sábado, 15 de maio de 2010

DEPOIS DA PORTA ARROMBADA, TRANCA DE FERRO


O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu nesta sexta-feira encerrar a relação "confortável" entre companhias de exploração de petróleo e órgãos reguladores do setor no governo americano.

"Por muito tempo, uma década ou mais, havia um relacionamento confortável entre as companhias de petróleo e a agência federal que permite suas perfurações. Parece até que as permissões foram dadas com muita frequência, baseadas em pouco mais do que a garantia de segurança das companhias petroleiras. Isto não pode e não vai mais acontecer", disse Obama.

Obama fez as declarações nos jardins da Casa Branca, depois de uma reunião de gabinete para discutir o vazamento de petróleo no Golfo do México.

Em seu pronunciamento, o presidente americano afirmou que a falta de supervisão contribuiu para a explosão da plataforma Deepwater Horizon, no dia 20 de abril, que originou o vazamento.

"É absolutamente essencial que coloquemos em prática todas (as medidas de) segurança e proteção para que uma tragédia como esta mancha de petróleo não se repita. Esta é uma responsabilidade que todos nós dividimos."

Reforma

O presidente americano afirmou que pediu ao secretário do Interior, Ken Salazar, uma reforma completa do serviço de gerenciamento mineral americano, incluindo a separação de parte da agência que permite as perfurações de petróleo e gás e coleta os royalties da parte que inspeciona a segurança de plataformas e aplica leis de segurança.

"Também ordenamos inspeções imediatas de todas as operações submarinas profundas do Golfo do México. E anunciamos que não serão fornecidas permissões para perfuração de novos poços até que a revisão que pedi, de segurança e ambiental, de 30 dias, seja encerrada."

"Estamos corrigindo a brecha que permitia que algumas companhias de petróleo contornar algumas revisões de segurança importantes. E hoje estamos anunciando um novo exame dos procedimentos ambientais para exploração de petróleo, gás e desenvolvimento", acrescentou.

Obama afirmou ainda que divide com os moradores da área da costa do Golfo do México, a mais atingida pelo vazamento, a raiva causada pela mancha de petróleo.

"A devastação potencial à costa do golfo, sua economia e seus habitantes pede que continuemos nossos esforços, sem descanso, para conter o vazamento e os danos", disse.

O vazamento de petróleo no Golfo do México pode se transformar no pior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

Alguns cientistas começaram a questionar as estimativas oficiais de cinco mil barris de petróleo vazando na região por dia, sugerindo que o número pode ser muito maior.

Segundo o jornal The New York Times, o oceanógrafo Ian MacDonald, da Universidade Estadual da Flórida, acredita que o volume de vazamento é cinco ou quatro vezes superior.

BBC

BANCO DO BRASIL INVADE OS EUA


O Banco do Brasil recebeu autorização do Financial Industry Regulatory Authority (Finra) para atuar no mercado de capitais americano, podendo participar de ofertas de ações, operar com títulos de dívida e fazer corretagem nos Estados Unidos, segundo comunicado divulgado hoje.

O banco já havia recebido no dia 13 de abril o status de "Financial Holding Company" pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), que permite o BB atuar nos EUA como se fosse um banco americano, exercendo todas as atividades do setor, podendo fazer aquisições e atuar no varejo.

Ontem, durante entrevista coletiva para anunciar os resultados trimestrais, o vice-presidente de Finanças, Mercado de Capitais e Relações com Investidores do BB, Ivan Monteiro, afirmou que o banco está analisando a possibilidade de fazer uma aquisição de um banco nos Estados Unidos para atender pessoa física.

"Existem cerca de 500 bancos à venda no mercado americano", disse o executivo. O BB também quer atuar no mercado de capitais de olho em empresas brasileiras que estão se internacionalizando e querem fazer operações nos Estados Unidos, afirmou o executivo.

Nota do Blog: Dependendo do resultado das próximas eleições essa tendência brasileira se aprofundará ou será revertida. Você decide.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Documentário italiano satiriza Berlusconi em Cannes


Por James Mackenzie

CANNES (Reuters) - A comediante Sabina Guzzanti lança um ataque à moda de Michael Moore contra o sistema político italiano em documentário exibido no Festival de Cinema de Cannes, traçando um retrato alarmante de erosão democrática e mentiras oficiais.

