quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Ilha de sujeira


Um redemoinho no meio do Oceano Pacífico concentra toneladas de plásticos levados por correntes marítimas.

Entre as costas da Califórnia e do Havaí, destinos paradisíacos que atraem milhares de turistas por ano, há uma ilha pouco conhecida e ainda menos atraente. É a ilha de lixo do Pacífico, um aglomerado de detritos compostos 90% por plásticos acumulados durante mais de uma década em área maior do que os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás juntos.

Neste redemoinho de toneladas de plástico coabitam e se misturam animais, plâncton, alimentos e lixo. Consequências disso são mariscos que se alojam em pequenas caixas de plásticos, águas-vivas enroladas em fios de nylon e até casos de anomalia biológica, como o da tartaruga que teve seu casco deformado porque cresceu com um anel de plástico em sua volta. Pesquisadores registram também inúmeras mortes de animais em decorrência à contaminação do lixo. De acordo com o Programa Ambiental da ONU, 46 mil peças de plástico – entre elas objetos como seringas, isqueiros e escovas – estão associados à morte de um milhão de aves e 100 mil mamíferos marinhos.

“Antes não havia plástico no mar, tudo era comida. Então os animais aprenderam a comer qualquer coisa que encontrassem pela frente. Podemos ver que eles tentaram comer isso [pedaço de embalagem], mas não conseguiram”, afirmou o capitão norte-americano Charles Moore, o primeiro que avistou a ilha de lixo, em entrevista ao programa televisivo Fantástico, da Rede Globo.

A explicação para o fato dos detritos ficarem aglomerados em um só lugar vem do fenômeno das correntes marítimas. O processo começa quando uma embalagem é jogada em uma praia da Califórnia, por exemplo, ou em rios que desembocam no oceano. As correntezas levam os dejetos, que podem se juntar ao lixo de grandes embarcações, ao Giro do Pacífico Norte, um ponto de convergência de correntes da Ásia e América do Norte. A sujeira fica “presa” porque lá o mar é calmo, os ventos são poucos e a pressão atmosférica é alta. Em caso de grandes tempestades, o lixo pode ser arrastado para alguma costa e poluir praias.

O redemoinho é objeto de estudo de expedições ambientais. O capitão Moore e sua equipe fizeram medições do lixo com amostras da “sopa de plástico”, como também foi apelidada a região. Até hoje, foi descoberto que 27% dos dejetos são sacolas de supermercado e que, entre os 670 peixes analisados, encontraram-se 1,4 mil fragmentos de plástico em seus organismos. “Gostaria que o mundo inteiro percebesse que o tipo de vida que estamos levando, isso de jogar tudo fora, usar tantos produtos descartáveis, está nos matando. Temos que mudar se quisermos sobreviver”, alerta o capitão.

A condenação de Moore não se refere apenas aos cidadãos de cidades litorâneas, mas também a organizações que usam a região deliberadamente como depósito de lixo. Segundo reportagem da revista IstoÉ, até mesmo pesquisadores da Nasa e de agências espaciais russas despejam resíduos de suas astronaves. Fragmentos da nave russa Progress M-59, por exemplo, foram carbonizados e caíram no local, como uma chuva de metal. Ao todo somaram uma tonelada de lixo.

Fiscalização

No final de julho, uma expedição de ambientalistas e cientistas batizada de Projeto Kasei partiu dos Estados Unidos em direção à ilha de lixo do Pacífico para analisar seu nível tóxico e a influência na vida marinha. O líder da expedição, Doug Woodring, declarou ao portal da rede inglesa BBC que o estudo pretende coletar amostras de plásticos sem espécies marinhas anexadas, o que será difícil. “Teremos que usar tecnologias diferentes, dependendo do volume de resíduos por quilômetro quadrado. Também contamos com redes de tamanhos diferentes”, explicou.

Woodring conta que o maior problema em relação à fiscalização da área é que ela está em águas internacionais e, portanto, sob nenhuma jurisdição. O descarte de resíduos no mar é proibido e passível de multa. Mas, uma vez boiando no oceano, a sujeira não tem dono. Mesmo que se saiba sua origem, não é possível responsabilizar os culpados. “Por isso nenhum governo ou instituição é pressionado para resolver este problema. É semelhante ao que acontece com o lixo espacial”, compara.

