustentável de peso e mantê-lo é necessário reduzir a ingestão de calorias e aumentar os níveis de atividades, com ou sem pomelo e repolho. 


Melissa Wdowik é professora adjunta de Ciências da Alimentação e Nutrição Humana na Universidade Estatal do Colorado. Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site The Conversation.

Cláusula de divulgação: Melissa Wdowik não trabalha para nenhuma empresa ou organização que possa ser beneficiado deste artigo, nem a assessora, possui ações nelas ou recebe financiamento. Também não declara outras vinculações relevantes além do cargo acadêmico mencionado.

Este artigo foi publicado originalmente em inglês no site The Conversation
Fonte:  https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/14/ciencia/1510658654_171692.amp.html

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

CANIBALISMO CORPORATIVO


Imagem: http://chriscold.deviantart.com/art/Scorched-Earth-500232998

Canibalismo corporativo: lo que sigue
 

Silvia Ribeiro*
La fusión entre Monsanto y Syngenta, dos de las más grandes y combatidas empresas de semillas transgénicas y agrotóxicos a escala mundial, parecía una mala fantasía. Hoy es probable y sólo una de las fusiones espectaculares que están ocurriendo. Aunque Syngenta rechazó por segunda vez a Monsanto –quiere más dinero–, otras dos gigantes, DuPont (dueña de Pioneer) y Dow Chemicals, acordaron apenas hace unos días fusionarse. Monsanto sigue intentando con Syngenta. Es apenas un rincón del escenario: los planes de las corporaciones van más allá, en pos de controlar sectores claves y cada vez más grandes de la producción agroalimentaria.

En 1981, el Grupo ETC (entonces llamado RAFI) denunció que las empresas de agroquímicos estaban comprando las semilleras y que su objetivo era desarrollar cultivos que toleraran los tóxicos de las propias empresas, para crear dependencia de los agricultores y vender más veneno, su negocio más lucrativo. Nos llamaron alarmistas, dijeron que tal tecnología nunca iba a existir; hasta que en 1995 la industria comenzó a plantar transgénicos: exactamente ese tipo de semilla.

En ese entonces había en el mundo más de 7 mil empresas que producían semillas comerciales, la mayoría familiares, y ninguna controlaba más de uno por ciento del mercado; 34 años después, seis trasnacionales controlan 63 por ciento del mercado global de semillas y 75 por ciento del mercado global de agrotóxicos. Monsanto, Syngenta, DuPont, Dow, Bayer y Basf, todas originalmente fabricantes de veneno, son las seis gigantes que controlan agrotóxicos, semillas y 100 por ciento de los transgénicos agrícolas, expresión de la fusión de ambos negocios. Como casi no quedan empresas, se dedican ahora al canibalismo. Syngenta es la más grande productora de agrotóxicos a escala global, por lo que hasta la empresa china de agrotóxicos, ChemChina, ofertó por ella, pero no le llegó al precio.

Monsanto insiste porque necesita desesperadamente acceder a nuevos agrotóxicos, ya que su producto estrella, el glifosato, está en crisis. En dos décadas de transgénicos el uso masivo de glifosato ha generado 24 malezas resistentes que colocan en inmensos problemas a los agricultores. El aumento de cáncer, abortos y malformaciones neonatales en las zonas de cultivo de transgénicos en Argentina, Brasil, Paraguay es de proporciones epidémicas. Que hijos de campesinos mueran no parece importarle a Monsanto, pero la Organización Mundial de la Salud declaró en 2015 que el glifosato es cancerígeno en animales y probablemente en humanos y eso sí fue un golpe. Por esto y más, a Monsanto le urge cambiar de agrotóxicos, cambiar de nombre por su enorme desprestigio y, si puede, cambiar de sede para evitar impuestos.

El glifosato inventado por Monsanto es el agrotóxico más vendido en la historia de la agricultura. Sólo por maíz y soya transgénica, su uso aumentó 20 veces en Estados Unidos en 17 años, cifras similares en Brasil y Argentina, y 10 veces a escala global. Pero ese negocio va en declive. Y Monsanto, engolosinada con su cuasi monopolio de transgénicos, no ha hecho investigación: en 2013, el maíz transgénico tolerante a glifosato representaba 44 por ciento de sus ventas totales, la soya tolerante a glifosato 11 por ciento, y más de 30 por ciento de sus ventas provienen de formulaciones de glifosato (RoundUp, Faena, Rival y otras marcas).


El glifosato ya no funciona, sus impactos son muy graves, pero los maíces transgénicos de Monsanto van casados con éste. Por eso le urge que se autorice su siembra en México, lo cual le daría un respiro para vender sus semillas obsoletas, hasta que aquí pase lo mismo: malezas resistentes, baja producción, semillas mucho más caras y patentadas, epidemia de cánceres y deformaciones fetales. Todo junto a contaminar transgénicamente el centro de origen mundial del maíz, dañando gravemente el patrimonio genético, cultural y de agrobiodiversidad más importante del país. Huelga decir hay mucho mejores opciones para producción de maíz y que México no necesita sembrar transgénicos para abastecer su consumo.

Aunque Monsanto es el caso más evidente, todas las gigantes de transgénicos tienen iguales intenciones, con otros químicos también muy tóxicos. Pero todas están topando con los límites de su propia ambición. Así emergen nuevos escenarios corporativos al entrar en juego otros sectores, como las trasnacionales de fertilizantes y maquinaria agrícola. El Grupo ETC analiza esta coyuntura en un nuevo informe sobre fusiones corporativas: Breaking Bad: Big Ag MegaMergers in Play (http://tinyurl.com/nz3g2at).

Según ventas de 2013, el mercado mundial de semillas fue 39 mil millones de dólares (mmdd), el de agrotóxicos 54 mmdd, el de maquinaria agrícola 116 mmdd y el de fertilizantes 175 mmdd. La tendencia parece ser que los dos últimos engullirán a los otros, creando un escenario de controles oligopólicos aún más amplios. Por ejemplo, la trasnacional de maquinaria John Deere tiene contratos con cinco de las seis gigantes de transgénicos para aumentar sus ventas a través de pólizas de seguro que condicionan a los agricultores a usar sus semillas, agrotóxicos y maquinaria. Tecnologías de automatización, drones, sensores y datos del clima también están concentrados en esas empresas y se ofertan en el paquete.

Si esas fusiones se permiten, vamos hacia nuevos oligopolios que controlarán semillas, variedades, agrotóxicos, fertilizantes, maquinarias, satélites, datos informáticos y seguros. Y que dañarán, contaminándolas y por otras vías, a las opciones reales para la alimentación y el clima: la producción campesina, descentralizada, diversa, con semillas propias, que son quienes alimentan a la mayoría de la población.

*Investigadora del Grupo ETC


Fonte: La Jornada

terça-feira, 18 de setembro de 2012

A OITAVA MARAVILHA DO MUNDO

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La brecha entre ricos y pobres, declarada octava maravilla del mundo

Redacción de The Onion · · · · · 

PARIS—En una rueda de prensa del pasado martes, el Comité del Patrimonio Mundial reconoció oficialmente la Brecha Entre Ricos y Pobres como "Octava Maravilla del Mundo", describiendo la división de la riqueza global como la "más colosal y duradera de las creaciones de la humanidad".