"Draquila: Italy Trembles" (Draquila - A Itália treme) examina o que aconteceu após o terremoto que devastou a cidade medieval de L'Aquila no ano passado, motivando uma grande operação governamental de limpeza e reassentamento da população comandada pelo primeiro-ministro Silvio Berlusconi.

Ex-satirista da televisão e adversária vitalícia de Berlusconi, Guzzanti emprega algumas das técnicas cômicas usadas por Moore, embora seu estilo seja mais comedido que o do cineasta norte-americano independente.

Misturando clipes de TV, entrevistas e uma ou outra charge, a diretora critica a versão dos acontecimentos que apresenta Berlusconi como salvador de L'Aquila, sugerindo que, em lugar disso, o premiê teria aproveitado o desastre para reforçar seu poder e solapar a democracia.

"Eu estava trabalhando sobre outra coisa, mas alguém me contou umas histórias bizarras sobre coisas que estavam acontecendo em L'Aquila", contou Guzzanti à Reuters Television em entrevista. "Fiquei realmente chocada. Era algo muito grande, e ninguém estava sabendo de nada."

Antes mesmo de ser exibido, "Draquila" - um trocadilho, juntando o nome do vampiro ao da cidade - provocou controvérsia na Itália. O ministro da Cultura, Sandro Bondi, tachou o filme de "propaganda política que ofende a verdade e todo o povo italiano."

Ele declarou que deixaria de comparecer ao festival de Cannes, em protesto, mas o filme recebeu uma grande divulgação graças à investigação aberta na sexta-feira sobre casos suspeitos de corrupção em contratos públicos fechados na esteira do desastre.

SIGILO

"Todo o mundo disse 'por que fazer esse filme, já que o terremoto terá sido esquecido no ano que vem?'", disse Guzzanti. "Mas ele é o assunto do momento agora, porque neste terremoto é possível enxergar todos os elementos de nossa crise.

Berlusconi - que no ano passado promoveu uma cúpula do G8 na cidade, a título de gesto de solidariedade com as vítimas - apontou para a resposta imediata à crise como um dos maiores êxitos de seu governo.

Mas Guzzanti o acusa de tentar criar uma estrutura de poder alternativa, enorme e sigilosa, através do abuso e ampliação dos dispositivos constitucionais que permitem que a Autoridade de Proteção Civil italiana a passar por cima das normas democráticas usuais, em casos de emergência.

"A gente não espera fazer uma descoberta tão enorme: que existe algo como um exército totalmente livre para criar leis e gastar tanto quanto quiser sem qualquer tipo de controle, dependente diretamente do primeiro-ministro", disse ela.

Depois do terremoto, a população da cidade devastada foi transferida para hotéis de beira-mar e acampamentos de barracas, onde sua gratidão inicial deu lugar a fúria com as restrições impostas, à medida que os meses se passaram e suas casas continuaram fechadas.

(Reportagem adicional de Tessa Unsworth)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A choradeira do PIG contra Brasil Econ, O Dia, iG e Terra


Na Folha, sob o título "Mídia defende limite a capital estrangeiro":

Jornais e TVs recorreram à Procuradoria para pedir medidas contra possível controle de órgãos de comunicação por empresas de fora do país. ANJ e Abert acusam iG, Terra e grupo Ongoing de violar regra que limita capital externo a 30%; iG nega e demais não se manifestam.

Na capa do "Globo", "Grupos de mídia na mira de associações":

As associações Brasileira das Emissoras de Rádio e TV (Abert) e Nacional dos Jornais (ANJ) entraram com duas representações junto à Procuradoria Geral da República pedindo que o Ministério Público investigue se a Empresa Jornalística Econômico S.A. -que, de origem portuguesa, edita o jornal "Brasil Econômico" e comprou os impressos do grupo "O Dia"- e a Terra Networks S.A. -que, de origem espanhola, controla o site Terra- estão infringindo o artigo 222 da Constituição. Este impõe restrições ao capital estrangeiro no controle de meios de comunicação.

Olhe também o que saiu no Jornal Nacional e no Jornal da Globo AQUI.

Visite, ainda, o Blue Bus.

Nota do Blog: A "grande" mídia brasileira, também conhecida como Partido da Imprensa Golpista - PIG, defensora da globalização, quando esta lhe é favorável, parece apavorada com a concorrência. Por que será?

