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terça-feira, 16 de agosto de 2011

DALE CRISTINA!

Marcia Carmo
De Buenos Aires para a BBC Brasil

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, superou as expectativas e obteve uma vitória esmagadora nas eleições primárias realizadas neste domingo no país, confirmando seu favoritismo para o pleito presidencial do dia 23 de outubro.

Segundo dados oficiais, com 80% das mesas apuradas, a presidente, que é da Frente para a Vitória, recebeu mais da metade dos votos, mais de 30 pontos percentuais à frente do segundo colocado, o deputado Ricardo Alfonsín, da União Cívica Radical (UCR), que tinha pouco mais de 12%.

O ex-presidente Eduardo Duhalde, da União Popular, contava com 12%. Duhalde foi antecessor do ex-presidente Nestor Kirchner (2003-2008) na Casa Rosada, a sede da presidência.

Dos dez candidatos que participaram das primárias para a Presidência, três não conseguiram a votação mínima exigida de 1,5% e não disputarão o primeiro turno da eleição presidencial de outubro.

Para os analistas políticos Sérgio Berensztein, do instituto Poliarquía, Rosendo Fraga, do Centro de Estudos Nova Maioria, e Mariel Fornoni, da Management & Fit, os resultados mostraram a debilidade da oposição, fragmentada, no cenário político argentino.

"Ou a oposição se reorganiza e apresenta uma proposta mais atraente ou repetirá a derrota na eleição presidencial", disse Fraga.

"A oposição não tem um líder e a eleição de Cristina foi contundente. Difícil que este resultado mude na presidencial", disse Fornoni.

Para Fornoni e para Fraga, a estabilidade econômica combinada com forte crescimento (cerca de 8%) foi decisiva para o resultado das urnas.

Pré-eleição

Foi a primeira vez que a Argentina votou em eleições primárias que definirão os candidatos para as eleições presidenciais de outubro.

Os eleitores votaram em listas de precandidatos à Presidência e vice, deputados de províncias e na capital, Buenos Aires, e senadores em Buenos Aires, Formosa, Jujuy, La Rioja, Misiones, San Juan, San Luis e Santa Cruz.

Dias antes da votação, Cristina Kirchner vinha recebendo cerca de 40% dos votos nas pesquisas de opinião. Se for reeleita, a atual presidente fará com que o país complete 12 anos de gestão sob o chamado kirchnerismo, iniciado por Nestor Kirchner.

"É um dia histórico. Os argentinos votaram, pela primeira vez, numa eleição primaria, para ampliar a democracia e aprofundar o modelo (político e econômico). Mas vamos continuar trabalhando para a eleição de outubro", disse a presidente.

A analista política Graciela Romer disse à BBC Brasil que foi uma pré-eleição e que dificilmente o resultado será muito diferente em outubro.

Para vencer no primeiro turno, o candidato deve receber mais de 40% dos votos e 10% de diferença para o segundo colocado.

Cristina dedicou a vitória ao marido, Nestor Kirchner, morto em outubro de 2010.

Emocionada, ela compartilhou o palco com a filha, Florência, e com seu candidato a vice, o ministro da Economia, Amado Boudou.

Os seguidores da presidente ergueram bandeiras, bateram bumbos e cantaram a tradicional marcha peronista – ligado ao movimento político fundado pelo ex-presidente Juan Domingo Perón, nos anos 1940.

Além de Cristina, outros dois candidatos disseram ser peronistas – Duhalde e Alberto Rodríguez Saá.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Unasul elabora plano para apoiar democracia na região

GEORGETOWN, Guiana (Reuters) - Os chanceleres dos países membros da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) definiram na quinta-feira um pacote de medidas para punir as nações da região que romperem a ordem democrática, em um encontro descontraído no qual velhas disputas ficaram de lado.
A chamada "cláusula democrática" deverá ser ratificada e assinada pelos presidentes e chefes de Estado da Unasul que irão se reunir na sexta-feira na capital da Guiana.

"Estabelecemos a aplicação de sanções muito fortes contra qualquer golpe de Estado ou tentativa de golpe de Estado, de alteração da democracia e constitucionalidade ... limitação do comércio, fechamento de fronteiras terrestres, de operações aéreas e suspensão de comércio com esse país", explicou o chanceler equatoriano, Ricardo Patiño.

A decisão é um apoio claro à democracia no Equador, que sofreu em 30 de setembro um protesto de policiais exigindo benefícios econômicos, o que Quito qualifica como tentativa de golpe de Estado que colocou em perigo a democracia.