"De todas las estructuras épicas que ideado el género humano, ninguna más prodigiosa e imponente que la Brecha Entre Ricos y Pobres", declaró el presidente del Comité, Henri-Jean Baptiste. "Es un crecimiento tremebundo, milenario que nos llena de asombro y humildad".

"Y gracias a un cuidadoso mantenimiento a través de los tiempos, este ingente vestigio ha sobrevivido intacto, infundiendo a cada nueva generación una sensación de reverencia", añadió Baptiste.

Ese vasto abismo de riqueza que se extiende a lo largo y ancho de la mayor parte del mundo habitado, atrae a millones de aturdidos observadores cada año, muchos de los cuales encuentran esa inmensidad demasiado abrumadora hasta para contemplarla. Siendo con mucho la mayor estructura de factura humana, está fácilmente a la vista desde emplazamientos tan distantes como Europa Oriental, China, África y Brasil, así como desde los 50 estados de los Estados Unidos.

"Las Siete Maravillas del Mundo originales palidecen en comparación con ella", afirmó Edwin MacAlister, miembro del Comité del Patrimonio Mundial, frente a una llamativa fotografía de la Brecha Entre Ricos y Pobres tomada desde lo alto de la Ciudad de México.   "Se trata de una pasmosa hazaña de ingeniera humana que eclipsa a la Gran Muralla China, las Pirámides de Gizeh y acaso hasta la Gran Barrera Racial".

Según los antropólogos, incalculables millones de esclavos y siervos trabajaron penosamente una vida entera para completar la brecha. Los anales indican que es probable que las obras se iniciaran hace unos 10.000 años, cuando las primeras élites terratenientes convencieron a sus súbditos de que la construcción de dicho monumento era voluntad de la autoridad divina, creencia ampliamente sostenida aún hoy en día.

Aunque los historiadores han refutado esa afirmaciones, son muchos los que mantienen todavía la teoría de que la Brecha entre Ricos y Pobres la levantaron los judíos.

"Cuando contemplo su increíble amplitud, me siento conmovida hasta las lágrimas", afirmó Grace Ngubane, de 31 años, residente en Johannesburgo, cuyo hogar queda situado en una de las partes más anchas de la Brecha. "La escala es alucinante, te hace sentirte de verdad, de verdad hasta pequeñita", declaró asimismo.

Si bien numerosos individuos han tratado de cruzar la Brecha entre Ricos y Pobres, hay pruebas que sugieren que sólo una pequeña porción ha tenido éxito alguna vez y han muerto muchos en el intento.

Su reconocimiento oficial como Octava Maravilla marca la culminación de un giro espectacular hace sólo 50 años, cuando los movimientos populares apelaban al cierre de la Brecha. Sin embargo, gracias a un reducido grupo de entregados políticos y de líderes de la economía, se iniciaron vigorosos esfuerzos de conservación en torno a los años 80 para restaurar  —y ampliar a gran escala— una antiquísima estructura.

"Es imponente", declaró el presidente de Goldman Sachs, Lloyd Blankfein, campeón y benefactor de toda la vida de la conservación de esa falla. "Después de todo lo que hemos pasado en los últimos años, no hay mayor privilegio que verla crecer más y más cada día. Puede que haya unos cuantos detractores que se preocupen por que, de hacerse más grande, el conjunto se venga abajo, dejando atrapadas debajo a millones de personas, pero yo por mí estoy dispuesto a correr ese riesgo".

Añadió Blankfein: "Además, algo me dice que yo, probablemente, saldría bien parado".

Redacción de The Onion

Traducción para www.sinpermiso.info: Lucas Antón

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quinta-feira, 26 de julho de 2012

A MALDIÇÃO DA ABUNDÂNCIA

Fonte desta imagem AQUI.

Boaventura de Sousa Santos

A “maldição da abundância” é uma expressão usada para caracterizar os riscos que correm os países pobres onde se descobrem recursos naturais objeto de cobiça internacional. A promessa de abundância decorrente do imenso valor comercial dos recursos e dos investimentos necessários para o concretizar é tão convincente que passa a condicionar o padrão de desenvolvimento económico, social, político e cultural.

Os riscos desse condicionamento são, entre outros: crescimento do PIB em vez de desenvolvimento social; corrupção generalizada da classe política que, para defender os seus interesses privados, se torna crescentemente autoritária para se poder manter no poder, agora visto como fonte de acumulação primitiva de capital; aumento em vez de redução da pobreza; polarização crescente entre uma pequena minoria super-rica e uma imensa maioria de indigentes; destruição ambiental e sacrifícios incontáveis às populações onde se encontram os recursos em nome de um “progresso” que estas nunca conhecerão; criação de uma cultura consumista que é praticada apenas por uma pequena minoria urbana mas imposta como ideologia a toda a sociedade; supressão do pensamento e das práticas dissidentes da sociedade civil sob o pretexto de serem obstáculos ao desenvolvimento e profetas da desgraça. Em suma, os riscos são que, no final do ciclo da orgia dos recursos, o país esteja mais pobre econômica, social, política e culturalmente do que no seu início. Nisto consiste a maldição da abundância.

Depois das investigações que conduzi em Moçambique entre 1997 e 2003 visitei o país várias vezes. Da visita que acabo de fazer colho uma dupla impressão que a minha solidariedade com o povo moçambicano transforma em dupla inquietação. A primeira tem precisamente a ver com a orgia dos recursos naturais. As sucessivas descobertas (algumas antigas) de carvão (Moçambique é já o sexto maior produtor de carvão a nível mundial), gás natural, ferro, níquel, talvez petróleo anunciam um El Dorado de rendas extrativistas que podem ter um impacto no país semelhante ao que teve a independência. Fala-se numa segunda independência. Estarão os moçambicanos preparados para fugir à maldição da abundância? Duvido.

As grandes multinacionais, algumas bem conhecidas dos latino-americanos, como a Rio Tinto e a brasileira Vale do Rio Doce (Vale Moçambique) exercem as suas atividades com muito pouca regulação estatal, celebram contratos que lhe permitem o saque das riquezas moçambicanas com mínimas contribuições para o orçamento de estado (em 2010 a contribuição foi de 0,04%), violam impunemente os direitos humanos das populações onde existem recursos, procedendo ao seu reassentamento (por vezes mais de um num prazo de poucos anos) em condições indignas, com o desrespeito dos lugares sagrados, dos cemitérios, dos ecossistemas que têm organizado a sua vida desde há dezenas ou centenas de anos.

Sempre que as populações protestam são brutalmente reprimidas pelas forças policiais e militares. A Vale é hoje um alvo central das organizações ecológicas e de direitos humanos pela sua arrogância neo-colonial e pelas cumplicidades que estabeleceu com o governo. Tais cumplicidades assentam por vezes em perigosos conflitos de interesses, entre os interesses do país governado pelo Presidente Guebuza e os interesses das empresas do empresário Guebuza donde podem resultar graves violações dos direitos humanos como quando o ativista ambiental Jeremias Vunjane, que levava consigo para a Conferência da ONU, Rio+20, denúncias dos atropelos da Vale, foi arbitrariamente impedido de entrar no Brasil e deportado (e só regressou depois de muita pressão internacional), ou quando, às organizações sociais é pedida uma autorização do governo para visitar as populações reassentadas como se estas vivessem sob a alçada de um agente soberano estrangeiro.

