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terça-feira, 24 de julho de 2012

O lado mais sinistro do sistema bancário

Fonte da imagem AQUI.

Flávio Aguiar

De crise em crise, de susto em susto, de revelação em revelação, vem à tona dia após dia o lado mais sinistro do sistema bancário internacional.

Desde 2008, em que pese o esforço midiático de concentrar fogo e visões em torno das “crises das dívidas soberanas”, foi ficando evidente o quanto a desregulamentação do sistema financeiro internacional custou aos cofres públicos das nações – daquelas em crise aberta (como a Grécia) e daquelas que aparentemente sobrenadam no dilúvio (caso da Alemanha). Naquelas, sonhos coletivos e individuais se transformam em pesadelos, enquanto direitos individuais e coletivos se desmancham no ar ou às custas de cassetadas ou bombas de gás lacrimogênio nas ruas.

Bilhões de euros são arrancados do poder aquisitivo da população para impor uma “austeridade fiscal” recessiva, depressora, depressiva e deprimento enquanto continua o engorde das taxas de juro extorsivas cobradas para refinanciar a dívida pública, que certamente não serão pagas por nenhum sistema bancário ou financeiro, mas novamente pelas camadas mais frágeis da população, às custas de arcarem com mais pesadelos. Nas que guardam algum resíduo de organização e prosperidade – como a Alemanha – bilhões de euros foram e são transferidos para bancos, oriundos de fundos públicos, quer dizer, também do bolso de contribuintes e trabalhadores, para cobrir contas abertas nacionais e internacionais.

Mas nos últimos dias mais lados sinistros – e mais sinistros – vieram à tona. Semanas atrás foi o caso da manipulação da taxa Libor da banca britânica, promovida pelos representantes do banco Barclays na Associação de Bancos de Londres para favorecer a obtenção e/ou a manutenção de clientes investidores. O banco manipulava seus dados e induzia a manipulação da Libor por parte das autoridades financeiras londrinas para baixo, para parecer mais saudável do que era, a fim de manter clientes; ou inchava a taxa para prometer melhor remuneração para atrair clientes em épocas de escassez. E as autoridades – inclusive do Banco da Inglaterra engoliam as pílulas – isso, pelo menos, de 2007 a 2010. Os prejuízos são incalculáveis, uma vez que a taxa Libor, além de incidir pobre empréstimos entre bancos britânicos, era uma referência mundial no setor.

Agora foi a vez do HSBC. Uma investigação de mais de ano, feita pelo Senado norte-americano, concluiu insofismavelmente que a seção norte-americana do banco lavou dinheiro dos cartéis mexicanos de narcotráfico de 2002 a 2009, apesar dele ter sido advertido por agentes do fisco e até por investigações internas de seus próprios funcionários.

Na terça-feira isso redundou numa sessão humilhante para altos executivos do banco, que renunciaram a seus cargos numa sessão pública do comitê do Senado, embora negassem ter “conhecimento completo” das contravenções. Já antes houve uma espécie de “mea culpa” por parte do banco perante um comitê semelhante de autoridades britânicas do setor financeiro.

Além disso, o banco (sempre a seção norte-americana) foi acusado por uma série de outras contravenções, indo desde negócios ocultos com finanças sírias e iranianas, à prestação de serviços para instituições financeiras da Arábia Saudita e de Bangladesh suspeitas de terem financiado em parte a Al Qaeda.

O Barclays já pagou 450 milhões de libras em indenizações a clientes que se julgaram lesados. O Serviço da Autoridade Financeira de Londres vai ser extinto e substituído por outra agência, além de parte de suas atribuições passarem para o Banco da Inglaterra. O HSBC promete uma revisão de seu sistema interno de segurança.

A ver, para crer.

Flávio Aguiar é correspondente internacional da Carta Maior em Berlim.

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Todo o poder aos bancos!

