domingo, 6 de maio de 2012

FOTOS DO QUE SE COME EM ALGUNS PAÍSES

Amazing Photos Show What the World Actually Eats

2nd May 2012

By Anthony Gucciardi

Contributing Writer for Wake Up World

What do you and your family eat each week?
You may be shocked to see the significant variation even between relatively ‘similar’ nations when it comes to diet. While many families within the United States and Mexico include fast food and soda into the core of their nutritional program, families from nations like Bhutan survive off of traditional base food items like vegetables and grains.
It is easy to see why disease rates are sky rocketing in many developed countries, where nutrition is not held to a very high regard.
Amazingly, the United States also spends more on healthcare than any nation in the world. Despite spending $7,960 per capita, the United States has been ranked dead last when it comes to the quality of care. The fact of the matter is that when food intake is ignored — along with the subsequent toxic ingredients that go along with the processed food addiction — disease will arise.
In the telling pictures below, taken from the book ‘Hungry Planet: What the World Eats’, you can see what the average family from each nation eats over the period of one week.

North Carolina, United States

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This family from North Carolina eats a diet almost entirely of processed and pre-prepared foods with heavy amounts of junk and fast food. Consuming mostly sugar-laden ‘fruit’ drinks and mega-sized sodas from Burger King and McDonald’s, this average American diet will ultimately lead to chronic disease and rampant sickness. Some favorite foods include pizza and fast food.

Mexico

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Families in mexico also tend to consume sugary sodas and processed foods, though their fruit and vegetable intake is higher than the United States families observed. The family lists their favorite food items as pizza, pasta, and chicken.

Canada

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Enjoying some of the same processed items as families from Mexico and the United States, Canadian families do consume processed chips and meats, though you will notice a more prominent display of vegetables and fresh fish on the table. An increased amount of yogurt and cheese is also featured.

Italy

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Italian families enjoy their bread, pasta, and assorted fruit. With grains a major part of the diet, along with other carbohydrate-rich foods, Italian families tend to forfeit some meal options high in protein for ‘traditional’ Italian dishes like pasta with ragu. While many of these items are fresh or even baked at home, Italian families still consume large amounts of sodas like Pepsi. You can see that this family drinks about 6 larger-sized bottles per week.

China

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This Chinese family prefers fried shredded pork with sweet and sour sauce, listed as their favorite dishes. Eating processed food items mixed with packaged meats and fish, this Chinese family eats more fruit than vegetables, and their produce selection is one of the smallest besides the United States.

Chad

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This family resides in the developing nation of Chad and spends only the equivalent of $1.23 per week on food to feed the entire family. Their favorite food is soup with fresh sheep meat.

Japan

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It may surprise you, but this Japanese family consumes a diet high in processed junk and sugary treats. They list their favorite food items as cake, potato chips, and sashimi.

Germany

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This German family has adopted an American-styled nutritional regiment, stating that their favorite foods are pizza, vanilla pudding, fried potatoes, and fried noodles. You may also notice the largely increased amount of beer and other alcoholic drinks over the other nations.

Great Britain

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Spending over $250 per week on food, the average family in Great Britain is eating mostly processed meals and candy. This family’s preferred foods include chocolate fudge cake, mayonnaise sandwiches, and prawn cocktail.

About the Author

Anthony Gucciardi is an accomplished investigative journalist with a passion for natural health. Anthony’s articles have been featured on top alternative news websites such as Infowars, NaturalNews, Rense, and many others. Anthony is the co-founder of Natural Society, a website dedicated to sharing life-saving natural health techniques. Stay in touch with Natural Society via the following sites Facebook – Twitter – Web

The author of this article Anthony Gucciardi has released his long awaited book.
 

sábado, 5 de maio de 2012

Rede britânica de supermercados adere a boicote a produtos israelenses


Guila Flint
De Tel Aviv para a BBC Brasil

Uma conhecida rede de supermercados britânica anunciou a suspensão de acordos com quatro empresas exportadoras de alimentos de Israel, devido a "cumplicidade na violação de direitos humanos dos palestinos".

