DANCINHA

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

COMO DETECTAR LIXO HUMANO

 

12 frases que fazem você pensar "lixo humano detected"

 Aline Ramos



1. "Eu não sou preconceituoso, mas..."

Você já reparou que depois dessa frase sempre vem outra que prova justamente que a pessoa é preconceituosa? Ela é a clássica e se destaca entre todas as frases lixos. Se você não é preconceituoso, você nem deveria precisar dizer essa frase.



2. "Não tenho nada contra, até tenho amigos que são..." 


Se você tem algo contra a EXISTÊNCIA de algum amigo ou amiga que seja LGBTQ, negro, asiático, feminista ou o que seja, você não é um amigo de verdade. Com certeza essas pessoas ficariam muito chateadas em saber que você utiliza esse tipo de frase para defender que não é preconceituoso.



3. "Direitos humanos para humanos direitos."

 
Os Direitos Humanos foram feitos para garantir a humanidade e integridade de TODAS as pessoas e não apenas daquelas que seguem o que você considera ser o correto.

Essa frase geralmente é utilizada quando se trata da defesa de direitos de pessoas acusadas de crimes ou que estão encarceradas, mas o que se esquece é que os Direitos Humanos também estão presentes quando um policial é morto durante o trabalho ou quando alguém é vítima de um crime bárbaro.

Enfim, os Direitos Humanos foram feitos para todos.

 

4. "Mulher tem que se dar ao respeito."


Nossa, dá para sentir o mau cheiro daqui. Todos os indivíduos merecem respeito. E como mulheres também são indivíduos, elas também merecem, em qualquer ocasião. Respeito não é algo que as pessoas devem conquistar, é algo que elas devem praticar no seu dia a dia.



5. "Mas aí ele/a pediu para apanhar."


Meu querido, você jura que tem situação que justifica a violência? Com certeza você não gostaria de ouvir isso se passasse por uma situação do tipo. Culpar a vítima é tapar o sol com a peneira e ignorar como o problema da violência, seja ela qual for, é muito maior do que a gente imagina.



6. "Por que você tem medo da ditadura? É só não fazer nada de errado."


Quando um país vive num regime ditatorial, seja o Brasil ou qualquer outro, qualquer manifestação contrária a quem está no poder é motivo para prisões, violência e tortura. O medo não é porque as pessoas querem cometer crimes, mas porque esses sistemas políticos tornam crime o que bem entenderem.



7. "O mundo está muito chato, não pode mais fazer piada de nada."


O mundo não está chato, talvez as suas piadas só estejam desatualizadas e sejam preconceituosas mesmo. Parar para ouvir um pouquinho o outro vai te ajudar a entender por que nem toda piada faz todo mundo rir.



8. "Agora é tudo mimimi."


O mundo tem mudado bastante, e isso não é necessariamente algo ruim. As pessoas que sempre foram alvos de preconceito agora estão mais conscientes sobre o que está acontecendo e falam mais sobre esses temas. Talvez você só tenha que mudar alguns conceitos e olhar com outros olhos para essas pessoas e para o que elas dizem.



9. "Não é privilégio, é meritocracia."


Quando falamos que alguns grupos sociais são privilegiados, é porque eles não tiveram oportunidades na vida afetadas por sua sexualidade, gênero ou raça. Vivemos num país em que ter acesso à água, luz e saneamento básico é um privilégio, mas não deveria ser. Então, imagine qual é o tamanho do fosso que separa algumas pessoas e aumenta a desigualdade social.

Se você imaginar que a vida é uma corrida, o privilégio faz com que algumas pessoas saiam na frente porque tiveram acesso a uma educação melhor, saúde e até alimentação. Você acha isso justo?

Conviver com pessoas diferentes de você pode te mostrar na prática quais privilégios você teve ou não. Tente um pouco, saia da sua bolha.




10. "A minha empregada é praticamente da família."


Por mais bem intencionada que seja essa frase, ela carrega muito preconceito porque demonstra que uma pessoa enxerga a outra como propriedade dela. Uma empregada doméstica não deveria ser tratada como da família, mas sim como uma funcionária, que possuiu direitos como qualquer outro trabalhador. Essa prática é um dos resquícios do período da escravidão, quando mulheres negras serviam às famílias de seus donos e eram obrigadas a dar mais atenção aos filhos deles do que aos seus. E isso passa longe de ser algo positivo, né?



11. "Se estivesse em casa, não teria sido estuprada."


