segunda-feira, 31 de março de 2008

Lanzan campaña en la UE para prohibir el "Mosquito"


CRÍTICA DIGITAL:

En Bélgica lanzan hoy una campaña pública contra la utilización en la Unión Europea (UE) del “Mosquito”, el repelente auditivo contra el vandalismo juvenil.

El "Mosquito" emite un pítido graduable y que en su volumen mas bajo sólo es percibido por los oídos de los más jóvenes, desde bebés a veinteañeros.

El ministro de Juventud de Valonia (sur de Bélgica), el socialista Marc Tarabella, presentó hoy la campaña en contra del uso del aparato fabricado la empresa británica Compound Security y que ha vendido ya unos 3.500 aparatos en el Reino Unido bajo la marca "Mosquito", según la organización no gubernamental belga Triangle Rouge.

Los responsables de Triangle Rouge, una organización dedicada a la lucha contra la discriminación, sostienen que el "Mosquito" trata a los jóvenes como "parásitos dañinos" y obedece a "las ideas fascistas más cínicas", por lo que han iniciado una recogida de firmas en su página web para pedir su prohibición.

El producto puede comprarse en internet y ha llegado ya a los mercados holandés, belga y francés, en este último con la denominación comercial "Beethoven". "No sé si el responsable de marketing sabe que Beethoven murió sordo", ironizó hoy Tarabella

El ministro belga se ha sumado a la causa después de que la prensa de su país se haya hecho eco el escándalo originado por la instalación de uno de estos aparatos en Lieja (este de Bélgica), abogó hoy por vetarlo sobre la base del principio de precaución que recoge la legislación de Consumo de la UE, debido a las sospechas sobre su nocividad

Por otro lado, el funcionario declaró que le ha escrito al Gobierno federal belga para pedirle que active el sistema de alerta que permite a un Estado miembro de la UE prevenir al resto sobre la existencia de un producto potencialmente peligroso en el mercado común.

Esta vía, según dijo el funcionario a EFE, puede tardar meses incluso a pesar de que es partidario de la prohibición de la comercialización del producto en Bélgica, esta medida podría no ser efectiva porque según las normas de UE se estaría incurriendo en la obstrucción de la libre circulación de productos dentro de la comunidad, hasta tanto la UE no se expida sobre la peligrosidad del “Mosquito”.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Sul-africanos nadam em rio com crocodilos para ir à escola


Alice Lander
De Kwazulu-Natal, África do Sul (BBC)

Estudantes de um vilarejo na África do Sul são obrigados a cruzar um rio cheio de crocodilos a nado ou em bóias para freqüentar a escola.

Os moradores exigem a construção de uma ponte porque crianças de até 7 anos de idade passaram a ter de cruzar o rio depois que o barco que levava os moradores à outra margem foi roubado.

Nos dias de aula, 150 crianças do vilarejo de Sahlumbe cruzam o rio Tugela nadando e usando bóias de pneus e baldes para manter suas roupas e livros secos. Os mais velhos ajudam os mais novos, que se agarram aos pneus.

Para cruzar o rio com segurança, seria necessário fazer um desvio de 20 quilômetros para chegar à escola.

"Existem cerca de 70 casas daquele lado do rio, mas não existem ônibus e ninguém tem carro", afirmou um dos conselheiros municipais do vilarejo de Kwazulu-Natal.

"Eu me preocupo o tempo todo", afirmou Hlengiwe Mthembu, diretora da escola primária Thuthukani. "Existem animais perigosos lá, principalmente crocodilos."

Cansaço

As crianças geralmente chegam cansadas à aula, com pouca concentração, segundo a diretora.

"Elas ficam na sala de aula tremendo, por causa do frio, e não conseguem estudar bem porque ficam preocupadas com a forma como vão voltar para casa."

"É muito difícil para elas", acrescentou. "Depois de chuvas mais pesadas, o rio fica muito cheio. Podem ser necessários dez minutos para atravessar."

O único hospital da região também fica na outra margem do rio Tugela. Em 2003, uma mulher grávida tentou atravessar o rio a nado e morreu afogada.

