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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

“Por que defendemos o Wikileaks e Assange”

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Se Assange for extraditado para os Estados Unidos, as consequência repercutirão por anos, em todo o mundo. Assange não é cidadão norte americano, e nenhuma de suas ações aconteceu em solo norte americano. Se Washington puder processar um jornalista nessas circunstâncias, os governos da Rússia ou da China poderão, pela mesma lógica, exigir que repórteres estrangeiros em qualquer lugar do mundo sejam extraditados por violar as suas leis. O artigo é de Michael Moore e Oliver Stone.

Passamos as nossas carreiras de cineastas sustentando que os media norte-americana são frequentemente incapazes de informar os cidadãos sobre as piores ações do nosso governo. Portanto, ficamos profundamente gratos pelas realizações do WikiLeaks, e aplaudimos a decisão do Equador de garantir asilo diplomático a seu fundador, Julian Assange – que agora vive na embaixada equatoriana em Londres.

O Equador agiu de acordo com importantes princípios dos direitos humanos internacionais. E nada poderia demonstrar quão apropriada foi a sua ação quanto a ameaça do governo britânico, de violar um princípio sagrado das relações diplomáticas e invadir a embaixada para prender Assange.

Desde sua fundação, o WikiLeaks revelou documentos como o filme “Assassinato Colateral”, que mostra a matança aparentemente indiscriminada de civis de Bagda por um helicóptero Apache, dos Estados Unidos; além de detalhes minuciosos sobre a face verdadeira das guerras contra o Iraque e Afeganistão; a conspiração entre os Estados Unidos e a ditadura do Iemen, para esconder a nossa responsabilidade sobre os bombardeios no país; a pressão do governo Obama para que outras nações não processem, por tortura, oficiais da era-Bush; e muito mais.

Como era de prever, foi feroz a resposta daqueles que preferem que os norte-americanos não saibam dessas coisas. Líderes dos dois partidos chamaram Assange de “terrorista tecnológico”. E a senadora Dianne Feinstein, democrata da Califórnia que lidera o Comitê do Senado sobre Inteligência, exigiu que ele fosse processado pela Lei de Espionagem. A maioria dos norte-americanos, britânicos e suecos não sabe que a Suécia não acusou formalmente Assange por nenhum crime. Ao invés disso, emitiu um mandado de prisão para interrogá-lo sobre as acusações de agressão sexual em 2010.

Todas essas acusações devem ser cuidadosamente investigadas antes que Assange vá para um país que o tire do alcance do sistema judiciário sueco. Mas são os governos britânico e sueco que atrapalham a investigação, não Assange.

As autoridades suecas sempre viajaram para outros países para fazer interrogatórios quando necessário, e o fundador do WikiLeaks deixou clara a sua disposição de ser interrogado em Londres. Além disso, o governo equatoriano fez uma oferta direta à Suécia, permitindo que Assange seja interrogado dentro de sua embaixada em Londres. Estocolmo recusou as duas propostas.

Assange também se comprometeu a viajar para a Suécia imediatamente, caso o governo sueco garanta que não irá extraditá-lo para os Estados Unidos. As autoridades suecas não mostraram interesse em explorar essa proposta, e o ministro de Relações Exteriores, Carl Bildt, declarou inequivocamente a um consultor jurídico de Assange e do WikiLeaks que a Suécia não vai oferecer essa garantia. O governo britânico também teria, de acordo com tratados internacionais, o direito de prevenir a reextradição de Assange da Suécia para os Estados Unidos, mas recusou-se igualmente a garantir que usaria esse poder. As tentativas do Equador para facilitar esse acordo entre os dois governos foram rejeitadas.

Em conjunto, as ações dos governos britânico e sueco sugerem que sua agenda real é levar Assange à Suécia. Por conta de tratados e outras considerações, ele provavelmente poderia ser mais facilmente extraditado de lá para os Estados Unidos. Assange tem todas as razões para temer esses desdobramentos. O Departamento de Justiça recentemente confirmou que continua a investigar o WikiLeaks, e os documentos do governo australiano de fevereiro passado, recém-divulgados afirmam que “a investigação dos Estados Unidos sobre a possível conduta criminal de Assange está em curso há mais de um ano”. O próprio WikiLeaks publicou emails da Stratfor, uma corporação privada de inteligência, segundo os quais um júri já ouviu uma acusação sigilosa contra Assange. E a história indica que a Suécia iria ceder a qualquer pressão dos Estados Unidos para entregar Assange. Em 2001, o governo sueco entregou à CIA dois egípcios que pediam asilo. A agência norte-americana entregou-os ao regime de Mubarak, que os torturou.

Se Assange for extraditado para os Estados Unidos, as consequência repercutirão por anos, em todo o mundo. Assange não é cidadão norte americano, e nenhuma de suas ações aconteceu em solo norte americano. Se Washington puder processar um jornalista nessas circunstâncias, os governos da Rússia ou da China poderão, pela mesma lógica, exigir que repórteres estrangeiros em qualquer lugar do mundo sejam extraditados por violar as suas leis. Criar esse precedente deveria preocupar profundamente a todos, admiradores do WikiLeaks ou não.

Invocamos os povos britânico e sueco a exigir que os seus governos respondam a algumas questões básicas. Por que razão as autoridades suecas se recusam a interrogar Assange em Londres? E por que nenhum dos dois governos pode prometer que Assange não será extraditado para os Estados Unidos? Os cidadãos britânicos e suecos têm uma rara oportunidade de tomar uma posição pela liberdade de expressão, em nome de todo o mundo.

(*) Artigo publicado originalmente em português em Outras Palavras.

Tradução: Daniela Frabasile

domingo, 19 de agosto de 2012

O CINISMO DO IMPÉRIO

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"Os Estados Unidos não integram a Convenção de 1954 da Organização dos Estados Americanos (OEA) sobre asilo diplomático e não reconhecem o conceito de asilo diplomático como uma questão do direito internacional".

Declaração do Departamento de Estado dos EUA na última sexta-feira.

Só para destacar dois exemplos da contradição: o dissidente chinês Fang Lizhi, buscou refúgio na embaixada americana em Pequim, em 1989, onde permaneceu por um ano e o cardeal húngaro József Mindszenty encontrou abrigo na embaixada dos Estados Unidos em Budapeste após a insurreição anticomunista no país em 1956 e permaneceu lá por 15 anos, até 1971. Os EUA somente respeitam as convenções quando lhes interessa...

Leia mais AQUI e AQUI.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

WikiLeaks aponta Wiliam Waack como informante do governo dos EUA patrocinado pela CIA

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O repórter William Waack, da Rede Globo de Televisão, foi apontado como informante do governo norte-americano, segundo post do blog Brasil que Vai – que citou documentos sigilosos trazidos a público pelo site WikiLeaks há pouco menos de dois meses. De acordo com o texto, Waack foi indicado por membros do governo dos EUA para “sustentar posições na mídia brasileira afinadas com as grandes linhas da política externa americana”.

Por essa razão, ainda segundo o texto, é que se sentiu à vontade para protagonizar insólitos episódios na programação que conduz, nos quais não faltaram sequer palavrões dirigidos a autoridades do governo brasileiro.

