DANCINHA

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

PNAD 2007, mega estudo mostra um Brasil que avança


O IBGE divulgou ontem a PNAD 2007 – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, mega estudo que mobilizou 2 mil entrevistadores com o objetivo de conhecer a realidade das famílias brasileiras do ponto de vista de renda, emprego, educaçao e posse de bens duráveis, entre outras coisas. Ao todo foram visitados 147 mil domicílios e entrevistadas cerca de 400 mil pessoas nos 4 cantos do país. Os resultados, como era de se esperar, mostraram um país que avança - há hoje menos analfabetos, mais empregados formais, melhores salários e mais eletrodomésticos nas casas das pessoas do que há alguns anos. Entretanto, é preciso admitir que ainda há muito que fazer.

Para começo de conversa, vale dizer que o rendimento real dos trabalhadores subiu pelo 3º ano seguido, obtendo um ganho real de 15,6% entre 2004 e 2007. Porém, esse salário ainda é muito baixo – nao passa de R$ 956 mensais na média nacional. No Sudeste ele chega a R$ 1.098, mas no Nordeste fica em R$ 606. Para dar uma idéia do fosso no qual nos metemos nos últimos anos, basta dizer que, em valores corrigidos, ainda estamos recebendo menos do que ganhávamos em 1998. Além disso, a concentraçao continua alta - 10% dos brasileiros nao têm rendimento e 58% ganham até 2 salários mínimos, ou R$ 900. A renda média familiar, representada pela soma dos ingressos de todos membros da família, ficou em R$ 1,796.

A PNAD mediu ainda o tamanho da farra promovida pelos consumidores tupiniquins nas lojas de eletroeletrônicos nos últimos 3 anos. No período o percentual de lares com TV subiu de 90,3% para 94,5% e as lavadoras de roupa se fizeram presentes em 39,5% das nossas casas – em 2004 esse índice era de 34,5%. Isso sem falar nos celulares, que hoje equipam 68% dos nossos domicílios. Em 2001 apenas 31% dos lares possuíam um. Ainda segundo o IBGE, 27% das residências brasileiras possuem um computador e 20% têm acesso à web. Essa evoluçao no consumo de bens duráveis, por outro lado, contrasta com números embaraçosos – 16% das famílias brasileiras nao têm água encanada em casa, 26% nao contam com esgotamento sanitário e 12% nao têm o lixo recolhido em suas portas.

Em suma, com um pouquinho de atraso, justificado pela amostra gigantesca, o IBGE produziu o retrato de um Brasil que progride, embora ainda precise melhorar a educaçao, o salário e as condiçoes de vida dos seus habitantes mais pobres.

19/09 Luiz Alberto Marinho

Todas do Marinho no Blue Bus.

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