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domingo, 24 de junho de 2018

OTIMISMO & PESSIMISMO LTDA.



Durante o ano de 2017 quase todos os dias era possível ler em jornais e na internet, escutar em rádios e ver e escutar na TV declarações de empresários e de porta vozes de governos e da grande mídia, afirmando que estavam otimistas em relação à economia brasileira.

A impressão que era passada naquele ano é de que os empresários brasileiros e seu governo federal estavam ufanistas e caminhavam com passos firmes, olhar sereno e decidido, confiantes em um futuro melhor.

Na realidade o Produto Interno Bruto per capita brasileiro cresceu 0,2% em termos reais, alcançando R$ 31.587 em 2017, o que não deixa margem para muito otimismo.

A taxa de desemprego do ano de 2017 ficou em 12,7% e foi recorde da série histórica da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio.

Ou seja, a impressão que ficou em 2017 é que quanto mais otimistas os empresários e governo ficavam, pior ficava a situação do país.

O governo federal ensaiou algumas explicações sobre o desemprego, declarando que ocorreu uma onda de opções de pessoas no sentido de migrar conscientemente de empregos fixos, com carteira assinada, para status de empreendedores, porém o próprio governo dava mostras de não acreditar nisso.

De fato, as ruas das cidades brasileiras estão repletas de “novos empreendedores”, vendendo todo tipo de bens, legais ou ilegais, para sobreviver. Algumas pessoas desistem inclusive disso, pois a concorrência é grande, e entram para o ramo de roubos e assaltos, engrossando as estatísticas criminais. Outras pessoas simplesmente desistem: não mais trabalham nem estudam.

No primeiro trimestre de 2018 o PIB aumentou 0,4% em relação ao trimestre anterior, porém o desemprego no país foi de 13,1%, em média, de acordo com dados do IBGE. É a maior taxa de desemprego trimestral do país desde maio do ano passado (13,3%).

Nas últimas semanas, porém, a situação mudou.

Representantes de empresários estão expressando pessimismo sobre o futuro da economia ou, como declaram formalmente, o otimismo está diminuindo.

Se quando estavam otimistas a situação do País ficava cada vez pior, talvez possamos esperar que o incremento da sensação de pessimismo possa trazer notícias boas para a economia brasileira.

Omar Rösler, junho de 2018.

domingo, 4 de junho de 2017

UM RECADO PARA A GURIZADA

Por que a indústria do empreendedorismo de palco irá destruir você.

 Ícaro de Carvalho (www.oindigesto.com)

Palestras bonitas, termos em inglês, pessoal super engajado e microfones do tipo Madonna, muito Power-Point e nenhum negócio real para mostrar…

O empreendedorismo é a nova religião do homem moderno. Materialista e secular, ele substituiu os Santos do seu altar por fotografias de homens bem sucedidos; os seus Evangelhos são livros como “O sonho grande” e “A força do Hábito”. Ele acredita, de alguma maneira, que tudo aquilo irá aproximá-lo do seu objetivo principal: sucesso, fama e dinheiro…de preferência agora!

Quem visita as livrarias com certa regularidade percebeu que, nos últimos anos, a sessão dedicada ao empreendedorismo e aos negócios cresceu de uma maneira violenta. É espantoso: para onde quer que você olhe, eles estão lá. Obras que prometem os códigos da riqueza, os segredos da abundância, os cinco passos para o sucesso e como você aprenderá a pensar como o Steve Jobs.

Não tem como negar: o empreendedorismo veio para ficar e, com ele, o seu fenômeno mais recente: o empreendedor de palco.

Empreender se tornou auto-ajuda.

Se, antigamente, os livros, enormes e com suas setecentas páginas, cuspiam fórmulas, equações e cálculos que te ensinavam a lidar com o fluxo de caixa da sua empresa, hoje eles dizem: “Você irá chegar lá! Acredite, você irá vencer!”. A atividade empresarial foi reduzida à pura e pobre política do incentivo. E o motivo é simples: as pessoas compram o que elas querem ouvir. Geralmente, odiamos a verdade; principalmente quando ela diz que teremos que trabalhar duro e que as chances de vitória são mínimas.

O Brasil é um país que lê pouco. Em uma nação com 230 milhões de habitantes, um livro ser categorizado como best-seller ao vender quinze mil é uma piada. E, vamos ser sinceros? A vida aqui é dura. O governo nos atrapalha, a burocracia nos sufoca, os custos nos aleijam…tornar um negócio lucrativo e perene nesse país é uma proeza digna de um herói. E essa atividade drena cada pedacinho da nossa alma e do nosso ânimo.

