quinta-feira, 2 de julho de 2009

Los somníferos de la vergüenza


MABEL AZCUI - Cochabamba - 02/07/2009

EL PAÍS

La persistente huida del desarrollo para mantener pura su forma de vida no ha impedido que en el mismo seno de las comunidades anabaptistas de los menonitas en Bolivia anide el mal: la violación de al menos 80 mujeres adultas y adolescentes por un grupo de hombres, de entre 20 y 40 años, que utilizaban potentes somníferos para sedar a sus víctimas, a los varones de la casa e incluso a los perros.

Acostumbrados a solucionar sus problemas y administrar las colonias sin intervención de las autoridades bolivianas, el caso de violación masiva de las mujeres de las colonias ha sido un verdadero baldón para el Consejo de Ancianos, que dispuso entregar a la justicia local a los infractores con la petición de mantenerlos encerrados para que paguen por sus delitos.

Nueve hombres han sido detenidos en Cotoca, una pequeña ciudad cercana a Santa Cruz, por orden de la juez Natalia Rosa Fernández. A todos ellos se les imputan delitos de violación con la agravante de sedación de sus víctimas, según la confesión que los acusados hicieron ante las autoridades religiosas de los menonitas.

Uno de sus ministros, que el pasado jueves entregó a la justicia al grupo de detenidos, expresó el sentimiento de vergüenza e indignación por lo ocurrido en la colonia Manitoba, a unos 150 kilómetros de Santa Cruz: al menos unas 60 mujeres, entre ellas menores de edad, fueron deshonradas y mancilladas con toda la carga espiritual, emocional y social que ello implica para aquellas que temen el rechazo por no poder llegar vírgenes al matrimonio, como indican sus principios religiosos.

El fiscal Freddy Pérez informó de que los sospechosos actuaban de noche y utilizaban un somnífero en atomizador para adormecer a los inquilinos de la casa. Una vez sedados, procedían a abusar de las mujeres.

Se cree que esta situación se prolongó desde el pasado año, hasta que el padre de uno de los presuntos violadores comenzó a sospechar de la conducta de su hijo que, contrariamente a sus hábitos madrugadores, comenzó a levantarse más tarde y desaparecía de casa por la noche. Le siguió, descubrió el horror, le llevó ante las autoridades religiosas y el joven confesó todo. Señaló las casas en las que había entrado y a sus víctimas, pero también mencionó a sus cómplices, que admitieron su culpa, según dijeron los líderes religiosos a la prensa en Santa Cruz.

Fue entonces cuando las mujeres comenzaron a hablar. Las casadas, que habían recriminado a sus esposos su actitud, se quejaron de dolores y las adolescentes contaron a sus padres que despertaban doloridas y con su ropa interior desordenada.

Aumentan las denuncias

Un noveno menonita de 34 años, con esposa y diez hijos, fue detenido, acusado de violar a otras 24 mujeres en su colonia con las mismas técnicas de adormecimiento. También fue descubierto por un hombre que retornaba a su casa y le sorprendió en los alrededores de su propiedad, supuestamente para encontrar una vaca perdida. Cuando vio a su esposa dormida en la cama entendió lo que había pasado y pidió ayuda a su vecino para detenerle y llevarle ante la Junta de Hermanos. El hombre arrestado declaró ante las autoridades bolivianas que tuvo que admitir su culpa porque le enjaularon después de darle una paliza para que firmase una confesión.

Lo sucedido en la colonia Manitoba está llevando a muchas mujeres menonitas a denunciar el abuso sexual de que fueron objeto en busca de justicia y la sanción más dura para los culpables, que ahora, al abrigo de las tácticas de sus abogados, se declaran inocentes y denuncian la violación de sus derechos.

Las colonias menonitas, de los ultraconservadores amish, están afincadas en Bolivia desde 1956 en Santa Cruz, Beni y Tarija, donde desarrollaron su peculiar estilo de vida muy lejos de la electricidad, la telefonía, las ruedas de goma y hasta del asfalto.

