DANCINHA

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

SANTA ROSA - IV

Portal em Homenagem à Xuxa:

CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, DOMINGO, 16 DE AGOSTO DE 2009

O ataque ao supermercado 14 de Julho

Dois episódios, em especial, marcaram a memória daqueles que viveram os tempos de repressão em Santa Rosa. No dia 23 de abril de 1942, além da pichação das casas de famílias alemãs com a cruz suástica, houve passeatas, invasões, depredações em estabelecimentos comerciais e residências e centenas de prisões arbitrárias, segundo o relato de Saul Dante Liberalli. 'O que que ficava bem claro é que para que ocorressem todos esses fatos era preciso a conivência, a iniciativa, e o apoio das autoridades locais', diz a historiadora Tereza Christensen.
Em depoimento à historiadora, a proprietária do supermercado 14 de Julho afirmou que a noite de 22 de agosto de 1942 foi a mais marcante de toda a sua vida. Joana Fehlauer contou que a pessoas apedrejavam as residências e estabelecimentos aos gritos de 'fora' e 'inimigos'. Júlio e Joana Fehlauer, junto com os quatro filhos, foram buscar refúgio na residência do vizinho Luiz Zenni, onde ficaram escondidos por longos e intermináveis 14 dias.
A violência foi tamanha que, ao voltarem para casa, não encontraram 'pedra sobe pedra’'. Tereza Christensen conta em seu livro que naquela noite de agosto de 1942 mais de mil pessoas e um caminhão de pedras passavam pelas ruas, depredando residencias de alemães e italianos. Há relatos de que a esposa do proprietário de um dos estabelecimentos foi violentada.

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