quinta-feira, 19 de maio de 2011

Sacola plástica terá veto na UE



A União Europeia pode proibir o uso de sacolas plásticas em lojas ou taxá-las para combater a poluição. 

Segundo a UE, em 2008, a Europa produziu 3,4 milhões de toneladas (t) de sacolas plásticas, o equivalente ao peso de 2 milhões de carros.

As sacolas, geralmente, acabam no mar e demoram centenas de anos para se decompor.

Cerca de 250 bilhões de pedaços de plástico, com peso total de 500 t, sujam o Mediterrâneo, ameaçando a vida marinha, já que os animais podem sufocar ao comer o plástico, confundido com comida.

Alguns estados da UE já proíbem o uso de sacolas plásticas em lojas e obrigam o consumidor a pagar por elas.

CP

quarta-feira, 18 de maio de 2011

CÓDIGO FLORESTAL: Inês é morta?

Red Wood Cutting (Vladimir Kush)

Na política tudo pode mudar rápido, para o “bem” e para o “mal”. A aprovação do Substitutivo Aldo Rebelo que parecia quase certa no início da semana poderá tomar novos rumos. De um lado estão os ruralistas, com sua clareza de propósitos e sua força política, pressionando e negociando para garantir a aprovação do texto sem as medidas atenuantes que o governo vem tentando negociar até agora. Com eles estão a quase totalidade do PSDB, PMDB, DEM, PPS, além de muitos deputados do próprio PT.

De outro lado estão ambientalistas, organizações e movimentos sociais, cientistas, jornalistas e, a cada momento, um número maior de pessoas que tomam consciência dos riscos que temos de ver aprovada uma legislação que só beneficia os ruralistas, leia-se agronegócio, e traz um inestimável prejuízo à biodiversidade e a toda sociedade.

No embate entre estes dois lados, quem poderá fazer diferença é o governo. É, portanto, sobre ele que precisamos voltar nossas energias para pressionar por uma postura mais clara e firme sobre as mudanças no Código Florestal; e cobrar politicamente pelos resultados que teremos na próxima semana no plenário do Congresso Nacional.

Esta nota pretende reunir elementos que se somam a tudo que está sendo produzido e mobilizado de energia social para que não impere o interesse pragmático e míope dos ruralistas sobre a obrigação do Estado de proteger o meio ambiente.

A TARDIA E AINDA INCERTA POSTURA DO GOVERNO

Como tem sido possível que um projeto tão controverso e avesso às recomendações da ciência se mantenha na mesa de negociação, já as vésperas da votação, como a única “solução da lavoura”?

Os fatos têm mostrado que isto se deve, em grande parte, ao baixo comprometimento do governo com a mudança dos rumos do debate e com a construção política de uma alternativa ao Substitutivo de Aldo Rebelo.

Propostas menos permissivas e mais coerentes com o objetivo de conciliar produção de alimentos com proteção ambiental tiveram várias: ampliar o prazo limite do decreto que obriga a averbação da Reserva Legal (RL); separar o joio do trigo, perdoando somente aqueles agricultores prejudicados pelas mudanças no limite de proteção exigido; construir uma melhor articulação das medidas de comando e controle com medidas de incentivo e estímulo para a recuperação de áreas ilegalmente desmatadas; ampliar estímulos para recuperação das áreas legalmente em uso, mas que estão em estado avançado de degradação; ampliar os investimentos em pesquisa e os estímulos à adoção de tecnologias que ampliam produtividade em áreas regularmente ocupadas, em especial na pecuária cujos efeitos seriam de curto prazo.

Mas não tiveram força política suficiente para ganharem concretude no debate. Não é demais dizer que todas as saídas, quer seja na linha de ganhar mais tempo para o debate ou colocar uma contraproposta na mesa de discussão, dependiam de uma atitude do governo, já que estamos falando fundamentalmente de políticas públicas capazes de orientar e viabilizar as saídas para o impasse do descumprimento da legislação ambiental.

Enfim, o governo é quem poderia ter feito a diferença no debate sobre o Código Florestal, a exemplo da diferença que fez na votação de matérias do seu real interesse, como a votação do valor do salário mínimo para 2011 ou do Pré-sal; para ficar com os exemplos mais marcantes da capacidade do atual governo de “enquadrar” sua base de apoio no Congresso.

No caso do Código Florestal, estivemos, até uma semana atrás, muito longe de sentir alguma presença do governo no debate. Ao contrário, sua ausência foi anunciada pelo próprio Partido dos Trabalhadores (PT). Há três semanas, o líder do PT na Câmara disse publicamente que o partido não votaria a matéria enquanto o governo não se posicionasse. O governo, por sua vez, tentando dar resposta publicamente à “chamada” do partido anunciou que em duas semanas apresentaria uma nova proposta, distinta.

Esta proposta nada mais foi do que um anteprojeto de lei que havia sido elaborado, ao que temos notícia pelo menos há seis meses pelos técnicos do Ministério do Meio Ambiente, e que não desfrutou de muita atenção, tanto pela Ministra quanto, e muito menos, pela Casa Civil. Isto, sem falar na apatia do Ministério do Desenvolvimento Agrário no debate, ou da defesa ostensiva do Substitutivo pelo Ministério da Agricultura. Em síntese, o governo esteve muito distante de se empenhar politicamente para construir outra saída para o Código Florestal.

Tanto é assim, que mesmo depois de publicamente assumir que apresentaria outra proposta – a sua proposta de governo – o que vimos na sequência foi uma negociação de emendas pontuais que tentaram reduzir o tamanho do prejuízo, ao meio ambiente, mas não alteraram a essência do Substitutivo.
Esta postura, é verdade, se alterou nestes últimos dias, a ponto, inclusive, de jogar para próxima semana, em um cenário ainda incerto, a votação do Substitutivo Aldo.

Agora, ainda que tardiamente, o rumo que tomará este debate dependerá, em grande medida, de postura menos incerta, mais firme e coesa do governo. Saberemos nesta semana até que ponto este assumirá, tacitamente, a saída dada pelos ruralistas para o impasse do passivo ambiental que se acumula há décadas, ou será capaz de alterar a essência da proposta Aldo Rebelo.

SUBSTITUTIVO ALDO REBELO: A "SOLUÇÃO DA LAVOURA" DO AGRONEGÓCIO 

É evidente que o Substitutivo Aldo é o projeto de “um lado”, o lado que os ruralistas defendem. Mas ainda é necessário, no esforço da desconstrução política deste projeto, entender e atacar os pilares que o fazem, em conjunto, a solução da sua lavoura. Vamos a eles:

1 - Consolidar ao máximo possível as áreas já desmatadas de APP e RL como áreas de uso agrícola, reduzindo ao mínimo possível a necessidade de recomposição e compensação.