É nesse momento que o empreendedor de palco cresce.
 
 
 
 
Geralmente o seu perfil é sempre o mesmo: alinhado e super-motivado, não precisa — necessariamente — de alguma formação universitária. As suas características são: mindset contagiante, energia positiva e proatividade.
Mindset, empoderamento, millennials, networking, coworking, deal, business, dead-line, salesman com perfil hunter…tudo isso faz parte do seu vocabulário. O pacote de livros é sempre idêntico e as experiências são passadas da mesma forma:
Você está a um único centímetro da vitória. Não pare! Se desistir agora, será para sempre. Tome, leia a estratégia do oceano azul. Faça mais uma mentoria, participe de mais uma sessão de coaching. O problema é que o seu mindset não está ajustado. Você precisa ser mais proativo. Vamos fazer mais um powermind? Eu consigo um precinho bacana para você…
O empreendedor de palco torna aquele grupo a sua empresa. Aquele coletivo passa a ser o seu curral e a sua clientela. O seu mercado é a esperança e o seu produto é a sua habilidade de, a cada novo vacilo, insistir que a força de vontade e aquele sentimentalismo barato serão a resposta para você.

Por não possuir, na maioria das vezes, experiências com o mundo real, esse tipo de cara se agrupará com tantos outros, para que seus produtos se tornem complementares. Eis que surgem os grupos de relacionamento, ou também chamados de powerminds. É um lugar onde pessoas com negócios reais vão tomar lições com sujeitos que nunca abriram um CNPJ…

Perceba que não é muito difícil reconhecer o embuste. Ao entrar em algum desses lugares, pegue uma folha de papel e a divida ao meio. Escreva de um lado: “Discurso emocional” e do outro “Discurso prático”. Anote a quantidade de vezes que ele passará conceitos e estatísticas validadas em negócios reais, versus o tempo que gastará falando sobre motivação e como você precisa trabalhar a sua força de vontade.

 
Hum, vamos ver o que eu aprendi hoje: que eu sou lindo, especial, que tudo dará certo e a minha empresa alcançará um enorme sucesso; basta eu adotar os 21 passos da prosperidade, que será vendido no próximo powermind…
E esse é um movimento, ao que me parece, sem volta. Até mesmo as maiores revistas de negócios do país adotaram esse estilo de empreendedorismo compromissado mais com o entretenimento do que com os resultados. Essa massa de gente que chegou até aqui atrás de auto-afirmação, ignorando o trabalho duro e as verdades que você só aprende atrás de um balcão de loja de materiais para construção, acaba moldando a maneira com que as revistas e jornais da área se comunicam. O resultado? Todo tipo de bizarrice.
O resultado de tudo isso é uma indústria que beira a esquizofrenia. Que dissociou completamente a atividade empreendedora dos negócios, da ralação, das contas e das noites mal dormidas. É gente que acha que abrir empresa é o substituto adulto para quando, adolescente, você fazia uma banda. Hoje os encontros para empreendedores mais se parecem com igrejas neo-pentecostais, com gente pulando, gritando, louvando ao Deus Mercado, para que tenham sucesso em suas empreitadas…agora, que empreitadas?

Quase não há negócio.

Eu vou dizer uma coisa para você, depois de oito anos no cenário de business-design, redação publicitária e marketing de conteúdo: de cada dez pessoas que entram por aquela porta, sete são o que eu chamo de “aprendedores compulsivos”. O resultado final é o que menos importa; o que eles querem é ler mais livros, acompanhar mais artigos e estar por dentro do que há de mais novo no cenário. Dois estão ali apenas pelo networking. Fazem dinheiro ligando as pontas, independentemente de qualquer cenário. É o “corretor imobiliário” do empreendedorismo, conhecendo gente que tem necessidade e ligando a outros. Um acabará empreendendo.
Isso é um encontro para empreendedores, chamado Business Mastery, aplicado pelo Tony Robbins. Aqui, o homem moderno demonstra o seu avanço razoável e espiritual sobre as antigas religiões bárbaras do planeta. O dinheiro é o novo Deus.
Desses “aprendedores”, boa parte terá, ao longo de dois ou três anos, memorizado todas essas palavras de incentivo, lido os livros e feito os treinamentos e, sem que tenha feito qualquer negócio, acabará se tornando mais um empreendedor de palco. Faturará com os seus treinamentos milagrosos, que servirão ao seu professor para que diga aos outros: “Estão vendo? Ele venceu! E venceu aqui dentro! Viu como falta muito pouco para que vocês cheguem no topo?!”. E a histeria se instaura.
Pouco a pouco, o modelo ideal de sucesso deixa de ser construir uma boa empresa, que serve aos seus clientes e à sociedade com ótimos produtos e soluções e passa a ser se tornar mais um desses caras, que vendem palestras e enchem congressos com mais e mais auto-ajuda barata. Por que? Porque é muito mais fácil…e, na maioria das vezes, rentável.