Los cerca de 50.000 menonitas repartidos en 50 colonias suelen llegar de vez en cuando a los centros comerciales para vender su producción -principalmente queso- y adquirir alimentos conservando su forma de vestir: los hombres, con overoles (pantalones con pechera) azules, y las mujeres, con vestidos largos -por debajo de la rodilla- y medias gruesas. Las solteras llevan un pañuelo blanco, mientras que las casadas lo llevan negro, cuando no optan por un sombrero de ala ancha. Hablan un dialecto alemán, el plattdeutsch, y muy pocos conocen el español.

Relator da ONU denuncia que navio confiscou ajuda a Gaza


O relator especial das Nações Unidas sobre a situação dos Direitos Humanos nos territórios palestinos ocupados, Richard Falk, denunciou nesta quinta-feira o confisco de uma embarcação carregada com ajuda humanitária e material de reconstrução destinado à Faixa de Gaza por parte de um navio israelense.

O barco com ajuda humanitária tinha sido inspecionado antes de partir do porto onde estava ancorado no Chipre.

As 21 pessoas que estavam na embarcação foram detidas, mantidas em cativeiro e acusadas de entrada ilegal em Israel. Entretanto, o barco não se dirigia ao território israelense, segundo um comunicado enviado pelo sistema das Nações Unidas.

Uma das ocupantes do barco detido é a irlandesa Mairead Maguire, vencedora do prêmio Nobel da Paz em 1976.

"Esta ação israelense complementa seu cruel bloqueio à totalidade da população palestina da Faixa de Gaza, em violação ao artigo 33 da Quarta Convenção de Genebra que proíbe qualquer forma de castigo coletivo às pessoas bloqueadas", afirma Falk no comunicado.

O relator da ONU lembrou que o bloqueio israelense não só restringe a entrada de produtos vitais para a sobrevivência, como comida, remédios e combustível, mas também evita o ingresso de materiais que permitiriam a reconstrução das casas e infraestruturas destruídas pelos ataques israelenses à faixa em dezembro e janeiro passados.

"O contínuo bloqueio sob estas condições não constitui apenas uma violação das Convenções de Genebra, mas também um contínuo crime contra a humanidade", afirmou Falk.

TERRA

Sound of Music | Central Station Antwerp (Belgium)

Tribunal na Índia derruba lei que proíbe sexo entre homossexuais


BBC

A Alta Corte da capital da Índia, Nova Déli, decidiu que as relações sexuais consentidas entre adultos do mesmo sexo devem deixar de ser crime no país. A corte considerou a lei discriminatória e uma "violação dos direitos fundamentais".

A decisão reverte uma lei de 148 anos que havia sido herdada do tempo em que o país era uma colônia britânica e que qualificava sexo entre indivíduos do mesmo gênero como "um atentado contra a natureza".

Relações sexuais entre gays eram passíveis de multa ou uma punição de até dez anos de cadeia.

O correspondente da BBC na Índia, Soutik Biswas, disse, contudo, que a decisão judicial poderá ser contestada pois os valores sociais conservadores ainda são fortes no país.

Discurso

Gays estão sujeitos a ser discriminados e perseguidos diariamente na Índia. E a descriminação pode abrir caminho para uma mudança de discurso em um país onde sexo, de maneira geral, é assunto delicado. Segundo Biswas, até falar sobre o assunto pode ser um tabu.

Defensores dos direitos dos gays em todo o país saudaram a decisão do tribunal em Déli e disseram que este é o "Stonewall da Índia", em uma referência a uma rebelião provocada por uma batida policial em 1969, no bar gay Stonewall, em Greenwich Village, Nova York, que marcou o lançamento do movimento pelos direitos dos homossexuais nos Estados Unidos e no mundo.

"Eu acredito que o que vai acontecer agora é que poderemos reclamar muito dos direitos fundamentais e civis que nos foram negados", disse à BBC o advogado e ativista Aditya Bandopadhyay, acrescentando que a decisão restora a sua "fé no Judiciário".

Outro ativista destacado, Ashok Row Kavi, editor da primeira revista para gays do país, elogiou a decisão judicial mas disse que o preconceito contra homossexuais vai continuar.

"O estigma social vai persistir. É uma longa batalha. Mas a decisão vai ajudar na prevenção da propagação do vírus HIV (que causa a Aids). Agora homens gays podem ir ao médico e falar sobre os problemas deles. Vai ajudar a impedir intimidação em delegacias."

