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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Quem é a mulher dos comerciais de TV?


Por Leonardo Sakamoto, em seu blog:

Baseado no que nos dizem os comerciais de televisão, finalmente consegui entender quem é a mulher brasileira.

Ela é simpática, meiga, solícita. Independente, mas multitarefa. Não é que não queira a ajuda de ninguém – ela não precisa. Faz questão de trabalhar o dia inteiro e, depois, chegar em casa e cuidar de tudo e dos filhos. E, se o marido aguentar, ainda está disponível para muito sexo.

Vejamos: ela gosta de fazer uma boa faxina. Daquelas pesadas, que incluem tirar gordura do fogão, a sujeira do chão e o pó que se esconde nos vãos, desde que os produtos usados não irritem muito a pele. E que o sachê para tirar odor do vaso sanitário possa ser trocado facilmente. Afinal de contas, hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás! O que ela mais ama ganhar de presente de Dia das Mães é uma geladeira e um aspirador de pó.

E o momento em que a mulher brasileira prefere dar a geral na casa é quando os filhos clamam por atenção, querendo a velha e boa papinha de nenê com frango com hormônio ou a fralda nova que absorve o xixi antes mesmo dele ser feito. Ou no momento exato em que a horda composta pelos amigos do rebento mais velho resolve vir comer cachorro-quente e sanduíche de peito de peru ao mesmo tempo. É sempre ela, sozinha, que abre as garrafas de refrigerante, engordando a molecada.

Até porque, como sabemos, é raro homem aparecendo na cozinha em comercial. Ele só vai para preparar pratos especiais, refinados, gourmet. No dia a dia, o reino das panelas é das mulheres. Para ele, há outras tarefas: aparece com mais frequência, por exemplo, em anúncios de TVs LED de 52″ e de carros que não rodam, voam – deixando claro que tamanho e potência são o que importam de verdade. Ou nos de cerveja, como se o consumo de álcool fosse algo apartado por gênero. Aí sim, ressurge a brasileira, pelada, esbanjando sensualidade, disponível para qualquer coisa, quase pedindo: “vem cá e me beba inteira”.

Voltemos à mulher que acabou de lavar a louça com um detergente que transforma pratos em espelhos e colocar a roupa do marido do futebol na máquina de lavar com um sabão que deixa tudo muito branco. Ela, que nasceu com um cabelo maravilhosamente cacheado, aproveitou o tempinho livre que o uso de produtos de limpeza avançados lhe concedeu e o alisa inteiro com uma das incríveis chapinhas anunciadas no canal a cabo. Quer ficar igual às amigas, que são iguais às mulheres dos comerciais de TV, que são iguais às modelos, que atendem a um parâmetro traçado por uma elite de outro continente, de que liso é bom, curvo é uma droga. Tem o mesmo DNA da ideia de que branco é bom, negro é uma droga.

Ela ainda aproveita alguns segundos para untar a barriga com gel emagrecedor, tomar alguns comprimidos feitos com esterco de besouro caolho da Serra da Mantiqueira que prometem emagrecer e depilar a perna com emplastos coloridos que ninguém provou que não são carcinogênicos. Está cansada, mas sabe como o marido fica depois de tanto comercial de cerveja. Quer agradá-lo. Coitado, trabalha tanto, né? Corre ao banheiro e esconde o tempo, o cansaço e a idade com maquiagens mil. Diante do espelho, ao ver outra mulher que não ela, uma mulher que ela tem certeza que viu diz desses na TV, sorri.

Então, respira fundo para poder aceitar a vida que os comerciais lhe garantiram ser o modelo de felicidade. Deita-se na cama, enquanto espera. E viaja para bem longe. Sozinha.

Pena que, infelizmente, antidepressivo não aparece em comercial de TV. Ainda.
 
Extraído do Blog do Miro.

Fonte da imagem AQUI.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

A QUALIDADE DA TV NO BRASIL


Por Laurindo Lalo Leal Filho

Crianças fazendo perguntas de adultos para “celebridades” surgiu como nova atração da Bandeirantes nas noites de domingo. Concorria com Faustão, na Globo; Silvio Santos no SBT e Gugu na Record evidenciando que o controle remoto não serve mesmo para nada. Troca-se de canal mas o nível dos programas continua o mesmo.

A Bandeirantes tentou inovar, sair dos auditórios e das “escolinhas”, e acabou colocando no ar um programa chamado Conversa de gente grande que era, no mínimo, constrangedor.

