DANCINHA

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Compra de orgânicos: Ir ao SUPERMERCADO é fazer POLÍTICA

Brotos de Girassol:

Do Blog AGROTÓXICOS , TRANSGÊNICOS E OUTROS CONTAMINANTES

por Samantha Buglione(*)

Um ato político é aquele que visa um fim, e mesmo quando não sabemos disso ou de explicita vontade não estamos preocupados com isso, nosso ato pode ser político. Falar que o supermercado é político é dizer que o mais privado dos atos, o de buscar alimento e garantir necessidades primárias, não se encerra na hora de pagar a conta. A escolha do produto até pode se dar por razões econômicas, busca de qualidade ou, ainda, ideologia. Contudo, ao escolher um produto também se escolhe, querendo ou não, uma forma de produção, um tipo de relação de trabalho, um determinado impacto ambiental. Em suma, comprar algo é trazer para casa, além do produto, a sua cadeia de fabricação e as conseqüências. Ignorar esses fatores é se proteger de duas conseqüências do conhecimento: liberdade e responsabilidade.

Dados de recentes pesquisas demonstraram que produtos orgânicos possuem mais nutrientes que os alimentos da produção linear. Ou seja, não é apenas uma questão de quantidade, mas de qualidade. Pode até ser que a agricultura orgânica não produza tanto quanto a linear, mas alimenta mais.

O artigo Comparação da qualidade nutricional de frutas, hortaliças e grãos orgânicos e convencionais, publicado no Jornal de Medicina Alternativa, relata que produtos orgânicos, em média, contêm 29,3% mais magnésio, 27% mais vitamina C, 21% mais ferro, 26% mais cálcio, 11% mais cobre, 42% mais manganês, 9% mais potássio e 15% menos nitratos. Indo mais além, conforme relatório do Environmental Group, atualmente, ao completar um ano de vida uma criança já recebeu, por conta do consumo de alimentos convencionais, a dosagem máxima aceitável pela Organização Mundial de Saúde de oito pesticidas altamente carcinogênicos para uma vida inteira.

Além das questões nutricionais, alimentos orgânicos e de agricultura familiar contribuem para a empregabilidade no campo. O que evita o êxodo rural, e, por conseqüência, o aumento de favelas em centros urbanos.

Um outro dado importante é que quem produz alimento para o brasileiro não é a produção convencional ou linear ou o agronegócio, mas a agricultura familiar e orgânica. Mais da metade do feijão vem da produção familiar; no caso do arroz, mais de um terço; e, da mandioca, 90%. Essas são algumas informações que demonstram a importância do setor na economia brasileira, um setor responsável por uma média de 10% do produto interno bruto (PIB) nacional, conforme dados da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas.

E, mais, o que realmente alimenta é a produção de grãos, vegetais e hortaliças. A carne de suínos, aves e bovinos não é o alimento mais completo em nutrientes ou que vai estar na mesa de todos os brasileiros. O Brasil é campeão de exportações. E Santa Catarina orgulha-se dos seus números. No entanto, ao exportar a carne produzida por aqui também se exporta a água potável, os milhões de hectares utilizados para alimentar os animais, as florestas queimadas. A única coisa que fica são os resíduos.

A Epagri de SC revela que as fezes dos 5,6 milhões de suínos que existem no Estado produzem 9,7 toneladas de dióxido de carbono por dia. Para 1 kg produzido de carne de suíno ou bovino é gerado o equivalente a 8 kg de excremento. Imagine levar tudo isso para casa ao comprar um inocente pacotinho de presunto para o sanduíche? Não levamos. Desde 2005, no Brasil, há mais bois e vacas que homens e mulheres, 200 milhões de bovinos ocupam um espaço três vezes maior do que toda a área cultivada no País e consomem quatro vezes mais água.

Se for uma questão de aumento da riqueza nacional e de estratégia para matar a fome dos brasileiros, a nossa matemática não está bem certa. Afinal, o agronegócio nem emprega tanta gente assim e os custos ambientais com a poluição de rios, solo, mananciais e emissão de metano são revertidos ou para o preço final do produto ou para o Estado, que terá mais gastos com saúde e políticas para despoluição. Aí, quem paga a conta somos todos nós, querendo ou não, sabendo ou não.

Foi-se o tempo em que comprar mandioquinha, feijão ou ovos era só comprar mandioquinha, feijão ou ovos. Quando se leva ovo para casa, o da produção convencional, se está chancelando, incentivando e financiando um processo que trata animais como coisa; que ignora que sentem dor e que possuem uma forma própria de viver a vida. Além de fazê-los viver de forma confinada e sendo alimentados com uma ração que contêm tantos aditivos que os transformam mais em uma pasta química do que em um ser vivo. Nem o peitinho de frango se salva.

Ir ao supermercado é fazer política. É fazer escolhas. É dizer que tipo de produção de alimentos queremos e que tipo de empregos queremos financiar. O ato de escolher e comprar o que se vai consumir pode ser silencioso, mas é muito poderoso.

(*)Samantha Buglione é Jurista e professora
e-mail: buglione@antigona.org.br

Obrigado Herlon.

Furo no Windows, mais lenha na fogueira da batalha dos gigantes da web


E agora, Microsoft?

