DANCINHA

segunda-feira, 20 de junho de 2011

TUDO POR DINHEIRO

Para o jornalista britânico Andrew Jennings, da emissora BBC de Londres e talvez o maior especialista em todo o mundo a respeito dos esquemas de corrupção que rondam a Fifa e o Comitê Olímpico Internacional, "Ricardo Teixeira conseguirá atingir o objetivo de sediar o Mundial no Brasil às custas dos torcedores e amantes de futebol espalhados pelo país. Ele não pensa na nação e, sim, no dinheiro", disse. 

Segundo ele, o brasileiro era o nome já combinado para suceder Blatter na Fifa em 2015, mas isso não ocorrerá por "problemas de ordem interna". "O nome mais cotado agora é o de Michel Platini, presidente da Uefa", cravou.

Já em relação a João Havelange - presidente da Fifa dos anos 70 ao fim da década de 90 -, Jennings assegurou que foi ele quem instaurou o esquema de privatização do esporte, com a negociação de contratos milionários de marketing com a empresa de materiais esportivos alemã Adidas, por exemplo.

E pergunta: "Como não fazem nada para apagar esta mancha? Como Ricardo Teixeira e João Havelange se mantêm no poder e não estão na cadeia?"

A Derrota do Futebol

O jornal Correio do Brasil de ontem traz reportagem assinada por Cimberley Cáspio em que afirma que "depois das revelações bombásticas do jornalista britânico Andrew Jennings, divulgadas em entrevistas e no seu livro ''Jogo Sujo, o Mundo Secreto da Fifa'', não só as Olimpíadas, como a Copa do Mundo, perderam o crédito e o brilho de campeonato".

Prossegue afirmando que "o governo brasileiro insistirá na realização da Copa do Mundo em 2014, por causa do dinheiro que vai entrar no país, por meio de investimentos externos.

Porém, quanto à questão esportiva e festiva, essa deixou de ser, pois o escândalo abalou os pilares daqueles brasileiros que pensavam em torcer pela Seleção Brasileira, acreditando em resultado justo.

O que não dá mais pra acreditar. E muitos empresários deixarão de investir em produtos comemorativos da Copa do Mundo, para não correrem o risco de ver seus produtos encalhados nas prateleiras de suas lojas, devido a resultados suspeitos e comprados, como vem acontecendo nas últimas edições das Copas do Mundo realizadas anteriormente".

CP

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