Menores de 12 anos entrevistavam “celebridades” fazendo perguntas – algumas claramente formuladas pela produção do próprio programa – destinadas a provocar risadas nos adultos.

Para Alexandre Frota uma criança perguntou como tinha sido “a primeira vez” do artista. Outra quis saber se Sabrina Sato havia feito “o teste do sofá” para trabalhar na TV.

Como se nota a escolha dos entrevistados e das perguntas enquadra-se perfeitamente no artigo da Constituição que estabelece preferência, nos programas de rádio e TV, para conteúdos com “finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas”.

Diante de tais fatos inúmeras pessoas voltaram a perguntar “o que fazer”? Infelizmente muito pouco. Não há a quem reclamar. No Brasil, ao contrário do que acontece nas grandes democracias do mundo, não existe um órgão regulador capaz de ouvir o público e dialogar com as emissoras.

A existência desse órgão foi prevista em alguns dos 19 ante-projetos de lei para o rádio e a televisão, elaborados desde os anos 1980, mas nunca levados ao Congresso. Continuamos praticamente com a mesma legislação que, no último dia 27 de agosto, completou 50 anos.

Os governos brasileiros sofrem, na radiodifusão, da síndrome Jango. Quando a lei entrou em vigor, João Goulart era o presidente da República. Ele vetou 52 artigos do texto aprovado no Congresso, a maioria favorecendo nitidamente os interesses dos radiodifusores. No entanto, de forma inédita, o Parlamento brasileiro derrubou os vetos presidenciais mostrando uma força que é até hoje inabalável.

Menos de dois anos depois, esses mesmos radiodifusores, aliados a outros setores da mídia, obtiveram uma vitória maior: derrubaram o presidente da República, integrados que estavam ao movimento civil-militar de 1964. Essa talvez seja a razão principal da timidez de todos os governos, desde então, de levarem adiante o debate em torno de uma nova lei para a radiodifusão.

Há 50 anos o Brasil tinha 71 milhões de habitantes e só 5% possuíam um aparelho de TV. Hoje somos quase 200 milhões e a televisão está em 98% dos domicílios. Hábitos, valores e costumes eram bem diferentes. A pílula anticoncepcional não havia sido inventada e nem a mini-saia virado moda. Era um pais rural, com 80% da população morando no campo. Hoje é o inverso mas a lei permanece a mesma.

Sem falar das diferenças tecnológicas. O video-tape era a grande novidade permitindo, por exemplo, que Chico Anísio contracenasse com ele mesmo. E os jogos da Copa do Mundo no Chile pudessem ser vistos aqui, no dia seguinte. Tudo em preto e branco.

Uma lei feita para aquele momento é incompatível com os tempos atuais. Por ser tão desatualizada não regula quase mais nada permitindo abusos. Como o aluguel de horários para igrejas, a propriedade de vários meios de comunicação por um mesmo grupo empresarial, a falta de diversidade nas programações, a renovação das concessões de rádio e TV sem debate público, entre outras aberrações.

Diante desse quadro, é óbvia a necessidade de uma lei de meios. Aliás ela já está pronta há muito tempo. Há contribuições, por exemplo, dos ministros Sergio Motta e Juarez Quadros, dos governos Fernando Henrique e, mais recentemente, do ministro Franklin Martins, no segundo governo Lula.

Mas aí entra em cena a síndrome Jango. O poder político das empresas de comunicação – ferozes adversárias das mudanças – atemoriza os governos, tornando-os reféns do atraso. E, o telespectador, vítima da TV, não tem a quem reclamar quando vê uma criança perguntando a uma “celebridade” como foi a sua primeira relação sexual.

Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Internet apavora a velha mídia

Fonte desta imagem AQUI.

Não é apenas a revista Veja, denunciada por suas ligações com a quadrilha de Carlinhos Cachoeira, que está desesperada com os “insetos”, “robôs” e “petralhas amestrados” das redes sociais. Toda a velha mídia, no Brasil e no mundo, teme o vertiginoso crescimento da internet. Um estudo recente confirma que o seu modelo de negócios está em declínio acelerado.

Estimativas apresentadas na semana passada pela seccional brasileira da agência Interactive Advertising Bureau (IAB) indicam que os jornalões serão superados pela internet como mídia mais acessada até o final deste ano. Mas não são somente os veículos impressos que perderão publicidade e terão o seu faturamento reduzido. As emissoras de televisão também sofrerão abalos.