Estudos mostram que a maior parte dos estupros ocorrem justamente dentro de casa e são praticados por pessoas de confiança da família. Esse, inclusive, é um dos motivos que faz com que as vítimas não denunciem seus estupradores e passem a vida calada. Ou seja, esse argumento está longe de ser verdadeiro e novamente joga a culpa na vítima.



12. "Agora virou crime ser hétero/branco/rico."


Até o momento, não foi registrado nenhum caso de prisão ou condenação por esses motivos. Pelo contrário, esses grupos sociais continuam aproveitando dos seus privilégios.

 

Fonte Texto:  https://www.buzzfeed.com/ramosaline/frases-preconceituosas-lixo-humano-detected?utm_source=dynamic&utm_campaign=bffbbuzzfeedbrasil&ref=bffbbuzzfeedbrasil

Fonte Imagem: https://static.boredpanda.com/blog/wp-content/uploads/2016/04/surreal-illustrations-poland-igor-morski-4-570de3448bd74__880.jpg

 

domingo, 4 de novembro de 2018

ALGUMAS TÁTICAS PARA LIDAR COM PESSOAS IRRACIONAIS



A maioria das pessoas vai lidar, pelo menos, com uma “pessoa irracional” em sua vida. Ou seja, alguém que com frequência age de forma ilógica ou estúpida. Se essa pessoa for um chefe irritadiço, um amigo fanático ou um adolescente emocionalmente volúvel, “não é difícil que sua conduta nos leve nós mesmos a perder o controle”. Essa é a opinião de Mark Goulston, psiquiatra e professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA, EUA) durante 25 anos. Dessa forma, para preservar nossa saúde, é preciso saber como tratar ou enfrentar essas condutas detestáveis que podem alterar o nosso equilíbrio emocional. (A paciência nunca é tão importante como quando se está a ponto de perdê-la).




São muitas as vítimas que sofrem essas nocivas relações pessoais e que acreditam ser possível controlar as condutas irracionais. Quando têm de enfrentar essas situações, reagem de forma automática se colocando na defensiva ou sendo agressivas. E, em muitos casos, inclusive pretendem mudar os comportamentos irracionais de tais pessoas tentando fazê-las entrar na razão. Buscam fazê-las ver que suas opiniões ou pontos de vista são errôneos ou absurdos. Mas essa estratégia piora ainda mais as coisas. Nas palavras de Goulston, “em vez de aceitar nossa lógica, a pessoa irracional reage ainda mais irracionalmente e a situação pode se encrespar de ambas as partes até uma discussão louca que não leva a lugar nenhum”.

Essa maneira de lidar com o problema é realmente frustrante, estressante e improdutiva. Nenhuma dessas relações produz resultados satisfatórios. Mas a maioria das pessoas não conhece outra opção. No entanto, tentar convencer com argumentos uma pessoa de conduta irracional não tem sentido porque, do seu ponto de vista, sua conduta é racional. Esse tipo de pessoa tem padrões de pensamento profundamente arraigados em sua (in)consciência. E sua conduta é uma resposta à ameaça que percebe quando alguém põe em dúvida ou discute sua forma de raciocinar.
Render-se não é uma derrota...

Uma forma eficaz de tratar a pessoa irracional é a que propõe a psicóloga clínica Judith Orloff, também professora da UCLA: “Renunciar à necessidade de controlar essas situações difíceis e desistir de obrigar alguém a mudar. Ou seja, aceitar a pessoa irracional tal como ela é, especialmente se já se tentou reverter sua conduta e não se conseguiu nada de positivo”.
...é ser mais tolerante

A atitude de renunciar a mudar comportamentos irracionais pode parecer para muitas pessoas um sintoma de rendição ou fraqueza. Mas, ao contrário do que se pode pensar, a rendição é uma escolha ativa que a vida nos oferece. Uma opção para ser mais flexível e tolerante. Ver além daquilo que nos incomoda ou irrita para descobrir que o que nos convém é desdramatizar as condutas irracionais dos demais para não perdermos nós mesmos a calma. Como apontava a escritora britânica George Eliot, “a maior força para crescer é nossa capacidade de escolher”.

No mesmo sentido se expressa Lauren Zander, professora do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT, EUA): “Se alguém decidiu que uma pessoa lhe faz mal, então também é capaz de renunciar à aversão que sente com relação a essa pessoa”. Não necessariamente tem que transformá-la em sua melhor amiga, mas flexibilizando nosso ponto de vista podemos aprender a tolerar essa pessoa de conduta irracional sem que tenhamos que sofrer um ataque de nervos. Isso significa ignorar seus aspectos negativos e pensar em algo positivo que ela possa ter.



