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domingo, 18 de novembro de 2012
Consumo de cerveja pode proteger o coração
Segundo estudo, a bebida é capaz de reduzir a cicatriz no coração provocada por um infarto agudo do miocárdio
O estudo intitulado Efeitos Protetores da Cerveja no Sistema Cardiovascular concluiu que o consumo moderado de cerveja é capaz de reduzir a cicatriz no coração provocada por um infarto agudo do miocárdio. O resultado foi apresentado no IV Simpósio Internacional da Cerveja e na I Jornada Cerveja e Vida Ativa, realizado em Madri, na Espanha.
Coordenado pela Dra. Lina Badimón, diretora da cadeira de pesquisas cardiovasculares da Universidade Autônoma de Barcelona, o trabalho acompanhou por 21 dias quatro grupos de porcos submetidos a uma dieta hipercalórica e, posteriormente, induzidos a um infarto.
Durante 31 dias consecutivos, foram oferecidas doses de cerveja com álcool para dois desses grupos. Eles observaram uma melhora nas condições dos corações dos animais comparados aos outros dois grupos.
Segundo Lina, estudos já apontaram que o consumo moderado de cerveja pode prevenir a aterosclerose (endurecimento da parede arterial).
— Nosso objetivo foi investigar se haviam efeitos cardioprotetores proporcionados pelo consumo moderado de cerveja. Utilizamos as mesmas metodologias que são tradicionalmente aplicadas para pesquisas cardiovasculares. A conclusão nos surpreendeu.
Os resultados foram obtidos sem alteração no peso ou tamanho do coração. Também não houve mudança da massa corporal dos animais que fizeram parte da experiência. Além disso, o estudo apontou uma melhora na quantidade e qualidade do HDL (colesterol bom), confirmando trabalhos anteriores que relacionam o consumo moderado da bebida à redução do LDL (colesterol ruim) e ao aumento do HDL.
Autor: Redação
Fonte: R7
segunda-feira, 9 de julho de 2012
MACONHA & CERVEJA
Pequena ilha do Pacífico é ‘maior consumidora de maconha e cerveja’
Richard Knight
BBC News
Um pequeno grupo de ilhas do Pacífico com a população de uma cidade pequena foi considerado o país com o consumo mais alto de cerveja e maconha. O Relatório Mundial sobre Drogas de 2012 da ONU, publicado em junho, diz que a nação com o nível mais alto de uso de maconha entre adultos é Palau.
O país diminuto que é parte da Micronésia, no oeste do oceano Pacífico, abriga somente 21 mil pessoas. Mas lá, um quarto dos adultos consome a substância. Os palauanos não só estão à frente de todo o mundo com o número, como lideram com uma margem expressiva. O segundo país da lista é a Itália, onde – segundo o relatório – cerca de 15% dos adultos usam a droga.
Se a ideia de que Palau é uma espécie de retiro hedonista soa familiar, pode ser porque a ilha já esteve no topo de uma tabela da Organização Mundial de Saúde em 2011, que examinava outro vício. De acordo com o relatório global sobre álcool e saúde da OMS, os palauanos bebem mais cerveja per capita do que qualquer outro país do mundo.
Dados intrigantes
Mas o que acontece com Palau? Vamos observar primeiro as estatísticas da bebida. O relatório da OMS foi publicado em 2011, mas contém dados de 2005.
Maiores consumidores de cerveja* 1º - Palau - 8,68 2º - República Tcheca - 8,51 3º - Seycheles - 7,15 4º - República da Irlanda - 7,04 5º - Lituânia - 5,60 • Litros consumidos per capita por pessoas de mais de 15 anos • Fonte: Relatório Global da OMS sobre álcool e saúde, 2011
Isso é importante porque, por alguma razão, os palauanos parecem ter bebido mais naquele ano. Em outros anos, eles caem algumas posições na tabela. Mas o mais importante é que, apesar de beberem muita cerveja, os habitantes de Palau não bebem muito mais de nada.
