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domingo, 11 de janeiro de 2015

DRONE

Fonte da imagem: http://dronewarsuk.files.wordpress.com/2010/06/predator-firing-missile4.jpg




Não sei bem como funcionam essas coisas, porém imagino que alguém levanta de manhã no Afeganistão, onde está trabalhando, toma um bom banho, faz uma refeição reforçada com bacon, ovos e panquecas, escova os dentes e, após, se dirige a seu local de trabalho.

Nesse local, certamente refrigerado para manter a temperatura agradável, se acomoda à frente de um monitor e inicia o usual processo de comunicação para tomar conhecimento da missão do dia.

Recebida a missão, ajusta os procedimentos para decolagem do drone de sua responsabilidade, o qual responde suave e precisamente aos comandos, iniciando a operação.

Após algum tempo de voo, o nosso personagem observa que o veículo aéreo remotamente pilotado, por ele comandado, chega a uma área povoada.

Observa, então, que muitas pessoas, dentre as quais várias do sexo masculino, com grandes barbas e vestes típicas da região, se deslocam em direção a uma construção de tamanho relativamente grande.

Como é uma zona com suposta concentração de talibãs, relata o caso para a chefia e pede permissão para disparar mísseis.

Com a permissão concedida, já que é uma situação rotineira nesse local, efetivamente dispara os foguetes, que explodem precisamente, destruindo o alvo.

Na sequência comanda o retorno do veículo não tripulado para a base, o qual obedece com precisão aos comandos, pousando suavemente no local adequado.

Nosso personagem olha o relógio e vê que já se aproxima a hora do almoço (como o tempo passa rápido quando a gente se diverte!). Desliga o equipamento e se prepara psicologicamente para tomar o tradicional aperitivo antes de se dirigir ao refeitório.

No dia seguinte (1º de janeiro de 2015) aparece no jornal a notícia de que pelo menos 20 pessoas morreram e 45 ficaram feridas, a maioria mulheres e crianças, pelo impacto de um míssil durante a realização de um casamento na província de Helmand, no sul do Afeganistão, conforme divulgado pela agência EFE. (*)

Segundo outras informações não foi somente um míssil disparado, foram vários, e o resultado foram oito mulheres e doze crianças assassinadas e mais 62 pessoas feridas, algumas em estado grave.

Nosso personagem percebe, então, que terá que preencher novamente vários formulários, o que é, de fato, uma chatice.


-x-


São vários os relatos de ocorrências similares.

Em 2012 um sargento do exército dos EUA se armou até os dentes, tipo o personagem Rambo, e entrou na aldeia de Pnajwayi, também no Afeganistão, disparando em tudo o que se movesse. Matou 16 civis.

No Yemen, em 2013, convidados de um casamento estavam se dirigindo em comboio ao local do evento, e também foram alvo de foguetes disparados por um drone dos EUA, o que deixou várias vítimas fatais.

Etc.

Tais ocorrências foram divulgadas pela mídia mundial de forma parcimoniosa e discreta, muitas vezes tentando justificá-las como sendo efeitos colaterais não esperados porém inevitáveis.

Será que algumas vidas têm mais valor que outras?



(*) http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/efe/2015/01/01/missil-atinge-cerimonia-de-casamento-no-afeganistao-e-mata-20-pessoas.htm

domingo, 10 de junho de 2012

La ciberguerra se perfecciona

Fonte desta imagem AQUI.

Por Juan Gelman, para Página/12

Cada vez más. “Flame”, el último virus detectado, goza de una complejidad que lo convierte tal vez en el más poderoso del planeta. Sólo puede ser producto de conocimientos tecnológicos muy avanzados de un país. Lo descubrieron por casualidad en el 2011: la Unión Internacional de Telecomunicaciones, organismo de la ONU, solicitó a Karsperski Lab la investigación del gusano que el año anterior había atacado a miles de Macs en diferentes regiones del Medio Oriente –y no sólo–, particularmente en Irán, el blanco preferido, pero también en los territorios palestinos, Siria, Líbano, Sudán, Arabia Saudita y Egipto. El laboratorio Kasperski, con sede central en Moscú, es famoso a nivel mundial por su capacidad de producir antivirus informáticos de gran calidad.