O post informa ainda que a política externa brasileira tem “novas orientações” que “não mais se coadunam nem com os interesses norte-americanos, que se preocupam com o cosmopolitismo nacional, nem com os do Estado de Israel, influente no ‘stablishment’ norte- americano”. Por isso, o Departamento de Estado dos EUA “buscou fincar estacas nos meios de comunicação especializados em política internacional do Brasil” – no que seria um caso de “infiltração da CIA (a agência norte-americana de inteligência) nas instituições do país”.

O post do blog afirma ainda que os documentos divulgados pelo Wikileaks de encontros regulares de Waack com o embaixador do EUA no Brasil e com autoridades do Departamento de Estado e da Embaixada de Israel “mostram que sua atuação atende a outro comando que não aquele instalado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro”.

CB

quinta-feira, 10 de março de 2011

Parece de Mark Twain


Por Juan Gelman, para Página/12

El soldado Bradley Manning, analista de inteligencia acusado de filtrar documentos confidenciales y secretos del gobierno de EE.UU. –a Wikileaks, por ejemplo–, está preso desde mayo del año pasado, siempre en confinamiento solitario, ahora en el centro de detención naval de Quantico, Virginia. Encerrado 23 horas cada día en una celda de 2 por 4, a principios de este mes fue obligado a permanecer desnudo de pie frente a su celda al menos siete horas desde las 5 de la mañana. El teniente Brian Villiard, vocero del cuerpo de marines, insistió en que no podía aclarar públicamente por qué le habían incautado la ropa. Declaró a los periodistas: “Eso significaría violar la privacidad del detenido. Sería inapropiado” (www.nytimes.com, 4-3-11). Qué delicadeza.

La situación de Manning no es pasible, sin embargo, de convertirse en un cuento de Mark Twain. La única hora que no está en el calabozo es llevado a una habitación vacía en la que puede caminar, no correr. Le está prohibida la posesión de efectos personales y debe dormir en paños menores: según la explicación oficial, no es una medida punitiva, así ocurre para impedir que se suicide. Sólo que sus guardianes no le quitan la vista de encima, la vigilancia es permanente.

David House, uno de sus escasos amigos, pudo verlo en una de las raras visitas permitidas y encontró que “el joven inteligente de ojos grandes parece a veces catatónico y tiene muchas dificultades para mantener una conversación sobre temas cotidianos... Para mí fue como ver a un excelente amigo sucumbir a causa de una enfermedad. Pienso que lo castigan porque el gobierno quiere quebrarlo con vistas al proceso”. Lo juzgará una corte militar y a los primeros cargos se les acaban de sumar otros 22, entre ellos el de “ayudar al enemigo”, delito que únicamente se salda con la pena de muerte.

Esta calificación no se basa en disposiciones jurídicas, sino en razones políticas. Suele ocurrir. La actitud de la Casa Blanca recuerda la del ex presidente Richard Nixon: propinó a Daniel Ellsberg, quien filtró los papeles del Pentágono que revelaron en toda su magnitud los crímenes de guerra estadounidenses cometidos en Vietnam, la definición de difusor de documentos “que dieron ayuda y fuerza al enemigo”. Eso sí, la Justicia civil no lo condenó a cumplir pena alguna y nunca lo obligaron a estar de pie y desnudo durante horas.

Este Obama. A Nixon nunca le gustaron “los soplones”, como él decía, pero el actual mandatario los elogió en el 2008, señalando que quienes filtran documentos del gobierno “son parte de una democracia saludable y se los debe proteger de represalias”. Claro que estaba en campaña electoral, la misma en la que prometió cerrar el centro de detención de Guantánamo en un año como máximo. El lunes pasado, tras dos años de suspender la medida, ordenó que la Justicia militar vuelva a procesar a los allí detenidos. Esa cárcel sigue encarcelando.

Se le achaca a Manning el haber filtrado a Wikileaks decenas de miles de cables diplomáticos que le han creado incomodidades internacionales a la Casa Blanca y, sobre todo, una profunda irritación. El video “Asesinato colateral” forma parte de esos documentos. El sitio de Assange lo dio a conocer el 5 de abril del 2010 y muestra una masacre: tropas estadounidenses entran en domicilios particulares de vecinos de un suburbio de Bagdad y dan muerte a 12 civiles y dos empleados iraquíes de la agencia Reuters.

“Vi cómo baleaban a mi abuelo, primero en el pecho y luego en la cabeza. Después mataron a mi abuela”, testimonia Eman Waleed, un niño de 9 años que sobrevivió a la matanza (www.time.com, 19-3-06). Ninguno de los responsables mediatos o directos ha sido juzgado hasta el momento y han pasado más de cinco años. Un piloto norteamericano declara impertérrito en la filmación: “La culpa es de ellos, por llevar a chicos al combate”. En la empresa “antiterrorista”, el que comete un crimen de guerra la pasa mejor que el que lo denuncia. Hasta lo condecoran.

Manning –según un chateo de origen no verificado– filtró el video y otros materiales porque le repugnaba la ferocidad impune de sus compatriotas combatientes y cuando la criticaba ante sus superiores “ellos ni querían oír hablar de eso” (www.guardian.co.uk, 4-3-11). Entendió que su manera de evitar la complicidad con los crímenes de guerra que se perpetran en Irak, Afganistán y hoy también en Pakistán era dar a conocer una información que promoviera “la discusión en todo el mundo, el debate, las reformas”. Como consecuencia, el rey desnudo lo desnuda.

Visite Hupper, o SÁTIRO.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Libertad y verdad liberadas

Para Omar Rincón, Wikileaks ha sido el fenómeno periodístico de 2010. Y sostiene que, por este acontecimiento, la libertad y la verdad han sido liberadas... un poquito.

Por Omar Rincón *, para Página/12


Las revelaciones de Wikileaks y las persecuciones a su fundador, Julian Assange, son el fenómeno 2010 en periodismo, libertad y democracia.

Las filtraciones de Wikileaks han sido profusamente comentadas y analizadas por muchos. Por ejemplo:

- La carta de Assange publicada en The Australian, en la cual expresa que Wikileaks es “el uso de las tecnologías de Internet en nuevas formas para reportar la verdad”... y pregunta ¿por qué no se ha perseguido a los periódicos que se han atrevido a publicar: The Guardian, The New York Times, El País y Der Spiegel? 

¿Por qué sólo se persigue al débil? (http://www.elmundo.es/elmundo/2010/12/07/in ternacional/1291743627.html).

- El periodista Miguel Angel Bastenier afirma que Wikileaks es “el movimiento más revolucionario que hoy crece en el mundo occidental”. (http://www.elespectador.com/co lumna-238678-hay-apoyar-wikile aks-ii).

- El escritor colombiano Héctor Abad-Faciolince afirma que Estados Unidos está aplicando una “fatwa” contra Assange y por eso lo llama terrorista (http://www.eles pectador.com/columna-238694fatwa-contra-assange).

- Y en España se reunieron directores de medios y concluyeron que el periodismo no puede volver a ser el mismo de antes. (http://www.periodistadigital.com/periodismo/prensa/2010/12/15/javier-moreno-el-pais-wikileaks anecdotico-periodismo.shtml).

¿Qué es lo que hace que Wikileaks sea el nuevo periodismo?