Tá. E o que tudo isso tem a ver comigo?

Se você está pensando em abrir um negócio ou entrar de vez na economia digital, oferecendo produtos ou serviços, ou até mesmo utilizar a internet como poder complementar a um negócio físico que você já possua, tome cuidado! Há uma indústria de falsas promessas e de prosperidade barata, que tentará te capturar.
O remédio para tudo isso? Esqueça a ideia de que há um caminho mais fácil. Empreender é difícil e envolve coragem, comprometimento e muitas noites sem dormir; aquela azia constante no estômago e a sensação de que tudo, de uma hora para a outra, irá desabar. E é exatamente isso que, não te matando, te tornará mais forte e pronto para encarar a vida.
Sem choro. Você sabe que livros são importantes, mas a maioria é puro lixo sentimental. Auto-ajuda barata, que só enriquece quem os vende. Você quer saber quais são os 20 passos para a prosperidade? Eu vou te dizer o primeiro: trabalhe duro. Entre uma xícara de café e outra, você irá aprendendo os outros 19.
Quando o assunto são negócios, prefira sempre a sabedoria do filósofo e Guru Rocky Balboa. E trabalhe. O sucesso vem bem depois, quando você estiver quase desistindo.
Um pouco da boa e velha sabedoria de antigamente, para destruir o mundo de faz de contas dos jovens empreendedores bacanas da Vila Olímpia de hoje em dia:
 
https://youtu.be/xW1HA1Rp8ms
P.S: Quando esse texto foi criado, ele se utilizou da expressão “mastermind”. Era do meu desconhecimento que, no Brasil, tal expressão era uma patente constituída. Por conta disso, substituí o termo por um equivalente e me retrato quanto às turbações causadas ao titular do termo.

domingo, 8 de maio de 2016

Keynes, el subversivo


Por Alejandro Nadal

El primer día de 1935 encontró a John Maynard Keynes escribiendo una carta para George Bernard Shaw. En la misiva señaló: Creo estar escribiendo un libro sobre teoría económica que revolucionará en gran medida la manera en que el mundo piensa sobre los problemas económicos. Mostrando cierta cautela agregaba en un paréntesis que ese resultado no se dejaría sentir inmediatamente, pero sí en los próximos 10 años. Quién le iba a decir que pasado el decenio, él estaría a punto de morir de manera prematura (a los 62 años) y que ya se habría iniciado un proceso contrarrevolucionario para distorsionar y aniquilar los principales descubrimientos de su obra.

Keynes tenía razón. Su obra fue revolucionaria. Y el mensaje central fue juzgado subversivo por la clase política y por la mayoría de sus colegas en el mundo académico. Ese mensaje puede sintetizarse en una frase: las economías capitalistas son intrínsecamente inestables y pueden mantener niveles de desempleo socialmente inaceptables durante largos periodos de tiempo.

La teoría de Keynes no se hizo en un día. La evolución puede resumirse en una de sus frases más célebres: el problema no está en las nuevas ideas, sino en escapar de las viejas formas de pensar que se ramifican, para nosotros que hemos sido educados en sus tradiciones, hasta ocupar todos los rincones de nuestra mente.

El mundo anterior a Keynes rechazaba la posibilidad de una crisis económica generalizada. Dominaba la idea según la cual la venta de mercancías sirve para financiar la compra de otras mercancías. Es decir, cuando una persona vende una mercancía lo hace para inmediatamente comprar otra mercancía con el ingreso obtenido. Esta idea recibe el nombre de ley de Say (por el economista francés del siglo XIX), y de aquí se desprende que todo el ingreso se gasta y lo que no se gasta se ahorra. De ahí que Keynes la redujo a la frase la oferta crea su propia demanda. Podría haber un problema de desequilibrio en un mercado particular, pero, a nivel de toda la sociedad, lo que deja de gastarse en un mercado se gastará en otro y siempre habrá, en el agregado, un equilibrio.