El Estado que ideó y concretó Flame no lo admite oficialmente, pero The Wall Street Journal (1-6-12) lo señala sin ambages al referirse a otra ciberarma, el notorio Stuxnet: EE.UU, es decir, la CIA y el laboratorio nacional de Idaho del Departamento de Energía. El Washington Post (1-6-12) añade que el Servicio de Inteligencia israelí también participó en la creación de este virus. Trascendió que una de las primeras medidas que tomó Obama al ocupar la Casa Blanca fue la ampliación y el desa-rrollo de la ciberguerra que W. Bush emprendió contra el sistema nuclear iraní mediante el proyecto “Juegos Olímpicos” (www.staradvertises.com.news, 1-6-12). Un error de programación del ataque que dañó instalaciones nucleares de Irán en el 2010 permitió que el Stuxnet “se escapara” de la planta de Natanz, se esparciera por el mundo y fuera detectado.

Los ataques de Flame sucedieron a los de Stuxnet. Cien veces más complejo que un virus típico de computadora y con un código que pesa cincuenta veces más, Flame puede causar efectos sólo comparables con los de un bombardeo aéreo: en abril pasado, cortó todas las comunicaciones por Internet del Ministerio del Petróleo iraní y afectó a la mayoría de las exportaciones de crudo del país (//techland.time.com, 31-5-12). Es lo que se denomina un malware o código maligno, o software malintencionado, que además permite al atacante la captura del tipeo y de la pantalla de una computadora y aun la escucha de conversaciones que tienen lugar cerca de los altavoces.

David Sanger, jefe de la oficina del New York Times en Washington, acaba de dar a conocer un libro que explica cómo los especialistas de “Juegos Olímpicos” tomaron el control de las centrifugadoras del centro de enriquecimiento de uranio de Natanz (Confront and Conceal, Crown Publishers, Nueva York, 2012). Insertaron el programa en las máquinas, éste grabó los sonidos de su funcionamiento y cuando comenzó a destruirlas sólo se oía en la planta el ruido de su actividad normal hasta que explotaban. Los técnicos iraníes no entendían qué estaba pasando.

La empresa de seguridad de la información Symantec-Israel señaló que Flame tiene un impacto masivo en Irán y reveló que el virus infecta y roba información de las computadoras iraníes y de otros países del Medio Oriente (www.haaretz.com, 30-5-12). Funcionarios estadounidenses argumentan que ese método es mejor que un bombardeo aéreo, pero olvidan el enorme daño que causa cuando el virus, inevitablemente, se disemina más allá del blanco y ataca en otros países, incluido el propio EE.UU.

El gobierno de Israel no confirma ni niega su participación en estos juegos olímpicos, pero el viceprimer ministro Moshe Yaalon dio algún indicio de ello: opinó que el uso de ciberarmas es “razonable” contra “la amenaza iraní”. “El nuestro es un país bendecido por su riqueza tecnológica –agregó– y estos instrumentos abren toda clase de posibilidades para nosotros” (//tribune.com.pk, 30-5-12). Yaalon es también ministro de asuntos estratégicos.

La Casa Blanca no se apea de sus contradicciones: Obama insistió en que no objeta el programa energético de Irán, sólo que alguno de estos virus atacó a la planta eléctrica de Bushehr, construida por Rusia. Luego de que algunos funcionarios estadounidenses, que guardaron el anonimato, confirmaran la existencia y el empleo de Flame, EE.UU. negó de manera terminante que tuviera algo que ver. Pero el FBI ha comenzado una investigación para determinar quién o quiénes son culpables de las filtraciones sobre el programa de ciberataques contra las instalaciones nucleares iraníes (//online.wsj.com, 5-6-12).

