quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Internet no aísla ni aliena


Carlos Cortés, haciendo referencia a una serie de estudios sobre el tema, retoma la afirmación de Manuel Castells para señalar que Internet incrementa la sociabilidad y la actividad de las personas.

Por Carlos Eduardo Cortés S.*
Desde San José de Costa Rica, para Página/12

La comunicación se reconoce hoy como un tema político central. El modelo de ordenamiento del mundo se basa cada vez más en la arquitectura de las redes y las nuevas tecnologías digitales de información y comunicación (TIC), que van conformando un modelo de sociedad futura.

Con toda razón, redes globales como OURMedia/NUESTROSMedios, se preguntan por las consecuencias de este cambio y se preguntan si las nuevas condiciones que brindan las TIC promueven o dispersan los encuentros y la creación de espacios colectivos de comunicación, comunidad e intereses. Pero, es la gente, no la tecnología, la que da razón y sentido a estos cambios, y es allí donde reside la esperanza. El argentino Daniel Prieto Castillo ha parafraseado un dicho en forma maravillosa: “Dime qué hiciste con las anteriores tecnologías y te diré qué harás con las nuevas”.

Numerosas investigaciones recientes demuestran, como lo ha descripto el investigador español Manuel Castells, que “Internet no aísla ni aliena, sino que incrementa la sociabilidad y la actividad de las personas en todas las dimensiones de la vida”. Sus usuarios más activos y frecuentes, cuando se comparan con los no usuarios, son personas más sociables, tienen más amistades, más intensidad de relaciones familiares, más iniciativa profesional, menos tendencia a la depresión y al aislamiento, más autonomía personal, más riqueza comunicativa y más participación ciudadana y sociopolítica.

Este aspecto de la participación es especialmente significativo. Siete años de investigación sistemática del Proyecto Futuro Digital (Escuela de Comunicación Annenberg, Universidad de California del Sur), suministran claras percepciones de los estadounidenses sobre el valor de Internet como fuente de información y su creciente uso para participar en comunidades en línea.

El 80 por ciento de los usuarios de Internet mayores de 17 años de edad la considera como una fuente importante de información –en 2006 era el 66 por ciento–, superior a la televisión (68), la radio (63), y los periódicos (63).

El estudio encontró un profundo impacto social producido por el aumento de la participación en comunidades en línea, cuya población se duplicó en sólo tres años y tiene una consecuencia muy significativa sobre la participación en causas sociales, así como sobre el desdibujamiento de lo presencial y lo no-presencial: 55 por ciento de los participantes en comunidades en línea afirman que se sienten tan fuertemente vinculados a éstas como a sus comunidades presenciales.

Esta tendencia es confirmada por otras investigaciones globales. El World Internet Project (worldinternetproject.net), un proyecto longitudinal comparado sobre uso de Internet y otras tecnologías digitales en la vida cotidiana de personas de 26 países, encontró en 2008 notables similitudes y diferencias significativas en el modo en que los usuarios usan y confían en la Internet en Norteamérica, Sudamérica, Europa, Asia, Medio Oriente y Oceanía.

Young Adults Revealed, estudio de Synovate (synovate.com), por encargo de Microsoft, entrevistó en 2008 a 12.400 jóvenes entre 18 y 24 años, en 26 países de cuatro continentes. Aunque centrado en estilos de consumo, reveló que “la comunicación mediante redes sociales y mensajería instantánea no es vista por las personas jóvenes como una actividad opcional o de entretenimiento, sino como una parte diaria y necesaria para su existencia”.

Finalmente, una investigación apoyada en una encuesta del Ministerio de Educación de Argentina a 3300 jóvenes confirma que los medios y las nuevas tecnologías configuran nuevas formas de sociabilidad juvenil y que las pantallas no aíslan, sino que son soportes de relaciones.

Los medios se han dispersado en el espacio y en el tiempo; ocupan más lugares y tiempo de consumo en momentos distintos, según la decisión de cada integrante de esta generación que, por primera vez, articula y complementa el uso de teléfono, mensajes de texto y chateo, y diferencia cada medio por su función comunicativa (Roxana Morduchowicz, Coord., Los jóvenes y las pantallas: nuevas formas de sociabilidad, Barcelona: Gedisa, 2008).

Razones de sobra para que los adultos asumamos el tema con mayor seriedad, pues estos mismos cambios están presentes en nuestros hogares, en mayor o menor medida.

* Gerente de Radio Nederland Training Centre - América latina.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Banda Rotfront reflete o "som da emigração"


O disco "Emigrantski Raggamuffin" é o primeiro da banda de formação multiétnica Rotfront, que se formou em Berlim, mas faz um som difícil de ser rotulado tanto geográfica quanto musicalmente.

A banda Rotfront é uma formação multicultural por excelência, criada em Berlim por músicos que se conheceram há cinco anos no contexto da Russendisko, club organizado pelo escritor e promoter cultural Wladimir Kaminer. Por mais que não faça, ele próprio, parte da banda, Kaminer, figura popular na capital alemã, marca sua presença no disco Emigrantski Raggamuffin.

O álbum abre com sua voz citando o trecho de um guia de viagem, que recomenda a cada turista hastear sua bandeira pessoal no alto do Reichstag e conquistar a cidade à sua maneira. Algo que ele próprio, Kaminer, já fez, afinal, sua Russendisko e seus livros conquistaram há muito Berlim, sendo conhecidos praticamente em toda a Alemanha.

Mas no Rotfront não é ele quem dá as ordens, mas Yuriy Gurzhy e Simon Wahorn, os dois únicos membros pertencentes à formação original da banda e que permanecem até hoje. Os outros, lembra Gurzhy, não foram derrubados pela vodka, mas simplesmente seguiram outros rumos.

Ao lado de Kaminer, Gurzhy é a outra metade por trás da noite Russendisko, enquanto Wahorn é o criador da noite HungaroGroovers Soundsystem.

Geograficamente deslocados

O Rotfront se reúne em um pequeno escritório situado no bairro Prenzlauer Berg, em Berlim. De lá, são coordenadas as atividades da banda. A participação de músicos de diversos cantos do mundo é uma constante no som do grupo, que não é fácil de ser rotulado, embora o ska e o reggae se destaquem. Yuriy Gurzhy vem da Ucrânia e Simon Wahorn da Hungria. O restante da banda varia muito e, com isso, também as influências do grupo.

As letras das canções refletem esse caráter multiétnico, já que cada membro traz um pouco de sua própria origem e experiência. Para se comunicar, a língua franca é o alemão. Mas nada é planejado neste coletivo, garante Gurzhy. Pelo contrário, a espontaneidade e a descontração parecem ser os elementos propulsores do Rotfront, que não hesita em intercalar versões reggae do folclore do Leste Europeu com covers de músicas pop alemãs da atualidade.

Emigrar é um estilo de vida

A sociedade multicultural em si não é abordada diretamente na música do grupo, embora as condições em que imigrantes vivem na Alemanha se reflitam nas letras através de temas como saudade de casa ou dores de amor, entre outros. "Vendo por um lado positivo, viemos de países onde não vivemos mais e nos sentimos em casa aqui na Alemanha, ou seja, temos duas pátrias. Em momentos de depressão, a gente pensa que não tem mais casa, pois deixamos nosso país e não chegamos a lugar nenhum", explica Gurzhy.

Para o guitarrista e cantor Simon Wahorn, ser um emigrante voluntário é algo que vai além de simples aventura e curiosidade. Segundo ele, esse é um verdadeiro estilo de vida, que se torna cada vez mais frequente. Para quem duvida, cada CD do Rotfront traz um passaporte no encarte, que concede a quem ouve a cidadania da República Emigrantski.

Autor: Luigi Lauer (rr)
Revisão: Soraia Vilela

DW

Berlusconi volta a referir-se a Obama como "bronzeado"


O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, fingiu ter-se esquecido do nome do Presidente norte-americano, durante um discurso em Milão, pelo que se referiu a Barack Obama como "o bronzeado".

É a segunda vez que o polémico Berlusconi se refere a Obama como "bronzeado". A primeira foi pouco depois das eleições presidenciais norte-americanas, quando o primeiro-ministro italiano disse que o vencedor era "jovem, bonito e bronzeado".

No domingo, Berlusconi, que discursava perante uma multidão, em Milão, repetiu a graça: "Como é que ele se chama, esperem, é um senhor bronzeado".

Mas a brincadeira, desta vez, estendeu-se à primeira dama, Michelle Obama: "Vocês não vão acreditar, mas os dois frequentaram a praia porque a esposa também é bronzeada", afirmou.

VISÃO

COMÉRCIO ELETRÔNICO

CLIQUE NA IMAGEM PARA AMPLIAR:

França condena "graves" ataques às liberdades em Honduras


Paris, 28 set (EFE).- A França criticou hoje os "novos e graves" ataques contra as liberdades públicas em Honduras, previstos no decreto em que o do Governo de fato do país suspende as garantias asseguradas pela Constituição.
O decreto do Governo de Roberto Micheletti contém importantes restrições "às liberdades de circulação, reunião e informação", declarou hoje à imprensa um porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores.
A França também condenou a expulsão da missão da Organização dos Estados Americanos (OEA), "que deveria abrir caminho para um novo esforço de mediação do secretário-geral da OEA (José Miguel Insulza)" com vistas ao fim da crise.
O Governo francês divulgou uma declaração na qual pede às autoridades do Governo de fato de Honduras que respeitem a "inviolabilidade das representações diplomáticas" e condenem os "atos de intimidação" contra a sede da embaixada do Brasil em Tegucigalpa, na qual Miguel Zelaya está há uma semana.
Por todas essas razões, acrescentou o porta-voz, a França acompanha com "grande preocupação" a evolução da situação política no país centro-americano.

Deutsche Welle

Temperatura da Terra pode subir 4ºC em apenas 50 anos

POLLUTION, de Kaleidoscope King:

Um relatório do principal centro de pesquisas sobre mudanças climáticas da Grã-Bretanha alertou nesta segunda-feira para um aumento de 4º C na temperatura do planeta em apenas 50 anos caso as emissões de carbono não sejam reduzidas em breve.

