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quarta-feira, 7 de março de 2012

Conteúdo da TV paga: uma questão de escolha

Fonte da imagem AQUI.

Em 2011, o Congresso Nacional aprovou a Lei 12.485/11, conhecida como a nova lei da TV por assinatura. O escopo da nova legislação é bastante amplo, mas há dois aspectos fundamentais: a abertura do mercado de distribuição às operadoras de telefonia e o estabelecimento de cotas de produção e programação nacional e independente nos canais. Contrários à lei e derrotados no legislativo, os Democratas (DEM) entraram com pedido de inconstitucionalidade no Superior Tribunal Federal (STF). De carona nessa ação, a SKY, do megaempresário norte-americano Jonh Malone, convocou seus assinantes via email, internet e pelo próprio canal de TV, a se manifestarem contra a lei.

Um dos pontos que a propaganda veiculada pela SKY levanta é que a nova lei da TV por assinatura fere a liberdade de escolha do cliente. Então vejamos. A SKY me oferece a enorme diversidade de… três pacotes iniciais. A cada um eles eu posso acrescentar um grande leque de outros … três pacotes adicionais. Não tenho a opção de ter só canais esportivos, não posso ter só filmes, não posso escolher aleatoriamente dois canais de jornalismo, um de filmes e um de variedades. Caso eu não queira ver quatro horas de venda de tapete, anéis e aparelhos milagrosos de redução da barriga na Fox pela manhã ou de madrugada, a empresa nada tem a ver com isso. Não posso pagar menos se não quiser um canal que só passa reprise. E se eu quiser ver a Libertadores da América, da Fox Sports, que eu sei que tenta vender os direitos de exibição pra SKY, não adianta; a empresa já disse que não quer comprar. A liberdade de escolha na SKY é realmente impressionante.

Cotas e o intervencionismo de Estado

A SKY também acusa a lei de criar cotas como um mecanismo terrível de intervenção estatal. Não custa lembrar que os modelos de negócios do audiovisual no mundo foram construídos de forma estratégica e engenhosa pelos Estados Unidos de modo que, até hoje, seis dos maiores produtores de conteúdo audiovisual mundial são norte-americanos. Mais de 80% de todo conteúdo de filmes, séries, documentários e desenhos animados veiculados nos canais pagos no Brasil é de origem norte-americana. Esse não é um privilégio brasileiro. Com raras exceções, a indústria audiovisual de muitos países, incluindo os desenvolvidos, é dominada pelos enlatados estadunidenses. Por isso, desde o final da década de 80, a maior parte dos países europeus adotou um sistema de cotas que protege o conteúdo local. Mesmo nos EUA, houve tempos em que a cota para produção independente era altíssima e havia regras rigorosas para impedir que poucas empresas dominassem o mercado.

Quase 30 anos depois, no século XXI, o Brasil finalmente conseguiu aprovar uma lei de proteção ao conteúdo nacional e de estímulo à produção independente. Ao contrário do mundo inteiro, esse mecanismo não se aplica ao sistema como um todo, abarcando também a TV aberta, mas garantiu pequenos avanços na TV por assinatura. E veja que coisa chocante. A lei obriga que os canais considerados de espaço qualificado, ou seja, de filmes, séries, documentários, programas de variedades e reality shows, passem, por semana, 3h30 de conteúdo nacional, sendo 1h45 de conteúdo nacional independente. Faça você mesmo as contas. Em nome da valorização da cultura nacional e da diversidade, a lei obriga que um canal passe meia hora por dia de um filme, ou uma série, ou um desenho, ou um programa de variedade brasileiros, sendo 15 minutos de produção independente. O cumprimento da cota é semanal e pode ser realizado num só dia, ou em dias alternados, a critério das programadoras.

A cota obrigatória para os países que compõem a União Europeia é de que 50% do conteúdo veiculado seja europeu. A “absurda” intervenção do Estado na TV por assinatura no Brasil para garantir a veiculação de conteúdo nacional é uma “estrondosa” cota de 2,08% por semana. Em relação ao independente esse valor cai pela metade. No Canadá, 75% do conteúdo das televisões abertas deve ser composto por produções de origem canadense nos gêneros drama, comédia e documentário longa-metragem, assim como shows de premiações que celebrem o talento criativo dos canadenses. E é a nossa democracia que está ameaçada pela intervenção estatal.

