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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
FRASES
“Yo soy vos, soy argentino, soy boliviano, soy uruguayo, soy paraguayo, soy humano”.
Frase afixada nas paredes do Ministério da Fazenda, em Buenos Aires, ontem. Mais de 150 mil pessoas celebraram o Dia Internacional dos Direitos Humanos com um mega recital na Praça de Maio.
Leia mais AQUI.
domingo, 12 de dezembro de 2010
MACRI XENÓFOBO
Quatro morrem após ataque a sem-teto em parque de Buenos Aires
Quatro pessoas morreram enquanto moradores tentavam desalojar na noite desta sexta-feira cerca de mil cidadãos sem-teto, a maioria estrangeiros, que ocupam um enorme parque na zona sul de Buenos Aires. Vizinhos do Parque Indoamericano, a maioria de classe média, atacaram os sem-teto - bolivianos e paraguaios -, queimando dezenas de barracas. O ataque deixou vários feridos, segundo a TV argentina.Uma das vítima fatais é um jovem de 19 anos que recebeu um tiro na cabeça, informou Alberto Crescenti, diretor do Serviço Médico Metropolitano de Emergência (Same). Entre os mais de dez feridos há vários baleados. Crescenti destacou que os serviços de emergência não conseguem entrar no Parque Indoamericano porque estão "atirando contra as ambulâncias".
Nos últimos três dias, os choques envolvendo os sem-teto já fizeram três mortos, sendo dois bolivianos e um paraguaio. "Não queremos uma favela no parque", gritava um grupo de pessoas, após uma assembleia que decidiu pela expulsão dos sem-teto por conta própria, sem a ajuda da polícia. Outros moradores da região bloquearam avenidas para exigir a retirada dos sem-teto do Parque Indoamericano.
A presidente argentina, Cristina Kirchner, que anunciou no início da noite a criação do ministério da Segurança, criticou a ação contra os sem-teto. "Não estou disposta a ver a Argentina entrar para o clube de países xenófobos", disse.
Kirchner mirava no prefeito de Buenos Aires, Mauricio Macri, que atribuiu os incidentes no Parque Indoamericano, sob sua jurisdição, à "imigração descontrolada" e a "organizações criminosas".
Terra
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Buenos Aires abre spa para cochilar no intervalo do trabalho
Foto de Charles Ebbets:

Marcia Carmo
De Buenos Aires para a BBC Brasil
Foi inaugurado nesta semana no centro de Buenos Aires o primeiro spa para a siesta (cochilo após o almoço) da Argentina.
O local oferece aos clientes a oportunidade de tirar uma soneca durante o horário de trabalho, aproveitando parte do intervalo de almoço do interessado.
Os donos do empreendimento afirmam que o objetivo é atender à demanda numa área da capital argentina onde estão concentrados bancos e representações de empresas locais e estrangeiras.
O preço é de cem pesos (cerca de R$ 45) por 25 minutos de cochilo e inclui, para os que quiserem, outros 25 minutos de "introdução ao sono", com atividades como massagens, disse à BBC Brasil a psicóloga Viviana Vega, diretora do spa do sono que foi batizado de Selfishness.
"O cochilo reparador diminui o nível de estresse e é mais saudável do que remédios para dormir ou relaxar", disse Vega.
Testes
A psicóloga afirmou que, antes da inauguração, o espaço foi "testado" por convidados durante quase um ano, para saber se sentiam melhor e mais produtivos depois da soneca.
"Fizemos a prova com convidados, com cochilos de entre 20 e 45 minutos, e confirmamos que a proposta funciona", afirmou.
Segundo Vega, o nível de tensão diminui depois do cochilo.
Os quartos são decorados com a filosofia do feng shui e outras técnicas para gerar "harmonia", de acordo com a psicóloga. O investimento no spa do sono foi de US$ 70 mil (quase R$ 124 mil).
"Cada quarto é uma cabine equipada e ambientada com luz, aromas e sons especialmente desenvolvidos para este descanso", afirmou o outro diretor do empreendimento, Daniel Edgardo Leynaud.
Além de massagens para estimular o sono, o lugar oferece aos clientes chás que complementam o ambiente de relaxamento.
