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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

República Tcheca faz testes de homossexualidade em exilados


A Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA, na sigla em inglês) denunciou nesta terça-feira a República Tcheca por realizar testes para comprovar a homossexualidade dos homens que deixam seus países com o argumento de serem perseguidos por sua orientação sexual.

Com o aviso prévio do exilado, o teste realizado por um sexólogo e por um psicólogo é aplicado para comprovar se o homossexual reage diante de imagens de material pornográfico heterossexual, explicou a própria agência.

A informação foi divulgada em um relatório sobre discriminação sexual que a FRA apresentou nesta terça-feira no Parlamento Europeu.

Segundo a agência, o teste é realizado apenas quando há dúvidas sobre a orientação sexual de quem denunciou a perseguição.

Como muitos países perseguem a homossexualidade mas não a proibem por leis nacionais, surgem dúvidas nos gabinetes de exílio na hora de conceder a proteção internacional nestes casos.

A FRA considerou que esse exame "é particularmente inadequado" para os exilados porque "muitos deles podem ter sido vítimas de abusos sexuais e sofrerem com esse tipo de técnica".

Por outro lado, a agência também duvida que o teste seja realizado "com prévio consentimento", além de declarar que tem "uma credibilidade questionável e totalmente ineficaz no caso dos bissexuais".

O mecanismo é a revelação mais surpreendente do relatório sobre homofobia da FRA, que conclui que desde o estudo anterior, em 2008, "não mudou nada ou muito pouco" no que se refere à redução da discriminação sexual.

"Embora um maior número de países avançou no reconhecimento das uniões do mesmo sexo, vários outros seguem negando esse direito apesar das implicações que isso tem para as liberdades individuais", afirmou no relatório o diretor da FRA, Morten Kjaerum.

Nos dois últimos anos, Irlanda, França, Portugal e Suécia avançaram na luta contra o preconceito, enquanto Romênia, Bulgária e Estônia proibiram expressamente as uniões homossexuais.

Terra

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Polícia checa entra em confronto com militantes de direita


A polícia da República Checa entrou em confronto nesta segunda-feira com manifestantes de extrema-direita que pretendiam alcançar um bairro cigano na cidade de Litvinov, no norte do país.

Os policiais, alguns montados em cavalos, tentaram controlar os cerca de 500 manifestantes com cassetetes e bombas de gás. Os manifestantes responderam com coquetéis molotov e pedras.

Pelo menos sete policiais e sete manifestantes foram feridos nos confrontos. Outras 15 pessoas foram presas.

Os manifestantes fazem parte do extremista Partido dos Trabalhadores e pelo menos mil policiais foram destacados para conter a manifestação.

“A polícia tentou impedir que os manifestantes chegassem ao bairro, mas eles começaram a atacar com coquetéis molotov”, disse Jarmila Hrubesova, porta-voz da polícia.

A empobrecida população cigana da República Checa é, há tempos, alvo de extremistas de direita, e muitos ciganos denunciam casos de discriminação racial no país.

bbc

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Ex-chanceler Schröder acusa Ocidente de "graves erros" na relação com a Rússia


O ex-chanceler federal alemão Gerhard Schröder disse nesta segunda-feira (01/09) que os países ocidentais cometeram graves erros na sua relação com a Rússia. Ele citou como exemplos os acordos para a instalação de sistemas antimíssil americanos na Polônia e na República Tcheca e o reconhecimento do Kosovo.

Com os ataques da Geórgia à Ossétia do Sul, há três semanas, "mais uma linha vermelha" foi ultrapassada, afirmou Schröder. "Para a Rússia, essa política deve soar como um isolamento", avaliou.

Para ele, somente o diálogo com a Rússia poderá trazer paz e estabilidade para a Europa. A União Européia teria um papel central para que europeus e russos possam sair do que Schröder chamou de "espiral de confrontação".