El periodismo vuelve a ser contrapoder, busca la transparencia y defiende la democracia.

La libertad de expresión y de información vuelve a ser de los ciudadanos y no de los medios de comunicación y de los periodistas.

La socialización y el poder de la información es un asunto de complementariedad entre blogueros, Internet, medios tradicionales y redes sociales.

El periodismo es investigación. Así, un bloguero que opina su “inteligencia” no es periodista, pero tampoco un experto de CNN, ni un opinador de las páginas editoriales. El periodismo es el que se hace con basa en datos, hechos, fuentes; es investigación.

El periodismo es contextualizar y relacionar. Periodismo no sólo es divulgar lo que dice Wikileads o el Twitter de los famosos o el Facebook de los políticos... sino ofrecer criterios de comprensión y poner en relación datos y documentos... sobre todo agregar otras fuentes, brindar contexto, fomentar el análisis.

El periodismo vuelve a denunciar y divulgar lo que los poderosos quieren esconder.

El periodismo vuelve a ser libre, pero, en Internet y celular.

Mientras tanto el viejo periodismo y la vieja política siguen en lo mismo: acusar al que libera información y denuncia al poder; defender al mercado y criticar el disenso. Por eso, el mal ideológico de nuestro tiempo es el “terrorista”. Y terrorista es todo aquel que no guste al poder. ¡Eso es el periodismo!

En este contexto, la acción mediática y política es bajar la discusión pública y democrática a los mínimos sensacionalistas. El denominador común es la palabra sexo. Así las acusaciones a Assange no son por ser responsable de “liberar la información... y la verdad” sino por líos sexuales: (i) acostarse con Anna Ardin y que mientras lo hacían, se le rompió el preservativo y continuó; (ii) al día siguiente, Assange se acostó con Sofía Wilen, en la noche con condón, en la mañana sin protección; (iii) ambas denuncian a Assange: Ardin lo acusó de no haberse detenido cuando ella lo pidió y Wilen declaró haber sido abusada en la mañana porque aún dormía. (http://www.elespecta dor.com/impreso/articuloimpreso 240504-julian-assange-prision-48 horas-mas).

Y éste es el dilema de los medios: hablar de sexo para vender o ser contrapoder e incomodar a las elites. Por ahora, los medios de comunicación siguen más pendientes del sexo de los políticos... y parece que el periodismo en Internet anda detrás de las perversiones de los poderosos y los gobernantes. Bueno éste es el sueño... porque el tema que más seguidores tiene en Internet es, también, el sexo.

Lo cierto de Wikileaks es que ha expresado el potencial del periodismo en Internet; un nuevo periodismo de sólo documentos, colaborativo, combativo y de flujo cuya meta es la denuncia y su arrogancia es defender la libertad. La libertad y la verdad han sido liberadas (un poquito).

* Comunicador social. Profesor de la Universidad de los Andes, Colombia.

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Congresso de hackers explora lados político e lúdico da ciberpirataria

Logo do Chaos Computer Club

"Ser hacker é um estilo de vida, fazer mais perguntas, tentar entender", diz Chaos Computer Club, que se reuniu em Berlim, abordando temas como censo e armazenamento de dados, mas também ensinando como arrombar cadeados.

 

Sob a sigla 27C3, transcorreu de 27 a 30 de dezembro em Berlim o 27º Chaos Communication Congress, o encontro anual do grupo de hackers Chaos Computer Club (CCC), maior grupo europeu de hackers.

Baseado na Alemanha, o clube se autodefine como "uma comunidade galáctica de formas de vida, independente de idade, sexo, raça ou orientação social, movendo-se entre fronteiras em prol da liberdade de informação".


Em palestras e oficinas, os 3 mil participantes se informaram sobre temas políticos e técnicos, desde censura, vigilância de dados e direitos autorais até segurança em telefonia pela internet (VoIP) e métodos para piratear smartphones.

"Torpedo da morte"

Por exemplo, no dia de abertura do congresso, Collin Mulliner and Nico Golde, dois especialistas em segurança de celulares da Universidade Técnica de Berlim, apresentaram o que designam como SMS of death (torpedo da morte): inundando telefones celulares com mensagens maliciosas, eles descobriram erros de programação nos aplicativos de leitura de textos.

Em certos casos, esses bugs permitem congelar o aparelho, forçando-o a reinicializar-se continuamente. Um ataque em grande escala poderia até mesmo causar o colapso de toda uma rede de telefonia móvel, ao induzir dezenas de milhares de telefones a se reconectarem simultaneamente, teorizaram Mulliner e Golde.

Vítimas em potencial seriam todos os aparelhos de gerações mais antigas, que não sejam smartphones, das firmas Sony Ericsson, Samsung, Motorola, Micromax e LG.

"Chaos" criativo

Fundado em 1981, o Chaos Computer Club é o mais antigo clube de ciberpiratas do mundo. Desde então, ele tem se destacado por expor falhas de segurança informática e por questionar a tendência generalizada à vigilância de dados acirrada, a partir dos atentados de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos.

Em março de 2008, num protesto contra o uso crescente de dados biométricos por parte das autoridades, membros do CCC obtiveram as impressões digitais do então ministro alemão do Interior Wolfgang Schäuble, e as divulgaram. Para tal, retiraram as marcas de um copo d'água usado pelo político conservador durante um evento público.

No congresso de 2007, o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, apresentou um projeto inicial do agora controvertido site dedicado à revelação de documentos oficiais de potencial interesse público. Lá, Assange conheceu Daniel Domscheit-Berg, um integrante do CCC considerado, até poucos meses atrás, o número dois do WikiLeaks.

Apoio ao WikiLeaks

Embora os dois grupos não sejam oficialmente associados, Frank Rosengart, porta-voz do CCC, confirma que sua organização apoia o WikiLeaks. Ambos perseguem metas semelhantes, sobretudo no que concerne a uma maior transparência no governo, ou o que Rosengart denomina "governo legível em máquina" (machine-readable government).

"Para nós, o WikiLeaks é a forma certa de agir: divulgar informação", comentou o porta-voz. "Manter a privacidade, manter as fontes anônimas é uma parte muito importante do software e uma boa forma de pirataria, para revelar o jogo de um sistema que funciona dessa maneira."

Segundo Rosengart, os congressos são, acima de tudo, um ponto de encontro favorável à colaboração técnica, como foi o caso com o WikiLeaks. "Há muitos projetos acontecendo – por exemplo, de programação de código aberto – e algumas pessoas se encontram aqui. Elas se conhecem online, trabalham, programam softwares juntas, mas se encontram aqui pela primeira vez, na vida real."

Recenseamento invasivo

Um dos focos do 27C3 é o armazenamento oficial de dados, que tem crescido dramaticamente nos últimos nove anos. Com o fim declarado de prevenir novos atentados terroristas, diversos governos, entre os quais o alemão e o estadunidense, passaram a armazenar um maior número de dados sobre os seus cidadãos.

O AK Vorrat – Grupo de Trabalho para Armazenamento de Dados – combate justamente nesse front. Sua campanha contra a lei de retenção de dados na Alemanha, em 2008, contribuiu para que ela fosse declarada inconstitucional, dois anos mais tarde.