COMO CONTROLAR AS CONDUTAS IRRACIONAIS

As pessoas que agem frequentemente de forma irracional na verdade não querem te prejudicar ou complicar a sua vida. Nem te deixar louco. Só estão preocupadas por suas frustrações e necessidades. Portanto, para enfrentar suas condutas, evitar a escalada do conflito e se manter calmo, o melhor é seguir as orientações dos psicoterapeutas:

Parar: Se está tenso e incomodado ante uma conduta irracional, não diga nada. Você não é obrigado a reagir imediatamente. Respire fundo. Inale e expulse o ar devagar. Isso contraria o impulso a reagir que provoca a irritação e o estresse. Repita para si mesmo: essa é uma oportunidade para aprender a ficar tranquilo.

Escutar sem interromper: Ante uma conduta verbal irracional, o primeiro impulso é cortar o discurso para gritar que a razão está do nosso lado. Mas interromper só intensifica a hostilidade. Não discuta nem tente fazer seu interlocutor entrar na razão. Sua interrupção não mudará a mente de ninguém e só alimenta o conflito. É muito mais fácil o outro mudar sua maneira de agir do que de pensar.

Usar a imaginação: Imagine a água de um rio. Observe como a água não para na mesma pedra, mas sim flui ao redor dos obstáculos que encontra. Da mesma forma, não resista à força irracional de seu interlocutor. Deixe que flua por seu corpo e mente sem que te provoque feridas. “Aquele que não imagina é como quem não sua, armazena veneno”, disse Truman Capote.

Respirar para se acalmar: Pense na primeira coisa que gostaria de dizer ou fazer perante uma pessoa irracional, mas não o faça. Respire e exale o ar devagar. Concentre-se nisso.


Fonte: El País

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

¿Quién ha de beneficiarse de la compra de un iPhone?



El “iPhone” no sería un teléfono tan inteligente sin GPS, sin pantalla táctil o Internet. ¿Y quién financió el desarrollo de esas tecnologías? El contribuyente norteamericano, observa Mariana Mazzucato, que cree que el Estado puede ser el más audaz innovador, y que ignorar eso en la mitificación de Silicon Valley resulta “extremadamente peligroso”. Apunta que incluso la dilatada biografía autorizada de Steve Jobs escrita por el periodista Walter Isaacson “no tenía ni una página, ni un párrafo, ni una frase, ni una palabrita sobre cualquiera de estas inversiones públicas”.

Mazzucato, de 50 años, fundadora y directora del Instituto de Innovación y Fines Públicos [Institute for Innovation and Public Purpose] del University College de Londres (UCL), quiere dejar claro que no considera un parásito a Apple o gente sin importancia a Jobs y otros emprendedores. Conjuntan la tecnología existente de forma novedosa y en productos fantásticos, pero los beneficios que provienen de vender esos productos, argumenta, deberían reflejar ese esfuerzo colectivo.

“¿Por qué no tendría que conservar el gobierno algo de participación en la propiedad en algo de la fase inicial para financiar la parte final?” Esta pregunta ha creado tensión entre los economistas, hasta entre aquellos que coinciden con Mazzucato respecto a las inversiones del gobierno, afirma. “Mi modelo es un modelo de capitalismo de accionistas orientado a misión en el que el valor se crea colectivamente”.

La noción del estado empresarial — título también de un libro de Mazzucato — le ha traído muchas críticas.

“El gobierno tiene su papel financiando la ciencia básica y apoyando la investigación y el desarrollo mediante el sistema impositivo”, afirma Sam Dumitriu, jefe de investigación del Adam Smith Institute. “No creo que sus recomendaciones sobre medidas políticas se deduzcan de lo que cuenta”. Dimitriu, entre cuyos intereses se cuentan las tecnologías emergentes y las reformas fiscales empresariales, añade que “dejando a un lado la complejidad de convertir al gobierno en una empresa de capital riesgo, tener participación en empresas innovadoras reduciría de modo efectivo los incentivos de fundar o invertir en una empresa intensiva en I+D”.

Pero el modelo de Mazzucato de este tipo nuevo de capitalismo es resultado de lo que considera como uno de los problemas fundamentales de las economías modernas: la línea difusa entre la creación y la extracción de valor. “Al no plantear un encendido debate sobre ‘¿qué significa valor?’, se hace facilísimo que los creadores de riqueza se refieran a sí mismos recurriendo a estos términos, y en el proceso confundimos la extracción de valor con la creación de valor o las rentas con los beneficios”, afirma.