"O telefone não para com clientes pedindo hora. Planejamos, com o tempo, fazer uma franchising", disse Vega.

Marcia Carmo
De Buenos Aires para a BBC Brasil
Foi inaugurado nesta semana no centro de Buenos Aires o primeiro spa para a siesta (cochilo após o almoço) da Argentina.
O local oferece aos clientes a oportunidade de tirar uma soneca durante o horário de trabalho, aproveitando parte do intervalo de almoço do interessado.
Os donos do empreendimento afirmam que o objetivo é atender à demanda numa área da capital argentina onde estão concentrados bancos e representações de empresas locais e estrangeiras.
O preço é de cem pesos (cerca de R$ 45) por 25 minutos de cochilo e inclui, para os que quiserem, outros 25 minutos de "introdução ao sono", com atividades como massagens, disse à BBC Brasil a psicóloga Viviana Vega, diretora do spa do sono que foi batizado de Selfishness.
"O cochilo reparador diminui o nível de estresse e é mais saudável do que remédios para dormir ou relaxar", disse Vega.
Testes
A psicóloga afirmou que, antes da inauguração, o espaço foi "testado" por convidados durante quase um ano, para saber se sentiam melhor e mais produtivos depois da soneca.
"Fizemos a prova com convidados, com cochilos de entre 20 e 45 minutos, e confirmamos que a proposta funciona", afirmou.
Segundo Vega, o nível de tensão diminui depois do cochilo.
Os quartos são decorados com a filosofia do feng shui e outras técnicas para gerar "harmonia", de acordo com a psicóloga. O investimento no spa do sono foi de US$ 70 mil (quase R$ 124 mil).
"Cada quarto é uma cabine equipada e ambientada com luz, aromas e sons especialmente desenvolvidos para este descanso", afirmou o outro diretor do empreendimento, Daniel Edgardo Leynaud.
Além de massagens para estimular o sono, o lugar oferece aos clientes chás que complementam o ambiente de relaxamento.
"O telefone não para com clientes pedindo hora. Planejamos, com o tempo, fazer uma franchising", disse Vega.
sábado, 30 de agosto de 2008
El conflicto que salió de las aulas y ganó la calle

Los alumnos tomaron 14 colegios y se movilizaron con los docentes al Ministerio de Educación. Narodowski fue interpelado en la Legislatura, donde afirmó que no se darán apoyos escolares “si los padres son propietarios”.
“Ni siquiera saben escribir bien.” Esta frase no la dijo el ministro de Educación porteño, Mariano Narodowski, sino Fátima S.: una de las 30 mil alumnas que en lo que va de este año –y mediante un comunicado de sintaxis extraña– se enteró de que dejaba de percibir la beca que el gobierno de la Ciudad otorga a los sectores estudiantiles con menos recursos. Fátima es abanderada del colegio Nicolás Avellaneda y es la punta paradójica, casi pintoresca, de un iceberg que toma dimensiones cada día más brutales: ayer, los alumnos de 14 colegios dependientes del gobierno porteño marcharon hacia el Ministerio de Educación pidiendo el reintegro de las ayudas económicas, y aseguraron que hoy decidirán cómo continuar el plan de lucha.
Ayer la calle estuvo caliente, pero en la Legislatura la temperatura subió todavía más: mientras padres y alumnos de la Escuela Superior Mariano Acosta le gritaban “mentiroso”, el ministro Mariano Narodowski ratificó la quita de los beneficios estudiantiles en favor de una “mejor redistribución del presupuesto”, y agregó que el gobierno de Mauricio Macri había decidido negar las becas a aquellos chicos cuyos “padres sean propietarios de sus casas”.
Con esta última declaración –que Narodowski negó en diálogo con Crítica de la Argentina–, el oficialismo terminó de sellar el que probablemente es el mayor desencuentro en tiempos democráticos entre el gobierno de la Ciudad y las escuelas que de él dependen. La polémica de las becas enfrentó al ministro ya no sólo con los alumnos porteños, sino con buena parte de la comunidad educativa. “No celebro la toma de un colegio, pero sí estoy convencida de que hay que revisar urgentemente el tema de las becas –opina Silvina Gvirtz, investigadora del Conicet y directora de la maestría de la Universidad de San Andrés–. Si tomás semejante medida, estás obligado a hacer un estudio caso por caso y explicar por qué quitás cada beneficio. Hay que presumir la inocencia de las personas. Pero al retirar 30 mil becas, estás presumiendo la culpabilidad de todas”.