Atualmente, a principal preocupação do AK Vorrat é o censo de 2011 no país, sobretudo as perguntas invasivas dirigidas às pessoas de fé muçulmana. Ele chama a atenção para o fato de que os dados coletados não serão anonimizados antes de quatro ou seis anos, e teme seu mau uso por parte de políticos.

Algoritmos para a vigilância

Porém, é claro, os interesses do encontro dos hackers internacionais ultrapassam as fronteiras da Alemanha. O Fórum de Informáticos pela Paz e Responsabilidade Social (FIFF) denunciou o Indect, um projeto de pesquisa em nível europeu que desenvolve tecnologias de vigilância para os governos.

Iniciado pela Plataforma Polonesa de Segurança Nacional, ele tem como meta "desenvolver algoritmos e métodos novos, avançados e inovadores para combater o terrorismo e outras atividades criminosas que afetem a segurança dos cidadãos" – como consta de seu site.

De acordo com Kai Nothdurft, membro da FIFF, o Indect coleta informações de diferentes origens, desde websites e redes sociais a bancos de dados governamentais e filmagens de manifestações políticas feitas por UAVs (veículos aéreos não tripulados).

"Eles combinam dados com imagens de câmeras de vigilância em locais públicos e usam reconhecimento facial", alertou. "Isso é uma coisa muito perigosa, pois todas essas técnicas se potencializam, ao serem combinadas." A FIFF é uma ONG alemã que se dedica em especial a questões de privacidade e segurança, assim como ao emprego de tecnologia em armas, robôs e na ciberguerra.

"Hacking": um estilo de vida

Embora os temas políticos sejam o grande foco do congresso de ciberpirataria, há espaço para workshops práticos e divertidos, ensinando a recuperar dados de um disco rígido quebrado ou como piratear o console de jogos Playstation 3. Há até mesmo um estande do clube alemão dos arrombadores de fechadura.

"Entrar por uma porta ou abrir um cadeado de que não se possui a chave é também uma técnica de hacking", explica uma afiliada do grupo, de pseudônimo Snow Goose. Mas ela insiste que o clube tem regras éticas: "Não ensinamos ninguém a entrar na casa de outras pessoas. Arrombe sempre só as suas próprias fechaduras!"

Curiosidade, investigação tecnológica, consciência cívica e ética parecem ser o que une os mais diferentes hackers. Para Frank Rosengart, trata-se, acima de tudo, de um estilo de vida.

"Piratear é fazer mais perguntas, tentar entender, usar dispositivos eletrônicos de forma diferente do que está no manual. Acho que temos que nos aventurar por aí com esse tipo de estilo de vida e tentar fazer um mundo melhor", resume o porta voz do Chaos Computer Club.

Autoria: Cinnamon Nippard / Augusto Valente
Revisão: Carlos Albuquerque

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

O SERVIÇO SECRETO DO POVO CONTRA O IMPÉRIO

Tecnologias de comunicação e informática cada vez mais avançadas impulsionam continuamente a revolução da informação. Mas ela também tem uma face militar, que ficou bem visível para o mundo neste ano de 2010. 

 

Se há um nome que define o atual processo de militarização do espaço cibernético, esse nome é Stuxnet. Em meados de 2010, este malware apareceu de repente, provavelmente depois que já tinha feito o seu trabalho, que era sabotar o programa nuclear do Irã e, mais especificamente, o complicado processo de enriquecimento de urânio.

O que deixou os especialistas de informática boquiabertos foi o fato de o Stuxnet ter sido projetado especialmente para a manipulação de sistemas de controle industrial. Seus criadores, que continuam desconhecidos, também conseguiram equipar o verme cibernético com poderosas ferramentas para infecção de redes com alto poder de proteção.

Stuxnet – o "míssil de cruzeiro digital"

Agora, todos os prognósticos sobre possíveis ameaças devem ser reconsiderados, já que os sistemas de controle industrial atacados pelo Stuxnet são utilizados em todo o mundo, em instalações como usinas, indústrias químicas e refinarias.

O especialista em segurança de dados Stefan Ritter, do Departamento Federal de Segurança em Tecnologia de Informação da Alemanha, localizado em Bonn, se diz preocupado, porque o Stuxnet comprova a viabilidade de ataques a infraestruturas críticas. "Não se trata mais de uma ameaça fictícia. É uma ameaça real de grande porte e extremamente sofisticada", avalia.

O perigo vindo do ciberespaço também chegou até a Otan. Na sua cúpula em Lisboa, em novembro, a aliança adotou uma nova estratégia. A organização considera os ataques cibernéticos como uma das três maiores ameaças da atualidade, além do terrorismo e das armas de destruição em massa.

EUA criam "Cyber Command"

As autoridades militares dos EUA criaram o "Cyber Command", cuja missão é a conquista do ciberespaço. Os "guerreiros cibernéticos" são comandados pelo general Keith Alexander, que também é chefe da poderosa agência NSA (sigla em inglês para Agência Nacional de Segurança), parte do Departamento de Defesa dos EUA. Em junho último, Alexander descreveu as funções do "Cyber Command".

Além da integração e sincronização de todas as atividades cibernéticas do Departamento da Defesa, Alexander afirmou que a nova unidade é responsável pela execução de "todo o espectro de operações militares cibernéticas".


O significado concreto disso foi explicado no início de novembro pelo Washington Post, três dias depois de o "Cyber Command" entrar em operação. De acordo com o diário norte-americano, o "cibergeneral" Keith Alexander deseja para si o direito de atacar redes de computadores em qualquer lugar do mundo, em defesa dos interesses americanos.

WikiLeaks, o serviço secreto do povo

Caso o "Cyber Command" pudesse, faria de tudo para tirar do ar o portal WikiLeaks. A organização, especializada na revelação de dados sigilosos pela internet, se tornou conhecida do mundo ao publicar no final de julho quase 80 mil documentos secretos dos EUA a respeito da guerra no Afeganistão. Os relatos de soldados, oficiais de inteligência e oficiais de embaixadas pintavam um quadro sombrio da situação no país e provocaram uma maior discussão sobre o significado da guerra e sobre uma retirada rápida das tropas.

As autoridades militares dos EUA espumaram de raiva. O secretário de Defesa, Robert Gates, acusou o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, de ter causado sérios danos. O militar afirmou que "a publicação dos documentos pode trazer consequências potencialmente graves e perigosas no campo de batalha para as tropas dos EUA e de seus parceiros, além de prejudicar a reputação e as relações dos EUA nesta importante região".

Sem desanimar com os violentos ataques sofridos, o WikiLeaks apresentou em 22 de outubro mais uma série de quase 400 mil documentos secretos que lançavam nova luz sobre a guerra no Iraque. Nunca antes foram revelados tantos documentos militares secretos dos EUA. O Departamento da Justiça norte-americano analisa agora se Assange não violou as leis de espionagem do país. Aparentemente, o Departamento de Defesa não conseguiu dar conta de proteger seus dados segredos.

Maior golpe veio em novembro

Mas o maior golpe dado pelo WikiLeaks veio em 29 de novembro. Cerca de 250 mil mensagens confidenciais e secretas de representações diplomáticas norte-americanas ao redor do mundo foram disponibilizadas ao público. Os telegramas diplomáticos com, entre outras informações, avaliações sinceras feitas pelos diplomatas norte-americanos sobre diversas autoridades estrangeiras afetaram um dos pontos mais delicados da diplomacia norte-americana, que é a confiança que ela gozava entre seus parceiros.

