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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

ONDE ESTÁ O DEFICIT DE YEDA

Do escritor e médico Franklin Cunha a propósito da divergência do governo Tarso Genro sobre o deficit zero da ex-governadora Yeda Crusius (Affonso Ritter):

"Um menino queria saber quanto seria um mais um. Foi a um biólogo que lhe respondeu: "Se juntares um coelho e uma coelha, o resultado pode ser 10, 12 ou até mais. Se juntares um touro e uma vaca, o resultado em geral é um". Não satisfeito, o menino perguntou o mesmo a um físico. "Bom - respondeu este - se juntares um átomo de matéria com um de anti-matéria, o resultado é zero". Por fim, já desanimado, o menino foi a um economista e fez a pergunta: "Afinal, quanto é um mais um? Em vez de lhe responder, perguntou: "Quanto queres que seja?" O economista da ex-governadora, certamente fez esta mesma pergunta a ela.

-X-

A propósito, o economista da ex-governadora agora está aplicando o deficit zero em outras paragens:

Economistas colorados (Denise Nunes)
Poderá faltar craque no Beira-Rio este ano, mas de economistas o Inter está cheio. O trio acima, formado por Jorge Melo, Aod Cunha e Milton André Stella, foi escalado para as seguintes posições: diretor administrativo e financeiro, vice-presidente executivo e assessor especial da vice-presidência. Aod é o mais conhecido, por ter sido o secretário da Fazenda que alcançou o agora contestado Déficit Zero. Melo também participou do governo Yeda Crusius, como presidente da Junta Comercial (Jucergs).

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

YEDA CRUSIUS FAZ ESCOLA

 Após fiasco no Mundial, Inter-RS lança gestão baseada em "choque de gestão" tucana

GRACILIANO ROCHA
DE PORTO ALEGRE, BOL
 
O Internacional começa a pôr em prática um ajuste administrativo e financeiro inspirado no "choque de gestão" implementado por governos do PSDB pelo país.

A fórmula se baseia em controle rígido de gastos em todos os departamentos do clube (principalmente no futebol), implantação de um sistema de metas e avaliação de resultados.

A gestão do novo presidente do time colorado, Giovanni Luigi, contratou por dois anos o economista gaúcho Aod Cunha, 42, para a recém-criada função de vice-presidente executivo.

Ex-secretário de Fazenda do RS, Cunha foi o principal formulador do ajuste fiscal feito pela ex-governadora tucana Yeda Crusius (2007-2010).

A função, exaltada pela direção colorada como primeiro CEO (designação para executivo-chefe em corporações) de um clube de futebol no país, nasceu com superpoderes.

As decisões de Cunha abrangerão as áreas de finanças, marketing, administração e patrimônio do Inter.

O objetivo básico, segundo ele, é reduzir o a distância entre o orçamento - uma peça que costuma ser fictícia - do movimento efetivo do caixa, e zerar o déficit do Inter.

RADAR EXTERNO

A outra frente da profissionalização da gestão do Inter é o aumento da receita. O plano da direção é seguir o exemplo de clubes europeus e "internacionalizar" o clube.

Na prática, isso significa promover ações de marketing no exterior e ganhar torcedores que consumam produtos com a marca Inter no Oriente Médio ou China.

Cunha afirma que as mudanças da gestão do clube são uma tendência no país por causa do aumento da renda do torcedor brasileiro.

"O mercado vai profissionalizar na marra a gestão dos grandes clubes. Quem fizer isso antes sai na frente. Times como Corinthians ou Flamengo, se bem administrados, vão rivalizar com Manchester, com Barcelona. É só ver o tamanho das suas torcidas ponderadas pela renda per capita média desses mercados e isso inevitavelmente acontecerá", aposta.

MENOS COMPRAS

Uma das guinadas ocorrerá na área de aquisições de jogadores. Ao contrário dos últimos anos, quando foi às compras, a direção colorada agora apostará em atletas da base.

"Nossa questão é trabalhar com meta e disciplina orçamentária, mas eventualmente uma grande contratação que o clube possa planejar e fazer um plano de negócios", diz o neocartola.

Segundo ele, a nova gestão vai se traduzir num clube que não precisará vender jogadores no afogadilho. Com mais dinheiro em caixa, diz, o time vai responder no campo.

"Futebol é um business diferente porque envolve paixão. Tem paixão e é o futebol que conta, mas a paixão depende do futebol e o futebol, de recursos", declarou.

ORÁCULO TUCANO

Outro homem-forte do ajuste fiscal do Inter é Vicente Falconi, que vai assessorar a implementação de mudanças clube. Ele será responsável por mapear todos os processos internos do clube e propor sua racionalização.

A INDG, empresa de Falconi, trabalha com grandes corporações (como Gerdau e Ambev) e é um oráculo de políticos tucanos.

Ele é um dos "pais" do "choque de gestão" do ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG).

Este ano, o consultor foi chamado por Geraldo Alckmin para participar das auditorias nos contratos herdados do governo José Serra em São Paulo.


Nota do Blog: Sob o título "Inter conquista ISO 9001", ontem foi anunciado na mídia gaúcha que "o Internacional de Porto Alegre é o único clube de futebol do país a ter sua qualidade de gestão reconhecida com a certificação ISO 9001. O certificado só não inclui o departamento de futebol. Odone, do Grêmio, promete contra-atacar.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

HOMENAGEM DE UM GREMISTA AOS AMIGOS COLORADOS EM UMA SEMANA DE ANGÚSTIA

Insterstício Expandido:

O REI DOS INTERSTÍCIOS

Viveu, eu não sei quando,

talvez nunca...
Mas o fato é que viveu,

um rei desconhecido
cujo reino era o estranho Reino do Interstício.
Era senhor daquilo que está entre a coisa e a coisa,
dos intra-seres, daquela nossa parte
que fica entre vigília e sono,

entre silêncio e palavra,

entre nós e a consciência de nós;

e assim um estranho e mudo reino

segurou aquele rei misterioso
segregado da nossa idéia de tempo e lugar.
Aqueles supremos desenhos que nunca chegam
a atuação - entre eles mesmos a inação -
Não coroado, governa. Ele é o mistério que
Fica entre os olhos e a visão, nem cego nem vidente.
Nunca teve fim nem principio,
vazia estante sobre sua presença vã.
É somente uma fenda em seu ser,
a caixa destampada que tem o não-tesouro do não-ser.
Todos pensam que ele é Deus, menos ele.

(Fernando Pessoa)


Obrigado Marcus.