O estudo do Centro Hadley, financiado pelo governo britânico, constitui o alerta mais grave já divulgado sobre o aquecimento global desde que o Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC), órgão científico da ONU, estimou em 2007 que a temperatura do planeta pode subir entre 1,8ºC e 4ºC até o fim deste século.

Utilizando novos dados a partir de análises sobre o ciclo do carbono e de observações atualizadas de emissões de países emergentes, como China e Índia, as conclusões não apenas reforçam a possibilidade do pior cenário do IPCC como reduzem pela metade o tempo disponível para ação.

Segundo o Centro Hadley, em um cenário de altas emissões, o derretimento de neve e gelo no Ártico poderia elevar a absorção de raios solares e elevar a temperatura ártica em até 15,2ºC.

Secas atingiriam severamente o oeste e sul da África, afetando a disponibilidade de água, segurança alimentar e saúde da população.

O estudo diz que “todos os modelos” indicam reduções na precipitação de chuvas também na América Central, no Mediterrâneo e partes da costa australiana. Em outras áreas, o aumento da temperatura em 50 anos poderia ser de 7º C, disse o estudo.

Já o padrão das chuvas seria severamente afetado na Índia – onde o nível de precipitações poderia aumentar 20% ou até mais, piorando o risco de enchentes.

Não bastasse o cenário consideravelmente pior do que os cientistas pensavam, o estudo alerta ainda que, em um cenário de emissões altas, a previsão de aumento de 4º C podem ser “adiantada em 10 anos, ou até 20 anos em casos extremos”.

Entretanto, concedem os cientistas, ainda há tempo de evitar o pior cenário se as emissões de carbono começarem a baixar de nível dentro da próxima década.

Ação

O estudo está sendo apresentado em uma conferência sobre a mudança climática na cidade inglesa de Oxford, e sai a público no mesmo dia em que delegados de 190 países se reúnem em Bangcoc, na Tailândia, para uma nova rodada de negociações antes da reunião da ONU em Copenhague, na qual espera-se um novo acordo de emissões de carbono em substituição ao Protocolo de Kyoto, vigente até 2012.

Líderes mundiais têm reiterado a necessidade de limitar a elevação da temperatura global nas próximas décadas em 2º C. Mas, como aponta o analista de ambiente da BBC Roger Harrabin, a questão tem esbarrado nos recursos que serão necessários para “limpar” a matriz energética global.

Um dos pontos fundamentais, diz o especialista, é que países em desenvolvimento querem ajuda para arcar com os custos de tal empreitada. O premiê britânico, Gordon Brown, tem falado em uma cifra de US$ 100 bilhões para conter o aquecimento global através do combate à pobreza. A União Europeia tem concordado.

No entanto, o presidente americano, Barack Obama, que preside a nação que mais polui em termos per capita, tem encontrado dificuldades para aprovar leis de controle de emissões no Congresso americano, ainda que reafirme a "determinação" dos seu país para agir e assumir suas "responsabilidades" em relação ao aquecimento global.

Na semana passada, a China anunciou que vai redobrar os investimentos em eficiência energética para reduzir as suas emissões de CO2 em uma "margem notável" – porém ainda não precisada – até 2020.

Tanto a China como os EUA repondem por cerca de 20% das emissões de dióxido de carbono provenientes da queima de carvão, gás natural e petróleo. A União Europeia produz 14% do total, seguida por China e Rússia, cada qual com 5%.

BBC

domingo, 27 de setembro de 2009

Hundidos en Honduras


Por Santiago O’Donnell, para Página/12

Seguramente Manuel Zelaya nunca imaginó que un día su país ocuparía un lugar central en la agenda internacional. Honduras ya es no sólo una referencia obligada en las reuniones de la OEA y las cumbres de Unasur. Importantes presidentes se han ocupado del tema esta semana en la Asamblea General de Naciones Unidas, en el Consejo de Seguridad y, aunque no lo hicieron en público, también en la cumbre del G-20. Hasta los presidentes africanos podrían sumar su condena al golpe en la cumbre sur-sur que empezó ayer en la Isla de Margarita.

Pero a pesar de las presiones de la comunidad internacional, que a partir de esta semana incluye la amenaza del uso de fuerza, la dictadura sigue en pie, sin fisuras aparentes y sin ceder ni un ápice en su postura negociadora. La única concesión que está dispuesta a hacer es la misma de siempre: ofrece la renuncia del dictador Micheletti para que sea reemplazado por un títere del régimen hasta que el nuevo presidente electo asuma en enero. A cambio exige nada menos que la legitimación de las elecciones de noviembre para así dar por terminada la crisis. Por suerte la comunidad internacional no compró. Entonces la dictadura juega a estirar la situación para acortar el mandato de Zelaya, el presidente derrocado hace ya tres meses, ante la eventualidad de una improbable restitución.

Aunque la situación política de Honduras en lo sustancial no ha cambiado, o no todavía, hubo dos novedades importantes esta semana que aumentaron de manera significativa la presión sobre el régimen golpista. La primera, claro, es la aparición de Zelaya en la embajada brasileña. La segunda es la intervención del Consejo de Seguridad de Naciones Unidas exigiendo respeto por la integridad territorial de esa sede diplomática.

La versión oficial que difundió Itamaraty dice que Zelaya se apareció en la embajada sin aviso y golpeó la puerta. La realidad es muy distinta. Lo dice el sentido común y lo confirman dos fuentes muy bien informadas, una en Washington y otra en Brasilia. En realidad se trató de una iniciativa brasileña para torcer el rumbo de una situación que se le escapaba de las manos. Zelaya, asegura una de esas fuentes, se mantuvo en contacto permanente con autoridades brasileñas, desde que inició su retorno hasta que llegó a la embajada. Incluso algunas de esas comunicaciones habrían sido interceptadas y no sería extraño que se den a conocer en un futuro no muy lejano.

Tampoco parece probable que la movida brasileña sea una respuesta política a la instalación de bases estadounidenses en Colombia, o el tan mentado relanzamiento de la IV Flota de la Armada norteamericana. Estados Unidos tenía conocimiento previo y había aprobado la movida brasileña, confirman las fuentes. Ambos países han coordinado sus movimientos a lo largo de toda la crisis y esa coordinación se hizo aún más evidente desde la vuelta de Zelaya.

El de Washington fue uno de los primeros gobiernos en reclamar respeto por el santuario diplomático brasileño. Además, la embajada estadounidense fue la primera en mandar víveres cuando los golpistas le cortaron el agua y la luz al refugio del presidente derrocado, informa una fuente hondureña instalada en la embajada brasileña. Además, para no dejar dudas, el canciller brasileño Celso Amorim se apuró en aclarar que Brasil no asumiría un rol de mediador en el conflicto, sino que ese rol quedaba en manos del delegado de Estados Unidos, Oscar Arias, presidente de Costa Rica. También negocian el secretario general de la OEA, José Miguel Insulza; el embajador estadounidense en Tegucigalpa, Hugo Llorens, y últimamente se han sumado a la mesa representantes del Centro Carter, la ONG liderada por el ubicuo ex presidente estadounidense. Todos ellos tienen línea directa con el Departamento de Estado.

La movida de Zelaya es más bien fruto de un acuerdo entre Brasilia y Washington en sintonía con los principales discursos de política exterior pronunciados por Obama desde que llegó a la Casa Blanca. Tanto en la cumbre del G-20 en Londres como en la cumbre de la OTAN en Estrasburgo, el presidente estadounidense dijo que su país ha perdido influencia y ya no puede ser la policía del mundo, por lo que la nueva política de seguridad internacional consiste en forjar alianzas estratégicas con potencias afines en las distintas regiones del mundo.

Pero la alianza estratégica Estados Unidos-Brasil no empezó con Honduras ni tampoco con Obama. Según documentos recientemente desclasificados, ya en la década de los ’70 Kissinger lo instaba a Nixon a apoyar a la dictadura brasileña para que coordinara la lucha antiguerrillera en toda la región. Y fue Lula quien consoló en su tierra a George W. Bush después de la paliza que éste recibiera en la cumbre de Mar del Plata del 2005. Y fue Lula quien dos años más tarde volvió a recibir a Bush para acordar un reparto del incipiente mercado mundial de biocombustibles.

Lo que nadie discute es que Brasil dio un paso importante esta semana para reafirmar su rol de potencia emergente y líder regional. “Esto es Brasil potencia, Brasil interlocutor mundial, Brasil marcando un rol predominante que consolida su esfera de influencia en América latina”, dice admirada la fuente diplomática con sede en Washington.

En realidad, el proyecto de integración regional liderado por Brasil en la última década terminaba en el estrecho de Panamá, ante la evidencia de que México, Centroamérica y el Caribe habían caído irremediablemente bajo la esfera de dominio hegemónico de Estados Unidos. Siendo Estados Unidos el destinatario casi exclusivo de las exportaciones y los flujos migratorios de esos países, y fuente de las remesas y la asistencia crediticia que sostienen a sus economías, era difícil imaginarse cómo países como Honduras podrían sumarse a un bloque regional con pretensiones autonómicas, como el que soñaba Lula. Por eso Brasil privilegió a la Unasur sudamericana como instrumento de integración en desmedro del Grupo Río latinoamericano.

Pero tal como sucedió en los ’80, cuando Brasil integró el Grupo Contadora, ahora vuelve a intervenir en Centroamérica por la sencilla razón de que los acontecimientos que ocurren allí afectan irremediablemente a sus vecinos sudamericanos, por causa de las raíces políticas y culturales compartidas. Algo similar ocurre en el Caribe, donde en la década pasada Brasil aceptó, a pedido de Washington, asumir el mando de la misión militar multilateral que aún interviene en Haití. Brasil no aceptó la misión para extender su influencia sobre el país más pobre de las Américas, sino para evitar el pésimo ejemplo de otra invasión yanqui en la región, aunque sea para pacificar a un país en estado de guerra civil, como era entonces Haití.