Cotas de conteúdo, em qualquer lugar do mundo, mas fundamentalmente em democracias mais consolidadas e avançadas, é um mecanismo fundamental de desenvolvimento da indústria audiovisual local, de proteção e difusão da cultura nacional e de garantia do pluralismo e da diversidade. No Brasil, qualquer tentativa de avançar nesse sentido é vista como censura, ditadura ou intervencionismo estatal. Isso porque os mesmos grupos responsáveis pela difusão da informação controlam o que deve e o que não deve ser conhecido ou debatido pelos brasileiros. Eles não querem discutir o setor que controlam. Mais do que isso, utilizam o canal de comunicação que possuem para desinformar a população e defender seus próprios interesses. É esse o caso da propaganda da SKY, que, não custa lembrar, enviou mensagem sobre o perigo da lei para seus quase 3,8 milhões de assinantes. Sem contar a sistemática veiculação de uma propaganda mentirosa nos canais da empresa e na internet.

Ainda bem, os mitos de que a obra audiovisual nacional não presta, de que tudo que fazemos é um lixo e de que o Brasil não produz conteúdo de qualidade está cada vez mais distante do imaginário da população. Junto com um momento de desenvolvimento econômico, o país vive uma febre de auto-estima, de auto-valorização que também se reflete na produção audiovisual. Desenhos animados como Meu Amigãozão, Peixonautas, Tromba Trem e Turma da Mônica ganham a simpatia de brasileirinhos e de outras crianças mundo afora. Filmes e séries nacionais já são comuns em alguns canais de TV paga, inclusive estrangeiros. Documentários sobre a nossa diversidade cultural e regional são cada vez mais vistos e comemorados.

É hora de cada brasileiro assumir que ter mais Brasil e mais conteúdo independente na TV é bom para a difusão na nossa identidade entre nós mesmos, e para o mundo, além de ingrediente essencial para a democracia. É hora de desconfiar profundamente de quem utiliza o discurso da liberdade de escolha para fazer terrorismo mentiroso com seus clientes e atacar leis que buscam dar visibilidade a nossa riqueza e diversidade. 


Carolina Ribeiro é jornalista e integrante do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.

CdB

Liberdade para a Libertadores


Há dois anos, o governo de Cristina Kirchner comprou os direitos de transmissão do campeonato nacional para sua tevê estatal, o Canal 7, e passou a revendê-los para as emissoras privadas, com preços que variam de acordo com o índice de audiência de cada uma nos últimos 12 meses. Não parece uma má solução.

José Roberto Torero

Há uma crença, ou lenda, que diz que o mercado é ao mesmo tempo sábio e forte. Se este texto fosse uma charge, o mercado poderia ser desenhado como um velho de barbas brancas mas com músculos de Maciste (ou de Conan, se você perdeu os filmes italianos da década de 60).

Sendo sábio e forte, o mercado perceberia as necessidades da sociedade e rapidamente encontraria uma saída. Mas, como a maioria das lendas, há uma certa fantasia nisso.

A prova pode ser vista, ou melhor, pode ser não vista esta semana. É que muitos amantes do futebol deixarão de ver os jogos da Libertadores, a principal competição do continente.

Os seis times brasileiros estarão em ação entre terça e quinta-feira, mas só poderemos ver o jogo do Corinthians, pela Globo, e o do Fluminense, pela FX.

E quanto aos torcedores de Internacional, Santos, Vasco e Flamengo? E quanto aos torcedores de outros times que gostariam de ver estas partidas?


Eles não verão nada, a não ser que façam parte de uma minoria dentro da minoria, ou seja, dos assinantes de TV a cabo que são clientes de operadoras que trabalham com a Fox Sports.

Segundo a Anatel, hoje os assinantes da tevê paga se dividem assim: Net: 37%, Sky: 29,79%, Embratel: 17,89%, Telefônica: 4,29%, Oi: 2,76%, Abril: 1,27%, Outros: 6,99%.

Como a Fox Sports não se acertou com Net, Sky e Embratel, 84% dos assinantes das tevês pagas não verão a maioria dos jogos da Libertadores.
 