Este é um ponto nevrálgico para os ruralistas e que tem gerado mais tensões nas negociações de alteração do relatório de Aldo com o governo. O que estamos vendo é uma disputa “hectare a hectare” das áreas ocupadas de RL e APP que precisaram ser efetivamente recuperadas. É por isto, também, que a isenção da recuperação da Reserva Legal pelos pequenos proprietários e agricultores familiares é um ponto de interesse estratégico para o agronegócio. Com isto, ampliam para os médios e grandes produtores o benefício de recuperar somente o que exceder a 4 módulos fiscais.

2 – Perdoar todas as multas sem condicionalidades adicionais. 

O último texto apresentado por Aldo Rebelo, assim como o anterior, prevê (no seu Artigo 30) o fim das autuações e suspensão das multas decorrentes de infrações cometidas antes de 22 de julho de 2008 relativas à supressão irregular de vegetação em áreas de RL, APP e áreas de uso restrito (leia-se planície pantaneira). A adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) e ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) são exigências para a regularização ambiental. Mas traz de bandeja o perdão das multas já havidas.

Hoje, o sistema de multas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) registra um montante de R$ 5,4 bilhões, em sua maioria, multas por corte e destruição de florestas e demais formas de vegetações consideradas de Preservação Permanente e Reserva Legal. Os estados de Mato Grosso e Pará concentram nada menos do que 72% destas multas, das quais R$ 2,25 bi estão no Mato Grosso. Vale lembrar que este montante representa somente uma parcela das multas hoje havidas, uma vez que os órgãos ambientais estaduais integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente (Sisnama) reúnem em seus sistemas próprios registros que devem, possivelmente, ser superiores aos do Ibama. Enfim, não por acaso, este é um ponto que pega diretamente no bolso do agronegócio, que detêm a grande maioria das multas, e cuja expectativa de perdão agrega um amplo leque de apoio dentro de vários partidos e setores sociais.

Sobre este ponto não vimos, até agora, nenhuma manifestação do governo.

3 – Joga a conta da recuperação do que sobrar de passivo no colo de toda sociedade. 

Liberadas como “áreas rurais consolidadas” as áreas de RL ilegalmente desmatas e o máximo de áreas de APP que sua força política permitir, restará o problema de como recuperação ou compensar aquelas áreas que estão irregularmente ocupadas. Quer dizer, aquilo que não conseguirem liberar de APP para consolidação, mais as áreas desmatadas depois de julho de 2008, terão que ser recompostas ou compensadas.

E isto não poderia ser feito, sob a lógica dos interesses dos ruralistas, sem fortes incentivos e estímulos. Para isto foi construído na proposta todo um capítulo que vincula o processo de regularização ao pagamento por serviços ambientais, inclusive via mecanismos de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação – REDD.

Para não ficar somente aí, a nova proposta apresentada por Aldo Rebelo trouxe como novidade no seu Artigo 50, o direito adquirido a inúmeras facilidades tributárias e creditícias para a produção.

“Art. 50. O proprietário ou possuidor de imóvel rural inscrito no CAR e regularizado, ou em processo de regularização, terá direito aos seguintes benefícios:

I – obtenção de crédito agrícola, em todas as modalidades, com juros menores e limites maiores que os demais, segundo a regulamentação específica;

II – contratação de seguro agrícola em condições melhores que a dos demais imóveis, segundo regulamentação específica;

III – participação em condições favorecidas nas políticas públicas de apoio à comercialização de produção agrícola;

IV - isenção no imposto territorial rural sobre as áreas protegidas, conservadas ou em recuperação;

V - dedução da base de cálculo de imposto de renda os gastos efetuados com a recomposição das Áreas de Preservação Permanente ou de Reserva Legal, ou com manutenção de área de servidão ambiental, nos limites e condições estipuladas no regulamento desta lei.”

Em síntese, além de legislar em causa própria no tema da proteção ambiental, querem contrabandear no Substitutivo facilidades que dizem respeito à forma como o Estado estimula e incentiva a produção agrícola, que evidentemente independem e exorbitam o tema da proteção. É como se estivessem dizendo: para protegermos o que sobrar de meio ambiente em nossas propriedades queremos, além de pagamento por serviços ambientais, mais subsídios para a produção.

O PODER DOS RURALISTA NO CONGRESSO JUNTO AOS GOVERNOS

Esta é uma questão que todos sabemos tem sido decisiva para empurrar goela abaixo da sociedade o projeto de alteração do Código Florestal que interessa aos ruralistas.

Tem prevalecido a clareza de interesses e propósitos da bancada ruralista e sua “capacidade” de pressionar, negociar, exigir que se vote o que querem e como querem.

Ademais, se mostrou válida a tática oportunista de ampliar a base social de apoio às suas propostas, por meio da “cooptação” de parcela das organizações dos trabalhadores e pequenos produtores rurais, cuja principal medida foi a isenção da manutenção da Reserva Legal pela pequena propriedade. Mas esta aglutinação de forças só se mostrou viável, reforçamos, porque o governo entrou muito tardiamente no debate.

Do lado da relação que estabelecem com os governos de plantão, a sintonia de interesses vem de longa data. O exemplo mais marcante é o tratamento dado às dívidas agrícolas. Por repetidos anos, continuados nos mandatos do governo Lula, foram concedidos aos ruralistas, quase que anualmente, perdões e renegociações de suas dívidas. Desde 1995 até 2008 foram nada menos do que 15 leis e 130 atos do Conselho Monetário Nacional instituindo oportunidades de repactuação de dívidas rurais.

Para ficar com um exemplo, segundo estimativas do Ministério da Fazenda, somente os contratos firmados até meados de 2006 registravam em agosto de 2008 um saldo devedor de R$ 87,8 bilhões segundo estimativas do Ministério da Fazenda. A Medida Provisória n°432 de maio de 2008 tratou de efetuar uma redução deste saldo no valor de R$ 75 bilhões (dos quais R$ 69 bilhões em benefício de grandes produtores). Enfim, são bilhões recorrentemente tirados do bolso do contribuinte para o perdão de dívidas dos produtores rurais que poderiam ter tido, no mínimo como contrapartida, a regularização do passivo ambiental. Era isto, aliás, que sempre defendeu o PT. Mas nenhuma tentativa de condicionar este perdão ao cumprimento de legislação trabalhista ou ambiental vingou, por pressão dos ruralistas, mas também por uma opção dos sucessivos governos de fortalecer a pujança do agronegócio.

Enfim, os ruralistas sabem o que querem e como já assumiram publicamente em evento recente de lançamento da Frente Agropecuária no Congresso Nacional: “Temos força e objetivos”. Depois do Código Florestal seus próximos desafios também já foram anunciados: “combater o que considera ‘farra’ de criação de unidades de conservação e áreas indígenas”.