En su nuevo libro The Value of Everything, publicado el mes pasado en los EE.UU., Mazzucato explica el concepto de extracción de valor — también denominado como apropiación de rentas — como cobrar de más por un bien o un servicio, en lugar de producir algo nuevo, y bloquear la competencia: “Los ‘tomadores’ que se imponen a los ‘hacedores’, y el capitalismo ‘predador’ que se impone al ‘capitalismo productivo’”. Entre los ejemplos se cuentan los bancos y otras instituciones financieras que a la vista está que se benefician de actividades especulativas que se basan en poco más que comprar barato y vender caro, o en comprar y luego desmontar los activos productivos simplemente para venderlos de nuevo sin valor añadido real.

Reconoce que existe una distinción entre diferentes géneros de extractores de valor. En Wall Street o en la ciudad de Londres, hay figuras financieras que en realidad impiden el crecimiento. La historia de la Costa Oeste resulta un tanto diferente. Hay agentes productivos en Silicon Valley que reciben mucho crédito por lo que han hecho, pero parecen ocultar la verdadera historia que hay tras las demás fuentes que han hecho su aportación a ese valor.

Las opiniones de Mazzucato le han ganado también acérrimos aliados. Carlota Pérez, profesora de tecnología y desarrollo en diversas universidades, entre ellas la London School of Economics, elogia en su colega su “insólita capacidad de ver la esencia de lo que ocurre por detrás de lo que es la creencia convencional”.

“Creo que es más sólida que [Thomas] Piketty”, añade Pérez, refiriéndose al economista francés cuyo libro de 2014 sobre la desigualdad de ventas constituyó un inesperado éxito de ventas. “Su potentísima descripción de la desigualdad sacó a la luz un problema grave del siglo XXI, pero no ofrecía ninguna vía de salida, aparte de gravar fiscalmente la riqueza. El trabajo de Mariana revela la raíz de los problemas, muestra las soluciones prácticas y lucha luego por ellas, trabajando con los que toman las decisiones”.

Están tomando nota organizaciones internacionales y gobiernos. A principios de este año, la Comisión Europea publicó un informe redactado por Mazzucato con el título de “Investigación e innovación orientadas a misión en la Unión Europea” [“Mission-Oriented Research & Innovation in the European Union]”. Hoy documento legal de la UE, se le denomina “Informe Mazzucato”. Lleva asesorando al gobierno escocés desde 2016, al que ayuda a incentivar sus planes para crear un banco de inversión nacional para 2020.

Mazzucato nació en Italia un día de verano de 1968. La familia se mudo a Princeton, en el estado de Nueva Jersey, a causa del trabajo de físico nuclear de su padre. Su madre, que había sido especialista en ciencias políticas, decidió no trabajar tras su traslado, convirtiéndose en cambio en un pilar de la comunidad italiana en Princeton. Mazzucato siente su identidad como algo en conflicto.

“No me siento norteamericana en Norteamérica”, afirma. “No me siento italiana en Italia. Y decididamente no me siento británica en el Reino Unido, pero me siento muy de Londres”. Eso de no sentirse británica suena a cierto en la época del Brexit, que considera “insensato”. Licenciada por la Tufts University de Boston y la New School en Nueva York, Mazzucato fue escalando puestos académicos en el Reino Unido, y el año pasado se convirtió en profesora del UCL.

En su tiempo libre, Mazzucato todavía sigue jugando con Lego y le encanta dibujar. Tiene cuatro hijos. Como corresponde, todos han ido a colegios públicos.

Cinco preguntas a Mariana Mazzucato:

¿Cuál es el último libro que ha leído? Factfulness, de Hans Rosling, que me escribió una carta muy bonita la semana antes de morir.
¿Cuál es su preocupación? Me preocupa preocuparme. Y los adolescentes.
¿Qué es eso sin lo que no puede vivir? Los abrazos.
¿Quién es su heroe? Rosa Luxemburg. Una mujer de gran complejidad, que era muy mujer, femenina, pero que luchó políticamente, que era economista.y murió por aquello en lo que creía.
¿Algo que figure en su lista de deseos? Hago mucho senderismo. Me gustaría darme una caminata sola a un pico elevado, por ejemplo, al Mont Blanc. Y no tiene que ser yendo sola.