Com a decisão, a Co-op, quinta maior rede de supermercados da Grã-Bretanha, engrossa a lista de companhias europeias que boicotam produtos israelenses.

Entre elas está a empresa ferroviária alemã Deutsche Bahn, que em 2011 resolveu suspender sua participação na construção de uma linha de trens de Tel Aviv a Jerusalém, que passaria em um trecho dos territórios ocupados na Cisjordânia depois de ser pressionada por ativistas.

Segundo a empresa, o projeto era problemático, "com um potencial de violar leis internacionais".

O banco holandês ASN suspendeu seu investimento na empresa francesa Veolia em consequência do envolvimento da companhia na construção do bonde de Jerusalém, que passa pela parte oriental da cidade, ocupada em 1967, alegando que seus critérios de alocação de recursos respeitam as resoluções da ONU que mantêm a parte árabe de Jerusalém como território ocupado.

O banco e a Deutsche Bahn aderiram ao boicote após intensa campanha do BDS (Boicote, Desinvestimento e Sanções), um movimento criado em 2005 por ONGs palestinas com o objetivo de exercer pressão internacional sobre Israel.

O movimento obteve apoio de sindicatos de trabalhadores e de ONGs na maioria dos países europeus e também nos Estados Unidos, África do Sul e Austrália.

O BDS exorta empresas e instituições ao redor do mundo a boicotar Israel "até que os direitos dos palestinos sejam respeitados" e equipara o regime israelense ao apartheid da África do Sul.

A campanha pelo boicote a produtos dos assentamentos também conta com o apoio de grupos israelenses de esquerda. No ano passado o parlamento de Israel aprovou uma lei criminalizando a campanha pelo boicote e, segundo a lei, os grupos que o apoiarem poderão ser processados e multados.

'Racista'

A britânica Co-op esclareceu que continuará comprando produtos israelenses mas não irá fazer negócios com empresas que exportam mercadorias produzidas nos assentamentos considerados ilegais.

As quatro empresas que passaram a ser boicotadas pela rede britânica são Agrexco, Arava, Adafresh e Mehadrin, que exportam alimentos produzidos tanto em Israel como nos assentamentos israelenses ilegais existentes nos territórios palestinos na Cisjordânia ocupados por Israel.

Do ponto de vista do governo israelense não há diferença entre o boicote a produtos fabricados nos territórios ocupados e o boicote geral a Israel.

"A verdade é que eles boicotam Israel, os assentamentos são apenas um pretexto", disse o porta-voz do ministério das Relações Exteriores, Yigal Palmor, à BBC Brasil.

Segundo o porta-voz, o movimento BDS "está por trás disso".

"O objetivo do BDS é boicotar Israel e os israelenses de maneira generalizada e quem boicota pessoas por causa de sua cidadania é racista", disse Palmor.

"Trata-se de um boicote geral, tanto econômico, como cultural e acadêmico", acrescentou. o porta-voz.
 
Cancelamento

Nos últimos dias, duas bandas irlandesas anunciaram o cancelamento de shows que estavam programados para junho, em Israel.

As bandas Dervish e FullSet avisaram a produção que não pretendem participar do Festival de Música Irlandesa que deveria ocorrer em Jerusalém e Tel Aviv, pois "sentem que não seria apropriado violar o boicote".

Depois do aviso das bandas, a produção do festival anunciou o cancelamento do evento.

Em outro incidente, o sindicato do Serviço Nacional de Saúde britânico anunciou o cancelamento da palestra do advogado israelense, Moti Cristal, que estava programada para esta semana, em Manchester.

Cristal, que é especialista em negociações, havia sido convidado para fazer uma palestra em um seminário de executivos britânicos na área da Saúde, porém foi informado que sua participação foi cancelada em consequência da pressão da UNISON – federação dos trabalhadores britânicos. A UNISON anunciou que sua posição oficial é de "apoiar o povo palestino".