Igreja

Mas a reversão da antiga lei incomodou outros grupos. Segundo o correspondente da BBC em Nova Déli Chris Morris, líderes religiosos hindus, muçulmanos e cristãos se disseram contra a legalização do sexo entre homossexuais.

Em 2004, o governo da Índia se opôs a uma petição legal que buscou legalizar o homossexualismo, mas o documento foi rejeitado pelo tribunal de Déli.

Grupos de direitos de cidadãos e a Organização Nacional para o Controle da Aids (Naco, um órgão do governo da Índia) exigiram que o homossexualismo fosse legalizado.

Estima-se que mais de 8% dos homens homossexuais na Índia sejam portadores do vírus HIV, em comparação a menos de 1% na população do país.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

E o publico se sente excluido pelo jornalismo da midia tradicional, pesquisa


O publico se sente confuso e excluído por matérias jornalísticas na mídia tradicional que nao explicam o básico sobre as notícias, diz o relatorio 'Public Trust In The News', de pesquisadores das Universidades de Manchester e Leeds, na Inglaterra. O documento foi publicado pelo Reuters Institute for the Study of Journalism. Segundo Scott Anthony, da Universidade de Manchester, a confiança do publico entra em crise quando as pessoas acreditam que os jornalistas estao falando de grupos sociais, áreas ou práticas que eles nao compreendem.

O estudo também indica que a mídia de massa deixa muitos se sentindo impotentes e inseguros em relaçao a em quem acreditar. Ao mesmo tempo, a internet ajuda essas pessoas a entender as notícias e dá a elas o sentimento de que podem participar do que está acontecendo - por dar acesso a relatos livres de interesses ou sem a preocupaçao de serem politicamente corretos; e também por permitir entrar em contato com as autoridades. Segundo os pesquisadores, eles ficaram surpresos com a confiança que as pessoas depositam na internet como um todo e no Google especificamente como a fonte mais segura para entender e analisar. Por outro lado, o relatório nao deixa de citar que a web deixa algumas pessoas mais confusas do que antes, por conta da quantidade de fontes. Noticia do Journalism.co.uk.

Blue Bus

Futebol é "perfeito" para lavagem de dinheiro


Por Sophie Hardach e Jean-Paul Couret

PARIS (Reuters) - Criminosos estão cada vez mais usando o futebol para lavagem de dinheiro e evasão de impostos, ajudados pela globalização do esporte e as dificuldades financeiras dos clubes, disse nesta quarta-feira uma entidade anticorrupção.

O esporte mais popular do mundo está atraindo os criminosos devido às transações milionárias de jogadores entre países e os métodos financeiros obscuros do esporte, disse uma unidade da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em relatório.

"Os clubes de futebol são vistos internamente por criminosos como os veículos perfeitos para a lavagem de dinheiro", disse o Grupo de Ação Financeira da OCDE (Gafi).

Enquanto outros esportes como críquete, rúgbi, corrida de cavalo e automobilismo também estão ameaçados, o futebol é o "candidato óbvio para se examinar a lavagem de dinheiro no esporte", porque ele supera todos os outros esportes na escala global.

Em um caso, segundo o relatório, os investigadores obstruíram uma tentativa de lavagem de dinheiro através da compra de um famoso clube italiano com dinheiro fornecido supostamente por uma associação criminosa que opera no centro da Itália.

"Procedimentos de lavagem de dinheiro, negociações internas, extorsão, competição injusta e outras ofensas estão em andamento", disse o Gafi, sem informar qual seria o clube.

Com base em 20 casos de lavagem de dinheiro no futebol, o relatório concluiu que a estrutura, o financiamento e a cultura do esporte permitem os crimes financeiros.

Foram citados como exemplos dois casos de evasão de impostos envolvendo jogadores da Grã-Bretanha, um ligado a seus direitos de imagem e outro com um valor de contratação declarado inferior ao verdadeiro.

Análise: Deposição em Honduras pode ter sido ação mal calculada

Poison, Magritte (1939):

Stephen Gibbs
de Tegucigalpa para a BBC

A retirada do poder do presidente de Honduras, Manuel Zelaya, pode tê-lo transformado inesperadamente em um herói com amigos poderosos.