Hay una cuestión de fondo: el Pentágono viene proclamando que un posible ciberataque contra EE.UU. será considerado como un acto de guerra y podría conducir a una represalia militar (//online.wsj.com, 30-5-12). ¿Cómo habrá que entender entonces los operativos de “Juegos Olímpicos”? ¿EE.UU. ya está en guerra con Irán?

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Uma corrente contra Guantánamo


Centenas de ativistas formaram ontem uma corrente humana que se estendeu da Casa Branca à Suprema Corte dos EUA, para protestar contra os dez anos de existência da prisão de Guantánamo, em Cuba - completados ontem -, apesar das reiteradas promessas de fechamento feitas pelo presidente Barack Obama. "Dez anos bastam", gritavam os manifestantes, em meio a uma chuva gelada, muitos vestidos com uniformes laranjas e sacos pretos na cabeça, símbolos do centro prisional americano em Cuba.

Mais cedo, em Bruxelas, o presidente dos EUA foi chamado a cumprir a sua promessa de campanha de fechar Guantánamo pela porta-voz da União Europeia, que considerou lamentável que ainda ocorra a detenção de prisioneiros na base naval americana na ilha caribenha. "É lamentável que prisioneiros estejam detidos sem terem sido processados pela Justiça", declarou Cecilia Malstrom. Um total de 779 passaram pelo campo de detenção na última década e apenas seis foram considerados culpados pelos tribunais militares.


CP 

Fonte da Imagem AQUI.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

TERRORISMO DE ESTADO: ADIVINHA DE ONDE VEIO...

 

Supervírus de computador ataca infraestrutura iraniana

Jonathan Fildes
Repórter de tecnologia da BBC News

Um tipo de vírus de computador, dos mais sofisticados já detectados, pode ter como alvo infraestrutura iraniana de "alto valor", segundo especialistas ouvidos pela BBC.
A complexidade do malware Stuxnet, programa que permite o acesso remoto ao computador infectado, sugere que ele deve ter sido criado por algum governo nacional, de acordo com alguns analistas.
Acredita-se que o vírus seja o primeiro especialmente criado para atacar infraestruturas reais, como usinas hidroelétricas e fábricas.
Um pesquisa da Symantec, empresa americana de segurança informática, sugere que quase 60% de todas as infecções mundiais ocorrem no Irã.
"O fato de que vemos mais infecções no Irã do que em qualquer outro lugar do mundo nos faz pensar que o país era alvo", diz Liam O'Murchu, da Symantec.
O Stuxnet foi detectado por uma empresa de segurança de Belarus em junho, embora esteja circulando desde 2009 e vem sendo intensivamente estudado desde então.

Máquinas

O Stuxnet, ao contrário da maioria de viroses, não está conectado com a internet. Ele infecta máquinas Windows por meio de portas USB e pen drives usados para transportar arquivos.
Uma vez que infecta uma máquina da intranet, a rede interna, da empresa, o vírus busca uma configuração específica de um software para controle industrial feito pela Siemens.
O Stuxnet passa então a dar à máquina novas instruções "desligando motores, mexendo no monitoramento de temperaturas, desligando refrigeradores, por exemplo", diz O'Murchu.
"Nunca vimos este tipo de ataque antes", diz ele.
Se não encontra a configuração específica, o vírus permanece inofensivo.

‘Nação-Estado’

O Stuxnet impressiona pela complexidade do código usado e por usar muitas técnicas diferentes.
"Ele apresenta muitas tecnologias que não conhecemos", disse O'Murchu, que cita as formas de se manter escondido em pen drives e os métodos de infecção.
"É um projeto enorme, muito bem planejado e financiado", diz ele.
Sua análise é similar a de outros especialistas.
"Com as provas que temos, é evidente e provável que o Stuxnet seja uma arma de sabotagem direcionada, que contou com informações de membros da indústria", disse o especialista em Tecnologia da Informação industrial Ralph Langner em artigo publicado na internet.
"Não se trata de um hacker trabalhando no porão da casa dos pais. Ele tem uma quantidade incrível de códigos apenas para infectar outras máquinas", diz ele.
"Para mim, os recursos necessários para realizar um ataque destes apontam para um governo", diz ele.