Alessandra Cardoso, Edélcio Vigna e Ricardo Verdum - Assessores políticos do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc)

terça-feira, 17 de maio de 2011

Osama y Al Qaeda: el largo camino a Abbottabad

Obra de Vladimir Kush

Shaukat Qadir · · · · ·
Sin Permiso

   Al Qaeda tuvo su nacimiento a finales de 1982 (y no 1988/89, como se establece usualmente, dado que fue en 1989 cuando adquirió realmente los rasgos militantes por los cuales se hizo célebre) en Kuwait, lugar natal del padre de Osama Bin Laden (su fundador; OBL) aparentemente como organización caritativa para prestar ayuda a los musulmanes de todo el mundo. Sin embargo, muy pronto OBL se dio cuenta de que la forma de 'ayudar' a los musulmanes oprimidos consistía en armarlos para que se rebelaran contra el opresor. Puesto que 1979 fue testigo de la invasión de Afganistán y OBL se convirtió en una fuente que canalizaba armas destinadas a los luchadores por la libertad afganos, Al Qaeda comenzó de pronto a recibir una financiación masiva de todo el mundo árabe. OBL se adentró enseguida en el campo del tráfico ilegal de armas.    
 
  Muchos norteamericanos han acusado a la CIA de entrenar a Osama. En mi opinión, no puede darse crédito a esa acusación. No obstante, pocas dudas hay de que recibió aliento, apoyo, fondos e incluso armas para los luchadores afganos por la libertad y de que fue colaborador de la CIA durante varios años. 

  OBL también colaboró activamente proporcionando datos de inteligencia cruciales obtenidos de personal de Al Qaeda en Kuwait, durante la operación  'Tormenta del Desierto'. Sin embargo, la continuación de la presencia norteamericana en Arabia Saudí tras la 'Tormenta del Desierto', sumada a la arrogancia norteamericana que demostraba su ignorancia y despreocupación por las costumbres y sensibilidades locales, supuso el inicio del cambio que se operó en él. Empezó a encontrar ofensivos a los norteamericanos y el rey (Abdalá) pasó a ser visto como un lacayo estadounidense.      

  OBL comenzó a gravitar hacia el pequeño grupo de disidentes que mantenían la opinión de que el rey era antiislámico y trataban de volver a la antigua democracia islámica, el Jilafat
[Califato]. Con el tiempo se fue volviendo cada vez más activo y cuando se le planteaba la cuestión, reconocía de buen grado sus actividades. Gracias a sus vinculaciones familiares, no se le encarceló pero sí se le revocó la ciudadanía saudí. 

  Durante este periodo en Sudán fue cuando comenzó a centrarse en los EE. UU. como objeto de su animosidad. Si bien había constancia de sus actividades antinorteamericanas, hay que hacer notar significativamente que se produjo un aumento considerable de las aportaciones a Al Qaeda, entre las que se contaban las de los miembros de la familia real de los Saud.  

Fue también en este periodo cuando OBL comenzó a desarrollar una 'visión del mundo' estratégica. Consideraba a todos los países de mayoría islámica como lacayos norteamericanos y se refería a ellos como kafirs (infieles). Empezó a considerarse un hombre con una misión: el traería la revolución a todos los países musulmanes para devolverlos a un solo califato unido, poniendo simultáneamente de rodillas a ese gigante de todo Mal, los EE. UU.    

  Es importante señalar que para que esa visión estratégica funcionara era esencial poseer un control indiscutido sobre un territorio, preferiblemente un país. Una nación Estado gobernada por la estricta y 'verdadera' ley islámica, que sentara ejemplo para el resto, una infraestructura de mando, control y comunicación a la que pudieran afluir los fondos, en el que el se pudiese proporcionar entrenamiento a los guerreros que fuesen a realizar incursiones e instigar revoluciones en otros países de mayoría musulmana. Iba a convertirse en el Che Guevara musulmán. Pero, ¿cómo?  

  Mientras andaba decidiendo qué país escoger, el destino dio un vuelco y sin más detalles que no son pertinentes para este relato, se encontró en Afganistán: para él, la Tierra Prometida.  
 
 ¿Cómo trabajaba Al Qaeda?
 
  En 1980 OBL se ofreció a sumarse a la lucha por la libertad de Afganistán, pero se trataba de un estadio en el que la lucha afgana todavía era 'pura', sin adulterar por parte de combatientes no afganos, salvo los pastunes de Pakistán. Las aportaciones de Osama en armas y apoyo financiero fueron bienvenidas; él, en cambio, no. Pronto comenzó a darse cuenta de que su persona era demasiado valiosa para desperdiciarla. En algún momento dado, Abu Ayub Al-Iraquí se unió a Al Qaeda. Quedó tan relegado en un segundo plano que pocos conocen su nombre y son conscientes de su aportación, pero fue él quien le dio forma práctica al papel de Al Qaeda en la Visión del Mundo de Osama. 

  La función de Al Qaeda se ha descrito como "decisión centralizada y ejecución descentralizada"; yo lo veo como una multinacional que ha exportado desestabilización con el fin de crear califatos en países de mayoría musulmana por medio de 'franquicias'. Al Qaeda ha reclutado musulmanes de cualquier parte del mundo y envía pequeños grupos de asesores, que pueden variar entre tres personas y una docena, más o menos. Mientras que Osama conservó el título de emir, dirigente, y fue asesorado por un consejo, denominado shuura, el poder de verdad lo ostentaba la dirección del segundo escalón, responsable de la planificación y puesta en práctica. Este segundo escalón ha sido tradicionalmente árabe, compuesto en su mayoría de egipcios, con una excepción conocida, el paquistaní Jalid Sheij Mojamed, al que se atribuyen los atentados del 11-S, pero ¿puede haberlos planeado él solo?  

 El 11-S como ejemplo
 
  Muchos periodistas han escrito acerca de las complicaciones que rodearon estos atentados. Refresquemos un poco la memoria. Diecinueve individuos de diversos países árabes entraron en los EE. UU. en cuatro grupos diferentes. Ninguno de estos grupos era consciente de los demás o de su papel, salvo el coordinador, que también dirigía uno de los grupos, Mojamed Atta. 

  Para que el o los ataques crearan la repercusión que se preveía, sin una reacción a tiempo, era necesario secuestrar cuatro aparatos que despegaran de distintos aeropuertos. Los aviones seleccionados tenían que levantar el vuelo en un intervalo de tiempo total que no superase los 45 minutos, del primero al último, para impedir una respuesta oportuna. Para lograr la destrucción del World Trade Center, el Pentágono, y (acaso) la Casa Blanca , tenían que llevar un cierto mínimo de carga explosiva de combustible, pues de otro modo la explosión habría resultado insuficiente.   

  Jalid, a quien se atribuye el atentado del 11-S, era un ingeniero mecánico con una maestría obtenida en Carolina del Norte. Pudo, desde luego, haber ayudado a que funcionasen los requisitos de la carga explosiva del combustible para los aviones que iban a convertirse en bombas aéreas, pero la dirección del vuelo, hasta dónde podían desviarse de su ruta aérea y durante cuánto tiempo antes de levantar sospechas, el grado de entrenamiento exigido para volar suficiente para los secuestradores, el tipo de armas que podían pasar por las detectores  de los aeropuerto, todo apunta a más de un 'experto'; cada uno con el conocimiento requerido de seguridad de aeropuertos, de programación de vuelos, rutas y patrones aéreos, del tiempo necesario para levantar sospechas o del retraso en despegar las aeronaves para responder a esta amenaza. 

