sexta-feira, 20 de março de 2009

Nem precisa ter fé | basta pagar a mensalidade que eles rezam por você

Ilia Iefimovitch Repin, Satanás ao Meu Lado:

As indulgências chegaram à internet. O Information Age Prayer é um serviço de assinatura de oraçoes - vc paga uma taxa mensal e o site cuida para que a sua oraçao seja feita “mesmo que vc acorde tarde ou se esqueça”. O serviço conta com sistema de voz para que, seja qual for o seu pedido, ele seja “lido em voz alta” como deve ser.

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quinta-feira, 19 de março de 2009

Un experto en despertar críticas

Hupper, o SÁTIRO

Aunque nadie esperaba que dijera lo contrario, la condena de Benedicto XVI al uso de preservativos justo al llegar al continente más afectado por la pandemia de sida generó cuestionamientos en países africanos y en Europa.

Inquietud, indignación, enojo. Esos fueron las sensaciones expresadas ayer por funcionarios de gobiernos europeos y referentes de organizaciones internacionales de lucha contra el VIH/sida. Sentimientos generados por las declaraciones que el papa Benedicto XVI realizó durante su primer viaje a Africa, el continente que ostenta el procentaje más alto de personas que conviven con el virus del VIH/sida, en las que negó que la pandemia “pueda solucionarse con la distribución de preservativos” y –como si eso no bastara– aseguró que “su uso agrava el problema”. A pesar de los intentos de los voceros del Vaticano de encuadrar sus intenciones en un contexto de “educación en la responsabilidad”, el pontífice logró ganarse el mote de “indiferente” y “autista” en varios países europeos.

Es que el máximo representante de la Iglesia Católica no hace más que encender la polémica con sus expresiones. Todavía no quedó atrás el conflicto iniciado cuando decidió anular la excomunión a un grupo de sacerdotes que niegan la existencia del Holocausto, y ahora salió a negar la eficacia de los preservativos en la prevención del contagio del VIH/sida. Justamente en Africa, donde vive la mayoría de las personas infectadas con el virus.

“¿El Papa vive en el siglo XXI?”, se preguntó Alain Fogue, del Movimiento Camerunés por el Acceso a los Tratamientos (Mocpat), una de las muchas organizaciones que trabajan para paliar la pandemia en ese continente. En ese sentido, consideró que lo esbozado por Benedicto XVI “va a contramano de todos los esfuerzos de los últimos años del gobierno camerunés y de los actores implicados en la lucha contra el sida en el país”. Con él coincidieron referentes de la asociación camerunesa SunAids: “Nos pone en aprietos. Que no nos digan que lo que dijo no tiene un impacto en la lucha contra el sida”, deslizaron.

Las fronteras continentales no limitaron las reacciones, que encontraron mecha en países europeos. Luego de abrir el paraguas y dudar sobre el papel que el gobierno de su país juega en la polémica, Eric Chevallier, vocero del Ministerio de Relaciones Exteriores francés, expresó la “gran inquietud” que despertaron en el gobierno de Francia las declaraciones de Benedicto XVI, sobre todo, por las consecuencias que pueda tener en la lucha contra el sida. Según el funcionario, mensajes de este tipo “ponen en peligro las políticas de salud pública”.

El ex primer ministro francés Alain Juppé fue más allá y opinó que el Papa vive “en una situación de autismo total”. Las frases pontificias resultaron “consternadoras” para la ministra de Sanidad de Bélgica, Laurette Onkelinx, que las consideró “el reflejo de una visión doctrinaria peligrosa”. Desatada la polémica, el Ministerio de Sanidad de España envió un millón de preservativos a Africa.

Sin embargo, Benedicto XVI tampoco parece estar solo –el martes negó su soledad frente al conflicto en torno de los sacerdotes negacionistas– en esta nueva polémica. No pasaron muchas reacciones hasta que el portavoz del Vaticano, Federico Lombardi, saliera en su auxilio al indicar que, con lo dicho, el Papa “destacó el papel de la educación y la responsabilidad”.