Os diplomatas norte-americanos ficaram ocupados por semanas com a amenização dos danos causados. Enquanto a Suécia tenta conseguir a extradição de Julian Assange, por conta de acusações de estupro, uma guerra estourou por causa do WikiLeaks. Provavelmente sob a pressão do governo dos EUA, prestadores de serviços de internet tiraram o WikiLeaks de seu servidor, prestadores de serviços financeiros não encaminharam mais as doações destinadas à plataforma.

Enquanto isso, simpatizantes do portal atacaram os sites de empresas e departamentos públicos que consideravam inimigos do WikiLeaks. Ao mesmo tempo, o governo dos EUA tentou tirar as lições do vazamento de dados e, para melhor proteger os seus segredos, separou as redes de dados que eram compartilhadas pelas Forças Armadas e pelo Departamento de Estado. De qualquer forma, segundo estimativa da mídia norte-americana, cerca de 2,5 milhões de pessoas possuem acesso aos dados confidenciais.

Alemães também discutem sobre dados privados 

Na Alemanha, a defesa de dados privados ocupou a opinião pública de outra forma. Desde janeiro de 2008, companhias de telecomunicações alemãs eram obrigadas a guardar, por motivo de segurança, dados das chamadas telefônicas e do tráfego de internet dos seus usuários durante seis meses. No dia 2 de março, o Tribunal Constitucional Federal definiu, no entanto, que esse armazenamento de dados é incompatível com a Lei Fundamental do país.

A briga em torno do novo serviço do gigante da internet Google, Street View, mostrou o quanto a proteção de dados privados é algo sagrado para os alemães. Desde meados de novembro, qualquer pessoa pode explorar pela internet as primeiras 20 cidades alemãs escaneadas pelo Google. Antes do lançamento do serviço, porém, houve uma discussão acalorada em torno do tema proteção da privacidade. No final, cerca de 250 mil cidadãos obrigaram a companhia a pixelizar as fachadas de suas casas no Street View.

Entretanto, eles não sabem o que estão perdendo. A interpenetração entre mundo físico e mundo virtual já produziu os seus primeiros heróis reais. Um deles é Bob Mewse. O inglês de 56 anos, residente na cidade de Bristol, se tornou famoso em novembro. Ele ficou tão decepcionado com sua aparência após se ver no Street View que passou a se alimentar de forma mais saudável e a praticar exercícios. Como consequência, perdeu um terço de seu peso.

Autor: Matthias von Hein (md)
Revisão: Carlos Albuquerque

Deutsche Welle

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Gateleaker

Johnny Rotten

La utilización política y el uso comunicacional del informante encubierto a partir de las revelaciones de Wikileaks.

Por Ximena Schinca y Luis López *, para Página/12


“Hay que construir un complot contra el complot.” Las palabras del novelista argentino Ricardo Piglia son una premisa de la escritura ficcional contemporánea. Wikileaks hizo suyo ese postulado, venganza borgeana de una realidad que copia a la ficción. Al regar al mundo con informes diplomáticos que van desde vulgares chismes políticos hasta secretos de Estado, el sitio quemó los puentes de las relaciones de la Casa Blanca con el mundo y abrió una nueva página en la forma y el fondo de las relaciones internacionales. ¿Complot virtual contra complot real?

Hasta aquí, la divulgación de estos cables que contienen impresiones y opiniones “sin filtro” de diplomáticos y funcionarios estadounidenses no hizo más que devenir vox populi aquel axioma frecuente con el que políticos, diplomáticos, operadores y periodistas interactúan cotidianamente. “Cuidame de mis amigos, que de mis enemigos me cuido yo.” En ese tablero de tácticas y estrategias –frecuentemente paranoides–, Wikileaks se erige hoy como transgresor de uno de los postulados ¿ocultos? de la comunicación masiva: el relato de la noticia, muchas veces, se construye más con lo no dicho, lo sobreentendido y lo insinuado que con aquello que se enuncia explícitamente.

Medios y periodistas conocen y aplican profesionalmente esa lógica cotidianamente; fuentes reservadas y anónimas, off the record y documentos secretos son insumos imprescindibles que, más de una vez, se transforman en noticias centrales, columnas de opinión y editoriales estrella, ostentando legitimidad y rigurosidad periodística. Con esta materia prima, gatekeepers profesionalizados o guardianes de la información, periodistas, editores y asesores de prensa elucubran diariamente sus jugadas: qué decir, cuándo, cómo, a quién y para qué. En esa maquinaria, también juegan filtraciones e infiltrados, chivatos y arrepentidos, héroes y traidores, devotos y renegados: gateleakers, que si hasta ahora sin taxonomía teórica exclusiva, siempre han gozado de una relevante pieza en el tablero del quehacer político e informativo.

Wikileaks podría convertirse en la institucionalización mediática y disgregada de ese actor tan bastardeado como utilizado por profesionales y analistas de la información; encarnación virtual del filtrador, materialización digital del informante encubierto. Entonces, podría entenderse la indignación (real o impostada) de actores políticos ante la divulgación masiva de estos cables secretos. Lanzados al ciberespacio, estos informes afectan y operan en la realidad, esparciendo opiniones, supuestos y certezas monopolizados hasta ahora como armas de poder y ventajas estratégicas en el ajedrez político e informativo internacional. Todo poder alberga sus fugas. Desde su nombre, Wikileaks asume fugas y filtraciones –dos posibles traducciones del vocablo leaks– como motor de sus acciones que se despliegan trasgrediendo al viejo orden de la información, construyendo un complot contra el complot.

Queda pendiente para nuestros días, meses y años venideros el debate sobre la condición altruista, filoanarquista, seudoanarquista, heroica, interesada, cínica, libertaria, adulta, infantil o adolescente detrás del sitio espoleado por Julian Assange. La discusión sobre las intenciones del canoso ex hacker –o de sus socios, o de sus empleadores o de sus mecenas, sus contribuyentes anónimos–, pura elucubración. ¿Resultará, finalmente, ser un falso impostor? ¿Una pieza más del complot contra el complot contra-complot? Recontra espionaje y pura futurología impotente. Lo cierto es que flujos de información –de alto impacto, inofensivo o irrisorio– circulan a velocidad crucero por canales alternativos. Información filtrando y fugando de y en medios tradicionales y nuevos. De un lado, los que ven al hombre que boga por la transparencia mundial. Del otro, los que gritan aterrados por el advenimiento del anticristo del gatekeeping.

En Hollywood, un productor cinematográfico incinera un guión que acaba de ser superado por su prima hermana: “la realidad”. Alrededor del globo, Estados, empresarios y periodistas se preguntan dónde termina lo que este hombre ha desencadenado. Y gritan y sueñan con el arresto de la información y de algún cuerpo. Mientras tanto, en algún lugar del planeta, Assange reproduce –Ipod mediante– su última descarga ilegal de música. Sentado con su laptop, sonriendo, mordaz: canta a dueto con Johnny Rotten. Que es el anticristo, que es un anarquista, que no sabe lo que quiere pero sabe cómo conseguirlo.