Banqueiros

A última moda nos governos europeus, tendência que alguns tanto trabalham para implantar, é a tecnocracia: o governo dos ‘especialistas’. Economistas, claro, de comprovada ortodoxia. Frente a políticos vacilantes e indecisos, à mercê da opinião pública, nada como a firmeza que nos garantem os ‘especialistas’, graduados e pós-graduados nas melhores escolas de administração de empresas e negócios.

Até agora, trabalharam muito para implantar a nova moda na Grécia e na Itália. Na Grécia, pressionaram até o último momento para pôr no poder o equivalente grego do nosso espanhol Miguel Ángel Fernández Ordóñez(1): o economista Lucas Papademos, ex-presidente do Banco Central Grego, e ex-conselheiro do Banco Central Europeu. Ainda não resolveram, talvez porque tenha parecido descaramento demais pôr lá um banqueiro, com as ruas em ebulição. Mas estão tentando; e o nome ali ficou, para assustar.(2)

Na Itália, enquanto Berlusconi agonizava, embaralhavam-se as escolhas, entre as quais, lá está a tecnocracia, representada por Mario Monti, ex-comissário europeu, formado, como Papademos, nos EUA, e diretor europeu da Comissão Trilateral, da qual o grego também participa. Monti seria de fato um preposto, a mando de Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, ex-presidente do Banco da Itália e ex-vice-presidente do grupo Goldman Sachs (influente banco de investimentos, do qual Monti também é assessor).

Na Espanha, onde as modas sempre chegam com atraso, ninguém precisa de executivo tecnocrático. Mas, se precisarem, proponho nosso Fernández Ordóñez.

Pouco a pouco, o círculo vai-se fechando, e, com banqueiros e economistas tecnocráticos a redigir leis e decretos, logo conseguiremos que os mesmos que nos meteram na crise em que estamos fiquem também encarregados de nos governar.

Sim, já sei que, na prática, sempre são eles que dividem o bacalhau, mas até agora ainda se via alguma diferença: uma coisa é ter o poder; outra coisa é governar; e aceitávamos que os políticos governassem, e os banqueiros tivessem todo o poder. Pois que façam todo o serviço! Que tenham todo o poder e que governem! Ficaria meio vergonhoso, mas… Eu, francamente, já não duvido de nada.

Isaac Rossa é escritor e colunista do diário Público, em Madri.

(1) Presidente do Banco de España. ‘Socialista’, claro… (Nota de Tlaxcala, Rede Internacional de Tradutores).

(2) Artigo escrito horas antes do anúncio de Papademos, como primeiro-ministro da Grécia (Nota de Tlaxcala, Rede Internacional de Tradutores).

CdB

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Movimento "Ocupem Wall Street" intriga o mundo

Por Peter Millership

LONDRES (Reuters) - Da Praça Tahrir no Cairo, passando pela Praça Verde em Trípoli, Praça Syntagma em Atenas e agora no Parque Zuccoti em Nova York, a ira popular contra as elites no poder está se propagando ao redor do mundo.

Muitos têm se mostrado intrigados com o movimento Ocupem Wall Street contra a desigualdade financeira que começou no parque em Nova York e se espalhou pelos Estados Unidos, de Tampa, na Flórida, a Portland, no Oregon, passando por Los Angeles e Chicago.

Centenas de ativistas se reuniram há um mês no parque em Manhattan a duas quadras de Wall Street para demonstrar a raiva com o que eles veem como excessos dos financistas de Nova York, a quem eles culpam pela crise econômica que assolou incontáveis norte-americanos comuns e reverberou pela economia global.

No movimento dos Estados Unidos, nações árabes veem ecos dos levantes deste ano da Primavera Árabe. Espanhóis e italianos enxergam paralelos com os ativistas Indignados, enquanto vozes em Teerã e Pequim com seu próprio propósito anti-norte-americano também já disseram que isso pode ser um presságio do derretimento dos Estados Unidos.