São muitos os indícios de que as promessas dos recursos começam a corromper a classe política de alto a baixo e os conflitos no seio desta são entre os que “já comeram “ e os que “querem também comer”. Não é de esperar que nestas condições, os moçambicanos no seu conjunto beneficiem dos recursos. Pelo contrário, pode estar em curso a angolanização de Moçambique. Não será um processo linear porque Moçambique é muito diferente de Angola: a liberdade de imprensa é incomparavelmente superior; a sociedade civil está mais organizada; os novos-ricos têm medo da ostentação porque ela zurzida semanalmente na imprensa e também pelo medo dos sequestros; o sistema judicial, apesar de tudo, é mais independente para atuar; há uma massa crítica de acadêmicos moçambicanos credenciados internacionalmente capazes de fazer análises sérias que mostram que “o rei vai nu”.

A segunda impressão/inquietação, relacionada com a anterior, consiste em verificar que o impulso para a transição democrática que observara em estadias anteriores parece estancado ou estagnado. A legitimidade revolucionária da Frelimo sobrepõe-se cada vez mais à sua legitimidade democrática (que tem vindo a diminuir em recentes atos eleitorais) com a agravante de estar agora a ser usada para fins bem pouco revolucionários; a partidarização do aparelho de estado aumenta em vez de diminuir; a vigilância sobre a sociedade civil aperta-se sempre que nela se suspeita dissidência; a célula do partido continua a interferir com a liberdade acadêmica do ensino e investigação universitários; mesmo dentro da Frelimo, e, portanto, num contexto controlado, a discussão política é vista como distração ou obstáculo ante os benefícios indiscutidos e indiscutíveis do “desenvolvimento”. Um autoritarismo insidioso disfarçado de empreendorismo e de aversão à política (“não te metas em problemas”) germina na sociedade como erva daninha.

Ao partir de Moçambique, uma frase do grande escritor moçambicano Eduardo White cravou-se em mim e em mim ficou: “nós que não mudamos de medo por termos medo de o mudar” (Savana, 20-7-2012). Uma frase talvez tão válida para a sociedade moçambicana como para a sociedade portuguesa e para tantas outras acorrentadas às regras de um capitalismo global sem regras.

Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

quarta-feira, 4 de julho de 2012

A INDÚSTRIA DA GUERRA E O FUTURO DA HUMANIDADE

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Vida no capitalismo, uma ideia fora do lugar?

Gilson Caroni Filho, para CdoB

Karl Marx escreveu que “o consumo militar”, no sentido propriamente econômico, é o mesmo que se uma nação jogasse na água uma parte do seu capital. Isso beneficiaria, sem dúvida, toda a humanidade. Mas aqui é necessário se debruçar sobre uma questão: pode o capitalismo, em sua configuração atual, sobreviver sem a corrida armamentista? Passada a Rio+ 20, cabe indagar se já há condições políticas para que a acumulação privada possa ser feita sem a concomitante destruição das forças produtivas, sem a reprodução de uma lógica perversa? Sem aprofundar esse debate, a ecologia política deixa lugar à falação protelatória e vazia.

Se, como diria Clemenceau, a guerra é muito séria para ser assunto exclusivo de militares, a preservação de nossos recursos naturais e de nosso meio ambiente é assunto tão essencial para a nossa sobrevivência e para a sobrevivência das instituições democráticas que não pode ser deixada ao arbítrio das elites políticas, da tecnocracia ou até mesmo de um grupo de ambientalistas iluminados. Não existe maior desastre ecológico do que a exploração econômica e as condições subumanas a que é submetida grande parte da população mundial.

Em 1982 – e lá se vão 30 anos – Pierre Trudeau, então primeiro-ministro do Canadá, durante uma conferência de imprensa às vésperas de uma reunião dos sete principais capitalistas, declarou: “Com o que gastamos em cerca de duas semanas com armamentos, poderíamos garantir alimentação e moradias a todo o mundo, durante um ano, inclusive aos países subdesenvolvidos.”

Para suprir as necessidades militares, despendem-se todos os anos de 700 a 750 milhões de barris de petróleo, o que é duas vezes mais do que consomem anualmente todos os países da África. Nos anos 1970, a Organização Mundial de Saúde (OMS) conseguiu liquidar a varíola no globo terrestre tendo gasto, em apenas uma década, US$ 83 milhões – importância que, à época dava pra comprar apenas um bombardeiro estratégico.

Estimativas da ONU, em 1982, calculavam que o desarmamento nuclear completo liberaria mais de 20 mil cientistas e técnicos nucleares no campo da energia atômica. Eles poderiam tomar parte dos programas nucleares pacíficos de países democráticos da periferia do Velho Mundo.

Segundo o investidor estadunidense R. Sayard, para liquidar o analfabetismo da população mundial, em 20 anos, seriam necessários apenas US$ 1,2 bilhões, soma inferior ao total das despesas militares em um só dia. Mas essa conta soa como sofisma a uma sociedade regida pela lei do valor.

Nos anos 1960, V. Leontiev, economista norte-americano, calculou que uma redução dos investimentos militares em US$ 8 bi liquidaria 254 mil postos de trabalho. Todavia, o investimento desse montante no setor civil criaria 542 mil novos empregos. Uma reorientação que reduzira em 288 mil o número de desempregados nos Estados Unidos. Que argumento sobra aos partidários da corrida armamentista, quando defendem o aumento de despesas em armas destrutivas como única alternativa para a solidez da economia?

É verdade que a militarização da economia da Alemanha Nazista acabou com o desemprego no país, mas será essa a única lição que a economia política estadunidense aprendeu? A morte, dependendo do valor agregado que ela contenha, é um grande negócio, um derivativo seguro e com rentabilidade assegurada?

Para aqueles que se situam no campo progressista do espaço político, a luta pela paz se integra organicamente na luta por um socialismo democrático. O momento é de resgatar a eco política das mãos da elite. Caso contrário, seremos obrigados a trocar o esperançoso “um outro mundo é possível” por um sombrio “nenhum mundo é viável”. Enquanto isso não cessa a produção de armas táticas e aumenta a produção de ogivas estratégicas. A ideia de um mundo desnuclearizado, proposta por Obama, continua, em tudo e por tudo,”uma ideia fora do lugar”.

Gilson Caroni Filho é professor de Sociologia das Faculdades Integradas Hélio Alonso (Facha), no Rio de Janeiro, colunista da Carta Maior e colaborador do Correio do Brasil e do Jornal do Brasil.

A Fome e a Crise do Capitalismo

Obra de Käthe Kollwitz (1867 – 1945) - Veja mais AQUI.

Diante das revoltas dos famintos em Paris e Londres, no final do século 18, o pastor e economista inglês Robert Malthus desenvolveu a teoria segundo a qual a Terra, com seus recursos limitados, só seria capaz de alimentar um número limitado de pessoas. Caso a população humana ultrapassasse esse limite, ela sofreria redução, através de ondas de fome, pestes ou guerra.