Em sua resposta o advogado israelense protestou contra o cancelamento de sua participação. "Acredito que o caminho para resolver conflitos, principalmente o conflito israelense-palestino, passa pelo diálogo construtivo e não por boicotes e violência", afirmou.

Nota do Blog: Esse advogado Cristal é um baita cara de pau...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

FUCKING

Fonte da Imagem AQUI.

Lugarejo chamado Fucking quer mudar de nome

Os habitantes de uma cidadezinha na Áustria estão cansados de piadas, das trotes diários e dos roubos das placas locais de sinalização. O motivo é o peculiar nome do povoado: Fucking.

Ainda que em alemão a palavra não tenha qualquer significado, salvo a memória de um nobre que viveu no século 6 chamado Focko, em inglês o termo desperta risadas e brincadeiras por ser sinônimo vulgar de ato sexual.

Desde que os soldados americanos e britânicos descobriram a pequena vila ao Norte de Salzburgo na II Guerra Mundial, turistas não param de chegar para tirar fotos no local.

Alguns chegam a arrancar avisos com o nome do povoado como souvenir ou, à noite, tiram fotos debaixo dos letreiros enquanto mantêm relações sexuais.

Para os Fuckingers, como são chamados os residentes, não há graça. De fato, estão promovendo a instalação de câmeras para dissuadir os amantes noturnos e uma consulta popular para trocar o nome do povoado.

Há seis anos os cerca de 100 habitantes disseram não à mudança de nome argumentando que Fucking tem uma larga e intensa história de mil anos. Mas agora estão pensando seriamente em mudar de Fucking para Fugging.

Milenar e orgulhoso

Desde de 1070 há referência a Fucking. Primeiro o local foi conhecido como Funcingin, logo Fukching e finalmente Fugkhing. Em 1760 o povoado passou a ter o nome atual.

"Os turistas alemães querem ver a casa de Mozart em Salzburgo. Italianos e russos gostam de celebrar o Ano Novo por aqui. Os japoneses, por sua vez, buscam a vila onde Hitler nasceu, Braunau. Mas no caso de muitos americanos e britânicos, ele buscam Fucking. É uma obsessão", afirma Andreas Behmüller, guia local.

Com a fama que o povoado ganhou, em uma só noite roubaram quatro letreiros que dão as boas vindas aos turistas, o que fez as autoridades ordenarem a construção de avisos de ferros e concreto fixados no chão. De acordo com a polícia local, estes avisos "requerem uma noite inteira para serem arrancados".

Turismo versus tranquilidade

Apesar da indignação dos Fuckingers, em alguns povoados próximos afirmam que seria bom tirar proveito do nome.

Josef Winkler, habitante de Fucking, tentou, em uma ocasião, montar uma banca de camisetas com a frase: "I love Fucking".

O negócio começou a crescer até que os vizinhos passaram a insultar Winkler nas ruas.

Também houve uma tentativa de se comercializar uma cerveja, Fucking Hell, mas a marca foi proibida pela autoridade que cuida de patentes na União Europeia, a OHMI.

Franz Meindl, prefeito da cidadezinha, prefere a tranquilidade para Fucking.

"Só queremos que os turistas nos deixem sozinhos e em paz. Estamos orgulhosos de Fucking", disse Meindl.

O certo é que Fucking não é o único povoado como nome chamativo na área. Na fronteira entre Alemanha e Áustria fica Faulebutter (manteiga podre), Katzenhirn (Cérebro de gato), Plöd (Estúpido) e Warzen (Verrugas).


segunda-feira, 23 de abril de 2012

Los altos mandos de la época consideraron el ataque a Gernika como un éxito total

GUERNICA, DE PICASSO.

Ingo Niebel (Colonia, Alemania, 1965) era muy joven cuando oyó hablar por primera vez del bombardeo de Gernika y, desde entonces, ha investigado mucho sobre el tema. Al hilo del septuagésimo quinto aniversario del bombardeo, ha disertado sobre la posición de los alemanes respecto al ataque en las jornadas organizadas por Euskal Etxea de Berlín. "Hasta 1997 había dos bandos: el de los historiadores que reconocían que el ataque lo realizó la Legión Cóndor y el de los revisionistas." La entrevista la realizó Arantxa Elizegi.