Según datos de la Defensoría del Pueblo, el 31% de las solicitudes rechazadas por el Gobierno de la Ciudad corresponde a alumnos que declararon ingresos en sus hogares menores a 750 pesos. Estos números –tal como denunció este diario el pasado 15 de agosto– incluyen a la mayor parte de los estudiantes de las ocho Escuelas de Reingreso de la ciudad, donde cursan jóvenes embarazadas y en situación de vulnerabilidad. A esto se suma una segunda polémica: una resolución del Boletín Oficial publicada en julio notifica que hay cerca de 10 mil becas que aún no fueron otorgadas. Por todo esto, los integrantes de la Comisión de Educación de la Legislatura interpelaron ayer al ministro Narodowski, y repitieron un pedido para un nuevo encuentro el próximo lunes.
Entre tanto, la Coordinadora de Estudiantes Secundarios está decidiendo si seguirá con las tomas. “Creo que este recurso que usan los estudiantes es una manifestación más de un proceso de desinstitucionalización que hay en la Argentina –opina Guillermina Tiramonti, directora de la Facultad Latinoamericana de Ciencias Sociales–. No justifico las tomas, pero las ubico en contexto: a nivel social también se aplican los recursos de protesta extremos. En este país los temas que deben discutirse en el seno de las instituciones, empiezan a discutirse mediante manifestaciones de fuerza. Y en las manifestaciones de fuerza hay medición de fuerza, no argumentos”.
EN LA CALLE. Con dientes metálicos, mochilas pintadas, pancartas –“La ciudad trabaja y Macri se rasca el culo”, decía una– y hasta bolsas de dormir colgando del morral, una multitud de estudiantes caminó por Avenida de Mayo en la tarde de ayer. Si bien la inmensa mayoría eran alumnos, también había padres y docentes. “Los chicos están orgullosos de la escuela, están acá defendiendo sus derechos –aseguró Enrique Vázquez, 50 años, profesor de Historia del Colegio Nicolás Avellaneda: la única institución que hizo una maratón de 24 horas de clases (ver recuadro)–. Los chicos tienen una actitud madura, responsable y reflexiva. Lástima que las autoridades no lo ven”.
Gracias a las becas por las que reclaman los alumnos, Mariela, 16 años, cinco hermanos, alumna del colegio Mariano Moreno, hasta el 2007 podía comprarse los libros de estudio. “Con el dinero compré útiles, viajé en colectivo, saqué fotocopias y pude tener libros –explicó a Crítica de la Argentina–. No me alcanzó para mucho, pero este año no me la dieron y fue difícil conseguir los libros. Tuve que usar carpetas y útiles del año pasado, pero hubo gastos que dejé de lado. No voy a dejar de estudiar, porque quiero terminar el secundario, pero sin la beca es difícil ir a la escuela”.
Las becas, en rigor, no fueron el único reclamo de los alumnos durante la marcha del viernes. También pidieron salarios dignos para los docentes (Mauricio Macri aseguró ayer que son los mejores pagos del país, pero los números lo contradicen; boleto estudiantil a 5 centavos hasta 5º año, reparaciones edilicias y la anulación de una medida reciente que es, probablemente, la segunda decisión más antipopular del Gobierno: pedir una lista con los alumnos que toman las escuelas. “Este pedido de listas me parece definitivamente mal –opina Inés Dussel, investigadora en Educación de FLACSO–. Habría que preguntar qué pasa con los mecanismos de expresión de estos estudiantes y por qué la toma, en vez de ser una de las últimas medidas, es la primera”. Para Dussel, una respuesta probable es que en la Argentina se radicalizaron las protestas sociales. Y la escuela pública, más por suerte que por desgracia, sigue siendo parte del país.