* Licenciados en Ciencias de la Comunicación (UBA). Miembros del Departamento de Comunicación de la Sociedad Internacional para el Desarrollo (www.sidbaires.org.ar).

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

FRASES

"Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava... E nós mudaremos de volta".

Promessa de campanha  de José Serra a Patricia Pradal, diretora da petroleira norte-americana Chevron, de refazer as regras do pré-sal.

Leia mais AQUI.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Animação chinesa explica o caso WikiLeaks


Com legendas em inglês.

Visite HUPPER, O SÁTIRO.

FRASES


"O que acho estranho é que o rapaz que estava desembaraçando a diplomacia foi preso e eu não estou vendo nenhum protesto contra a liberdade de expressão. Não tem nada contra a liberdade de expressão de um rapaz que estava colocando a nu um trabalho menor que alguns embaixadores fizeram".

Presidente Lula manifestando sua surpresa pelo fato da "grande" imprensa brasileira não estar se manifestando contra prisão do criador do WikiLeaks (9 de dezembro de 2010).

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

FRASES


"WikiLeaks se transformou em algo maior do que o vazamento de documentos e tornou-se o palco de uma batalha do povo contra o governo".

Coldblood (sangue frio), codinome de membro do grupo de hackers Anonymous, explicando que várias ações estavam sendo executadas para afetar empresas que deixaram de prestar serviços ao WikiLeaks ou que supostamente estariam atacando o site.

BBC

CAMPANHA PELA LIBERDADE DE EXPRESSÃO E DE IMPRENSA

Caras(os) Amigas(os)

A campanha de intimidação massiva contra o WikiLeaks está assustando defensores da mídia livre do mundo todo.

Advogados peritos estão dizendo que o WikiLeaks provavelmente não violou nenhuma lei. Mas mesmo assim políticos dos EUA de alto escalão estão chamando o site de grupo terrorista e comentaristas estão pedindo o assassinato de sua equipe. O site vem sofrendo ataques fortes de países e empresas, porém o WikiLeaks só publica informações passadas por delatores. Eles trabalham com os principais jornais (NY Times, Guardian, Spiegel) para cuidadosamente selecionar as informações que eles publicam.

A intimidação extra judicial é um ataque à democracia. Nós precisamos de uma manifestação publica pela liberdade de expressão e de imprensa. Assine a petição pelo fim dos ataques e depois encaminhe este email para todo mundo – vamos conseguir 1 milhão de vozes e publicar anúncios de página inteira em jornais dos EUA esta semana!

http://www.avaaz.org/po/wikileaks_petition/97.php?cl_tta_sign=a7fb1497ba0214880da35f3f533e8655

O WikiLeaks não age sozinho – eles trabalham em parceria com os principais jornais do mundo (NY Times, Guardian, Der Spiegel, etc) para cuidadosamente revisar 250.000 telegramas (cabos) diplomáticos dos EUA, removendo qualquer informação que seja irresponsável publicar. Somente 800 cabos foram publicados até agora. No passado, a WikiLeaks expôs tortura, assassinato de civis inocentes no Iraque e Afeganistão pelo governo, e corrupção corporativa.

O governo dos EUA está usando todas as vias legais para impedir novas publicações de documentos, porém leis democráticas protegem a liberdade de imprensa. Os EUA e outros governos podem não gostar das leis que protegem a nossa liberdade de expressão, mas é justamente por isso que elas são importantes e porque somente um processo democrático pode alterá-las.

Algumas pessoas podem discordar se o WikiLeaks e seus grandes jornais parceiros estão publicando mais informações que o público deveria ver, se ele compromete a confidencialidade diplomática, ou se o seu fundador Julian Assange é um herói ou vilão. Porém nada disso justifica uma campanha agressiva de governos e empresas para silenciar um canal midiático legal. Clique abaixo para se juntar ao chamado contra a perseguição:

http://www.avaaz.org/po/wikileaks_petition/97.php?cl_tta_sign=a7fb1497ba0214880da35f3f533e8655

Você já se perguntou porque a mídia raramente publica as histórias completas do que acontece nos bastidores? Por que quando o fazem, governos reagem de forma agressiva, Nestas horas, depende do público defender os direitos democráticos de liberdade de imprensa e de expressão. Nunca houve um momento tão necessário de agirmos como agora.

Com esperança,

Ricken, Emma, Alex, Alice, Maria Paz e toda a equipe da Avaaz

Fontes:

Fundador do site WikiLeaks é preso em Londres:
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/fundador+do+site+wikileaks+e+preso+em+londres/n1237852973735.html


Hackers lançam ataques em resposta a bloqueio de dinheiro do Wikileaks:
http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5g5_1RyqwzqqSdcdkuXSkRwc3OCbA?docId=CNG.3ee5f70f5e1bc38f749f897810be5a31.6a1

Conheça o homem por trás do site que revelou documentos secretos americanos:
http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/conheca-a-historia-do-site-que-revelou-documentos-secretos-americanos/

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

OS EUA ESTÃO DE OLHO EM NOSSO NIÓBIO

Nióbio

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O nióbio é um elemento químico, de símbolo Nb , número atômico 41 (41 prótons e 41 elétrons) e massa atómica 92,9 u. É um elemento de transição pertencente ao grupo 5 ou VB da classificação periódica dos elementos. O nome deriva da deusa grega Níobe, filha de Tântalo — que por sua vez deu nome a outro elemento da família 5B, o tântalo.
É usado principalmente em ligas de aço para a produção de tubos condutores de fluidos. Nas condições normais é sólido.
Foi descoberto em 1801 pelo inglês Charles Hatchett.
Zircônio - Nióbio - Molibdênio

V
Nb
Ta
 
Nb-TableImage.png
Geral
Nome, símbolo, número Niobio, Nb, 41
Classe , série química Metal , metal de transição
Grupo, periodo, bloco 5 (VB), 5 , d
Densidade, escala de Mohs 8570 kg/m3, 6
Cor e aparência Cinza metálico
Nb,41.jpg
Propriedades atómicas
Massa atómica 92,90638(2) u
Raio medio 145 pm
Raio atómico calculado 198 pm
Raio covalente 137 pm
Raio de van der Waals Sem dados
Configuração electrónica [Kr]4d3 5s1
Estados de oxidação (óxido) 5, 3 (levemente ácido)
Estructura cristalina Cúbica centrada no corpo
Propriedades físicas
Estado da matéria Sólido
Ponto de fusão 2750 K (2477 °C)
Ponto de ebulição 5017 K (4744 °C)
Entalpia de vaporização 696,6 kJ/mol
Entalpia de fusão 26,4 kJ/mol
Pressão de vapor 0,0755 Pa a 2741 K
Velocidade do som 3480 m/s a 293,15 K
Informações diversas
Electronegatividade 1,6 (Pauling)
Calor específico 265 J/(kg·K)
Condutividade elétrica 6,93 106 m-1·Ω-1
Condutividade térmica 53,7 W/(m·K)
Potencial de ionização 652,1 kJ/mol
potencial de ionização 1380 kJ/mol
potencial de ionização 2416 kJ/mol
potencial de ionização 3700 kJ/mol
potencial de ionização 4877 kJ/mol
potencial de ionização 9847 kJ/mol
potencial de ionização 12100 kJ/mol
Isótopos mais estáveis
iso. AN Meia-vida MD ED MeV PD
91Nb Sintético 680 a ε 1,253 91Zr
92Nb Sintético 3,47.107 a β
ε
0,356
2,006
92Mo
92Zr
93Nb 100% É isótopo estável com 52 nêutrons
93mNb Sintético 16,13 a TI 0,031  
94Nb Sintético 20 300 a β- 2,045 94Mo
Condições SI e CNTP exceto onde indicado

Características principais

O nióbio é um metal dúctil, cinza brilhante, que passa a adquirir uma coloração azulada quando em contato com o ar em temperatura ambiente após um longo período. Suas propriedades químicas são muito semelhantes às do tântalo (elemento químico), que está situado no mesmo grupo.
O metal começa a oxidar-se com o ar a 200 °C e seus estados de oxidação mais comuns são +4, +7 e +9.