Como a España, a Alemania le costó reconocer la verdad de lo sucedido en Gernika.

Sí. Piensa que hasta 1975 no se reconoció oficialmente que Gernika la bombardearon los aviadores de la Legión Cóndor. Ese año, a petición del gobierno de Bonn, el historiador militar Klaus A. Maier investigó los hechos y también reconoció que la Legión Cóndor fue la responsable del bombardeo.

¿Cuál fue la versión vigente hasta entonces?

Hasta la publicación del libro de Maier, había debate en torno a lo sucedido. Algunos decían que Alemania era la responsable, pero otros decían que también pudo ser un ataque cometido  por el ejército rojo. En ese aspecto, la versión del gobierno de Franco tuvo influencia, ya que arguyó que el pueblo fue destruido por incendios provocados por los rojo-separatistas. Pero a principios de la década de los setenta, diversos periodistas españoles, como Vicente Talón, empezaron a decir que el bombardeo fue una decisión de la Legión Cóndor por propia iniciativa y que Franco no lo supo hasta que ya era demasiado tarde. Por eso, en la República Federal Alemana se decidió investigar lo ocurrido.

Es comprensible que, después de la Segunda Guerra Mundial, las autoridades alemanas no quisieran admitir responsabilidad alguna en el bombardeo de Gernika, como tampoco quiso hacerlo Franco. Pero ¿cuál fue la posición del régimen hitleriano?

El debate en torno al bombardeo de Gernika tiene varios aspectos. En lo tocante a la política y la propaganda, las autoridades de Adolf Hitler negaron tener relación con el bombardeo, toda vez que, oficialmente, hasta junio de 1939 no había soldados alemanes en los territorios bajo dominio español. Es decir, hasta junio de 1939, la intervención de la Legión Cóndor en la península fue secreto de estado. Por tanto, Alemania no podía reconocer que había realizado bombardeos en el País Vasco y en los territorios españoles. Por otra parte, a partir de 1939, la propaganda no podía desmentir lo dicho hasta entonces y admitir la autoría alemana. Por ello, siguieron negando los hechos. Desde el punto de vista militar, el propio von Richthofen y los demás oficiales que dirigieron a la Legión Cóndor, así como varios responsables militares que investigaron posteriormente sobre el ataque, consideraron un éxito total el bombardeo de Gernika. Es decir, si bien tras la Segunda Guerra Mundial varios oficiales dijeron que se habían equivocado y que su verdadera intención era destruir el puente de Rentería, los responsables del momento explicaron claramente en los documentos de la época que consideraron la operación como una victoria. No obstante, los grupos antifascistas del exilio acusaron al régimen nazi desde el principio, empezando en 1937 y llegando hasta hoy.

¿Cuál es la posición de la Alemania actual?

Desde el punto de vista político, en Alemania ya no hay dudas sobre la responsabilidad del bombardeo. Ese debate existió aquí en la década de los noventa, pero todo acabó en 1997, cuando el entonces presidente federal, Roman Herzog, pidió perdón por lo cometido. Hasta entonces, empero, es cierto que había dos bandos: por un lado, el de los historiadores que reconocían que fue una acción de la Legión Cóndor, y, por el otro, el de quienes, agarrándose a la versión del régimen franquista, decían que el ataque lo cometieron los rojo-separatistas o, como mucho, argüían que fue un "error". Pero hoy en día la versión de los revisionistas está completamente desacreditada. En lo tocante al Estado español, sin embargo, existen graves problemas a la hora de hablar de su pasado franquista. La propia existencia del Valle de los Caídos y el hecho de conservar allí mismo los restos de José Antonio Primo de Rivera o de Francisco Franco resulta increíble en Alemania. Aquí sería impensable que se construyera en Berlín un mausoleo de homenaje en el lugar donde murió Hitler. También resulta increíble que no se haya convertido el Valle de los Caídos en archivo de los crímenes de la época franquista.