Quando se olha para o total de álcool consumido – ao invés de só cerveja – Palau cai para o 42º lugar de 188. Nessa lista, é a República Tcheca que tem a honra dúbia de estar no topo. Os dados da ONU de 2012 sobre Palau são ainda mais problemáticos do que os da OMS.
Maiores consumidores de maconha*
1º – Palau – 24,2%
2º – Itália – 14,6%
3º – Nova Zelândia – 14,6%
4º – Nigéria – 14,3%
5º – EUA – 14,1% • Prevalência de uso em percentual da população de 15 a 64 anos
• Fonte: Relatório Mundial sobre Drogas da ONU, 2012
Os autores do relatório não conseguiram obter dados sobre adultos na pesquisa em Palau. Então eles usaram uma pesquisa sobre uso de maconha entre alunos da rede pública e extrapolaram estes resultados para estimar um dado sobre a população adulta.
Há somente uma escola pública em Palau, com 742 estudantes. Os autores da pesquisa calcularam que cerca de 60% dos 565 estudantes que responderam a pesquisa haviam usado maconha pelo menos uma vez e quase 40% disseram que haviam usado no mês anterior.
Para comparar, uma pesquisa semelhante com estudantes norte-americanos descobriu que 23% deles diziam ter usado maconha no mês anterior. Mas apesar de os números da escola palauana serem impressionantes, a amostra é realmente pequena e pouco representativa da população como um todo (espera-se que os adolescentes de Palau fumem mais maconha do que seus pais de meia-idade).
Margem de erro
O diretor do Ministério da Educação de Palau, Emery Wenty, simplesmente não acredita nos dados da ONU.
– Palau é uma ilha muito pequena. Se o uso de maconha é tão prevalente quanto diz a ONU, você veria e sentiria o cheiro em todos os lugares. Mas isso não acontece. Conhecemos quase todo mundo. É inconcebível que um quarto da população fume maconha – diz.
Wenty admite que o consumo da droga pode ser um problema na escola, mas diz que há cerca de 500 outros jovens em Palau estudando em escolas privadas – a maioria religiosas.
República de Palau
Área: 508 km² de mais de 200 ilhas vulcânicas e de corais
Capital: Melekeok
Política: Tornou-se independente em 1994, depois de ser administrada pelos EUA
Presidente: Johnson Toribiong
Economia: Dependente do turismo e de ajuda financeira norte-americana.
Angela Me, uma estatística da ONU que trabalha no Relatório Mundial sobre Drogas, aceita algumas das críticas de Wenty. Há um problema especial, segundo ela, com a coleta de dados em populações muito pequenas, porque um pequeno número de pessoas mudando de comportamento pode provocar uma mudança drástica nas estatísticas.
No entanto, ela afirma que os dados o relatório, sejam quais forem suas deficiências, sugerem que há uma prevalência relativamente alta de uso de drogas em algumas nações insulares do Pacífico.
– Vamos ter uma reunião sobre as ilhas do Pacífico. Queremos coletar mais informação e reduzir a margem de erro – diz.
Talvez seja prudente esperar até que a ONU complete sua coleta de dados antes de concluir que a pequena Palau é realmente a capital mundial do consumo de cerveja e maconha.
Richard Knight
BBC News
Um pequeno grupo de ilhas do Pacífico com a população de uma cidade pequena foi considerado o país com o consumo mais alto de cerveja e maconha. O Relatório Mundial sobre Drogas de 2012 da ONU, publicado em junho, diz que a nação com o nível mais alto de uso de maconha entre adultos é Palau.
O país diminuto que é parte da Micronésia, no oeste do oceano Pacífico, abriga somente 21 mil pessoas. Mas lá, um quarto dos adultos consome a substância. Os palauanos não só estão à frente de todo o mundo com o número, como lideram com uma margem expressiva. O segundo país da lista é a Itália, onde – segundo o relatório – cerca de 15% dos adultos usam a droga.