Sem escolha

O conselheiro local Sibusiso Nbatha afirmou que a maioria das famílias se mudou para a outra margem do rio há três anos, depois de terem sido retiradas das terras onde viviam.

De acordo com Nbatha, muitos pais não têm escolha a não ser deixar que os alunos atravessem o rio a nado.

"Nem todas as crianças sabem nadar, então algumas vão em cima das bóias ou então seus pais as levam", disse. "O rio é muito fundo para adultos e nem todos eles sabem nadar."

Nbatha afirmou que nem mesmo o barco da comunidade, que foi roubado, era seguro, e pede a construção de uma ponte.

"(O barco) era velho e cheio de buracos", diz. "Havia apenas um barco e era usado por toda a comunidade."

O conselheiro municipal afirma que pede a construção da ponte para o Departamento de Transportes há cinco anos.

"Eles nos deixam esperando", reclama Nbatha. "É muito frustrante, você pode ver a escola do outro lado do rio, mas não pode chegar lá."

quarta-feira, 26 de março de 2008

Bloco de 400 km² se desprende de plataforma de gelo na Antártida


Helen Briggs
Repórter da BBC News para Assuntos Científicos

Um bloco de gelo de pouco mais de 400 km² começou a se desprender da plataforma de Wilkins, na Península Antártida, e a derreter no mar, no que os cientistas dizem ser mais uma evidência do aquecimento global.

A área é equivalene a quase um quarto da cidade de São Paulo (1.523 km², segundo o IBGE).

Imagens por satélite sugerem que uma parte da plataforma de Wilkins, na península que se projeta em direção à Patagônia, iniciou um processo de desintegração e logo poderá desaparecer.

Plataformas são extensões flutuantes do lençol de gelo (com até 4 km de espessura) que cobre a base rochosa da Antártida, segundo o site da British Antarctic Survey (BAS), que monitora a região.

Wilkins, que cobria inicialmente uma área de 16 mil km² (segundo o site da BAS), permaneceu estável pela maior parte do século 20, mas começou a se retrair na década de 90. Houve um desprendimento de blocos de um total de mil km² em 1998, ao longo de alguns meses.

Outras plataformas na mesma área do continente já se perderam nos últimos 30 anos, disse a BAS.

David Vaughan, da BAS, disse: "Eu não esperava ver as coisas acontecerem tão depressa assim. A plataforma está presa por um fio - nós vamos ver nos próximos dias ou semanas que destino terá."

Ao observarem fotos de satélite, os pesquisadores da BAS enviaram um avião de reconhecimento para registrar imagens mais próximas do que estava ocorrendo.

A desintegração foi sinalizada com a formação de um iceberg de 41 km por 2,5 km verificada em 28 de fevereiro. Boa parte da plataforma Wilkins agora está sendo protegida apenas por uma faixa de gelo entre duas ilhas. Pesquisadores receiam que a ausência da plataforma pode expor geleiras no interior do continente e que são formadas por água fresca. Seu derretimento poderia afetar o nível dos oceanos.

Vaughan fez uma previsão em 1993 de que a porção norte da plataforma de Wilkins desapareceria dentro de 30 anos se o aquecimento da Terra continuasse, mas ele disse que isto está acontecendo mais rápido do que esperava.

"Esta não é uma questão de elevação do nível do mar, contudo, é mais uma indicação da mudança do clima na Península Antártida e de como isto está afetando o meio ambiente", disse ele.

Segundo os cientistas, a Península Antártida tem passado por um aquecimento sem precedentes nos últimos 50 anos, de quase 3ºC.

Outros pesquisadores acreditam que a plataforma de Wilkins pode resistir por mais tempo, pois o verão na Antártida - período de derretimento de gelo - está chegando ao fim.

Ted Scambos, do Centro Nacional de Informações sobre Neve e Gelo da Universidade de Colorado, nos Estados Unidos, disse: "Este espetáculo incomum acabou por esta estação. Mas em janeiro próximo nós vamos ver se a Wilkins continuará a se desfazer."

sexta-feira, 21 de março de 2008

A omissão dos cidadãos


Aqui em Porto Alegre estamos acompanhando a Revisão do Plano Diretor da cidade.