Ingo Niebel es historiador y periodista. Es colaborador del diario Junge Welt y corresponsal en Berlín del diario vasco Gara.

Traducción para www.sinpermiso.info: Daniel Escribano

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terça-feira, 17 de abril de 2012

O "REI" DA ESPANHA E OS ELEFANTES

Rei da Espanha e seu elefante morto.


Após cair, fraturar o quadril e precisar ser operado, o rei espanhol Juan Carlos I agora se tornou alvo da ira de ambientalistas espanhóis, que ficaram revoltados ao saber que ele sofreu o acidente quando participava de uma caça a elefantes em Botsuana. Apesar da prática ser legalizada no país, Juan Carlos é presidente de honra da World Wide Found (WWF, uma organização que luta pela preservação da natureza) na Espanha.

Além do controverso hobby, o rei recebe críticas na Espanha por ter viajado para uma viagem excêntrica no meio de uma forte crise econômica que atinge o país.

Uma página feita para recolher assinaturas e pedir sua saída do cargo simbólico já está no ar. Segundo o texto, a prática da caça é "incompatível" com o trabalho e a missão da WWF. A página mostra ainda uma foto do rei ao lado de um elefante morto, com uma arma na mão, no que se supõe ter sido um animal abatido por ele.

Juan Carlos I é presidente de hona da WWF Espanha desde que a ONG foi criada em 1968, ainda sob o nome de Associação de Defesa da Natureza, sete anos após a criação da organização internacional.

A ONG atua em diversas frentes pela proteção e defesa do meio ambiente, inclusive em programas pelos elefantes da África e da Ásia.

"A WWF reitera seu compromisso com a preservação de elefantes, o que tem feito há 50 anos, lutando contra a caça ilegal, o tráfico ilegal de marfim e a destruição de habitats, não apenas em países como Botsuana onde a população de elefantes agora alcançou o número de 130 mil e onde a caça é regulada, como em outras nações da África e da Ásia onde as populações estão ameaçadas", afirmou a organização em um comunicado.

Fonte da imagem acima e acesso ao abaixo-assinado AQUI.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

LO QUE HAY QUE DECIR

Fonte da Imagem AQUI.

Günter Grass *

Por qué guardo silencio, demasiado tiempo,

sobre lo que es manifiesto y se utilizaba

en juegos de guerra a cuyo final, supervivientes,

solo acabamos como notas a pie de página.

Es el supuesto derecho a un ataque preventivo

el que podría exterminar al pueblo iraní,

subyugado y conducido al júbilo organizado

por un fanfarrón,

porque en su jurisdicción se sospecha

la fabricación de una bomba atómica.

Pero ¿por qué me prohíbo nombrar

a ese otro país en el que

desde hace años —aunque mantenido en secreto—

se dispone de un creciente potencial nuclear,

fuera de control, ya que

es inaccesible a toda inspección?

El silencio general sobre ese hecho,

al que se ha sometido mi propio silencio,

lo siento como gravosa mentira

y coacción que amenaza castigar

en cuanto no se respeta;

“antisemitismo” se llama la condena.

Ahora, sin embargo, porque mi país,

alcanzado y llamado a capítulo una y otra vez

por crímenes muy propios

sin parangón alguno,

de nuevo y de forma rutinaria, aunque

enseguida calificada de reparación,

va a entregar a Israel otro submarino cuya especialidad

es dirigir ojivas aniquiladoras

hacia donde no se ha probado

la existencia de una sola bomba,

aunque se quiera aportar como prueba el temor...

digo lo que hay que decir.

¿Por qué he callado hasta ahora?

Porque creía que mi origen,

marcado por un estigma imborrable,

me prohibía atribuir ese hecho, como evidente,

al país de Israel, al que estoy unido

y quiero seguir estándolo.

