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segunda-feira, 18 de março de 2019

50 CIDADES MAIS PERIGOSAS DO MUNDO

 
 
Uma organização mexicana independente classificou as 50 cidades mais perigosas do mundo com base na taxa de homicídios (* número de assassinatos por 100.000 habitantes).  
 
42 delas estão na América Latina.
 
Dados de 2018.
 
Fonte da Matéria: https://www.travelbook.de/orte/gefaehrliche-orte/mordrate-die-gefaehrlichsten-staedte-der-welt?ref=1
 
 Fonte da Imagem: http://www.arthit.ru/surrealism/0055/surrealism-25.jpg
 
Ranking
Cidade
País
Assassinatos
População
Taxa*
1 Tijuana Mexiko 2640 1,909,424 138.26
2 Acapulco Mexiko 948 857,883 110.50
3 Caracas Venezuela 2,980 2,980,492 99.98
4 Victoria Mexiko 314 365,089 86.01
5 Ciudad Juárez Mexiko 1,251 1,462,133 85.56
6 Irapuato Mexiko 473  580,808  81.44
7 Ciudad Guayana Venezuela 645  823,722  78.30
8 Natal Brasilien 1185  1587055  74.67
9 Fortaleza Brasilien 2,724  3,939,460  69.15
10 Ciudad Bolívar Venezuela 264 382,095  69.09
11 Kapstadt Südafrika 2,868  4,322,031  66.36
12 Belém Brasilien 1,627  2,491,052  65.31
13 Cancún Mexiko 547  848,465  64.47
14 Feira de Santana Brasilien 386  609,913  63.29
15 St. Louis USA 187  308,626  60.59
16 Culiacán Mexiko 585  966,609  60.52
17 Barquisimeto Venezuela 683  1,205,142  56.67
18 Uruapan Mexiko 189  346,640  54.52
19 Kingston Jamaika 639 1,180,771  54.12
20 Obregón Mexiko 179  343,613  52.09
21 Maceió Brasilien 521  1,012,382  51.46
22 Vitória da Conquista Brasilien 172  338,885  50.75
23 Baltimore USA 309  611,648  50.52
24 San Salvador El Salvador 906  1,800,336  50.32
25 Aracaju Brasilien 463  949,342 48.77
26 Coatzacoalcos Mexiko 162  335,077 48.35
27 Palmira Kolumbien 149  310,608  47.97
28 Maturín Venezuela 257  544,069  47.24
29 Salvador Brasilien 1,849 3,914,996  47.23
30 Macapá Brasilien 233  493,634  47.20
31 Cali Kolumbien 1,209  2,570,905  47.03
32 Celaya Mexiko 240  510,787  46.99
33 San Pedro Sula Honduras 363  777,877 46.67
34 Ensenada Mexiko 253  542,896  46.60
35 Campos dos Goytacazes Brasilien 233  503,424  46.28
36 Tepic Mexiko 230  512,387  44.89
37 Manaus Brasilien 944  2,145,444  44.00
38 Guatemala-Stadt Guatemala 1,411  3,226,974  43.73
39 Recife Brasilien 1,738  3,975,411  43.72
40 Distrito Central Honduras 538  1,242,397  43.30
41 San Juan Puerto Rico 143  337,288  42.40
42 Valencia Venezuela 678  1,600,662  42.36
43 Reynosa Mexiko 295  711,130  41.48
44  João Pessoa Brasilien 460  1,112,304  41.36
45 Nelson Mandela Bay Südafrika 478  1,220,616  39.16
46 Detroit USA 261  673,104 38.78
47 Durban Südafrika 1,562  4,055,969  38.51
48 Teresina Brasilien 324  861,442  37.61
49 Chihuahua Mexiko 352  938,713  37.50
50 New Orleans USA 145  393,292  36.87    
  

sexta-feira, 21 de junho de 2013

ALGUNS PERSONAGENS HIPOTÉTICOS DA REVOLTA JUVENIL NO BRASIL





Revoltados & Revoltosos

Mais de 80% não tem partido, contra 47% da população. Quase 80% possui nível de escolaridade superior, contra 24% da população. Em torno de 20% são estudantes. Mais de 50% com menos de 25 anos. Em torno de 70% participaram pela primeira vez de uma manifestação pública. Não há direção reconhecida. Cada vez que um grupo faz uma lista de reivindicações aparecem três grupos ou mais desautorizando. O meio de comunicação usual é a internet.