Após o grande fiasco que foi a participação da população nas Audiências Públicas, promovidas pela Prefeitura Municipal (veja a página “A Audiência Pública”, acima), a Câmara de Vereadores criou um Fórum de Entidades para que a população pudesse ser mais e melhor informada sobre o que estava sendo discutido e, fundamentalmente, pudesse opinar a respeito.

Imaginava-se uma maciça participação de diversas entidades preocupadas com o futuro da cidade e de seus habitantes.

Infelizmente, isso não ocorreu.

Das cerca de 50 entidades inscritas, apenas a metade delas participa com certa assiduidade nas reuniões do Fórum.

Algumas só aparecem quando o assunto a ser tratado é de seu direto interesse, como no caso da reunião que discutiu a proposta da sub-relatoria “Desenvolvimento Urbano, Estratégias e Modelo Espacial” a cargo do vereador João Antônio Dib. A sub-relatoria propõe o retorno da Zona Rural no município de Porto Alegre, entre outras alterações.

Quando foi marcada a data para que o Fórum votasse seu apoio, ou não, a essa alteração proposta pela sub-relatoria, mais entidades compareceram. Algumas, quem sabe, pela primeira e última vez.

Todos tem dúvidas e deveriam participar do Fórum para exigir maiores esclarecimentos para que possam apresentar emendas ou mesmo demonstrar contrariedade para com o que está sendo proposto.

Mas isso não está acontecendo.Impresso explica como participar do Fórum

Sindicatos, ONGs, Movimentos Sociais e Associações de moradores tradicionais e combativas de Porto Alegre simplesmente não comparecem nas reuniões, mesmo estando inscritos no Fórum. As próprias Entidades do Fórum produziram material de divulgação (folder e cartazete) que foi impresso pela Câmara e está sendo distribuído pela cidade, mas o retorno ainda é muito pequeno.

Mesmo a mesa de trabalhos, que deveria ser composta pelos três vereadores que oficialmente participam do Fórum, raramente tem todos os vereadores presentes, apenas a coordenadora Neuza Canabarro está sempre presente. Os representantes indicados pelas entidades participantes, arquiteto Nestor Nadruz e Paulo Guarnieri se desdobram em comparecer e esclarecer as dúvidas. Ou seja, até na mesa de trabalhos, que deveria ser composta por três vereadores e dois representantes indicados pelas entidades, apenas a vereadora Neuza e os dois representantes das entidades estão costumeiramente participando. Tem omissão até na mesa diretora do Fórum…

Brigamos tanto pelo direito de participar. E agora, o que dizer?

Os sub-relatórios do projeto do PDDUA além do que já foi apresentado e debatido no Fórum, de João Dib , são os seguintes:
- Sistema de Planejamento e da Adequação ao Estatuto da Cidade, vereador Carlos Comassetto (PT);
- Plano Regulador e das Disposições Finais e Transitórias, vereador Bernardino Vendruscolo (PMDB);
- Projetos Especiais do Centro da Cidade e do Cais do Porto, vereadora Maristela Maffei (PCdoB); e
- Proteção e Preservação do Patrimônio Cultural e Natural da Cidade, vereador Dr. Goulart (PTB).

O texto acima é uma opinião de Cesar Cardia, representante do “Amigos da Gonçalo de Carvalho” no Fórum de Entidades, participante dos movimentos “Porto Alegre Vive” e “VIVA Gasômetro”, além de associado da AMABI.

quarta-feira, 19 de março de 2008

União Européia quer plano de combate às mudanças climáticas ainda em 2008


Os líderes da União Européia (UE) anunciaram que o bloco pretende fechar ainda este ano um cronograma para cortar em 20% a emissão de dióxido de carbono (CO²) até 2020, se comparados aos níveis de 1990. O CO² é um dos gases de efeito estufa, considerados causadores do aquecimento global.