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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

STOP FOUR

AMERICANA, SP:

Em Americana, SP, precisa saber inglês para entender o sinal de trânsito

"Marinho, boa tarde! Se você questiona em sua nota ontem a dificuldade dos executivos, cujos currículos muitas vezes mencionam inglês fluente, imagine aqui na minha cidade, Americana, interior de Sao Paulo, onde o prefeito acha que a populaçao irá entender o que significa 'Stop Four'. Segundo as autoridades, este sistema que estao querendo implantar nas ruas da cidade substitui os semáforos, placas de pare, de preferência... Funciona assim - em um circulo amarelo no meio do cruzamento, está escrito 'Stop Four'. Agora imagine, se está em inglês, e a perspectiva está na horizontal, o que vai acontecer. O argumento em defesa da idéia é o mesmo - com o acesso a internet, as pessoas estao familiarizadas com palavras como Facebook, Flickr, Google etc, entao é de esperar que elas também entendam o que significa 'Stop Four', certo? Lembrando que o código de trânsito é bem claro quanto as informaçoes que ficam à vista dos motoristas e pedestres - elas têm que ser claras para evitar acidentes. E se eu bater o carro? Posso muito bem dizer que nao havia nenhuma placa de pare e que nao falo nem compreendo inglês, certo? Com certeza é causa ganha para mim, nao é mesmo?"

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El glifosato, con más polémica


Por Darío Aranda, para Página/12

“Evaluación de la información científica vinculada al glifosato en su incidencia sobre la salud y el ambiente” es el título del informe firmado por el Consejo Científico Interdisciplinario del Conicet y la Comisión Nacional de Investigaciones sobre Agroquímicos. Seis capítulos y 130 carillas que recopila estudios y donde es recurrente una conclusión: la necesidad de investigaciones sobre los efectos del glifosato. No se define si es inocuo o perjudicial. Investigadores y científicos que estudian el tema se mostraron sorprendidos por el documento y señalaron críticas. “El objetivo del informe implica una visión reduccionista y fragmentaria que pretende simplificar una situación compleja, excluyendo al sujeto y parcializando la construcción del conocimiento. El informe es una simple enumeración de bibliografía, con muy poco análisis crítico, reflexivo y comparativo de sus resultados”, aseguró la doctora en Ciencias Naturales Norma Sánchez, profesora titular de Ecología de Plagas de la Universidad Nacional de La Plata e investigadora independiente del Conicet.

El glifosato es el agroquímico base de la industria sojera y está cuestionado desde hace una década por sus efectos adversos en la salud y el ambiente. La presidenta Cristina Fernández creó en enero pasado la Comisión Nacional de Investigación para que estudie la problemática.

El informe analiza temas puntuales y contrapone bibliografías. Lo central: relativiza la absorción dérmica del glifosato, la toxicidad aguda y los posibles efectos cancerígenos. Reconoce que los estudios que señalan al glifosato y sus componentes como dañinos para mamíferos son abundantes y confiables, y admite que las únicas dudas provienen de científicos de Monsanto, la principal empresa involucrada. Los datos sobre abortos espontáneos, fertilidad reducida y malformaciones son aceptados, pero advierte que hay insuficiente información.

También aborda la “experimentación en mamíferos no humanos”, pero pide estudios nuevos. Considera que “la toxicidad sobre organismos terrestres es leve o moderada”. Deja claro que existen residuos del agroquímico en suelos y aguas, pero no define si son tóxicos o inocuos. Observa el mayor riesgo ambiental de la soja transgénica por sobre la convencional y, por la resistencia de malezas, se confirma la creciente necesidad de cada vez mayor cantidad de glifosato y agroquímicos cada vez más potentes.

Las críticas al informe apuntan a que utiliza bibliografía sesgada, recorta la problemática y equipara estudios de Monsanto con trabajos de científicos independientes. El principal cuestionamiento apuntó a la ausencia en el informe del principio precautorio, la exigencia legal, ante incertidumbre, de prevenir posibles consecuencias en la salud y el ambiente. “Esto quiere decir que debe suspenderse la aplicación del producto en cuestión hasta tanto se realizan los estudios pertinentes que demuestran su inocuidad. No es ético ni razonable investigar una vez que el daño ya está hecho y es irreversible”, sostuvo el bioquímico y jefe del Laboratorio de Biología Molecular de la Universidad Nacional del Nordeste, Raúl Horacio Lucero.