Usina nuclear

Langner sugeriu que o Stuxnet pode ter atacado a usina nuclear de Bushehr.
O especialista afirma que uma foto supostamente tirada na usina sugere que esta usa sistemas da Siemens, embora "não configurados ou licenciados corretamente".
Outros especialistas especularam que o vírus pode estar atacando a usina de enriquecimento de urânio de Natanz. Mas O'Murchu e outros dizem que não há evidências de quais seriam os alvos específicos.
Um porta-voz da Siemens disse que empresa não comentaria "especulações sobre o alvo do vírus", afirmando que a usina iraniana foi construída por uma empresa russa, sem qualquer envolvimento de sua companhia.
"A Siemens deixou o país há quase 30 anos", disse ele.
O'Murchu apresentará um estudo sobre o vírus em uma conferência em Vancouver, Canadá, em 29 de setembro.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Aumenta tensão internacional depois de ataque israelense


Líderes mundiais cobram investigação do ataque israelense que matou nove ativistas. Turquia considera irreversível ruptura com Israel; Egito abre fronteira com Gaza. Liga Árabe declara não acreditar na paz com Israel.

Deutsche Welle

Ainda sob efeito do choque causado pelo ataque israelense ao navio que transportava suprimentos para Gaza, o primeiro-ministro da Turquia, Tayyip Erdogan, disse nesta terça-feira (01/06) que a relação entre os dois países nunca mais será mesma. Das nove pessoas mortas no confronto ocorrido nesta segunda-feira entre ativistas e soldados da Marinha de Israel, quatro eram cidadãos turcos.

"O comportamento de Israel deveria definitivamente, definitivamente ser punido", disse Erdogan em encontro com parlamentares nesta terça. "Ninguém deveria tentar testar a paciência da Turquia", ameaçou.

Das seis embarcações que transportavam 10 mil toneladas de suprimentos para Gaza, a única invadida por soldados israelenses foi a turca, Mavi Marmara. Mais de 350 cidadãos turcos envolvidos no confronto ainda estão presos em Israel.

Erdogan conclamou a comunidade internacional a dar um "basta" em Israel. Ele defende que as Nações Unidas sustentem a resolução de condenar o país. Foi essa a mensagem que Erdogan transmitiu por telefone para a chanceler federal alemã, Angela Merkel, e para o primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron.

Pressão de todos os lados

Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, atribuiu a tragédia ao bloqueio que Israel mantém contra Gaza. O coreano falou por telefone com o ministro israelense da Defesa, Ehud Barak, e com o ministro das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, e reiterou o pedido de que o bloqueio à região seja suspenso.

Depois da reunião de emergência que durou 12 horas, o Conselho de Segurança da ONU, em resposta ao incidente, exigiu uma investigação completa sobre o caso. "Levo esse assunto muito a sério; assim que voltar a Nova York, me empenharei imediatamente em discutir as medidas a serem tomadas para que se realize uma investigação abrangente do assunto", declarou Ban Ki-moon em Campala, onde participou de uma conferência.

Reino Unido, França, Rússia e China, membros do Conselho de Segurança da ONU, também pediram que Israel suspenda o bloqueio à Faixa de Gaza. Os Estados Unidos, tradicional aliado de Israel, pediram que o bloqueio pelo menos seja atenuado.

O presidente da União Europeia, Herman Van Rompuy, considera as mortes "injustificáveis" e Catherine Asthon, alta representante para Política Externa da EU, prometeu que se empenhar para que Israel acabe com o bloqueio.

O governo brasileiro emitiu nesta terça-feira um comunicado em que condenou o ataque de Israel contra o comboio de ajuda humanitária à Gaza. "Os trágicos resultados da operação militar israelense denotam, uma vez mais, a necessidade de que seja levantado, imediatamente, o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, com vista a garantir a liberdade de circulação de seus habitantes e o livre acesso de alimentos, remédios e bens de consumo àquela região", diz a nota oficial.