Aplicações

O nióbio apresenta numerosas aplicações. É usado em alguns aços inoxidáveis e em outras ligas de metais não ferrosos. Estas ligas devido à resistência são geralmente usadas para a fabricação de tubos transportadores de água e petróleo a longas distâncias.
  • Usado em indústrias nucleares devido a sua baixa captura de nêutrons termais.
  • Usado em soldas elétricas.
  • Devido a sua coloração é utilizado, geralmente na forma de liga metálica, para a produção de joias como, por exemplo, os piercings.
  • Quantidades apreciáveis de nióbio são utilizados em superligas para fabricação de componentes de motores de jatos , subconjuntos de foguetes , ou seja, equipamentos que necessitem altas resistências a combustão. Pesquisas avançadas com este metal foram utilizados no programa Gemini.
  • O nióbio está sendo avaliado como uma alternativa ao tântalo para a utilização em capacitores.
O nióbio se converte num supercondutor quando reduzido a temperaturas criogênicas. Na pressão atmosférica, tem a mais alta temperatura crítica entre os elementos supercondutores, 9,3 K. Além disso, é um dos três elementos supercondutores que são do tipo II ( os outros são o vanádio e o tecnécio ), significando que continuam sendo supercondutores quando submetidos a elevados campos magnéticos.

História

O nióbio (mitologia grega: Níobe, filha de Tântalo) foi descoberto por Charles Hatchett em 1801. Hatchett encontrou o elemento no mineral columbita enviado para a Inglaterra em torno de 1750 por John Winthrop, que foi o primeiro governador de Connecticut. Devido à semelhança, havia uma grande confusão entre os elementos nióbio e tântalo que só foi resolvida em 1846 por Heinrich Rose e Jean Charles Galissard de Marignac que redescobriram o elemento. Desconhecendo o trabalho de Hatchett Since denominou o elemento de nióbio. Em 1864, Christian Blomstrand foi o primeiro a preparar o elemento pela redução do cloreto de nióbio, por aquecimento, numa atmosfera de hidrogênio.
“Columbium” foi o nome dado originalmente ao elemento nióbio por Hatchet, porém, a IUPAC adotou oficialmente o nome “niobium" em 1950, após 100 anos de controvérsias. Muitas sociedades químicas e organizações governamentais referem-se ao elemento 41 pelo nome IUPAC. Entretanto, a maioria dos metalúrgicos e produtores comerciais do metal, principalmente norte-americanos, adotam o seu nome original colúmbio.
Recentemente, o professor Luiz Roberto Martins de Miranda, da COPPE, UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), em orientação a diversas teses de mestrado e doutorado, descobriu ser o óxido de nióbio um poderoso agente anticorrosivo, capaz de suportar a ação de ácidos extremamente agressivos, como os naftênicos, hoje muito comuns no dia-a-dia da indústria de petróleo. Tal descoberta gerou patentes de processos e produtos, hoje já em uso por indústrias de petróleo e aciarias com o nome comercial de Niobização. [1].

Ocorrência

Placa de Nióbio.
O elemento nunca foi encontrado livre na natureza. É encontrado em minerais tais como niobita (columbita) (Fe, Mn)(Nb, Ta)2O6, niobita-tantalita [(Fe, Mn)(Ta, Nb)2O6], pirocloro (NaCaNb2O6F ), e euxenita [(Y, Ca, Ce, U, Th) (Nb, Ta, Ti)2O6]. Minerais que contém nióbio geralmente contém também o tântalo.
Grandes depósitos de nióbio foram encontrados associados a rochas de carbonosilicatos, e como constituinte do pirocloro.
O Brasil (em Catalão e Araxá) concentra 75% de toda a produção mundial. Outra reserva importante de minerais de nióbio é do Canadá.[2]

Isótopos

O nióbio apresenta um único isótopo estável: Nb-93. Os radioisótopos mais estáveis são o Nb-92 com meia-vida de 34,7 milhões de anos, Nb-94 ( meia-vida de 20300 anos ) e o Nb-91 com meia-vida de 680 anos. Existe também um metaestável ( 0,031 mega elétron-volts ) com meia-vida de 16,13 anos
Outros vinte e três radioisótopos foram caraterizados. A maioria com meias-vida abaixo de duas horas, exceto o Nb-95 ( 35 dias ), o Nb-96 ( 23,4 horas ) e o Nb-90 ( 14,6 horas ).
O modo preliminar de decaimento dos isótopos com massas abaixo do isótopo estável Nb-93 é do tipo captura eletrônica e após este através de emissão beta , com casos de emissão de nêutrons como ocorre com os radioisótopos Nb-104, 109 e 110.

Precauções

Compostos que contém nióbio raramente são encontrados pelas pessoas. Porém, em sua maioria, são altamente tóxicos. O pó metálico deste elemento irrita os olhos e a pele, e pode apresentar riscos de entrar em combustão.
Para o nióbio não se conhece nenhum papel biológico.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Wikidesculpas

Ao contrário dos prognósticos, Hillary Clinton ligou ontem para Cristina Kirchner.

O boato que corria na Argentina é que isso poderia demorar semanas, pois Hillary estava pedindo desculpas para todos os países membros das Nações Unidas.

Leia mais na Página/12.

Revelações feitas pelo site Wikileaks

Trabalho de Jacek Yerka
O controvertido site de vazamento de informações Wikileaks começou no domingo a divulgar um lote de 250 mil mensagens secretas enviadas por diplomatas dos Estados Unidos.

Até agora, o Wikileaks publicou em seu site 220 de 251.287 documentos dos Estados Unidos com a transcrição de comunicações - conhecidas como cabos - entre instituições diplomáticas.

O site entregou antecipadamente os arquivos em sua íntegra a cinco grupos de mídia, entre eles os jornais The New York Times, americano, The Guardian, britânico, e El Pais, espanhol. Leia abaixo alguns dos pontos principais dos documentos divulgados.