A Unasul reagiu rapidamente em apoio a um de seus integrantes --além de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Guiana, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela-- e se reuniu de maneira extraordinária em Buenos Aires a pedido do então secretário-geral Néstor Kirchner.

"Temos um acordo global entre os ministros de Relações Exteriores que vamos apresentar aos presidentes. Eles resolverão se estão totalmente de acordo com nossa redação", disse Patiño.

Os chanceleres demoraram para chegar a um consenso e, por isso, Patiño esclareceu que não há temas pendentes no documento que será entregue aos mandatários.

Devem participar da cúpula os presidentes de oito dos 12 países membros do organismo: Argentina, Suriname, Equador, Guiana, Colômbia, Paraguai, Brasil e Venezuela.

Os presidentes também tratarão de discutir a eleição do sucessor de Kirchner, que morreu no fim de outubro. Patiño afirmou que o tema não foi tratado pelos chanceleres.

sábado, 29 de agosto de 2009

UNIDOS PARA LA FOTO

DANIEL PAZ & RUDY:

Por Daniel Miguez, para Página/12
Desde San Carlos de Bariloche

Las bases están. Y no hay vuelta atrás. Eso quedó en claro en las palabras del presidente de Colombia, Alvaro Uribe, por lo que los esfuerzos para mantener en pie la Unasur se concentraron, finalmente con éxito, en consensuar un documento que señaló que “la presencia de fuerzas militares extranjeras no pueden amenazar la soberanía de cualquier país sudamericano” y habilitó al Consejo de Defensa del organismo a inspeccionar la actividad de las tropas estadounidenses y sus radares, aviones y armamentos en las bases militares colombianas. Lo mínimo pero suficiente como para poder mostrar que Unasur, aún con dificultad, sigue respirando. Fue al cabo de una tensa reunión de más de siete horas sin recesos, y bastante desvirtuada por la televisión en directo, a la que se opuso sin éxito el brasileño Luiz Inácio Lula da Silva.

La tensión precedió al comienzo formal de la cumbre. Quedó en evidencia cuando la presidenta Cristina Kirchner recibió a los presidentes en la puerta del Hotel Llao Llao, bajo una lluvia que no cesó en todo el día. No estaban Uribe, Lula, ni el venezolano Hugo Chávez, tres de los actores principales. Lula y Chávez mantenían en ese momento una bilateral para acercar posiciones y Uribe, cuando ya Cristina hablaba en la apertura de la cumbre, fue a la sala de prensa a denunciar que habría censura porque el debate no sería televisado en directo. Fue una forma de presionar, porque ése fue el primer punto que tuvieron que decidir los presidentes: finalmente aceptaron la televisación en directo. Lula no dijo nada, pero cuando le tocó hablar se quejó porque la modalidad hacía que los presidentes hablaran para sus electorados y no lo hacían con franqueza.

Cristina comenzó pidiendo abordar “con mucha responsabilidad histórica” la reunión, cuyo final estaba previsto para las 13.30 y terminó cuatro horas después. “No puede haber peor fotografía que aquella de Quito (la cumbre del 10 de agosto) donde no había estado el presidente de Colombia y hubo algunas expresiones altisonantes”. Era un llamado a evitar el fracaso de la cumbre. Cuando a las 19 salió a hablar con la prensa, la Presidenta consideró que se logró el objetivo. Unasur seguía vivo.

Hubo dos etapas en la maratón de discursos. Las primeras cuatro horas fueron más o menos tranquilas. “Veo avances y frutos concretos en la integración de los países de la Unasur. Veo también signos de esperanza, como esta reunión, donde estamos procesando dudas e incertidumbres en forma diplomática y fraterna”, dijo Correa al hablar después de Cristina como presidente pro témpore del organismo.

Luego, Correa invitó a los presidentes a exponer sus posiciones. El silencio indicaba que nadie quería ser el primero. “Si nadie quiere hablar levantamos la sesión”, bromeó. Tomó el reto Uribe, para afirmar que la ayuda militar estadounidense es “práctica y eficaz” y que “esa eficacia es lo que estamos dispuestos a examinar con ustedes en esta reunión de hoy de Unasur”. “El acceso de los Estados Unidos para ayudar a Colombia en la lucha contra el narcoterrorismo es un acceso sin renuncia de Colombia a la soberanía sobre un milímetro del territorio”, aseguró Uribe, mientras un Lula molesto golpeaba los nudillos de su mano derecha contra la mesa.