Paz desacreditada

Em Washington, o ministro turco de Relações Exteriores, Ahmet Davutoglu, disse que a ação de Israel prejudicou em grande proporção o processo de paz no Oriente Médio. "Como poderemos acreditar que temos um verdadeiro parceiro interessado na paz, se ele mesmo não respeita os cidadãos de um país amigo?", questionou.

As relações entre Turquia e Israel esfriaram rapidamente desde que o governo de Erdogan declarou apoio aos palestinos no ano passado. "Hoje é o começo de uma nova era. As coisas nunca mais serão as mesmas", disse Tayyip Erdogan nesta terça-feira. "Jamais daremos as costas aos palestinos".

No mundo árabe, a crença de que Israel não esteja interessado na paz também é predominante. Amr Moussa, chefe da Liga Árabe, formada por 22 nações, disse que "as negociações estão condenadas ao fracasso". Segundo o líder, o ataque foi uma "mensagem muito poderosa de que Israel não quer a paz, que o país ainda não está disposto a selar a paz".

Aumenta a tensão

Egito e Jordânia, os únicos dois países árabes que mantêm um tratado de paz com Israel, intimaram seus embaixadores a condenar os ataques desta segunda-feira. Os governos da Síria e Líbia disseram que o incidente poderia levar a uma guerra para além da região.

Com a abertura da fronteira entre Egito e a Faixa de Gaza nesta terça-feira, espera-se que a tensão na região diminua. O governo egípcio, que fechou a passagem para Gaza depois que o Hamas assumiu o controle da região, reabriu as fronteiras para permitir a entrada de ajuda humanitária na região após da tragédia com o comboio de ativistas.

Versão de alemães

Nesta terça-feira, ativistas alemães participantes do comboio de ajuda humanitária a Gaza declararam, em coletiva de imprensa, que não havia pessoas armadas a bordo. Dos alemães participantes da missão, três são políticos e um representante da comunidade palestina na Alemanha.

"Não nos preparamos de forma alguma para lutar. Nem consideramos essa hipótese", disse Norman Paech, ex-parlamentar alemão pelo partido A Esquerda. "Queríamos mostrar que éramos pacíficos", adicionou, dizendo que a câmera fotográfica com que registrou o ataque israelense foi confiscada.

"Nós nos sentimos como se estivéssemos numa guerra, como se estivéssemos sendo sequestrados", desabafou Inge Hoeger, política esquerdista alemã também presente a bordo dos navios que seguiam a Gaza.

NP/afp/rts/dpa

Revisão: Simone Lopes

segunda-feira, 31 de maio de 2010

El asalto israelí a la 'Flota de la Libertad' amenaza con convertirse en una grave crisis internacional

Zdzislaw Beksinski:

El Consejo de Seguridad de la ONU se reunirá de urgencia para tratar el asalto | La UE y la Liga Árabe se movilizan mientras aumenta el número de países que llaman a consultas a los embajadores de Israel

La Vanguardia

La conmoción mundial ante el asalto hoy del Ejército de Israel a una flotilla de barcos con ayuda humanitaria para Gaza , que ha causado más de una decena de muertos, amenaza con convertirse en una crisis diplomática internacional. El Consejo de Seguridad de la ONU se reunirá hoy con carácter de urgencia para tratar la cuestión. La Unión Europea y la Liga Árabe, que han condenado duramente el ataque, se movilizan para mantener reuniones de urgencia tras el asalto a la "Flotilla de la Libertad" en la que viajaban tres activistas españoles que según el Gobierno español se encuantran "bien". La reacción más comedida, sin embargo, se ha producido en EE.UU. La Casa Blanca ha mostrado su preocupación pero ha evitado condenar el ataque.

Por su parte, el primer ministro israelí, Benjamin Netanyahu, ha cancelado la visita que tenía que hacer mañana a la Casa Blanca para entrevistarse con el presidente Barack Obama.