  Había tantos factores que tener en cuenta para que estos atentados tuvieran éxito que es imposible que no lo haya planificado un grupo de al menos tres individuos, quizás más, cuya variedad de conocimientos especializados pudiera crear el plan (casi) perfecto. 

  No se trata sólo de una probabilidad sino de una certeza virtual el que nunca se reunieron ni  dieron la información sabiendo qué uso tendría. Probablemente se les pagó en metálico para que suministraran su parte y su poquito de aquello en lo que eran expertos. Y sí, con su ayuda, Jalid Sheij pudo haber pensado y organizado el plan, aunque mi intuición sigue siendo que ese cerebro tuvo que ser un especialista y una mercancía que pudiera comprarse. Pero Jalid reclama todo el mérito y por lo tanto nunca sabremos la verdad. 

  ¡Pero esto no es exactamente un ejemplo de franquiciado! Para eso tenemos que viajar a Afganistán y Pakistán. Se podrían tomar ejemplos de otros países de mayoría musulmana, pero me ceñiré al terreno que conozco. 

  Afganistán
 
  En 1996, cuando Osama aterrizó en Afganistán, los talibán estaban arruinados y necesitaban además armas. A principio de los años 90, Eric Margolis contaba que un kilo de pasta base [de droga] le reportaba a un agricultor afgano 1.000 dólares. En Karachi valía 50.000, antes de entrar en Nueva York llegaba a 250.000 y sería cortada y vuelta a cortar para venderse en Nueva York a un precio en la calle que oscilaba entre tres y cinco millones. Al Qaeda ya se dedicaba al tráfico ilegal de armas y pasar al contrabando de droga no supuso ningún problema.Pakistán era en aquel entonces un apoyo incondicional y la CIA también estaba dispuesta a cerrar los ojos. Los EE. UU. aún tenían esperanzas puestas en los talibán y UNOCAL [la petrolera tejana que confiaba en utilizar Afganistán como oleoducto], con George H. W. Bush en su junta directiva, seguía invirtiendo en los talibán con la esperanza del petróleo de Asia Central. 

  Y así, Osama ofreció a los talibán el 50 % de los beneficios del contrabando de drogas y armas casi a precio de coste. El Mulá Omar no podía mirarle el diente a un caballo regalado como ése. A cambio, Osama consiguió el país que había ansiado, una base incontestada para las operaciones de Al Qaeda y el país en que un se practicaría un Islam riguroso en letra y espíritu como brillante ejemplo para los países de mayoría musulmana.
  El 11-S lo cambió todo. Enseguida Pakistán dio su apoyo a los EE. UU., la invasión se hizo inminente y en cuanto se produjo los talibán, Osama y Al Qaeda se dieron a la fuga. 

  Podría ser interesante llamar la atención del lector sobre algunos datos menos conocidos. Tras el 11-S, los EE. UU. pidieron a tos talibán la entrega de Osama, y los talibán según se informa, se negaron, pues cuando pidieron a los EE. UU. pruebas concretas de la culpabilidad de Osama, los EE. UU. se las negaron. Los EE. UU. se las negaron porque no existen pruebas concretas de su culpabilidad y nunca existirán. Aunque Osama, en un video distribuido por la televisión de Al Yasira, admitía su responsabilidad en los atentados, pero eso era en un futuro, y el video tampoco fue autentificado jamás, así que nadie está seguro de su culpabilidad. 

  Esa clase de operaciones se ordenan a través de numerosos canales y vericuetos y, si alguno de los secuestradores hubiera sido capturado vivo, ciertamente no habría podido ir más allá del velo de Jalid Sheik, y Jalid nunca ha apuntado con el dedo a Osama. Él se atribuye la responsabilidad exclusiva. La mayoría de lo que saben el FBI y la CIA respecto al funcionamiento de Al Qaeda se conoce por cortesía de Yamal Al Fadl, un sudanés que desertó de Al Qaeda después de malversar 110.000 dólares, según confesó ante un tribunal en los EE. UU. Qué crédito merece su testimonio ha de juzgarlo el lector. 

  Hay algunas partes escogidas del testimonio de Al Fadl que yo creo que son falsas, destinadas a dar la imagen de que él ayudo a los norteamericanos a ensamblar todas las piezas. Creo que mintió en una serie de testimonios concretos relativos a una imagen unificada de lo que era esta organización. Convirtió a Al Qaeda en la nueva mafia o los nuevos comunistas. Les hacía identificables como grupo y por tanto volvía más fácil perseguir judicialmente a cualquier persona vinculada a Al Qaeda por cualquier acto o declaración de Bin Laden.
  De lo que no ha habido prácticamente información es del hecho de que, atendiendo la sugerencia de un funcionario paquistaní, los talibán se avinieron a entregar a Osama a Arabia Saudí, pero el rey se negó a aceptarlo. Los talibán podrían incluso haberse puesto de acuerdo para ponerlo en manos del Tribunal Penal Internacional, pero cuando se informó de dicha opción al insubstancial presidente Bush, el de los 'tiempo de guerra', simplemente dejó correr la acusación. 

  Durante los primeros años, Musharraf siguió jugando a dos barajas, pero los EE. UU. seguían presionando y algo tenía que darles. Periódicamente les lanzaba algún hueso para mantenerlos a raya durante algún tiempo. Uno de esos 'huesos' lanzados a los norteamericanos fue el asesinato de Nek Mojamed en 2004, miembro de la tribu wasir, veterano de la guerra contra los soviéticos, que cobró importancia como líder tribal entre los luchadores por la libertad afganos, combatiendo de nuevo para salvar a su país de otro ejército de ocupación, en este caso su antiguo aliado, los EE. UU. (los lectores interesados en lo que sucedió en Pakistán pueden echarle un vistazo a "Understanding the insurgency in FATA"  en el apartado 'selected articles' de www.shaukatqadir.info).
  Esto resultó ser un desastre y acabó instigando una revuelta en nuestras zonas tribales. Sin embargo, no fue hasta que Musharraf, acosado por otra de las crisis judiciales creadas por él al recusar al presidente del Tribunal Supremo, algo unánimemente rechazado por el Tribunal mismo, creó otra crisis para desviar la atención de la comunidad internacional, el episodio de la Mezquita Roja ('Lal Masjid') en Islamabad en 2007, cuando Osama anunció que "el enemigo número uno de Al Qaeda ya no [eran] los EE. UU., ahora era Pakistán". 

 En aquella época, los luchadores por la libertad afganos habían adoptado el nombre de talibán. Olvidando la opresión sufrida en los últimos años de los talibán, los talibán se convirtieron en el símbolo del David musulmán frente al Goliat norteamericano. Sin embargo, los talibán se habían dividido en numerosas facciones, todas vinculadas en general a Al Qaeda, pero no completamente al servicio de la llamada organización 'madre'. 