Menos tempo diante da TV

Segundo Fabio Coelho, presidente do IAB-Brasil e também da filial do Google, em 2012 o meio digital crescerá 39%, fechando o ano com 13,7% de participação no mercado de comunicação e faturamento na casa dos R$ 4,7 bilhões. No ano passado, a web representava 11% do bolo publicitário. Para ele, a internet é “um mercado pujante”, que irá superar rapidamente as outras mídias.

O estudo da IAB, intitulado “Brasil Conectado: Hábitos de Consumo de Mídia”, aponta a existência de 80 milhões de internautas no país, dos quais 49% pertencem às chamadas classes C, D e E. Na rotina dos brasileiros, a internet já é considerada o meio mais importante para 82% dos 2.075 entrevistados. Mais de 40% deles passam, pelo menos, duas horas por dia navegando na rede, enquanto apenas 25% gastam o mesmo tempo assistindo TV.

“No limiar de uma grande transformação”

A internet aparece como a atividade preferida por todas as faixas etárias, de renda, gênero e região quando se tem pouco tempo livre, somando 62%. Em casa, a web é acessada pela manhã, quando 69% se conectam, 78% acessam à tarde e 73% à noite. Ela também é a mídia mais popular nos locais de trabalho, escola, restaurantes, shoppings e na casa de amigos.

“Todos os dados confirmam a expansão do mercado, que tende a se acentuar com as iniciativas de ampliação do acesso a banda larga e também ao aumento da base de smartphones. Estamos apenas no limiar de uma grande transformação”, garantiu Fabio Coelho, presidente do IAB, ao jornal O Globo.

Altamiro Borges é jornalista, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé, militante do PCdoB.

CdoB

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Globo


Mais numeros confirmam noticia repetida sobre queda da Globo

Segundo nota hoje no Agora SP, a audiencia da Globo caiu 6% de 2007 para 2008, fechando o ano com média de 14,2 pontos, nas 24 horas do dia. Esse número está 3 pontos abaixo do que a Globo tinha em 2004, informa a noticia. "Desde 2006, a emissora só tem caido" - repete. Em contrapartida, a Record vem crescendo, desde 2004, cerca de 1 ponto por ano. Ainda está longe da lider mas fechou 2008 com audiência média de 6,6 pontos, no 2o lugar, o que representa crescimento de 17% em relaçao ao ano anterior. A audiência no Brasil cresceu 2% em 2008, informa o Agora. Em 2007, a média era de 35 pontos. Em 2008, o número foi para 36 pontos. As médias correspondem às 24 horas do dia. 06/01 Blue Bus

Leia BLUE BUS.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

TV pede libertação de jornalista que agrediu Bush

O canal de televisão Al-Baghdadia, com sede no Cairo, pediu nesta segunda às autoridades iraquianas a libertação do jornalista Muntazer al-Zaidi, que foi detido no domingo após atirar os sapatos no presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em entrevista em Bagdá.

"O comitê diretor do canal Al-Baghdadia exige às autoridades a libertação imediata de Zaidi, de acordo com a linha de liberdade de expressão e democracia prometida pelo novo regime iraquiano", indicou o canal em comunicado lido diante das câmeras.

O apresentador acrescentou que a "Al-Baghdadia considera as autoridades americanas e iraquianas responsáveis de qualquer medida contra Zaidi, que, caso seja adotada, será uma lembrança da conduta seguida durante a era do ditador (Saddam Hussein) caracterizada pela violência, as detenções indiscriminadas e as valas comuns".

O canal pediu aos veículos de comunicação árabes e internacionais para mostrarem solidariedade para com o jornalista iraquiano.

Zaidi, 27 anos, atirou os dois sapatos contra Bush durante uma entrevista coletiva conjunta oferecida pelo presidente dos Estados Unidos junto ao primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, após a ratificação de um acordo de segurança bilateral que estipula a retirada das tropas americanas do Iraque até 2012.

Antes de lançar os dois sapatos - Bush conseguiu desviar de um e o outro errou o alvo -, o repórter gritou: "Este é o beijo de despedida, cão".

Após o incidente, os guardas de segurança detiveram o agressor e o tiraram da sala.