Isso acontece porque temos um choque de monopólios. As três grandes operadoras detêm o monopólio do público, e a Fox possui o monopólio da transmissão. Como não houve acordo, todo mundo sai perdendo: as operadoras, a detentora dos direitos, os clubes, os patrocinadores e principalmente nós, que gostamos de futebol.

Já que as tevês são concessões públicas e o futebol está enfronhado com o poder institucional (basta lembrar que há uma Timemania mas não uma Escolamania ou uma Hospitalomania), o assunto pode ser considerado um assunto de estado. Assim é na Argentina.

Há dois anos, o governo de Cristina Kirchner comprou os direitos de transmissão do campeonato nacional para sua tevê estatal, o Canal 7, e passou a revendê-los para as emissoras privadas, com preços que variam de acordo com o índice de audiência de cada uma nos últimos 12 meses.

Não parece uma má solução. Democratizaria os direitos de transmissão, quebraria monopólios e estabeleceria uma competição entre as emissoras, que por sua vez pagariam de acordo com sua audiência, sem correr grandes riscos.

A tese vai ao encontro da proposta do leitor Flávio Pietrobelli, autor do comentário que motivou este texto: “Creio ser a hora de batalharmos pela mudança da regra: que todos os canais possam transmitir livremente qualquer espetáculo. (...) Aquele que tiver maior índice de audiência poderá vender propagandas mais caras.”

É uma proposta democrática e que atende às premissas do livre mercado. O problema é que ter o monopólio geralmente é mais lucrativo do que competir.


José Roberto Torero é formado em Letras e Jornalismo pela USP, publicou 24 livros, entre eles O Chalaça (Prêmio Jabuti e Livro do ano em 1995), Pequenos Amores (Prêmio Jabuti 2004) e, mais recentemente, O Evangelho de Barrabás. É colunista de futebol na Folha de S.Paulo desde 1998. Escreveu também para o Jornal da Tarde e para a revista Placar. Dirigiu alguns curtas-metragens e o longa Como fazer um filme de amor. É roteirista de cinema e tevê, onde por oito anos escreveu o Retrato Falado.

Carta Maior

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

FRASES


"Esta ruptura do Clube dos 13 é coisa do Ricardo e do Marcelo. Eles são vizinhos de sítio e tramam tudo nos churrascos que fazem."

Frase de Fábio Koff, dirigente do Clube dos 13. Ricardo Teixeira é o presidente da CBF. Marcelo Campos Pinto é executivo da Globo Esportes.

Leia mais AQUI.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

¿De dónde salieron?

Sabemos que el sesgo homogeneizador y estilizante de las configuraciones televisivas prefiere los estereotipos: endilga a los jóvenes, de modo preponderante, la apatía, el desinterés, el consumo de drogas y alcohol, cuando no la condición de violentos y delincuentes; visibiliza a la comunidad Lgttbi desde el exotismo y los cánones heteronormativos, y construye a los sujetos como promiscuos, fiesteros y anormales; destina a los jubilados a una marginalidad basada tanto en la escasez de recursos materiales como en la no participación del sistema productivo; y también vincula a los migrantes de los países limítrofes con el crimen y la ilegalidad; por citar sólo algunos ejemplos.

Por Lucrecia Gringauz, Sebastián Settanni y Mariana Alvarez Broz*


No resulta novedosa la alusión al poder que tienen los medios de comunicación para marcar agenda. Ya todos sabemos que, en buena medida, los medios masivos pautan las líneas directrices de nuestras conversaciones y conocimientos cotidianos (y también las de nuestros desconocimientos). Y ello va mucho más allá de la intencionalidad de los propietarios y hacedores de los medios. Se trata de la propia lógica de los dispositivos de comunicación de nuestras sociedades mediatizadas.


Entre las muchas cuestiones que la muerte de Néstor Kirchner trajo al centro de la escena, el omniabarcativo rol de los medios, en especial el de la televisión, parece cobrar una notoria espesura.

Durante horas –días en realidad– hemos visto desfilar, por la Plaza de Mayo y por las pantallas televisivas, a un sinnúmero de individuos, agrupados o sueltos, deseosos de expresar algo que, a grandísimos rasgos, pareciera resumirse en: “Gracias Néstor, Fuerza Cristina”.