O plano europeu de enfrentamento de mudanças climáticas deve ser apresentado em meados de setembro, de acordo com as informações divulgadas durante o encerramento da Reunião de Cúpula da UE, em Bruxelas (Bélgica).

No texto das conclusões do Conselho Europeu, os líderes dos 27 países do bloco destacam que "em 2008, o desafio consiste em obter resultados" no âmbito das alterações climáticas e da política energética.

De acordo com o primeiro-ministro português, José Sócrates, o bloco está decidido "a fazer o que deve para reduzir emissões e obter um acordo internacional no âmbito das Nações Unidas, com métodos e objetivos bem fixados".

Durante a reunião, o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair anunciou que vai dirigir uma campanha internacional contra as mudanças climáticas. Apoiado pelos Estados Unidos, pela União Européia, Organização das Nações Unidas (ONU) e pelo atual premiê britânico, Gordon Brown, Blair comprometeu-se a elaborar um projeto para diminuir as emissões de dióxido de carbono pela metade, até 2050.

A iniciativa incluirá a América e a China nas estratégias para frear o aquecimento global. Blair apresentará um relatório do projeto na reunião do G8 (grupo dos sete países mais ricos e a Rússia), em julho, no Japão.

Na última quarta-feira (12), o governo britânico anunciou a inclusão de medidas ambientais no orçamento do Reino Unido de 2008. Tarifação extra de combustíveis, subsídios para carros com baixos níveis de poluição e uma lei que definirá taxas para uso de sacos plásticos estão entre as medidas. O governo britânico também espera zerar as emissões de carbono em prédios não-residenciais a partir de 2019.

terça-feira, 18 de março de 2008

Israelense se disfarça de palestina e relata experiência


BBC:

A israelense Liad Kantorowicz, de 30 anos, ativista política formada em estudos do Oriente Médio, resolveu usar a si mesma como cobaia de um experimento sociológico: durante um mês ela circulou em Tel Aviv disfarçada de palestina muçulmana.

Seu objetivo era verificar quais seriam as reações de israelenses, habitantes de Tel Aviv, a uma mulher palestina que estivesse circulando em diversos lugares da cidade normalmente freqüentados apenas por israelenses.

Liad, que relatou a experiência no semanário Ha'ir, de Tel Aviv, disse que foi objeto de várias reações hostis - e que ficou surpresa com a intolerância que encontrou na cidade onde vive.

Durante um mês, Liad saiu de casa todos os dias com a cabeça coberta por um hijab – um lenço que cobre os cabelos e o pescoço, usado freqüentemente por palestinas muçulmanas – e se vestiu de forma “a combinar com o hijab”, ou seja, com roupas bastante conservadoras, segundo as tradições palestinas.

“Meu plano era continuar vivendo a minha vida normal e freqüentar os mesmos lugares que costumo freqüentar, mas usando o hijab, e registrar as reações das pessoas”, disse Liad à BBC Brasil.

“Tambem queria tentar sentir o que sente uma mulher palestina que circula em Tel Aviv”.

Liad imaginava que fosse enfrentar manifestações de racismo. Mas ela conta que ficou chocada com a intensidade das reações negativas.

Durante a experiência, ela circulou nas ruas da cidade, foi ao banco e ao supermercado, almoçou em restaurantes e freqüentou bares e clubes noturnos.

Chegou até a publicar um anúncio na internet, oferecendo um quarto para alugar e recebeu inquilinas potenciais em seu apartamento, sempre vestindo o hijab.

“Uma mulher me telefonou. Conversamos um pouco por telefone, ela ouviu meu sotaque israelense típico e combinamos que viria ver o apartamento”.

“Abri a porta usando o hijab e percebi que ela levou um susto”.

Segundo Liad, a mulher desistiu de alugar o quarto alegando que "não era racista, mas seria difícil morar com alguem tão diferente”.

“Ela quase teve um ataque de histeria e não parava de dizer que não era racista”.