Governos 

Inicialmente não prestaram muita atenção ao movimento. Caracterizaram como pequeno grupo de arruaceiros que não têm mais o que fazer. Postura arrogante de quem pensava que estava no controle da situação. Quando o movimento cresceu tiraram o time de campo por não saber como se posicionar. Atualmente estão em crise, tentando achar saídas, porém não sabem com quem falar nem o que dizer.


Polícia

A Polícia é parecida em todo o mundo. Para ela o controle de massas se dá através da repressão violenta. É isso que sabem e gostam de fazer. Quando chamada a assumir posição mediadora normalmente a polícia não sabe como se comportar. Nas polícias com estrutura militar muitas vezes existem grupos que não obedecem o comando central e colocam em prática táticas de ação direta extremamente violentas, algumas vezes atuando sem identificação como policiais.


Partidos Políticos

No início do movimento não prestaram atenção, preocupados com as mazelas do quotidiano político. Quando perceberam que as revoltas cresceram fizeram tentativas toscas de inserção no movimento, porém todas desastradas. Foram totalmente alijados do processo.


Conservadores (Direita em Geral)

No início trataram as manifestações com absoluto desprezo. Quando estas cresceram viram uma oportunidade de aproveitar o ensejo para criticar o Governo Nacional e os avanços sociais em andamento. Seus representantes políticos estão vendo no movimento uma brecha inesperada para mudar o quadro nacional, amplamente favorável às forças progressistas. Não participaram diretamente das manifestações. Incentivam os amigos a enviarem seus filhos, mas que em geral também não o fazem.


Progressistas (Esquerda em Geral) 

No início trataram as manifestações com absoluto desprezo. Muitos consideravam os manifestantes um bando de desajustados sociais. À medida que o movimento foi crescendo realizaram tentativas de inserção no contexto, porém não obtiveram êxito. Estão em crise de identidade, pois no subconsciente parecem acreditar que não é possível qualquer movimento de massas sem estarem automaticamente na direção.


Grande Mídia

A "grande" mídia, também alcunhada de PIG (Partido da Imprensa Golpista) por alguns, foi uma das grandes perdedoras. No começo do movimento jogou-se totalmente contra, conclamando as forças da ordem a colocarem um basta nas arruaças e no vandalismo. Com o passar do tempo, o movimento crescendo, foi obrigada a mudar de posição. Atordoada, não conseguiu encontrar um posicionamento coerente. Foi perseguida durante os protestos e considerada inimiga. Fica cada vez mais clara sua inexorável tendência à irrelevância.

Omar
junho de 2013

Fonte da imagem AQUI.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

MULHERES SÃO MAIORIA NO BRASIL

Fonte da imagem AQUI.

População do Brasil chega a 195,2 milhões; mulheres são maioria

A população residente no Brasil já soma 195,2 milhões, um aumento de 1,8% (3,5 milhões) em relação a 2009, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), realizada pelo IBGE e divulgada nesta sexta-feira. As mulheres são a maioria, representando 51,5% (100,5 milhões) da população.

Os jovens de até 29 anos de idade representavam 48,6% dos brasileiros e as pessoas com 60 anos ou mais, 12,1%. Em 2009, os valores eram, respectivamente, 50,2% e 11,3%. Os dados indicam “que prossegue a tendência de envelhecimento da população”, de acordo com avaliação do IBGE.

A região Norte manteve as maiores concentrações de pessoas mais jovens, somando 57,6% da população com menos de 30 anos. Na faixa de 45 a 59 anos, os maiores percentuais estavam no Sudeste (18,5%) e no Sul (19,4%). O mesmo ocorreu no grupo de 60 anos ou mais (13,3% e 13,1%, respectivamente).

Do total da população, 47,8% (93,3 milhões) era de brancos, 8,2% (16,0 milhões) de pretos, 43,1% (84,1 milhões) de pardos e 1,0% (1,9 milhão) de indígenas ou amarelos.