Clave inaudita de la proyección televisiva, la abrumadora diversidad (etaria, de género, social, cultural, territorial y política) que encarnaban esos sujetos desbordó los moldes interpretativos con los que suele contarse “lo que pasa” y “quiénes son sus protagonistas”.

Las exequias de Kirchner se constituyeron en escenario y marco para un desfile desbordante: desborde respecto de la habitual representación mediática de sujetos y colectivos sociales; y también desborde –de visibilidad– respecto de aquellos que en general carecen de toda representación, especialmente política, en los medios audiovisuales predominantes.

Sabemos que el sesgo homogeneizador y estilizante de las configuraciones televisivas prefiere los estereotipos: endilga a los jóvenes, de modo preponderante, la apatía, el desinterés, el consumo de drogas y alcohol, cuando no la condición de violentos y delincuentes; visibiliza a la comunidad Lgttbi desde el exotismo y los cánones heteronormativos, y construye a los sujetos como promiscuos, fiesteros y anormales; destina a los jubilados a una marginalidad basada tanto en la escasez de recursos materiales como en la no participación del sistema productivo; y también vincula a los migrantes de los países limítrofes con el crimen y la ilegalidad; por citar sólo algunos ejemplos. Lo sabemos y, sin embargo, la masiva presencia de adolescentes y jóvenes, jubilados, migrantes, gays, lesbianas, travestis, trans, y un sinfín de “otros”, todos ellos reivindicando algún tipo de idilio con la política y con sus representantes, sacudió como un gesto discordante, profundamente rupturista.

La representación de esa heterogénea multitud conmovida y agradecida parecía incluso desafiar el rol que desde hace tiempo han asumido –y se ha otorgado a– las muchedumbres en las calles. Las masas enarbolan sus demandas, protestan. También festejan, es verdad (incluso se conduelen en algunas ocasiones). Pero eso, al menos en los relatos televisivos, muy rara vez sucede bajo el eje estructurante de la política, como en este caso. No sólo porque la autenticidad de las movilizaciones suele ligarse a una espontaneidad inequívocamente apolítica, sino también porque la acción política a la que alude la televisión queda habitualmente reservada a los debates –o las roscas– en el Congreso, a los intercambios y entrevistas pautados por la propia televisión o a la intervención masiva sólo circunscripta a la participación electoral.

Durante los últimos días, semejante desborde nos dejó ante un profundo extrañamiento. Incluso a nosotros, portadores –por vocación y formación profesional– de una mirada atenta y muchas veces crítica sobre lo que pasa en y por los medios.

Nos encontramos incrédulos ante lo que sucedía, conmovidos –aún frente a la tele– y desconfiados inclusive de nuestra propia mirada analítica. Nos preguntamos de dónde habían salido tantos “otros”, tan alevosamente dispuestos a desafiar los regímenes de (in)visibilidad con los que convencionalmente la televisión da cuerpo –y voz– a la ciudadanía. Nos preguntamos de dónde había salido y hacia dónde iría esa ciudadanía desbordante. Y si bien celebramos este desborde, nos resulta difícil predecir cómo lidiarán con él los medios masivos. Sobre todo, nos preocupa saber qué mecanismos pondrán a funcionar para dar cuenta de ese populoso y diverso mundo que escapa a sus estereotipos y que generalmente queda fuera de su representación de la ciudadanía.

* Investigadores UBA/ IdaesUnsam.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

DISTORÇÃO


Até o marxismo se encaixa perfeitamente nas tvs de alta definição - é só espichar um pouquinho.

Leia o artigo de Alvaro Magalhães/Giba Assis Brasil no Blog da Casa de Cinema.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

TV e o terror da internet


Na avaliação do "New York Times" a cerimônia do Emmy americano, domingo pela CBS e, no Brasil, pelo Sony, evidenciou uma indústria aterrorizada com "os lobos à porta: a internet, a crise, o DVR".

Do apresentador Neil Patrick Harris aos vencedores, todos "imploravam ao telespectador: largue o controle, não vá ao banheiro e, pelo amor de Deus, não veja depois pelo TiVo, eliminando os comerciais".

...um dos quadros cômicos em que o Emmy "enfrentou diretamente o inimigo", a internet, apelando à série do próprio Harris no iTunes.