Ali May
periodista y escritor de relatos británico, es colaborador de la revista digital Ozy

Fuente: Ozy, 4 de octubre de 2018 Traducción: Lucas Antón

Imagem: Pablo Picasso

terça-feira, 9 de outubro de 2018

PASSAGEM INFERIOR DA AVENIDA CRISTÓVÃO COLOMBO



A Copa do Mundo FIFA de 2014 (evento também denominado Campeonato do Mundo) foi a vigésima edição deste evento esportivo, um torneio internacional de futebol masculino organizado pela Federação Internacional de Futebol (FIFA), que ocorreu no Brasil, anfitrião da competição pela segunda vez. Com doze cidades-sede, o campeonato começou a ser disputado no dia 12 de junho e terminou em 13 de julho de 2014.

Uma das cidades-sede foi Porto Alegre, no extremo sul do Brasil. Nessa cidade foram idealizadas várias obras para melhoria do trânsito durante o evento.

Ocorre que algumas dessas obras iniciaram e não terminaram até hoje, quase final de 2018.

Uma delas, que fica localizada próxima da minha residência é a Execução da Passagem Inferior da Avenida Cristóvão Colombo. Essa obra iniciou teoricamente em tempo hábil para ser executada até 2014, porém até o presente momento encontra-se inconclusa.

Não é necessário ser especialista em obras para concluir que a execução dessa obra chegou perto dos 100%, restando uma pequena parte a ser finalizada.

No entanto a passagem inferior da Av. Cristóvão Colombo encontra-se obstruída, abandonada pelo poder público.

Nela começa a ser montado um pequeno condomínio residencial informal por parte de novos empreendedores que surgiram abundantemente nos últimos tempos. Não pesquisei, porém não ficaria muito surpreso se já não estão sendo oferecidas opções de alojamento turístico no local, via Airbnb, ou algo similar.

Registre-se que essas obras foram iniciadas pelo Prefeito José Fortunatti, que administrou Porto Alegre de janeiro de 2009 até dezembro de 2016. O atual Prefeito, Nelson Marchezan Jr, iniciou seu mandato em janeiro de 2017 e está encerrando seu segundo ano de gestão do Município.





sexta-feira, 14 de setembro de 2018

NÃO ESQUEÇA: A CULPA É TODA SUA!


Como funciona o lobby da Nestlé, Unilever e Danone para esconder o excesso de sal, gordura e açúcar nos rótulos


Por João Peres.

A ANVISA quer novos rótulos para os alimentos. O órgão, que dita as regras de venda de alimentos e remédios no Brasil, criou em maio de 2018 uma proposta que pode obrigar fabricantes a incluir alertas gráficos sobre a presença de componentes nocivos à saúde, como sal, açúcar e gorduras nas embalagens. O sistema também busca padronizar informações, como as medidas básicas usadas para indicar a proporção de nutrientes e ingredientes. Sem essa padronização, a indústria confunde o consumidor diante da prateleira, que precisa decidir sobre a influência de 1g de sal em embalagens de quantidades diferentes.

No mundo inteiro, governos buscam soluções criativas para lidar com a obesidade e as doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e câncer, que se transformaram nas maiores ameaças à saúde pública. No Brasil, três em cada quatro mortes são causadas por elas. A tentativa da Anvisa de aprovar um rótulo mais claro, com alertas sobre componentes nocivos à saúde e relacionados a essas doenças, seria uma maneira de incentivar a população a optar por alimentos mais saudáveis.

A proposta, no entanto, incomodou empresas como Coca-Cola, Nestlé, Unilever e Danone, gigantes do setor de ultraprocessados – alimentos industrializados prontos para o consumo feitos com componentes químicos e, em geral, cheios de sódio, açúcar e gorduras –, que têm se movimentado fortemente para evitar a aprovação da nova regra. A proposta já passou por uma primeira e turbulenta fase de consulta pública. Agora, deve haver uma nova consulta, e finalmente o texto precisa passar pela diretoria.

A resistência da indústria é encabeçada pela Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação, a Abia, composta por Nestlé, Unilever, Bauducco e Danone, entre outras gigantes do ramo. Para enfrentar a decisão, essas empresas seguem um roteiro bem conhecido: buscam convencer o governo, a opinião pública, a mídia e os cientistas de que, talvez, os malefícios de seus produtos não sejam tão grandes assim. É bem parecido com o que faziam as fabricantes de cigarro no passado, uma comparação que a indústria de alimentos odeia. Normalmente funciona.

O lobby dos alimentos foi descrito em 2015 pela pesquisadora francesa Mélissa Mialon, atualmente no Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP, a Universidade de São Paulo. E, na briga contra a mudança nos rótulos, a estratégia de lobby já mostrou resultado: as empresas conseguiram estender o prazo da consulta pública da Anvisa graças a uma liminar.