Depois de admitir a falha de segurança no Internet Explorer, que possibilitou o ataque aos servidores do Google, uma nova falha detectada no Windows pode trazer mais lenha pra fogueira da batalha entre as gigantes da internet. Resumidamente, um usuário com acesso restrito poderia explorar o furo para adquirir perfil de administrador - o que lhe daria total controle sobre a máquina. Para usuários domésticos, isso nao trará muita dor de cabeça. Já para administradores de TI em grandes empresas, a semana promete ser cheia.

Desde o ano passado, a Microsoft já havia sido alertada sobre o problema - que compromete a segurança de todos os sistemas operacionais da empresa nos últimos 17 anos, do Windows NT 3.1 ao Windows 7. Sob o argumento de que o time de Bill Gates ainda nao conseguiu dar conta do pepino, um membro da equipe de segurança do Google (Tarvis Ormandy) aparece de herói, resolvendo tornar pública a falha, e dizendo ainda saber como 'dar um jeitinho' (basta desabilitar o MS-DOS e/ou rodar alguns comandos). Sei que é um pouco técnico o assunto, mas acredite em mim: a declaraçao de Ormandy é um pouco mais do que um tapa com luva de pelica :- ).

Depois da China e da França, outros personagens estao trazendo uma nova dinâmica à esta novela. Apple, Microsoft e Yahoo!, que nunca foram grandes amigas, se preparam para enfrentar um inimigo em comum. O roteiro já está mais ou menos traçado. Agora nos resta aguardar cenas dos próximos capítulos.

21/01 Marcelo Albagli, para BLUE BUS.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

CORÉIA INCENTIVA A PROCRIAÇÃO DE HUMANOS


Coreia do Sul libera funcionários mais cedo para incentivar procriação

John Sudworth
BBC News, Seul

Os funcionários do ministério da Saúde da Coreia do Sul têm a partir desta quarta-feira uma ordem incomum: ir para casa mais cedo e procriar.

Nesta quarta-feira, às 19 horas, as luzes no prédio do ministério serão apagadas.

O governo quer incentivar seus funcionários a passar mais tempo com as suas famílias e, se possível, aumentá-la.

A Coreia do Sul tem uma das mais baixas taxas de natalidade do mundo, inferior até mesmo à do seu vizinho Japão.

Seguindo o exemplo

Aumentar a taxa de natalidade é uma prioridade do governo sul-coreano, que enfrenta um envelhecimento da população e consequentes redução na força de trabalho e aumento nos gastos com saúde.

O ministro da Saúde, que passou a ser chamado em tom de brincadeira de "ministro do encontro de casais", é o responsável pela tarefa de aumentar a natalidade e visivelmente acredita que os seus funcionários têm que dar o exemplo à população.

Generosos vale-presentes são oferecidos para os funcionários que têm mais de um filho, e a instituição organiza reuniões sociais na esperança que seus burocratas encontrem o amor.

No entanto, críticos apontam que o que é realmente necessário é uma ampla reforma para diminuir o custo de se ter uma criança no país.

Segundo jornais sul-coreanos, outras medidas são avaliadas para incentivar a população a ter filhos. Segundo o Korea Times, a diferença salarial entre homens e mulheres no país precisa ser reduzida para que as mulheres pensem menos em trabalhar e mais em se reproduzir.

De acordo com o diário Chosun Ilbo, as regras de imigração na Coreia do Sul podem ser flexibilizadas para atrair mão-de-obra qualificada para o país.

QUALIDADE DE VIDA EM SÃO PAULO


Indicação do amigo Álvaro Magalhães:

BEM interessante!

Pela televisão tinha visto que o Oded Grajew tava liderando um processo de tomada de consciência em prol da melhoria de vida paulistana. Gente séria e tema importante. Há uma apresentação disponível com resultados e alguma indicação metodológica de recente levantamento. Houve cuidado na eleição dos aspectos a serem avaliados e na composição da amostra.

http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/arquivos/Pesquisa_IRBEM_Ibope_2010.pdf

Em geral, o paulistano está insatisfeito, apesar de que há a percepção que sua vida ou está na mesma ou até melhorou. Em geral, os itens que puxam para cima a satisfação estão ligados à vida privada e ao trabalho. As relações públicas, incluindo a qualidade de relacionamento interpessoal com estranhos, vai de mal a pior. Sair de casa e ir pra rua é o inferno. Isto que o fino trato dos paulistanos é notório.

Pra lá de curioso é que o governo federal (logo depois da(s) igreja(s) ) aparece do lado das soluções e não dos problemas, como está o governo local. No Rio, deve ser a mesma coisa. Não se confia na política, na polícia, e no acesso a muito serviços públicos. Seria isto geral? Aqui no RS, o antigo orgulho com a possibilidades de soluções locais, sem depender do poder central (como o municipalismo, p. ex.) parece ir para o ralo. (E não estou falando dos atuais governantes, não.) Será que nas cidades médias e do interior os resultados seriam semelhantes? Será que a descentralização de 88 foi bom só pro governo federal?

Recomendo a leitura.

Álvaro Magalhães

COMERCIAL DE CERVEJA ARGENTINA



Obrigado Glauco.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

França e Alemanha desaconselham uso do Internet Explorer


França e Alemanha advertem que lacunas de segurança no Internet Explorer permitem introduzir código malicioso no computador. Governos recomendam que navegador da Microsoft não seja usado até a correção da falha.