La obra de Keynes se basa en el principio de la demanda efectiva: la producción de mercancías se ajusta o depende de la demanda de mercancías. Esta idea implica una transformación radical: la actividad económica está determinada por la demanda, no por las limitaciones que pudieran encontrarse por el lado de la oferta (dotaciones de recursos o por la tecnología). La idea choca radicalmente con la ley de Say y el establishment no tardó en darse cuenta del peligro de este mensaje subversivo.

Keynes identificó los dos componentes de la demanda agregada, el consumo y la inversión. El consumo es más o menos estable, pero es insuficiente porque la propensión a consumir (cuando aumenta el ingreso) crece menos que proporcionalmente. La inversión, por su lado, puede colmar la brecha para alcanzar el pleno empleo (los inversionistas también demandan bienes y servicios para sus proyectos). Sin embargo, la inversión es inestable porque depende de las expectativas de los inversionistas y está condicionada por la incertidumbre, otro personaje clave en la obra de Keynes.

En 1932 Keynes pudo reconocer la relación de identidad entre los agregados macroeconómicos inversión y ahorro. Es uno de los más importantes descubrimientos de Keynes y hoy el análisis monetario permite identificar no sólo la naturaleza, sino el mecanismo a través del cual se explica esta identidad. Por la creación monetaria de los bancos privados, ya no se necesita una reducción en el consumo para tener un ahorro que pueda invertirse. El crédito bancario genera los depósitos y un incremento en la inversión provoca crecimiento del ingreso. Aquí se invierte la relación de causalidad. Hoy sabemos que el ahorro no precede a la inversión. El alto nivel de consumo, no del ahorro, es lo que lleva a mayor inversión y al crecimiento del ingreso.

Keynes mostró que aún con plena flexibilidad de precios en todos los mercados el desempleo puede mantenerse durante largos periodos de tiempo. Aun así, hoy se puede decir que el mundo de la macroeconomía se divide entre aquéllos que acompañan el análisis de Keynes y los que siguen insistiendo en que el problema del desempleo está provocado por algún tipo de rigidez. Típicamente se buscan las fuentes de rigidez en el mercado laboral (serían los sindicatos los villanos) o en las intervenciones del gobierno (que vendrían a distorsionar la bella obra de los mercados con precios flexibles). Frente a esta tontería se yergue la obra de Keynes: los precios flexibles en el mercado no sólo no resuelven el problema del desempleo, sino que pueden agravarlo.

Varios mensajes de Keynes irritan a los economistas convencionales e ignorantes. Pero hay uno que les parece intolerable porque atenta contra su creencia sacrosanta de que la esfera de lo económico es autónoma y no debe ser perturbada por nadie porque tiene la capacidad de autoregulación. Keynes demostró, por el contrario, que se necesita la intervención externa para poder estabilizar el funcionamiento de una economía capitalista.

Economista. Es miembro del Consejo Editorial de Sin Permiso

domingo, 13 de janeiro de 2013

Competências profissionais exigidas nos próximos anos

Por Adriana Fonseca | Valor
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O realinhamento da economia, os avanços da tecnologia, a globalização dos mercados, as mudanças nas tendências demográficas, as novas necessidades dos consumidores e o aumento da competitividade estão mudando o modo de operação das empresas, em todos os setores e regiões do mundo. Tudo isso, segundo um estudo conduzido pela Oxford Economics em parceria com a consultoria Towers Watson, vem redefinindo também o fornecimento e a demanda por talentos ao redor mundo.

Dessa forma, os empregadores estão em busca de novas competências em seus colaboradores, que ainda são encontradas em poucos profissionais. De um lado, 40 milhões de trabalhadores estão desempregados no mundo industrializado, segundo estimativas recentes. De outro, gestores sofrem para contratar novos profissionais alegando não encontrar as pessoas certas, com as habilidades certas, para preencher as vagas abertas.

Na tentativa de entender melhor esse cenário, a Oxford Economics conduziu uma pesquisa global com 352 profissionais de recursos humanos no primeiro bimestre deste ano, ao mesmo tempo em que analisou 21 setores da economia, em 46 países. Entre outras conclusões, os pesquisadores identificaram quatro amplas áreas que necessitam de novas competências profissionais.

Veja quais são elas:

sábado, 17 de novembro de 2012

ELES NÃO GOSTAM DE SERES HUMANOS

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Foxconn começa a substituir funcionários por 10 mil robôs 

autor: risastoider


A Foxconn já planejava usar robôs para compor sua força de trabalho nas fábricas há algum tempo, mas agora a coisa ficou séria. Os estabelecimentos começaram a receber as primeiras máquinas: no total, a empresa pretende utilizar 10 mil robôs para substituir entre 10 mil e 20 mil trabalhadores.