 Por consiguiente, sin entrar en detalles respecto a las causas, sólo dos facciones paquistaníes de los talibán, la de Maulana Faslulá en Suat y la de Baitulá Majsud en el sur de Wasiristán, respondieron al llamamiento de Osama, mientras que nadie entre los talibán afganos hizo caso.   

Puesto que Suat no compartía fronteras con Afganistán, el sur de Wasiristán se convirtió en base de las operaciones de Al Qaeda contra Pakistán, aunque Faslulá también recibiera un apoyo considerable, puesto que si la zona bajo control de Al Qaeda podía extenderse hasta los límites de Suat, Islamabad quedaría prácticamente a un tiro de piedra. 

 ¡Y aquí es donde empiezan los ejemplos de 'franquiciado'! 

 Anticipando que los talibán afganos podían no quedarse cruzados de brazos después de ser testigos de cómo sus hermanos afganos se volvían contra ellos por obedecer los mandatos islámicos de Osama, Osama buscaba un lugar en Pakistán desde el cual prepararse para apoderarse del único país musulmán con capacidad nuclear a su alcance, ¡vaya premio al que aspirar! 

 Con mucho cuidado, y bajo la habilidosa guía de Aymán Al Suajiri (con toda probabilidad, Ayub Al Iraquí sigue siendo el cerebro estratégico de la organización, mientras que Suajiri ha asumido el control operativo), se dividieron los papeles entre las dos facciones paquistaníes. A Faslulá, más cercana a Islamabad, le correspondió la tarea de la guerra de guerrillas. A este fin, se envió a Suat un equipo de diez personas, al mando de un jordano conocido sólo como Yabber, y más de mil veteranos tayikos y uzbekos les siguieron como refuerzos. 

 Baitulá formó el campamento base. Este funcionó como cuartel de operaciones, centro de mando, comunicación y control, refugio seguro a través del cual discurrían dineros, armas y explosivos, y zona de entrenamiento para actos terroristas. Se adoctrinaba y traía aquí para su entrenamiento a los voluntarios, habitualmente jóvenes estudiantes de Ias madrasas [escuelas islámicas], muchos de ellos de zonas tan distantes como el sur del Punyab. Se enviaron veinte asesores a Baitulá, pero el nombre del dirigente sigue siendo un misterio, aunque se le describe como un árabe alto y culto con una personalidad descollante.
 Pronto se descubrió que la representación de Al Qaeda en la región de Baitulá era exagerada. Baitulá era un líder astuto, pero le secundaban eficazmente tres secuaces muy capaces: Qari Raiis, Jakiimulá (que más tarde le sucedió), y Wajiid. Muy pronto estos tres se habían dividido la responsabilidad de tres campos de entrenamiento, así como la administración, el adoctrinamiento y también el reclutamiento. El líder de los consejeros de Al Qaeda se marchó unos seis meses después, y dejó tres representantes como asesores para operaciones de gran dificultad. 

 Baitulá era un individuo astuto con fama de ir siempre a lo seguro. Entre los majsud, su tribu, tenía la reputación de ser agente de la CIA. De ello ofrecen los siguientes datos como prueba: a) tenía bastante más efectivo en dólares que nadie, pero esto no resulta concluyente; b) disponía de un equipo de comunicación muy sofisticado (pongamos esto entre interrogaciones); c) durante muchos meses los aviones no tripulados golpeaban sólo a aquellos militantes majsud que operaban contra los EE. UU. en Afganistán y se oponían a la decisión de Baitulá de atacar Pakistán; y los atacados con aviones no tripulados habían recibido invariablemente la visita de Baitulá en misión pacificadora  (estos estúpidos hombres de las tribus no son tan estúpidos, saben hasta de dispositivos de búsqueda). Por último, los ISI [los servicios secretos paquistaníes] habían proporcionado a la CIA en numerosas ocasiones datos precisos de inteligencia utilizables sobre Baitulá, solicitando un ataque que nunca se materializo. Hasta que finalmente, sobrevivió a su utilidad y fue pulverizado, junto a su mujer, por un ingenio no tripulado.  

 Cuando el ejército paquistaní reconquistó Suat a Faslulá, encontraron los diarios de algunos dirigentes talibán, entre ellos un diario de Muslim Jan, portavoz de Faslulá, dirigente de los talibán en Suat. Tuve ocasión de echarle un vistazo a algunos de ellos, incluyendo el diario de alguien que se hacía llamar "Jalid Bin Al Walid", evidentemente un pseudónimo. Si bien la mayoría de los diarios se refieron, como es de esperar, a los sucesos del día a día, hay una parte de cada diario dedicada a manual de entrenamiento. Y esto es lo que los hacía tan interesantes. Los diarios contienen instrucciones detalladas sobre cómo llevar a cabo la guerra de guerrillas urbana y rural. Incluían instrucciones sobre cómo organizar una emboscada, cómo escapar de una en caso de ser posible y cómo combatir en ellas. Daban listas de combatientes para ciertas operaciones dentro de estructuras de mando flexibles. Los diarios incluían análisis de los éxitos y fracasos de operaciones, con notas sobre las bajas habidas e infligidas. Dan cuenta de por qué se cambia a los comandantes, ocasionalmente por su ineficiencia, pero con mayor frecuencia debido a que se ha encontrado al individuo más apropiado para cada tarea. 

Los detalles de cada una de las operaciones y las instrucciones sobre cómo reorganizarse tras un éxito o un fracaso proporcionan una perspectiva fascinante de su entrenamiento y la comprensión de las operaciones de guerrilla. Aparecen atisbos ocasionales de las enseñanzas de Sun Tzu y Che Guevara. Pero a lo que más se parecen los diarios es a los "manuales de entrenamiento" capturados a los rebeldes "contras" que presentó  Nicaragua ante el Tribunal Internacional de Justicia al formalizar su acusación contra los EE. UU. 

  Aunque fascinantes, los diarios no deben causar sorpresa, salvo para preguntarse cómo llegaron a recibir un entrenamiento tan detallado. Las instrucciones restantes contenidas en los diarios de los líderes así como de los "soldados" son desde luego motivo de preocupación. Estas instrucciones son intrincadas en sus detalles sobre cómo fabricar ingenios explosivos, muchos de ellos elaborados con los componentes más inocuos como azúcar, aceite de cocina, aluminio, vaselina, café, carboncillo, sal y hasta ajenuz. En cada uno de los casos, se incluyen otros componentes explosivos y todos los componentes se detallan en miligramos, frecuentemente con diagramas. Se adjuntan también instrucciones sobre el uso de TNT, RDX, y plástico con la proporción de cada componente. 