Después pidió que Unasur considere a las FARC como un grupo terrorista. “Nos preocupa muchísimo que a estos grupos se les encuentren armas provenientes de otros países. Pedimos que se responsabilicen y se investiguen esos casos”, completó, con un dardo que apuntaba a Chávez.

Uribe terminó su exposición sin petardos y lo siguió en el uso de la palabra el uruguayo Tabaré Vázquez, quien dijo que “Uruguay aboga por la soberanía, por eso rechazamos la instalación de bases extranjeras” y recordó que recientemente su país rechazó que un avión británico cargara combustible en su viaje a las Islas Malvinas.

“Qué bien que estemos todos”, exclamó Chávez cuando arrancó. En tono moderado dijo que “sería necesario tener el texto del convenio” de Colombia con Estados Unidos para saber de qué se estaba hablando “ya que el tema central es la instalación de siete bases militares norteamericanas en Colombia”. Después leyó párrafos del “Libro Blanco” del Comando de Movilidad Aérea del Comando Sur de Estados Unidos donde, según interpretó, se detalla la estrategia estadounidense para la región, a la que consideró claramente amenazante.

Luego hablaron el peruano Alan García y el boliviano Evo Morales, que tuvo palabras duras hacia Uribe y Estados Unidos. Les siguió la chilena Michelle Bachelet para solicitar “moderación y vocación integracionista”, para poder lograr “acuerdos que se cumplan y no que si a alguien no le gusta lo que se decide se va”. “El futuro de Unasur depende de nuestra voluntad política, y espero que podamos avanzar y superar el ánimo de crispación que hemos visto en los últimos días”, señaló.

Lula se reservó para cerrar la ronda. “Muchas veces nos pedimos mucho a nosotros mismos y eso no permite que veamos la calidad de los avances políticos que ya conseguimos en Sudamérica”, comenzó y en la misma línea recordó que “hasta hace poco la doctrina establecida en Sudamérica era la que nosotros éramos enemigos los uno con los otros y que nuestros aliados estaban en Estados Unidos o en Europa”. “Yo no quería que se televise el debate porque estamos hablando para nuestro público y no aparecen las diferencias profundas. Yo no quería aparecer antidemocrático con la prensa, y ahora estoy aquí buscando las palabras más adecuadas”, se quejó.

Después subió un escalón en sus críticas a Estados Unidos y se dirigió a Uribe. “El compañero Uribe intenta mostrar que las bases estadounidenses ya existen en Colombia desde 1952, yo le quiero decir de manera muy cariñosa, que si todavía no solucionaron el problema (la lucha contra la guerrilla y el narcotráfico) debemos repensar qué otras cosas podemos hacer en Unasur para solucionar el problema”.

“Los grandes consumidores de droga no están en nuestro continente. Sería bueno que en vez de combatir el narcotráfico dentro de nuestras fronteras que lo hagan dentro de sus fronteras, pero los consumidores son electores”, siguió punzante Lula. Finalmente advirtió sobre el peligro del aumento de presencia estadounidense en Colombia: “Tendríamos que tener las garantías de que es algo específico del territorio colombiano”. También repitió su propuesta de pedirle a Obama una reunión para que aclare las intenciones de Estados Unidos hacia la región, algo que no pudo ser consensuado y no quedó asentado en el documento final.

Lula cerró llamando otra vez a la moderación al decir que “la única manera para evitar conflictos entre nosotros es que nos contengamos en nuestra palabras, en política la palabra tiene un poder impresionante”.

Pareció una advertencia sobre lo que iba a venir. Porque cuando parecía que todo había acabado, pidió la palabra Correa y, apoyado en un Power Point, hizo lo contrario de lo que había pedido Lula. Con tono muy duro negó las acusaciones de que Ecuador protege a las FARC y a los narcotraficantes. “Ecuador es víctima porque el Estado colombiano no hace nada para solucionar el problema dentro de su territorio”. Después lanzó frases como “Colombia es el principal productor de droga en la región”; “hay plantaciones de coca al lado de la frontera con Ecuador y alrededor de una base militar”; “estos grupos (FARC y narcos) extorsionan a quinteros ecuatorianos”.