Casa própria, internet e esgoto

Ao todo, 74,8% dos brasileiros já possuem a casa própria, sendo que a maioria já está quitada, de acordo com a PNAD. Acompanhando a tendência, a cobertura de serviço de esgoto aumentou de 59,1% em 2009 para 62,6% em 2011. Em números absolutos, do total de 61 milhões de domicílios no país, mais da metade estão ligadas à rede: 38,2 milhões de casas.

Os brasileiros também estão mais conectados. O total da população que acessa à internet aumentou em 10 milhões entre 2009 e 2011, um crescimento de 14,7%, de acordo com a PNAD. Com o aumento, 77,7 milhões de pessoas acessaram a rede, mais um quarto população do país.

Por isso, na hora de comprar um eletrodoméstico novo, os brasileiros têm preferido computador com acesso à internet. O bem de consumo foi encontrado em 22% dos domicílios em 2011, contra 16%, em 2009. A presença do aparelho registrou o maior crescimento entre os bens duráveis nas casas brasileiras: um aumento de 39,8%. Em seguida, vêm os computadores sem conexão à rede, que aumentaram 29,7%.

Ao todo, 77,7 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade declararam ter usado a internet até três meses antes da data da entrevista para a pesquisa. O total representa um aumento de 14,7% em relação a 2009.

O celular também aparece como uma preferência nacional: 69,1% da população de 10 anos ou mais de idade possui um telefone móvel, sendo que o maior percentual foi registrado no grupo etário de 25 a 29 anos (83,1%).

As casas brasileiras continuam tendo mais televisão (59,4%) que geladeira (58,7%). O fogão aparece em 60% dos domicílios. O total de famílias com máquina de lavar também aumentou.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Crianças brasileiras estão crescendo acima dos padrões internacionais


Tanto a evolução da altura quanto a do peso estão acima da curva mediana estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS)

Crescimento das crianças

As crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade estão crescendo acima dos padrões internacionais, de acordo com um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A Pesquisa de Orçamentos Familiares 2008-2009, que visitou cerca de 60 mil domicílios, mostra que cerca de 50% das crianças até 5 anos têm cerca de 1,12 metro.

Tanto a evolução da altura quanto a do peso estão acima da curva mediana estabelecida pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Esse padrão não corresponde a um número.

"Os dados mostram uma superação da curva da OMS e até uma superação nas faixas etárias mais jovens, mostrando que a população brasileira está com o crescimento compatível e até superior ao padrão internacional", afirma a pesquisadora do IBGE, Marcia Quintslr.

Peso das crianças brasileiras

Mesmo com o crescimento dentro do esperado, devido ao problema do excesso de peso e da obesidade no restante da população, a pesquisa alerta que a "evolução dos pesos medianos das crianças brasileiras sugere uma atenção especial com a alimentação".

"Mas não é um cenário apenas positivo. Notamos redução do défice de peso e altura, mas aumento do excesso de peso e obesidade", destacou a pesquisadora, ao lembrar que o problema atinge 34,8% das crianças entre 5 e 9 anos.

Em relação à altura, a pesquisa informa que os brasileiros até os 10 anos, independentemente do sexo, estão dentro do padrão. Já os adolescentes, principalmente os meninos com 15 anos, apresentam um déficit na comparação com a curva mediana internacional.

Autor: Agência Brasil
Fonte: Site Diário da Saúde

SISSAUDE

COMENTÁRIO DO BLOG: Além do que, como disse o Presidente Lula: "quando come, pobre fica bonito".

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

CORÉIA INCENTIVA A PROCRIAÇÃO DE HUMANOS


Coreia do Sul libera funcionários mais cedo para incentivar procriação

John Sudworth
BBC News, Seul

Os funcionários do ministério da Saúde da Coreia do Sul têm a partir desta quarta-feira uma ordem incomum: ir para casa mais cedo e procriar.

Nesta quarta-feira, às 19 horas, as luzes no prédio do ministério serão apagadas.

O governo quer incentivar seus funcionários a passar mais tempo com as suas famílias e, se possível, aumentá-la.

A Coreia do Sul tem uma das mais baixas taxas de natalidade do mundo, inferior até mesmo à do seu vizinho Japão.

Seguindo o exemplo

Aumentar a taxa de natalidade é uma prioridade do governo sul-coreano, que enfrenta um envelhecimento da população e consequentes redução na força de trabalho e aumento nos gastos com saúde.