Desde a Antiguidade, as revoltas causadas pela fome são um fenômeno recorrente. No ano 57 a.C., o estadista e filósofo Marco Túlio Cícero registrava os ferozes protestos em Roma devido ao aumento drástico do preço do pão. "Reinava uma inflação aguda e a fome ameaçava. E, como se não bastasse, ocorreram apedrejamentos."

Nos anos seguintes, depois de nada menos de oito grandes crises de fome em Roma, os imperadores adotaram medidas preventivas. Os cereais egípcios passaram a ser monopolizados, servindo principalmente ao abastecimento da Itália e da capital. Assim, os soberanos preveniram novos levantes e asseguraram seu poder político.

Cidade e campo


Ainda hoje, as elites estatais dos países em desenvolvimento procedem de forma semelhante, analisa Wolfgang Heinrich, especialista em agricultura do Serviço de Desenvolvimento da Igreja Luterana alemã (EED). "Os governos tendem a pacificar a zona urbana o máximo possível, através de preços subsidiados, subvenções à importação de trigo, etc. Isso absorve um volume relativamente grande de recursos. Nas zonas rurais, pelo contrário, os governos tendem a reagir aos levantes com métodos repressivos."

Esse fenômeno se manifestou pela primeira vez em escala global neste século durante a crise de alimentos de 2008. Na África, partes da Ásia e no Caribe aconteceram as chamadas "rebeliões da fome". Por vezes, elas abalaram os governos locais; por outras, foram utilizadas por certos grupos como arma política na luta interna pelo poder.

Joachim von Braun, diretor do Centro de Pesquisa de Desenvolvimento (ZEF), em Bonn, comenta: "Segundo nossos estudos, durante a crise dos preços dos alimentos de 2008, houve mais de 50 casos de agitações e manifestações, que também acarretaram mudanças de regime. Foi uma experiência inédita."

Esses levantes assustaram os líderes políticos do mundo. Há alguns anos, o tema também é discutido dentro da ONU e do G20, "pois, na atual situação de preços altíssimos, o conflito continua – ainda que não em escala de massa, como foi o caso em 2008", explica Von Braun.

Eco Agência, via domtotal.com

domingo, 6 de maio de 2012

FOTOS DO QUE SE COME EM ALGUNS PAÍSES

Amazing Photos Show What the World Actually Eats

2nd May 2012

By Anthony Gucciardi

Contributing Writer for Wake Up World

What do you and your family eat each week?
You may be shocked to see the significant variation even between relatively ‘similar’ nations when it comes to diet. While many families within the United States and Mexico include fast food and soda into the core of their nutritional program, families from nations like Bhutan survive off of traditional base food items like vegetables and grains.
It is easy to see why disease rates are sky rocketing in many developed countries, where nutrition is not held to a very high regard.
Amazingly, the United States also spends more on healthcare than any nation in the world. Despite spending $7,960 per capita, the United States has been ranked dead last when it comes to the quality of care. The fact of the matter is that when food intake is ignored — along with the subsequent toxic ingredients that go along with the processed food addiction — disease will arise.
In the telling pictures below, taken from the book ‘Hungry Planet: What the World Eats’, you can see what the average family from each nation eats over the period of one week.

North Carolina, United States

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This family from North Carolina eats a diet almost entirely of processed and pre-prepared foods with heavy amounts of junk and fast food. Consuming mostly sugar-laden ‘fruit’ drinks and mega-sized sodas from Burger King and McDonald’s, this average American diet will ultimately lead to chronic disease and rampant sickness. Some favorite foods include pizza and fast food.

Mexico

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Families in mexico also tend to consume sugary sodas and processed foods, though their fruit and vegetable intake is higher than the United States families observed. The family lists their favorite food items as pizza, pasta, and chicken.

Canada

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Enjoying some of the same processed items as families from Mexico and the United States, Canadian families do consume processed chips and meats, though you will notice a more prominent display of vegetables and fresh fish on the table. An increased amount of yogurt and cheese is also featured.

Italy

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Italian families enjoy their bread, pasta, and assorted fruit. With grains a major part of the diet, along with other carbohydrate-rich foods, Italian families tend to forfeit some meal options high in protein for ‘traditional’ Italian dishes like pasta with ragu. While many of these items are fresh or even baked at home, Italian families still consume large amounts of sodas like Pepsi. You can see that this family drinks about 6 larger-sized bottles per week.

China

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This Chinese family prefers fried shredded pork with sweet and sour sauce, listed as their favorite dishes. Eating processed food items mixed with packaged meats and fish, this Chinese family eats more fruit than vegetables, and their produce selection is one of the smallest besides the United States.

Chad

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This family resides in the developing nation of Chad and spends only the equivalent of $1.23 per week on food to feed the entire family. Their favorite food is soup with fresh sheep meat.

Japan

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It may surprise you, but this Japanese family consumes a diet high in processed junk and sugary treats. They list their favorite food items as cake, potato chips, and sashimi.

Germany

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This German family has adopted an American-styled nutritional regiment, stating that their favorite foods are pizza, vanilla pudding, fried potatoes, and fried noodles. You may also notice the largely increased amount of beer and other alcoholic drinks over the other nations.

Great Britain

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Spending over $250 per week on food, the average family in Great Britain is eating mostly processed meals and candy. This family’s preferred foods include chocolate fudge cake, mayonnaise sandwiches, and prawn cocktail.

About the Author

Anthony Gucciardi is an accomplished investigative journalist with a passion for natural health. Anthony’s articles have been featured on top alternative news websites such as Infowars, NaturalNews, Rense, and many others. Anthony is the co-founder of Natural Society, a website dedicated to sharing life-saving natural health techniques. Stay in touch with Natural Society via the following sites Facebook – Twitter – Web

The author of this article Anthony Gucciardi has released his long awaited book.
 

domingo, 16 de outubro de 2011

Nossa batalha para acabar com a fome

Fonte dessa imagem: AQUI.
 
Acesso aos alimentos é crucial para as pessoas mais pobres do mundo. Liderança sobre esta questão nunca foi tão urgente.

Artigo de Luiz Inácio Lula da Silva para o The Guardian - junho de 2011

A luta contra a fome e a pobreza deve ocupar o topo da agenda dos governos, das instituições multilaterais e das Organizações Não-Governamentais. Em 2050, a população mundial chegará a 9 bilhões de pessoas. Para garantir suas necessidades a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, em sua sigla em inglês) aponta a necessidade de um robusto crescimento no fornecimento mundial de alimentos. A produção africana terá de aumentar cinco vezes; a latino-americana dobrará.
 
A FAO estima que 90% dessa demanda será obtida com ganhos em produtividade. Nós também sabemos, no entanto, que o problema da fome é essencialmente um problema de acesso ao alimento. Os desafios globais relativos ao fornecimento de alimento são particularmente complexos e a FAO pode – e deveria – jogar um papel central para combater a fome, para estimular a produção sustentável de alimentos e fortaleça a segurança alimentar global.
 