Após o Departamento de Segurança de Informações Técnicas da Alemanha (BSI) ter emitido, na semana passada, recomendação para não usar o Internet Explorer – o navegador da gigante norte-americana Microsoft – o governo francês publicou recomendação semelhante, nesta segunda-feira (18/01), no site de um centro governamental de especialistas em ataques de internet.

Na Alemanha, o BSI alertou na última sexta-feira que lacunas de segurança no Internet Explorer permitem a hackers introduzir, através de uma página de internet manipulada, um código malicioso num computador com o sistema operacional Windows.

A falha de segurança foi provavelmente aproveitada para os recentes ataques de hackers na China contra a Google e outras empresas, confirmou a Microsoft.

Mozilla Firefox 3 ultrapassa Internet Explorer

O BSI recomendou que o navegador Internet Explorer deixasse de ser usado até que a falha de segurança fosse corrigida. Foram atingidas as versões 6, 7 e 8 do navegador e os sistemas operacionais XP, Vista e Windows 7. Até o momento, os danos ainda estão sob controle e somente poucos consumidores devem ter sido atingidos, disse a Microsoft. A empresa trabalha agora na correção do problema.

Segundo pesquisa da empresa de pesquisa de mercado Fittkau &, no ano passado, o Internet Explorer deixou de ser o navegador mais usado na Alemanha. Ele foi ultrapassado pelo Mozilla Firefox 3, que teve uma parcela de mercado de 45,6%. Após anos à frente da preferência dos usuários alemães, o Internet Explorer da Microsoft deteve somente uma parcela de mercado de 44,4% em 2009.

Neste final de semana, a Google desmentiu o anúncio de blogueiros chineses e da mídia do país de que estaria se retirando da China. A ameaça havia sido feita após ataques maciços contra a empresa, nos quais foram introduzidos programas espiões nos seus computadores da empresa.

DEUTSCHE WELLE

CA/afp/rtr/dpa
Revisão: Alexandre Schossler

Sindicato dos Jornalistas SP protesta contra invasao do auditorio por PMs


"O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Sao Paulo, indignado, lamenta e protesta contra a invasao realizada na noite do último dia 14 por Policiais Militares, durante realizaçao de ato em defesa do III Plano Nacional de Direitos Humanos, que tinha nítida tentativa de intimidar os participantes. A intimidaçao já havia ocorrido por volta do meio dia durante a entrega protocolada de carta à presidência da República no seu escritório de Sao Paulo, na esquina da Avenida Paulista e Rua Augusta. A PM por duas vezes exigiu saber “o nome dos responsáveis” pelo evento – do qual participaram cerca de 30 pessoas e foi totalmente pacífico".

Blue Bus

A INDÚSTRIA FARMACÊUTICA INTERNACIONAL ATACA OUTRA VEZ


No início do atual inverno da Europa o fortíssimo lobby das grandes indústrias farmacêuticas, integrado por políticos, grande mídia e OMS, criou pânico em relação a pandemia da GRIPE SUÍNA. Os governos de vários países integrantes da União Européia, aterrorizados, fizeram enormes encomendas de vacinas às indústrias farmacêuticas. Foi um grande fiasco, pois a maior parte dessas vacinas encalhou, ou seja, não está sendo utilizada. Veja AQUI reportagem da Swissinfo sobre este relevante tema.

Agora, no Haiti, o lobby das grandes indústrias farmacêuticas, apoiado novamente pela OMS e pela grande mídia, espalha o terror através do seguinte lema: O PIOR AINDA ESTÁ POR VIR (Haiti pode ter o mais grave desastre médico da história). Veja AQUI reportagem da BBC questionando esses boatos espalhados no mundo.

São apenas dois exemplos recentes de manipulação.

Como se poderia chamar gente que se aproveita da desgraça alheia para lucrar?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

RACISMO E PRECONCEITO



Obrigado Guilherme.

LIVRO DEDICADO A TODAS AS MULHERES VALENTES QUE QUEREM MUDAR SUA VIDA


Um livro no qual Cinderela se rebela, vira vegetariana, sai do baile só de madrugada e larga o príncipe encantado, e em que sua amiga Branca de Neve usa Prozac para combater a depressão, se tornou um dos maiores sucessos de venda das últimas semanas na Espanha.


El cuento que desmonta todos los cuentos que nos han contado

«Y fueron felices y comieron perdices.»
Éste es el final convencional que siempre nos han contado. Pero... ¿fueron felices de verdad?, ¿y si no les gustan las perdices?, ¿será el príncipe tan perfecto como aparenta en el cuento?, y la princesa, ¿encajará bien en su nueva vida?

Un gran fenómeno antes de su publicación

La cenicienta que no quería comer perdices se ha convertido en un gran boom editorial antes de publicarse. Las autoras escribieron e ilustraron a cuatro manos este cuento que autoeditaron tras conseguir financiación gracias a amigos y conocidos.

El éxito fue tal que el cuento se convirtió en todo un fenómeno en Internet: empezó a circular por e-mail, en foros, en blogs... y las autoras empezaron a dar charlas en institutos y universidades. Se convirtieron en referentes del buen rollo y consiguieron una total identificación con su público.

Conheça AQUI.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Ex-guarda reencontra ex-detentos de Guantánamo


Gavin Lee
Da BBC News

Uma das mensagens mais inusitadas enviadas através do site de relacionamentos Facebook levou a um reencontro extraordinário entre um ex-soldado da base militar americana de Guantánamo e dois ex-prisioneiros.