Conforme o VR-Zone
, a Foxconn pretende aumentar esse número para 1 milhão dentro de três anos, o que vai gerar uma grande quantidade de demissões. Para se ter uma ideia, hoje, o total de funcionários da Foxconn gira em torno de 1,2 milhão.

Apelidados de “Foxbots”, os robôs farão atividades consideradas simples, como dar jatos de spray nas peças, soldagem e algumas montagens. Com os robôs, a Foxconn ainda quer acabar com as denúncias de organizações defensoras dos direitos dos trabalhadores, que acusam a empresa de práticas desumanas.

Uma coisa é certa: os robôs não precisam receber salários. Mas eles também têm um custo: para cada Foxbot, a companhia deve desembolsar algo em torno de US$20 mil e US$25 mil, valor três vezes maior do que a um funcionário humano chega a ganhar em um ano inteiro. Isso sem contar os custos com manutenção.

Adrenaline

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

MENOR DESEMPREGO DA HISTÓRIA DO BRASIL!

Fonte da imagem AQUI.

O desemprego brasileiro caiu para 4,7% em dezembro, ante 5,2% em novembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira. Com isso, a taxa fechou 2011 com a média de 6,0% , sendo que em 2010 ela havia ficado em 6,7%.

Os resultados de dezembro e do ano são os menores desde o início da série em 2002. Economistas consultados pela agência inglesa de notícias Reuters projetavam leitura de 4,9% em dezembro.

No mês passado, a população ocupada caiu 0,4% em comparação a novembro, totalizando 22,734 milhões. Sobre dezembro de 2010, houve um crescimento de 1,3%.

Na média de 2011, a população ocupada avançou 2,1% ante 2010, chegando a 22,5 milhões.

O salário médio do trabalhador brasileiro, em dezembro, ficou em R$1.650,00, um ganho de 1,1% sobre novembro e de 2,6% em relação a um ano antes.

Na média do ano passado, o salário médio ficou em R$1.625,46, crescimento de 2,7% sobre a média de 2010 e o maior patamar médio da série do IBGE.

CdB

domingo, 2 de outubro de 2011

IPI SOBRE VEÍCULOS: DOIS PONTOS DE VISTA OPOSTOS

Carroça Chinesa. Veja mais imagens AQUI.

O Correio do Povo de hoje, 2 de outubro, publicou artigo no qual Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China, critica duramente a política do Governo Brasileiro de aumento do IPI para as empresas que não nacionalizem em pelo menos 65% da produção de veículos no Brasil. Veja o artigo AQUI.

Tang chega a afirmar que "o Brasil vai continuar produzindo carroças e vendendo caro para os brasileiros", numa clara ofensa às montadoras que atuam no país.

Por outro lado Carlos Ghosn, presidente mundial da Renault-Nissan, anunciou ontem, sábado, a ampliação da fábrica da Renault no Paraná e a construção de uma planta da Nissan em Resende, no sul do Estado do Rio. O grupo franco-japonês deve reduzir as importações de carros para o Brasil. Leia AQUI.

Com relação ao aumento do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre carros importados, Ghosn disse que a decisão incentiva as montadoras a produzir localmente. Segundo ele, o índice de 65% de nacionalização para que o veículo não pague a alíquota é baixo se comparado a outros países que recebem investimentos das montadoras globais. A China, por exemplo, exige uma taxa de nacionalização de peças e partes de 90% e a Índia, de 95%.

São duas maneiras totalmente diferentes de encarar uma mesma situação.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Desemprego no Brasil tem menor julho desde 2002



RIO DE JANEIRO, 25 de agosto (Reuters)

O desemprego brasileiro diminuiu em julho, registrando a menor taxa para esse mês desde o início da série histórica, em 2002.


A taxa ficou em 6 por cento em julho, ante 6,2 por cento em junho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.

Foi também a menor taxa mensal desde dezembro.

Economistas consultados pela Reuters projetavam estabilidade em 6,2 por cento.

O número de trabalhadores ocupados em julho totalizou 22,476 milhões de pessoas, alta de 0,4 por cento sobre junho e de 2,1 por cento ante julho de 2010.

Os desocupados somaram 1,444 milhão de pessoas, queda mês a mês de 2,1 por cento e recuo anual de 12,1 por cento.