A israelense conta que a potencial inquilina voltou a contactá-la dias depois, afirmando que estaria disposta a alugar o quarto se ela deixasse de usar o hijab e retirasse os cartazes em árabe que ela tinha pendurados nas paredes do apartamento.

Em outra ocasião, Liad combinou um encontro em um restaurante com um amigo, soldado, que chegou vestido com seu uniforme militar.

“Foi um momento bem cômico, nosso encontro causou a maior confusão no restaurante, todas as pessoas pararam de comer quando trocamos beijos e abraços”, relatou Liad.

Para ela, uma das coisas mais difíceis era andar na rua.

“Sentia que todos os olhares se concentravam em mim, e havia muitos olhares hostis”.

Em algumas ocasiões ela conta que chegou a sofrer violência física.

Quando participou em uma manifestação de grupos de esquerda contra o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza, ela diz ter sido agredida por pessoas que passavam na rua.

“Éramos cerca de cem manifestantes, mas eu fui a única que sofreu agressões fisicas, algumas pessoas me empurraram, cuspiram em mim e gritaram ‘desapareça deste país, não queremos vê-la por aqui!’."

De acordo com Liad, o momento mais doloroso da experiência ocorreu em uma boite gay.

“Dava para cortar o ar de tanta tensão, todos os olhares se voltaram para mim quando entrei na boite, que supostamente deve ser um lugar de tolerância”.

Liad diz ter sentido olhares hostis, que claramente diziam que ela não era bem-vinda e dois homens jovens chegaram a agredí-la verbalmente, gritando: "como você ousa usar o símbolo do Islã neste lugar impuro?".

Segundo ela, eram dois gays palestinos, que se faziam passar por israelenses, que quase a agrediram fisicamente.

“Eu os levei para fora (da boite) e expliquei o objetivo da minha experiência. Um deles começou a chorar, acho que o fiz perceber a contradição em que vivia”.

Embora tenha passado por momentos dificeis, Liad não se arrepende da experiência.

“Foi fascinante”, disse, “aprendi muito durante este mês”.

“Com o hijab e as roupas que vesti, estava coberta da cabeça aos pés, mas me senti mais exposta do que nunca a todos os tipos de violência” disse Liad.

“A experiência me fez perceber o quanto eu não sei sobre as mulheres palestinas", afirmou a jovem. "Tentei entrar em um personagem imaginário, mas não posso saber realmente como uma mulher palestina se sente”.

segunda-feira, 17 de março de 2008

Tribunal de Justiça suspende plantio de eucalipto em município de SP


EcoAgência:

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo suspendeu o plantio de eucalipto no município de São Luiz do Paraitinga, localizado no interior do estado. Por meio de uma liminar do Tribunal de Justiça, a Defensoria proíbe o plantio e replantio da árvore até que seja feito um estudo de impacto ambiental nas áreas. O desrespeito da decisão pode resultar em multa diária de R$ 10 mil.

Segundo o defensor público e autor da ação, Wagner Giron, o eucalipto é responsável por graves danos ambientais e pelo êxodo rural na região.

"Eles [os produtores] não respeitam norma ambiental nenhuma. Plantam as árvores em topos de morro, em matas ciliares, invadindo mananciais e secando cursos d'água. Aqui já houve intoxicação humana, mortandade de peixes e animais. Tudo em virtude desse desrespeito às normas ambientais".

A expansão do eucalipto também é responsável por secar as fontes de água da região. Uma árvore adulta da espécie consome até 30 litros de água por dia.

As empresas Votorantim Celulose e Papel mais a Suzano Papel e Celulose são as responsáveis pelo cultivo do eucalipto geneticamente modificado na região.

Wagner Giron afirma que o plantio da espécie começou na década de 70 e hoje cobre aproximadamente 20% do município. A expansão do cultivo foi feita sem a realização de um estudo de impacto ambiental.

Para denunciar os danos causados pela monocultura de eucalipto, as mulheres da Via Campesina - organização que reúne movimentos sociais dos quatro continentes - realizaram na última semana, uma manifestação na empresa sueco-finlandesa, Stora Enso, no estado do Rio Grande do Sul.