Ataque ao Irã

Vários líderes árabes e seus representantes são citados no documento como tendo exortado os EUA a atacar o Irã, para pôr fim ao suposto programa de armas nucleares do país. O embaixador da Arábia Saudita em Washington, Ader al-Jubeir, lembrou os EUA sobre as "frequentes exortações" do rei saudita para atacar o Irã.
Em um relatório de um encontro entre Al-Jubeir e o general americano David Petraeus, em 2008, o embaixador saudita disse que o rei queria que os EUA "cortassem a cabeça da serpente".
O rei Hamad bin Isa al-Khalifa, do Bahrein, teria pedido aos EUA que contivessem o Irã "de qualquer maneira", enquanto o príncipe regente de Abu Dhabi, xeque Mohammad bin Zayed, disse aos EUA acreditar que o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, iria "levar-nos à guerra".

Espionagem biométrica na ONU

Um cabo endereçado a diplomatas dos EUA emitido sob o nome da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pede que se coletem informações "biográficas e biométricas" - incluindo amostras de DNA, impressões digitais e biometria da íris - de funcionários-chave da ONU. Também foram pedidos dados de cartões de crédito, endereços de email, senhas e decodificadores usados em redes de computador em comunicações oficiais.
Os funcionários cujos dados foram solicitados incluiam "subsecretários, chefes de agências especializadas e seus principais consultores, assessores de alto escalão do SYG (secretário-geral), chefes de missões de paz e de missões de caráter político, incluindo comandantes de forças (militares)".
Estão incluidas nos documentos ao menos nove orientações semelhantes sobre vários países, tanto sob o nome de Hillary quanto de sua predecessora, Condoleezza Rice.

Crise no Paquistão

Os cabos mostram a preocupação dos EUA com a presença de material radioativo em usinas nucleares do Paquistão, que Washington temia ser usado em ataques terroristas. As comunicações revelam que, desde 2007, os EUA vinham tentando remover urânio altamente enriquecido de um reator usado para pesquisas no Paquistão.
Em um cabo emitido em 2009, a embaixadora dos EUA no Paquistão, Anne W. Patterson, diz que o país se recusa a aceitar uma visita de especialistas dos EUA. Segundo ela, autoridades do Paquistão disseram que uma visita seria vista pelos paquistaneses como "se os EUA estivessem tomando as armas nucleares do Paquistão".

China e infiltração cibernética

Os documentos revelam preocupação sobre o suposto uso em grande escala, pelo governo chinês, de técnicas de infiltração e sabotagem cibernética. Alguns dos cabos diplomáticos afirmam que uma rede de hackers e especialistas em segurança foram contratados pela China a partir de 2002, e que essa rede conseguiu acesso a computadores do governo e de empresas dos EUA, além de aliados ocidentais e do Dalai Lama.
Os cabos citam um contato chinês que disse à embaixada dos EUA em Pequim que o governo chinês estaria por trás da infiltração do sistema de computadores do Google no país em janeiro.

Planos da Coreia

Autoridades dos EUA e da Coréia do Sul discutiram planos para se formar uma Coreia unificada, no caso de colapso do regime da Coreia do Norte. O embaixador dos EUA em Seul afirma na comunicação que a Coreia do Sul considerava oferecer incentivos comerciais à China para "ajudar a mitigar" as "preocupações da China sobre o convívio com uma Coreia reunificada".

Guantánamo

Os cabos parecem revelar discussões entre vários países sobre o destino de presos libertados da base americana em Guantánamo, Cuba.
A Eslovênia recebe a oferta de um encontro com o presidente Barack Obama se o país receber um prisioneiro, enquanto Kiribati, no Pacífico Sul, recebe a oferta de milhões de dólares em incentivos. Bruxelas recebe a informação de que abrigar prisioneiros poderia ser "uma maneira barata de a Bélgica conseguir proeminência na Europa".

Líderes mundiais

Vários líderes mundiais aparecem nos documentos - mostrando as visões pouco elogiosas que os diplomatas têm deles.
O premiê da Itália, Silvio Berlusconi, é tratado como "displicente, vaidoso e ineficiente como líder europeu moderno" por um diplomata americano em Roma.
Em 2008, a embaixada em Moscou descreve o presidente russo, Dmitry Medvedev, como "um Robin do (premiê Vladimir Putin) Batman".
Os cabos também tecem comentários sobre a relação extremamente próxima entre Berlusconi e Putin.
O líder norte-coreano Kim Jong-il é descrito como "um camarada velho e flácido" que sofre com o trauma de um derrame, enquanto o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, é tratado como "Hitler".
O ministro de Relações Exteriores e Cooperação da África do Sul se refere ao presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, como "aquele velho maluco".

BBC

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Após escândalo do Wikileaks, Chávez diz que Hillary deveria renunciar

Claudia Jardim
De Caracas para a BBC Brasil

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta segunda-feira que o "império ficou nu" após a divulgação de informações sigilosas dos Estados Unidos feita pelo site de denúncias Wikileaks.

O venezuelano também pôs em xeque as condições psicológicas da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, e disse que ela deveria renunciar. "Alguém deveria estudar o equilíbrio mental da senhora Clinton", disse Chávez, em reunião de Conselho de ministros transmitida pelo canal estatal.

O comentário faz referência à divulgação de comunicados da Embaixada dos EUA em Buenos Aires, nos quais Hillary questiona a saúde física e mental da presidente argentina Cristina Fernandez Kirchner.

Chávez disse que com as revelações do Wikileaks a "pequena máscara" que os Estados Unidos tinham, caiu. "Eles mandam investigar até os aliados (...). É o império nu", disse.

O presidente venezuelano contou que chegou a comentar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que Clinton seria um problema como chanceler, porque a seu ver, ela sente superior a Obama, porque é "branca".

"Ela se sente superior a Obama, uma vez eu disse isso a Lula", afirmou.

Entre os trechos de 250 mil mensagens trocadas entre diplomatas americanos aparece a iniciativa de tentar isolar o governo de Hugo Chávez dos demais países da região.

"Uma das coisas que ficou demonstrado são as tentativas dos Estados Unidos de isolar a revolução bolivariana este soldado que está aqui", disse. "Só que não conseguiram, nem conseguirão, muito menos agora", acrescentou.

Chávez disse que diante do escândalo, Clinton deveria renunciar ao cargo.

"Ai, ai, você deveria renunciar, senhora (Clinton) e toda essa rede de espiões e delinquentes que há no Departamento de Estado", disse Chávez, ao comentar as declarações da secretária de Estado, quem acusou a Wikileaks de "roubo" de documentos.

“Sei que muita gente aplaudiu esses irresponsáveis. Então quero ser clara: não há nada de nobre em colocar em risco a vida de inocentes. E não há nada de bravo em sabotar as relações pacíficas entre nações que dependem da nossa segurança conjunta.”

Asilo 

Além de Chávez, que parabenizou a "coragem" de Julian Assange, fundador do Wikileaks, o governo do Equador, foi além e disse que poderá oferecer asilo a Assange para que ele possa se expressar "livremente".

"Estamos abertos a oferecer residência em Equador, sem nenhum tipo de problema, sem nenhum tipo de condicionamento", afirmou Lucas ao portal Ecuadorinmediato.

Segundo Lucas o governo equatoriano está preocupado com as informações obtidas pelo Wikileaks, em especial, sobre seu país e América do Sul.

"Vamos tentar convidá-lo para que venha a Equador e possa expor livremente, não somente por meio da internet (...) a informação que ele tem e todos os documentos", afirmou.

Cerca de 1,6 mil documentos dos 250 mil que foram revelados, se referem ao Equador.