No verão de 2016 aconteceu um fenômeno curioso no bairro onde resido em Porto Alegre: os moradores começaram a escutar um som novo, intermitente, que vinha de diversos lugares.
Muitas pessoas confundiram com alarmes.
Eram cigarras, que voltavam ao bairro depois de anos.
Veja aqui o que escrevi, na época, a respeito: https://doomar.blogspot.com/2016/01/o-verao-das-cigarras.html
Neste ano, 2023, nas mesmas cercanias surgiu um novo acontecimento: edifícios e apartamentos receberam visitas acintosas de baratas voadoras com frequência e quantidades fora do usual.
As baratas apareceram sobre a face da terra há aproximadamente 400 milhões de anos e, em nosso país, são conhecidas 644 espécies, sendo que a maioria habita ambientes de floresta. Aproximadamente cinco espécies desses insetos estão associadas a ambientes urbanos e, portanto, presentes em habitações humanas de diversas regiões do globo terrestre.
A barata de esgoto, ou barata voadora, Periplaneta americana, é uma das espécies domésticas mais comuns no Brasil. Esse animal pode viver em vários ambientes, preferindo locais mais isolados, quentes e úmidos. Rodapés, rachaduras, cantos, frestas, ralos e caixas de gordura de nossas casas podem abrigar esses seres cuja presença não é muito bem-vinda.
Por que apareceram nesse verão de forma que pode parecer exagerada é uma questão a ser estudada.
Saiba mais: https://mundoeducacao.uol.com.br/biologia/barata.htm
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