Os três homens ficaram cara a cara em Londres, oito anos depois de terem se conhecido em lados opostos da famosa prisão.

O encontro aconteceu quando Brandon Neely, hoje um policial no Texas, entrou em contato com Shafiq Rasul e Ruhal Ahmed pelo Facebook.

Durante o reencontro, Brandon disse que os Estados Unidos só conseguirão restaurar sua reputação internacional se o país passar a reconhecer os abusos que acontecem em Guantánamo.

"Para mim, tortura é retirar um homem inocente e prendê-lo em uma cela por dois anos e meio", disse. "Qualquer um que jamais pisou em Guantánamo deveria responder por tortura, inclusive eu mesmo."

Os dois ex-prisioneiros, que moram em Tipton, na região central da Inglaterra, disseram que ficaram profundamente comovidos com a visita, que segundo eles corrobora com as acusações que ambos faziam de maus tratos em Guantánamo.

"Quando pessoas como você saem de lá e basicamente dizem as mesmas coisas que nós vínhamos dizendo, isso ajuda muito as outras pessoas a acreditarem que estamos falando a verdade", disse Shafiq a Brandon, no encontro em Londres.

Já Ruhal Ahmed, de 28 anos, disse: "É preciso muita coragem para dizer 'Eu estava errado'. Muita coragem".

Clima estranho

O ex-soldado viajou do Texas até Londres para apertar as mãos dos ex-prisioneiros, a convite de um documentário da BBC.

As câmeras de televisão deixaram o ambiente de reconciliação ainda mais estranho.

Brandon, que tem 29 anos, estava nervoso quando entrou na sala onde encontraria Ruhal e Shafiq.

"Como vocês estão?", perguntou Brandon ao chegar.

Ruhal e Shafiq começaram a sorrir.

"Você está diferente sem seu quepe", disse Ruhal.

"Vocês estão diferentes sem os seus uniformes de prisioneiros", respondeu Brandon, em referência aos famosos macacões laranjas.

A risada nervosa dos três revela que a tensão começa a se dissipar na sala.

Vergonha

A jornada para esta reconciliação começou há um ano em Huntsville, no Texas, cidade famosa nos Estados Unidos pela prisão onde muitos condenados à pena de morte são executados.

O orgulho de Brandon em servir ao seu país, como fizera seu pai e avô, transformou-se em revolta em 2004, quando o americano deixou o Exército. Ele começou a trabalhar como policial enquanto ainda tentava aceitar a culpa de trabalhar em Guantánamo.

Brandon conta que testemunhou inúmeros abusos e que sente muita vergonha de um incidente no qual se envolveu.

"As notícias sempre tentavam mostrar Guantánamo como esse lugar ótimo", diz ele. "Como se os prisioneiros fossem muito bem tratados. Não eram. Eu basicamente estava colocando pessoas inocentes em celas."

Ele diz que sempre era informado que os prisioneiros chegando ao local em macacões laranjas direto do Afeganistão estavam entre "os piores dos piores".

Depois de conhecer melhor alguns dos detentos que falava inglês, ele passou a ter dúvidas de que todos eram mesmo terroristas fanáticos.

Brandon disse que quando conversou com Ruhal, ele percebeu que tinha muitas coisas em comum com o britânico.

"Não era diferente de estar sentado em um bar conversando com um amigo sobre mulheres ou música", lembra Brandon.

"Ele perguntou uma vez 'você gosta de ouvir Eminem e Dr Dre' e começou a cantar rap, o que foi muito engraçado. E eu pensei: 'como pode alguém estar aqui fazendo as mesmas coisas que eu faço em casa'."

Facebook

Depois de seis meses, Brandon deixou a base americana em Cuba e serviu no Iraque. Foi só depois de deixar as Forças Armadas que suas dúvidas sobre Guantánamo passaram a se cristalizar. Isso levou a uma decisão espontânea de procurar os ex-detentos.

"Eu era novo no Facebook e decidi digitar os nomes para ver se os perfis de ambos apareciam, quando encontrei a página de Shafiq. Eu decidi mandar a ele uma pequena mensagem."

Shafiq conta: "Quando vi, eu não consegui acreditar. Receber uma mensagem de um ex-guarda dizendo que o que aconteceu em Guantánamo era errado foi surpreendente, mais do que qualquer coisa".

Para o espanto de Brandon, Shafiq respondeu e ambos passaram a trocar mensagens. Ao saber das mensagens, a BBC abordou ambos, perguntando se eles estavam dispostos a se encontrar pessoalmente.

Inicialmente, Shafiq ainda sentia receio.

"Algumas pessoas da minha família disseram 'o que você quer encontrando uma pessoa assim, que tratou você daquele jeito, você deveria se afastar dele'. Muitos diziam que se fosse com eles, eles gostariam de bater nele."

Receio

Quando Brandon chegou no aeroporto de Heathrow, ele estava pensativo e lacônico, visivelmente nervoso.

No estúdio da BBC, Shafiq e Ruhal, que é geralmente falante, estavam quietos, esperando diante das câmeras. Ninguém sabia o que esperar, e o ambiente era tenso.

Depois de uma apresentação constrangida, eles passaram a conversar sobre o motivo da visita. Brandon disse que pensou nisso um milhão de vezes. Ele disse que queria expressar seu sentimento de culpa pela detenção e reconheceu que ambos foram injustiçados.

Shafiq e Ruhal foram perguntados sobre os seus motivos de irem ao Afeganistão, que levou a captura de ambos.