El Consejo de Seguridad de la ONU, máximo órgano de decisiones de Naciones Unidas, se reunirá a partir de las 17.00 GMT, a petición de Turquía y Libano, país que hasta hoy ejerce la presidencia temporal de ese órgano.

Mientras crece la lista de países que han convocado a los embajadores de Israel, aún no se conocen las cifras exactas de la "masacre", como la ha definido el presidente palestino, Mahmud Abás, mientras que para Hamas se trata de un "crimen contra la Humanidad".

El Ejército israelí ha reconocido la muerte de diez activistas, pero medios locales cifran las víctimas entre 14 y 20 muertos, así como entre 30 y 60 heridos, en el asalto, llevado a cabo por miembros de una unidad de elite en aguas internacionales, a unas veinte millas de la franja palestina.

Testimonios desde los barcos hablan de que los soldados israelíes descendieron sobre las cubiertas desde helicópteros abriendo fuego, mientras las imágenes de televisión mostraban la evacuación de algún cadáver, una camilla ensangrentada y restos de sangre en el suelo de la embarcación, así como los soldados israelíes que la abordaron.

La portavoz del Ejército israelí, la comandante Avital Leibowitz, aseguró que los tripulantes abrieron fuego, trataron de apuñalar y lanzaron piedras a los soldados. El asalto a la flotilla, cuya principal responsable es la ONG turca IHH, ha causado una oleada de ira en Turquía, donde unas 10.000 personas protestaron en el centro de Estambul.

El Gobierno del primer ministro Recep Tayyip Erdogan, que ha cancelado una gira en Latinoamérica por el incidente, ha avisado de que el ataque tendrá "consecuencias" y ha pedido una reunión urgente del Consejo de Seguridad de la ONU, como lo ha hecho el Líbano.

Han confirmado reuniones extraordinarias los ministros de Exteriores de la UE, esta tarde, y los países miembros de la Liga Árabe, mañana.

El Vaticano expresó "gran preocupación" y "dolor" por "la inútil pérdida de vidas humanas", según su portavoz, Federico Lombardi. Francia y Alemania han mostrado su "conmoción" y han "exigido", como España e Italia, una investigación exhaustiva de lo sucedido, que también ha solicitado la jefa de la diplomacia europea, Catherine Asthon, además de pedir que se depuren responsabilidades.

Algunos miembros del Parlamento Europeo han ido más allá en su condena y han unido sus voces a las de varios mandatarios árabes y asiáticos para el desbloqueo inmediato de los accesos a Gaza. Así lo han hecho el presidente de Irán, Mahmud Ahmadineyad, y el emir de Qatar, jeque Hamad bin Jalifa al Zani, para quien "todos los que hablan de libertad, justicia y democracia están llamados ahora a hacer algo para romper este bloqueo para que no se pierda la sangre de estos mártires".

La Liga Árabe ha convocado para mañana una reunión de urgencia de su comisión permanente en El Cairo, tras calificar lo sucedido de "crimen" y de "acción terrorista". Para su secretario general, Amro Musa, el asalto es una "clara señal de que Israel no está preparado para la paz". En ese sentido, ha sorprendido que Abás, que ha decretado tres días de luto en los territorios palestinos, no suspendiera, sin embargo, las negociaciones indirectas que mantiene con Israel.

Por su parte, el jefe de Gobierno en Gaza del movimiento islamista Hamas, Ismail Haniye, convocó de urgencia a sus ministros y calificó el ataque de "brutal", mientras que la secretaría del grupo en Damasco instó a la reacción a la comunidad internacional y consideró cómplices a quienes no se pronuncian sobre esta "agresión atroz".

Tanto el ministro israelí de Defensa, Ehud Barak, como el de Exteriores, Avigdor Lieberman, han convocado esta mañana reuniones de urgencia, mientras el número dos de la diplomacia israelí, Dani Ayalón, responsabilizó de las muertes a los miembros de la flotilla. Ayalón dijo que los activistas respondieron a los soldados con armas y llegó a relacionar a los organizadores de la flotilla humanitaria con Al Qaeda.