El informe del Conicet cita reiteradamente un trabajo de Gary Williams, Robert Kroes y de Ian Munro de 2000. Lo referencia en 32 oportunidades y lo utiliza como escudo ante los estudios críticos sobre glifosato. “La recopilación de Williams fue patrocinada por la empresa Monsanto. El mundo académico lo sabe. Aun así, en el informe muchas investigaciones independientes resultaron invalidadas por las observaciones realizadas por Williams para Monsanto”, lamentó Fernando Mañas, becario del Conicet, especializado en daño genético producido por glifosato, citado en el informe y con tres publicaciones internacionales en la temática.

La página 67 del informe reconoce que, “utilizando la misma información que acepta y difunde Monsanto”, la EPA (Agencia de Protección Ambiental de Estados Unidos) clasificó al glifosato como perteneciente al “Grupo E” (sin evidencia de efecto carcinogénico en humanos). El investigador Fernando Mañas explicó que “las investigaciones como la de Williams, a pedido de Monsanto, sirvieron para que la gran mayoría de las agencias regulatorias clasifiquen el herbicida como de baja toxicidad. Así actuó también el Senasa”.

Con trabajos publicados sobre el tema, Sánchez introduce otros dos elementos. “El informe presenta una visión netamente productivista cuando habla del uso del glifosato en el sistema productivo. Subestima aspectos ecológicos, sociales y económicos fundamentales y estrechamente ligados a la sustentabilidad agrícola. No se mencionan libros, informes y artículos publicados que fundamentan estos aspectos”, denuncia. “No sólo no completa el análisis de la profusa bibliografía con referato disponible, sino que menciona literatura gris muy sesgada”, advirtió el profesor titular de Biología Evolutiva en la Universidad Nacional de Córdoba y Premio Nobel Alternativo 2004, Raúl Montenegro.

Página/12 se comunicó con las distintas instituciones que conforman la Comisión Nacional. Desde la Secretaría de Medio Ambiente no hubo respuesta. La Gerencia de Comunicación del INTA explicó que opinará cuando la Comisión Nacional autorice. Desde el INTI aseguraron que “la institución cree haber realizado todos los aportes posibles a la Comisión desde su mirada de tecnología industrial y su participación dejó de ser operativa. No participa más de la Comisión y, por ende, no firmará ningún informe que fije políticas a futuro que no son de su competencia directa”.

“El informe debió ser sometido a referato”, advirtió Montenegro. “Las conclusiones son inconsistentes y confusas”, resumió Sánchez y lamentó que el informe “parece ignorar que la ciencia es una construcción social que debe cuestionar aspectos éticos y contribuir a alterar políticas de acción que no conduzcan al bien común”.

Exército dos EUA mantém cinegrafista da Reuters preso há um ano


Por Michael Christie

BAGDÁ (Reuters) - Em 2 de setembro de 2008, soldados norte-americanos e iraquianos arrombaram a porta da casa do jornalista iraquiano Ibrahim Jassam, aos gritos de "Parado!" e acompanhados de cães agressivos. Jassam foi levado, durante a noite, vestindo apenas roupas íntimas.

Um ano mais tarde, nem Jassam nem sua família ou a agência de notícias Reuters, que o empregava como fotógrafo e cinegrafista de TV freelancer, foram informados das razões exatas pelas quais ele está detido há tanto tempo pelas forças militares dos EUA no Iraque.

As evidências contra Jassam são mantidas em sigilo, mas as acusações estão relacionadas a "atividades com insurgentes," disse a tenente coronel Pat Johnson, porta-voz das forças americanas no Iraque. O termo "insurgente" geralmente é usado no país para designar grupos islâmicos sunitas, como a Al Qaeda. Jassam é muçulmano xiita.

"Após um ano procurando obter informações específicas, ouvimos apenas acusações vagas e indefinidas. Para mim, isso é inaceitável," disse David Schlesinger, editor chefe da Reuters, divisão de notícias da companhia internacional de mídia e informações Thomson Reuters.

"É apenas correto e justo que qualquer acusação específica contra um jornalista seja divulgada publicamente e tratada de maneira justa e rápida, com o jornalista tendo o direito de se defender de modo apropriado."