Sin embargo, fue sincero frente a la prensa: “Con este viaje no hay que esperar un cambio de postura de la Iglesia Católica frente al problema del sida”, dijo Lombardi. La institución a la que representa sólo acepta la abstinencia como método anticonceptivo y profiláctico. Al respecto, el vaticanista Sandro Magister agregó que “la solución de la Iglesia es la fidelidad sexual; el preservativo es una falsa seguridad que sigue alimentando la promiscuidad sexual”.

El análisis de los referentes de organizaciones internacionales que trabajan en la prevención de la enfermedad a nivel mundial tuvo como expresión común la bronca. El director ejecutivo del Fondo Mundial de Lucha contra el Sida –dependiente de las Naciones Unidas–, Michel Kazatchkine, indignado, pidió al Pontífice el retiro de lo dicho, tras juzgar sus palabras de “inaceptables, ya que niegan la epidemia”. En una frase “se cuestionaron años de trabajo”, opinaron desde Médicos del Mundo.

Página/12

Soldados israelenses revelam segredos sobre guerra em Gaza


Por Jeffrey Heller, para REUTERS

JERUSALÉM - O Exército israelense foi abalado nesta quinta-feira por relatos de veteranos da guerra em Gaza sobre a morte de civis e alegações de grande desprezo aos palestinos entre os soldados.

Os soldados, formados pela academia militar, se reuniram no mês passado para discutir experiências da ofensiva israelense de 22 dias terminada em janeiro, uma campanha que palestinos e grupos de direitos humanos dizem justificar investigações sobre crimes de guerra.

Revelando detalhes do encontro, o diretor da instituição disse que os soldados descreveram uma atmosfera entre os militares de "desprezo desenfreado e violento contra os palestinos".

"Eles falaram sobre fogo injustificado contra civis palestinos. Houve conversa também sobre vandalismo de propriedade", disse Danny Zamir, diretor do programa pré-militar Yitzhak Rabin, à Rádio Israel.

O ministro da Defesa, Ehud Barak, respondeu às acusações repetindo a descrição de Israel de que suas forças armadas são a de maior moral no mundo. O militar disse que seu advogado-geral ordenou uma investigação sobre os supostos incidentes.

Trechos da discussão dos veteranos foram divulgados nesta quinta-feira na primeira página do jornal israelense esquerdista Haaretz. A reportagem disse que revelar os "segredos sujos" tornaria mais difícil aos israelenses repudiar tais alegações como propaganda palestina.

Não é comum que soldados israelenses manifestem-se livremente sobre a morte de civis palestinos na operação lançada em dezembro por Israel na Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, com o objetivo declarado de cessar os ataques com foguetes do grupo militante contra alvos israelenses.

Franceses fazem greve contra o desemprego


Daniela Fernandes
De Paris para a BBC Brasil

A segunda greve geral convocada em menos de dois meses pode paralisar a França nesta quinta-feira, afetando transporte público, aeroportos, escolas, correios, empresas de setores de energia e telecomunicações e outros serviços do país, como rádios e TVs estatais.

Em meio à crescente tensão social no país, os grevistas reivindicam que o governo francês tome medidas para proteger o emprego e adote iniciativas para melhorar o poder aquisitivo da população.

A paralisação conta com o apoio de 74% da população, segundo pesquisa, e também deve afetar empresas privadas, como montadoras, supermercados, bancos e grandes multinacionais que anunciaram demissões recentemente.

A estatal ferroviária SNCF informou que 60% dos trens-bala devem funcionar nesta quinta. Apenas enter 20% e 45% dos trens de periferia e regionais circulavam nesta manhã.

Em Paris, os metrôs e ônibus não estavam sendo muito afetados. As linhas funcionaram "quase normalmente" durante a manhã segundo a RATP, a operadora de transportes de Paris e arredores.

No aeroporto Charles de Gaulle não estavam previstos muitos cancelamentos, mas no aeroporto de Orly, 30% dos vôos devem ser suspensos.