Inspirados pela força do movimento nos EUA, que começou pequeno mas agora faz parte do debate político do país, ativistas em Londres vão se reunir para protestar do lado de fora da Bolsa de Londres no dia 15 de outubro, mesmo dia em que grupos espanhóis se reunião na praça Puerta del Sol, em Madri, em solidariedade.

"O povo norte-americano está cada vez mais e mais seguindo o rumo escolhido pelas pessoas no mundo árabe", disse o oficial da Guarda Revolucionária Masoud Jazayeri, segundo a agência de notícias estudantil iraniana ISNA. "O governo dominante norte-americano vai enfrentar levantes similares àqueles na Tunísia e Egito."

Jornais chineses divulgaram notícias sobre o Ocupem Wall Street com editoriais culpando o sistema político dos Estados Unidos e denunciando a mídia ocidental por negligenciar os protestos.

No Cairo, Ahmed Maher, fundador e líder do Movimento Jovem 6 de Abril do Egito, que ajudou a derrubar o autocrata Hosni Mubarak, disse que estava em contato com vários grupos organizando as manifestações anti-Wall Street.

"Há alguns dias, vimos um cartaz em Nova York que dizia 'Essa é a Praça Tahir'", afirmou Maher, referindo-se à praça no Cairo que se tornou o epicentro da revolução egípcia.

 "A Primavera Árabe definitivamente inspirou protestos nos Estados Unidos e Europa."

A mídia espanhola tem dedicado cobertura diária ao movimento de Wall Street, apelidando os participantes de "Indignados em Manhattan", com jornais de esquerda afirmando que os manifestantes norte-americanos se inspiraram no grupo jovem espanhol.

Em Londres, os manifestantes estavam usando as mídias sociais, como Facebook e Twitter, para planejar o protesto em frente à Bolsa no sábado. Eles pretendem chamar atenção para "sistemas econômicos que causaram terríveis injustiças ao redor do mundo", de acordo com o website deles.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

SOBRE A REVOLUÇÃO



Depois de um vídeo onde o ex-futebolista Eric Cantona apela a uma revolução monetária e incita as pessoas a levantarem todo o seu dinheiro do banco, vários países aderiram a este movimento.

Via JUMENTO.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Justiça multa Bradesco em R$ 100 mil por proibir funcionários de usarem barba

Karl Marx & Friedrich Engels, de Barba

A Justiça do Trabalho condenou o Banco Bradesco S/A por discriminação estética pela proibição do uso de barba pelos empregados. A decisão foi divulgada no dia 23 de setembro, depois que a 7ª Vara do Trabalho de Salvador negou recurso do banco. A condenação, em primeira instância, foi baseada em ação civil pública ajuizada em 2008 pelo Ministério Público do Trabalho. Agora o Bradesco poderá recorrer ao Tribunal Regional do Trabalho.

De acordo com a sentença, o Bradesco deve pagar R$ 100 mil de indenização por dano moral coletivo. O valor deve ser revertido ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Para o juiz Guilherme Ludwig, o veto à barba fere a Constituição, que garante que “são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação”.

Segundo mencionado na sentença, a defesa do banco alegou que uma pesquisa realizada por um site de seleção apontou que competência e aparência estão entre traços mais importantes para o sucesso profissional e que a maioria dos entrevistados declararou que a barba “piora a aparência e/ou charme”. O juiz afirmou que o levantamento foi feito apenas no âmbito dos executivos, “público que não se confunde com o do brasileiro médio”.

Juiz cita personalidades que usam barba
 
De acordo com o G1, ele citou o presidente Lula como um homem que usa barba e foi tido como confiável em pesquisa sobre personalidades brasileiras publicada neste ano por um jornal de circulação nacional.


Ludwig mencionou ainda Jesus Cristo, John Lennon, Machado de Assis e Charles Darwin. O juiz considerou que o veto ao uso de barba por funcionários é “conduta patronal que viola inequivocamente o direito fundamental à liberdade de dispor de e construir a sua própria imagem em sua vida privada”.