O rendimento médio real do trabalhador ficou em 1.612,90 reais, maior valor para um mês de julho desde 2002, registrando alta de 2,2 por cento contra junho e de 4 por cento ano a ano.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

quarta-feira, 11 de maio de 2011

CAPITALISMO SELVAGEM


 "...trata-se de um ajuste relativo, pequeno..."

Avaliação da Vulcabrás/Azaléia, constante de Nota da Empresa, ao demitir mais de 800 trabalhadores.

Nota do Blog: Ou seja, mais de 800 famílias perdem abruptamente sua fonte de sobrevivênia e para a família Grendene, proprietária da empresa, trata-se de um ajuste relativo, pequeno. Nada com que se preocupar.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Norte-americanos em busca de 'sonho brasileiro'

Paula Adamo Idoeta
Da BBC Brasil em São Paulo

Em um momento em que a economia dos Estados Unidos ainda luta para voltar a crescer e que a taxa de desemprego é de quase 9% no país, mais cidadãos americanos têm enxergado oportunidades profissionais no Brasil.

Segundo o Ministério do Trabalho, 7.550 americanos obtiveram vistos de trabalho no Brasil em 2010, contra 5.590 permissões concedidas a cidadãos dos EUA no ano anterior.

O número é mais do dobro do total de vistos profissionais dados a americanos em 2006. E os Estados Unidos seguem sendo o país que mais envia trabalhadores legalizados para o Brasil.

"As oportunidades estão acontecendo aqui no Brasil, especialmente para pessoas de outras culturas", opina a americana Marcela Lizarraga, que veio com o marido, o executivo José Lizarraga, para São Paulo, há um ano, para trabalhar no setor hoteleiro.

No Brasil, José acabou se transferindo para uma empresa fornecedora de tecnologia de aviação e deve ficar mais um ano e meio no país.

Salários

Dados da agência de recursos humanos Manpower citados em janeiro na revista Economist apontam que 64% dos empregadores brasileiros sentem dificuldades para preencher suas vagas em aberto.

A revista acrescentou que, enquanto o Brasil coloca no mercado cerca de 35 mil engenheiros por ano, a China forma 400 mil desses profissionais anualmente.

A falta de trabalhadores puxa os salários para cima: executivos em São Paulo já estão ganhando mais do que seus pares em Nova York, Cingapura ou Hong Kong.

"Os pacotes de remuneração das empresas brasileiras estão muito atraentes", confirma Olavo Chiaradia, da consultoria Hay Group.

Nesse contexto, o professor da Escola de Economia da FGV-SP André Portela vê como positiva a vinda de mais estrangeiros para o Brasil.

"Os benefícios são maiores que eventuais desvantagens. É uma chance de trazer mão de obra que vai difundir conhecimento a curto prazo. É mais barato trazê-los do que esperar a formação dos trabalhadores brasileiros (em setores com escassez)."

Mas o professor adverte: "A longo prazo, enquanto ainda estamos crecendo, precisamos de investimentos em educação para atender nossa demanda por produtividade."

Interesse crescente

A visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Brasil, prevista para o próximo fim de semana, também contribui para um clima de entusiasmo nas relações comercias entre os dois países.
Quatro empresas de recrutamento consultadas pela BBC Brasil confirmam o crescente interesse de americanos pelo mercado brasileiro.

"Não é um interesse exclusivo dos americanos, mas, como nossa relação comercial é grande, o número de cidadãos dos Estados Unidos (que vêm ao Brasil) é grande também", diz Renato Gutierrez, da consultoria Mercer. "E há muitas empresas americanas adquirindo brasileiras, e vice-versa."

"Sempre vimos um movimento de europeus (rumo ao) Brasil, mas não de americanos. Eles estão identificando oportunidades aqui", afirma Jacques Sarfatti, da empresa de headhunting Russell Reynolds.
A situação brasileira se repete em outros países emergentes, que também estão recebendo maior mão de obra estrangeira.

Energia

O setor de energia é apontado como o mais procurado, por causa das descobertas do pré-sal e dos investimentos em combustíveis. Mas especialistas dizem que há interesse dos estrangeiros também pelas áreas de infraestrutura, mineração, siderurgia, varejo e mercado financeiro.

Na Welcome Expats, empresa de auxílio a expatriados com base em Macaé (RJ), a procura por seus serviços dobrou desde 2009, principalmente por causa do crescimento da indústria petroleira na cidade fluminense.

"E vai aumentar. Escuto empresas falando que vão trazer mais mil pessoas (do exterior)", diz Mônica de Mello, sócia da Welcome Expats.