Se a ideia de que Palau é uma espécie de retiro hedonista soa familiar, pode ser porque a ilha já esteve no topo de uma tabela da Organização Mundial de Saúde em 2011, que examinava outro vício. De acordo com o relatório global sobre álcool e saúde da OMS, os palauanos bebem mais cerveja per capita do que qualquer outro país do mundo.
Dados intrigantes
Mas o que acontece com Palau? Vamos observar primeiro as estatísticas da bebida. O relatório da OMS foi publicado em 2011, mas contém dados de 2005.
Maiores consumidores de cerveja* 1º - Palau - 8,68 2º - República Tcheca - 8,51 3º - Seycheles - 7,15 4º - República da Irlanda - 7,04 5º - Lituânia - 5,60 • Litros consumidos per capita por pessoas de mais de 15 anos • Fonte: Relatório Global da OMS sobre álcool e saúde, 2011
Isso é importante porque, por alguma razão, os palauanos parecem ter bebido mais naquele ano. Em outros anos, eles caem algumas posições na tabela. Mas o mais importante é que, apesar de beberem muita cerveja, os habitantes de Palau não bebem muito mais de nada.
Quando se olha para o total de álcool consumido – ao invés de só cerveja – Palau cai para o 42º lugar de 188. Nessa lista, é a República Tcheca que tem a honra dúbia de estar no topo. Os dados da ONU de 2012 sobre Palau são ainda mais problemáticos do que os da OMS.
Maiores consumidores de maconha*
1º – Palau – 24,2%
2º – Itália – 14,6%
3º – Nova Zelândia – 14,6%
4º – Nigéria – 14,3%
5º – EUA – 14,1% • Prevalência de uso em percentual da população de 15 a 64 anos
• Fonte: Relatório Mundial sobre Drogas da ONU, 2012
Os autores do relatório não conseguiram obter dados sobre adultos na pesquisa em Palau. Então eles usaram uma pesquisa sobre uso de maconha entre alunos da rede pública e extrapolaram estes resultados para estimar um dado sobre a população adulta.
Há somente uma escola pública em Palau, com 742 estudantes. Os autores da pesquisa calcularam que cerca de 60% dos 565 estudantes que responderam a pesquisa haviam usado maconha pelo menos uma vez e quase 40% disseram que haviam usado no mês anterior.
Para comparar, uma pesquisa semelhante com estudantes norte-americanos descobriu que 23% deles diziam ter usado maconha no mês anterior. Mas apesar de os números da escola palauana serem impressionantes, a amostra é realmente pequena e pouco representativa da população como um todo (espera-se que os adolescentes de Palau fumem mais maconha do que seus pais de meia-idade).
Margem de erro
O diretor do Ministério da Educação de Palau, Emery Wenty, simplesmente não acredita nos dados da ONU.
– Palau é uma ilha muito pequena. Se o uso de maconha é tão prevalente quanto diz a ONU, você veria e sentiria o cheiro em todos os lugares. Mas isso não acontece. Conhecemos quase todo mundo. É inconcebível que um quarto da população fume maconha – diz.
Wenty admite que o consumo da droga pode ser um problema na escola, mas diz que há cerca de 500 outros jovens em Palau estudando em escolas privadas – a maioria religiosas.
República de Palau
Área: 508 km² de mais de 200 ilhas vulcânicas e de corais
Capital: Melekeok
Política: Tornou-se independente em 1994, depois de ser administrada pelos EUA
Presidente: Johnson Toribiong
Economia: Dependente do turismo e de ajuda financeira norte-americana.
Angela Me, uma estatística da ONU que trabalha no Relatório Mundial sobre Drogas, aceita algumas das críticas de Wenty. Há um problema especial, segundo ela, com a coleta de dados em populações muito pequenas, porque um pequeno número de pessoas mudando de comportamento pode provocar uma mudança drástica nas estatísticas.