Leia a íntegra AQUI.
Visite Blue Bus.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Fútbol gratis por diez años en TV abierta


Por Daniel Miguez, para Página/12

Con un marco al que el Gobierno echa mano de tanto en tanto para los anuncios que le parecen trascendentales, por cadena nacional, frente a todos los ministros y otros importantes funcionarios y con la presencia de Diego Maradona, la presidenta Cristina Fernández de Kirchner anunció ayer el acuerdo de asociación por diez años con la AFA para la trasmisión de todos los partidos de fútbol por canales de aire, y, por lo tanto, en forma gratuita. La AFA recibirá 600 millones de pesos anuales y lo que se recaude por derechos de trasmisión y otros ingresos por encima de esa cifra será repartido mitad y mitad. Las ganancias que vayan al Estado será destinado a promover los deportes olímpicos, dijo la Presidenta.

Para la primera fecha del campeonato de Primera División, que se jugará entre hoy y el domingo, todos los partidos serán televisados por Canal 7 y otros canales de aire (ver aparte).

En una de los párrafos más fuertes de su discurso en el multitudinario acto en el campo de entrenamiento de la selección de fútbol en Ezeiza, la Presidenta dijo que “ya no nos secuestrarán los goles”, en alusión al contrato que rescindió la AFA con la empresa TSC, que tenía la exclusividad para la trasmisión de los partidos y de la emisión de los goles a través del programa Fútbol de Primera de Canal 13.

“Te secuestran los goles hasta el domingo, como te secuestran las imágenes y las palabras. Como secuestraron a 30 mil argentinos. No quiero más una sociedad de secuestros, quiero una sociedad cada día más libre”, dijo ante los aplausos del auditorio donde también estaban la mayoría de los presidentes de los clubes de fútbol.

También recordó que el 18 de febrero en La Plata, cuando se presentó el anteproyecto de Ley de Comunicación Audiovisual, había dicho que uno de los objetivos era “lograr el acceso del deporte más importante de los argentinos a todos los argentinos”.

Después negó que el fútbol vaya a ser subsidiado por el Estado. “He leído que el fútbol iba a ser subsidiado por el Estado. Los que escriben eso saben que el fútbol es un negocio extraordinario que no necesita ser subsidiado, sino participar de sus propias ganancias”, dijo en una los tramos más aplaudidos por Maradona, que un rato antes, junto al titular de la AFA, Julio Grondona, había recibido a la Presidenta al pie del helicóptero que la llevó a Ezeiza.

La Presidenta también dio algunos detalles del financiamiento de la televisación del fútbol. “El Estado reordenará su pauta publicitaria en los próximos meses, con el objetivo de poder solventar la actividad. Sin embargo, el Gobierno confía en que podrá obtener ganancias más altas a las previstas para la primera parte de la relación”, explicó. De inmediato agregó que “de ese excedente, el 50 por ciento irá a las arcas de la AFA y la otra mitad se utilizará para fomentar el deporte olímpico”.

La Presidenta bromeó más de una vez con el fanatismo de la mayoría de los argentinos con el fútbol y dio el ejemplo de su mamá, Ofelia Wilhelm, “que casi se muere” cuando su equipo, Gimnasia y Esgrima La Plata, estuvo a punto a descender a la B Nacional.

Para cerrar, la Presidenta le dio el encuadre político a su decisión. Por un lado consideró que se trata de una medida “democratizadora”, porque “cuando las corporaciones se vuelven monopólicas pretenden adueñarse de la vida de los argentinos, y entonces vivimos en una sociedad menos democrática, más extorsiva”. Por otra parte, aseguró que sentía “la obligación de garantizar a todos los argentinos el derecho a ver su deporte predilecto”.

A ambos lados de la Presidenta estaban Grondona y Maradona, en su carácter de director técnico del seleccionado, en una mesa a la que también se sentaron el presidente de la Cámara de Diputados, Eduardo Fellner; el jefe de Gabinete, Aníbal Fernández; y los dirigentes de San Lorenzo, Rafael Savino, y de Quilmes, José Luis Meiszner.