 Las instrucciones detallan asimismo cómo detonar ingenios explosivos improvisados (IEI, o improvised explosive devices, IED); los métodos van de  espoletas convencionales a otras improvisadas, de sogas empapadas en combustible a relojes de pulsera, despertadores y hasta teléfonos móviles. Las instrucciones incluyen también qué ingenios pueden utilizarse para según qué tipo de IED. En ellos se cuenta cómo se pueden configurar las cargas para maximizar el efecto en una determinada dirección e incluso  instrucciones sobre precauciones biológicas si se produce una exposición prolongada a ciertas substancias químicas, cuándo beber un vaso de leche o un litro de yogur. No hace falta decir que las instrucciones también incluyen detalles sobre la sensibilidad de cada tipo de IED, lo que puede detonarlo prematuramente y su periodo de vida útil. Cubren todo lo necesario con los detalles más minuciosos imaginables, muchos de los cuales me resultaban a mí desconocidos hasta que leí los diarios. 

  Si bien esta información se encuentra disponible en la Red, requiere de especialistas que la comprendan y la sinteticen. A menudo, los diarios precisan de conocimientos de química, física y biología, y una combinación de esos conocimientos se desarrollaría con propósitos específicos: entrenar a gente para que opere tras las líneas enemigas y se arregle con lo que tenga a mano. Esa información podía también haber sido recogida por algún científico a sueldo de una organización como Al Qaeda. Pero hasta un químico necesitaría que le orientasen en la dirección correcta para poder recoger la información pertinente sobre física y biología. Esta información tenía que proceder de una agencia de inteligencia. 

  Materiales semejantes se recuperaron en el sur de Wasiristán, si bien en cantidad bastante menor, puesto que los majsud lograron escapar por la Línea Durand en número bastante mayor. Todos los talibán capturados en ambas zonas cuentan la misma historia: "Los trajeron un puñado de personas de Afganistán (asesores de Al Qaeda), que los fotocopiaron y distribuyeron entre nosotros. Nuestra jornada empezaba con el recitado del Corán y seguía con una sesión de dos horas de entrenamiento en combate y armas. Durante el resto del día estudiábamos estos libros (los manuales de entrenamiento) y los poníamos también en práctica".  

  Estoy seguro de que la CIA ha sido culpable de muchas acciones turbias y yo mismo la he acusado con frecuencia de esas acciones. Sin embargo, en mi considerada opinión, la CIA no distribuiría en ninguna circunstancia esos documentos a una organización terrorista. Hay, sin embargo, mucho antiguo personal de las Black Ops [operaciones encubiertas] de la CIA que anda por ahí en paro dispuestos a dejarse comprar. Y también hay antiguos operativos de Black Ops de la CIA que trabajan para agencias de seguridad privada como Xe. Y Xe se vende al mejor postor. ¡Escojan lo que mejor les parezca! 

  ¿Qué relevancia tiene Al Qaeda hoy día y en el futuro?
 
  Parece, sin embargo, que los acontecimientos de los países árabes nos han superado. Se extiende el fuego, y aunque pueda suprimirse por la fuerza, deja sólo para un respiro. Tal parece que los pueblos árabes reclaman su libertad y su propia forma de gobierno representativo, que podría no ser la democracia anglosajona sino otra que se adapte a su psicología.   

  Con esta tormenta en el horizonte, parece existir una preocupación creciente en Occidente y sobre todo en los EE. UU respecto a que esto dé alas al extremismo islámico. Después de años de acusar a Pakistan de dar albergue a Al Qaeda (hace sólo unos meses, la señora Clinton lanzó otra acusación condenatoria estando de visita en Islamabad), escuchamos ahora que sigue vigente ¡para Yemen, Bahrein e Irak! Solamente en Irak, y esto es algo que debo apuntar, no hubo lugar mientras se mantuvo Sadam como despota suní a que Al Quaeda echara raíces bajo su dominación. No se dio desde luego más que tras la invasión norteamericana.  

  Hay muchos otros temores que se hacen explícitos en relación con la tormenta que se avecina entre las naciones árabes: podría dar pábulo a un conflicto sectario; podría dar nacimiento al extremismo islámico, y por encima de todo, ¿de dónde vendría nuestro petróleo? Todos estos temores tienen algún grado de posibilidad. Es enteramente posible que Irán, contemplando todo esto con ojos ansiosos pudiera aprovechar una oportunidad que desatara luchas sectarias por todo la turbulenta región árabe. Y cualquier turbulencia obstaculizaría el flujo de petróleo, aunque no por mucho tiempo. El petróleo es su única fuente de ingresos.  

 Sin embargo, en mi opinión, si hay miedo de verdad a un golpe islamista, éste queda limitado a Arabia Saudí, razón por la cual el rey Abdalá ha ordenado una intervención inmediata en Bahrein y ruega a Jordania que aplaque las exigencias de reforma de un reino democrático. ¡Arabia Saudí tiene hordas de OBL todavía ocultos!
  En este escenario que está surgiendo, ¿qué relevancia tiene Al Qaeda? Al fin y al cabo, su razón de ser se basaba en dos premisas: que los actuales gobiernos de todos los países islámicos, empezando por los árabes, son opresivos y nada islámicos, además de ser pronorteamericanos. Las revoluciones que barren Arabia y África se basan en las mismas razones, y sea la que fuere la forma de gobierno que surja, desde luego no le abrirá las puertas a Al Qaeda. 

  Nuestros talibán presentes en Pakistán nos harán sudar todavía algunos años y, si (más que cuando) las reformas se abren paso finalmente en la región, podría producirse una revolución reformista también en Pakistán. Me parece que ya aun antes de la eliminación de Osama, Al Qaeda estaba en las últimas debido a fuerzas que se hallaban más allá de su control. Razón de más para que los EE. UU. líen sus bártulos y abandone Afganistán. Su presunción básica de que un retorno de los talibán en Afganistán podría señalar el retorno de Al Qaeda parece haber desaparecido. Hoy se avizoran otros fantasmas y espectros en el horizonte norteamericano. ¡Es hora de salir a cazarlos! 

Shaukat Qadir, general de brigada retirado del ejército de Pakistán, fue presidente del Islamabad Policy Research Institute

Traducción para www.sinpermiso.info: Lucas Antón

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CONSELHOS PARA JOVENS DO MOVIMENTO TRACIONALISTA GAÚCHO - MTG

Foto de Jean Pimentel: Jovem Gaúcho Treinando Tiro de Laço Sem Corcoveio

Uma revista britânica publicou uma lista com 39 itens que todo jovem deve saber para conseguir maior aceitação social e levar uma vida mais "completa", muitas das quais bastante inusitadas, mas que refletem valores da elite rural britânica.

Rupert Uloth, subeditor da revista, disse, em entrevista à BBC, que as recomendações publicadas na Country Life são válidas para os jovens de hoje em dia em todo o mundo.

''Os conselhos têm uma relevância internacional porque as aspirações dos jovens são as mesmas em todo o mundo. Estes conselhos oferecem uma melhor oportunidade de êxito na vida porque os preparam para enfrentar as necessidades do século 21'', disse Uloth.