EFE

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

ACOMPANHANDO AS CANSADAS

É assim a TV aberta no Brasil - Hebe e Witte Fibe discutem sobre 'pum'

É assim a TV aberta no Brasil. Anteontem, durante o programa de Hebe Camargo no SBT, a apresentadora e Lillian Witte Fibe discutiram com gosto o seguinte tema - quais animais soltam mais ou menos pum. Anotado pela coluna Zapping, do Agora SP.

blue bus

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

PORNOGRAFIA NA TV BRASILEIRA


agradecimentos, uma resposta e uma síntese

Pedro Cardoso, ator, no blog do filme Todo Mundo Tem Problemas Sexuais

Eu gostaria de agradecer a todas as pessoas que leram o meu texto e àqueles que se manisfestaram. As manisfestações de apoio, em muito diminuem a sensação de solidão e me ajudam a perseverar nessa questão, e as manisfestações contrárias, ou com algumas ponderações, são sempre reveladoras e, convidando-me a conhecer a diferença, ainda haverão de incrementar este debate. A todos, muito obrigado pela atenção. Jorge Furtado escreveu um comentário no blog da Casa de Cinema que é uma ótima contribuição. Vale a pena ler.
Eu gostaria de agradecer também àqueles que se manisfestaram através do jornal. Todos são igualmente bem-vindos.
Percebo, pela opinião de alguns, que eles falaram sem ter lido o meu texto antes, apenas provocados pela pergunta do jornalista. Peço a eles, e a todo mundo, que leiam o que eu escrevi. E este blog, onde o texto está integralmente publicado, é a única fonte confiável. Edições por outros, geralmente, corropem o sentido e a intenção do que eu disse.
Eu gostaria também de responder ao cineasta Walter Lima Júnior porque ele me dirigiu palavras ofensivas. Primeiro, quero esclarecer que eu não citei o nome dele em nenhum momento, aliás, não citei o nome de ninguém nem de nenhuma empresa específica. Nem eu nem a Claudia Abreu. Ele se considerou envolvido por seus próprios critérios e consciência. Tomou para si uma afirmação genérica, que dizia respeito a fatos não especificados. Eu, por convicção ética, em assuntos de possível divergência, não cito pessoas que não estão presentes. Seria uma covardia fazer ataque público a pessoa que não está alí para se defender. Acho que ele não leu o meu texto (nem viu o filme) antes de me ofender. Caso o tivesse feito, certamente teria compreendido melhor as minhas intenções, e, a julgar pela obra que produziu, ele teria descoberto muitos pontos de afinidade entre nós. Ele deve ter me ofendido num momento infeliz, e tenho certeza que ele está imaginando uma maneira gentil de se desculpar.
A ofensa que ele me fez, me dá a oportunidade de esclarecer que eu não acho que devemos particularizar essa questão. Estou falando de um ataque generalizado que vem sendo feito a toda atividade profissional dos atores por conta da constância com que a pornografia, disfarçada de obra de arte, está presente no audiovisual, e da conivência (com maior ou menor consciência) que autores e diretores têm com ela (uma vez que não sendo eles que ficam nus, são, no entanto, eles que determinam a pretensa necessidade da nudez ou de outro qualquer artifício que busque produzir um momento pornográfico). Determo-nos nesse ou naquele caso em particular, irá apequenar a discussão. Entre a pornografia e a arte há muitas nuances, mas elas não são a questão aqui. O que eu digo é que há pornografia na imensa maioria da produção audiovisual para atender a ambição de ganho financeiro, e que isto está tornando a vida dos atores um tormento. Quase não há ofertas de trabalho onde a pornografia não se insinue. As exceções existem, mas não cabe a mim discutir quais elas seriam, mesmo porque não tenho o monopólio de uma verdade, que é, por sua própria natureza, bastante afetada pela subjetividade de cada um. Agora, a invasão da pornografia é um fato bastante objetivo e facilmente comprovável. Sua presença é tão evidente, e o desconforto que causa já me foi tantas vezes relatado por colegas, que eu me sinto confiante para apontá-la. Será difícil encontrar uma atriz (ou espectadora) que não tenha passado ao menos por uma situação onde não tenha se sentido constrangida.
A contribuição de cada um para esta situação é uma questão que cada um terá que averiguar consigo mesmo, e poderá se manisfestar caso queira fazê-lo. Eu disse o que penso (inclusive que somos todos vítimas da mesma ganância), e aqui estou para ouvir o que os outros pensam e para insistir na minha defesa da autoridade do ator sobre o seu trabalho. Nós atores somos os donos da arte de representar e donos do nosso ofício. Não temos que obedecer. Não estamos abaixo de escritores ou diretores nem dos produtores. Não somos menos donos do que eles do resultado final de um trabalho que é coletivo! Só devemos fazer aquilo que queremos, só devemos dar voz aos autores que admiramos, só devemos atender as solicitações dos diretores com as quais concordamos! Devemos fazer apenas o que quisermos! E devemos, também, nos responsabilizar integralmente por isso.
Essa é a minha questão, e nenhuma outra. Acredito que o ator, novamente senhor do seu trabalho, não produzirá pornografia (com raras exceções). Por isso anseio pelo dia em que diremos “não” às cenas que não queremos fazer. E, quando formos muitos a dizer esse “não”, o mercado terá que se submeter a nossa vontade e a história mudará. É uma questão ética e política para mim.
Não quero me perder em discussões sobre este ou aquele episódio; isso é assunto de cada um. A advertência que faço é a todos (a mim mesmo, inclusive), e não a ninguém em particular. E as acusações de abuso de poder e deslealdade por parte de diretores e escritores, são dirigidas a quem as merece. Eles sabem quem são. Eu não preciso dizer. Mesmo porque não os conheço a todos, apenas a alguns. Quero me manter, por agora, distante de questões particulares para poder tratar do assunto com a abrangência e a consequente importância que ele tem.
É isso. Espero ter sido claro, e, mais uma vez, obrigado pela atenção de todos.
Ah! Quem por ventura encontrar aqui algum erro de ortografia, por favor me ajude. Eles são muito frequentes por conta de uma renitente dislexia que me acompanha desde a classe de alfabetização. Conto com vocês.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Internet supera a televisão na preferência dos jovens alemães