La segunda novedad de la semana con respecto a Honduras es consecuencia de la primera: el Consejo de Seguridad de Naciones Unidas tomó el tema a pedido de Lula e intimó a los golpistas a que cesen las agresiones contra la embajada brasileña. El dato no es menor. “Al entrar en el Consejo de Seguridad, el tema entró en la habitación del capítulo séptimo”, graficó la fuente diplomática, haciendo referencia a la cláusula que habilita una intervención militar bajo el paraguas de la ONU, que sólo puede ser invocada por un acuerdo del Consejo.

Para el veterano diplomático afincado en Washington, esto significa pasar del intento de convencer a los golpistas invocando principios democráticos, a la amenaza lisa y llana de una invasión. Fidel Castro lo entendió más rápido que nadie y un día antes de la resolución del Consejo, disparó un editorial en Cubadebate argumentando en contra de la solución militar.

Semejante desenlace suena descabellado pero no habría que descartarlo. El regreso de Zelaya tenía dos objetivos posibles. El primero sería provocar una pueblada que derrumbe el régimen. Pero si no lo pudo hacer el mes pasado, cuando fue a la frontera, cerca de las zonas rurales donde Zelaya tiene su principal base de apoyo, difícilmente lo logre en la capital, donde los golpistas cuentan con la simpatía de buena parte de la población, y donde se concentran las fuerzas encargadas de reprimir a los manifestantes.

El otro objetivo posible es provocar un ataque golpista a la embajada brasileña, que a su vez provoque una respuesta militar de fuerzas extranjeras que despejarían el camino para la restitución de Zelaya. No es la estrategia ideal, como dice Fidel, pero parece estar funcionando mejor que el operativo clamor, al menos en el plano discursivo. De ahí la importancia del pronunciamiento del Consejo de Seguridad. Atacar una embajada bancada por la máxima instancia de la ONU parecería una actitud suicida, pero la torpeza de los golpistas no tiene límites. Alguien debería explicarle al dictador Goriletti que ningún gobierno, mucho menos el suyo, tiene derecho a bombardear una embajada con gases tóxicos. Eso se llama pasarse de rosca, cruzar la raya. Cuando los nenes del Consejo de Seguridad salgan de su estupor, seguramente harán algo para que Goriletti no se la lleve de arriba.

Probablemente será una nueva amenaza, una amenaza más explícita. Pero el problema con las amenazas es que no suelen surtir efecto si quienes las lanzan no están dispuestos a concretarlas. Estados Unidos no ha tenido intervenciones militares unilaterales en la región desde la invasión de Panamá en 1989, si por intervención militar se entiende tirar tiros y no ocupar bases, armar flotas, realizar ejercicios militares, apoyar golpes, etc., etc. Según una fuente del Departamento de Estado consultada el mes pasado, esa no intervención militar directa y unilateral es una política de Estado que todos los presidentes estadounidenses han respetado, de Bush padre a esta parte.

La Organización de Estados Americanos sirvió de pantalla para los Marines que invadieron Santo Domingo en 1965, pero en la actualidad no existe ninguna disposición en el sistema de la OEA que contemple el uso de la fuerza. Si algo demostró este golpe es que la Carta Democrática del organismo interamericano no sirve para restituir a un gobierno constitucional derrocado por un golpe de Estado, justamente porque la Carta carece de capacidad coercitiva. En cambio el consejo de la ONU sí la tiene, el famoso capítulo séptimo, pero cuando la usó lo hizo para intervenir en conflictos armados, no para resolver crisis institucionales, mucho menos en un pequeño país como Honduras. Por lo tanto, llegado el caso, el Consejo tendría que desarrollar mecanismos de aplicación para el uso de fuerza que se adapten a la presente situación y que tengan en cuenta que ni Estados Unidos ni la Unasur aceptarían el despliegue de tropas extrarregionales en América latina.

Que hoy se esté hablando y, peor, pensando seriamente en una opción militar para Honduras demuestra hasta qué punto Goriletti y sus secuaces han logrado despertar a los fantasmas del pasado. Ya no hay espacio para soluciones buenas. Si llegan a las elecciones, los golpistas habrán triunfado. El golpe correctivo a plazo fijo se habrá convertido en un golpe clásico que se prolonga en el tiempo indefinidamente a través de un gobierno avalado por una elección ilegítima. Si se negocia un acuerdo que no incluye la vuelta de Zelaya con plenos poderes, también ganaron los golpistas. Si vuelve Zelaya por la fuerza, la opción militar volverá a ser viable en la región más pacífica del mundo.

Lo menos peor que puede pasar es que las amenazas del Consejo funcionen y que Zelaya vuelva por las buenas, por así decirlo. Pero aun así, el costo será inmenso: hundido en Honduras, el pomposamente nombrado “sistema interamericano”, las instituciones que lo integran y la Carta Democrática que lo gobierna habrán demostrado su patética debilidad.

sodonnell@pagina12.com.ar

ATO FALHO


Adesivo “PSDB a favor do Brazil” é distribuído em encontro sobre educação

Por Luana Ferreira, para nominuto.com

Adesivos que grafavam a palavra “Brasil” com “z” foram distribuídos hoje (26) durante um seminário sobre educação que o PSDB promoveu em Natal.

Os adesivos “PSDB a favor do Brazil” foram grudados nas camisas das pessoas logo na entrada do hotel Praia Mar, e apesar do esforço do pessoal da organização, que circulava o hotel pedindo para que elas retirassem o adesivo, no final do evento muita gente ainda estampava o erro.

O encontro reuniu os pré-candidatos do PSDB à presidência da República, governadores José Serra (SP) e Aécio Neves (MG), além de secretários de Educação, deputados federais e senadores do DEM e PSDB.

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Ato falho
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Um acto falho, lapso freudiano ou parapráxis, ou ainda a expressão latina lapsus linguae, é um erro na fala, na memória ou numa acção física que seria supostamente causada pelo inconsciente.

Alguns erros, como o marido que acidentalmente troca o nome da própria esposa pelo da amante, parecem representar casos relativemente claros de actos falhos ou deslizes freudianos. Noutros casos, erros triviais ou bizarros na aparência podem encerrar um significado mais profundo se analisados.

Os actos falhos não são limitados ao discurso oral ou a desejos sexuais reprimidos, podendo afectar até mesmo à cognição, que se vê prejudicada por fixações do inconsciente.

Sigmund Freud descreveu o fenômeno denominando-o em língua alemã Fehlleistung (em português a tradução é acto falho; em inglês usa-se a expressão Freudian slip) em seu livro de 1901 chamado Sobre a psicopatologia do cotidiano.

Inconscientemente, isto é, através do ato falho o desejo do inconsciente é realizado. Isto explica o fato de que nenhum gesto, pensamento ou palavra acontece acidentalmente. Os atos falhos são diferentes do erro comum.

Freud evidenciou que o ato falho era como sintoma, constituição de compromisso entre o intuito consciente da pessoa e o reprimido.

Ato falho abrange também erros de leitura, audição, distração de palavras. São circunstâncias acidentais que não tem valor e não possuem conseqüência prática.

Os atos falhos são compreendidos por muitas pessoas como falta de atenção, cansaço, eventualidade, porém pode ser interpretado como uma manifestação reprimida.


Os grifos são do blogueiro.

sábado, 26 de setembro de 2009

QUEM SE HABILITA?


Diego Maradona: Brincos vão a leilão

Os brincos do seleccionador argentino Diego Maradona, que o fisco italiano penhorou quando ‘El Pibe’ visitou Itália há 15 dias, vão ser leiloados na internet.

Correio da Manhã

O PONTO G

DANIEL PAZ & RUDY:

Por Fernando Cibeira
Desde Pittsburgh, para Página/12

El G-20 se convirtió desde ayer en el organismo que se ocupará de la situación económica mundial, desplazando a otras “G”, como el G-8 o el G-14. En su primera definición como foro permanente, entonces, el G-20 se pronunció por políticas que resguarden el empleo decente, promovió regulaciones a los bancos de inversión y paraísos fiscales y avanzó en la reformulación del FMI y el Banco Mundial. “Hay que dar vuelta la página a una era de irresponsabilidad y adoptar una serie de políticas, regulaciones y reformas para hacer frente a las necesidades de la economía global del siglo XXI”, sostuvieron los presidentes en el primer punto del documento final. La reunión de ayer en Pittsburgh quedó marcada por la influencia de Obama y el creciente poder chino y de los países en vías de desarrollo en general, que van logrando colar sus puntos de vista.

La decisión de convertir este grupo como la G principal fue anunciado por Obama en la cena de apertura del jueves a la noche, todo un dato frente a los países –principalmente los europeos– que preferían un más manejable G-14, con lo que Argentina quedaba afuera. Incluso, a nadie le pasó por alto el gesto que apenas hecho el anuncio comenzó dándole la palabra a los presidentes de Corea y de Australia, otros dos que hubieran sido desplazados. La Casa Blanca sacó un comunicado calificando el acuerdo alcanzado como “histórico”.

“Trae a la mesa a los países necesarios para construir una economía global más fuerte y equilibrada, reformar el sistema financiero y mejorar la vida de los más pobres”, se congratuló la oficina de Obama.

Cristina Kirchner ayer le agradeció al presidente norteamericano. “Sé que su posición fue muy importante para que el G-20 continúe”, le dijo cuando se cruzaron al momento de las fotos. “Usted déjelo en mis manos que yo lo hago”, le respondió el norteamericano. La broma provocó las risas de la imagen en la que se ve a ambos abrazados.

El G-20 nació a fines de los noventa para dar respuesta a las consecuencias generadas por las crisis rusa y de Asia. Argentina, como poco después pudo verificarse, había sido una de las economías más afectadas. Al grupo lo conforman los ocho países más industrializados, diez emergentes, Australia y la Unión Europea. España hasta ahora participó como invitado y tiene asegurada su inclusión para los encuentros del año que viene porque presidirá la UE. Fueron fijadas una cumbre para junio del año que viene en Canadá y otra en noviembre en Corea. Además, adelantaron un encuentro en 2011 en Francia. Los presidentes reunidos aquí ayer definieron al grupo como “el principal foro para la cooperación económica internacional”.