Crise social

A situação social vem se deteriorando desde a última greve geral, em 29 de janeiro, a primeira de grande porte enfrentada pelo presidente Nicolas Sarkozy.

Mais de 90 mil pessoas ficaram desempregadas em janeiro, número sem precedentes registrado em apenas um mês - e que representa o dobro do total registrado em dezembro de 2008.

Desde então, outras grandes empresas anunciaram centenas e, em alguns casos, milhares de demissões.

O caso que mais vem provocando protestos é o da empresa petrolífera Total, que registrou lucro de 13,9 bilhões de euros no ano passado - o maior da história no país - mas nesta semana anunciou 555 demissões nas áreas de petroquímica e refinaria na França.

Por causa da recente onda de demissões, os sindicatos esperam participação ainda maior do que na greve anterior, que reuniu mais de um milhão de pessoas. Nesta quinta, estão previstas 200 passeatas em todo o país.

Como em janeiro, também se espera forte presença de trabalhadores do setor privado, fato até então atípico em greves na França, normalmente realizadas por funcionários públicos.

A expectativa é de que trabalhadores das montadoras Peugeot Citroën e da Renault, além de empregados do Carrefour, Total, Rhodia e Saint Gobain, entre outras empresas, participem dos protestos.

Entre os jovens, o clima de insatisfação também aumenta. Metade das universidades do país, cerca de 40, já vêm fazendo greve total ou parcial nos últimos dias, para protestar contra a reforma do ensino superior.

Pacote

Depois da greve de janeiro, Sarkozy, convocou os sindicatos para uma reunião, realizada em fevereiro.

Após o encontro, Sarkozy anunciou um pacote de 2,6 bilhões de euros, que incluiu reduções fiscais para a classe média, novos benefícios sociais para famílias de baixa renda e medidas para estimular a criação de empregos para jovens.

Mas desta vez, o governo já excluiu a possibilidade de anunciar novas medidas sociais. Na segunda-feira, o primeiro-ministro, François Fillon, disse que "qualquer quantia suplementar (ao pacote) significa dívida pública maior".

Em vez de propor novas medidas, o governo optou por fazer pressão sobre o maior sindicato patronal do país, o Medef.

Em carta enviada ao organismo, a ministra da Economia, Christine Lagarde, pede que os empresários renunciem aos seus bônus quando as companhias derem férias coletivas ou anunciarem "um grande plano de demissões".

quarta-feira, 18 de março de 2009

Para que servem mesmo as agências classificadoras de risco?


A companhia de seguros AIG recebeu a nota “AA” e o banco Lehman Brothers recebeu “A” (notas que apontam baixíssimo risco e alto grau de confiabilidade para investimentos), um mês antes de seu colapso. A partir deste exemplo, articulistas do The New York Times recomendam que investidores rompam com a dependência aos conselhos dessas agências na hora de definir investimentos. "Em vez de dependerem de letras arbitrárias, os investidores deveriam considerar toda a informação disponível sobre um investimento, incluindo aí os preços do mercado".

Agência Telam - Argentina
Agência Carta Maior

Em um artigo publicado dia 17 de março no The New York Times, articulistas do jornal questionam se os investidores e reguladores do mercado devem seguir ouvindo os conselhos das agências classificadoras de risco ou “provedoras de informação financeira”. O texto intitulado “Com um F de Fracasso”, assinado por Jerome S. Fons e Frank Partnoy, analisa o desempenho de empresas como Standard & Poor’s e Moody’s durante a crise econômica.

Os autores – que já fizeram parte das equipes técnicas dessas agências – perguntam por que, depois de mais de um ano de crise e diante da ausência de qualquer alarme sobre sua eclosão, os reguladores e investidores continuam dependendo das “provedoras de informação financeira”. Uma “classificadora de risco” é uma empresa que avaliar o quão seguro é investir dinheiro em um país ou em alguma corporação.