Jassam, que está detido num campo de prisão construído no deserto na fronteira entre Iraque e Kuweit, será libertado cedo ou tarde.

Pelo pacto de segurança entre EUA e Iraque conhecido como Acordo do Status das Forças, as forças norte-americanas terão que entregar os milhares de iraquianos que ainda conservam sob sua custódia, à medida que o Iraque for pouco a pouco recuperando sua soberania, mais de seis anos após a invasão liderada pelos EUA.

Os prisioneiros que enfrentam acusações iraquianas irão a julgamento; os outros serão libertados.

A Corte Criminal Central iraquiana já decidiu em novembro passado que não há acusações contra Jassam.

Mas as forças americanas dizem que consideram Jassam uma ameaça de segurança ao Iraque. Dizem que, pelo acordo de segurança, têm o direito de manter Jassam detido pelo máximo possível de tempo.

"Embora apreciemos a decisão da Corte Criminal Central do Iraque no caso de Ibrahim Jassam, a decisão dela não invalida as informações de inteligência que atualmente o apontam como ameaça à segurança e estabilidade iraquianas," disse Johnson.

A Reuters argumenta que o exército americano está fazendo uma interpretação equivocada de sua atribuição no caso de Jassam.

"Ibrahim Jassam não foi acusado pelas forças americanas ou as autoridades iraquianas. Nem uma única prova, nem mesma uma alegação específica de ato delituoso, foram apresentadas a ele," disse o vice-advogado geral da Thomson Reuters, Thomas Kim.

"Consideramos que isso não condiz com o espírito do Acordo do Status das Forças ou com o Estado de direito."

As forças norte-americanas detiveram muitos jornalistas iraquianos durante os massacres sectários e a insurgência desencadeados pela invasão de 2003. Não se sabe de nenhum caso em que algum deles tenha sido acusado.

Grupos de defesa dos direitos de jornalistas dizem que as forças americanas podem estar fazendo uma interpretação errônea de atividades jornalísticas legítimas em zonas de guerra. Por exemplo, aos olhos de um soldado americano, fazer fotos de milicianos xiitas combatendo tropas americanas pode parecer propaganda do inimigo.

"O encarceramento de Ibrahim Jassam por um ano sem acusações ou processo jurídico não apenas é injusto, mas também prejudica a capacidade do governo americano de defender com eficácia a causa da liberdade de imprensa em todo o mundo," disse Joel Simon, do Comitê para a Proteção de Jornalistas, sediado em Nova York.

YEDA MUDARÁ SECRETARIADO

visite SÁTIRO

CORREIO DO POVO - 2 DE SETEMBRO DE 2009

Yeda prepara mudanças no primeiro escalão de governo

Reuniões extraordinárias com assessores definiram alterações no Secretariado

A governadora Yeda Crusius (PSDB) deve anunciar entre hoje e amanhã uma nova mudança no Secretariado. Serão pelos menos três mudanças no primeiro escalão de governo, envolvendo a Secretaria de Educação, a Casa Civil e a Secretaria-geral de Governo. Há ainda dúvidas quanto ao destino de José Alberto Wenzel, que deixaria o comando da Casa Civil e seria acomodado em outra Pasta, entre outras mudanças (leia coluna ao lado).
Ontem, Yeda recebeu praticamente todo o Secretariado e parlamentares aliados na Casa Branca do governo do Estado, na Expointer. Durante o dia, ela se reuniu com Erik Camarano, secretário-geral de Governo. e Mateus Bandeira, do Planejamento. Com eles definiu o esboço das mudanças.
À noite, durante churrasco na Casa Branca, encontrou-se com os deputados Paulo Odone, Berfran Rosado, Jerônimo Goergen, Coffy Rodrigues, Marco Peixoto, Alceu Moreira e Edson Brum. Apesar do grande número de aliados presentes ao jantar, assessores ligados à governadora garantiram que ela só anunciará as mudanças amanhã.

Nota do Bloguista: Fiz questão de destacar essa inusitada notícia, por ser um acontecimento raro neste governo.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Se acelera la máquina de espiar en Colombia


Por Katalina Vásquez Guzmán
Desde Medellín, para Página/12

Con otro escándalo de corrupción comenzó la semana en Colombia. El aparato de seguridad estatal sigue realizando escuchas ilegales, aun después de revelarse, a principio de año, que monitorean y graban a políticos de la oposición, defensores de derechos humanos, magistrados y hasta a los mismos funcionarios que investigan la institución desde la denuncia pública. Así lo reveló el domingo la revista Semana. Para su director, Alejandro Santos, lo más grave es que “todo el trabajo se ha intensificado desde hace quince días, cuando se está conciliando el texto del referéndum”.