Merkel insta a evitar una ola de violencia

Tras la intensa jornada de tensión y protestas, la canciller alemana, Angela Merkel, instó a evitar una escalada de violencia en Oriente Medio. En una comparecencia ante la prensa, Merkel dijo que había hablado por teléfono con el primer ministro israelí, Benjamin Netnuahu, y el primer ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, y había expresado ante ambos su preocupación por la situación. "He reiterado mi convicción de que hay que buscar el camino del diálogo y evitar una escalada de violencia", dijo Merkel. "Urge que Hamas reconozca el derecho a la existencia del estado de Israel pero también que Israel admita que el bloqueo a la franja de Gaza no es beneficioso", dijo Merkel. La canciller alemana, además, instó a que se haga una investigación imparcial que aclaré lo que ocurrió. "Naturalmente, se plantea la pregunta de la proporcionalidad de la reacción israelí", dijo Merkel.

Más tarde, la jefa de la diplomacia de la UE, Catherine Ashton, exigió al ministro de Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, que realice "de inmediato" una investigación para aclarar el trasfondo del ataque.

"Es una provocación"

El Ejército israelí informó en un comunicado que ellos no "atacaron" la flotilla humanitaria que se dirigía a la Franja de Gaza con ayuda humanitaria, sino que se limitaron a hacer cumplir la orden del Ejecutivo de Tel Aviv de impedir cualquier entrada no autorizada al enclave palestino. "No atacamos ningún barco, nos limitamos a hacer cumplir la orden del Gobierno israelí de impedir una entrada no autorizada en la Franja de Gaza que no se había coordinado con las autoridades israelíes", afirma el comunicado.

"Esta flotilla es una provocación que busca deslegitimar a Israel. Querían entregar en Gaza una carga que podrían haber enviado a través de Israel, como se hace diariamente", añadía el comunicado, recogido por CNN.

Desde mediados de 2007, cuando el Movimiento de Resistencia Islámico Hamas, al que Tel Aviv considera terrorista, se hizo con el poder en la Franja de Gaza, Israel somete a este enclave a un duro bloqueo naval y terrestre. A finales de 2008, en la operación 'Plomo Fundido, el Ejército israelí asesinó en torno a 1.300 palestinos de este territorio y provocó cuantiosos daños en sus infraestructuras básicas.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Polícia de Dubai quer prisão de premiê de Israel e chefe do Mossad


O chefe da polícia de Dubai, Dahi Khalfan Tamim, afirmou, nesta terça-feira, que pediu ao Ministério Público do país um mandado de prisão do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e do chefe do serviço secreto Mossad, pela morte do líder do Hamas, Mahmud al-Mabhuh.

Um grupo de dez homens e uma mulher teria assassinado o líder do grupo islâmico em um quarto de hotel em Dubai em 20 de janeiro. A polícia de Dubai afirmou que eles teriam usado passaportes falsos e havia sugerido o envolvimento do Mossad no assassinato.

Segundo Tamim, ele agora estaria “completamente certo de que foi o Mossad" o responsável pelo crime e teria apresentado um pedido de prisão de Netanyahu e de Méir Dagan.

Leia mais na BBC.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Comissão condena medidas antiterror de EUA e Grã-Bretanha


Um estudo de três anos conclui que as medidas antiterror adotadas ao redor do mundo ameaçam seriamente as leis internacionais de direitos humanos, com a adoção de práticas ilegais como tortura e detenção sem julgamento.

De acordo com o relatório do grupo independente Comissão Internacional de Juristas, países como os Estados Unidos e a Grã-Bretanha "enfraqueceram ativamente" as leis internacionais com os métodos adotados pelas duas nações para combater o terrorismo.

Segundo o documento, muitas medidas introduzidas para combater o terrorismo são ilegais e contraproducentes.