A liderança – e a parceria – nesse cenário nunca foi tão urgentemente exigida. Fome e pobreza vão de par, assim, ao nos voltarmos para o fornecimento de alimento podemos abarcar desafios mais amplos na conquista do desenvolvimento global sustentável num tempo em que o sofrimento e a instabilidade são crescentes em muitas regiões. As famílias estão enfrentando pressões relativas à vulnerabilidade do fornecimento de alimentos com pouca esperança ou confiança no futuro próximo. Só neste mês a FAO prevê que a alta e a volatilidade dos preços das commodities agrícolas provavelmente seguirão assim até 2012.
 
Com efeito, há a expectativa de que a conta da importação internacional de alimentos chegue ao seu mais alto nível neste ano – US$1,29 trilhão –, mas o fardo desse custo não será igualmente distribuído. A ONU avalia que os países menos desenvolvidos gastarão 30% a mais com a importação de alimentos em 2011, aumentado seu gasto em aproximadamente 18% de suas importações, comparado com a média de algo como 7% do resto do mundo. Essa situação não é condizente com a economia global e com a estabilidade social.
 
As credenciais do Brasil no combate à fome e à pobreza estão bem estabelecidas. O programa Fome Zero, criado em 2003 e coordenado pelo dr. José Graziano da Silva, combina ações emergenciais com medidas estruturais de segurança alimentar. Foi o ponto de partida para todas as outras políticas implementadas nos anos seguintes. Programas de transferência de renda como o Bolsa Família – que beneficia mais de um quarto da população – combina segurança alimentar, acesso à educação e medidas de estímulo ao desenvolvimento local, especialmente em áreas rurais.
 
O fortalecimento da agricultura familiar foi fundamental para o sucesso das políticas sociais no Brasil. O setor é responsável por 70% do consumo de alimentos das famílias e representa 10% do PIB brasileiro. Esses resultados não teriam sido possíveis sem a pesquisa em agricultura, sem a reforma agrária e sem a pacificação do campo, sem a assistência técnica e sem acesso ao crédito e à seguridade, dentre outras coisas. Com isso, 32 milhões de brasileiros (mais de 16% da população) superaram a pobreza.
 
De modo consistente com isso, o Brasil tem trabalhado internacionalmente por uma ordem global mais igualitária e equilibrada. Nossa perspectiva está baseada na construção de parcerias igualitárias com países em desenvolvimento em todo o mundo.
 
Pôr a luta contra a fome a pobreza no topo das prioridades internacionais é um compromisso estabelecido pelo meu país. Foi precisamente por essa razão que, como presidente do Brasil, no ano passado eu apresentei Graziano da Silva como candidato para ser diretor geral da FAO.
 
Nenhum país pode alcançar o desenvolvimento sustentável sem a melhoria das condições de vida de seu povo, e a experiência brasileira mostra que a superação da fome requer ações coordenadas, vontade política e a participação de toda a sociedade. Com a candidatura brasileira de Graziano da Silva para a FAO o Brasil reafirma seu compromisso com a agenda universal do combate à pobreza e à fome.
 
Tradução : Katarina Peixoto
 

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Quién alimenta al mundo


REBELIÓN

Presentamos tres fragmentos de uno de los más recientes documentos de investigación del Grupo ETC, con atisbos y cifras del universo de personas, colectivos, comunidades, grupos, que reivindican el cultivo de sus propios alimentos [en su sentido más vasto] en todo el mundo y que son muchos más de los que suponemos. Campo y ciudad. Cultivo, recolección, animales de corral, pastoreo, caza y pesca. Este retrato contradice a una industria alimentaria que presume tener las soluciones para el hambre en el mundo.

La cadena alimentaria industrial

El modelo agroindustrial habla de una “cadena” alimentaria, con Monsanto en un extremo y Wal-Mart en el otro: una cadena sucesiva de empresas agroindustriales, fabricantes de insumos (semillas, fertilizantes, pesticidas, maquinaria) vinculadas con intermediarios, procesadores de alimentos y comerciantes al menudeo.

El 96% de toda la investigación agrícola y sobre alimentos ocurre en los países industrializados y el 80% de esa investigación se ocupa del procesamiento y distribución de alimentos. En la segunda mitad del siglo pasado, la cadena alimentaria industrial se consolidó tanto que cada eslabón —de la semilla a la sopa— lo domina un puñado de multinacionales que trabaja con una lista de bienes de consumo cada vez más restringida y que tiene a la humanidad en peligro de desnutrición o sobrepeso.

La cadena alimentaria industrial se enfoca en menos de 100 variedades de cinco especies de ganado. Los fitomejoradores corporativos trabajan con 150 cultivos pero se enfocan en apenas una docena. De las 80.000 variedades comerciales de plantas que hay en el mercado, casi la mitad son de ornato. Lo que resta de nuestras mermadas reservas de peces viene de sólo 336 especies, que son dos terceras partes de las especies acuáticas que consumimos. Al perderse biodiversidad, el contenido nutricional de muchos de nuestros granos y hortalizas ha caído entre el 5 y el 40%, de modo que hoy tenemos que comer más calorías para obtener los mismos nutrientes que antes.

Ante el caos climático, la cadena alimentaria industrial nos impone un régimen de patentes que favorece la uniformidad por encima de la diversidad y refuerza un modelo tecnológico al que le cuesta más tiempo y dinero obtener una variedad diseñada en laboratorio que lograr cientos de variedades convencionales. En resumen, las empresas no saben quiénes padecen hambre, dónde se encuentran o qué necesitan.

El Banco Mundial y muchas agencias de desarrollo bilateral creen en la falacia de que el desarrollo agrícola puede escoger a voluntad qué eslabones de la cadena prefiere aprovechar. Esta visión es ingenua. La razón por la que empresas como Monsanto, DuPont y Syngenta (que controlan la mitad de la oferta comercial de semillas patentadas y más o menos el mismo porcentaje del mercado mundial de pesticidas) se concentran en engendrar cultivos como el maíz, la soya, el trigo y ahora el arroz es porque las grandes compañías procesadoras de alimentos, como Nestlé, Unilever, Kraft y ConAgra pueden manipular sus baratos carbohidratos como relleno (estos cuatro cultivos constituyen dos tercios del aporte calórico para los consumidores estadounidenses) y convertirlos en miles de productos alimentarios (y no alimentarios) que “dan volumen” a mercancías más caras. A su vez, las empresas procesadoras buscan, por todos lo medios posibles, cumplir las exigencias de las grandes empresas de comercio al menudeo, como Wal-Mart, Tesco, Carrefour y Metro, las cuales demandan productos baratos, uniformes y predecibles en sus estantes y no dudan un instante en intervenir en otros eslabones de la cadena alimentaria para dictar el modo en que deben producirse los alimentos (y elegir que agricultores serán aceptados)

Por medio de una cultura corporativa y mercados compartidos, algunos de los eslabones de la cadena alimentaria han desarrollado fuertes vínculos informales: por ejemplo, Syngenta mantiene una estrecha relación con Archer Daniels Midland; Monsanto con Cargill y DuPont con Bunge (1). El modelo industrial es una cadena cargada de grilletes. Comprar en alguno de los segmentos implica comprar en todos los segmentos del modelo.

