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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Álcool presente no vinho também é benéfico ao coração

Fonte da imagem AQUI.
Substâncias do vinho tinto têm diferentes efeitos positivos sobre as moléculas inflamatórias causadoras da aterosclerose em seus estágios adiantados



Um grupo de cientistas espanhóis constatou que até o álcool do vinho tinto é beneficente para a saúde cardiovascular, desde que o consumo seja moderado, informou no dia 03/02, sexta-feira, o centro onde a pesquisa foi desenvolvida.

Segundo o estudo publicado no "American Journal of Clinical Nutrition", tanto o etanol como os polifenóis presentes no vinho tinto têm diferentes efeitos beneficentes sobre as moléculas inflamatórias causadoras da aterosclerose em seus estágios adiantados, assim como a combinação de ambos é mais eficaz em pacientes com alto risco cardiovascular.

Estas são as principais conclusões da pesquisa desenvolvida por três grupos do Centro de Pesquisa Biomédica em Rede-Fisiopatología da Obesidade e a Nutrição (Ciberobn), dirigidos por Ramón Estruch, Francisco José Tinahones e Dolores Corella.

Trata-se, segundo uma nota do Ciberobn, do primeiro teste clínico que demonstra os efeitos beneficentes do etanol e dos polifenóis, substâncias químicas presentes nas plantas.

Os pesquisadores detalharam que a pesquisa foi iniciada a partir de um "paradoxo francês", já que os habitantes da França sofrem uma incidência "relativamente baixa" de doença cardíaca mesmo com uma dieta rica em gorduras saturadas.

Essa tendência fez com que os cientistas especulassem sobre a possibilidade deste fato estar relacionado com um maior consumo de vinho tinto, que contém uma elevada concentração de polifenóis, potencialmente beneficentes para o coração.

"No entanto, o que ainda não tinha sido demonstrado era que o etanol também contribuísse para reduzir a inflação arterial e celular", como aponta o estudo.

Para chegar às conclusões sobre as "virtudes" do consumo moderado do álcool, os pesquisadores do Ciberobn recrutaram 73 homens com alto risco cardiovascular, todos com idades compreendidas entre os 55 e 75 anos.

Os selecionados eram consumidores moderados de álcool e tinham diabetes ou três dos seguintes fatores de risco cardiovascular: tabagismo, hipertensão arterial, colesterol, obesidade e parentes com doença coronária prematura.

Os pesquisadores comprovaram que o álcool (sem polifenóis) exerceu um efeito antiinflamatório em pacientes de alto risco e diminuiu os níveis de alguns marcadores inflamatórios. Já a combinação de etanol e polifenóis do vinho afeta mais os pacientes com alto risco cardiovascular.

"O estudo indica que a redução do risco de doença cardiovascular entre os consumidores de vinho tinto observado na maioria dos estudos epidemiológicos pode depender de uma combinação de ambos, o álcool e os polifenóis, e não só destes últimos como se achava até agora", aponta Estruch.

Autor: Efe

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Vinho caro é desperdício?

 
Vinhos mais baratos podem ter o mesmo efeito em termos de paladar que garrafas mais caras, segundo um estudo britânico.

No total, 578 pessoas participaram de uma degustação às cegas durante o Festival de Ciência de Edimburgo, na Escócia, e só na metade dos casos conseguiram identificar quais eram os vinhos caros e quais eram os mais baratos.

Eles experimentaram diversas variedades de vinhos tintos e brancos com preços menores que 5 libras (R$13) e outras safras consideradas superiores vendidas a preços entre 10 e 30 libras (R$ 26 e R$ 78). Na degustação, também havia garrafas de champagne de 17 libras (R$ 44) e de 30 libras (R$ 78).

Os participantes tinham de dizer, então, quais eram os vinhos baratos e quais eram os caros. Mesmo sem saber a resposta, eles teriam 50% de chance de acertar. E foi exatamente isso o que aconteceu.

A conclusão, para os pesquisadores da Universidade de Hertfordshire, é que muita gente não consegue distinguir os vinhos pelo paladar e pode estar pagando mais caro apenas pelo rótulo.