Yes, we can

Los presidentes se encontraron desde la mañana en el Centro de Convenciones David Lawrence, de Pittsburgh, una moderna y enorme edificación a orillas del río Allegheny, que cruza el centro de la ciudad. El “¿Por qué Pittsburgh?” es una pregunta que figuraba en varios folletos que se repartieron en la cumbre. La ciudad, ubicada en el estado de Pensilvania, es conocida como “la ciudad del acero”. En los setenta tenía altos índices de contaminación y para peor sufrió duro la crisis internacional de ese momento. Pero con el tiempo se reconvirtió de una manera espectacular, congeniando la instalación de muchas empresas, varias de ellas tecnológicas, con el mantenimiento de altos estándares de “energía verde”. Incluso, en los alrededores se replantaron miles de árboles que habían sido devastados por la explotación. La combinación fascinó a Obama, que ya en su campaña puso a la ciudad como ejemplo de desarrollo y ahora la designó sede de esta cumbre, obligando a los presidentes a recorrer los 600 kilómetros que la separan de Nueva York, a donde habían viajado para participar de la Asamblea General de las Naciones Unidas.

En la previa, la Cumbre del G-20 llegaba con el telón de un supuesto tironeo entre los países que sostenían que ya había que frenar las medidas de estímulo porque lo peor de la crisis había pasado y quienes consideraban que había que continuar inyectando fondos porque se corría el riesgo de perder lo avanzado. También acerca de la necesidad de establecer regulaciones a los bancos y a los famosos bonus que cobran los banqueros. Sin embargo, en la reunión, esas diferencias no se notaron. Todos coincidieron en mantener las políticas para establecer “un crecimiento mundial más equilibrado”. “Queremos crecimiento sin ciclos extremos y mercados que fomenten la responsabilidad, no la temeridad”, sostuvieron.

En la conferencia de prensa de cierre, Obama aseguró que el G-20 adoptó “duras” regulaciones financieras para garantizar que la crisis no pueda repetirse y garantizar el desarrollo a largo plazo.

El trabajoso documento final que fue negociado por los representantes de los presidentes en varios encuentros y terminado de pulir en estos dos días de cumbre tiene varios puntos referidos al Fondo Monetario. El más sustancioso modifica la cuota de poder dentro del organismo: los países más desarrollados se comprometen a ceder el 5 por ciento de sus votos a los países en vías de desarrollo. Respecto del Banco Mundial, la cesión será del 3 por ciento. “Es una victoria espectacular”, celebró el brasileño Luiz Inácio Lula da Silva.

En la comitiva argentina, y pese a que era un reclamo que habían levantado en las reuniones previas, no se festejó tanto porque no significa ningún cambio en la representación. Es que la constitución del FMI se basó en los Productos Brutos de los países luego de la Segunda Guerra Mundial y en aquel entonces Argentina tenía un mayor porcentaje del PBI mundial que ahora. El beneficio aprobado ayer será principalmente para los integrantes del grupo BRIC (Brasil, Rusia, India y China), en ascendente poder mundial.

Por otro lado, el FMI fue confirmado como el organismo que debe encargarse de monitorear y ayudar a los países miembro del G-20 respecto de su situación económica. Alérgicos a cualquier inspección del Fondo, los funcionarios argentinos aseguraban que esta iniciativa no modifica la actual situación, porque se había sacado el párrafo donde se consideraba que esas modificaciones eran obligatorias.

Una intervención final de la canciller alemana Angela Merkel terminó levantando un extenso párrafo en el que dejaba en claro que los países desarrollados solventarían el recambio energético en los países más pobres para ayudar a resolver el cambio climático. Merkel cuestionó el texto y Obama concedió que era una cuestión compleja. Quedaron que en una próxima reunión de los ministros de Economía, que se hará en noviembre, se resolvería sobre esta cuestión.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

G20 deve substituir G8 à frente da economia mundial

Os países do G-20 são os azulados. Pobre da África...

Bruno Garcez*
Enviado especial da BBC Brasil a Pittsburgh

O Brasil e outras nações emergentes devem colher uma vitória nesta sexta-feira, no encerramento da cúpula do G20, com a ampliação dos poderes do bloco que reúne os países mais ricos do mundo e as principais economias em expansão.

A expansão dos poderes do G20 e o seu status como substituto do G8 (o grupo formado pelas sete maiores economias mundiais mais a Rússia) era uma das bandeiras do Brasil, bem como o das outras nações emergentes, como a China e a Índia.

Pelo acordo, a agremiação de 20 países terá mecanismos para agir como coordenador global de políticas econômicas e permitir que os países-membros fiscalizem os compromissos firmados por cada um.

A iniciativa foi defendida também pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que vinha reivindicando o que chamou de "um reequilíbrio mundial".

Nesta sexta, deverá ser anunciado ainda que G20 se tornará um conselho permanente de cooperação econômica internacional, papel que era tradicionalmente desempenhado pelo G8.

O G8 vai continuar mantendo encontros regulares relativos a temas de segurança internacional que sejam de interesse dos países que constituem o bloco.

Ainda na quinta-feira, o assessor especial da Presidência, Marco Aurélio Garcia, havia dito que os emergentes já haviam feito avanços a começar, até mesmo, pelo nome da conferência que está sendo realizada em Pittsburgh.

Esta edição do encontro menciona o G20 em seu título, frisou o assessor do Planalto, enquanto que a cúpula anterior do bloco, realizada em Londres, em abril, não fazia menções ao grupo de 20 países.

Garcia havia dito que já ficara claro que ''o G8 não é mais aquela instância que organiza os debates sobre questões financeiras internacionais, houve uma certa transferência para o G20''.

Mas a despeito da vitória na ampliação dos poderes do bloco, as nações emergentes poderão sofrer um revés no acordo final da reunião.

Os países europeus vêm demonstrando resistência à intenção dos países em desenvolvimento de ter sua representatividade ampliada em organismos como o Fundo Monetário Internacional (FMI) em 5% ou mais.

A proposta conta também com o apoio dos Estados Unidos, mas teria a oposição da França e da Alemanha, que temem perder o seu poder dentro do FMI.

O esboço inicial do documento final do G20 afirma que há um consenso em elevar as cotas dos emergentes em pelo menos 5%, graças a uma transferência de ''países super-representados para mercados emergentes, dinâmicos e sub-representados, e nações em desenvolvimento na próxima revisão de cotas (do FMI), que será concluída em 2011".

Marco Aurélio Garcia afirmou que "alguns europeus estão introduzindo um outro critério, que tira dos grandes e passa para os pequenos, dos super-representados para os sub-representados, mas não introduz a questão concreta, que é a questão da representação dos emergentes".

O assessor da Presidência disse que há diferença entre as duas posturas.

''A diferença é que você pode tirar, por exemplo, da França, e passar até para um país europeu que esteja sub-representado'', explicou.

Algumas nações, como a Espanha, por exemplo, gostariam que o documento não falasse em ''mercados emergentes dinâmicos e sub-representados'', mas somente em ''mercados dinâmicos e sub-representados'', a fim de que pudesse se valer do mesmo aumento de cotas pleiteado pelos países em desenvolvimento.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Charly volvió "entregado y ocurrente"


Finalmente lo hizo: tras más de un año alejado de los escenarios, Charly García regresó en Lima su gira sudamericana con un concierto ante unos 20.000 fans peruanos.

La crónica del diario local El Comercio lo dice todo: “Entregado, entusiasmado, ocurrente y feliz de volver a tocar, así vimos a Charly García anoche”.

El divo del rock nacional interpretó desde clásicos de los ochenta, como Raros peinados nuevos, hasta el más reciente Deberías saber por qué.

Lejos de sus habituales excesos en escena, García abrió la noche con El amor espera y a partir de ahí desgranó sin interrupciones una serie de temas como Promesas sobre el bidet, Yendo de la cama al living o Funky.

El recorrido musical también permitió escuchar Llorando en el espejo, tema de Serú Girán, y otros clásicos como Demoliendo hoteles, No voy en tren o Influencia.

Con el apoyo vocal de Hilda Lizarazu, que apuntaló ante algunos olvidos del cantante, y el aporte del guitarrista Carlos "Negro" García López, García retornó al escenario hasta en tres ocasiones una vez terminado el show, siempre aclamado por el público del estadio Monumental.

Crítica Digital

Crise em Honduras reforça diplomacia 'sul-sul' de Lula


A crise política em Honduras mostra que a chamada "diplomacia sul-sul" do Brasil está ganhando força, diz o jornal suíço Le Temps, em sua edição desta quinta-feira.

"Ao pedir asilo ao Brasil, (o presidente deposto hondurenho Manuel) Zelaya indicou que está apostando todas as suas fichas no único país que ele acredita que vai devolvê-lo à Presidência", afirma o jornal. "É a prova tangível de uma mudança de eixo de poderes na região."

O Le Temps lembra que recentemente o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o Brasil vai se tornar uma grande potência no século 21. "Ele aperta a mão de Gordon Brown, de Nicolas Sarkozy, da Rainha Elizabeth 2ª, entre outros. E em abril Barack Obama disse que ele 'é o cara'."

"Mas é no hemisfério sul que Lula tece sua teia", diz o jornal, citando que o presidente visitou 45 países nos últimos 30 meses e que, desde 2003, o Brasil abriu 35 novas embaixadas no exterior, a maioria na África e no Caribe.

'Pragmatismo e provocação'

Segundo a publicação suíça, a estratégia "sul-sul" de Lula visa "apagar progressivamente a hegemonia dos Estados Unidos na região e coincide com a discrição do governo Obama".

"Ela se traduz em uma mistura de pragmatismo e provocação, com cumprimentos ao iraniano Mahmoud Ahamadinejad após sua contestada eleição e apoio aos regimes autoritários de Cuba e da Venezuela", diz o jornal.

O Le Temps lista os fatores que teriam ajudado Lula a conquistar uma credibilidade cada vez mais crescente. "O Brasil é uma democracia que funciona... As autoridades preservaram o equilíbrio entre uma redistribuição de riquezas mais igualitária... E o país aparece como um polo de estabilidade enquanto a maioria dos dez países com os quais faz fronteira sofreram problemas razoavelmente graves", exemplifica o jornal.