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Japonesa inventa saia que vira disfarce de máquina de refrigerante


Roupa, segundo inventora, pode evitar ataques de criminosos

por Redação Made in Japan

A japonesa Aya Tsukioka inventou uma saia que, quando desdobrada, vira um disfarce de máquina de vender refrigerantes. Segundo ela, a roupa foi idealizada para amenizar a preocupação de mulheres em relação a ataques e roubos.

A roupa, de acordo com Aya, foi baseada nos disfarces dos guerreiros ninjas japoneses, que utilizavam panos pretos para não serem reconhecidos à noite.

Em entrevista ao New York Times, a japonesa assumiu que a ideia pode parecer estranha para os ocidentais, mas pode funcionar no Japão. Para as japonesas, segundo ela, é mais fácil utilizar o disfarce do que provocar um “escândalo”.

Universidades convocam mulheres feias para tratamento psicológico

"Nú de Costas", Modigliani:

Anelise Infante
De Madri para a BBC Brasil

As Universidades de Granada e Jaén (ambas no sul da Espanha) estão convocando mulheres feias para um projeto experimental científico. O objetivo é testar um tratamento psicológico que cure os transtornos provocados pela obsessão com o ideal de beleza inalcançável.

As faculdades de psicologia das duas universidades oferecem o tratamento gratuito a mulheres entre 19 e 30 anos que admitam estar insatisfeitas com seu aspecto físico e queiram participar de forma voluntária do projeto.

A coordenadora do estudo científico e catedrática em psicologia da Universidade de Granada, Maria del Carmen Santaella justifica a importância do tratamento de pessoas consideradas feias "porque a preocupação com o aspecto físico afeta de forma alarmante a uma parte importante da população".

"O ideal de beleza transmitido pela família, amigos e mídia é tão rígido na nossa sociedade que chega a alterar a percepção que uma pessoa pode ter sobre o que é uma aparência normal", afirmou.

"São padrões inalcançáveis que acabam provocando transtornos graves, o que em psicologia chamamos de descontentamento normativo", disse à BBC Brasil.

Sem critérios

Para participar do projeto não há um critério estético. Cada candidata que se ache feia e considere que o aspecto físico lhe cria problemas emocionais e de adaptação social, pode se inscrever.

Mas as universidades valorizarão históricos como obesidade (índice de massa corporal igual ou superior a 30 pontos), transtornos de alimentação e tentativas excessivas de dietas e exercícios físicos.

A equipe de investigadores selecionará as mais feias considerando também fatores psicológicos provocados pela falta de autoestima como ansiedade e depressão.

"Não se trata apenas de fazer com que as pessoas se sintam mais bonitas, mas que reduzam seus níveis de estresse", explicou Santaella.

"Uma vez que deixem de atentar contra si mesmas, lhes ajudamos a controlar a ansiedade, aumentar seus sentimentos pessoais, reconhecer sua beleza e reduzir o mal estar que lhes provoca o próprio aspecto."

O projeto será dirigido pela clínica de psicologia da Universidade de Granada que já colabora com outros grupos de investigação na Holanda e na Alemanha em tratamentos de pessoas com transtornos de obesidade, bulimia e anorexia.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Hatoyama diz que recolocação da base de Okinawa é impossível

Crianças locais seguram placas com os dizeres “mantenha sua promessa” e “não precisamos de uma base”, durante visita de Hatoyama a Okinawa:

Primeiro-ministro é criticado por moradores locais, em visita à província de Okinawa

O premiê japonês Yukio Hatoyama complicou ainda mais sua situação política ao afirmar, terça-feira 4, em visita à ilha de Okinawa, que será impossível retirar a base militar norte-americana da ilha. É a primeira vez que ele visita a província japonesa desde que foi empossado primeiro-ministro.

“Falando de forma realística, é impossível (recolocar a base fora da ilha)”, disse o premiê, depois de encontrar o governador de Okinawa, Hirokazu Nakaima.

Um plano para a recolocação da base de Futenma estava nas promessas de campanha de Hatoyama. No entanto, pressões do governo dos Estados Unidos o fizeram congelar a decisão.

A visita de Hatoyama foi marcada por protestos. Depois de uma reunião em Ginowan, onde está localizada a base de Futenma, o primeiro-ministro recebeu críticas de moradores locais, que gritaram frases como “Não volte mais”.

Segundo pesquisa do jornal Nikkei, divulgada no fim de abril, 57% dos japoneses querem que o premiê renuncie caso não resolva a questão de Okinawa até o fim de maio.

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