DANCINHA

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Hotel no leste alemão cobra por "pecados ecológicos"


Hotel na pequena cidade de Zeulenroda, no leste da Alemanha, cobra pelos "pecados ecológicos" do hóspede. O dinheiro arrecadado é doado a projetos ambientais.

Um novo terminal instalado na recepção do hotel ecológico Zeulenroda, junto ao lago homônimo quase na fronteira da Alemanha com a República Tcheca, tornou-se um ponto de atração para os hóspedes.

"O interesse é grande", conta o gerente Stephan Bode. Não é de admirar, pois o aparelho oferece um serviço inédito: ele calcula o preço dos "pecados ecológicos" dos hóspedes, desde a viagem de chegada até a partida do hotel.

Conscientizar sobre o meio ambiente

A meta é cuidar o máximo do meio ambiente. Para isso, o computador informa a cada hóspede que um pernoite, incluindo todas as refeições, representa a emissão de 32 quilos de CO2 no meio ambiente.

Aí está tudo contabilizado: desde a frota de veículos do hotel, passando pela lavanderia, incluindo a vaca que produz o leite para o café-da-manhã e a produção do chinelinho de pano usado na sauna. O custo: 0,39 euro.

"É o próprio hóspede que decide se quer contribuir", explica Bode. Partindo de uma ocupação de 50% para as 307 camas, e se os hóspedes fizessem todas as refeições no hotel, poderiam ser neutralizadas desta forma 1,2 milhão de toneladas de dióxido de carbono. Com as compensações, o hotel pretende financiar um parque eólico na Índia e um projeto de reflorestamento em Uganda.

Hotel exemplar na questão ecológica

Há muitos anos, o hotel de Zeulenroda vem servindo de modelo para outros estabelecimentos. Sua cozinha só usa produtos orgânicos, na limpeza são empregados apenas produtos que não agridem o meio ambiente.

Até a impressão de cartões e folhetos é feita de forma não poluente. O hotel, que sob a direção de Bode foi eleito nos últimos três anos a melhor casa de congressos da Alemanha, planeja também a autarquia energética.

Não só o meio ambiente e os hóspedes são a preocupação da gerência. Também seus 130 funcionários. Foi contratada, por exemplo, uma médica naturalista para tratar exclusivamente do bem-estar da equipe.

A receita do êxito, segundo Bode, chama-se "qualidade integrativa da consciência", ou seja, "cada um é estimulado e exigido em um todo". Em 2002, quando Bode assumiu a gerência, a capacidade ociosa do hotel era de 75%. Com 83 funcionários, o hotel faturava 2,5 milhões de euros ao ano. Para 2008, ele projeta uma ocupação média de 50% e um faturamento de 5 milhões de euros.

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