Zelaya foi detido em Honduras no último domingo, data marcada para um plebiscito sobre a ideia de uma consulta sobre a possibilidade de uma reforma constitucional.

Depois de ter que abandonar a residência oficial em Tegucigalpa e ser colocado em avião que o levaria para o exílio forçado na Costa Rica, começaram as manifestações de outros presidentes como Barack Obama, dos Estados Unidos, e Hugo Chávez, da Venezuela.

Nos últimos dias, antes de ser afastado no último domingo, Zelaya estava isolado. A Suprema Corte acusou Zelaya duas vezes de agir ilegalmente e o procurador-geral de Honduras afirmou que ele deveria renunciar à Presidência.

Zelaya também tinha demitido o chefe do Exército, general Romeo Vasquez, e os chefes da Marinha e Força Área também tinham renunciado aos seus cargos.

Pouco antes da madrugada de domingo, ele foi acordado por soldados mascarados que entraram em seu quarto e o então presidente foi levado para um aeroporto militar, onde, ainda de pijama, embarcou em um avião que o levou à Costa Rica.

Nenhum país do mundo reconheceu o novo governo hondurenho.

"O presidente Zelaya foi eleito democraticamente. Ele não completou seu mandato", afirmou o presidente americano Barack Obama.

"Este é um golpe contra todos nós", disse o líder venezuelano Hugo Chávez, que acrescentou que fará tudo o que puder para que Zelaya volte ao poder.

Na manhã da segunda-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil "não reconhece" o novo governo de Honduras e o Itamaraty suspendeu a volta do embaixador brasileiro ao país.

Cidadão comum

O presidente deposto falou que voltará a Honduras na quinta-feira. Mas, se ele espera uma recepção de herói, poderá ficar decepcionado.

O novo governo de Honduras afirmou que Zelaya agora é um cidadão comum e deve ser preso se voltar ao país.

Mas, os últimos eventos em Tegucigalpa, com centenas de manifestantes gritando o nome do presidente deposto, provaram que ele ainda tem partidários.

"Ele é o presidente de Honduras, democraticamente eleito. Ele foi sequestrado por criminosos", afirmou Paulina, professora primária, enquanto insultava os soldados que ocupam o palácio presidencial.

Entretanto, nas semanas antes de deixar o país, a popularidade de Zelaya estava em queda. Uma pesquisa a colocou em um índice de cerca de 30%.

"Nós vimos que isto (a deposição) poderia acontecer há seis meses", disse Miguel, um advogado de Tegucigalpa, enquanto testemunhava manifestantes construindo uma barricada de pneus em chamas no centro da capital. "Por alguma razão, Zelaya se transformou em um radical", acrescentou.

Planejado

Zelaya foi transformado em um símbolo da longa e infeliz luta da América Central contra a ditadura militar.

Talvez, buscando inspiração no presidente Chávez na Venezuela, Zelaya, que afirmou que a democracia hondurenha favorecia a elite rica do país, começou a voltar sua atenção para Constituição.

Atualmente esta Constituição permite que presidentes tenham apenas um mandato no cargo, de quatro anos. O mandato de Zelaya acabaria em janeiro de 2010.

Seus esforços para mudar a situação pareceriam relativamente pequenos. No domingo passado ele tentava realizar o que seria um referendo para decidir se outro referendo seria realizado para decidir a instauração de uma Assembleia Constituinte.

Mas os inimigos de Zelaya pareciam querer paralisar este processo logo no início. E eles contavam com o apoio de instituições poderosas como a Suprema Corte, o Congresso e o Exército.

O afastamento de Zelaya foi planejado e orquestrado com muita habilidade. Mas os oponentes do presidente podem ter calculado errado o momento de agir.

Zelaya foi transformado em um símbolo da longa e infeliz luta da América Central contra a ditadura militar.

E a questão permanece se, supondo que esta era a intenção de Zelaya, ele realmente poderia ter alterado a Constituição para estender seu mandato.

Mesmo os líderes mais populares, como Hugo Chávez, descobriram que esta tarefa nem sempre é bem-sucedida.

Os generais, juízes e políticos que decidiram que Manuel Zelaya tinha que ser deposto poderiam estar se perguntando se eles não estariam melhores se não tivessem feito nada.