Segundo ela, 80% de seus clientes são americanos. Muitos têm experiência no setor de petróleo e gás e vieram para o Brasil após a explosão da plataforma Deepwater Horizon, no Golfo do México, em abril passado.

A advogada Ziara Abud, especializada em vistos para estrangeiros, afirma que a maioria das solicitações é para vistos de dois anos ou de 90 dias a um ano (em geral, para técnicos que vêm para treinar mão de obra local).

Dificuldades

Mas, em meio às oportunidades, os profissionais estrangeiros também encontram empecilhos no Brasil.
Fernando Mantovani, diretor de operações da empresa de recrutamento Robert Half, diz que, à exceção dos mercados financeiro e de petróleo e gás, ainda existem restrições à contratação de americanos pela dificuldade deles com o idioma e a cultura de trabalho.

"Ainda vai demorar para nos acostumarmos com esse fluxo (migratório) inverso", afirma Mantovani.
"Eles se surpreendem que poucos falam inglês aqui", conta Marilena Britto, da empresa de auxílio a expatriados Settling-In. Outras dificuldades, segundo ela, são a burocracia para a obtenção de documentos, o alto custo de vida nos grandes centros brasileiros e as preocupações com segurança pessoal.

"Por outro lado, eles gostam do estilo de vida, da oferta cultural e da qualidade dos serviços médicos", ressalta Britto. "Muitos ficam por pouco tempo, mas demonstram vontade de voltar ao Brasil."

Para Sarfatti, da Russell Reynolds, "o estímulo aos americanos são as oportunidades imediatas, algo de curto prazo, para se realizar profissionalmente. Mas acho que está se abrindo um canal (de intercâmbio profissional) que pode virar duradouro."

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

OPORTUNIDADE DE EMPREGO


Jornal dos EUA abre vaga para 'crítico de maconha'

Um jornal de Denver, no Colorado, está procurando um jornalista para escrever resenhas sobre maconha para uso medicinal.

Ao ser oferecida em um blog, a vaga do Westword recebeu em poucos dias mais de 120 candidaturas.

Segundo o jornal, o "crítico de baseados" escreverá uma coluna onde dará sua avaliação sobre os diferentes locais onde pacientes com prescrição médica podem comprar maconha e as diferentes variedades da planta disponíveis, desde as produzidas localmente até algumas, importadas, que chegam a custar US$ 100 a onça (28 g).

O uso da droga é proibido por lei federal nos EUA, mas pode ter uso medicinal para aliviar a dor em alguns Estados, entre os quais o Colorado.

"Com o número de pessoas buscando autorização para o uso medicinal de maconha crescendo mais rápido que o número de farmácias autorizadas a distribuir maconha neste Estado, soubemos que não apenas havia uma necessidade de informação crítica, mas que não haveria falta de candidatos qualificados", explicou o jornal.

O post com a proposta de emprego recebeu a primeira candidatura em cinco minutos. A ideia contou com a ajuda de matérias sobre o assunto em grandes jornais americanos como o New York Times e o Wall Street Journal.

"Todos os furos de jornalismo (do Westword) são fumaça perto da atenção que atraímos com o post procurando um crítico de farmácias de maconha", comentou a jornalista Patrícia Calhoun em um artigo.

A ideia do cargo foi do jornalista Joel Warner, que escreve sobre a indústria da maconha no Colorado. Em seus posts, ele dá dicas de onde comprar e o que comprar, e sublinha a importância de garantir a procedência da erva para não acabar aumentando, inadvertidamente, o lucro dos cartéis de droga.

Importância

O prazo para submissão das candidaturas, que só são consideradas válidas se o candidato tiver permissão para comprar a droga e usá-la medicinalmente, já terminou. Em um artigo na seu site, o jornal compilou as razões que alguns aspirantes ao cargo apresentaram em seu favor.

"Por que a maconha médica é importante para mim? Ela não apenas salvou minha vida, mas me devolveu a pessoa que eu era antes de um acidente que mudou minha vida", disse um deles. "A maconha não é apenas importante para mim; é minha vida."

Outro candidato se descreveu como um "chapado altamente capaz". "Sou seu connoisseur na arte de fumar maconha com credenciais impecáveis para as características do Westword."

Já outro afirmou que, "quando as farmácias se tornarem tão comuns quanto as lavanderias, as pessoas verão que o céu não está caindo sobre elas ou que as coisas não estão dando errado. Elas começarão a se questionar e desafiar os pressupostos".