Entre las 800 personas que se apiñaban en la carpa montada en el predio de la AFA podían verse a los ministros Julio De Vido, Florencio Randazzo, Amado Boudou, Jorge Taiana, Alberto Sileoni, Alicia Kirchner, Débora Giorgi y Lino Barañao; al secretario Legal y Técnico, Carlos Zannini, arquitecto de la estructura jurídica del acuerdo con la AFA; al titular del Comfer, Gabriel Mariotto; y a los diputados Agustín Rossi, José María Díaz Bancalari, Carlos Kunkel y Juliana Marino, entre otros, además de varios sindicalistas. Muchos de ellos no resistieron la tentación de sacarse una foto junto a Diego cuando terminó el acto.

Antes que la Presidenta, habló Grondona, al principio con dificultad por el fondo de bombos de la hinchada de Tristán Suárez, aporte del intendente de Ezeiza, Alejandro Granados. “Hoy es un día histórico, acaba de nacer un nuevo desafío en nuestras vidas para perfilar un nuevo orden en el fútbol”, comenzó su discurso el jefe de la AFA.

Según Grondona, el acuerdo es una “posibilidad irrepetible que no se puede dejar pasar”. También afirmó que “en ninguna mesa de negociaciones había una calculadora haciendo números, sino sensibilidad para comprender de lo que estábamos hablando, es decir, para que la gente de cualquier rincón del país pudiera ver fútbol gratis”. La primera parte de la afirmación, la de la calculadora, despertó algunas sonrisas suspicaces.

Grondona recordó además que cuando asumió la presidencia de la AFA en 1979 sólo había un partido televisado que emitía Canal 7 y concluyó con un “volvemos a Canal 7, cerrando la parábola de la misma vida: volver al lugar de origen”.

Así, con toda la pompa, el acuerdo entre el Gobierno y la AFA puso fin a la televisación del fútbol paga, como ocurrió hasta el torneo pasado, a través de canales de cable. Para llegar a esta instancia hubo un disparador: el pedido de inhibición de varios clubes que hizo el gremio de los futbolistas, FAA, por deudas impagas a decenas de jugadores. Ante esa situación la AFA buscó que su socia TSC duplicara el monto del contrato que era de 268 millones de pesos anuales y que el Estado habilitara el juego de apuestas llamado Prode bancado, como dos vías de financiamiento a los clubes, muchos de ellos al borde de la quiebra y en gran parte por malas administraciones de sus dirigentes.

Al no obtener una respuesta positiva a ninguno de esos pedidos, buscó asociarse con el Estado y el Gobierno le dio una rápida acogida, ya que en sus planes estaba desde hace tiempo impulsar a través de la Ley de Comunicación Audiovisual, próxima a tratarse en el Congreso, la gratuidad del fútbol televisado.

domingo, 9 de novembro de 2008

Muerte fashion en televisión


Por cable, inicia al público en la puesta en escena fúnebre. Las últimas tendencias.

Por Mónica López Ocón, para Revista Noticias

Siempre he soñado con un ataúd con forma de zapato. Y he podido cumplir mi sueño”, dice una mujer con acento colombiano en "De aquí a la eternidad", un programa destinado al marketing de la muerte conducido por Ricardo Péculo (Utilísima Satelital, lunes 21.30). Pese a haber dado con el ataúd soñado, la mujer está viva, lo que le quita, es cierto, algo de valor testimonial a su afirmación un tanto sobreactuada. Pero, en perjuicio de los fines didácticos del programa, que invita a planificar los rituales para nuestro último día del mismo modo que se planifica un cumpleaños de 15 o un casamiento, los muertos no hablan. En compensación, la producción decidió llevar hasta las últimas consecuencias la alusión mortuoria. Por eso, hace declarar a los testigos de las maravillas del merchandising fúnebre –varios por programa– a través de una ventanita ovalada abierta en la pantalla rodeada de un ornamento que recuerda a los óvalos de bronce que enmarcan las antiguas fotografías de las cruces. Podría habérsele ocurrido a Pedro Almodóvar, pero Utilísima le ganó de mano.

En el primer programa, Péculo muestra hasta dónde ha llegado la incontenible imaginación funeraria: en África se fabrican ataúdes con las formas más diversas, desde zapatillas hasta cápsulas espaciales, desde zanahorias hasta mousses blancos destinados a los chicos. Si no fuera porque esos graciosos ataúdes temáticos aluden al último viaje, su carácter festivo podría confundir al televidente haciéndole creer que lo están invitando a hacer un tour a Disneylandia. De todos modos, poco importa cuál sea el destino: siempre partir es morir un poco.