Correio da Bahia, via Diálogos Políticos

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Los financistas de la represión


Martín Garramone, hijo de un desaparecido de Necochea, presentará una demanda civil por daños y perjuicios contra los bancos Citibank y Bank of America National Association. Ya hubo una audiencia de mediación y los bancos rechazaron el planteo.

Los bancos Citibank y Bank of America National Association serán los primeros bancos privados en ser demandados en los tribunales locales por su supuesta complicidad en el financiamiento de la última dictadura. La acción civil, impulsada por el hijo de un desaparecido en la ciudad de Necochea, se apoya en la responsabilidad que tuvo la banca comercial privada en el sostenimiento financiero del aparato represivo de la Junta Militar, a sabiendas de que se cometían delitos de lesa humanidad. En la audiencia preliminar de mediación, las entidades bancarias rechazaron el planteo y se mostraron preocupadas en que esta demanda piloto pudiera llegar a convertirse en un aluvión de pedidos de resarcimiento de otras víctimas del terrorismo de Estado. En el transcurso de este mes, se presentará la demanda, que buscará incluir además a otros bancos extranjeros de primer nivel que les facilitaron fondos a las autoridades de la dictadura.

Martín Andrés Garramone tenía cinco años cuando su padre, Daniel Garramone, fue secuestrado y desaparecido en Necochea por un grupo de tareas del GADA 601, el 31 de mayo de 1977. Mientras esto sucedía, la dictadura comenzaba a atravesar una situación deficitaria de las cuentas públicas. Sin el apoyo explícito de los Estados Unidos, y con la recomendación del entonces presidente Jimmy Carter de que ningún organismo multilateral de crédito otorgase financiamiento a regímenes acusados de violar los derechos humanos, la Junta Militar abrió sus puertas a la banca privada extranjera. Varias entidades vieron entonces la oportunidad de prestar a altas tasas de interés. El registro de esos bancos que facilitaron fondos y los montos está en poder del Banco Central a la espera de que algún juez ordene su análisis.

En el período 1979-1981, se autorizó la entrada de quince bancos extranjeros. En doce casos se trató del ingreso de nuevos bancos, mientras que en tres fueron compras de bancos existentes. El informe de la Cepal sobre la deuda externa detalla los montos desagregados que facilitó cada banco, como los principales deudores, entre los que se encontraban además del BCRA varias empresas del Estado. Es más que llamativo que, entre los que más deuda acumularon, estuvieran el Estado Mayor General de la Armada y del Ejército. Pero el caso paradigmático es el de Yacimientos Petrolíferos Fiscales (YPF), que aunque contrajo sus operaciones por aquellos años, fue obligada por los dictadores a endeudarse más allá de sus necesidades en un intento por engrosar las arcas públicas, lo que terminó por dar oxígeno al régimen.

Según pudo saber Página/12, la demanda civil por daños y perjuicios se presentará en los tribunales federales antes de fin de mes. El sustento jurídico para una acción civil de este tipo se relaciona con una demanda penal imprescriptible: Garramone fue secuestrado y desaparecido por la dictadura militar, que utilizó un aparato represivo financiado por los préstamos que la banca privada otorgó al país. A partir de la investigación realizada por el reconocido jurista Juan Pablo Bohoslavsky, de la Universidad de Río Negro, el nexo entre estos préstamos y la responsabilidad de la banca privada quedó al descubierto. De acuerdo con lo analizado, las entidades actuaron con complicidad porque debieron haber sabido, tras las denuncias de organismos internacionales y con el veto norteamericano, que ayudaban a financiar a un Estado dictatorial que reprimía, torturaba y asesinaba a su población. A los abogados demandantes solo les resta terminar de delinear los fundamentos que sostienen la demanda. Hace más de un año y medio, una causa afín (el caso Ibáñez) deambula entre juzgados que se hacen los desentendidos a la hora de agarrar la brasa caliente de la complicidad corporativa.