"Talvez você possa fumar maconha e ter um trabalho. Talvez ela não te deixe mole. Talvez um dia possamos até ter uma discussão pública e honesta sobre isso. Sinto que os ventos da mudança estão soprando, e que quando a poeira assentar vou gostar do que verei. PS: Se desperdicei seu tempo, ou se você se sentir mais idiota por ter lido meu texto, desculpas adiantadas. Estou medicado."

BBC

quarta-feira, 8 de julho de 2009

OPORTUNIDADE DE EMPREGO


Um parque temático da Grã-Bretanha está oferecendo um salário anual de 50 mil libras (cerca de R$ 160 mil) para quem quiser o emprego de bruxa.

Em anúncio colocado em agências de emprego e em jornais do país, o parque Wookey Hole, em Somerset, descreve o candidato ideal: "Ele precisa saber gargalhar e não pode ser alérgico a gatos".

Segundo a administração da atração, o emprego consiste em "morar em uma caverna, agir como bruxa e fazer o que as bruxas fazem".

"O Wookey Hole quer que a pessoa siga com seus afazeres diários como uma feiticeira, para que os visitantes que passem pelas cavernas captem o espírito de como o lugar era na Idade das Trevas", disse Daniel Medley, representante do parque.

Em um texto colocado no site da atração, naquela época, uma velha morava nas cavernas do local com algumas cabras e um cachorro. "Diz a lenda que ela provocou vários problemas de saúde pública, como doenças, o estrago de plantações e até azendando o leite local", afirma o texto.

Sem discriminação

A vaga foi aberta depois que a atual bruxa se aposentou.

Devido a leis britânica contra a discriminação sexual, o parque não pode exigir que o posto seja ocupado por uma mulher.

O site do Wookey Hole afirma que os candidatos podem ser homens, mulheres e "transgêneros".

O processo de seleção deve incluir uma entrevista e um teste de tarefas no próprio parque no dia 28 de julho.

Uma representante do local disse à BBC Brasil que até agora a resposta aos anúncios foi "muito maior que a esperada".

"Tivemos até candidatos dos Estados Unidos", afirmou.

A maior parte do trabalho deve se concentrar nas férias de verão, na época do Halloween e nas festas de fim de ano.

BBC

segunda-feira, 22 de junho de 2009

País cria empregos formais pelo 4o mês seguido

Olho de Tucano (bem aberto):

BRASÍLIA (Reuters) - A economia brasileira abriu 131.557 postos de trabalho com carteira assinada em maio, o quarto mês seguido de alta, mostraram dados do Ministério do Trabalho nesta segunda-feira.

O número, que representa uma alta de 0,41 por cento sobre abril, segundo o Cadastro Geral de Emprego (Caged), foi alavancado principalmente pelo crescimento do emprego na agricultura.

Pela primeira vez no ano, contudo, todos os setores da economia e todas as regiões do país apresentaram alta de emprego.

"Estamos olhando a crise pelo retrovisor", afirmou o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, a jornalistas.

"Espero uma grande virada para o segundo semestre, liderada por uma recuperação da indústria da transformação e da construção civil."

A agricultura foi responsável pela criação de 52.927 empregos em maio, dado impactado pelo cultivo sazonal de cana e café no centro-sul do país. Em seguida, vieram os setores de serviços (+44.029 postos) e da construção civil (+17.407 postos).

A indústria de transformação criou apenas 700 postos de trabalho, afetada por um desempenho negativo dos setores de metalurgia e de mecânica, mas Lupi previu uma retomada mais expressiva a partir do segundo semestre.

No mês passado, um total de 1.348.575 trabalhadores foram admitidos e 1.217.018 foram demitidos na economia formal no país.

Com esse resultado, o número de vagas formais criadas no ano até maio soma 180.011. De janeiro a maio de 2008, as vagas criadas totalizavam 1,051 milhão.

Lupi afirmou que o desempenho do emprego em junho "certamente" será mais favorável do que o de maio. Ele acrescentou que o número acumulado no primeiro semestre de criação de vagas chegará a algo entre 350 mil e 400 mil no final de junho --o que implica a abertura de 170 mil a 220 mil vagas este mês.

Para garantir a sustentabilidade da retomada, Lupi defendeu a continuidade da queda dos juros e a renovação da desoneração tributária para o setor automotivo, programada para terminar no final deste mês.

O ministro do Trabalho anunciou, ainda, que está sendo negociado com o Banco do Brasil uma "diminuição forte na taxa final" dos empréstimos oferecidos com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador.

"Não estou imaginando que estamos com o jogo ganho", afirmou Lupi ao comentar o desempenho do emprego.

(Reportagem de Isabel Versiani)