No entanto, ela afirma que os dados o relatório, sejam quais forem suas deficiências, sugerem que há uma prevalência relativamente alta de uso de drogas em algumas nações insulares do Pacífico.
– Vamos ter uma reunião sobre as ilhas do Pacífico. Queremos coletar mais informação e reduzir a margem de erro – diz.
Talvez seja prudente esperar até que a ONU complete sua coleta de dados antes de concluir que a pequena Palau é realmente a capital mundial do consumo de cerveja e maconha.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Ingestão de cervejas pode suprir carência de folatos
Pesquisa da FEA revela que 3 tipos da bebida são fontes de vitamina B9
ISABEL GARDENAL
Pesquisa desenvolvida na Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) revela que três tipos de cerveja produzidos no país são uma fonte de vitamina B9, graças à presença dos folatos, compostos equivalentes ao ácido fólico. O estudo aponta que o consumo de 350 ml da bebida por dia poderia trazer benefícios à saúde humana, no combate às anemias, doenças cardiovasculares e malformações fetais, com aporte de cerca de 20% de folatos para o organismo. Uma latinha, portanto, seria um bom parâmetro para ingestão, conclui a engenheira de alimentos Ana Cecília Poloni Rybka, que defendeu recentemente sua tese de doutorado sobre o assunto na FEA. A pesquisadora, porém, faz algumas ressalvas: grávidas não devem beber cerveja com álcool e pessoas adultas devem fazer uso moderado da bebida, caso não haja restrição médica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomenda o consumo de 400 microgramas de folatos por dia, também presente em outros alimentos.
Orientada pela professora Helena Teixeira Godoy, a tese de Rybka avaliou, entre outros pontos, os folatos em três tipos de cerveja conhecidas no mercado: a pilsen normal e a não-alcoólica, e a malzbier. Foi ainda foco de sua atenção a capacidade antioxidante e de fenólicos totais, um dos responsáveis pela qualidade dos alimentos. Mas, além de comparar as cervejas, ela também investigou as latas e garrafas para decifrar se haveria diferença entre os teores desses compostos nos diferentes tipos de embalagem.
No estudo, foram analisadas cinco marcas da cerveja pilsen, cinco de cerveja sem álcool e outras cinco de cerveja malzbier. Entre uma marca e outra, a engenheira de alimentos, graduada pela FEA da Unicamp, chegou a algumas diferenças de teor, inclusive no caso das cervejas com a mesma marca, e isso em diferentes lotes. “É que estes compostos vêm de um processo de fabricação particular, tanto em termos de fermentação como de escolha dos próprios ingredientes. E isso com certeza possui grande variação.”
Um dos resultados mais marcantes para Rybka ficou por conta da notável diferença na capacidade antioxidante e dos compostos fenólicos. Na malzbier, relata, esta capacidade foi bem mais pronunciada do que na cerveja pilsen, principalmente na sem álcool. De acordo com ela, o resultado mostra que a princípio, comparativamente, ela seria melhor para a saúde, mas acredita que outras avaliações devam acontecer para investigar mais detalhadamente cada achado.
Teor alcoólico
Com relação ao teor alcoólico, a pesquisadora afirma que existem diferenças entre os três tipos de cerveja, no entanto são suaves, não obstante notarem-se algumas especificidades na composição de álcool em todas as marcas. De maneira geral, a pilsen tem 4,5% de teor alcoólico e a malzbier um pouco mais, por volta de 5%. “O teor alcoólico entre a pilsen e a malzbier é praticamente o mesmo, apesar de eu não ter feito uma avaliação do efeito do álcool no organismo. Fato é que álcool é álcool e que a sua ingestão em maiores quantidades muito dependerá da resposta de cada um, diante de fatores como sensibilidade, absorção, se comeu antes de beber, além de parâmetros biométricos como peso, idade e sexo, para metabolizar o álcool mais rapidamente.”