Los bancos

El Bank of America NA fue una entidad de peso en nuestro país desde la década del ’70. Progresivamente fue liquidando sus activos en Argentina y hoy conserva solamente una oficina residual, en un exclusivo complejo de Puerto Madero. La grabación que atiende el teléfono anuncia que esa sucursal pertenece al desaparecido Bank Boston, entidad que fue vendida por el Bank of America hace unos años al sudafricano Standard Bank. El Boston también figura en el listado de los bancos privados que aportaron fondos entre 1976 y 1983. Desde el departamento de legales del Bank of America se mostraron más preocupados porque la información sobre la mediación hubiera trascendido que por la demanda en sí misma. Un representante que prefirió no ser identificado aseguró que no podía dar información del tema sin consultar antes al directorio de la entidad, pero quiso dejar en claro que aún no hay ninguna acción judicial en contra de la empresa. Por lo demás, se negaron a sentar posición sobre el reclamo. Algo similar sucedió con el Citibank que concurrió por ser también el continuador del Citicorp, que realizó los préstamos en aquella época. Fuentes de la compañía subrayaron que no iban a hacer comentarios al respecto, pero no negaron que sus apoderados hubiesen asistido a la reunión. Ninguna de las fuentes consultadas en ambos bancos quiso explayarse en si sostuvieron una política empresarial con un doble standard, que los habilitó a proveer de fondos a un gobierno dictatorial.

Los abogados del demandante confirmaron a este diario que durante las audiencias, los representantes de las entidades no esperaban un planteo de este tipo. Acostumbrados a demandas de tipo comercial, se sorprendieron y se preocuparon cuando se enfrentaron con un reclamo relacionado con su actuación durante la dictadura. Desde el Citibank aseguraron que la acción judicial “era una locura” que no tenía futuro, y se negaron de plano a cualquier instancia de negociación. Ninguna de las entidades fue indiferente a la audiencia de mediación. La posibilidad de que este reclamo pudiera convertirse en la punta de lanza para nuevas presentaciones de las miles de víctimas del terrorismo de Estado inquietó a sus representantes.

Este martes le tocará el turno al Standard Bank, por haber sido el comprador del Boston. Existe la posibilidad de que jurídicamente no se logre establecer el nexo de responsabilidad entre los bancos que terminaron comprando a los que por entonces eran prestamistas de la dictadura. Treinta y tres años después, las fusiones y las ventas de los activos fueron diluyendo el vínculo que serviría para poder tomar acciones contra sus actuales controlantes.

Daniel Garramone tenía 26 años, había salido con amigos la madrugada del 31 de mayo de 1977, pero nunca regresó a la casa que compartía con su mujer y su hijo de cinco años. No tenía militancia conocida y se dedicaba a la pesca con la lancha que poseía. Mientras tanto, un grupo de tareas del Ejército irrumpió en el domicilio, maltrataron a la mujer, revolvieron todo y le pidieron una foto de su marido. Acto seguido salieron a la calle con la fotografía y luego se la devolvieron. El comisario de Necochea Héctor Bicarelli se negó a tomar la denuncia y, de alguna manera, reconoció que había dejado la zona liberada para un operativo militar que esa noche llevó a cabo el GADA 601 de Mar del Plata. A pesar de que su esposa movió cielo y tierra, e incluso escribió cartas a organismos internacionales, el cuerpo de Daniel Garramone nunca apareció y al día de hoy sus familiares se inclinan por la teoría de que pudo haber sido víctima de uno de los vuelos de la muerte.

Informe: Gabriel Morini, para Página/12.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Estudo americano mostra que 25 bancos provocaram a crise financeira


Os bancos americanos e europeus não são vítimas, e sim os principais culpados da crise financeira que abalou os Estados Unidos em 2008, afirmou nesta quarta-feira o Center for Public Integrity, organização americana de jornalismo de investigação.

O estudo avaliou em 25 o número de organismos de créditos imobiliários que autorizaram empréstimos de alto risco e provocaram a crise do setor imobiliário que estourou em 2007 e desembocou na crise econômica mundial.