O ministro da Saúde, que passou a ser chamado em tom de brincadeira de "ministro do encontro de casais", é o responsável pela tarefa de aumentar a natalidade e visivelmente acredita que os seus funcionários têm que dar o exemplo à população.

Generosos vale-presentes são oferecidos para os funcionários que têm mais de um filho, e a instituição organiza reuniões sociais na esperança que seus burocratas encontrem o amor.

No entanto, críticos apontam que o que é realmente necessário é uma ampla reforma para diminuir o custo de se ter uma criança no país.

Segundo jornais sul-coreanos, outras medidas são avaliadas para incentivar a população a ter filhos. Segundo o Korea Times, a diferença salarial entre homens e mulheres no país precisa ser reduzida para que as mulheres pensem menos em trabalhar e mais em se reproduzir.

De acordo com o diário Chosun Ilbo, as regras de imigração na Coreia do Sul podem ser flexibilizadas para atrair mão-de-obra qualificada para o país.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Brasil ganha forma de borboleta em 'mapa demográfico'



Geógrafos da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, desenvolveram um projeto pelo qual os mapas de vários países são redesenhados de acordo com sua concentração populacional.

Para Benjamin David Henning, um dos idealizadores do projeto Worldmapper, as imagens permitem a compreensão visual dos recursos e fluxos mundiais.

O projeto também gera mapas de acordo com centenas de outros fatores, como idade, origem populacional, idioma falado, renda etc.

"É uma maneira mais fácil de identificar como melhorar os problemas enfrentados pelos países ou diferentes regiões do mundo", explica.

bbc

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

OCASO NEOLIBERAL


Globalização financeira foi 'propulsor' de desigualdade de renda, diz OIT

A globalização financeira tem sido um "importante propulsor da desigualdade de renda" e "não tem contribuído para o fortalecimento da produtividade global e do aumento de emprego", segundo o relatório anual da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado nesta quinta-feira.

BBC

O documento, intitulado Income Inequalities in the Age of Financial Globalization (Desigualdades de Renda na Era da Globalização Financeira, em tradução livre), diz que havia a expectativa de que a globalização financeira, "causada pela desregulamentação do fluxo de capital internacional", viesse a estimular o crescimento econômico e trazer benefícios concretos às camadas mais pobres - como aumento de renda e a diminuição nas restrições a crédito.

Mas a globalização não apenas "falhou em contribuir no desenvolvimento da produtividade global e na criação de empregos" como também "intensificou a instabilidade econômica", diz a OIT.

"Globalmente, crises no setor bancário foram 10 vezes mais freqüentes nos anos 90 do que no final dos anos 70", diz o documento. "O desemprego deve aumentar em conseqüência da queda no investimento e isso pode intensificar ainda mais as desigualdades de renda."

Segundo a OIT, o aumento na incidência de crises tem sido provocado parcialmente ou pela falta de uma regulamentação adequada ou pela falta de um sistema de supervisão apropriado.

O relatório afirma, no entanto, que a globalização financeira tem tido um "efeito disciplinador em políticas macroeconômicas" e que, quando se avalia o impacto no crescimento econômico a longo prazo, "os benefícios da liberalização financeira pesam mais do que o custo das crises (financeiras)".

Brasil

Ao analisar as tendências de distribuição de renda ao redor do mundo, o relatório afirma que o Brasil foi um dos países onde houve uma redução na desigualdade de renda. Nas últimas duas décadas, a redução foi de 2,3%.

Essa redução da desigualdade, de acordo com o documento, tem ocorrido apesar de um crescimento do setor informal e um aumento nas diferenças salariais entre o setor formal e o informal.

Isso pode ter sido possível, segundo a organização, devido a um "esforço de famílias de baixa renda para conseguir trabalho adicional" e devido ao "apoio do Estado na forma de programas sociais, como projetos de transferência de renda".

Segundo o relatório, programas sociais de transferência - como transferência de renda, aposentadorias, seguro-desemprego e assistência social - contribuíram para uma redução de 1,9% na desigualdade de renda no Brasil.

"A transferência condicional de renda para famílias pobres tem sido considerado um meio efetivo de reduzir a pobreza na América Latina", diz o documento, se referindo a programas implantados no Brasil e no México em meados dos anos 90, como o Bolsa Escola.