O objetivo da engenheira de alimentos foi verificar primeiramente os benefícios que a cerveja poderia trazer. Isso porque muitas pesquisas atualmente comprovam o valor dos compostos fenólicos do vinho e a importância do consumo de uma a duas taças médias por dia. Segundo ela, ter ido nessa direção colaborou para estimular, mediante diversos trabalhos publicados sobre cerveja na literatura internacional, novos trabalhos acerca da cerveja brasileira, já que são poucos os estudos comparativos até hoje. “Somado ao fato da cerveja ser a bebida alcoólica mais consumida no país (o Brasil é o quinto maior mercado de cerveja do mundo), é interessante saber o que as pessoas estão consumindo.”
O consumo per capita da cerveja no Brasil não é muito alto – 57,4 litros por habitante em 2008, se comparado a países como a República Tcheca, com 158, e a Alemanha, com 117,7, ambos os dados obtidos em 2003 da Brewers of Europe, Alaface e Sindicery. O Brasil consome sim e demonstra um potencial de crescimento de venda, ainda por ser melhor explorado. Mesmo assim, na opinião da pesquisadora, o que acontece é que algumas pessoas consomem muita cerveja, outras bebem pouco e outras ainda não bebem. Conforme ela, não adianta num final de semana a pessoa beber de quatro a cinco garrafas de cerveja e achar que está suprida com folato. “Não é assim que funciona. A pessoa teria que beber um pouquinho periodicamente para conseguir esta manutenção e gozar seus efeitos benéficos. A intenção da minha pesquisa, contudo, não foi incentivar a bebida e sim avaliar o quanto de vitamina está presente nela.”
O folato da cerveja, sugere a pesquisadora, deveria ser visto como uma fonte auxiliar à obtenção de vitamina B no organismo. Tanto que, ao avaliar também a cerveja pilsen sem álcool, a autora da tese comentou que ela poderia trazer esses benefícios. “A curva de álcool presente em estudos de outros autores aponta que, ao ingerir um pouco da bebida, ela pode até fazer bem. Agora, ultrapassando o limite, já começa a causar mal à saúde, trazendo complicações na absorção das vitaminas, no funcionamento do metabolismo e podendo causar doenças do fígado, perda do equilíbrio, falta de memória e outras implicações psicológicas importantes”, enumera.
Algumas cervejas “sem álcool” não deixam de ter álcool em sua composição – até 0,37% a cada 100 gramas. “Mais interessante é ingerir a cerveja 0% de álcool, que também é encontrada no mercado”, diz Rybka. Ela imagina que esta tendência decorre das campanhas brasileiras sobre os malefícios do álcool para o cidadão comum, para as gestantes e para os motoristas, que acabaram contribuindo para a qualidade da cerveja. A pesquisadora também realça que a malzbier apresentou uma capacidade antioxidante maior que a pilsen e a sem álcool. “Esta cerveja tem semelhanças com o vinho rosé. Já a cerveja pilsen é mais ou menos equivalente ao vinho branco”, compara.
Rybka constata na tese que a cerveja pode fazer parte do consumo diário de folatos e que é útil também para a capacidade antioxidante. Não encontrou, na maioria das avaliações, diferenças de armazenamento da cerveja em latas ou em garrafas. Ao acompanhar a vida de prateleira, quanto aos folatos, analisou a cerveja assim que ela foi fabricada e durante os seis meses posteriores à fabricação, que é o tempo máximo de prateleira da maioria das cervejas brasileiras. “Avaliei-as de dois em dois meses e percebi que, quando recém-fabricada, ela teve maior quantidade de vitamina. Esta queda, todavia, não foi intensa”, conta. Em países europeus, onde a tradição da cerveja é maior, a vida de prateleira pode chegar a um ano.