A maior parte destes organismos pertenciam a bancos americanos e europeus, e os demais não puderam autorizar os empréstimos de risco, os chamados "subprime", sem a complacência dos bancos, ressaltou a organização.

"Os bancos que financiaram a indústria dos subprime não foram vítimas de um desabamento imprevisto do setor das finanças, como alguns deles alegaram", destacou o diretor executivo da organização, Bill Buzenberg.

"Estes bancos facilitaram deliberadamente o financiamento dos empréstimos que ameaçam agora o sistema financeiro", acrescentou.

O estudo foi publicado no momento em que a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos deve aprovar nesta quarta-feira um projeto de lei com o objetivo de criar uma comissão de investigação independente para examinar as causas da crise econômica, no modelo da comissão instaurada depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.

O Center for Public Integrity afirmou ter estudado números do governo americano referentes a quase 7,2 milhões de empréstimos de risco concedidos entre 2005 e 2007, pouco antes da crise dos "subprime".

Segundo o estudo, estes 25 organismos de créditos imobiliários representavam quase US$ 1 trilhão, ou seja, quase 72% dos empréstimos hipotecários de risco.

Pelo menos 21 destes 25 organismos foram financiados por bancos resgatados pelo governo americano, e 11 deles pagaram altas quantias para evitar processos na Justiça.

Quatro destes organismos receberam diretamente fundos públicos, entre eles a seguradora AIG e o banco Citigroup. Os bancos britânicos HSBC e Barclays Bank também foram citados.

De acordo com o estudo, o Countrywide Financial, o ex-número um americano do crédito hipotecário, comprado em 2008 pelo Bank of America para evitar a falência, emitiu pelo menos US$ 97,2 bilhões em empréstimos de risco.

"Até o mercado imobiliário desmoronar, os bancos arrecadaram lucros gigantescos enquanto seus dirigentes ganhavam vultosos bônus", afirmaram os autores do estudo.

Hoje

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

NEOLIBERALISMO E SOCIALIZAÇÃO DE PREJUÍZOS


Alemanha aprova projeto de lei para nacionalizar bancos

EFE - ESTADÃO

BERLIM - O Governo alemão aprovou nesta quarta-feira, 18, o projeto de lei para a nacionalização dos bancos em situação precária devido à crise financeira mundial.

EUA: Tesouro abre caminho para eventual nacionalização dos bancos

WASHINGTON, EUA, 23 Fev 2009 (AFP) - As autoridades americanas consideravam nesta segunda-feira a possibilidade de uma nacionalização dos bancos que enfrentam maiores dificuldades, uma eventualidade há muito tempo discutida mas que o Tesouro quer evitar fazendo um apelo aos capitais privados.

Reino Unido confirma nacionalização do banco Bradford & Bingley

da Folha Online

O governo britânico confirmou a nacionalização do banco Bradford & Bingley e a venda de parte de seu negócio ao espanhol Santander. A nacionalização foi oficializada nesta segunda-feira, após um fim de semana de negociações.

Empréstimos podres podem levar à nacionalização de bancos no Japão

Diário Popular

Um dia depois assumir a Agência de Serviços Financeiros, o principal órgão regulamentador das finanças japonesas, Heizo Takenaka começou a enfrentar o difícil problema dos empréstimos podres feitos pelos bancos comerciais nos últimos anos. Ele deu a entender que uma das saídas poderia ser a nacionalização dos bancos.

Greenspan defende a nacionalização de bancos dos EUA

Portal Exame

Um dos maiores defensores do liberalismo econômico agora diz que a nacionalização dos bancos pode ser a opção "menos ruim".

ETC, ETC, ETC...