Ambos disseram que eram adolescentes e tomaram a decisão espontânea e inocente de viajar de graça junto com um comboio humanitário para depois seguir para o Paquistão, onde acontecia o casamento de um amigo.

Ruhal admite que eles tinham intenções secretas de entrar no Afeganistão, mas que não pretendiam se juntar à Al-Qaeda.

"Ajuda humanitária era só cinco por cento. Nosso motivo principal era ir, visitar e usar drogas."

Eles dizem que foram presos no Afeganistão e vendidos às autoridades americanas.

Brandon disse que acredita na história de ambos, que seria comum entre outros detentos. Um caso típico de lugar errado na hora errada, segundo ele.

Revelação incômoda

Quando todos estavam começando a se dar bem, Brandon fez uma revelação que quase acabou com o clima de reconciliação.

Ele admitiu que no incidente que mais o tormenta, ele bateu com a cabeça de um detento mais velho contra o chão. Brandon diz que se sentiu que estava sendo ameaçado, já que o homem ficava se levantando, contrariando ordens.

Depois de algumas semanas, Brandon descobriu que o detento achava que seria executado toda vez que era colocado de joelhos, e se levantava apenas para tentar salvar a própria vida.

Ruhal ficou sem palavras, visivelmente abalado com a revelação e sem saber se deveria perdoar Brandon ou não.

No fim, ele decidiu perdoar. Perguntado se Brandon deveria ser processado por seus atos, Ruhal pensou e disse: "Ele reconhece que o que fez estava errado, e ele está vivendo com isso e sofrendo com isso. Ele sabe que estava errado. Isso é o que importa."

Depois do encontro, todos disseram ter conseguido ficar com um sentimento de encerramento. O alívio no rosto de todos era evidente.

No final, o que ficou foi o clima amistoso de ambos os lados. Em um novo encontro posterior, um jantar em um restaurante indiano, a mulher de Ruhal ainda brincou com Brandon: "Espero que você leve alguma coisa para casa, além de dor de estômago com essa comida picante".

ATENÇÃO: VEJA O VÍDEO DO REENCONTRO, CLICANDO AQUI.

Justiça gaúcha libera as câmaras de bronzeamento

CÂNCER DE PELE:

O uso das câmaras de bronzeamento voltou a ser liberado. A decisão da Justiça Federal do Rio Grande do Sul suspendeu os efeitos da resolução 56/09 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que proibiu, entre outras medidas, a comercialização e o uso de equipamentos para bronzeamento artificial, com finalidade estética. O pedido foi feito pela Associação Brasileira de Bronzeamento Artificial e suas filiadas.

O juiz federal substituto Jurandi Borges Pinheiro embasou sua decisão com base em despacho do colega dele, juiz federal Altair Antonio Gregório, da 6 Vara Federal. Considerou que o argumento da resolução da Anvisa usa "critérios desconhecidos" para classificar as radiações ultravioletas como cancerígenas e viola o princípio da razoabilidade. "Não informa o tempo de exposição necessário para o desenvolvimento da doença. Da forma como foi redigida a resolução e como se pretende aplicá-la, sem que haja a especificação dos limites de tolerância, é possível imaginar que chegará o dia em que a Anvisa proibirá que se transite sob a luz do sol."

Correio do Povo

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A MERCADORIA ENCALHOU


Europa tenta se livrar da vacina contra gripe A

Vários países europeus, entre eles a Suíça, tentam se livrar do excesso de vacinas contra a gripe A(H1N1), a chamada gripe suína, que não foi tão forte quanto previsto.


Berna comprou 13 milhões de doses. Agora uma parte deverá ser doada ou vendida ao exterior, a outra será mantida em estoque para uma eventual próxima pandemia.

Em meio a uma polêmica sobre sua cara campanha de vacinação contra a gripe suína, a França anunciou na última segunda-feira que cancelaria a compra de 50 milhões das 94 milhões de doses que havia encomendado.

Inicialmente, o país tinha previsto gastar 869 milhões de euros com 94 milhões de doses da vacina, estimando que cada cidadão receberia duas doses. Mas apenas 5 milhões dos 65 milhões de franceses se vacinaram, e as autoridades europeias de saúde disseram que uma dose é suficiente.

Paris seguiu decisões semelhantes tomadas no mês passado pela Suíça, Espanha, Alemanha e Holanda de reavaliar as encomendas de vacinas que haviam feito no início da pandemia.

A Suíça, que tem uma população de 7,7 milhões de habitantes, encomendou 13 milhões de doses de vacina da britânica GlaxoSmithKline (GSK) e da empresa nacional Novartis, no valor de 84 milhões de francos, sem contar os custos de estocagem.

Apenas 3 milhões de doses foram enviadas aos estados. A Secretaria Federal de Saúde (SFS) ainda não sabe quantas foram usadas. Algumas autoridades estaduais falam de índices de vacinação entre 15 e 30% da população (no cantão de Berna, por exemplo, 13 a 15%).

Em dezembro, o governo disse que planejava doar à Organização Mundial da Saúde (OMS) ou vender a outros países cerca de 4,5 milhões de doses excedentes da vacina contra a gripe suína, devido à pouca procura pela população.

"Estão em curso negociações com vistas à venda ou doação de nossos estoques", disse o porta-voz da SFS, Jean-Louis Zurcher, à swissinfo.ch.