Repostería mortuoria. No deja de sorprender que una señal como Utilísima, que ha reformulado a Walt Whitman cultivando un vitalismo doméstico, cuyos programas son odas al crecimiento de los niños, los botones y las papas, y que se ha encargado de grabarles a fuego a las mujeres que “la vida es un bricolage”, se dedique ahora a la muerte.

Sin embargo, es posible establecer un punto en común entre la repostería y el boato fúnebre. La muerte tiene una cierta estética “reposteril” que abarca desde las velas y las flores a los ornatos y las puntillas. Las carpetitas de papel sobre las que se apoyan las tortas, por ejemplo, se llaman “blondas” y, según lo ha enseñado el conductor en una de las emisiones de “De aquí a la eternidad”, ese es precisamente el nombre de la gran puntilla que sobresale del ataúd. Lejos de considerarla ofensiva, a Péculo la comparación le parece acertada. “Una torta –afirma– sirve para agasajar a alguien. Un ataúd es una forma de honrar a la persona fallecida”. Acostumbrado a trabajar con la muerte, ninguna pregunta lo sorprende ni le parece desubicada. “La muerte –afirma– está pasando por el mismo proceso que pasó el sexo. En mi época hablar de sexo era tabú. Hoy, todos los chicos hablan de sexo. Por eso la idea del programa es darle información a la gente. Hay que conocer cuáles son las opciones y planificar qué queremos”. La planificación debe ir más allá de la elección del ataúd. También es preciso elegir cuál es el destino que se prefiere para las cenizas, si se elige la cremación. “Si no –aclara– los deudos no saben qué hacer y las cenizas de los pobres viejos andan molestando en los placares”. Utilísima amplía las propuestas. A la “wedding planner” Bárbara Diez se ha sumado ahora un “deathing planner”, Ricardo Péculo.

Morirse es divertido. Como otra gente filma un casamiento, Ricardo Péculo filmó el servicio fúnebre que le brindó a su hermano Alfredo (asesor de Carlos Menem) y muestra la filmación con un orgullo inocultable, porque en su caso no se cumplió la máxima de que en “en casa de herrero cuchillo de palo”. Tal como quería su hermano, tradicionalista ferviente, fue enterrado vestido de gaucho y su cuerpo fue trasladado al cementerio en una carreta del siglo XIX tirada por bueyes, mientras la gente aplaudía y gritaba “¡Viva la patria!”.

Los aplausos, señala Ricardo, son una nueva moda en los entierros. Según parece, la muerte no está al margen de lo fashion.

Convertido en conductor, Péculo quiere que este momento ineludible deje de ser algo lúgubre. Por eso, en su programa también cuenta chistes, una práctica tradicional en los velatorios. A propósito del tema de las flores dice: “Murió un reputado cardiólogo y le enviaron una corona con forma de corazón. Un colega de otra especialidad se rió y cuando le preguntaron por qué, contestó: ‘Es que estoy pensando en mi propio velatorio: soy ginecólogo’.” “¿No sería Jorge ‘Corona’ un contador de chistes ideal para un velatorio?”, le preguntamos. “¿Por qué no?”, responde. En su programa la muerte no es triste. Por el contrario, la cortina musical es el Himno a la Alegría de Beethoven. Parafraseando a Héctor Alterio en “Caballos salvajes” casi dan ganas de gritar: “La puta que vale la pena estar muerto”.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Após falha, TV mostra filme pornô em vez de rugby


BBC:

Fãs de rugby da Nova Zelândia que assistiam a um programa de esportes no domingo à tarde acabaram vendo cenas de pornografia pesada em um canal de TV local.

Quatro minutos de pornografia interromperam a cobertura de esportes do canal Prime Television, depois do que um porta-voz descreveu como um engano de distribuição.

As imagens pornográficas eram destinadas a um canal pay-per-view para adultos.

Mas, em vez disso, foram parar no programa Grassroots Rugby do canal aberto.

Canais de TV rivais afirmaram que alguns telespectadores ficaram revoltados com a transmissão, que pode ter sido vista por crianças.