Composição
A cerveja pilsen, a mais vendida no Brasil, leva em sua receita cevada malteada, água de boa qualidade, lúpulo (que dá à cerveja sabor e aroma, atuando como um conservante natural e auxiliando na formação da espuma) e fermento (para promover a fermentação). A partir daí podem ser colocados adjuntos, que são outras fontes de carboidratos como o milho, os cereais e o trigo. Também podem ser agregados os conservantes e os antioxidantes.
No caso da malzbier, adiciona-se caramelo aos compostos básicos. Além dele, o malte em geral é um pouco mais tostado. Atualmente existem diversos tipos de cerveja e são 180 estilos reconhecidos. Pilsen e malzbier são apenas dois tipos analisados, além da pilsen sem álcool. Na Bélgica e na Alemanha, a maioria das cervejas tem cor escura, passa por alta fermentação e é mais encorpada.
Vários estudos no exterior, acentua Rybka, já relatavam a presença de folatos na cerveja e a sua capacidade antioxidante. O que foi novo no seu estudo foi o comparativo entre os três tipos de cerveja brasileira, posto que a formulação nacional é um pouco diferente: aqui se utilizam muitos adjuntos, porque deixam a cerveja mais leve e mais barata. “Fabricar cervejas fortes e com alto teor alcoólico são mais apropriadas para o clima frio. Mas é claro que existem pessoas que gostam, pois as intenções de consumo são muito amplas.”
A pesquisadora informa que no Laboratório de Análises de Alimentos da FEA, ligado ao Departamento de Ciência de Alimentos, são utilizados equipamentos que avaliam amostras para saber o quanto do composto de interesse está presente ali, como a cromatografia líquida de alta eficiência, por exemplo. “Como disse, não fiz aqui nenhuma avaliação in vivo para ver se as pessoas absorvem esta vitamina ou estudar o efeito do álcool. Também não foi minha proposta fazer crítica ou apologia ao uso da cerveja. Foi, antes, ver o quanto a cerveja tem de vitamina e compostos fenólicos.”
Fonte: Jornal da Unicamp
Notas do Blog:
1. Gostei do sobrenome da autora do texto.
2.“Im Himmel gibt’s kein Bier, drum trinken wir es hier” (antigo ditado alemão).
terça-feira, 15 de junho de 2010
sábado, 3 de outubro de 2009
Fazendo um brinde à cerveja

Correio do Povo
Apreciadores de uma boa ''loira gelada'' podem comemorar e curtir o próximo verão na companhia dela com a consciência mais leve. Pesquisas recentes, realizadas em institutos de vários países, afirmam que a cerveja faz bem à saúde. Uma das bebidas mais consumidas do planeta, ela estaria associada a um risco 30% menor de contrair a doença de Parkinson, e também proporcionaria melhoria nos estados de ansiedade e depressão. Segundo a Enciclopédia Larousse da Cerveja, até a resistência contra infecções é aumentada com o consumo dela. Também é um alimento seguro do ponto de vista sanitário, pela ausência de micro-organismos patogênicos. Por ser uma bebida alcoólica, no entanto, exige parcimônia na ingestão; é importante conhecer bem suas propriedades para usufruir dos benefícios de forma responsável e segura.
De acordo com o Scientific Institute for Public Health Louis Pasteur, da Bélgica, cerveja e obesidade não se relacionam; em pesquisa com grupo controlado por um ano, o subgrupo dos bebedores de cerveja era menos obeso que o dos abstêmios. É necessário, porém, prestar muita atenção aos petiscos consumidos com a bebida, normalmente muito calóricos. Nutritiva, a cerveja tem lúpulo – sedativo suave e estimulante do apetite –, ácido fosfórico, benéfico para a pele; vitaminas do complexo B; ácido fólico; polifenóis; além de ter pronunciado efeito diurético.
Segundo o professor de Fisiologia do Exercício da Universidade de Barcelona, Juan Ramon Cairo, o consumo frequente não deve ultrapassar duas a três latas para homens e uma a duas latas para mulheres, ao dia.
sábado, 21 de junho de 2008
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