Zurcher não revelou quais países estariam interessados e não confirmou se a Suíça, como a França e a Alemanha, negocia com empresas farmacêuticas o cancelamento de pedidos ou a devolução das vacinas excedentes.

"Muito dinheiro foi investido nas vacinas, mas a situação de pandemia poderia ter sido muito pior", acrescentou.

Cancelamentos

A Alemanha também está tentando se livrar dos excedentes e renegociar as encomendas feitas durante a fase inicial da onda de gripe A(H1N1). Na quinta-feira (7/1), Berlim começou a negociar com a GSK um corte de metade das 50 milhões de doses da vacina Pandemrix encomendadas.

A Holanda anunciou em novembro de 2009 que iria vender 19 milhões das 34 milhões de doses encomendadas.

A Espanha tenta devolver vacinas não utilizadas, argumentando que seus contratos com a Novartis (22 milhões de doses), a GSK (14,7 milhões) e a Sanofi-Aventis (400 mil) incluem cláusulas que permitem a devolução de excedentes.

Um porta-voz do Ministério da Saúde britânico disse à agência France Presse, no domingo, que seu país também considera a possibilidade de vender vacina não utilizada.

Mina de ouro

Diante disso, os analistas estão cada vez mais pessimistas quanto à receita dos fabricantes de vacinas e as perspectivas de lucros com a pandemia da gripe A(H1N1), que já era considerada uma mina de ouro do setor.

Analistas do Morgan Stanley disseram que os últimos cortes franceses sublinham a diminuição da demanda por vacinas contra o vírus A(H1N1) e representam um "modesto risco de curto prazo para os resultados" da GSK, Novartis e Sanofi.

"A longo prazo, o excesso de capacidade evidente da produção da vacina conta o H1N1 deve limitar o aumento da receita associada à gripe pandêmica", acrescentaram.

As vendas de vacinas contra o vírus H1N1 tem sido uma bênção para as empresas farmacêuticas. A GSK poderá ser a maior beneficiária, com vendas previstas no valor 3,7 bilhões de francos até o final do primeiro trimestre de 2010, segundo analistas. A Sanofi e a Novartis previram lucros estimados em 1,1 bilhão e 628 milhões de francos, respectivamente.

Os últimos cancelamentos de pedidos na Europa podem reduzir esses números. Mas um porta-voz da Sanofi disse que sua empresa deverá compensar a queda de vendas na França com encomendas de outras partes do mundo.

A Glaxo recusou-se a comentar o eventual impacto comercial das últimas decisões, mas um porta-voz disse que o grupo britânico estava discutindo as encomendas com os governos.

"A Novartis irá avaliar caso a caso os pedidos do governo, no âmbito dos acordos contratuais que consideramos vinculativos", disse Eric Althoff, diretor de relações com a mídia da gigante farmacêutica suíça.

"Fiasco extravagante"

A decisão do governo francês veio depois de fortes críticas de políticos e cientistas. O Partido Socialista, de oposição, descreveu a campanha nacional francesa como um fiasco "extravagante" e exigiu uma investigação parlamentar.

Países-membros do Conselho da Europa avaliam a possibilidade de criar uma comissão de inquérito para analisar a influência das empresas farmacêuticas sobre a campanha global da gripe suína.

A campanha da "falsa pandemia" da gripe, encenada pela Organização Mundial da Saúde e outros institutos em benefício da indústria farmacêutica, foi "um dos maiores escândalos da medicina no século", disse o médico alemão Wolfgang Wodarg, presidente da Comissão de Saúde Assembleia Parlamentar do Conselho da Europa, que apresentou a proposta a ser debatida em 25 de janeiro.

Simon Bradley, swissinfo.ch e agências
(Adaptação: Geraldo Hoffmann)

NOTA DO BLOG: Provavelmente tentarão vender para os países do hemisfério sul no próximo inverno.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Israel anuncia construção de barreira na fronteira com Egito


GAZA (Reuters) - O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aprovou neste domingo planos de construir uma barreira ao longo de parte da fronteira com o Egito e instalar equipamentos avançados de vigilância para impedir a entrada de imigrantes ilegais e militantes.

"Eu tomei a decisão de fechar a fronteira sul de Israel aos terroristas e intrusos. É uma decisão estratégica para assegurar o caráter judaico e democrático de Israel", disse Netanyahu em um comunicado.

Milhares de africanos e outros imigrantes entraram em Israel por meio da fronteira com o Egito nos últimos anos fugindo de conflitos ou em busca de uma vida melhor no Estado judeu.

Netanyahu disse que Israel continuaria recebendo refugiados de zonas de conflitos, mas que "não podemos permitir que dezenas de milhares de trabalhadores ilegais entrem em Israel através da fronteira do sul e inundem nosso país com imigrantes ilegais".

O projeto custará 270 milhões de dólares e levará dois anos para ser concluído.

(Reportagem de Joseph Nasr)

Comentários do Blog: Taí uma coisa que eles sabem fazer bem (construir muros). Não sei como Berlusconi ainda não copiou esse know how.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Garis mostrados na Band dizem não guardar mágoas de Casoy


Os varredores Francisco Gabriel de Lima e José Domingos de Melo não guardam mágoas do jornalista Boris Casoy. A dupla apareceu no "Jornal da Band" de Réveillon e foi ironizada pelo âncora.

Uma semana após ocorrido, os dois disseram à Folha Online que, embora tenham ficado bastante chateados, não nutrem maiores rancores.