En el Avellaneda, toma con clases
“La educación se defiende con educación”, fue el slogan de los alumnos del colegio Nicolás Avellaneda de Palermo, el único de los catorce en conflicto que resolvió, en una multitudinaria asamblea de alumnos, hacer una toma con clases. “Es para que no digan que somos unos pendejos que usamos lo de las becas para no tener clases”, sostuvieron. El resultado fue una maratón de 24 horas de clases: una especie de paro a la japonesa desde las 7.45 del miércoles a las 7.45 del jueves. Un profesor contó que se organizaron para dar clases de acuerdo con las posibilidades de cada uno. “No le queríamos hacer el juego al Gobierno de dejar a los chicos sin clases, entonces decidimos que no tenían que quedarse solos”.
TEXTOS Y PRODUCCIÓN: JOSEFINA LICITRA, TAMARA SMERLING Y CANDELARIA SCHAMUN
quinta-feira, 5 de junho de 2008
BUENOS AIRES: Crece la oferta sexual a puertas cerradas
CRÍTICA DIGITAL:
Toque el timbre y pase que habrá putas esperando
En cualquier esquina de Corrientes, entre Callao y el Bajo, en algún momento del día, se va a parar un flaco a repartir papelitos. Otro flaquito en la esquina siguiente, y otro más en la anterior, van a hacer lo mismo. Unos papelitos van a decir “primas peteras”, otros van a prometer “el cielo, un lugar único”. Hay uno que te pone en el brete de tener que elegir entre “la cola de Ana o las lolas de Sol”.
Todos ofrecen lo mismo: sexo puertas adentro en la zona macrocentro, a cuarenta pesos la hora, cincuenta, no más. El fenómeno replica un aumento de la oferta sexual, en lo que constituye un boom de los privados, un fenómeno confirmado por fuentes policiales y por las trabajadoras sexuales.
Jorgelina Sosa, secretaria general de la Asociación de Mujeres Meretrices de la Argentina (AMMAR), seccional capital, dice: “En 1994, cuando nos constituimos como sindicato, había diez mil chicas trabajando tanto en calle como en saunas y departamentos privados. Ese número se ha duplicado: hoy tenemos veinte mil trabajadoras sexuales en la ciudad”.
Sosa continúa: “Muchas chicas nuevas provienen del trabajo doméstico. Algunas, incluso, mantienen las dos ocupaciones. La razón que las lleva a incorporarse al trabajo sexual es que lo que ganan en un mes limpiando casas, lo ganan en una semana atendiendo clientes. Además, no podemos dejar afuera lo que significa la explosión del turismo”.
El privado es uno de los tres espacios donde tradicionalmente se produce el comercio sexual, además de la calle y los establecimientos como saunas o cabarets.
Esta vieja categoría que supone el alquiler de un departamento en un edificio residencial es publicitada mediante avisos clasificados, a través de volantes que son entregados en la calle o bien colocados en las juntas de los teléfonos públicos como un plumaje de fugacidad porno.
El privado es un territorio negro, sin marcas ni intervenciones del afuera. Es decir, no hay regulación fiscal, ni administrativa, ni sanitaria, ni política. El Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires, ante la sencilla intención informativa de saber cuál es el área específica a la que la corresponde intervenir, no da una respuesta unívoca.
El Ministerio de Desarrollo Social dice que es conveniente hablar con el de Seguridad y Justicia. El de Seguridad y Justicia dice que la competencia es de la Agencia de Control Comunal. El titular de ese organismo, Federico Young, dice que por ahora prefiere prescindir del contacto con la prensa. Mediante un mail, asegura que a su área no le corresponde el asunto en cuestión, que le corresponde a la justicia contravencional.
La oficina de prensa de la justicia contravencional de la Ciudad de Buenos Aires dice que no se puede ocupar de algo que sucede en un ámbito privado. Aconseja hablar con la Policía Federal. La Policía Federal, a través del comisario mayor Daniel Rodríguez, vocero de la institución, anuncia: “La fuerza no tiene nada para decir al respecto”.
Otro comisario explica lo que su colega silencia: “Proliferan los privados porque se evita la exposición. Es imposible calcular cuántos privados hay en la ciudad. No podemos intervenir”. El comisario se explaya más: “Trabajamos aplicando la Ley de Profilaxis, pero ningún juzgado correccional de la Ciudad de Buenos Aires acepta la actuación de oficio de la policía”.