¿Por qué solo ahora lo digo,

envejecido y con mi última tinta:

Israel, potencia nuclear, pone en peligro

una paz mundial ya de por sí quebradiza?

Porque hay que decir

lo que mañana podría ser demasiado tarde,

y porque —suficientemente incriminados como alemanes—

podríamos ser cómplices de un crimen

que es previsible, por lo que nuestra parte de culpa

no podría extinguirse

con ninguna de las excusas habituales.

Lo admito: no sigo callando

porque estoy harto

de la hipocresía de Occidente; cabe esperar además

que muchos se liberen del silencio, exijan

al causante de ese peligro visible que renuncie

al uso de la fuerza e insistan también

en que los gobiernos de ambos países permitan

el control permanente y sin trabas

por una instancia internacional

del potencial nuclear israelí

y de las instalaciones nucleares iraníes.

Solo así podremos ayudar a todos, israelíes y palestinos,

más aún, a todos los seres humanos que en esa región

ocupada por la demencia

viven enemistados codo con codo,

odiándose mutuamente,

y en definitiva también ayudarnos.

Traducción de Miguel Sáenz. El texto original en alemán se publica hoy en el diario Süddeutsche Zeitung.

*  Günter Grass (também grafado Günter Graß); Danzig, 16 de outubro de 1927) é um intelectual, romancista, dramaturgo, poeta e artista plástico alemão. Nascido em Danzig, posteriormente Gdansk, na Polônia, sua obra alternou a atividade literária com a escultura, enquanto participava de forma ativa da vida pública de seu país. Recebeu o Nobel de Literatura de 1999. Também é reconhecido como um dos principais representantes do teatro do absurdo da Alemanha. (Wikipedia)

domingo, 15 de abril de 2012

Censura e Poder no Império das Letras

Fonte da Imagem AQUI.
Um dia a Revista de História da Biblioteca Nacional poderá publicar uma reportagem intitulada "Censura e poder no império das letras", contando o que lá aconteceu nos primeiros meses de 2012.

No dia 24 de janeiro, o jornalista Celso de Castro Barbosa publicou no site da Revista de História uma resenha do livro "A Privataria Tucana". Durante nove dias o texto esteve no ar, até que foi condenado publicamente pelo presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra. Daí em diante deu-se uma sucessão de desastres. A resenha foi expurgada, quando a boa norma recomendava que fosse contraditada por outros textos. A Sociedade dos Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin) informou que o texto não passara pelos procedimentos burocráticos da redação. Falso. Em seguida, a colaboração regular de Barbosa foi dispensada pelo editor da revista, professor Luciano Figueiredo.

No dia 29 de fevereiro o jornalista enviou uma carta a oito membros do Conselho Editorial da revista contando seu caso: "Gostar de um livro, senhoras e senhores conselheiros, não é crime". Nenhum deles respondeu e até hoje o Conselho nada disse sobre o expurgo do texto. Nem a Sabin.

Enquanto essa panela fervia, a Sabin demitiu o professor Figueiredo. Um caso nada tinha a ver com o outro, pois as razões da dispensa eram administrativas. Diversos conselheiros, insatisfeitos com a demissão, ameaçaram renunciar. A briga tinha cacique demais e índios de menos, até que a redação, que faz a revista, resolveu falar. Ela enviou uma carta aos conselheiros informando que "um incômodo tem nos acompanhado: o discurso público dos senhores em solidariedade ao ex-editor, na tentativa de fazê-lo retornar à revista". Queixaram-se de sua gestão e mais: "A RHBN precisa de um editor que não ordene à equipe trabalhos extra-RHBN, sem remuneração".

No dia 1, Celso de Castro Barbosa enviou nova carta aos mesmos oito conselheiros da revista, com a mais justa das queixas: "Procurei mantê-los informados, mas o que se seguiu foi seu silêncio estridente. (...) Francamente, com amigos como vocês, a Biblioteca Nacional não precisa de inimigos".

Resposta, nem pensar.

Elio Gaspari