Na edição de Réveillon do "Jornal da Band", Casoy proferiu uma "frase infeliz" (suas palavras) em relação aos lixeiros. A gafe foi cometida após o telejornal mostrar imagens dos dois desejando felicidades aos telespectadores da emissora.

Sem saber que o áudio estava sendo transmitido, comentou: "Que merda: dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho". Casoy é conhecido pelo bordão "Isso é uma vergonha".

O Siemaco (Sindicato dos Trabalhadores de Empresa de Prestação de Serviço de Asseio e Conservação e Limpeza Urbana de São Paulo) entrou hoje com três ações judiciais contra o âncora e a Band --duas em benefício da dupla de varredores e outra visando ressarcir "toda a categoria".

O salário dos varredores é de R$ 637.

Mais AQUI.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

VERANEIO NO RS

CAPÃO DA CANOA:

VIVER VERÃO

Paulo Wainberg


Está chegando o verão e com ele o veraneio, como chamamos aqui no Sul.

Não sei se vocês, de outros Estados, sabem, mas temos o mais fantástico litoral do País: de Torres ao Chuí, uma linha reta, sem enseadas, baias, morros, re-entrâncias ou recortes. Nada! Apenas uma linha reta, areia de um lado, o mar do outro.

Torres, aliás, é um equívoco geográfico, contrário às nossas raízes farroupilhas e devia estar em Santa Catarina.

Característica nossa, não gostamos de intermediários.

Nosso veraneio consiste em pisar na areia, entrar no mar, sair do mar e pisar na areia. Nada de vistas deslumbrantes, vegetações verdejantes, montanhas e falésias, prainhas paradisíacas e outras frescuras cultivadas aí para cima.

O mar gaúcho não é verde, não é azul, não é turquesa.

É marrom!

Cor de barro iodado, é excelente para a saúde e para a pele! E nossas ondas são constantes, nem pequenas nem gigantes, não servem para pegar jacaré ou furar onda, coisas de veado. O solo do nosso mar é escorregadio, irregular, rico em buracos. Quem entra nele tem que se garantir.

Não vou falar em inconvenientes como as estradas engarrafadas, balneários hiper-lotados, supermercados abarrotados, falta de produtos, buzinaços de manhã de tarde e de noite, areia fervendo, crianças berrando, ruas esburacadas, tempestades e pele ardendo, porque protetor solar é coisa de fresco e em praia de gaúcho não tem
sombra. Nem nos dias de chuva, quase sempre nos fins-de-semana, provocando o alegre, intermitente, reincidente e recorrente coaxar dos sapos e assustadoras revoadas de mariposas.

Dois ventos predominam, em nosso veraneio: o nordeste – também chamado de nordestão – e o sul, cuja origem é a Antártida.

O nordestão é vento com grife e estilo... estilo vendaval.

Chega levantando areia fina que bate em nosso corpo como milhões de mosquitos a nos pinicar. Quem entra no mar, ao sair rapidamente se transforma no – como chamamos com bom-humor – veranista à milanesa. A propósito, provoca um fenômeno único no universo, fazendo com que o oceano se coloque em posição diagonal à areia: você entra na água bem aqui e quando sai, está a quase um quilômetro para sul. Essa distância é variável, relativa ao tempo que você permanecer dentro da água.

Outra coisa: nosso mar é pra macho! Água gelada, vai congelando seus pés e termina nos cabelos. Se você prefere sofrer tudo de uma vez, mergulhe e erga-se, sabendo que nos próximos quinze minutos sua respiração voltará ao normal: é o tempo que leva para recuperar-se do choque térmico.

Noventa por cento do nosso veraneio é agraciado pelo nordestão que, entre outras coisas, promove uma atividade esportiva praiana, inusitada e exclusiva do Sul: Caça ao guardassol. Guardassol, você sabe, é o antigo guarda-sol, espécie de guarda-chuva de lona, colorida de amarelo, verde, vermelho, cores de verão, enfim, cujo cabo tem uma ponta que você enterra na areia e depois senta embaixo, em pequenas cadeiras de alumínio que não agüentam seu peso e se enterram na areia.

Chega o nordestão e... lá se vai o guardassol, voando alegremente pela orla e você correndo atrás. Ganha quem consegue pegá-lo antes de ele se cravar na perna de alguém ou desmanchar o castelo de areia que, há três horas, você está construindo com seu filho de cinco anos.

O vento sul, por sua vez, é menos espalhafatoso. Se você for para a praia de sobretudo, cachecol e meias de lã, mal perceberá que ele está soprando. É o vento ideal para se comprar milho verde e deixar a água fervente escorrer em suas mãos, para aquecê-las.

Raramente, mas acontece, somos brindados com o vento leste, aquele que vem diretamente do mar para a terra. Aqui no Sul, chamamos o vento leste de ‘vento cultural’, porque quando ele sopra, apreendemos cientificamente como se sentem os camarões cozinhados ao bafo.

E, em todos os veraneios, acontece aquele dia perfeito: nenhum vento, mar tranquilo e transparente, o comentário geral é: “foi um dia de Santa Catarina, de Maceió, de Salvador” e outras bichices. Esse dia perfeito quase sempre acontece no meio da semana, quando quase ninguém está lá para aproveitar. Mas fala-se dele pelo resto do veraneio, pelo resto do ano, até o próximo verão.