El tejido campesino de producción de alimentos

Sin embargo el sistema alimentario dominante, durante la mayor parte de la historia y aún para la mayoría de la humanidad actual no es una cadena, es un complejo tejido de relaciones. Los alimentos se mueven en este tejido: los campesinos también son consumidores que intercambian entre sí; los consumidores urbanos también son cultivadores de alimentos propios que cultivan e intercambian sus productos; los campesinos también son, a menudo, pescadores, recolectores o sembradores de forrajes y sus tierras existen dentro de un ecosistema de múltiples funciones.

El 85% de los alimentos que se producen se consume en la misma región ecológica o por lo menos dentro de las fronteras nacionales. Y la mayor parte se cultiva fuera del alcance de la cadena de las multinacionales.
La mayor parte de esta comida se cultiva a partir de variedades campesinas, sin utilizar los fertilizantes químicos que promueve la cadena industrial. Los campesinos crían 40 especies de ganado y casi ocho mil variedades. Los campesinos crían cinco mil de los cultivos domesticados y han aportado más de 1,9 millones de variedades vegetales a las existencias genéticas del planeta. Los pescadores campesinos recogen y protegen más de 15.000 especies de agua dulce. El trabajo de campesinos y pastores en mantener la fertilidad del suelo tiene un valor 18 veces superior al valor de los fertilizantes sintéticos que proveen las siete corporaciones más grandes del mundo en el ramo.

Los campesinos no hacen consorcios, pero están organizados. Existen 1.500 millones de campesinos en 380 millones de fincas, ranchos, chacras, parcelas; 800 millones más cultivan en las ciudades; 410 millones recolectan la cosecha oculta de nuestros bosques y sabanas; hay 190 millones de pastores y bastante más de 100 millones de campesinos pescadores. Por lo menos 370 millones de ellos pertenecen a pueblos indígenas. Juntos, esos campesinos son casi la mitad de la población mundial y cultivan al menos el 70% de los alimentos del planeta. Mejor que nadie, ellos alimentan a quienes sufren hambre. En 2050, para alimentarnos, necesitamos de ellos y de toda su diversidad.

Gráfica 1

70%: Los campesinos alimentan al menos al 70% de la población mundial

50% Porcentaje mundial de los alimentos producidos por campesinos

30% Porcentaje mundial de los alimentos que provienen de la cadena alimentaria industrial

12,5% Porcentaje mundial de los alimentos que proviene de la caza y recolección

7,5% Porcentaje de los alimentos que producen campesinos habitantes de ciudades

Los productores de alimentos a pequeña escala son aquellos hombres y mujeres que cultivan y cosechan alimentos y también frutos de los árboles, lo mismo que ganado, pescado y muchos otros organismos acuáticos. Entre ellos se incluye a los pequeños propietarios campesinos, a los granjeros y ganaderos familiares, a los pastores sedentarios o nómadas, a los pescadores artesanales y a los campesinos y jornaleros sin tierra, a los jardineros y hortelanos, a los pobladores de bosques, a los campesinos indígenas, a los cazadores y recolectores, así como a todos los usufructuarios a pequeña escala de los recursos naturales para producir alimentos. —Michel Pimbert (2).

Campesinos: la cuenta en detalle

Mientras que los especialistas en estadística piensan en términos de una población de más o menos 1.500 millones de agricultores en pequeño (campesinos), la cifra más realista se aproxima al doble, si se considera plenamente a quienes cuidan hortalizas y crían animales en las urbes, a los pastores nómadas, a los pescadores y a la gente que cuida los bosques del mundo. Quienes tienen huertos en las ciudades con frecuencia se desplazan entre el campo y la ciudad y los pescadores también siembran. He aquí un cálculo diferente.

Agricultores

De los 450 millones de establecimientos agrícolas, 382 millones (85%) tienen una extensión de 2 hectáreas o menos y las estadísticas se refieren a sus poseedores como pequeños propietarios o campesinos (3). Casi 380 millones de estas fincas agrícolas están ubicadas en el Sur global, y al menos 1.500 millones de personas (cuatro por finca) viven en ellas (4). Es significativo que 370 millones (5) son campesinos indígenas en, por lo menos, 92 millones de pequeñas fincas o rancherías. En total, es probable que los campesinos posean bastante más de la mitad de las tierras de cultivo del mundo. De los 1.560 millones de hectáreas globales de tierras arables para cultivos estacionales o permanentes (muchos países clasifican como “campesinos” a quienes poseen 5 hectáreas o menos de tierra), los campesinos poseerían cerca de 764 millones de hectáreas y no menos de 225 millones de hectáreas estarían en manos de grandes agricultores (6). Los agricultores medianos estarían en posesión de 571 millones de hectáreas (con un promedio de 36,8 hectáreas cada uno) (7). Algunos investigadores incorporan las “fincas” campesinas con una extensión inferior a 0,1 hectáreas por persona. La inclusión de estos campesinos casi sin tierra a los cálculos de la productividad distorsiona fuertemente la productividad real de las unidades campesinas.

Pastores

Cerca de 640 millones de campesinos crían animales, más unos 190 millones de pastores nómadas crían ganado para su propio consumo y el de los mercados locales (8). Como los pastores están en continuo movimiento y de manera rutinaria atraviesan fronteras nacionales, rara vez se les incluye en los cálculos sobre la seguridad alimentaria.

Pescadores

Existen en el mundo entre 30 y 35 millones de pescadores, pero probablemente más de 100 millones de campesinos están involucrados en actividades pesqueras, en el procesamiento y en la distribución de un volumen que asciende a cerca de la mitad del pescado capturado en el mundo para el consumo humano directo (unos 30 millones de toneladas métricas) (9). Estas cifras, sin embargo, sólo hablan de la producción campesina para el mercado y no de las actividades de pesca y acuicultura realizadas por los pueblos indígenas, los campesinos rurales y urbanos fuera del mercado. En total, 2.900 millones de personas obtienen el 15% o más de sus proteínas de especies marinas o de agua dulce. En los países más pobres, el 18,5% de las proteínas son provistas por pescadores artesanales a pequeña escala o de autosubsistencia (10). A diferencia de la mayoría de las empresas industriales de pesca y de los barcos-fábrica que surcan los océanos en busca de especies para fabricar alimento animal, los pescadores artesanales se concentran sobre todo en pescado para el consumo humano.

Gente que cuida huertos urbanos

Antes de la actual crisis alimentaria, se estimaba que unos 800 millones de personas estaban involucradas en la agricultura urbana. De éstas, 200 millones producen alimentos primordialmente para los mercados locales y logran dar empleo permanente a cerca de 150 millones de miembros de sus familias. En promedio, las ciudades del mundo producen casi un tercio de su propio consumo alimentario (11). En tiempos de altos precios de los alimentos, las actividades de agricultura urbana y periurbana, así como de la cría de animales en traspatios, se incrementa significativamente.

Cazadores y recolectores

No es posible cuantificar la proporción del abasto alimentario proveniente de los bosques, las orillas de los caminos y carreteras y otras tierras “marginales”. Lo que sí sabemos es que al menos 410 millones de personas viven en (o junto a) zonas boscosas y de ellas obtienen muchos de sus alimentos y formas de vida. En total, 1.600 millones de personas obtienen una parte de sus alimentos y otros materiales necesarios para la vida de los bosques del mundo (12).