NOTA DO OMAR: Como diz o clichê: "Seria cômico se não fosse trágico". Essa pequena coleção de notícias (pesquei em cinco minutos) mostra claramente que quando os bancos tinham lucro este era de seus donos. Quando apresentam prejuízo, na maior parte das vezes gerado por má administração e/ou falcatruas, quem paga a conta são os contribuintes. Aparentemente esse é o âmago do pensamento liberal.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Banqueros polémicos: culpables, pero multimillonarios


Los altos ejecutivos de los bancos estadounidenses se llevaron millones de dólares de las instituciones que quebraron. ¿No hay juicio ni castigo?

Hoy, la crisis financiera global afecta a casi todos los mercados y economías del planeta. Sin embargo, su origen, la semilla que se convirtió en debacle, se sembró en el interior del mercado de créditos hipotecarios de Estados Unidos.

En la actualidad, los analistas coinciden en que los bancos estadounidenses asumieron riesgos excesivos y le prestaron dinero a individuos que probablemente no serían capaces de devolverlo. Esto dio inicio a la catástrofe.

¿Quiénes son los culpables? Para muchos, los banqueros. Hoy convertidos en los malos de la película, los directivos de las instituciones financieras más grandes de la tierra están siendo acusados de convertir a sus bancos en casinos, mientras ellos cobraban sueldos multimillonarios.

Pero el salario de los CEOs y altos ejecutivos de los bancos se volvió un tema nacional cuando el debate por el plan de rescate del gobierno de Bush reveló al estadounidense medio que los contratos de muchos de los grandes directivos incluían una cláusula denominada “golden parachute” (paracaídas dorado), que establecía una compensación extra en caso de quiebra o fusión de la institución financiera o, incluso, en caso de despido.

Lo escandaloso, sin embargo, eran las desproporcionadas sumas de dinero a las que se hacían acreedores algunos grandes CEOs, mientras sus empresas caían en picada y miles de trabajadores quedaban en la calle.

Culpables, pero beneficiados. Con el debate del salvataje de Bush, salió a la luz que Richard Fuld, CEO del quebrado Lehman Brothers, había cobrado alrededor de 100 millones de dólares en concepto de “golden parachute” y que, días antes del colapso total, había accedido a pagar más de 23 millones a tres altos ejecutivos de la empresa.

Ante el Congreso, Fuld negó haber recibido esta suma de dinero, aunque reconoció haber vendido sus acciones de Lehman antes de la debacle (mientras que otros accionistas, menos informados, no pudieron hacerlo). Además, admitió sentirse responsable por la quiebra del banco pero dijo que creía compartir la culpa con el Gobierno, que debería haber impuesto más regulaciones (¿ahora había que regular?).

Otro al que no le fue nada mal fue al CEO de Merrill Lynch, John Thain, quien recibió 15 millones de dólares cuando el banco de inversión fue adquirido por Bank of America. Peter Krause, el vicepresidente del banco, se fue con 10 millones, según la ONG Think Progress.

James Cayne, ex CEO de Bear Stearns, también se fue del banco con un pan bajo el brazo: para él, fueron 13 millones en concepto de “golden parachute”, más los 61 millones que ganó al vender su participación en la compañía, según el diario St. Pertersburg Times, del estado de Florida.

¿Sobreviven los paracaídas? La cuestión de los “paracaídas” llegó incluso a la campaña presidencial. Ante el Congreso, el candidato republicano John McCain defendió a la ex CEO de Hewlett Packard y actual asesora de su campaña, Carly Fiorina, quien se llevó 45 millones de dólares tras la fusión de la empresa de tecnología.

Sus declaraciones enfurecieron a los contribuyentes norteamericanos quienes, con sus impuestos, financiarán el rescate propuesto por Bush. Mientras tanto, Fuld, Thain y tantos otros disfrutarán de los millones de los que se hicieron acreedores mientras jugaban a la ruleta.

Pese a que el rescate del gobierno estadounidense supuestamente prohíbe los “golden parachutes”, varios medios especializados advirtieron que la cláusula que se refiere a estas indemnizaciones paralelas es poco clara y ambigua, con lo que no hay garantías de que no se seguirán aplicando en el futuro.