Mas, segundo o diário suíço, essa "tomada de força" também enfrenta obstáculos, como a oposição da China ao pedido do Brasil de ter uma vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU e o fato de os países sul-americanos não parecerem dispostos a dar ao Brasil este papel de potência regional.

"Mesmo assim, ao endossar seu papel ativo na crise hondurenha, Lula assume um risco limitado, caso ela não se resolva. Mas se ele contribuir para dobrar os golpistas, seu prestígio internacional vai ganhar força", conclui o jornal.

BBC

HOMEM CULPOU GATO POR DOWNLOAD DE PORNOGRAFIA

Porno-gato:

A Florida man blamed his cat after officials busted the failure at life for downloading over a thousand images of kitty kiddy porn.

Griffin told police he had been downloading music, and that his cat jumped on the keyboard when he left the room. He said "strange things" appeared on the computer when he returned.

He is being held in Martin county jail on $250,000 bond. No word on any charges against the cat.

Veja mais AQUI.
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ALTÍSSIMO NÍVEL

Pantanal:

Minc descarta processo contra Puccinelli

Um dia após ter sido chamado de "veado" e "fumador de maconha" pelo governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), o ministro da Meio Ambiente, Carlos Minc, reagiu com insinuações. "Ele (Puccinelli) que saia do armário tranquilo, pois nós defendemos todos os homossexuais, assumidos ou enrustidos", respondeu o ministro. Ele disse que não vai abrir processo contra Puccinelli pelas agressões, mas não abriu mão de prolongar a polêmica.

Defensor do plantio de cana para produção de etanol no entorno do Pantanal, o governador deu a declaração ontem, durante encontro com empresários e políticos da região, sem se incomodar com a presença de jornalistas na plateia. Ao comentar as restrições ao plantio de cana na Bacia do Alto Paraguai, previstas no zoneamento agroecológico lançado por Minc na semana passada, Puccinelli chegou a fazer uma ameaça insólita, caso o ministro viesse participar da minimaratona ecológica a se realizar no estado. "Eu corro atrás dele e o estupro em praça pública", disse, diante de risos do público.

Em pouco tempo, as declarações estavam na Internet, deixando Puccinelli em saia justa. Depois, o governador tentou se desculpar, mas Minc não quis conversa. "Ele (Puccinelli) perdeu o controle e mostrou o seu verdadeiro eu de forma desassombrada, manifestando preconceito", observou o ministro. Citando Siegmund Freud, o pai da psicanálise, Minc afirmou ser típico de pessoas que não admitem seu próprio homossexualismo. "Na verdade (essas pessoas) agridem algo que existe dentro deles próprios e que não aceitam", explicou.

Em meio à baixaria, o governador deu uma declaração pública hoje, na tentativa de encerrar o assunto. "Era um bate papo informal com empresários e, na hora que se conta piadas, se fazem besteiras como essa", explicou. "Como tornou-se público eu achei que devia pedir desculpas públicas".

O ministro ressaltou que, à parte as ofensas, o que mais lhe preocupa é "a virulência" do governador contra a preservação do Pantanal, "um paraíso ambiental para o qual os olhos do mundo estão voltados". Ele informou que tinha conversado com o governador dois meses antes do lançamento do zoneamento, explicando as medidas e presumido a concordância de Puccinelli.

O Mato Grosso do Sul, segundo o ministro, tem 9 milhões de hectares férteis, fora da bacia do Alto Paraguai, considerados aptos à produção canavieira. O Estado, acrescentou o ministro, tem lei que veda construção de usinas e a produção de cana na área de influência do Pantanal. "Ele (Puccinelli) achou interessante, ficou de estudar e agora veio com essa histeria", disse o ministro.

Quem tem medo da internet?


Emir Sader, para Carta Maior

Os grãos-tucanos, entre eles o próprio presidente, fizeram tudo o que puderam para censurar a internet. Um colunista da empresa dos Frias vem perguntar “como me livro da internet livre”? Fica clara a resposta: terminando com a internet livre – isso o que pedem e outros.

Mas quem tem medo da internet? Por que tem gente com medo da internet? É uma pergunta que todos nos devemos fazer, para entendermos o tipo de “democracia” que eles pregam.

A isso haveria que acrescentar a perguntar que, nem por ter vindo de Sarney, deixa de ser pertinente: Quem elegeu os donos das empresas monopolistas da mídia? Quem escolheu Otavio Frias Filho, foi seu pai. Da mesma forma as famílias Mesquita, Marinho e Civitas fazem passar de pai para filho. Quem votou por eles? O dinheiro, que permitiu a essas famílias montar uma empresa de mídia, situação que está vedada ao resto dos brasileiros. Aceitariam eles se submeter a um referendo público?

Medo da internet – que os fez torcer, calados, para não aparecer publicamente como estavam a favor da aprovação da censura na internet – tem os que detêm e goza dos privilégios do monopólio. São afetados pelas noticias semanais não somente sobre a crise financeira da mídia tradicional – a receita de publicidade dos jornais norteamericanos caiu 29% só na primeira metade deste ano -, mas também da sua credibilidade: quase dois terços dos nortemaericanos desconfiam das noticias divulgadas pelo jornalismo, o índice de credibilidade mais baixo desde que o Pewe Research Center começou a fazer esse tipo de pesquisa, em 1985.

Respondamos cancelando a assinatura dos seus jornais, deixando de ver seus programas de rádio e televisão. Mostrando como a internet nos permite informar-nos de maneira muito mais pluralista. Na internet se pode ler aos jornais que nos interessam, de qualquer lugar do mundo, interagindo, opinando, criando novos espaços.

Tenhamos claro que os que têm medo da internet são os que usufruem dos monopólios, os que se submetem aos patrões que lhes pagam salários e lhes garantem espaços de que eles acreditavam que dependeríamos para conhecer o Brasil e o mundo. São os que acusam governos, partidos, movimentos sociais, de não serem democráticos, mas estão a favor da censura e da ditadura, como agora fica claro.

Quem têm medo da internet, têm medo da democracia, têm medo da cidadania, têm medo do povo. Têm medo de ser derrotado de novo nas urnas. Têm medo de que o povo, uma vez mais, como declarou um deles, “derrote a opinião pública”. Opinião pública que, nas palavras do Millor, quando não era empregado dos Civita e tinha graça: “Opinião pública é a opinião que se publica”. Prezam uma falta opinião pública. Têm medo da internet, porque ela faz com que o que se publique não seja apenas o que eles decidem. Viva a internet, viva a democracia, viva o pluralismo.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Los problemas del viejo golpismo


Por Luis Bruschtein, para Página/12

América latina necesita la derrota del golpe hondureño para desalentar cualquier ilusión de regresar a una práctica que asoló la región durante décadas. Necesitaba el regreso de Manuel Zelaya, tanto como los hondureños mismos. Por eso la decisión comprometida de Lula, acompañado por el gobierno argentino y los de la mayoría de la región. Si se aceptaba la permanencia de Micheletti hasta las próximas elecciones, aunque sólo fueran unos pocos días, se habría legitimado el golpismo al darle un triunfo.

Aunque civil, Roberto Micheletti es un golpista latinoamericano clásico: gorila, anticomunista y proclive a la hegemonía de Washington en la región. Da la impresión de que los paralelismos llegan hasta allí. Porque Zelaya no es la víctima típica del golpismo sino que se trata de un hombre que llegó desde la derecha y en la marcha fue virando tibiamente hacia la izquierda.

Otra diferencia importante fue la reacción de los gobiernos latinoamericanos reunidos en la Unasur. La mayoría de las veces, las víctimas de los golpes eran la mancha blanca en el mapa, rodeados de regímenes protofascistas que inmediatamente reconocían al nuevo gobierno de facto. Esta vez dieron su respaldo al mandatario depuesto.

En ese marco, el elemento más diferenciador ha sido por un lado Brasil y por el otro Washington. En el caso de Brasil, durante las largas décadas de golpes militares, ese país no tenía prácticamente incidencia en la región. Esta vez, Lula decidió un protagonismo muy activo por la restauración democrática. Es evidente que una vez que Brasil optó por la integración, su peso se hace sentir y un síntoma muy claro es que Zelaya eligió su embajada.

Que se haya refugiado en la Embajada de Brasil, que desde allí haya realizado declaraciones y hasta actos políticos son hechos que reniegan de la explicación del canciller Celso Amorim de que Brasil “sólo le abrió la puerta”. Zelaya no se hubiera movido sin tener la seguridad de que sería recibido y Brasil tampoco hubiera asumido ese protagonismo sin sondear antes a Washington. Y hasta es probable que esos antecedentes hayan sido los que convencieron al depuesto mandatario hondureño de regresar y resignar la seguridad del exilio.

Los golpistas siempre habían actuado con el respaldo de la Casa Blanca y de los demás gobiernos de la región. Esta vez, el rol de Obama ha sido diferente, a pesar de lo cual fue criticado. Sobre estas reacciones hizo una ironía: “Antes criticaban a Estados Unidos porque intervenía en la región y ahora me piden que intervenga”.

Lo decía por los que le reclamaban una acción más decidida. Lo cierto es que su posición desconcertó al golpista Micheletti que ahora reclama “respeto a la soberanía de Honduras”. La estrategia para el golpe siguió el viejo molde y una de las acciones previas había sido armar un lobby en el Congreso norteamericano. Varios senadores republicanos, encabezados por Jim DeMint, de Carolina del Sur, a los que se sumó el lobby de los cubanos de Miami, hicieron presión sobre el Departamento de Estado. Su factor de negociación sobre Hillary Clinton fue el bloqueo de la designación del nuevo encargado para América latina, Arturo Valenzuela, y la del nuevo embajador en Brasil, Tom Shannon. Tanto Valenzuela como Shannon, los dos operadores clave de la política de Obama para la región, todavía no han podido asumir porque DeMint los tiene frenados.

No hay ninguna garantía de que el consenso democrático en América latina sea eterno, y mucho menos la posición de Washington. En cambio, el protagonismo de Brasil en estas situaciones ya es algo irreversible y aunque ahora coincide con la corriente mayoritaria, tampoco hay garantías de que suceda lo mismo en el futuro.