A comissão - uma organização não-governamental que promove o cumprimento da lei e a proteção legal dos direitos humanos - diz que as leis existentes antes dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos eram robustas e eficazes.

Porém, agora elas estariam sendo enfraquecidas por muitos países e democracias liberais, como os Estados Unidos e a Grã-Bretanha - de acordo com o relatório.

Medidas permanentes

O documento observa que alguns regimes não-democráticos, com pouco respeito aos direitos humanos, usaram as práticas antiterror de países como os Estados Unidos para justificar suas políticas abusivas.

A comissão alerta que medidas temporárias podem acabar se tornando permanentes e pede um fortalecimento dos sistemas de Justiça.

De acordo com o especialista em segurança da BBC, Frank Gardner, o relatório será uma leitura desagradável para vários governos dos dois lados do Atlântico.

A comissão afirma que os sistemas legais adotados após a Segunda Guerra Mundial eram "bem-equipados para lidar com as ameaças de terror atuais".

O grupo diz ainda que os países deveriam usar sistemas civis legais para processar suspeitos e "não recorrer a tribunais específicos nem militares para julgar suspeitos de terrorismo".

O relatório expressa preocupação em relação à falta de meios de proteção na utilização de mandados de controle, à fragilidade de garantias diplomáticas em relação a deportações e à "detenção excessiva sem acusações".

Política rigorosa

O limite para manter alguém detido sem julgamento na Grã-Bretanha é de 28 dias, um dos mais longos do mundo.

O governo da Grã-Bretanha se defende ao dizer que o país corre um sério risco de ser vítima de um ataque terrorista.

"Nós reconhecemos claramente nossas obrigações de proteger o público de atrocidades terroristas, ao mesmo tempo em que mantemos nosso firme comprometimento com os direitos humanos e as liberdades civis", afirmou o Ministério do Interior britânico em um comunicado.

"Nossas políticas expressam este equilíbrio, com leis novas sujeitas a exames rigorosos por meio de consultas externas e no Parlamento, além de estarem sujeitas ao Ato de Direitos Humanos, adotado pelo governo britânico."

O relatório da comissão recomenda uma revisão urgente das leis e políticas antiterror para evitar "danos sérios e permanentes a princípios fundamentais de direitos humanos".

O estado do medo

O grupo analisou medidas antiterror em mais de 40 países e ouviu as opiniões de autoridades de governo, vítimas de atentados e pessoas detidas por suspeita de terrorismo.

A conclusão foi que muitos governos utilizaram o medo do terrorismo para introduzir medidas ilegais, como tortura, detenção sem julgamento e desaparecimento forçado de pessoas.

"Durante este inquérito, ficamos chocados com a dimensão dos danos causados durante os últimos sete anos por medidas abusivas antiterror em uma grande parte de países ao redor do mundo", disse o diretor da comissão, Arthur Chaskelson, ex-presidente do Tribunal Constitucional da África do Sul.

"Muitos governos, ignorando as lições da história, permitiram a si mesmos dar respostas precipitadas ao terrorismo que enfraqueceram estimados valores e violaram direitos humanos", acrescentou. "O resultado disso é uma séria ameaça à integridade da estrutura legal dos direitos humanos."

O relatório também pediu ao governo do presidente americano, Barack Obama, que rejeite qualquer política que tenha sido instigada sob o paradigma da "guerra contra o terror" e que seja inconsistente com as leis internacionais de direitos humanos.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Brasil chama ação de Israel de " terrorismo de Estado "


Valor Online

BRASÍLIA - A ofensiva de Israel na Faixa de Gaza é " terrorismo de Estado " e se segue a um histórico de descumprimento de resoluções da ONU contra o país quanto à questão palestina, afirmou em entrevista ao Valor o assessor especial da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, elevando o tom da reação brasileira ao ataque de Israel ao grupo Hamas, que controla a Faixa de Gaza. Garcia diz que a crítica ao governo israelense não deve ser vistas como oposição a Israel, país que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer visitar este ano.

Leia mais AQUI.