Resta averiguar, sin embargo, si los supuestos culpables de la crisis financiera más grave de las últimas décadas serán sometidos a procesos judiciales para, eventualmente, ser castigados por los “errores” que cometieron. A Fuld, de Lehman Brothers, ya se lo está investigando a nivel federal.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Medo de falências bancárias assombra ministros da UE


Representantes da pasta das Finanças dos países da UE pedem maior transparência às instituições financeiras. Crise em banco norte-americano deixa mercados financeiros sob tensão.

Durante um encontro informal em Nice, no sul da França, os ministros das Finanças da União Européia reafirmaram neste sábado (13/09) a necessidade de que sejam tomadas "medidas a fim de restabelecer a confiança, através da transparência e da responsabilidade dos atores do mercado financeiro".

O comissário do bloco para o mercado interno, Charlie McCreevy, foi convocado a estabelecer, em outubro próximo, um conjunto de propostas visando aumentar a transparência das ações dos operadores financeiros. Embora o pacote de medidas ainda não esteja definido, serão estabelecidos pré-requisitos a serem respeitados pelas agências de rating que quiserem operar dentro da UE.

O ministro alemão das Finanças, Peer Steinbrück, afirmou durante o encontro em Nice que a Alemanha apóia o plano do governo francês – atualmente na presidência rotativa da UE – de aumentar a cooperação entre as agências nacionais que supervisionam os bancos e as seguradoras. Sua colega francesa de pasta, Christine Lagarde, afirmou que embora 80% dos bancos respeitam os critérios europeus, "temos que chegar aos 100%".

Caso Lehman Brothers ecoa nos mercados internacionais

Do encontro na cidade francesa participou também o presidente do Banco Central Italiano, Mario Draghi, que por sua vez também preside o Fórum de Estabilidade Financeira, que agrega bancos centrais reguladores das economias mais fortes do mundo. Na última sexta-feira (12/09), Draghi teria dito que os bancos internacionais precisariam de no mínimo 246 bilhões de euros para compensar a grave crise que assola o setor. O valor supera o que havia sido previsto anteriormente.

A tensão nos mercados financeiros foi agravada pelo situação do banco norte-americano Lehman Brothers, o quarto maior banco de investimento dos EUA, que passa por uma violenta crise, acentuada na última semana.

Tanto o ministro alemão Steinbrück quanto o presidente do banco central alemão, Axel Weber, acreditam que é preciso analisar com cautela a hipótese de que a situação no Lehman Brothers poderá ser contornada na manhã de segunda-feira (15/09), com a abertura das bolsas asiáticas.

"Esperamos que isso aconteça, mas não me pergunte como essa operação de salvação vai se dar", afirmou Steinbrück em Nice. "É uma fogueira de tensões. Se o Lehman Brothers for realmente salvo, então os efeitos negativos na Alemanha serão poucos", observou Weber.

Imposto sobre valor agregado: questão controversa

Na reunião em Nice, os ministros da UE não conseguiram chegar a um acordo a respeito da proposta de redução do imposto sobre valor agregado em determinados setores dentro dos países do bloco. O argumento usado pelos opositores da idéia é o de que não se sabe ao certo se a redução proposta irá realmente contribuir para gerar mais empregos.

O ministro alemão Steinbrück estima que tal redução do imposto acarretaria aos cofres públicos alemães prejuízos de mais de 12 bilhões de euros. Para um país pequeno como a Dinamarca, por exemplo, as perdas ficariam em torno de um bilhão de euros.

O comissário europeu Laszlo Kovacs, autor da última proposta de redução do imposto sobre valor agregado em julho último, não perdeu ainda as esperanças de aprovar as medidas que diminuam o imposto para determinados setores.

"É evidente que há duas escolas de pensamento. E também é verdade que houve um debate infindo, que acabou num beco sem saída". O debate deste sábado, acredita Kovacs, representou, porém, uma luz no fim do túnel. Além de que, cita o comissário, a história recente da União Européia mostra que acordos são, apesar de tudo, possíveis.