Hoy el Congreso continúa una agitada votación que define si, en las urnas, los colombianos apoyan la reforma de la Constitución para que el presidente Alvaro Uribe pueda ser reelegido en su cargo por segunda vez. Esa es una de las razones por las que se intensificaron las escuchas en los últimos quince días, según le contó una fuente del Departamento Administrativo de Seguridad (DAS) al semanario. “Hay que saber en qué están y qué están pensando los políticos”, aseguró uno de los encargados de las grabaciones ilegales. Uribe, aislado por ser portador del virus A H1N1, no dijo nada al respecto, como tampoco ninguno de sus ministros. El mismo es el encargado de impartir las órdenes en el DAS, pues este aparato de espías depende directamente de la Presidencia. Por eso, la oposición lo señala de ser el responsable de las interceptaciones ilegales. El director del Partido Liberal, César Gaviria, afirmó que el DAS se convirtió en una “máquina de delincuencia al servicio de la Casa de Nariño” y consideró al jefe de Estado un “dictador”.

Cuando en febrero el mismo semanario destapó el escándalo que provocó la salida de su directora y la investigación judicial a otros tres ex directores, se dijo que la información recopilada en los ilegales seguimientos era vendida a grupos insurgentes y paramilitares. Y aunque todavía nadie confirma que la entregan directamente al gobierno, es de sospechar que la mayoría se queda en manos del Estado, pues ése es el seno del DAS. Hoy “a pesar de estar en el ojo del huracán, las cosas no sólo no cambiaron, sino que, incluso, han empeorado”, señala Semana en su revelador informe. Allí se detalla que hasta las conversaciones familiares de fiscales y periodistas son grabadas, junto a otras que revisten mayor gravedad, como la del magistrado auxiliar Iván Velásquez con James Faulkner, un importante funcionario del Departamento de Justicia de Estados Unidos, sobre extradición e intercambio de documentos.

“Después del escándalo de febrero las cosas pararon completamente por unos días, mientras pasaba la tormenta. Cuando se vio el rumbo que tomaron las cosas, y que la Fiscalía y la Procuraduría solamente se dedicaron a las ‘chuzadas’ antiguas, se volvió a empezar con el trabajo. Se hicieron ajustes y la diferencia es que ahora se hace mejor y de manera discreta”, dijo un funcionario del DAS a Semana.

Además, la publicación señala que hoy ese aparato utiliza prácticas como seguimientos con detectives, utilizando falsos taxis y vehículos disfrazados de empresas de telecomunicaciones, sin orden para ello. Y que se valen, también, de sofisticados equipos que escondieron en la escuela donde entrenan los detectives durante las pesquisas desatadas con las denuncias de comienzo de año.

El director del DAS, Felipe Muñoz, manifestó no tener conocimiento de nada de lo que denuncia la revista, y dijo que hay empresas privadas interceptando llamadas para después vender la información. Los aparatos que rastrean llamadas telefónicas y que pertenecen a su departamento –dijo– “están totalmente sellados”. Muñoz recordó que 400 funcionarios del DAS fueron despedidos por el primer escándalo de las escuchas, y que los 6500 empleados que tienen hoy deben denunciar si están recibiendo órdenes para monitorear a cualquier persona de manera ilegal. Por ahora, los agentes que se decidieron a hablar lo hicieron a un medio de comunicación que anunció proteger su identidad, aunque la Fiscalía y el mismo DAS la esté exigiendo para empezar más investigaciones.

Novas regras para o petróleo são ‘virada nacionalista’ do Brasil


O novo marco regulatório para a exploração do petróleo no Brasil, anunciado na segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, representa “uma virada nacionalista” para o Brasil, segundo afirma reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário americano The New York Times.

“O governo brasileiro propôs mudanças às leis existentes na segunda-feira para dar o papel principal no desenvolvimento das reservas-chave de petróleo em águas profundas para a gigante estatal da energia, a Petrobras, em detrimento das rivais estrangeiras”, observa o diário.