O documento também destaca o papel do sistema previdenciário brasileiro, afirmando que a inclusão de trabalhadores rurais - que não precisam mostrar contribuição, mas apenas ter 15 anos de atividade para serem beneficiados - representa um dos aspectos mais importantes do esquema na redistribuição de renda.

Por outro lado, o relatório afirma que o Brasil tem uma estrutura tributária complexa que "prejudica mais os pobres" e, portanto, não contribui para a redução da desigualdade de renda. Isso porque apesar de haver um sistema progressivo de imposto de renda, onde os que ganham mais pagam mais, os benefícios são neutralizados pela aplicação de impostos indiretos, como ICMS.

Assim, em 2004, famílias que ganhavam até duas vezes o salário mínimo gastavam 46% de sua renda em impostos indiretos, enquanto as que ganhavam 30 vezes o salário mínimo, gastavam apenas 16%. Além disso, essa carga tributária indireta aumentou 21% para os mais pobres entre 1996 e 2004.

Segundo o documento, o Brasil precisa reformar o sistema tributário para que possa servir como uma ferramenta de redistribuição de renda, ao mesmo tempo em que "mais ênfase deveria ser colocada em políticas de redistribuição como transferência social, cobertura universal de aposentadoria e fornecimento de serviços sociais".

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

COOBER PEDY, AUSTRÁLIA

Em Coober Pedy, a maioria dos habitantes vive debaixo de terra, em habitações escavadas no subsolo. E tal fato não tem nada a ver com minas e mineiros. A razão para tão insólitas construções é puramente climatérica. Lá fora, as noites de Inverno são gélidas e, durante o Verão, os termômetros ultrapassam facilmente os 50°C. Nas casas subterrâneas, ao invés, as temperaturas mantêm-se estáveis e agradáveis - oscilando entre os 20 e os 25°C -, seja qual for a temperatura exterior. O interior das habitações é acolhedor. As paredes de pedra dão um ar rústico e o mobiliário é simples mas agradável. Há museus, lojas de venda de opalas, salas de projeção de filmes, bares com bom vinho australiano, mesas de bilhar e pistas de dança, tudo subterrâneo. Um encanto.





quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Brasileiro: o mais feliz do mundo


Pesquisa feita em 132 países mostra que brasileiro tem altíssima expectativa de felicidade

Rio - Em cinco anos, o brasileiro será o povo mais feliz do mundo. Pelo menos, é o que ele espera. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com o Instituto Votorantim, com base em dados coletados pelo Instituto Gallup com mais de 130 mil pessoas em 132 países, revelou que os brasileiros têm o nível mais alto de expectativa de felicidade em relação ao futuro: 64% dos entrevistados acreditam que terão felicidade suprema até 2013. Em uma escala de 0 a 10, a satisfação tupiniquim em cinco anos será de 8,28.

Os jovens olham o amanhã com ainda mais otimismo. Quando o alvo das perguntas é o brasileiro entre 15 e 29 anos, o Índice de Felicidade Futura (IFF) pula para 9,29, à frente dos Estados Unidos (2º colocado, com 9,11), Venezuela (8,87) e países europeus como França e Dinamarca (ambos com 8,78). Segundo o economista-chefe do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Neri, o estudo confirma a fama do Brasil como o velho ‘país do futuro’.

A explicação para tanto otimismo juvenil é a transformação no cenário econômico brasileiro. Só em 2007, foram criados 1,6 milhão de novos empregos formais, e 91% deles ficaram com pessoas de 15 a 29 anos. Nesse período, a renda do jovem gerada pelo trabalho aumentou 10,5% ao ano e seu nível de escolaridade também aumentou 1,75%. Agora ele passa 10,4 anos na escola, contra 9,5 anos em 2003.

INVESTIMENTO EM ESTUDO

A escolaridade do jovem brasileiro cresceu 3,1 anos em 14 anos, quando a tendência é aumentar um ano por década. Enquanto o País passava por uma crise de desemprego, entre 1997 e 2003, o jovem foi para a escola, investiu na sua formação. “Em 2004, a economia se aqueceu e o mercado de trabalho se abriu para eles, que podem ganhar mais porque estão mais bem preparados”, explicou economista.