El clima volvía a ponerse espeso y se caía de maduro una respuesta fuerte de Uribe. El colombiano empezó contestándole a Lula: “No nos parece que tengamos que llamar a pedirle cuentas al presidente Obama”. Después defendió las bases militares, al decir que sólo habrá 800 militares estadounidenses y que actuarán exclusivamente en territorio colombiano. También dijo que estaba dispuesto a que el convenio con Estados Unidos sea “analizado” por el Consejo de Defensa de Unasur, pero “sin prescindir de la OEA”, donde Estados Unidos lleva la voz cantante. En el medio mostraba fotos de cadáveres, víctimas de las FARC y los narcos. A esa altura, el almuerzo había sido suspendido y cada presidente comía en su asiento como podía. Llegaba el turno de Chávez que se salía de la vaina. Quizás también lo notó Cristina Kirchner, que le pidió una interrupción. Y lo usó para ponerles hielo a las palabras que se venían de la boca de Chávez.

Dijo que había que reencauzar la charla, habló de la necesidad de recomponer la confianza entre algunos presidentes y concluyó pidiendo que se firme un documento. Entonces Chávez, en un cambio evidente, sólo dijo que estaba dispuesto a firmar el documento si se respeta “un principio general en que las fuerzas extra regionales no afecten la soberanía de otros países”. La Unasur por ahora sigue a salvo.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

LAS BASES DE LA POLEMICA

Daniel Paz & Rudy:

Un viaje de egresados con un clima belicoso

Por Daniel Miguez

Desde Quito, para Página/12

Cuando se daba por terminada la Cumbre de la Unasur, con el traspaso de la presidencia pro témpore de la chilena Michelle Bachelet al ecuatoriano Rafael Correa, y sin que apareciera en agenda la cuestión de las bases militares estadounidenses en Colombia –debido a la falta de acuerdo en la discusión entre cancilleres de la noche anterior–, apareció fuera de programa lo más fuerte del encuentro. Tratando de disimular la incomodidad de los asientos del siglo XVII de la histórica e imponente sala capitular del Convento de San Agustín, el venezolano Hugo Chávez pidió la palabra para referirse al tema con duras críticas a Estados Unidos y un temerario “vientos de guerra comienzan a soplar”. Esto obligó a Correa a sumar su voz y alertar sobre la gravedad de la situación que se plantea en Colombia. Le siguió el brasileño Lula da Silva instando a no transformar a la Unasur “en un club de amigos rodeado de enemigos” e invitó al presidente de Estados Unidos, Barack Obama, para hablar “profundamente” sobre la relación de su país y América del Sur. Finalmente, Cristina Kirchner propuso un encuentro de presidentes para tratar sólo ese tema. Correa le pidió si podía ser en Buenos Aires. “Encantada”, contestó. Después la Presidenta propuso que fuera en Bariloche, y así la cumbre quedó establecida para el 27 o 28 de agosto.

Un diálogo de este tipo entre los presidentes, con la franqueza facilitada por la improvisación, es inusual delante del periodismo, pero Chávez rompió el molde y obligó a los otros a no quedarse callados. Como si lo hubiera empujado el Bicentenario de la Revolución de Quito (equivalente a nuestro 25 de Mayo) y especialmente ese escenario, donde renunció el 10 de agosto de 1809 el presidente de la Real Audiencia dejando el gobierno en manos patriotas y donde en 1822 los realistas firmaron la capitulación luego de la batalla de Pichincha, Chávez dijo que si Venezuela era atacado por Colombia “la respuesta será militar”. Eran palabras muy espesas.

“El gobierno de Colombia hoy defiende la tesis del ataque preventivo, está a la orden de las provocaciones. Venezuela está en la lista. El anuncio de instalación de bases en territorio colombiano puede convertirse en una tragedia. Cumplo con mi obligación de alertar: vientos de guerra comienzan a soplar”, dijo Chávez.

Al pedir la palabra (“cinco minutos nada más”), Chávez le aclaró a Correa: “No quiero sabotear tu acto”. Y después expuso que “Venezuela se siente amenazada, no sé si Ecuador, pero este país fue bombardeado hace poco”. Sentado a tres metros de Correa, se le ocurrió este ejemplo para reafirmar su posición: “Venezuela no permitirá que le hagan lo que a Ecuador”, lo que sonó como una frase desafiante para Correa. Se refería al bombardeo de Colombia en territorio ecuatoriano contra un campamento de las FARC en marzo de 2008.

Correa tomó el guante, y luego de explicar que el tema no había sido tratado porque había sido delegado en un encuentro de ministros de Defensa y cancilleres el 24 de agosto, se alineó con la parte del discurso de Chávez que enfatizaba sobre el peligro que era para la estabilidad de la región que se instalara una base estadounidense. También desestimó las posturas de los países que sostienen que es una cuestión soberana de Colombia. “Cuando alguien desarrolla energía nuclear es un peligro para todos, pero cuando los amenazados somos nosotros es una cuestión de soberanía de cada país”, lanzó Correa. “Si yo permitiera bases en Ecuador pasaría a ser un demócrata e insigne presidente”, ironizó.