Notas:

(1) Ana de Ita, del Centro de Estudios para el Cambio en el Campo Mexicano (ceccam), se encuentra entre quienes señalan la necesidad de vigilar las relaciones entre los actores y sectores dominantes dentro de la cadena alimenticia corporativa.

(2) Michel Pimbert, Towards Food Sovereignty: Reclaiming Autonomous Food Systems, IIED, 2008.

(3) Joachim von Braun, International Food Policy Research Institute, “High and Rising Food Prices”, presentación ante la Agencia USAID, Washington, DC, 11 de abril de 2008. http://www.ifpri.org/presentations/20080411jvbfoodprices.pdf

(4) Ver van der Ploeg, Jan Douwe, The New Peasantries —Struggles for Autonomy and Sustainability in an Era of Empire and Globalisation, Earthscan, 2008. “En todo el mundo hay ahora cerca de 1 200 millones de campesinos (Ecologiste, 2004; Charvet, 2005). ‘Los hogares de pequeñas fincas constituyen casi dos quintas partes [1.300 millones de personas] de la humanidad’ (Weis, 2007:25). En 1996, el Informe sobre la Situación del Mundo en Relación con los Recursos Genéticos Vegetales de la FAO estimó que cerca de 1.400 millones de personas dependían de la conservación de sus semillas”. Ver Oxfam Briefing Paper 129, “Investing in Poor Farmers Pays”, (2009). Oxfam calcula que 1.700 millones de pobres viven en fincas pequeñas en países de ingresos bajos y medios y constituyen cerca de dos terceras partes de todos los agricultores en dichos países.

(5) IFAD, abril de 2009, “IFAD Policy on Engagement With Indigenous Peoples”, Borrador de Política para Aprobación, Consejo Ejecutivo, 97 Sesión, Roma, 14-15 de septiembre de 2009. EB 2009/97/R.3/Rev.1

(6) Esto no significa que los campesinos tengan más tierra en total. La concentración de la tierra es brutal y se requiere a nivel mundial de una reforma agraria profunda. Los 225 millones de hectáreas de los grandes agricultores están en muy pocas manos. Sería el caso también de los “agricultores medianos”.

(7) Extrapolación de datos de von Braun. Ver Uwe Hoering, Who Feeds the World?, mayo de 2008, Servicio para el Desarrollo Eclesial, Asociación de las Iglesias Protestantes en Alemania (EED)– Evangelischer Entwicklungsdienst, pp. 8-9; “…las fincas pequeñas representan un 80% de las tierras agrícolas. Trabajando en pequeños campos, en condiciones difíciles y con medios escasos, estas unidades pequeñas contribuyen con cerca de la mitad de la comida que alimenta al mundo…”.

(8) Helena Paul, Almuth Ernsting, Stella Semino, Susanne Gura y Antje Lorch, Agriculture and climate change: Real problems, false solutions, A Preliminary report by Econexus, Biofuelwatch, Grupo de Reflexion Rural y NOAH-Friends of the Earth Dinamarca, septiembre de 2009. www.econexus.info.

(9) Yumiko Kura et al., “Fishing for Answers: Making Sense of the Global Fish Crisis”, Washington, DC, World Resources Institute, 2004, p. 37.

(10) FAO, Borrador de “Biotechnology applications in fisheries and aquaculture in developing countries”. “La pesca y la acuacultura aportaron cerca de 110 millones de toneladas de pescado para fines alimentarios en 2006, proveyendo así a más de 2 900 millones de personas con al menos un 15% de su ingesta protéica individual”. “…en los países de más bajos ingresos y déficit alimentario… la contribución del pescado a la ingesta protéica animal por persona fue significativa (18,5%) y es probablemente mayor a la que indican las estadísticas oficiales, en virtud del subregistro de la contribución de la pesca y la acuacultura de muy pequeña escala y de autosubsistencia”.

(11) WorldWatch Institute, State of the World 2007-Our Urban Future, 2007

(12) 1.600 millones de personas dependen fuertemente de los bosques. Según el Banco Mundial, 60 millones de personas viven en los bosques tropicales y selvas de América Latina, el sudeste de Asia, y África occidental y, por supuesto, dependen de la conservación de los bosques para sobrevivir; 350 millones de personas viven en o cerca de densos bosques y dependen de ellos para su subsistencia o como fuente de ingresos y 1.200 millones de personas en los países subdesarrollados utilizan los árboles en sus casas para generar alimento e ingresos monetarios”.

www.ecoportal.net

La edición es responsabilidad de Biodiversidad. http://www.grain.org/biodiversidad/

El documento íntegro, traducido por Octavio Rosas Landa, puede consultarse en http://www.etcgroup.org

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Lula: metade do dinheiro gasto com crise pode erradicar fome


Por Silvia Aloisi e Daniel Flynn

ROMA (Reuters) - A ONU deu início nesta segunda-feira à cúpula alimentar anunciando que a adoção de um novo tratado climático global no mês que vem em Copenhague é essencial para combater a fome. Na abertura, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou recursos para o combate à fome e disse que com a metade do que foi gasto na crise global seria possível erradicar a fome.

Autoridades se reúnem em Roma até quarta-feira para discutir questões alimentares, embora ativistas já estejam qualificando o evento como mais uma oportunidade perdida.

O ceticismo se agravou no fim de semana, quando o presidente dos EUA, Barack Obama, e outros líderes mundiais disseram que a definição do novo tratado climático deve ficar para 2010 ou depois.

"A fome é a mais terrível arma de destruição em massa existente no nosso planeta. Na verdade, ela não mata soldados, ela não mata exércitos. Ela mata, sobretudo, crianças inocentes que morrem antes de completar um ano de idade", disse Lula ao discursar na abertura do evento.

Lula defendeu ainda um maior envolvimento da comunidade internacional no combate à fome.

"O combate à fome continua praticamente à margem da ação coletiva dos governos. É como se a fome fosse invisível. Muitos parecem ter perdido a capacidade de se indignar com um sofrimento tão longe de sua realidade", disse.

Para ele, com a metade dos recursos injetados para conter a crise financeira internacional seria possível combater a fome.

"Frente à ameaça de um colapso financeiro internacional, causado pela especulação irresponsável e pela omissão dos Estados na regulação e na fiscalização do sistema, os líderes mundiais não hesitaram em gastar centenas e centenas de bilhões de dólares para salvar os bancos falidos. Com menos da metade desses recursos, seria possível erradicar a fome em todo o mundo", afirmou.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, disse que "não pode haver segurança alimentar sem segurança climática".

"No mês que vem em Copenhague precisamos de um acordo abrangente, que forneça um firme fundamento para um tratado de cumprimento compulsório a respeito da mudança climática."

A FAO (órgão da ONU para agricultura e alimentação) prevê uma redução de 20 a 40 por cento na produtividade agrícola potencial da África, da Ásia e da América Latina se as temperaturas do planeta subirem mais de 2 graus.

