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sábado, 12 de setembro de 2009

Leão de Ouro para "Lebanon", filme autobiográfico sobre os horrores da guerra


Baseado nas dolorosas lembranças de seu diretor, nascido em Tel Aviv, o filme revive intensamente o início da primeira guerra do Líbano, em 1982, através do mortal avanço de um tanque israelense.

A exemplo de "Valsa com Bashir", o suberbo filme de animação apresentado no Festival de Cannes 2008 por Ari Folman, muitos críticos consideraram "Lebanon" uma abordagem radicalmente inovadora da guerra.

Enfurnados em um tanque, quatro jovens soldados israelenses observam um Líbano tomado pelos massacres que eles mesmos cometem: pessoas aterrorizadas e tomadas pelo ódio, corpos carbonizados...

O horror dessas cenas, somado ao confinamento e à crueldade das ordens absurdas que recebem, aumentam a tensão entre os homens.

As imagens, que simulam as do visor do tanque, enchem o filme de tensão, assim como a trilha sonora, muito bem feita.

"Sem qualquer heroísmo, a vida em combate é mostrada como nunca antes", comentou o jornal italiano La Repubblica.

IG

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Chávez desfila como estrela no Festival de Veneza

Ponte RIALTO, no Grande Canal de Veneza:

Veneza — O presidente venezuelano, Hugo Chávez, desfilou ontem, em Veneza, como uma estrela do cinema. Ele foi convidado pelo cineasta Oliver Stone para assistir à estreia mundial do documentário 'South of the Border', sobre as mudanças políticas na América Latina, desde a sua eleição, em 1998. Vestindo terno preto e gravata vermelha, Chavez desfilou com Stone pelo tapete vermelho em frente ao Palácio do Cinema do Lido, onde cumprimentou grupos de militantes de esquerda que agitavam bandeiras vermelhas e exibiam cartazes com imagem de Che Guevara.
Na sala do filme, Chávez foi recebido com forte aplauso, e foi longamente ovacionado quando apareceu pela primeira vez no documentário. Segundo o diretor Stone, há um enorme preconceito em relação a essa leva de presidentes de origem popular na América Latina, em especial a Chávez. 'O que me moveu a fazer esse filme foi o espanto diante da hostilidade gratuita da mídia internacional em relação a Chávez', explicou o cineasta americano.

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