"Estes resultados são impressionantes. As pessoas não conseguiram notar a diferença entre vinhos caros e baratos, então nesse momento de dificuldades financeiras a mensagem é clara: os vinhos baratos que testamos tinham um gosto tão bom quanto as garrafas caras", disse o psicólogo Richard Wiseman, que conduziu o estudo.

BBC

sábado, 3 de julho de 2010

Substância do vinho previne doença ocular


O resveratrol - uma substância encontrada no vinho tinto, na uva e no amendoim - interrompe o crescimento de vasos sanguíneos nos olhos, segundo pesquisadores da Universidade Washington em Saint Louis. A descoberta poderá ter implicações na prevenção de doenças que ocasionam cegueira, como a retinopatia diabética e a degeneração macular na velhice.

SisSaúde

terça-feira, 15 de junho de 2010

Vinho tinto e chá verde interrompem câncer de próstata


Segundo os cientistas, eles agora sabem exatamente por que os polifenóis do vinho tinto e do chá verde inibem o crescimento do câncer.

Polifenóis

Um novo estudo publicado no periódico médico FASEB Journal sugere que os polifenóis presentes no vinho tinto e no chá verde podem interromper uma via de sinalização celular ligada ao câncer de próstata.

Os pesquisadores verificaram que a interrupção dessa via pode retardar ou mesmo interromper o surgimento, a propagação e a progressão do câncer de próstata.

Segundo os cientistas, eles agora sabem exatamente por que os polifenóis do vinho tinto e do chá verde inibem o crescimento do câncer.

Vinho tinto e chá verde

Em seu artigo, eles explicam como os antioxidantes do vinho tinto e do chá verde produzem um efeito combinado para interromper a via de sinalização celular necessária para o crescimento do câncer de próstata e de outros cânceres.

Além de reforçar o efeito preventivo do vinho tinto e do chá verde, a descoberta poderá levar ao desenvolvimento de medicamentos que possam tratar, retardar ou mesmo impedir o surgimento da doença.

"A via de sinalização não desempenha um papel apenas no câncer de próstata, mas também em outros cânceres, como câncer de cólon, câncer de mama e câncer gástrico," afirma Gerald Weissmann, editor-chefe da revista, em um comentário no qual ele destaca a importância da descoberta.

Via de sinalização

"Mesmo que futuros estudos venham a mostrar que beber vinho tinto e chá verde não seja tão eficaz nos seres humanos como nós esperamos que seja, saber que os compostos presentes nessas bebidas interrompem esta via é um passo importante para o desenvolvimento de medicamentos que atinjam o mesmo objetivo," diz Weissmann.

Os cientistas fizeram experimentos in vitro que mostraram que a inibição da via SphK1/S1P (quinase-1/esfingosina 1-fosfato esfingosina) era essencial para que os polifenóis do chá verde e vinho matassem as células cancerosas da próstata.

Em seguida, camundongos geneticamente modificados para desenvolver o câncer de próstata humano foram tratados ou não tratados com os polifenóis do chá verde e do vinho. As cobaias tratadas apresentaram redução no crescimento do tumor.

Alimentos saudáveis

"O impacto profundo que os antioxidantes do vinho tinto e do chá verde têm sobre o nosso corpo é maior do que qualquer um poderia ter sonhado a apenas 25 anos atrás," acrescenta Weissmann.

"Enquanto forem tomados com moderação, todos os sinais mostram que o vinho tinto e o chá verde podem ser classificados entre os mais potentes 'alimentos saudáveis' que conhecemos," conclui ele.

Fonte: Site Diário da Saúde

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Vinho tinto aumenta libido feminina


Uma pesquisa de uma universidade italiana afirma que o consumo moderado de vinho tinto pode aumentar a libido sexual feminina.

O estudo da Universidade de Florença foi feito com 798 mulheres italianas entre 18 e 50 anos na região de Chianti, na Toscana.

Elas foram classificadas em três grupos conforme o hábito diário de consumo de vinho: as que consomem entre uma ou duas taças de vinho, as que não consomem vinho e as que bebem mais de duas taças.

As mulheres – todas consideradas sexualmente saudáveis – responderam questionários com 19 perguntas sobre sexualidade. Os questionários medem o índice FSFI (Female Sexual Function Index, em inglês), uma medida usada em outros estudos científicos sobre sexualidade feminina.