Os articulistas citam o exemplo da empresa de seguros AIG que recebeu a nota “AA” e do banco Lehman Brothers que recebeu “A” (notas que apontam baixíssimo risco e alto grau de confiabilidade para investimentos), um mês antes de seu colapso. E atribuem esse erro a problemas decorrentes de “má regulação”.

“Muitas regulações financeiras e empréstimos a empresas e economias nacionais dependem dessas qualificações, de onde uma nota A pode destravar um mercado e um C torná-lo um deserto sem créditos”, escreveram. Fons e Partnoy acrescentaram: “A maior parte do pânico na AIG surgiu de qualificações automáticas nas operações de troca de dívida por ações, nas quais pagamentos de bilhões de dólares estadunidenses dependiam de como Moody’s e Standard & Poor’s classificavam o risco de crédito da AIG”.

Eles explicaram que “neste contexto, reduzir uma categoria da AIG teria significado um aumento de US$ 8 bilhões em seu passivo. E se as agências Standard & Poor’s e Moody’s vivem dos milhões que cobram de empresas como AIG para avaliar suas ações, poderiam agir para quebrá-las economicamente?”, perguntaram.

A partir dessa conclusão, os articulistas recomendaram terminar com a dependência gerada pelas agências classificadoras, tanto para as regulações sobre crédito quanto para os investimentos privados. “Os mercados financeiros podem funcionar sem estas agências”, defenderam. Em vez de dependerem de letras arbitrárias, acrescentaram, os investidores deveriam considerar toda a informação disponível sobre um investimento, incluindo aí os preços do mercado. Por fim, recomendaram aos investidores o uso de uma ferramenta esquecida, mas de nenhum modo obsoleta”: “Essa ferramenta se chama juízo”, concluíram.

Tradução: Katarina Peixoto

FHC



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TRANSGÊNICOS NO RIO GRANDE DO SUL


CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, TERÇA-FEIRA, 17 DE MARÇO DE 2009

Área de milho transgênico em alta

A área plantada com milho transgênico deve aumentar 20% na safra 2009/2010. A previsão é do vice-presidente da Abrasem, Narciso Barison Neto e foi feita ontem no 1º Fórum Nacional do Milho. O presidente da Abramilho, Odacir Klein, ressaltou que este é o primeiro ano de plantio legal e é preciso que os produtores atentem para o refúgio.
Embora a maioria dos produtores concorde que a transgenia agregue valor à agricultura, há preocupação com a segregação. Segundo o professor da Unicamp José Maria da Silveira, como alguns mercados exigem que o produto seja não-transgênico, a separação é feita para clientes específicos. 'Isso acaba elevando os custos de produção entre 8% e até 25% em alguns casos', destacou. Ele explica que a proposta é usar a sistemática do 'pode conter'.
A questão da coexistência foi abordada pelo pesquisador da Embrapa Antônio Purcino, que afirmou não existir dificuldade de convivência entre as lavouras. 'É uma questão de ter a informação, gerenciamento e responsabilidade.'

CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, QUARTA-FEIRA, 18 DE MARÇO DE 2009

Arrozeiros são contra transgênico

Os arrozeiros gaúchos prometem se posicionar contrariamente à liberação do arroz transgênico em audiência pública que será realizada hoje, em Brasília. O encontro faz parte dos trâmites da CTNBio para liberação de variedades geneticamente modificadas.
O presidente da Federarroz, Renato Rocha, destacou que a entidade é a favor das pesquisas e dos avanços em tecnologia. No entanto, ele teme que o Rio Grande do Sul não consiga exportar o grão, já que grande parte dos importadores exige o certificado de não-transgenia. Pelo menos 20% da safra gaúcha é vendida para países europeus, que têm resistência aos organismos geneticamente modificados (OGMs).
O presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva do Arroz e da Comissão do Arroz da Farsul, Francisco Schardong, ainda comentou que a intenção é definir hoje, em audiência no Minstério da Fazenda, o valor dos contratos de opção. O governo federal anunciou, na Abertura Oficial da Colheita do Arroz, leilões para 1,3 milhão de toneladas.