Confira, a seguir, os 39 passos da revista Country Life:
  1. Poder cozinhar um jantar com três itens
  2. Saber dizer ''você pode me ajudar, por favor'' em outros idiomas além do inglês, como árabe, cantonês, urdu, espanhol e russo
  3. Tocar um instrumento musical, mesmo que seja apenas tambor ou gaita
  4. Montar a cavalo de forma adequada
  5. Ser capaz de dominar os mais recentes artefatos tecnológicos
  6. Conversar sobre cinco obras clássicas da literatura inglesa com autoridade e paixão
  7. Realizar ressuscitação de alguém que parou de respirar
  8. Aprender a cultivar cenouras, identificar cinco árvores nativas e 20 flores e saber fazer um buquê
  9. Manejar uma espingarda, tirar a pele de um coelho, limpar um peixe e depenar um pombo
  10. Consertar um pneu furado de bicicleta e a corrente
  11. Poder dançar uma dança folclórica, uma valsa de Strauss e uma música de Lady Gaga
  12. Saber discernir entre um Sauvignon Blanc e um Chardonnay e saber preparar um mojito ou uma margarita
  13. Escrever um carta de agradecimentos memorável
  14. Reconhecer músicas de Mozart, Elgar e Handel
  15. Montar uma estante e consertar uma tomada
  16. Fazer o nó de uma gravata borboleta e dois diferentes laços de gravata
  17. Conduzir um barco através do Solent (o estreito que separa a Inglaterra da Ilha de Wight)
  18. Saber cortar um pedaço de carne
  19. Saber diferenciar as arquiteturas gótica, barroca e paladiana
  20. Fazer um discurso, entreter uma palestra com um piada ou história e saber cantar pelo menos duas canções de memória
  21. Dirigir um trator, dar marcha-ré em um trailer, trocar o óleo e trocar um pneu
  22. Saber se orientar em pelo menos cinco grandes cidades
  23. Ser anfitrião de uma festa e fazer com que todos os convidados se sintam à vontade
  24. Ser capaz de devolver dez bolas seguidas jogando tênis
  25. Saber fazer fogo e montar uma fogueira
  26. Conhecer três bons truques com cartas
  27. Identificar cinco constelações e saber distinguir a Estrela Polar
  28. Manter a pontuação em uma partida de críquete
  29. Falar com conhecimento de cinco marcos da Grã-Bretanha
  30. Saber abrir e servir uma garrafa de champanha
  31. Passar uma camisa, coser um botão e costurar uma bainha
  32. Entreter crianças pequenas por pelo menos uma hora com truques de mágica e histórias
  33. Saber ler um mapa, montar uma barraca e empacotar uma mochila
  34. Demonstrar familiaridade com ao menos uma obra de da Vinci, Constable, Degas, Turner e Canaletto
  35. Controlar uma conta bancária
  36. Escapar de uma briga em um estádio de futebol
  37. Como se dirigir a um membro da família real
  38. Reclamar de forma eficaz, mas educadamente em um restaurante
  39. Realizar o parto de um cordeiro

domingo, 15 de maio de 2011

PARA JAIR BOLSONARO


Foda-se

Olhe dentro
Olhe dentro da sua mente pequena
Depois olhe mais atentamente
Porque ficamos tão desanimados
Tão enjoados e cansados
De todo ódio que você guarda

Então você diz
Que não é normal ser gay
Eu acho que você é malvado
Você é apenas um racista que
Sequer serve para amarrar meus cadarços
Seu ponto de vista é medieval

Foda-se
Foda-se muito, muito mesmo
Porque odiamos o que você faz
E odiamos toda sua turma
Por favor, não se aproxime

Foda-se
Foda-se muito, muito mesmo
Porque suas palavras não condizem
E está ficando muito tarde
Então por favor, não se aproxime

Você se sente
Você gosta de ter
uma mente pequena?
Você quer ser como seu pai
É aprovação que você quer
Bem, não é assim que vai encontrá-la

Você
Você realmente curte viver uma vida
tão cheia de ódio?
Porque há um buraco onde sua alma deveria estar
Você está perdendo o controle
E é realmente nojento

Foda-se
Foda-se muito, muito mesmo
Porque odiamos o que você faz
E odiamos toda sua turma
Por favor, não se aproxime

Foda-se
Foda-se muito, muito mesmo
Porque suas palavras não conduzem
E está ficando muito tarde
Então por favor, não se aproxime

Vá se foder, vá se foder, vá se foder
Vá se foder, vá se foder, vá se foder
Vá se foder

Você diz você acha que precisamos ir pra guerra
Bem, você já está em uma.
Pois são pessoas como você
Que precisam de uma lição
Ninguém quer sua opinião

Foda-se
Foda-se muito, muito mesmo
Porque suas palavras não condizem
E está ficando muito tarde
Então por favor, não se aproxime

Foda-se
Foda-se muito, muito mesmo
Porque suas palavras não condizem
E está ficando muito tarde
Então por favor, não se aproxime

Vá se foder
Vá se foder
 

Fuck You

Look inside
Look inside your tiny mind
Now look a bit harder
Cause we're so uninspired,
Sso sick and tired
Of all the hatred you harbour.

So you say
It's not OK to be gay
Well I think you're just evil
You're just some racist
Who can't tie my laces
Your point of view is medieval

Fuck you (fuck you)
Fuck you very, very much
Cause we hate what you do
And we hate your whole crew
So please don't stay in touch

Fuck you (fuck you)
Fuck you very, very much
Cause your words don't translate
And it's getting quite late
So please don't stay in touch

Do you get
Do you get a little kick out of
Being small-minded?
You want to be like your father,
His approval you're after
Well that's not how you find it.

Do you,
Do you really enjoy
Living a life that's so hateful?
Cause there's a hole where your soul should be
You're losing control of it
And it's really distasteful

Fuck you (fuck you)
Fuck you very, very much
Cause we hate what you do
And we hate your whole crew
So please don't stay in touch

Fuck you (fuck you)
Fuck you very, very much
Cause your words don't translate
And it's getting quite late
So please don't stay in touch

Fuck you, fuck you, fuck you
Fuck you, fuck you, fuck you
Fuck you

You say you think we need to go to war
Well you're already in one
Cause it's people like you
That need to get slew
No one wants your opinion

Fuck you (fuck you)
Fuck you very, very much
Cause we hate what you do
And we hate your whole crew
So please don't stay in touch

Fuck you (fuck you)
Fuck you very, very much
Cause your words don't translate
And it's getting quite late
So please don't stay in touch

Fuck you
Fuck you
Fuck you

Protesto por Metrô em Higienópolis tem catraca, churrasqueira e varal

Organizado em redes sociais, 'churrasco' atraiu centenas de pessoas.


Avenidas Higienópolis e Angélica enfrentaram bloqueios neste sábado.