Morram de inveja, esta é outra das coisas de gaúcho!

Atenta a essas questões, nossa industria da construção civil, conhecida mundialmente por suas soluções criativas e inéditas, inventou um sistema maravilhoso que nos permite veranear no litoral a uma distância não inferior a quinhentos metros da areia e, na maioria dos casos, jamais ver o mar: os famosos condomínios fechados.

A coisa funciona assim: a construtora adquire uma imensa área de terra (areia), em geral a preço barato porque fica longe do mar, cerca tudo com um muro e, mal começa a primavera, gasta milhares de reais em anúncios na mídia, comunicando que, finalmente agora você tem ao seu dispor o melhor estilo de veranear na praia: longe dela. Oferece terrenos de ponta a ponta, quanto mais longe da praia, mais caro é o
terreno. Você vai lá e compra um.

Enquanto isso a construtora urbaniza o lugar: faz ruas, obras de saneamento, hidráulica, elétrica, salão de festas comunitário, piscina comunitária com águas térmicas, jardins e até lagos e lagoas artificiais onde coloca peixes para você pescar. Sem falar no ginásio de esportes, quadras de tênis, futebol, futebol-sete, se o lago for grande, uma lancha e um professor para você esquiar na água e todos os
demais confortos de um condomínio fechado de Porto Alegre, além de um sistema de segurança quase, repito, quase invulnerável.

Feliz proprietário de um terreno, você agora tem que construir sua casa, obedecendo é claro ao plano-diretor do condomínio que abrange desde a altura do imóvel até o seu estilo.

O que fazemos nós, gaúchos, diante dessa fabulosa novidade? Aderimos, é claro. Construímos as nossas casas que, de modo algum, podem ser inferiores as dos vizinhos, colocamos piscinas térmicas nos nossos terrenos para não precisar usar a comunitária, mobiliamos e equipamos a casa com o que tem de melhor, sobretudo na questão da tecnologia: internet, TV à cabo, plasma ou LSD, linhas telefônicas, enfim,
veraneamos no litoral como se não tivéssemos saído da nossa casa na cidade.

Nossos veraneios costumam começar aí pela metade de janeiro e terminar aí pela metade de fevereiro, depende de quando cai o Carnaval. Somos um povo trabalhador, não costumamos ficar parados nas nossas praias. Vamos para lá nas sextas-feiras de tarde e voltamos de lá nos domingos à noite. Quase todos na mesma hora, ida e volta.

É assim que, na sexta-feira, pelas quatro ou cinco da tarde, entramos no engarrafamento. Chegamos ao nosso condomínio lá pelas nove ou dez da noite. Usufruímos nosso novo estilo de veranear no sábado – manhã, tarde e noite – e no domingo, quando fechamos a casa.

Adoramos o trabalhão que dá para abrir, arrumar e prover a casa na sexta de noite, e o mesmo trabalhão que dá no domingo de noite.

E nem vou contar quando, ao chegarmos, a geladeira estragou, o sistema elétrico pifou ou a empregada contratada para o fim-de-semana não veio.

Temos, aqui no Sul, uma expressão regional que vou revelar ao resto do mundo: Graças a Deus que terminou esta bosta de veraneio!


Obrigado HERLON.

sábado, 2 de janeiro de 2010

Manu Chao - "Desaparecido" & "Rumba De Barcelona" - Baionarena

Ativistas protestam contra as colônias judias em Jerusalém Oriental


Jerusalém, 1 jan (EFE).- Centenas de ativistas, a maioria israelenses, começaram o ano em Jerusalém com um protesto contra as colônias judias na parte oriental da cidade.

A passeata começou na primeira hora da tarde na praça Mashbir e seguiu até o bairro árabe de Sheikh Jarrah, onde nos últimos meses ocorreram diversos confrontos entre colonos judeus e a população local.

Os cerca de 250 manifestantes levavam cartazes que diziam "Sheikh Jarrah é Palestina", "Os Assentamentos são Apartheid" e "Fim ao Apartheid em Jerusalém", segundo contou à Agência Efe a ativista israelense Maya Wind.

Vários grupos da esquerda israelense, como "Rabinos pelos Direitos Humanos", "Comitê Israelense Contra a Demolição de Casas (ICAHD)" e "Anarquistas Contra o Muro (AATW, na sigla em inglês)", realizam semanalmente este protesto há dois meses.

Durante o protesto, os manifestantes ostentavam espelhos para que a Polícia e os colonos "possam ver quem realmente são", explicou Wind.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

MENSAGEM DE BORIS CASOY PARA 2010

Italiano prefere passar Ano Novo na cadeia a ficar com parentes

Berlusconi sai do hospital para passar iniciar 2010 com os parentes:

ROMA (Reuters) - Um siciliano roubou doces e um pacote de goma de mascar para ser preso e passar a véspera de Ano Novo na cadeia em vez de ao lado da esposa e de parentes, informou a imprensa italiana nesta sexta-feira.

O italiano de 35 anos primeiro pediu para ser preso em um posto policial na quinta-feira, mas seu pedido foi recusado porque ele não havia cometido nenhum crime, segundo a agência de notícias Agi.

O homem então foi a uma loja de conveniência, onde ameaçou o dono com um canivete e roubou alguns doces e um pacote de goma de mascar. Ele aguardou até que a polícia chegasse e o prendesse por roubo, relatou a agência de notícias.

(Texto de Deepa Babington)