Técnicamente, la única posibilidad que tiene un organismo del Estado para regular la actividad dentro de los privados es a través de la Ley de Profilaxis, que pena la explotación sexual. Sin embargo, para que esa actuación se concrete, es preciso la denuncia de una damnificada. Y denuncias, como en el caso de la ONG Alameda, hay pocas.
NOTA DO OMAR: NO CENTRO DE PORTO ALEGRE É SEMELHANTE.
Toque el timbre y pase que habrá putas esperando
En cualquier esquina de Corrientes, entre Callao y el Bajo, en algún momento del día, se va a parar un flaco a repartir papelitos. Otro flaquito en la esquina siguiente, y otro más en la anterior, van a hacer lo mismo. Unos papelitos van a decir “primas peteras”, otros van a prometer “el cielo, un lugar único”. Hay uno que te pone en el brete de tener que elegir entre “la cola de Ana o las lolas de Sol”.
Todos ofrecen lo mismo: sexo puertas adentro en la zona macrocentro, a cuarenta pesos la hora, cincuenta, no más. El fenómeno replica un aumento de la oferta sexual, en lo que constituye un boom de los privados, un fenómeno confirmado por fuentes policiales y por las trabajadoras sexuales.
Jorgelina Sosa, secretaria general de la Asociación de Mujeres Meretrices de la Argentina (AMMAR), seccional capital, dice: “En 1994, cuando nos constituimos como sindicato, había diez mil chicas trabajando tanto en calle como en saunas y departamentos privados. Ese número se ha duplicado: hoy tenemos veinte mil trabajadoras sexuales en la ciudad”.
Sosa continúa: “Muchas chicas nuevas provienen del trabajo doméstico. Algunas, incluso, mantienen las dos ocupaciones. La razón que las lleva a incorporarse al trabajo sexual es que lo que ganan en un mes limpiando casas, lo ganan en una semana atendiendo clientes. Además, no podemos dejar afuera lo que significa la explosión del turismo”.
El privado es uno de los tres espacios donde tradicionalmente se produce el comercio sexual, además de la calle y los establecimientos como saunas o cabarets.
Esta vieja categoría que supone el alquiler de un departamento en un edificio residencial es publicitada mediante avisos clasificados, a través de volantes que son entregados en la calle o bien colocados en las juntas de los teléfonos públicos como un plumaje de fugacidad porno.
El privado es un territorio negro, sin marcas ni intervenciones del afuera. Es decir, no hay regulación fiscal, ni administrativa, ni sanitaria, ni política. El Gobierno de la Ciudad de Buenos Aires, ante la sencilla intención informativa de saber cuál es el área específica a la que la corresponde intervenir, no da una respuesta unívoca.
El Ministerio de Desarrollo Social dice que es conveniente hablar con el de Seguridad y Justicia. El de Seguridad y Justicia dice que la competencia es de la Agencia de Control Comunal. El titular de ese organismo, Federico Young, dice que por ahora prefiere prescindir del contacto con la prensa. Mediante un mail, asegura que a su área no le corresponde el asunto en cuestión, que le corresponde a la justicia contravencional.
La oficina de prensa de la justicia contravencional de la Ciudad de Buenos Aires dice que no se puede ocupar de algo que sucede en un ámbito privado. Aconseja hablar con la Policía Federal. La Policía Federal, a través del comisario mayor Daniel Rodríguez, vocero de la institución, anuncia: “La fuerza no tiene nada para decir al respecto”.
Otro comisario explica lo que su colega silencia: “Proliferan los privados porque se evita la exposición. Es imposible calcular cuántos privados hay en la ciudad. No podemos intervenir”. El comisario se explaya más: “Trabajamos aplicando la Ley de Profilaxis, pero ningún juzgado correccional de la Ciudad de Buenos Aires acepta la actuación de oficio de la policía”.
Técnicamente, la única posibilidad que tiene un organismo del Estado para regular la actividad dentro de los privados es a través de la Ley de Profilaxis, que pena la explotación sexual. Sin embargo, para que esa actuación se concrete, es preciso la denuncia de una damnificada. Y denuncias, como en el caso de la ONG Alameda, hay pocas.
NOTA DO OMAR: NO CENTRO DE PORTO ALEGRE É SEMELHANTE.
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