Entenda como as empresas tentam impor suas vontades goela abaixo:

1. Elas exageram números
Assim que surge uma nova política que interfere nos negócios, a indústria corre para superdimensionar o seu impacto. A Abia, por exemplo, diz que alterar os rótulos pode levar ao fechamento de mais de 10% dos postos de trabalho no setor.

Na verdade, em menos de um mês foram apresentadas três estimativas diferentes: 145 mil, 180 mil e 200 mil – isso num segmento responsável por 1,8 milhão de empregos. Pedimos à associação que nos mostrasse como o levantamento foi feito, mas a explicação foi breve, dizendo apenas se tratar de relatório preliminar.

A entidade calcula que o total de prejuízos chegaria a R$ 100 bilhões e, num efeito-dominó, já fala em outros 1,9 milhão de postos de trabalho fechados em várias áreas. Apesar de a associação não divulgar o documento, tivemos acesso a ele. E vimos que o cálculo foi feito a partir da extrapolação dos números de uma pesquisa Ibope e não de um levantamento científico. A GO Associados, consultoria responsável pelo cálculo, levou em conta a preferência das pessoas por um modelo ou outro para supor o que ocorreria com o consumo. E ignorou a possibilidade das pessoas começarem a optar por produtos mais saudáveis (na projeção deles, é como se as pessoas tivessem parado de comer).

Há cálculos, no entanto, sobre qual seria o impacto de rótulos mais claros na saúde pública. No Canadá, país que começará em breve a implementar os alertas nos rótulos, a economia no sistema de saúde pode chegar ao equivalente a R$ 10 bilhões – em uma estimativa conservadora. Também procuramos os dados disponíveis no Chile, único país que já colocou em prática as advertências. Lemos o relatório financeiro das maiores empresas. E, lá, não encontramos sinal de fechamento de vagas de trabalho: pelo contrário, algumas até contrataram. A produção aumentou em alguns casos: os setores de alimentos e bebidas seguem crescendo, de acordo com o último relatório anual de vendas, publicado em junho, pela entidade que representa a indústria.

2. Pressionam autoridades

Como a Anvisa se mostrou irredutível, a Abia buscou a intervenção do Ministério da Saúde. Deu certo. Gilberto Occhi, que assumiu a função em abril, chegou a se colocar contra os alertas. “Não se pode mudar de forma radical uma embalagem sob pena de destruir produtos ou empregos e empresas”, disse.

A escadinha subiu e chegou ao Palácio do Planalto. “É importantíssimo. Essa coisa do triângulo, que é sinal de perigo, se não tomar cuidado daqui a pouco bota tarja preta no alimento. Vai prejudicar o setor”, disse Michel Temer durante almoço com industriais em São Paulo – ignorando que o excesso de sal e açúcar também prejudica as pessoas. O presidente da Abia chegou a pedir claramente a nomeação de um diretor da Anvisa alinhado às empresas. Mais tarde, o ministro Occhi baixou o tom.

A pressão chega ao Congresso também. Lá, desde 2008 tramita um um projeto de lei que propõe um outro método de sinalização de perigos no alimentos. O Projeto de Lei do Senado 439, de 2008, propõe adotar o semáforo, um sistema que prevê a colocação das cores verde, amarelo e vermelho para os nutrientes críticos. Se aprovado, o semáforo torna nulo o novo método que a Anvisa defende. Esse projeto ficou estacionado por muitos anos por pressão do setor privado, mas o surgimento dos alertas da Anvisa fez as empresas abraçarem esse sistema como uma estratégia de mal menor.
Você consegue saber se esse alimento é saudável? Esse é o rótulo que a indústria quer aprovar.


Detalhe: quem decidiu movimentar o PL foi o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, o tucano Tasso Jereissati, do Ceará. Ele é o maior engarrafador e distribuidor de Coca-Cola do Brasil depois da própria corporação. Jereissati entregou o projeto nas mãos de Armando Monteiro Neto, do PTB de Pernambuco, ex-presidente da Confederação Nacional da Indústria. O relatório favorável foi aprovado e o texto seguiu para a Comissão de Assuntos Sociais.

3. Chamam o jurídico

As multinacionais do setor alimentício não hesitam em colocar seus escritórios de advocacia para trabalhar – mesmo que seja só para intimidar quem incomoda. Em julho, a Abia conseguiu por meio de uma liminar prorrogar por 15 dias a primeira fase de consulta pública sobre os rótulos. A Anvisa diz que o Judiciário foi induzido a erro e classificou as alegações da indústria como “infundadas”, “inverídicas”, “imprecisas” e “descontextualizadas”.