Para o serralheiro Francisco Gomes Sá, 23 anos, a vida só tende a melhorar. “No ano passado arrumei um emprego de carteira assinada. Ano que vem termino o Ensino Médio. Com diploma, terei chances de conseguir salário maior. Tenho uma filha de 2 anos e não posso reclamar da vida. Daqui a cinco anos, vou estar 100% feliz. Hoje a nota é 9”, arrisca.

Para Neri, a pesquisa trouxe de volta uma idéia relegada por especialistas nos últimos tempos: dinheiro traz, sim, felicidade. “A população dos países mais desenvolvidos se sente mais feliz. No Brasil, além da nossa cultura de povo alegre, esse otimismo está relacionado à melhoria na renda e nas perspectivas de uma vida melhor”, afirma.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Estudo vê crise demográfica nos estados do leste alemão

Magdeburg, capital da Saxônia-Anhalt:

Alemanha é o país europeu onde a divisão entre regiões vencedoras e perdedoras é a mais clara, afirmam pesquisadores. Estudo prevê que população da Europa diminuirá em 52 milhões de pessoas até 2050.

Os estados da antiga Alemanha Oriental são a região de maior "crise demográfica" de todo o continente europeu, segundo avaliação de pesquisadores do Instituto Berlinense de População e Desenvolvimento. Em nenhuma outra região européia a emigração de mulheres jovens é tão elevada, afirma o estudo divulgado nesta quinta-feira (22/08), o que gera preocupação em relação às taxas futuras de natalidade.

Baixo número de nascimentos, forte envelhecimento da população e perspectiva de falta de jovens pais nas próximas gerações são os principais problemas demográficos dos estados do leste alemão, segundo o estudo. Entre 1990 (ano da reunificação) e 2006, mais de 1,7 milhão de pessoas deixaram os antigos estados comunistas em direção ao oeste da Alemanha.

Com um índice de 1,14 filho por mulher, a capital Berlim tem a menor taxa de natalidade da Alemanha. Enquanto outras capitais européias atraem pessoas com formação superior devido à concentração de grande empresas, Berlim não é sede de nenhuma das 30 empresas de capital aberto que formam o índice DAX, da Bolsa de Valores de Frankfurt.

Leste alemão

"A Alemanha é o país onde a divisão entre regiões vencedoras e perdedoras é a mais clara", afirmou o pesquisador Reiner Klingholz, durante a apresentação do estudo Futuro Demográfico da Europa. Enquanto o leste perde, as regiões da Alta Baviera, Freiburg, Stuttgart, Tübingen e Colônia estão entre as que saem ganhando com a migração interna.

A pior nota entre as regiões alemãs ficou com o estado da Saxônia-Anhalt: 4,17 numa escala de 1 a 6 (quanto mais perto de 6, pior é a nota). A região ocupa a posição de número 241 de um total de 285. As últimas colocações são ocupadas principalmente por regiões de países do leste da Europa, como Bulgária, Polônia e Romênia, e do sul da Itália.

Se fossem considerados como países, nenhum dos estados do leste da Alemanha preencheria os critérios para admissão na União Européia, afirmam os pesquisadores.

Europa

A tendência de diminuição da população verificada no leste alemão é válida também para a Europa. A população européia deverá diminuir em 52 milhões de pessoas até 2050, passando para 447 milhões. Exceções na tendência de recuo populacional são os países escandinavos, a Islândia, a Irlanda e Chipre. Também a França apresenta perspectiva de crescimento populacional, devendo tirar da Alemanha o posto de país mais populoso da Europa até 2050.

"Países que conseguem conciliar emprego e filhos para homens e mulheres estão claramente em vantagem. Hoje, isso vale para os países escandinavos, mas também para a França", disse o pesquisador Steffen Kröhnert. Ele acrescentou que, sem a imigração, não será possível manter a estabilidade populacional da Europa.

Os pesquisadores avaliaram 285 regiões, incluindo todos os 27 países da União Européia, a Islândia, a Noruega e a Suíça. Foram considerados critérios como número de crianças, renda, investimentos em educação e ciência, desemprego e nível ocupacional de idosos. As primeiras posições são ocupadas pela Islândia e pelas regiões de Estocolmo e Oslo.