MAPA DO TRÁFEGO DA INTERNET EM UM MOMENTO DE JANEIRO DE 2008:

DW:

Estudo europeu mostra avanço da internet em relação aos demais meios de comunicação. Alemanha tem o maior número absoluto de internautas entre dez países pesquisados. Benelux e Escandinávia têm mercados quase saturados.

Os alemães na faixa etária de 16 a 24 anos já passam mais tempo na internet (13,8 horas por semana) do que diante da televisão (13,5 horas por semana). É o que mostra o estudo Mediascope Europe 2007, realizado pela Associação Européia de Publicidade Interativa (EIAA).

Para a pesquisa, foram entrevistados 7 mil usuários em dez países europeus, que representam um universo de 169 milhões de internautas – em média, 57% dos europeus adultos.

Os resultados mostram que o número de usuários continua aumentando na Europa. A Holanda (com 81% da população adulta), a Noruega (78%) e a Suécia (74%) lideram o mercado. Em dados absolutos, a Alemanha tem o maior número de internautas – 43,2 milhões (61% da população adulta).

Enquanto nos países do Benelux (Bélgica, Holanda e Luxemburgo) e na Escandinávia o mercado apresenta os primeiros sinais de saturação, na Alemanha ele ainda tem bastante potencial para expandir.

Em nível europeu, cada vez mais mulheres usam a internet. Na maioria das faixas etárias, elas já empatam com os homens. Também o número dos chamados "silver surfer", com mais de 55 anos, aumentou mais de 30% nos últimos anos.

O mercado alemão é o que mais cresce na Europa: 15% neste ano em relação a 2006. Os principais responsáveis por essa rápida expansão são os idosos (+38%) e as mulheres (+22%). Também a popularização dos acessos de banda larga contribui para essa evolução positiva.

Outras três constatações feitas na Alemanha são: 68% dos alemães adultos acessam a internet em cinco a sete dias por semana e permanecem 10,3 horas online; o tempo de permanência online aumentou 29% desde 2004; e o número de acessos de banda larga cresceu 18% desde 2005.

Audiência da TV estagna

Considerando toda a população adulta, a televisão ainda é o meio de comunicação mais popular na Alemanha (79% a ligam em cinco a sete dias por semana), mas a audiência estagna há anos, enquanto o uso da internet aumentou 14% desde 2005, principalmente por conta de menos leitura de jornais.

Para se informar sobre acontecimentos atuais, os alemães usam cada vez mais publicações eletrônicas, especialmente os portais das emissoras de direito público. Mas as atividades mais freqüentes na rede continuam sendo a busca, a correspondência via e-mail e a realização de compras.

Aumenta sobretudo entre os jovens alemães a popularidade de redes sociais, como o studiVZ, o Facebook ou myspace. Também os debates em fóruns e a troca de experiências entre consumidores de determinados produtos são bastante difundidos. Apenas 10% usam o celular para acessar a web.

Mais raro do que em outros países é o uso da internet na Alemanha para baixar música (16% contra 31% na Europa) ou ouvir rádio via web (20% contra 31% na Europa). Mas o número dos que assistem a filmes, programas de televisão ou videoclips na rede tende a aumentar, segundo a EIAA. (gh)