Pela primeira vez o número de famintos no mundo passa de 1 bilhão, e a FAO convocou a cúpula na esperança de que os governos mundiais elevem de 5 para 17 por cento a parcela da ajuda humanitária atualmente destinada à agricultura.

Isso representaria um aumento de 7,9 para 44 bilhões de dólares --ainda assim, bem aquém do subsídio de 365 bilhões de dólares por ano dado a agricultores dos países ricos.

Mas um esboço da declaração final a ser adotada na segunda-feira inclui apenas uma promessa genérica de mais ajuda, sem prazos nem metas.

A promessa de eliminar a desnutrição até 2025 também foi retirada da proposta, que agora cita apenas um empenho em resolver o problema "o quanto antes".

O aumento nos preços dos alimentos como arroz e trigo no ano passado causou conflitos em mais de 60 países.

As nações ricas importadoras se apressaram para comprar as safras estrangeiras, levando a fome e a falta de comida à agenda política --mas também despertando temores de um novo colonialismo nos países pobres.

"Devemos combater esse novo feudalismo, devemos colocar um ponto final nessa tomada de terras dos países africanos", disse o líder da Líbia, Muammar Kaddafi.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Brasil é líder no combate à fome entre emergentes


O Brasil é líder no combate à fome entre os países em desenvolvimento, de acordo com um ranking elaborado pela ONG antipobreza Action Aid e publicado nesta sexta-feira para marcar o Dia Mundial da Alimentação.

Segundo o documento, o país demonstra “o que pode ser atingido quando o Estado tem recursos e boa vontade para combater a fome”.

A lista foi elaborada a partir de pesquisas sobre as políticas sociais contra a fome em governos de 50 países. A partir da análise, a ONG preparou dois rankings – um com os países em desenvolvimento, onde o Brasil aparece em 1º lugar, e o outro com os países desenvolvidos, liderado por Luxemburgo.

Em último lugar na lista dos desenvolvidos está a Nova Zelândia, abaixo dos Estados Unidos. Entre os países em desenvolvimento, a República Democrática do Congo e Burundi aparecem nas últimas colocações.

Segundo a diretora de políticas da Action Aid, Anne Jellema, “é o papel do Estado e não o nível de riqueza que determina o progresso em relação à fome”.

Brasil

O documento elogia os esforços do governo brasileiro em adotar programas sociais para lidar com o problema da fome no país e destaca os programas Bolsa Família e Fome Zero.

“O Fome Zero lançou um pacote impressionante de políticas para lidar com a fome – incluindo transferências de dinheiro, bancos de alimentação e cozinhas comunitárias. O projeto atingiu mais de 44 milhões de brasileiros famintos”, diz o texto.

Segundo o relatório, o programa ainda ajudou a reduzir a subnutrição infantil em 73%.

A ONG afirma ainda que o Brasil é “exemplar” no exercício do direito ao alimento e cita a Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional (Losan 2006) e o Ministério do Combate à Fome como medidas de que exemplificam que o direito à alimentação está sendo cada vez mais reconhecido como direito fundamental.

Apesar do aspecto positivo, a ONG afirma que o Brasil “ainda tem áreas em que pode melhorar” e cita o desafio de incluir os trabalhadores sem terra e pequenos agricultores nos programas sociais de alimentação.

“É imperativo que famílias em pequenas fazendas também estejam protegidas da expansão dos enormes programas industriais de biocombustíveis do Brasil”, afirma o relatório.

Índia

Em segundo lugar no ranking dos países em desenvolvimento aparece a China, seguida por Gana (3º) e Vietnã (4º).

A Action Aid destaca a redução no número de famintos na China – 58 milhões em dez anos – e elogia os esforços do governo em apoiar os pequenos agricultores.

Em contrapartida, o documento critica a Índia onde, segundo o relatório, 30 milhões de pessoas teriam entrado para a taxa dos famintos desde a metade dos anos 90.

Além disso, a ONG destaca que 46% das crianças estão abaixo do peso e subnutridas no país.

“A fome existe não porque não há alimento suficiente na Índia, mas porque as pessoas não conseguem chegar até ele. O governo indiano enfrenta um enorme desafio para proteger os direitos dos pobres”, diz o texto.

Ricos

Não só os esforços e as políticas dos governos de países em desenvolvimento e mais pobres são criticados no documento divulgado nesta sexta-feira.

No ranking dos países desenvolvidos, atrás de Luxemburgo está a Finlândia (2º) e a Irlanda (3º), com a Nova Zelândia(22º) e os Estados Unidos (21º) nas últimas colocações.

A ONG acusa o governo neozelandês de ordenar cortes acentuados no incentivo oficial à agricultura e classifica o incentivo do governo americano à agricultura como “mesquinho”.

“A contribuição (desses países) para expandir programas de segurança social permanece insignificante”, diz o documento, agregando Grécia, Portugal e Itália.

bbc

domingo, 3 de maio de 2009

Filmes sobre o Brasil exibidos em NY enfocam fome e favelas


Por Christine Kearney

NOVA YORK (Reuters) - Dois documentários sobre o Brasil lançados na última semana no Festival de Cinema de Tribeca, em Nova York, enfocam como famílias pobres brasileiras lidam com as dificuldades e a fome.

"Garapa", do premiado diretor José Padilha, acompanha a vida de três famílias e a rotina de crianças mal nutridas que bebem garapa para combater a fome.

Filmado em preto e brando e sem efeitos especiais, nem mesmo música, o filme mostra as dificuldades enfrentadas pelas famílias.

"As pessoas assistem ao filme e percebem que nunca souberam o que a fome significa para as famílias que a enfrentam diariamente", disse Padillha, diretor de "Tropa de Elite", à Reuters.

"É um filme sobre famílias específicas, mas como essas condições existem em todos os lugares do mundo, você pode ter uma ideia de como a fome afeta a todos", ele disse.

De acordo com as ONU, mais de 950 milhões de pessoas ao redor do mundo passam fome. A expectativa é que esse número cresça com a crise financeira global e o aumento dos preços de commodities.

Padilha, 41 anos, vive no Rio de Janeiro e as filmagens foram no Estado do Ceará. Ele afirmou que entre suas motivações para fazer o filme está o fato de que, enquanto o problema da fome cresce, líderes mundiais e o público não tratam o assunto como prioridade.

"Nós sabemos muito sobre a fome, nós sabemos os fatos e nós sabemos o quando custa para erradicá-la", ele disse, adicionando que motivações políticas impedem sua priorização.

"Você sabe, se você ajuda crianças pobres na África, aquelas crianças pobres não votam nas próximas eleições em seu país rico."

Outro documentário sobre o Brasil no festival, "Only When I Dance" (Apenas quando eu danço), enfoca dois jovens negros vivendo em uma favela do Rio de Janeiro e os esforços deles para se tornarem bailarinos internacionais.

A diretora Beadie Finzi, que vive em Londres, afirma que sua ideia é contar uma história positiva em um cenário de dificuldades enfrentado por muitas famílias da classe trabalhadora no Brasil.

"A disparidade e as divisões neste país maravilhoso são sintetizadas no Rio com os extremamente ricos, educados e afluentes convivendo com as favelas mais perigosas, difíceis e pobres", ela disse.