Roseane Aguirra Do G1 SP

Protesto em Higienópolis (Foto: Roseane Aguirra/G1 Tiago Queiroz/AE)Protesto em Higienópolis teve varal, churrasqueira e catraca (Foto: Roseane Aguirra/G1 Tiago Queiroz/AE)

Iniciada por volta das 14h na Avenida Higienópolis, a manifestação contra iniciativa de moradores que tentam vetar construção de estação do Metrô no bairro seguiu por volta das 16h30 deste sábado (14) até o cruzamento da Avenida Angélica com a Rua Sergipe, local onde o acesso à rede metroferroviária seria construído. No início da noite, manifestantes seguiam protestando numa das esquinas do bairro, onde um varal com roupas foi pendurado.
Organizada como "churrasco" por meio de redes sociais, a manifestação atraiu centenas de pessoas e bloqueou o tráfego de veículos por onde passou. A polícia acompanhou tudo à distância.
Catraca é queimada em frente ao shopping Higienópolis (Foto: Roseane Aguirra/G1)Manifestante se prepara para colocar fogo em catraca, em frente ao shopping Pátio Higienópolis
(Foto: Roseane Aguirra/G1)
 
Consultor de projetos sociais, Mateus Mendonça acompanhou a movimentação de bicicleta. "O que me motivou foi a falta de argumento para tirar o Metro de Higienópolis. A manifestação já deu certo porque veio mais gente do que se imaginava. Isso é prova de que as redes sociais conseguem organizar uma coisa e fazer isso dar certo", afirmou.
Manifestantes na Av. Angélica (Foto: Roseane Aguirra/G1)Manifestantes na Avenida Angélica (Foto: Roseane Aguirra/G1)

Moro em Jaçanã (Foto: Roseane Aguirra/G1)Júlia Portella e Natali Spogis com homenagem
a Adoniran Barbosa (Foto: Roseane Aguirra/G1)
 
A produtora Júlia Portella e a musicista Natali Spogis tinham um cartaz feito de folha sulfite onde estava escrito "Moro em Jaçanã" em homenagem ao compositor Adoniran Barbosa. "Acho que tem de vir mais gente, porque metrô é uma evolução", afirmou Júlia. Batendo em um tambor, Pedro Brandão puxou refrões acompanhado pela multidão. "O povo de São Paulo não esta de brincadeira", afirmou.

Os manifestantes ocuparam por volta das 14h a Avenida Higienópolis e bloquearam uma das entradas do Shopping Pátio Higienópolis, na região central de São Paulo. Eles levaram para o local uma catraca de ônibus enrolada em jornal e gaze e atearam fogo ao material. A polícia acompanha a manifestação à distância.
"Essas pessoas que foram contra o metrô em Higienópolis, quando fazem uma viagem internacional, ficam muito felizes que encontram uma estação de metrô a cada esquina", afirma Alexandre Calegari, antigo morador do bairro. "É um absurdo isso, é contra a inteligência das pessoas".
A assistente de fotógrafo Andrea Oliveira e a esteticista Mislene Silva se prepararam para a manifestação levando uma bandeira do Brasil. "Nós somos brasileiras e a favor da democracia. Todos têm direito ao metrô, mesmo num bairro nobre".
A maioria dos manifestantes era  formada por jovens. Eles tocaram buzinas e bateram em garrafas vazias de cerveja, pandeiros e tambores.  A arquiteta Stella Rodrigues, moradora na República, levou um cartaz com a mensagem: "Só ando de Metrô em Nova York, Londres e Paris."  Uma outra faixa, maior,  exibe a mensagem "Chega de sufoco". Enquanto isso, a multidão gritava "quem é diferenciado faz barulho".
Shopping Higienópolis (Foto: Roseane Aguirra/G1)Manifestantes se concentraram em frente ao shopping Pátio Higienópolis (Foto: Roseane Aguirra/G1)
 
Polêmica

Apesar da expressão "gente diferenciada" ter sido usada durante todo o protesto pelos manifestantes, a psicóloga Guiomar Ferreira negou na quinta-feira (12) que tenha dito que a construção de uma estação de Metrô em Higienópolis, na Zona Oeste de São Paulo, atrairia "drogados, mendigos, uma gente diferenciada" para a área, um bairro nobre.
O Metrô de São Paulo negou na quarta-feira (11) que a pressão de moradores tenha motivado a mudança na localização da futura Estação Angélica da Linha 6-Laranja. “Essa reavaliação tem caráter exclusivamente técnico, em nada motivada por pressão dos moradores da região de Higienópolis, a favor ou contra a estação”, disse a companhia.

Segundo a assessoria de imprensa do Metrô, ainda não há um endereço definido.
Cartazes na Av. Angélica (Foto: Roseane Aguirra/G1)Manifestantes protestam com cartazes na Av. Angélica (Foto: Roseane Aguirra/G1)
 
"O Metrô está reavaliando a localização da futura Estação Angélica, em razão de estar apenas a 610 metros da futura Estação Higienópolis-Mackenzie e a 1.500 metros da futura Estação PUC-Cardoso de Almeida, visando melhor equilíbrio da linha. No momento, a área técnica do Metrô estuda a melhor localização de uma nova estação que atenda à Faap, Av. Higienópolis e Praça Vilaboim, assim como o Estádio do Pacaembu. A definição da nova localização depende da conclusão de estudos geotécnicos e do melhor posicionamento para implantação da obra, de forma a causar o menor impacto na região", informa o texto.
Mateus Mendonça - manifestação Higienópolis (Foto: Roseane Aguirra/G1)Mateus Mendonça acompanhou de bicicleta
(Foto: Roseane Aguirra/G1)
 
A proximidade da Estação Angélica com outras duas estações da Linha 6-Laranja é um dos motivos alegados pela Associação Defenda Higienópolis, formada por moradores do bairro que não concordam com a implantação da estação na Avenida Angélica, principal via do bairro.
“A má distribuição geográfica é o nosso principal foco. Essa estação ficaria muito perto da Estação Higienópolis-Mackenzie e muito distante da Estação PUC-Cardoso de Almeida”, afirmou o presidente Associação Defenda Higienópolis, Pedro Ivanow.
Ele disse ainda que o movimento no local, com a implantação da estação, traria "inconvenientes" ao bairro. “O que vimos é que nas estações novas há o aumento de ocorrências de furtos e comércio ilegal, que são aspectos negativos para um bairro que tem sua própria cultura, além das obras, que podem trazer transtornos ao trânsito do local e desapropriação de alguns comércio importantes para o local”, disse.
Manifestantes na praça Vilaboim (Foto: Roseane Aguirra/G1)Andrea Oliveira e Mislene Silva na praça Vilaboim
(Foto: Roseane Aguirra/G1)
 
De acordo com o Metrô, a linha 6-Laranja vai ter 13,5 km de extensão e 15 estações. Ela vai ligar a Zona Norte ao Centro, da Estação Brasilândia até a estação São Joaquim e passar por bairros como Liberdade, Bela Vista, Higienópolis, Perdizes, Pompeia, Freguesia do Ó e Vila Brasilândia.
O presidente da Defenda Higienópolis disse que, em setembro de 2010, se reuniu com secretário estadual de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, para informar o incômodo dos moradores com a implantação da estação. Segundo Ivanow, os moradores devem se encontrar na próxima semana com representantes do Metrô para discutir a situação. “Espero uma informação oficial do que vai ser feito”, disse.