O grupo que apresentou os maiores índices de desejo sexual, de acordo com as respostas dos questionários, foram as mulheres que consomem uma ou duas taças de vinho por dia.

Os pesquisadores do estudo fazem duas ressalvas sobre o estudo.

"Nenhuma diferença significativa foi encontrada entre os grupos em relação à incitação, satisfação, dor e orgasmo", afirmam os cientistas no artigo publicado na revista científica Journal of Sexual Medicine.

"Enquanto este resultado precisa ser interpretado com cautela, devido ao pequeno número da amostragem [...] e pela falta de dados de exames de laboratório, ainda assim o estudo sugere potencialmente uma correlação entre o consumo de vinho tinto e melhor sexualidade."

BBC

terça-feira, 7 de outubro de 2008

AFINAL, NEM TUDO ESTÁ PERDIDO NA ITÁLIA

Sagra dell’Uva - Marino:

Erro faz vinho jorrar de torneiras na Itália

Moradores de Marino, na Itália, correram para encher baldes e garrafas quando vinho branco começou a sair da torneira de suas casas. A bebida, que é a atração de um tradicional festival da cidade, foi direcionada equivocadamente para as residências em vez de ir para uma fonte durante um festival local, informa nesta terça-feira o diário online Metro.

O Festival da Uva de Marino, na Itália, normalmente tem como uma de suas principais atrações uma fonte de vinho branco na praça da cidade. No entanto, na edição deste ano, a bebida começou a jorrar das torneiras dos moradores.

O vinho grátis foi saudado como um "miracolo" (milagre, em italiano) pelos moradores da cidade, localizada ao sul de Roma. Eles dizem que as donas de casa perceberam que havia algo errado quando sentiram um estranho cheiro de álcool ao lavar a louça e tomar banho.

O prefeito de Marino, Adriano Palozzi, disse que os técnicos não se deram conta que tinham direcionado erroneamente o curso do vinho para o fornecimento doméstico.

O equívoco foi rapidamente localizado e revertido, mas não antes de vários moradores terem enchidos baldes, jarros e outros recipientes que tinham por perto.

Redação Terra

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Substância encontrada em vinho tinto 'pode manter coração jovem'


BBC:

Uma substância química encontrada no vinho tinto pode ajudar a manter o coração "geneticamente jovem", segundo um estudo publicado no jornal acadêmico PLOS One.

Pesquisadores da Universidade de Wisconsin-Madison descobriram que o polifenol resveratrol parece capaz de frear mudanças no funcionamento dos genes do coração associadas à idade.

Os efeitos parecem imitar os obtidos com uma dieta baixa em calorias - conhecida por prolongar a vida.

Acredita-se que o resveratrol, também encontrado em uvas e romãs, pode ser uma das causas para o chamado "paradoxo francês" - a relativa longevidade dos franceses apesar de sua dieta rica em gorduras animais, prejudiciais ao funcionamento das artérias.

Outros estudos já indicaram que um copo de vinho tinto durante as refeições pode ajudar a combater problemas do coração.

Estudo

Os cientistas de Wisconsin pesquisaram os efeitos do resveratrol em ratos de "meia-idade", olhando para o impacto no funcionamento dos genes do coração.

O processo natural de envelhecimento em seres humanos e outros animais é marcado por mudanças nas funções de milhares de genes do órgão. Apesar de as conseqüências exatas dessas mudanças não serem totalmente compreendidas, acredita-se que elas contribuam para o enfraquecimento gradual do coração.

Os ratos que receberam doses de resveratrol pareciam apresentar menos mudanças nas funções dos genes do que os que não receberam a substância.

Os pesquisadores também notaram semelhanças entre as mudanças associadas ao resveratrol e aquelas percebidas em ratos que receberam uma dieta baixa em calorias, levando à conclusão de que a substância pode ter um efeito semelhante.

"Deve haver algumas reações bioquímicas importantes que são ativadas em resposta à restrição calórica, o que, por sua vez, pode ativar muitas outras reações - e o resveratrol parece fazer o mesmo", disse Tomas Prolla, um dos autores do estudo.