Correa negó una vez más las acusaciones que le hace el gobierno colombiano de tener vínculos con las FARC y descargó críticas sobre la postura de Uribe, haciendo un equilibrio entre la defensa de los intereses de su país y el terreno más complicado al que lo convocaba Chávez.

Paños fríos

Luego pidió la palabra Lula, que indirectamente le respondió a Chávez al decir que “no podemos hacer de Unasur un club de amigos rodeados de enemigos” y propuso que los presidentes del organismo regional “hablemos entre nosotros con más sinceridad”. También sugirió que fuera invitado Obama para poder tener “una discusión profunda sobre su relación con Sudamérica”.

Cristina, que antes de la cumbre había comentado a sus colaboradores que si el tema Colombia surgía seguramente lo plantearían “los presidentes de los tres países limítrofes con Colombia” (Venezuela, Ecuador y Brasil), sólo habló luego de que eso efectivamente hubiera ocurrido, aunque el comienzo la tomó por sorpresa. Cuando la locutora oficial dio por finalizada la cumbre, la Presidenta fue la primera en salir al patio del convento para la toma de la foto oficial con todos los presidentes, quizá por el síndrome de las llegadas tarde a esa ceremonia en otras cumbres. Pero volvió presurosa cuando escuchó que Chávez estaba hablando en el recinto.

La Presidenta tomó para sí las palabras de Lula –a Argentina le preocupa el tema Colombia, pero no quiere plantear una posición antiestadounidense– y se desmarcó con sutileza de Chávez. Pidió una pronta cumbre de presidentes para tratar el tema de las bases, pero incluyendo una gestión para convencer de que participe al presidente de Colombia, Alvaro Uribe. Ayer fue uno de los tres ausentes junto al uruguayo Tabaré Vázquez y el peruano Alan García, quien sólo asistió al acto de asunción del segundo mandato de Correa, pero además llegó tarde porque su avión tuvo un aterrizaje de emergencia.

“Se está creando un estado de beligerancia inédito e inaceptable”, comenzó diciendo la Presidenta. “Creo que, sin impugnar la reunión de los ministros de Defensa, se torna imprescindible convocar a una reunión de presidentes”, completó. Fue allí que Correa le preguntó si esa cumbre se podía hacer en Buenos Aires. “Yo encantada”, le contestó Cristina. Más tarde se pautó para Bariloche.

Después, en lo que pareció una referencia a izquierdas y derechas del bloque regional, la Presidenta expresó: “No debemos dejarnos confundir ni por discursos bondadosos ni exaltados: el resultado es que se está creando un clima beligerancia en la región que puede generar situaciones que nadie quiere”. Cuando remarcó la necesidad de que Uribe esté en esa cumbre, señaló que “en definitiva Colombia también debe estar interesada en resolver este problema”.

El cierre

También pidieron hablar el boliviano Evo Morales y el paraguayo Fernando Lugo. Morales denunció que militares estadounidenses tuvieron algún tipo de participación en el golpe contra Manuel Zelaya en Honduras y dijo que Unasur debía “salvar al pueblo colombiano de los militares norteamericanos”. Lugo se limitó a apoyar la necesidad de una cumbre presidencial y pidió, en alusión a Uribe, que “no se siente a ningún gobernante en el banquillo de los acusados”.

Cuando ya ningún presidente parecía dispuesto a hablar, la vicecanciller colombiana, Clemencia Forero, que representó a su país en la cumbre, leyó un documento en el que señaló que “no ha habido ni habrá bases militares extranjeras en Colombia, ni las hemos pedido ni los Estados Unidos piensan instalarlas. Las bases siguen siendo colombianas, enteramente bajo jurisdicción y soberanía colombiana”. Y aseguró que la operación de militares estadounidenses en Colombia sería de “un acceso limitado para realizar acciones coordinadas contra el narcotráfico y el terrorismo”.

Después salieron todos a sacarse la foto en el patio del convento, lleno de flores, sombreado por palmeras y con galerías del Barroco español, adornado con murales del siglo XVII. Antes de la foto, se vio a la Presidenta y a Chávez hablando con gestos muy enfáticos. Hoy tendrán oportunidad de conversar con más tiempo en Caracas.