“O novo marco regulatório do país representa uma virada nacionalista para o Brasil”, diz a reportagem, que comenta que os campos descobertos nos últimos dois anos podem transformar o Brasil em uma grande potência mundial de energia.

A reportagem comenta que as novas regras, que ainda dependem de aprovação do Congresso, “confinariam as empresas estrangeiras a papéis mais subservientes à Petrobras e a uma nova estatal do petróleo ainda a ser criada”.

Divisão social

Já o diário econômico americano The Wall Street Journal destaca que, para cumprir sua promessa de financiar o desenvolvimento do país com os recursos provenientes do petróleo, Lula “terá que ter sucesso onde gerações de governos latino-americanos, do México à Bolívia, falharam: transformar a riqueza de vastos recursos naturais no motor do desenvolvimento”.

“O Brasil, com alguns dos maiores estoques do mundo de minério de ferro e prata, tem uma das maiores diferenças entre os ricos e os pobres”, diz a reportagem.

O jornal comenta que para superar os desafios tecnológicos para explorar os novos campos, a quilômetros de profundidade sob uma camada de rocha e sal, o país precisará de ajuda, mas “poderá não atrair a colaboração de que necessita a menos que ofereça aos parceiros termos mais lucrativos”.

A reportagem do Wall Street Journal observa ainda que as ações da Petrobras “caíram na segunda-feira, em parte por causa da preocupação de que o governo terá uma participação maior na companhia”.

O jornal lembra ainda que “alguns observadores questionam a suposição básica de que a extração do petróleo é certa”, já que a britânica BG Group e a americana Exxon anunciaram no mês passado não terem encontrado petróleo em suas áreas de concessão, apesar de a Petrobras ter dito que a maioria de suas perfurações de teste encontraram petróleo.

Eleições

O diário espanhol El País relata que o presidente Lula anunciou "um novo dia da independência" com as novas regras para a exploração do petróleo, “com o olhar voltado para as eleições presidenciais que acontecerão em outubro do ano que vem”.

O jornal observa que o projeto anunciado pelo governo foi enviado em regime de urgência ao Congresso, que terá agora 90 dias para discuti-lo e votá-lo.

“A pressa para aprovar um novo marco regulatório tem uma leitura dupla: por um lado, Lula não quer deixar muita margem de manobra para que a oposição faça uma sangria num projeto que já vem sendo criticado por vários grupos políticos”, diz o texto.

“Em segundo lugar, também não convém ao líder brasileiro que estas discussões acabem se misturando com a campanha eleitoral prevista para o próximo ano”, afirma o jornal.

A reportagem observa que Lula terá o reconhecimento político de que o Brasil está se convertendo em uma potência petrolífera de primeira ordem, mas que não gostaria de enfrentar o desgaste político diante de um eventual enfrentamento com o Congresso em plena corrida presidencial.

“Para o presidente brasileiro, a prioridade é que sua candidata, a superministra Dilma Rousseff, ganhe as eleições de 2010 para o Partido dos Trabalhadores (PT)”, diz o jornal.

Combate à pobreza

O jornal britânico The Guardian relata em sua reportagem que Lula “prometeu injetar bilhões de petrodólares na guerra contra a pobreza após as maiores descobertas de petróleo da década”.

“Ele afirmou que a nova legislação que está propondo permitirá que os lucros sejam usados para ‘cuidar’ da educação e da pobreza de uma vez por todas”, diz a reportagem.

O Guardian comenta que a descoberta dos novos campos de petróleo a partir de novembro de 2007 levaram o Brasil a suspender os leilões de concessão de novos blocos para a exploração de petróleo “para dar ao governo uma parcela maior dos lucros”.

“Lula deve criar um ‘fundo social’ com o objetivo de canalizar os lucros com o petróleo para iniciativas de redução da pobreza e poderia dar um controle maior dos campos de petróleo ‘estratégicos’ ao governo”, diz a reportagem.

Segundo o jornal, “companhias estrangeiras de petróleo reagiram com nervosismo à especulação sobre a nova legislação, preocupadas de que terão um papel menor na futura exploração na região”.

O diário econômico Financial Times observa que as incertezas sobre o novo regime, aliadas à queda no preço do petróleo, provocaram uma queda de mais de 8% nas ações da Petrobras na última semana.

BBC