As associações empresariais aproveitaram a primeira fase de consulta pública para reforçar o jogo psicológico. Dizem que a agência está extrapolando seu papel, o que pode causar a “nulidade” do processo graças a medidas “inconstitucionais”.

4. Andam juntinho com cientistas

A Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição, a Sban, é uma entidade relevante no mundo científico, promovendo eventos de formação de profissionais e emitindo posicionamentos sobre questões-chave na comunidade de saúde. Em debates, em geral, seja em grupos de trabalho na Anvisa, seja em vídeos e documentos, a entidade se posiciona a favor das empresas.

Parece ilógico que uma sociedade de nutricionistas se posicione contra uma medida que visa alertar sobre excesso de componentes prejudiciais à saúde e dar transparência para a composição de alimentos, mas é isso o que acontece. A Sban aderiu até à campanha oficial da indústria, chamada Sua Liberdade de Escolha.

5. Perseguem opositores

O pesquisador brasileiro Carlos Monteiro, professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, pesquisa o impacto dos alimentos ultraprocessados na saúde humana. Foi ele quem criou o sistema de “classificação de alimentos por extensão e propósito de processamento”. Foram suas as diretrizes que serviram de base para a elaboração do Guia Alimentar da População Brasileira, criado pelo Ministério da Saúde em 2014, que propõe uma alimentação baseada em comida de verdade com o mínimo de industrializados e ultraprocessados, aquelas formulações alimentícias repletas de sal, açúcar, gorduras e aditivos que você não entende muito bem como foram fabricadas.

Monteiro se tornou persona non grata para a indústria alimentícia. As organizações da ciência patrocinadas pelas empresas têm se articulado em ataques a Monteiro e ao novo rótulo. No ano passado, Mike Gibney, um pesquisador financiado pela Nestlé e por uma coalizão das fabricantes de cereais matinais, escreveu um artigo no qual dizia que a teoria do brasileiro não se sustenta. Ele deixou de lado evidências científicas que associavam o consumo de ultraprocessados com desfechos negativos.

“Não vamos acabar com todas as fábricas e voltar a cultivar apenas grãos. Não vai dar certo”, disse o pesquisador em entrevista ao The New York Times. “Se eu pedisse para 100 famílias brasileiras que parem de consumir alimentos processados, teria que me perguntar: o que elas comerão?”.

Gibney, vinculado à Universidade de Dublin, na Irlanda, tem rodado o mundo na tentativa de desacreditar Monteiro. Em maio, ele esteve no Brasil. Não em uma organização científica, mas na Fiesp, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. A palestra foi promovida pelo Instituto Tecnológico de Alimentos, estatal paulista vinculada à Secretaria de Agricultura, que se posiciona contra as diretrizes de “comida de verdade” propostas pelo Ministério da Saúde no Guia Alimentar para a População Brasileira. E, claro, foi aplaudida pelos diretores da Abia. Também durante o Congresso Internacional de Nutrição, em outubro do ano passado, em Buenos Aires, pesquisadores com elos com a indústria buscaram desacreditar o trabalho de Monteiro. Associações de engenheiros de alimentos na América Latina se tornaram o braço mais ativo desses ataques, que nunca oferecem espaço ao grupo do pesquisador brasileiro.

6. E jogam a culpa em você

Essa foi uma das estratégias favoritas da indústria tabagista durante a sua batalha para evitar as restrições ao cigarro durante as décadas de 70, 80 e 90: afirmar que o fumante é o culpado, mesmo que se saiba que a nicotina provoca dependência e que a grande maioria jamais consegue deixar de fumar.

A indústria alimentícia, vale lembrar, se especializou em desenvolver produtos “impossíveis de comer um só”. O jornalista Michael Moss, autor do livro Sal, açúcar, gordura, narra em detalhes a estratégia das empresas para driblar os mecanismos de saciedade do nosso organismo. O que se descobriu é que a junção de açúcar e gordura na medida certa tapeia o corpo. “Os maiores sucessos — Coca-Cola, Doritos ou o prato semipronto Velveeta Cheesy Skillets, da Kraft — têm sua origem nas fórmulas que provocam as papilas gustativas o suficiente para serem atraentes sem ter um único sabor mais acentuado que diga ao cérebro: já chega!”

