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quinta-feira, 16 de setembro de 2010

OS BANHEIROS INTERDITADOS E A CAMPANHA ELEITORAL


16 de setembro de 2010

Hoje pela manhã fui a uma reunião profissional em um prédio da Av. Carlos Gomes. A certa altura solicitei indicação de onde ficava o toalete e me informaram que estava sem possibilidade de utilização, pois não havia água no prédio desde ontem à tarde.

Após a reunião me desloquei até o Mercado Público para reunião-almoço e aproveitei para ir ao banheiro, onde fui informado que todos os banheiros públicos do Centro estavam interditados, tendo em vista falta de água em todo o centro da cidade já há dois dias.

Após o almoço teria outro encontro profissional no centro, porém retornei para minha residência, já quase desesperado pela vontade de, como diriam os freqüentadores do Acampamento Farroupilha, “tirar água do joelho”.

Ouvi falar que a falta de água se deveu a problema de falta de luz, que se deveu a problema de excesso de vento dos últimos dias.

Não sei se posso acreditar nisso, pois em outras ocasiões ocorreu na cidade volume de vento similar e não se verificou falta de água nem no centro de Porto Alegre, muito menos na Av. Carlos Gomes, logradouro público onde se localizam os mais modernos escritórios do Município.

Enquanto isso, a “grande” mídia se esforça desesperadamente para produzir denúncias voltadas para atacar a candidata designada para dar sequência ao trabalho do Presidente Lula.

Paralelamente, seguidores do candidato de oposição, José Serra, entopem as caixas de correspondência com mensagens eletrônicas com alegações ofensivas a candidata Dilma, as quais na maioria das vezes não correspondem à realidade dos fatos.

Eis que, quase que miraculosamente, em Porto Alegre, as gestões do Município e do Estado conseguem sintetizar todo esse movimento, deixando todos os banheiros entupidos de merda.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

CHUVA DE FEZES

Golconde (Rene Magritte):

Mistério de chuva de fezes intriga cidade na França

Daniela Fernandes
De Paris para a BBC Brasil

Uma misteriosa "chuva" de excrementos intriga os habitantes do vilarejo de Saint-Pandelon, no sudoeste da França. Desde meados de maio, eles se queixam de "gotas" marrons que caem do céu, com cheiro e textura de matéria fecal.

O prefeito do vilarejo, Jean-Pierre Boiselle, afirmou que uma "chuva de cocô" passou a cair durante o dia e também à noite no município.

Se no início a história fazia os 750 habitantes da localidade sorrirem, eles passaram a ficar aterrorizados com a chuva de excrementos, que deixou partes da cidade com ar irrespirável.

As crianças não podem mais brincar fora de casa e os moradores hesitam em comer as frutas e legumes das hortas locais. Eles também não fazem mais churrascos ao ar livre nesse período de verão na Europa.

Teorias

As "gotas" marrons, quase do tamanho de uma unha do dedo mínimo, sujam os carros, móveis de jardim e as roupas secando nos varais.

A primeira hipótese levantada pelos moradores para explicar o fenômeno foi a de que aviões estariam despejando o conteúdo de seus banheiros sobre a região.

Mas isso seria impossível, afirmou a Direção Geral da Aviação Civil da França, acrescentando que "os aviões de linha são pressurizados e não é possível despejar o conteúdo de banheiros ou de nenhuma outra coisa".

Após investigações, a polícia militar francesa declarou que a "chuva" de fezes poderia ser causada por aves migratórias, da espécie conhecida como andorinhões, que se instalaram na região nesta estação.

"Esse pássaro tem a particularidade de voar o tempo todo e se alimentar em pleno voo. Por isso as fezes caem durante o dia e à noite", afirmou o capitão Michel Brethes, da polícia militar de Dax, nos arredores do vilarejo de Saint-Pandelon.

Exames

Um laboratório da região realizou neste mês pesquisas científicas com o material coletado e confirmou que as "gotas" que cairam do céu são excrementos de origem animal, mas não conseguiu solucionar totalmente o mistério.

"Nas amostras analisadas, não encontramos bactérias específicas das fezes humanas. Mas não podemos dizer a qual tipo de animal esses excrementos correspondem", afirmou Alain Mesplède, diretor do laboratório de análises científicas da região.

"Apenas confirmamos a presença de bactérias típicas a todas as espécies animais", diz o pesquisador.

Sem saber ao certo se as fezes seriam realmente de pássaros, os moradores de Saint-Pandelon esperam que a "chuva" fedorenta não caia novamente em outras estações.