Estas coincidencias demuestran que se trata de un momento histórico especial en el continente. Pero el golpe de Micheletti demostró también que en todas estas sociedades sigue palpitando la tentación del golpismo frente a los procesos de cambio.

TV e o terror da internet


Na avaliação do "New York Times" a cerimônia do Emmy americano, domingo pela CBS e, no Brasil, pelo Sony, evidenciou uma indústria aterrorizada com "os lobos à porta: a internet, a crise, o DVR".

Do apresentador Neil Patrick Harris aos vencedores, todos "imploravam ao telespectador: largue o controle, não vá ao banheiro e, pelo amor de Deus, não veja depois pelo TiVo, eliminando os comerciais".

...um dos quadros cômicos em que o Emmy "enfrentou diretamente o inimigo", a internet, apelando à série do próprio Harris no iTunes.

Leia a íntegra AQUI.
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Brasil alvoroça ordem mundial

Tucanos, de Denis Carrion:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chega a Nova York para participar da abertura da Assembleia Geral da Onu em situação “que não poderia estar melhor”, segundo reportagem publicada nesta terça-feira pelo diário espanhol El País.

Lula deve pedir reformas nas instituições financeiras internacionais, um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU e deve defender a intervenção do Estado na economia para evitar excessos financeiros, diz o jornal.

Lula “falará com a autoridade de quem chega com os deveres de casa muito bem feitos”, afirma a reportagem, destacando que a crise financeira “não passa de uma lembrança no Brasil”.

“O Brasil se recuperou com rapidez e dinamismo e provavelmente vai fechar o ano com crescimento bastante superior ao do resto dos países membros do G20.”

O presidente também deve pedir aos 192 países participantes da Assembleia Geral que não baixem a guarda diante da recente recuperação econômica e coloquem em prática as medidas anticrise que vêm sendo discutidas desde a cúpula do G20 em Washington, em novembro passado.

“Quando a crise mundial alcançou seu ápice, o Brasil anunciou um empréstimo ao FMI no valor de US$ 10 bilhões e, desta maneira, passou a formar parte do seleto grupo de sócios doadores da instituição”, diz o jornal.

O jornal diz que Brasília considera a estrutura de órgãos como o Banco Mundial e o FMI está hoje totalmente obsoleta e não é representativa dos países emergentes.

“Desta maneira, o Brasil enfrenta uma semana de ofensiva diplomática para consolidar sua condição de líder regional sul-americano e novo ator de transcendência no panorama internacional.”

O Brasil, “que há anos assume o papel de porta-voz oficioso dos países em vias de desenvolvimento”, também deverá reclamar um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU, “orgão onde se tomam as verdadeiras decisões”, diz o jornal.

Para o Brasil, o assento seria uma forma de fazer com que os interesses do Terceiro Mundo sejam levados em conta “verdadeiramente”.

Como argumento, o país conta com a indiscutível liderança na América do Sul, “esta supremacia se assenta em uma sólida economia que, segundo os analistas, já representa 57% do capital sul-americano”.

BBC

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Brasil mais forte no FMI 'não é crença, é realidade'

FOTO DE TUCANO, COM O OLHO BEM ABERTO:

Daniel Gallas
Da BBC Brasil em Londres

O ex-diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) e ex-ministro das Finanças da Espanha Rodrigo de Rato disse que o aumento da participação do Brasil e de outros emergentes no FMI não é uma questão de crença, mas sim uma "realidade objetiva".

"O Brasil, como outros países, tem hoje um peso maior do que as suas cotas e pode esperar que isso se reflita [já]", disse Rato em entrevista à BBC Brasil sobre a reforma de cotas do FMI prevista para janeiro de 2011.

Para ele, uma "boa notícia" da atual crise foi o fortalecimento de países emergentes, que estão ajudando na recuperação econômica.

"Esta crise é histórica do ponto de vista dos países industrializados, já que pela primeira vez na história, toda a OCDE teve crescimento negativo durante vários trimestres em 2008 e 2009, mas ainda assim a economia mundial teve possibilidade de ter crescimentos positivos, através dos países emergentes", disse.

Leia mais AQUI.

Algumas metáforas


Juremir Machado da Silva, para Correio do Povo

- Deputado, com a sua permissão, por favor, quero lhe fazer uma perguntinha direta e na bucha. Comigo, como todos sabem, é pam pam Detran: o senhor é corrupto?

- Não lhe dou o direito de falar assim comigo.

- Mas as gravações mostram que o senhor...

- As gravações são ilegais.

- Mas elas foram autorizadas pela Justiça.

- A divulgação do conteúdo é ilegal.

- Mas a divulgação pela CPI não contraria a legislação.

- Nada disso tem valor jurídico de prova.

- Mas os fatos são verdadeiros ou não?

- Não há fatos. Há só uma flagrante ilegalidade praticada pela oposição para enxovalhar a nossa honra ilibada.

- Mas, deputado, não é a oposição que aparece combinando propinas, falando em código, articulando favores.

- Ninguém fala em código. Somos pela transparência.

- Não mesmo? E essas referências todas a vermelho, pacote e outros termos que parecem remeter a ilícitos?

- É só uma maneira poética de falar. A prosa do cotidiano é muito enfadonha. Então, como somos pessoas cultas, empregamos metáforas para colorir nossas conversas. É um jogo. Fazemos parte de uma rede de pessoas que conversam por telefone. Ganha quem inventa as melhores metáforas.

- Metáforas? E o que significam essas metáforas? Por exemplo, o que quer dizer "vermelho, é a última"?

- É um aviso para o Internacional. Se perder mais uma no Beira-Rio, não vai ganhar o Brasileirão deste ano.

- E as referências ao Grêmio? São metáforas para encobrir os nomes de torcedores ligados a esquemas de corrupção?

- De modo algum. Não há corrupção. Está tudo claro.

- Mas, deputado, há nove réus, entre os quais o senhor, acusado de uma série de ilegalidades num esquema...

- É um mal-entendido. Esquema, no caso, é esquema tático. Nas gravações, quando falamos em números, estamos metaforicamente tratando de um novo esquema tático. Eu já fui a favor do 4-3-3. Depois, passei a admirar o 3-5-2. Um bom esquema precisa ser dinâmico, envolvente, seguro, ter boa cobertura, não deixar furos atrás, fechar os flancos e, principalmente, produzir bons resultados. O negócio do esquema é ganhar. Metaforicamente falando.

- O esquema agora seria o 1-7-1? Mas faltariam dois? Ou esses dois que faltam é a parte de algum volante do time?

- Exijo respeito. Tenho uma biografia como político.

- Mas, só uma perguntinha: o senhor roubou ou não roubou?

- Ignorante. Propina não é roubo. É uma questão técnica.

- É o quê? Furto?

- Tampouco. Vá estudar direito antes de falar comigo.

- Mas o senhor botou no bolso algum dinheiro público ou não? Abra o jogo, deputado. Chega de retranca. Ataque.

- O importante agora é a minha defesa. Sou inocente.

- O senhor quer dizer que é um inocente útil?

- Inútil. Não estou conseguindo nada no momento.

- O senhor não tem vergonha?

- Tenho.

- Metaforicamente falando?

- Me respeite. Não fiz nada.

- Por que o acusam?

- É um esquema da oposição?

- Tático?

juremir@correiodopovo.com.br

domingo, 20 de setembro de 2009

PROVOCAÇÃO BARATA


EUA e Israel simularão ataque com mísseis, diz jornal

Cairo, 20 set (EFE).- Os Exércitos de Israel e dos Estados Unidos participarão, nos próximos dias, de manobras militares que simularão um ataque com mísseis procedente de países da região, informou hoje o jornal árabe "Asharq al-Awsart".
Segundo a edição eletrônica da publicação, o exercício militar será o maior na história das manobras conjuntas realizadas pelas duas Forças Armadas. Dele, participarão aviões de guerra israelenses e unidades da Marinha americana.
O "Asharq al-Awsart", que não cita fontes, disse ainda que o treinamento vai simular um ataque simultâneo com mísseis lançados do Irã, da Síria e dos territórios controlados pela milícia xiita e libanesa do Hisbolá e pelos palestinos do Hamas.
A informação foi publicada a poucos dias da reunião que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, terá na quinta-feira, em Nova York, com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.
O exercício, se confirmado, será realizado em meio aos esforços internacionais pela retomada das negociações de paz no Oriente Médio, que estão estagnadas desde o fim do ano passado. EFE

DEUTSCHE WELLE

sábado, 19 de setembro de 2009

NÃO! MEUS BRINCOS NÃO!

DANIEL PAZ & RUDY:

Página/12

Mãos ao alto! Entregue os brincos!


A polícia fiscal da Itália confiscou, nesta sexta-feira, os brincos de diamante do técnico de futebol argentino Diego Maradona, que está hospedado em um spa no nordeste do país.

Autoridades italianas afirmam que o ex-jogador deve cerca de 31 milhões de euros (R$ 82 mi) como parte de um acordo de dívidas fiscais que Maradona acumulou durante o período em que jogou no clube italiano de futebol Napoli, entre 1984 e 1991.

O par de brincos de diamantes foi avaliado em aproximadamente 4 mil euros (cerca de R$ 10 mil).

Segundo o correspondente da BBC em Milão Mark Duff, a indignação de Maradona foi “completa” quando os oficiais da polícia ordenaram que o astro do futebol entregasse os brincos.

Essa não é a primeira vez que as autoridades italianas confiscam objetos de valor de Maradona. Anteriormente, a polícia já havia confiscado dois relógios da marca Rolex e também ordenou que o treinador entregasse o cachê recebido por uma participação em um programa de TV italiano.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Jimi Hendrix


Jimi Hendrix (nascido Johnny Allen Hendrix, mais tarde James Marshall Hendrix; Seattle, 27 de novembro de 1942 — Londres, 18 de setembro de 1970) foi um guitarrista, cantor, compositor e produtor norte-americano, amplamente considerado um dos mais importantes guitarristas da história do rock.