Mas os tempos mudaram e agora as empresas dizem recomendar moderação. Assim, se houver exagero, a culpa é do obeso, que não sabe fechar a boca. “A educação nutricional até pode parecer alguma coisa utópica. Mas a gente tem que lembrar que o rótulo não é um fim em si. A gente tem que ensinar o consumidor a ler. As pessoas não sabem, mas vão aprender. Não sabem interpretar, vão aprender”, disse Marcia Terra, coordenadora da Sban, em vídeo gravado para a Abia.

Tente ler o rótulo do Cup Noodles:
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Imagem: Reprodução
Está difícil? A culpa é sua.





Fonte: http://desacato.info/

Imagem Inicial: https://www.absolutearts.com/portfolios/m/mipagan/ (Trabalho de Michael Irrizarypagan: "POISON THE CHICKEN").

terça-feira, 11 de setembro de 2018

RECADOS DE BERLIN

"Olá, Rawa...Entre em contato, você vai ser pai!"


(Berlin é uma cidade onde tradicionalmente as pessoas se comunicam através de recados por escrito, principalmente em postes.)

"Adoraria roubar sua bicicleta, mas comprar é mais justo. Me ligue” (Deixado numa bicicleta)

"Já pensaram em se separar?” (Deixado na porta de um apartamento onde o casal briga muito)

"Atenção, pais! Crianças não vigiadas ganharão café expresso duplo e um cachorrinho. A administração” (Colado na vitrine de uma loja)

"Cerveja grátis!!!!! Agora que tenho sua atenção, finalmente posso fazer meu pedido: procuro urgentemente uma namorada” (Colado num poste).

"Se eu perguntar se você quer me dar seu e-mail, diga, de preferência, 'não' em vez de me dar um errado” (Deixado numa estação de metrô)

“Querida corja de estudantes do segundo andar, por favor parem de fumar maconha pelados ou comprem uma cortina. Preciso responder a muitas perguntas perturbadoras do meu filho que nenhum pai de uma criança desta idade deseja responder”.


Fontes:

https://www.notesofberlin.com/

https://www.dw.com/pt-br/berlim-a-cidade-dos-recadinhos-p%C3%BAblicos/a-45428229?maca=bra-newsletter_br_Destaques-2362-html-newsletter

segunda-feira, 3 de setembro de 2018

WiFi x Sexo x Álcool x Chocolate

 

Un 40% de las personas que participaron en la encuesta señalaron el WiFi como "la cosa más indispensable, destacada y útil de su dia a día".


Muchos de nosotros consideramos la conexión internet como algo importante. Cada vez que nos desplazamos a un nuevo lugar, tendemos a preguntar por la contraseña de la red WiFi. Esto sucede en hoteles, oficinas, salas de espera, etc… todo sea por ahorrarnos unos datos móviles.

Pero de allí a considerarlo algo necesario por encima de otros placeres como el sexo hay una gran brecha. Sin embargo, una encuesta confirmó las extrañas prioridades de la persona contemporánea: El Wifi se sitúa por encima de la interacción sexual.

La compañía estadounidense iPass hizo la encuesta en la que participaron 1.700 personas. Tanto hombres como mujeres de Norteamérica y Europa colaboraron con el sondeo, que les hacía la siguiente pregunta: "¿Cuál es el elemento más indispensable, destacado y útil de su día a día?"

Increíblemente un 40% de los participantes respondieron que una conexión a red WiFi era su prioridad. Mientras tanto, solo un 37% del grupo prefirió el sexo. Quién lo diría, llama más la atención conectarse a internet que el propio deseo sexual.

Ni el alcohol se salva

La encuesta no se queda allí, pues otros placeres comunes también se quedaron muy atrás en la lista. El chocolate, adicción de unos cuantos, fue preferencia solamente de un 14% de los encuestados.

Finalmente están los bebedores. Tan solo un 9% de las personas dijo que prefería el alcohol por encima del WiFi, el sexo, el chocolate y otros elementos o actividades.

Sin duda el WiFi se corona como el número uno entre las prioridades de la gente. Ante esto, Patricia Hume, responsable comercial de la compañía, mencionó lo increíble que sonaría eso hace algunos años:

"El Wi-Fi no es sólo el método más popular de conexión a Internet: también suplantó a muchos otros lujos y necesidades humanas".

La empresa también agregó un dato curioso sobre el WiFi de los hoteles. Al menos un 72% de los encuestados admitió haber elegido hotel según su oferta de conexión a internet. Por otro lado, un 21% dijo hacer esto en todos sus viajes.




Fonte: https://www.fayerwayer.com/2018/08/wifi-sexo-importante/