Como guitarrista, ele se inspirou nas inovações de músicos do blues, tais como B. B. King, Albert King e T-Bone Walker, assim como nos guitarristas de R&B (rhythm and blues), tais como Curtis Mayfield. Jimi Hendrix é considerado por muitos como: o melhor e mais influente guitarrista de todos os tempos. Ademais, ele ampliou a tradição da guitarra no rock, apesar de guitarristas anteriores, como Dave Davies (de The Kinks), e Pete Townshend (de The Who) terem empregado recursos como o "feedback" (microfonia), distorção e outros efeitos especiais.

Já Hendrix, graças às suas raízes no blues, na soul music e no R&B, foi capaz de usar estes recursos de uma forma que transcendia suas fontes. Ele também foi um letrista cujas composições foram tocadas por inúmeros artistas. Como produtor musical, foi um dos primeiros a usar o estúdio de gravação como extensão das suas ideias musicais. Assim, a sua importância como estrela do rock coloca-o ao nível de figuras como Chuck Berry, John Lennon Paul McCartney, Elvis Presley, Bob Dylan e Mick Jagger.

Leia mais na WIKIPÉDIA.

O cientista, o padre e a fúria de “O Globo”


O jornal O Globo dedicou um resuminho anêmico, na página de obituários, à morte do cientista Norman Borlaug, considerado um dos pais da chamada revolução verde. Era de se supor que o jornal conhecesse bem melhor o tema, pois, em 1970, ninguém festejou mais que o O Globo o Nobel da Paz dado a Borlaug. Naquele ano, o jornal amplificou a campanha torpe da ditadura para vilanizar o arcebispo de Olinda e Recife, padre (como pedia para ser chamado) Hélder Câmara, que também disputava o Nobel.

Argemiro Ferreira, para Carta Maior

A página de obituários do jornal O Globo registrou segunda-feira, no alto, a morte no sábado do cientista Norman Borlaug, aos 95 anos. Destaque obviamente merecido, dada a importância do personagem, a quem se atribui responsabilidade parcial pela chamada revolução verde, que provavelmente salvou milhões de pessoas da fome na segunda metade do século passado.

Mas os leitores só encontraram no jornal um resuminho anêmico. Tiveram de recorrer à internet para completá-lo. Era de se supor que O Globo - que já poderia ter dado a notícia no domingo, como fizeram os jornais de Londres, cujo horário está bem à frente do nosso - conhecesse bem melhor o tema. Pois em 1970 ninguém tinha festejado mais do que esse jornal o Nobel da Paz dado a Borlaug.

As razões de O Globo na época não eram os méritos de Borlaug - que os tinha. Naquele ano recorde de atrocidades praticadas pela ditadura militar no Brasil as organizações da família Marinho estavam ocupadíssimas na defesa dos torturadores e assassinos do regime, denunciados no mundo inteiro. Era o tempo do “Pra Frente Brasil” na Copa do México, da euforia da Bolsa, do “Brasil Grande” do ditador Médici.

Uma candidatura da Noruega?
Outro slogan patrioteiro do regime, o “ninguém segura este país”, nascera como manchete desse jornal na época. Como o Estadão, ele servia aos poderosos do dia e aos interesses corporativos de fora. E amplificava a campanha torpe da ditadura para vilanizar o arcebispo de Olinda e Recife, padre (como pedia para ser chamado) Hélder Câmara.

A história foi muito bem contada em um livro de Nelson Piletti e Walter Praxedes, "Dom Hélder Câmara, o profeta da paz", publicado pela editora Contexto e lançado neste ano de 2009 para coincidir com o centenário do biografado. A obsessão do regime era impedir sua premiação com o Nobel da Paz - afinal dado a Borlaug, americano de pais noruegueses.

O Itamaraty da ditadura mobilizara uma operação internacional, com respaldo explícito na mídia aliada do regime (em especial O Globo, mas com papel de destaque para Ruy Mesquita, do Estadão), além de voluntários sinistros como o empresário norueguês Henning Boilesen, radicado no Brasil (à frente do grupo Ultra) e freqüentador dos porões da tortura na OBAN de São Paulo.

Como os jornais lembraram agora, nos obituários do cientista, o próprio Borlaug custou a acreditar na notícia, ao recebê-la de sua mulher Margaret, no México. Foi tal a surpresa que chegou a suspeitar que não passava de brincadeira. Não achava que seria o escolhido em 1970 pelo comitê norueguês - que cabe ao Parlamento desse país selecionar, um procedimento diferente dos outros prêmios Nobel, decididos na Suécia.

Ciência, agricultura e paz mundial
Borlaug diria depois ter sido escolhido para “simbolizar o papel vital da agricultura e da produção de alimentos num mundo faminto tanto de pão como de paz”. No copy desk de O Globo, eu tinha acompanhado naqueles dias, com interesse especial, as notícias vindas da Europa sobre a tendência esmagadoramente favorável a dom Hélder e o papel indecente do jornal, que negava as torturas e proclamava haver democracia e plena liberdade de imprensa no país.

Numa campanha obsessiva, sonegando e manipulando notícias, O Globo acusava dom Hélder de difamar o Brasil no exterior. Quando a revista alemã Stern publicou entrevista dele após uma extensa reportagem sobre as torturas, a manchete do jornal foi: “Dom Hélder usa revista pornográfica para caluniar o Brasil”. Stern era uma boa revista - e continua a ser, creio, mesmo depois de atropelada em 1983 pelo escândalo dos diários falsos de Hitler.

Pouco tempo depois da entrevista de dom Hélder, numa visita em 1976 à redação de Stern em Hamburgo, posso ter dado uma idéia errada ao editor. Ainda incomodado pela campanha suja de O Globo (não muito diferente das atuais), escorreguei em observação impertinente, que talvez tenha soado como insólita cobrança puritana.

Ao ouvir-me estranhar o contraste entre o tom das matérias e a ilustração das capas, ele contra-atacou: “O que você tem contra mulher bonita na capa?” Mereci a patada. Stern pertence à Bertelsmann, um dos maiores impérios de mídia do mundo (talvez o 5º). Suas capas ajudam a explicar a circulação atual superior a 1 milhão de exemplares, que alcançam em média 7,8 milhões de leitores.

O papel dos lobbies e da mídia
A queixa no segundo parágrafo deste texto, de que prefiro encontrar nos jornais histórias completas, sem ter de ir à internet em busca de mais dados, é por causa dos textos-pílulas que nossa mídia aprendeu com o USA Today. Para mim as pílulas deviam ficar para os mervais e leitoas, reservando-se espaço maior para reportagens - desde que bem apuradas, sem o ranço das campanhas suspeitas.

A morte de Borlaug seria um momento oportuno para reflexões sobre a revolução verde - benefícios e efeitos negativos. À época do Nobel da Paz houve oba-oba em O Globo e no resto de nossa mídia pelas razões erradas. Nélson Rodrigues, criativo como ficcionista e teatrólogo, ignorava o tema mas adotou Borlaug prontamente como seu novo herói. Além de achar dom Hélder subversivo, nunca o perdoou por se negar a abençoar seu segundo casamento.

O crescimento fantástico da produção agrícola era a resposta maior do cientista às críticas e preocupações ambientais e sócio-econômicas (dependência da monocultura, práticas agrícolas não sustentáveis, efeitos na agricultura de subsistência, produtos químicos suspeitos de causar câncer) mas Borlaug tinha amplo apoio nas corporações interessadas, da Dupont à Monsanto.

Os lucros extraordinários do agronegócio e corporações de agroquímica, da indústria de fertilizantes e pesticidas, fizeram proliferar lobbies cada vez mais poderosos e influentes. Mesmo descartando a maior parte das críticas, o cientista reconhecia que as transformações da revolução verde não tornaram o mundo uma Utopia. Respeitava alguns ambientalistas, mas criticava outros como elitistas.

Paraguai rejeita presença de militares americanos no país

Aquífero Guarani (área azul):

Marcia Carmo
De Buenos Aires para a BBC Brasil

O presidente do Paraguai, Fernando Lugo, rejeitou, nesta quinta-feira, a presença de cerca de 500 militares americanos no país em 2010, como parte do programa de cooperação conhecido como “Novos Horizontes”.

O programa, já realizado anteriormente em território paraguaio, prevê exercícios, assistência médica e perfuração de poços, entre outras iniciativas.

“Não é uma rejeição categórica. Mas simplesmente não acreditamos ser conveniente que o Comando Sul dos Estados Unidos esteja presente no Paraguai com 500 soldados para este tipo de exercícios”, afirmou o presidente durante uma entrevista coletiva na capital, Assunção.

Lugo afirmou ainda que a decisão está relacionada à postura da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) sobre os acordos regionais de defesa.

Segundo o presidente paraguaio, a Unasul “gerou um novo panorama nas áreas de defesa, segurança e soberania”.

“A integração regional está em primeiro lugar”, afirmou.

América do Sul

Nesta semana, os ministros das Relações Exteriores e da Defesa dos países que integram a Unasul se reuniram em Quito, no Equador, para discutir o acordo militar entre Colômbia e Estados Unidos que prevê o uso de bases colombianas por tropas americanas.

O acordo tem gerado polêmicas na Unasul, formada por doze países, e foi tema da recente reunião entre os presidentes, em Bariloche, na Patagônia argentina.

Após o encontro em Quito, o chanceler paraguaio Héctor Lacognata pediu o fim da “carreira armamentista” na região.

Recentemente, Brasil e Venezuela, entre outros países, anunciaram investimentos na área de defesa.

Reação

Depois do anúncio do presidente Lugo, a embaixadora dos Estados Unidos no país, Liliana Ayalde, afirmou que os americanos respeitam a decisão, mas considerou a iniciativa como “lamentável”.

Segundo ela, a operação “Novos Horizontes” é de “caráter humanitário”, realizada há anos em vários lugares do mundo.

“É uma missão com muitos benefícios”, disse.

A embaixadora destacou que o programa inclui aspectos médicos, de engenharia (com obras em escolas e para água potável), além de treinamento de militares paraguaios, e é realizado em áreas afastadas e rurais.

“Para nós, é uma oportunidade de chegar a áreas geralmente afastadas, onde não existe acesso a vários serviços”, declarou.

Ayalde afirmou ainda que a operação é realizada em forma conjunta com o Exército paraguaio.

Segundo a imprensa paraguaia, a embaixadora descartou que a operação tenha outros objetivos, como vigiar a reserva Aquífero Guarani - – uma das maiores reservas subterrâneas de água do mundo.

De acordo com uma matéria publicada no jornal Ultima Hora, de Assunção, uma das principais reclamações sobre o programa é a de que, além dos exercícios, assistência médica e perfuração de poços, as tropas americanas fazem um trabalho de inteligência e observam o Aquífero Guarani, no departamento de São Pedro.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Los cambios que se convirtieron en votos


Por Miguel Jorquera

Fue el primer gran paso. El kirchnerismo, con el respaldo de los bloques de centroizquierda y el socialismo, dio media sanción a la ley de Servicios de Comunicación Audiovisual impulsada por el Gobierno en la Cámara de Diputados por 147 votos a favor con 3 abstenciones y 3 en contra. Algunos de los aliados más fieles, como los neuquinos del MPN, esta vez no acompañaron la iniciativa oficial. En tanto, el núcleo duro opositor –la UCR, la CC, PRO, el peronismo disidente y el cobismo– cuestionó la “legitimidad del procedimiento parlamentario” e impugnó la sesión especial antes de abandonar el recinto. Ahora, todos los esfuerzos se trasladarán al Senado.

Leia mais sobre este tema na Página/12.

Lula teve 'visão correta' ao falar que crise era 'marolinha'


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve uma visão "bastante correta" ao dizer, no ano passado, que a crise no Brasil provocaria apenas uma "marolinha", diz artigo publicado no jornal francês Le Monde nesta quinta-feira.

O diário argumenta que a recessão no Brasil durou apenas um semestre, citando o aumento de 1,9% do PIB no segundo trimestre de 2009, após queda nos dois trimestres imediatamente anteriores, além da recuperação da Bolsa de Valores de São Paulo e do real.

"A rápida recuperação do Brasil demonstra a precisão da estratégia adotada pelo governo e concentrada no apoio do mercado interno. As reduções de impostos a favor das indústrias de automóveis e de eletrodomésticos mantiveram as vendas nestes nestes dois setores cruciais", afirma o jornal, lembrando ainda que a confiança do consumidor brasileiro jamais chegou a ser abalada.

No artigo, intitulado "A retomada do crescimento mundial se baseia nos Brics", o Le Monde traça o panorama econômico dos países do grupo - Brasil, Rússia, Índia e China - um ano após a queda do banco Lehman Brothers, considerada o marco da atual crise financeira global.

Outros países

"É para os grandes países emergentes que se direciona hoje a esperança de que a fase de recuperação do nível de vida vai se acelerar. E que seus modelos de crescimento, até hoje essencialmente baseados nas exportações, vão progressivamente dar lugar a um novo modelo de desenvolvimento, garantindo mais importância à demanda interna", diz o jornal.

Sobre a China, o Le Monde afirma que a previsão de crescimento de 8% para o PIB de 2009 deve ser atingida, mas ressalta que o modelo econômico do país favorece o investimento em detrimento do consumo.

O diário francês lembra que a Índia conseguiu manter um crescimento sustentado, principalmente nos setores de indústria e serviços.

Já a Rússia, tida como o país mais atingido dos Brics pela crise, também parece estar se recuperando, de acordo com o Le Monde, com um aumento do PIB nos últimos meses.

BBC

O mercado é uma guerra?


No final da Segunda Guerra Mundial, o governo americano fez aprovar uma lei que dava aos ex-combatentes o direito de ingressar gratuitamente no ensino superior. Muitos deles optaram pelas faculdades de administração. Oficiais graduados, com experiência multinacional, visão de mundo, experiência de logística, capacidade de comando e foco em objetivos, habituados a tratar o outro lado como um inimigo a ser vencido, chegaram às grandes empresas e galgaram rapidamente a hierarquia organizacional. Muitos se deixaram ficar na Universidade, e influenciaram as bases do pensamento gerencial.

A mesma lei foi estendida aos veteranos da guerra da Coréia, em 1953, e depois da guerra do Vietnã, em 1966. Os números impressionam: 6 milhões de combatentes da Segunda Guerra ingressaram na universidade (em 1947, os veteranos representavam 49% de todas as matrículas no ensino superior americano); 1,2 milhões de veteranos da Coréia; e 6,8 milhões do Vietnã.

Mas a Segunda Guerra Mundial e a guerra do Vietnã foram diferentes na essência.

A luta na Europa e no Pacífico tinha uma justificativa heróica: a defesa contra a agressão nazista para proteger o mundo livre da perspectiva de uma ditadura cruel, e terminou em vitória, com imenso apoio popular. Os militares que dela saíram para uma carreira gerencial ou acadêmica foram os veículos da expansão americana, campeões da ideologia democrática, conquistadores de mercados estrangeiros e não mais de territórios inimigos. Sua vida executiva coincidiu com uma era de euforia, crescimento, bem-estar e aumento inédito da qualidade de vida. Os sucessos conseguidos funcionaram como validação de seus métodos.

Os egressos do Vietnã têm outra história para contar. Ressentidos, agressivos, reprovados por grande parte da população, retornaram derrotados de uma guerra suja e sem sentido. Nela, os americanos eram os agressores, contra um exército maltrapilho, invisível e guerrilheiro de um pequeno país perdido no mapa. Ao contrário dos campos da Europa e dos mares do Pacífico, os combates eram travados em selvas fechadas, em meio a monções e lamaçais.

E sua chegada ao “mercado” coincidiu com os instantes mais agudos da competição global. A década de 1970, que viu a derrota americana no Vietnã, assistiu também à invasão japonesa aos mercados mundiais. Impossível desprezar o significado simbólico desse fato: os japoneses, adversários vencidos da Segunda Guerra, “invadiram” os Estados Unidos com seus produtos eletrônicos e seus automóveis, compraram alguns dos prédios mais sofisticados de Manhattan – numa versão capitalista do ataque ao World Trade Center – e jogaram os Estados Unidos numa das piores recessões de sua história econômica.

A prática e a doutrina gerencial nascidas desses oficiais que, saídos do Vietnã, optaram pela vida acadêmica e executiva têm uma ferocidade nunca vista no mundo dos negócios.

E praticamente todas as grandes empresas americanas, nos mais diversos setores de mercado, tiveram militares oriundos do Vietnã como presidentes, membros de suas diretorias, ou consultores. Todas, sem exceção, continuam tendo seus executivos formados em teorias que ainda trazem essa marca, através das grandes faculdades de administração.

A guerra é o sintoma mais evidente do esgotamento de um ciclo, uma situação limítrofe onde a normalidade se esvai. Cessa o diálogo. Suspendem-se direitos humanos. Aceita-se a morte. Pratica-se a tortura. Mente-se. Controlam-se os meios de comunicação. Restringem-se as liberdades individuais. Não há adversários, apenas inimigos. Inimigos merecem ódio, e devem ser aniquilados.

A guerra prolongada gera cansaço, produz consumo irracional pela falta de perspectivas de futuro, degrada os valores humanos. O estado de guerra ininterrupta é, por definição, insustentável. Não há sociedade na história que tenha conseguido sobreviver assim. E portanto, cedo ou tarde, as guerras acabam.

Porém, ao contrário da guerra verdadeira, que termina com a vitória, a “guerra” do mercado não tem fim, não existe vitória definitiva, não existe sossego. Vencer significa tão-somente produzir um ganho maior para os acionistas a cada trimestre, sabendo que qualquer passo em falso pode significar o fim da empresa, o fim dos bônus, o fim do emprego, o fim do status. A derrota. Mesmo onde não há acionistas anônimos, esse modo de pensar foi incorporado à vida das organizações.

Daí a hipercompetição, a paranóia, o medo permanente. Os executivos passaram a viver sob a perspectiva de um ataque iminente por parte de competidores ou predadores corporativos que aplicam as suas mesmas técnicas de marketing de guerra e de guerrilha.

Mas se tudo isso é tão tipicamente americano, por que então o fenômeno não ficou limitado aos EUA?

As explicações são muitas, dentre elas:

• As estratégias de guerra foram mais um vetor do predomínio americano na economia global.

• Seu sucesso fez com que fossem emuladas inclusive pelas principais escolas de administração da Europa – que podem ter suas idiossincrasias, porém, na essência, formam o mesmo executivo “global”.

• A maioria esmagadora dos livros de negócios tem origem nos Estados Unidos.

• Os Estados Unidos lideraram a primeira onda da globalização, com as grandes empresas multinacionais, e também a segunda onda, apoiada nos fluxos financeiros em tempo real e na integração das cadeias de valor.

• É principalmente americana a inovação em tecnologia da informação que impulsiona esse movimento.

• O PIB americano, em 2008, respondia sozinho por 20% do PIB global, o que denota o predomínio das empresas americanas no cenário mundial.

Tão forte é esse apelo que até sociedades menos afeitas à agressividade, como os países orientais, vêm se dobrando progressivamente aos mesmos comportamentos. Países que até há pouco tempo eram comunistas abraçaram a “economia de mercado”. E as nações em desenvolvimento olham para os Estados Unidos com um misto de revolta e inveja.

Seria ingênuo imaginar que essas práticas e conceitos possam ser modificados com facilidade. Porém é urgente entender que o modelo militar aplicado aos mercados se tornou economicamente, empresarialmente, socialmente, ecologicamente e psicologicamente insustentável.

"As metáforas militares nos induzem a pensar e a ver tudo em termos de luta, conflito, guerra. Essa perspectiva limita nossa imaginação quando consideramos as alternativas nas situações que gostaríamos de compreender ou mudar.” Autora: Deborah Tannen.

Por Fernando Barcellos Ximenes (criador do projeto "A Empresa Necessária", cuja finalidade é discutir, sem ingenuidade nem preconceitos, a viabilidade de novos princípios de gestão. Website: www.fernandoximenes.com.br)